domingo, 25 de fevereiro de 2018

Queijos e Vinhos na Morada do Engenho


Há cerca de dois anos, o casal Dirceu e Eliane Oliveira resolveu estabelecer um comércio de queijos e vinhos na localidade de Morro do Engenho, em Natividade (RJ), que tem se mostrado exitoso.

A inspiração partiu da tradição de Almerindo Custódio, conhecido como Lilinho - pai de Eliane - em fabricar queijos.

O nome do empreendimento alude aos nomes das filhas do casal: "Aline e Flora Produtos Artesanais", e apresenta novidades para os clientes. O queijo recheado com goiabada é o campeão de vendas. Mas o casal produz, também, queijos recheados com doce de leite, ervas finas, bacon com calabresa e o comum. Ali podem ser encontrados vinhos estrangeiros e de jabuticaba, oriundos das adegas italianas de Varre-Sai. 


















Fazenda do Engenho, que inspirou o nome à localidade, teria sido construída em 1834 pelos mineiros José de Lannes Dantas Brnadão e seus irmãos Antônio e Francisco. Abel Jacinto da Fonseca reformou-a em 1898.






ELCIO XAVIER DOA NOVAS RELÍQUIAS AO ECLB

Elcio Xavier, um dos grandes poetas do país, contribui, mais uma vez, para o resgate de nossa história

Um mapa de Bom Jesus do Itabapoana confeccionado por Pe. Mello, em 15/3/1940, e vários exemplares da revista bonjesuense Vagalume, editada em 1922, 1923 e 1924 são as mais novas relíquias que Elcio Xavier doou ao ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos).




Padre Mello produziu o primeiro mapa de Bom Jesus do Itabapoana, utilizando um simples teodolito



             O mapa é datado de 15/3/1940


Segundo texto de Elcio Xavier, um dos grandes poetas do país, em memorável artigo publicado em A Voz do Povo, no dia 6 de janeiro de 1951, e remetido ao O Norte Fluminense, Pe. Mello fez o "levantamento topográfico de quase toda a região, dispondo de um modesto teodolito, e desenhou o primeiro, senão único, mapa do município".

Elcio Xavier ressaltou, ainda, no referido texto, que Pe. Mello "legou-nos a história real da cidade, desde sua origem, através de O Meu Campinho, sua coluna semanal de A Voz do Povo, e foi grande poeta, deixando vasta obra que precisa ser catalogada e publicada, antes que os anos nos roubem o incalculável tesouro deixado por este talento indiscutível que Bom Jesus abrigou por tantos e tantos anos".


Em 1951, Elcio Xavier pugnava, no jornal A Voz do Povo, por um trabalho de catalogação da obra de Padre Mello, antes que ela se perdesse

O trabalho de catalogação dos textos de Pe. Mello publicados no jornal A Voz do Povo foi iniciado por Delton de Mattos, outro gênio de nossa literatura, cerca de 60 anos após o artigo de Elcio Xavier.

Por outro lado, a editora O Norte Fluminense lançou, em 2015, o livro "Obras Selecionadas de Pe. Mello", e prepara o lançamento da 2ª edição no dia 2 de abril, às 9h, no ECLB. Esta nova edição contará com inúmeras outras poesias e diversas importantes informações sobre o pároco açoriano.

No ano passado, por ocasião das comemorações dos 154 anos de nascimento de Pe. Mello, foi lançado o site
https://sites.google.com/site/padreantoniofranciscodemello 
produzido pela pesquisadora capixaba Lucília Stanzani, que permitiu a divulgação de sua vida e obra para o mundo.

O apelo de Elcio Xavier, publicado no dia 6/1/1951, está sendo, portanto, realizado com o seu inestimável apoio.




Em Bom Jesus do Itabapoana foi editada a revista Vagalume nos anos de 1922, 1923 e 1924


Claudinier Martins, tio de Esio e Luciano Bastos, fez ilustração para a revista Vagalume


sábado, 24 de fevereiro de 2018

"URGENTE!!!! PROCURO POR FAMILIARES EM PUREZA"


Nosso jornal posta o texto que segue, de Jacqueline de Oliveira.

BOM DIA!! EU SOU JACQUELINE DE OLIVEIRA E ESTOU FAZENDO UMA PESQUISA PARA ENCONTRAR OS FAMILIARES DE UMA PESSOA QUE É MUITO IMPORTANTE NA VIDA DE MEU MARIDO, A SUA AVÓ CLARISSE MEDEIROS CÂNDIDO. ELA NASCEU E MOROU EM PUREZA ATÉ UM CERTO TEMPO, TENDO TRÊS FILHOS SALUSTRIANA ALVES, SEBASTIANA ALVES E AUGUSTO ALVES, TODOS REGISTRADO SÓ COM O SOBRENOME DO PAI.
ELE TEVE QUE SAIR DA CIDADE DEIXANDO SEUS TRÊS FILHOS COM ELA. DIZ QUE TINHA COMO VIZINHO, O PADRINHO DE UM DE SEUS FILHO E ENTEADO DELA. ELA NÃO LEMBRA DE MUITAS COISA POIS JÁ TEM UMA IDADE AVANÇADA, MAS LEMBRA MUITO DOS FILHOS E SONHA REVÊ-LOS . 
SE ALGUÉM PUDER AJUDAR EU AGRADEÇO DE CORAÇÃO, POIS ELA  QUER MUITO, MAIS MUITO MESMO REENCONTRAR ESSES SEUS FILHOS. 
NÃO TENHO MAIS INFORMAÇÕES, MAS QUALQUER NOVIDADE QUE ELA LEMBRAR EU POSTO AQUI.
TENHO E-MAIL PARA COMUNICAÇÃO: jacquemclara14@gmail.com 
CLARISSE MEDEIRO CÂNDIDO MORA EM MAGÉ (RJ) 

Os 270 anos de presença açoriana em Santa Catarina


Cavalhada será resgatada em Bom Jesus do Itabapoana

Antonio Soares Borges, Cristina Borges, Gisele Magalhães, André Luiz de Oliveira e Gino Martins Borges Bastos integram o Centro de Estudos Portugueses Manuel Ignácio da Silveira

A direção do Centro de Estudos Portugueses Manuel Ignácio da Silveira, ligado à Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, reuniu-se na manhã dessa sexta-feira na biblioteca do ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos), para definir suas atividades ao longo do ano.


No dia 6 de abril, ocorrerá a formalização dos integrantes do grupo, o que sucederá por ocasião de uma Festa na Casa Portuguesa, que ocorrerá na residência de um "Borges".

Os Borges de nosso município têm suas origens na Ilha Terceira, que compõe o Arquipélago dos Açores (Portugal).

O nome "Manuel Ignácio da Silveira", que dá nome ao Centro de Estudos, por sua vez, se refere ao bisavô paterno dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, que veio da Ilha de Pico, no Arquipélago dos Açores, para o Brasil.

Além de pesquisar a influência portuguesa em nosso município, o Centro de Estudos tem como objetivo apoiar o resgate de sua cultura.

Nesta linha, restou deliberado o apoio ao resgate da Cavalhada, celebração portuguesa antiga, que relembra as batalhas entre cristãos e mouros, e que ocorrem durante a Festa do Divino Espírito Santo. Antigamente, era praticada em Bom Jesus. Esta festividade ocorrerá no dia 13 de agosto, seguida de homenagem a Padre Mello, diante de seu busto. O Centro de Estudos cogita, também, o lançamento de uma revista, nesta data.

Foi discutido, ainda, o apoio à 1ª. Festa Portuguesa de nosso município, que ocorrerá no dia 27 de abril, data em que Pe. Mello, originário da Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores, completaria 155 anos de nascimento. Este evento contará com a organização da secretaria de Cultura, Turismo e Urbanismo, que tem Luciara Nunes como gestora.




sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

MUSEUS CONTAM A HISTÓRIA DE BOM JESUS DO ITABAPOANA



Até o momento, podem ser constatados 9 (nove) museus que se propõem a preservar vários aspectos da história de Bom Jesus do Itabapoana. 

As iniciativas, quando vistas em seu aspecto global, revelam uma característica própria do bonjesuense, que é a devoção à sua história.

Segue a relação colacionada pelo jornal O Norte Fluminense.


1. MUSEU DA IMAGEM (PIRAPETINGA DE BOM JESUS) 


 Museu da Imagem tem como diretora de manutenção Maria Lúcia Seródio Boechat


O Museu da Imagem, localizado no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, foi fundado em 2 de dezembro de 1993, e completará, em dezembro, 25 anos de profícua existência. Idealizado por Norberto Seródio Boechat, considerado um dos gênios de nossa literatura, é seu atual presidente, tendo sua irmã, Maria Lúcia Seródio Boechat, como diretora de manutenção.

O Museu tem sido objeto de visita por parte de inúmeros alunos e conta com peças raras, como objetos da época da escravatura, em meio a um ambiente paradisíaco.



Peças raras da época escravocrata compõem o acervo da entidade







Roda d'água no Museu da Imagem em Pirapetinga de Bom Jesus


Os irmãos Agostinho, Norberto e Maria Lúcia Seródio: paixão pela história e cultura


Museu da Imagem de Pirapetinga



 2. ESPAÇO CULTURAL LUCIANO BASTOS (ECLB)



O  Colégio Rio Branco funcionou entre 1920 e 2010. Em 12 de agosto de 2011, tornou-se o Espaço Cultural Luciano Bastos, mantido pelos filhos do educador, advogado e político. A entidade conta com o acervo do educandário e com o Museu da Imprensa. Várias relíquias podem ser encontradas ali, como a máquina francesa Alauzet, do século XIX e os originais dos primeiros jornais de nosso município.

Antiga secretaria do Colégio Rio Branco está preservada


 Na foto, Helton Almeida, filho de José Tarouquela, proprietário da antiga Tipografia Almeida, com a máquina Alauzet, do século XIX, que pertenceu à empresa, e que imprimiu o jornal O Norte Fluminense por décadas


Acervo do ECLB

Elcio Xavier doou sua biblioteca ao ECLB em 2012



Débora Loureiro Laborne Borges ao lado dos filhos de Elcio Xavier, Rosete Loureiro Xavier, Regina Loureiro Xavier e Rogério Loureiro Xavier, acompanhado da esposa Elaine Bastos Xavier, na biblioteca do Espaço Cultural Luciano Bastos. Ao fundo, a coleção de livros doados pelo nosso maior poeta



José Roberto Ferraiolo Silveira e Badger Silveira Filho, filhos do ex-governador Badger Silveira Filho,  Herval José Silveira, filho de José Teixeira Silveira,  ex-deputado federal pelo Paraná, e Geraldo Silveira, filho de Maria da Penha Silveira, em uma das salas do antigo Colégio Rio Branco, em Bom Jesus do Itabapoana, em 2014 


Comitiva no interior do ECLB


 Os irmãos José Teixeira Silveira, o Zequinha, Badger Silveira e Roberto Silveira estudaram no Colégio Rio Branco

O pianista Luís Otávio estreou o piano Schuman em 2013


Teatro




 Exposição 


Feira de Livros



Grupo Musical Amantes da Arte no Auditório Dona Carmita



3. MUSEU DA FAMÍLIA DECIMONI, EM CALHEIROS

Conhecido como Museu da Alcedina, o Museu é mantido, há mais de 10 anos, por Dejair Decimoni, esposo, e filhos de Alcedina Clara da Conceição Decimoni, no distrito de Calheiros.

Alcedina sempre teve o costume de colecionar objetos antigos. Após seu falecimento, os familiares resolveram fundar o Museu da Alcedina, para preservar sua memória.












Dejair Decimoni e algumas peças do Museu da Alcedina





4. MUSEU DA ASDRUC 


O MUSEU DA ASDRUC (Associação do Desenvolvimento Rural e Urbano de Calheiros) foi fundado em 13 de junho de 2007 e integra o acervo da Casa da Cultura, localizada em prédio onde funcionou a primeira delegacia do distrito de Calheiros. 















Badger Silveira Filho, Ana Maria Silveira e Maria Cristina Silveira, filhos do ex-governador Badger Silveira, com  Leocádio de Oliveira e Elpídio Rodrigo do Canto, no Museu da ASDRUC, em 2014




5. MEMORIAL GOVERNADORES ROBERTO E BADGER SILVEIRA, NO SÍTIO RIO PRETO



Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira

O Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, localizado no Sítio Rio Preto, distrito de Calheiros, onde nasceram os ex-governadores, foi fundado no dia 8 de agosto de 2016. Tratou-se de um evento histórico para o município, que contou com a presença de personalidades de nossa história.

Durante a solenidade de inauguração, estiveram presentes: 



Ismélia Saad Silveira, nossa Eterna Primeira Dama, viúva de Roberto Silveira, sua filha Dora Saad Silveira e sua irmã Mariam Saad Salma, Badger Teixeira da Silveira Filho, Cristina Silveira e José Ferraiolo Silveira, filhos de Badger Silveira e Renée Ferraiolo Silveira, Luana Silveira Teixeira, neta de Badger Silveira, Marilu Silveira Bueno, filha de Dinah Silveira, irmã de Roberto, Badger e Zequinha Silveira, Wilma Teixeira Martins Coutinho, que trabalhou nos Gabinetes dos Governadores Roberto e Badger Silveira, Sandra das Graças Monteiro e Maria Lúcia Rutter Mattos, amigas da família de Badger Silveira, Maurício Alcântara Guimarães, Cinematografista Oficial dos Governos Roberto e Badger Silveira, sua esposa Sandra Maria Araújo da Fonseca e Luitgarde Cavalcante, Doutora em Ciências Sociais e Pós-Doutorada em Antropologia e Ciência das Letras, professora aposentada da UFRJ e UERJ.


































 Sítio Rio Preto, em Calheiros









6. MUSEU DA CERÂMICA






O Museu da Cerâmica foi fundado em 9 de agosto de 2014 e está instalado no local onde funciona a Cerâmica Bom Jesus, que foi fundada por Floriano Teles Guimarães em 1937 e, hoje, é administrada por seu sobrinho Nivaldo Braga Guimarães.

O seu acervo conta com um forno e um torno mecânico da década de 1930, que contribuíram para o desenvolvimento de nosso município. Compõem o acervo, ainda, entre outras preciosidades, uma telha feita no século XIX, na coxa de escravos, e tijolos da década de 1940.




Nivaldo Guimarães, proprietário do Museu, sua mãe, Neide Braga Guimarães, Ana Maria Silveira, filha do ex-governador Badger Silveira e Wilma Martins Teixeira Coutinho, que trabalhou nos gabinetes dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, na inauguração em 2014



                                

Filtro da década de 1940 produzido na Cerâmica Bom Jesus pertenceu ao casal Francisco Moraes Borges e Odete Tavares Borges e foi transformado em adorno



























Pompeu Soares Guimarães, pai de Nivaldo, nascido no dia 04/06/1925, era conhecido como o "Pelé do Barro"


7. MEMORIAL CORONEL QUINCA BENTO E PADRE ANTÔNIO ALVES DE SIQUEIRA, NO ARRAIAL NOVO









O Memorial Coronel Quinca Bento e Padre Antônio Alves de Siqueira, fundado em 8 de junho de 2015, está assentado em um antigo coreto localizado no Arraial Novo e resgata a história de Quinca Bento, o desbravador da região, assim como do padre que orientou espiritualmente a família.

















8. MUSEU DO SHOW, EM MUTUM DE BAIXO





O Museu do Show está localizado em Mutum de Baixo e foi fundado no dia 10 de agosto de 2014, por Sérgio Rocha Inácio, conhecido como "Show". O Museu está inserido em um ambiente que mescla lanchonete, hospedagem e uma paisagem deslumbrante.






















Inauguração do Museu do Show em 10 de agosto de 2014. Em pé: Tânia Aparecida Rocha Inácio, Sérgio Rocha Inácio Jr., Beatriz Ofrante Inácio, Sérgio Rocha Inácio e Neusa Maria Ofrante Inácio. Sentados: Almim Henrique Inácio e Luzia Rocha Inácio

9.USEU DA CACHAÇA VELHA MATINHA, EM MATTINHOS





Peças de engenho do século XIX são algumas das relíquias que tornam o Museu da Cachaça Velha Matinha, localizado em Mattinhos, um autêntico museu a céu aberto.

Fundado por Luciano Nunes, de família tradicional de nosso município, o acervo conta com relíquias, como peças oriundas da Inglaterra, Alemanha, França e Estados Unidos.