sábado, 14 de março de 2026

Dr. Pedro Antônio de Souza confirma presença em Simpósio que celebra Padre Mello, gênio da cultura rural

 

No próximo 16 de abril, o histórico Seminário de Varre-Sai abrirá suas portas e sua memória para acolher o Simpósio Intermunicipal Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, encontro que integra a programação do Mês de Padre Mello, o camponês que ascendeu, pela força do espírito e da inteligência, à condição de gênio da civilização e da cultura. Ele foi pároco concomitantemente em Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana por 25 anos, entre 1899 e 1924.

Entre as presenças que engrandecem o evento, destaca-se a confirmação do Dr. Pedro Antônio de Souza, nome de reconhecida relevância no cenário cultural capixaba. Sua participação confere ainda mais brilho ao simpósio, ampliando-lhe o alcance e projetando-o para além das fronteiras regionais, em dimensão verdadeiramente nacional.

O encontro vem sendo preparado com zelo, competência e sensibilidade pela Editora Possideli, sob a direção da destacada professora, historiadora e escritora varresaiense Isabel Menezes, em um esforço de valorização da memória, da literatura e da identidade de um povo.

Presidente da Academia MARIA ANTONIETA TATAGIBA - Artes - História - Letras, sediada no Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, o Dr. Pedro Antônio de Souza reúne um extenso rol de serviços prestados à sociedade capixaba. Seu nome está ligado a ações decisivas de preservação patrimonial, incentivo à cultura e promoção da literatura regional.

Foi dele a iniciativa de transformar São Pedro do Itabapoana em Sítio Histórico, assegurando o tombamento de dezenas de imóveis por meio da Resolução CECN nº 02/1987. Graças a esse gesto visionário, São Pedro consolidou-se como referência cultural, alcançando reconhecimento nacional e tornando-se conhecida como a Capital Estadual da Sanfona e Viola, título fortalecido pelos festivais que ali ocorrem anualmente.

Também partiu de sua inspiração a criação da Academia MARIA ANTONIETA TATAGIBA, homenagem à poetisa nascida em São Pedro do Itabapoana, considerada a primeira mulher a publicar um livro de poesias no Espírito Santo. Maria Antonieta Tatagiba, nascida em 17 de setembro de 1895 e falecida em 13 de março de 1928, permanece como uma das vozes mais puras e expressivas da literatura capixaba.

Por meio da Academia, o Dr. Pedro tem promovido acontecimentos de grande repercussão, projetando o nome da cultura sul-capixaba em âmbito nacional. Foi também graças à sua atuação que se aprovou o Dia Estadual da Poetisa Capixaba, celebrado anualmente em 13 de março, em reverência à memória e ao legado de Maria Antonieta.

Não bastasse isso, idealizou ainda o tradicional Encontro Literário e Cultural do Sulcapixaba e lançou, em edição histórica, Frauta Agreste, obra singular de Maria Antonieta Tatagiba, devolvendo ao público contemporâneo a força delicada de uma voz poética essencial à história do Espírito Santo.

Dentro desse horizonte de memória e beleza, é especialmente significativo observar que Maria Antonieta Tatagiba e Padre Mello se encontraram, poeticamente, em torno de uma mesma imagem: o carro de bois. Em seus versos, esse elemento do mundo rural deixa de ser apenas instrumento do trabalho cotidiano para se tornar símbolo da existência humana, da lida, da esperança, da dor e da alegria.

No poema “O Carro de Bois”, Maria Antonieta faz resplandecer o campo sob a aurora, enquanto o carro regressa carregado, quase jubiloso, trazendo a fartura que alimentará o lar do pobre com “vinho do ribeiro, pão e mel”. Já em “Carros de Bois”, Padre Mello contempla o mesmo universo rural com densidade filosófica: alguns carros cantam, outros gemem, embora levem frutos iguais por caminhos semelhantes. Assim, os dois poetas elevam a paisagem da roça a uma reflexão mais profunda sobre a condição humana.

A presença do Dr. Pedro Antônio de Souza nesse simpósio não é apenas um anúncio: é um acontecimento simbólico. Representa o encontro entre memória e ação, entre patrimônio e futuro, entre a herança cultural de nossos mestres e aqueles que, no presente, seguem guardando a chama da identidade regional.

Em Varre-Sai, sob as arcadas do velho seminário e à sombra luminosa de Padre Mello, o simpósio promete ser mais que um evento acadêmico: será uma celebração da palavra, da terra, da história e do espírito de um povo. E com a presença do Dr. Pedro Antônio de Souza, essa celebração ganha ainda mais densidade, prestígio e grandeza.


CARROS DE BOIS 

Padre Mello




Por caminhos da roça tortuosos

estreitos e cavados, vão passando

velhos carros de bois, estes cantando,

aqueles em gemidos lamentosos.



Mas sendo iguais e todos preciosos

os frutos da terra vão levando,

e se o destino igual os vai guiando,

por que vão cantando e outros chorosos?



Que diga o coração da humana raça

quão variadamente ele palpita

se é varia a onda que por ele passa.


De dores e de alegrias no transporte,

tal como carro, canta chora, grita,

conforme o aperto dos cocões da sorte.


O CARRO DE BOIS

Maria Antonieta Tatagiba 



À crua luz de um céu de fevereiro

Num ruído seco pela estrada afora.

Segue o carro de bois... Purpúrea aurora

Tinge o campo e a figura do carreiro...

Vazio como está, corre ligeiro...

Num ruído seco pela estrada afora,

Rumo do vasto milharal que arvora

Espigas de ouro sob o nevoeiro...

De volta, carregado, vem moroso,

Cantando ao louro sol num grande gozo,

A farta messe desse São-Miguel...

A alegria que sente não encobre,

Porque terá fartura o lar do pobre,

De vinho do ribeiro, pão e mel!











Bailado Italiano de Varre-Sai confirma presença no Simpósio Intermunicipal e promete encerramento simbólico

 


No dia 16 de abril, o tradicional bailado italiano de Varre-Sai marcará presença no Simpósio Intermunicipal que reunirá representantes culturais e acadêmicos de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana. O encontro será realizado no histórico Seminário de Varre‑Sai, um dos espaços mais emblemáticos da vida religiosa e cultural do município.

O evento integra a programação do Mês de Padre Mello, homenagem ao sacerdote e poeta açoriano Padre Mello, filho de camponês que se tornou um gênio da civilização e da cultura. Ele foi pároco nas duas cidades por vinte e cinco anos, entre 1899 e 1924, deixando um legado espiritual, cultural e literário que ainda ecoa na memória regional.

Uma dança que conta a história da cidade

O bailado italiano é uma das expressões mais marcantes da identidade cultural de Varre-Sai. A apresentação folclórica celebra as tradições trazidas pelos imigrantes italianos que colonizaram a região no final do século XIX. Ao longo do tempo, a dança se transformou em um verdadeiro símbolo da cidade, cuja população é majoritariamente descendente desses imigrantes.

O bailado está sob responsabilidade da diretora de cultura de Varre-Sai, Margareth Vargas.

A coreografia reúne giros, passos marcados, trocas de pares e movimentos em roda, executados ao som de canções tradicionais italianas. O colorido dos trajes típicos e a harmonia dos movimentos evocam memórias de aldeias distantes e do espírito festivo das antigas comunidades de imigrantes.

Mais do que espetáculo, o bailado carrega significados profundos. Ele representa: a memória viva dos imigrantes italianos que ajudaram a construir a cidade; a ligação com costumes preservados, como o vinho de jabuticaba, a culinária e a música italiana; a identidade cultural de Varre-Sai, considerada uma das cidades mais italianas do interior do estado e também o maior produtor de café do Rio de Janeiro.

Encerramento com simbolismo

Responsável pelo encerramento do simpósio, o bailado italiano trará ainda uma simbologia especial. Composto exclusivamente por jovens, o grupo expressa o florescimento de uma nova geração consciente de suas raízes culturais, capaz de preservar e reinventar as tradições herdadas de seus antepassados.

Assim, no meio de música, passos ritmados e vestes coloridas, o bailado não apenas revive o passado, ele aponta para o futuro, sinalizando que a herança cultural segue viva no coração da juventude varresaiense.

Organização

O Simpósio Intermunicipal é organizado pela Editora Possideli, dirigida por Isabel Menezes, professora, historiadora e escritora varresaiense dedicada à preservação e divulgação da memória histórica da região.







sexta-feira, 13 de março de 2026

ACLAPTCTC confirma presença no Simpósio Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana

 

A Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCTC) confirmou presença no Simpósio Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana, que será realizado no dia 16 de abril, dentro da programação comemorativa do Mês de Padre Mello. O encontro cultural reunirá escritores, pesquisadores e amantes da literatura em uma celebração que une história, fé e poesia entre duas cidades irmãs da divisa fluminense.

A participação da academia capixaba simboliza mais do que uma presença institucional. Representa um abraço cultural entre os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, fortalecendo laços históricos e literários que atravessam gerações. Em versos e reflexões, o evento promete reunir sonhos, memórias e projetos que mantêm viva a tradição da poesia popular e da trova.

A ACLAPTCTC atua sob a liderança do escritor, pesquisador e dirigente cultural Clério José Borges, reconhecido como um dos grandes promotores da poesia, da trova e da cultura capixaba. Em sua trajetória literária e institucional, ele tem consagrado a palavra poética como uma ponte entre almas e tempos, transformando a academia em um verdadeiro templo vivo da sensibilidade humana.

Figura destacada no cenário cultural brasileiro, Clério José Borges de Sant’Anna é fundador do Clube dos Trovadores Capixabas, criado em 1980, presidente da própria ACLAPTCTC e fundador da Academia de Letras e Artes da Serra (ALEAS). Além disso, integra diversas academias literárias e entidades culturais do país, contribuindo para a preservação da poesia popular e da memória histórica capixaba.

Entre suas obras e pesquisas destacam-se livros como História da Serra, O Trovismo Capixaba, Dicionário Regional de Gírias e Jargões e A Mulher Heroína do Queimado. Ao longo de sua carreira, recebeu centenas de medalhas, diplomas e homenagens culturais, além do título honorífico de Comendador, reconhecimento por sua dedicação à cultura e à literatura.

O simpósio também presta tributo à memória do Padre Mello, sacerdote açoriano conhecido como o “padre-poeta”. Filho de camponeses, ele se tornou uma figura marcante da civilização e da cultura na região, atuando em Bom Jesus do Itabapoana e em Varre-Sai durante 25 anos, entre 1899 e 1924. Nesse período, semeou ideias, valores e iniciativas que ajudaram a construir uma sociedade mais instruída e sensível à arte e à cultura.

Mais de um século depois, as sementes plantadas por Padre Mello continuam germinando. O simpósio demonstra que o legado do sacerdote permanece vivo na memória e na produção cultural da região.

A organização do evento conta com o empenho da Editora Possideli, dirigida pela professora, historiadora e escritora Isabel Menezes, com apoio da municipalidade e da comunidade de Varre‑Sai. O encontro vem sendo preparado com dedicação e carinho, reunindo pesquisadores, artistas e representantes culturais.

Mais do que um evento acadêmico, o simpósio promete tornar-se um marco cultural regional, um encontro que abre as páginas da história e, ao mesmo tempo, escancara as janelas para novos horizontes. 

No meio de  versos, memórias e reflexões, a palavra poética volta a cumprir sua missão mais nobre: aproximar povos, iluminar consciências e renovar a esperança. 



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Romarias Quaresmais celebram 504 anos na Casa dos Açores do Espírito Santo

 




No dia 10 de março, a Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES) tornou-se palco de uma celebração marcada pela fé, tradição e emoção, ao comemorar os 504 anos das Romarias Quaresmais, antiga manifestação religiosa de origem açoriana que atravessa séculos preservando a espiritualidade e a devoção de seu povo. 

O encontro reuniu fiéis, devotos e membros da comunidade, num momento de profunda espiritualidade que reafirma os laços entre cultura, história e religiosidade.

A programação contou com a participação do Terço dos Homens e das Mulheres, que conduziram momentos de oração e reflexão, fortalecendo o espírito de comunhão entre os presentes. Em seguida, realizou-se uma celebração especial na Capela Nossa Senhora Mãe dos Homens, presidida pelo padre Beto, da paróquia da cidade de Apiacá, que conduziu palavras de fé, esperança e fraternidade, inspirando os fiéis a perseverarem na caminhada espiritual.

Outro destaque da programação foi a significativa Mostra Fotográfica “Romeiros da Fé,  Rostos de Fé”, que apresentou imagens marcantes de devotos e peregrinos, eternizando em cada fotografia a expressão viva da devoção quaresmal. Os registros revelaram olhares, passos e gestos de fé que ecoam ao longo das gerações, transformando a exposição em um verdadeiro testemunho visual da espiritualidade que une tradição e memória.

Assim, no meio de orações, imagens e encontros fraternos, a celebração reafirmou o valor das Romarias Quaresmais como patrimônio cultural e espiritual, preservando uma herança que continua a iluminar o caminho de fé de inúmeras famílias e comunidades. 
























 


BODAS DE OURO: DALILA E ADEMIR

 

DALILA E ADEMIR

Há cinquenta anos, em um domingo de fé e esperança, 7 de dezembro de 1975, às 18 horas, sob as bênçãos da igreja Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, na acolhedora cidade de Iúna, no Espírito Santo, uniam-se em matrimônio Dalila e Ademir. Ela, filha de Luiz Augusto de Castro Rios e Zélia de Oliveira Rios; ele, filho de Filomeno Gomes Pimentel e Augusta Dutra Pimentel. Naquele entardecer capixaba, entre promessas, emoção e olhares cheios de ternura, começava uma história de amor destinada a atravessar o tempo com a força da cumplicidade e da confiança.

Dessa união floresceram três preciosos frutos: as filhas Christiane, Dayse e Beatriz, que vieram consolidar a querida família conhecida como Família ABCD, símbolo de afeto, união e alegria. Com o passar dos anos, a vida lhes concedeu ainda novas bênçãos: os netos Davi, Thiago, Gael, Noah e Vítor, que ampliaram o jardim familiar com risos e esperança. 

Ao longo da jornada, o casal construiu sua história em diversas cidades capixabas, Iúna, Domingos Martins, Alegre, Dores do Rio Preto, Santa Cruz (Aracruz) e Fundão, além de uma temporada em Bom Jesus do Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, vivem com serenidade e encanto na bela cidade litorânea de Guarapari, onde o mar parece celebrar diariamente a história de amor que atravessa meio século.

Ao comemorarem suas Bodas de Ouro, Dalila e Ademir tornam-se exemplo de fidelidade, perseverança e ternura. Cinquenta anos de caminhada compartilhada representam muito mais que o tempo: são memórias, superações, alegrias e uma herança de amor deixada às novas gerações. Recebam, portanto, nossas mais sinceras homenagens e votos de contínua felicidade, saúde e paz. 

Que a vida continue lhes concedendo muitos dias iluminados, para que o amor que começou naquele domingo de 1975 siga resplandecendo como um farol de união e esperança. 

Nossos Cumprimentos ao casal, com votos de felicidades!



 

Aprendi..., por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Aprendi..."*


Que ouvir uma palavra de carinho, faz bem a saúde! Que um gesto de amor, sempre aquece o coração! Que o julgamento alheio, não é importante! Que se deve ser criança, a vida toda! Que é preciso, cultivar a paz interior! Que sonhar, é preciso! E que o mais importante de tudo, é que somos livres para as nossas escolhas! Aproveite ao máximo cada instante de sua vida, pois ele é único!


*"Algumas pessoas deixam uma presença tão forte na nossa história que mesmo quando não estão mais por perto continuam fazendo parte dos nossos pensamentos. Porque o verdadeiro carinho nunca desaparece."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Café Literário: Livraria da Cida, Padre Mello e O Norte Fluminense unidos pela juventude





Na próxima terça-feira, quando o sol ainda ensaiar seus primeiros gestos sobre as ruas de Bom Jesus do Itabapoana, um pequeno e significativo movimento cultural começará a ganhar forma entre páginas, palavras e sonhos. Terá início o Café Literário na Livraria e Revistaria da Cida, um projeto inédito que nasce da união de três forças importantes da nossa comunidade: a Livraria e Revistaria da Cida, o Colégio Estadual Padre Mello e o jornal O Norte Fluminense.

Nesse encontro, alunos atravessarão as portas da livraria não apenas como visitantes, mas como descobridores de mundos. Entre estantes que guardam histórias, ideias e memórias, eles poderão conhecer de perto o universo dos livros e das revistas,  objetos silenciosos que, quando abertos, falam alto à imaginação.

Ao final da visita, cada estudante levará consigo mais do que páginas impressas: receberá a doação de livros e revistas, sementes de leitura que poderão florescer em curiosidade, pensamento e sensibilidade.

O Café Literário surge, assim, como um belo exemplo de harmonia entre o tradicional educandário bonjesuense, a respeitada livraria e o octagenário jornal local,  três instituições que, juntas, demonstram que investir na cultura é também acreditar no futuro de nossos jovens.

Que os encontros literários na livraria da Cida tenham continuidade e se multipliquem como bons capítulos de uma história em construção, fazendo do espaço uma referência cada vez mais viva e frequentada, sobretudo por aqueles que começam agora a descobrir que, dentro de um livro, cabe o mundo inteiro. 









quinta-feira, 12 de março de 2026

Ser Feliz, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*"Ser Feliz ☺️ "*


Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Ser feliz não é estar contente o tempo todo, mas sim um estado duradouro de bem-estar, aceitação de si mesmo e capacidade de encontrar alegria nas coisas simples, transformando desafios em aprendizado. Envolve ter autonomia para fazer escolhas, viver de forma autêntica e conectar-se com o presente, em vez de buscar prazeres rápidos e passageiros.


*"Nem todo ponto final indica o fim de história, pode ser só o começo de um novo parágrafo."*


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

Um Sonho Açoriano nas Terras do Itabapoana

 

A Glória dos que Vivem Sonhando



O Simpósio Intermunicipal entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, que ocorrerá no dia 16 de abril, dentro da programação do Mês de Padre Mello,  o padre-poeta açoriano que atuou nessas terras por vinte e cinco anos, entre 1899 e 1924, tomou contornos que ultrapassam fronteiras municipais. O que nasceu como encontro de memória e cultura cresce agora como um gesto fraterno entre estados.

Confirmaram presença a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPTCT), a Academia Maria Antonieta Artes - História - Letras, do Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul (ES), e a AGCL, Academia Guaçuiense de Letras e Cultura (ES), além da União Brasileira dos Trovadores de Itaperuna (RJ). Assim, vozes da poesia, da história e da tradição convergem para celebrar um homem cuja vida foi dedicada à palavra e ao espírito.

A Editora Possideli, de Varre-Sai, por meio de sua proprietária, Isabel Menezes,  professora, historiadora e escritora,  está à frente da organização, contando com o apoio da municipalidade e com o entusiasmo de toda a comunidade varre-saiensse.

Em um de seus mais icônicos sonetos, Padre Mello escreveu:

“morrer sonhando é despertar na glória;

eis a vitória - morrerei assim.”

Só morre sonhando quem vive sonhando. E, neste tempo em que o mundo atravessa momentos de sombra, torna-se mais necessário do que nunca cultivar o sonho - viver sonhando, viver construindo um mundo mais humano, mais sensível e mais culto.

Talvez os açorianos explicassem o que está sendo gestado com uma linguagem simples e profunda da teologia popular: é obra do Divino Espírito Santo.

Seja como for, ao celebrarmos os 163 anos de nascimento de Padre Mello, celebramos mais do que uma data. Celebramos o humanista, o filho de camponês que se elevou pela inteligência, pela fé e pela poesia, tornando-se um verdadeiro construtor de civilização e cultura nestas terras do Itabapoana.

"NÃO", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"NÃO..."*


Não, não subestime seu valor comparando-se com os outros. É porque nós somos diferentes que cada um de nós é. 


Não, não estabeleça objetivos baseado no que os outros consideram importante. Somente você sabe o que é importante para você. 


Não, não deixe a vida escorrer pelos seus dedos vivendo somente no passado ou no futuro. 


Não, não desista, nada realmente acaba até o momento que você para de tentar.


Não, não tenha medo de encontrar riscos. É por se arriscar que aprendemos a ser corajosos. 


Não, não mande embora seus sonhos. A vida não é uma corrida, mas uma jornada a ser saboreada a cada passo do caminho.


*“O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança.”*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*"*


Não, não subestime seu valor comparando-se com os outros. É porque nós somos diferentes que cada um de nós é. 


Não, não estabeleça objetivos baseado no que os outros consideram importante. Somente você sabe o que é importante para você. 


Não, não deixe a vida escorrer pelos seus dedos vivendo somente no passado ou no futuro. 


Não, não desista, nada realmente acaba até o momento que você para de tentar.


Não, não tenha medo de encontrar riscos. É por se arriscar que aprendemos a ser corajosos. 


Não, não mande embora seus sonhos. A vida não é uma corrida, mas uma jornada a ser saboreada a cada passo do caminho.


*“O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança.”*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

quarta-feira, 11 de março de 2026

Mãos de Mulher, Terra e Arte: sob a inspiração do Mestre Daniel de Lima, em Casimiro de Abreu

 



Na delicada moldura do dia que festejava o Dia da Mulher, a Casa da Cultura de Casimiro de Abreu abriu suas portas como quem abre um coração cheio de histórias. Ali, entre paredes que guardam memórias e sonhos, celebrou-se o Dia com uma exposição que mais parecia um jardim de talentos.

Esteve presente a presidente da Fundação Culturais Lara Velho Ayres, que está realizando um magnífico trabalho à frente da instituição. Servidores da Secretaria Municipal de Cultura, autoridades do município e do Estado e amantes da arte reuniram-se também para prestigiar um encontro onde a sensibilidade feminina floresceu em cada detalhe. O brilho da celebração não vinha apenas das luzes do espaço, mas principalmente das mãos habilidosas das artesãs expositoras, que transformam matéria simples em verdadeira poesia.

Das fibras da natureza nasceram obras encantadoras: as artesãs da Barra de São João trouxeram o delicado trabalho com fita de bananeira, revelando que a natureza, quando tocada pela criatividade, pode se tornar arte viva.

Também marcou presença, com entusiasmo e união, o Grupo Arte do Agricultor. Sob a liderança do consagrado Mestre Artesão Daniel de Lima, o grupo vem semeando em Casimiro de Abreu a redescoberta da arte do barro, uma tradição que resgata raízes, molda cultura e dá forma à identidade de um povo.

Assim, no meio de cores, texturas e histórias, a Casa da Cultura tornou-se palco de um tributo à força criadora das mulheres, mulheres que, com suas mãos e sua sensibilidade, moldam não apenas artesanato, mas também memória, cultura e futuro.