sábado, 8 de agosto de 2026

O Legado Libanês e a Graça de Ismélia nas Telas: Tempo Revelado


A Lente e a Memória




As lentes se fecharam, mas a história continua a palpitar. Foram concluídas hoje as filmagens de dois novos documentários que chegam para enriquecer a tapeçaria cultural de Bom Jesus do Itabapoana. Mais do que registros audiovisuais, as obras erguem-se como monumentos à memória, pontes de afeto lançadas entre o passado que nos construiu e o futuro que ainda está por vir.

​Sob a batuta do cineasta carioca Philip Arvoid, cujo olhar há muito se enamorou pelas dores e belezas deste município, o primeiro documentário mergulha fundo na colonização libanesa. É um tributo à coragem daqueles que cruzaram oceanos trazendo na bagagem a esperança e o perfume de suas origens, enraizando sua cultura no solo noroeste-fluminense e moldando, com trabalho e hospitalidade, a identidade bonjesuense.

​O Tempo, o Cuidado e o Afeto

​Se a obra de Philip Arvoid captura o vasto panorama de um povo, o segundo documentário traduz a força do tempo e da devoção pessoal. Fruto de um trabalho minucioso que exigiu sete anos de dedicação, a direção de Adriano Couto resgata a trajetória inesquecível de Ismélia Saad Silveira.

​Figura terna e indelével na memória coletiva, Ismélia, que foi casada com o ex-governador Roberto Silveira, ganha em tela a justiça de sua biografia. Não se trata apenas de revisitar fatos políticos ou sociais, mas de acariciar com imagens a lembrança de uma mulher cuja vida se confundiu com a própria graça e altivez da terra que amou.

​Um Legado para a Eternidade

​Ambas as produções passam a integrar oficialmente o acervo de documentários do jornal O Norte Fluminense. Com esse gesto, reafirma-se um compromisso inegociável com a história local: o de garantir que nenhuma voz do passado seja sutilmente apagada pelo esquecimento.

​Para as novas gerações, esses filmes não são apenas arquivos poeirentos, mas espelhos vivos. Neles, os jovens bonjesuenses poderão se enxergar, compreender de onde vêm e encontrar o solo firme necessário para inventar, com orgulho, os próximos capítulos de sua própria história.


Novo Faroeste e Filhos do Barro: uma parceria que pode movimentar o turismo em Cantagalo

 



Não é um filme de faroeste. Também não é uma nostalgia inventada para turistas. É Cantagalo, com sua estrada, suas histórias e seus pequenos lugares onde a vida parece diminuir o passo para que a gente possa enxergá-la melhor.

Ali, a Lanchonete Novo Faroeste, de André, ergue-se como uma dessas surpresas que o viajante encontra pelo caminho. A madeira envelhecida, as placas, o cacto, a velha Kombi, a sela, a atmosfera de estrada e o café servido com simplicidade compõem um cenário que não precisa de cenário: ele já é, por si mesmo, uma história.

O Novo Faroeste tem aquilo que muitos lugares procuram construir artificialmente: identidade.
E talvez seja justamente por isso que uma possível parceria com os Filhos do Barro, do mestre artesão Daniel de Lima, possa transformar aquele pedaço de Cantagalo em algo ainda maior.

De um lado, a estrada, o café, o pastel, a conversa, a memória dos viajantes. Do outro, o barro moldado pelas mãos do artesão, carregando em suas formas a terra, a cultura e a imaginação de um povo.

Seria bonito ver esses dois universos se encontrarem.
O barro poderia ganhar espaço no Novo Faroeste. Peças de Daniel de Lima poderiam contar, ao lado das placas, da velha Kombi e dos objetos que compõem aquele universo, uma outra história: a história de quem transforma a terra em arte.

E o viajante, ao parar para tomar um café, poderia descobrir que não encontrou apenas uma lanchonete. Encontrou um pequeno território de cultura.
É assim que nasce o turismo de experiência: não apenas de grandes monumentos ou atrações grandiosas, mas de lugares verdadeiros, capazes de oferecer ao visitante aquilo que não se encontra em qualquer estrada.

O Novo Faroeste pode ser uma parada

Os Filhos do Barro podem ser uma descoberta. E Cantagalo pode ser o ponto de encontro entre essas duas experiências.

Quem passa pela estrada talvez procure apenas um café. Mas poderá levar consigo uma fotografia, uma lembrança, uma peça de barro, uma história contada por André ou por Daniel — e, sobretudo, a vontade de voltar.

Porque o turismo começa muitas vezes assim: quando um lugar deixa de ser apenas um lugar de passagem e passa a ser um lugar que merece ser conhecido.
No fundo, o Novo Faroeste já possui aquilo que nenhum projeto turístico consegue fabricar sozinho: alma.

E talvez os Filhos do Barro possam acrescentar a essa alma a matéria da própria terra. Madeira, ferro, barro, café, estrada e conversa. Elementos simples. Mas, quando se encontram, podem contar uma história extraordinária.

Uma história que Cantagalo ainda pode contar ao viajante que passa, basta convidá-lo a parar.









 

Falando de amigos & amizades, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*"Falando de amigos & amizades."*


*Uma verdade é clara. Existem pessoas que estão suas amigas por um motivo ou outro. Agora aquelas que realmente são anjo essas realmente são raras, pois ser amigo não é estar todos os dias mais sim se importar com o outro, se preocupar com ela mesmo que isto não lhe traga benefício algum. Amigos de sorrisos, este é fácil. Agora amigos de lágrimas, esses...*


*"As vezes nossa vida é abençoada por pessoas tão especiais, que nos tornamos mais felizes só porque um dia tivemos a chance de conhecê-las... algumas pessoas a gente conhece, outras, Deus nos apresenta."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Rita Côgo e o Legado que o Tempo não Apaga: a Poética da Preservação no Memorial dos Governadores

 


​Não é preciso ter feito parte de uma história para ajudar a preservá-la. Esta verdade, esculpida com a sensibilidade de Rita de Cássia Côgo, ecoa como um manifesto poético e necessário para todos que compreendem o peso e a delicadeza do passado.

​Na imagem que registra este gesto de afeto intelectual, Rita segura o livro dedicado a Roberto Silveira, publicado pelo Centro de Memória Trabalhista. É o encontro entre o papel impresso e a perenidade dos ideais. Estar presente no Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, espaço que conta com o apoio e de seu irmão João Bosco Figueiredo Côgo, desde a sua gênese, carrega um simbolismo profundo: o de que as instituições sobrevivem quando abraçadas pela comunidade que as acolhe.

​Ao cuidar de suas memórias, reverenciamos vidas, valorizamos trajetórias e contribuímos para manter vivo o legado de um processo de construção que o tempo não deve apagar. Cuidar da memória não é um ato passivo de contemplação empoeirada; é uma trincheira ativa contra o esquecimento. É reconhecer que os passos dados por Roberto e Badger Silveira no tecido político e social do nosso estado continuam a pavimentar o chão sobre o qual caminhamos hoje.

​Celebrar uma década deste Memorial, unindo-se ao lançamento de uma obra fundamental, é reafirmar que a história coletiva pertence a quem decide amá-la e protegê-la. Que possamos, inspirados por essa comunhão entre escrita, imagem e pertença, continuar a ser os guardiões vigilantes de um tempo que se recusa a morrer.













sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Meu pequeno grande mundo, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Meu pequeno grande mundo.*


É assim que curto o meu pequeno grande mundo. "Tudo posso naquele que me fortalece." Não sou para todos... Gosto muito do meu pequeno mundinho... Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias...


*"Geralmente só o tempo revela a verdade."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PAT BOONE


 

Ventos de Agosto: A Poesia na Tenda da Praça em Bom Jesus

 

​Há nas praças do interior uma vocação secreta para o encontro. Quando a tarde cede espaço à noite e as luzes começam a desenhar os contornos do tempo, o coração de Bom Jesus do Itabapoana parece desacelerar para ouvir o próprio palpitar. É nesse cenário de brisa mansa e memórias afetivas que a cidade se prepara para vestir sua melhor veste lírica.

​Na Praça Governador Portela, onde as árvores guardam segredos de tantas conversas e o imponente casario abriga a alma boêmia e familiar da terra, uma lona se ergue como promessa de refúgio e encantamento. Sob a batuta do prefeito Serginho Cyrillo e do vice-prefeito Savio Almeida, o convite está lançado: a Abertura Oficial da Tenda SESC Cultural chega para transformar o cotidiano em arte.

A Noite que se Anuncia

​Mais do que um evento oficial, a chegada da tenda cultural é o resgate daquela velha magia em que a praça vira palco, a calçada vira plateia e o vento traz notas musicais que abraçam a gente. É o instante em que a comunidade se reconhece nos olhos do vizinho, compartilhando o mesmo fôlego e a mesma alegria de ver a cultura palpitar ao ar livre. Que os refletores acendam, que a música comece e que a poesia faça morada, mais uma vez, sob a lona acolhedora do SESC.


O governador Badger Silveira sob o Sol de 1962

 



​O sol da tarde de 1962. Uma luz morna, quase amarelada, que banha a paisagem de Cabo Frio. Um calor que parece emanar não apenas do céu, mas da própria terra, da história que se constrói. É nesse cenário que surge, qual espectro benevolente, a imagem enviada por Martha Salim. Uma fotografia em preto e branco, mas que carrega em si a paleta de cores de uma época, a intensidade de um tempo.

​Não é uma simples foto. É um poema visual. Os homens que caminham, imponentes em seus ternos alinhados e cabelos penteados, não são meras figuras públicas. Eles são a personificação de uma era, a encarnação de um ideal. Wilson Mendes, General Alcyr de Paula Freitas, Dr. Edilson Duarte, o governador açordescendente Badger da Silveira, Dr. Coelho. Nomes que ressoam como ecos em uma catedral, lembrando a grandiosidade de um momento.

​Eles caminham com passos firmes, alinhados, como se marchassem ao som de uma sinfonia silenciosa. Seus olhares, ora para a frente, ora para o lado, carregam a certeza de quem sabe o caminho a seguir. A indústria da Alcalis ao fundo, com suas estruturas metálicas e suas tubulações, é um testemunho da força do trabalho, da grandiosidade da indústria, da poesia do progresso.

​Mas há algo mais nessa imagem. Uma melancolia sutil, uma sombra que se projeta sobre o sol da tarde. É a consciência do efêmero, da fragilidade dos homens e de seus feitos. É o sussurro do tempo que passa, inexorável, levando consigo a glória e o esplendor.

​No entanto, a foto resiste. Ela congela aquele instante, eterniza aquele sol da tarde, imortaliza aquelas figuras. Ela se torna um farol, um guia, a nos lembrar de onde viemos, de quem fomos, do que somos capazes. Ela nos convida a refletir sobre o nosso próprio tempo, sobre o nosso próprio legado.

​A imagem enviada por Martha Salim não é apenas um documento histórico. É um convite à poesia. É um canto à força do trabalho, à beleza da superação, à fragilidade da vida. É um lembrete de que, mesmo em preto e branco, a vida pode ser colorida, intensa e cheia de significado.

​E assim, o sol da tarde de 1962 continua a brilhar, em cada detalhe daquela foto. Em cada ruga, em cada olhar, em cada passo. Ele nos lembra que, mesmo quando a noite cai, a poesia do passado permanece, como uma estrela a nos guiar.


Manoel Vieira Seródio e a memória que permanece de pé

 



As cidades também têm gratidão. Nem sempre a expressam em palavras, mas ela permanece escondida nas praças, nos velhos casarões e nas fachadas que resistem ao tempo. Há prédios que parecem feitos de pedra e cal; na verdade, são feitos de lembranças.

Em Bom Jesus do Itabapoana, dois dos mais belos edifícios que hoje integram o Centro Cultural continuam a contar, em silêncio, a história do açoriano Manoel Vieira Seródio. Cada parede parece guardar um gesto de seu tempo; cada janela ainda se abre para um passado que insiste em conversar com o presente. Não são apenas construções: são fragmentos da alma da cidade.

Talvez tenha chegado o momento de a memória dar mais um passo. Um monumento a Manoel Vieira Seródio, na Praça Governador Portela, não seria apenas uma homenagem a um homem, mas um gesto de reconhecimento à presença açoriana que ajudou a erguer Bom Jesus, pedra sobre pedra, sonho sobre sonho.

A praça passaria a reunir dois filhos dos Açores, Padre Antônio Francisco de Mello e Manoel Vieira Seródio,  ao lado de seus ilustres açordescendentes, Roberto e Badger Silveira, além de José Vieira Seródio. Seria como se a cidade desenhasse, em bronze e afeto, uma constelação de nomes que continuam iluminando sua história.

Há pessoas que não desaparecem. Permanecem de pé nas obras que deixaram, no patrimônio que construíram e na memória agradecida de um povo. E, quando esses velhos prédios continuarem desafiando os anos, sempre haverá um pouco de Manoel Vieira Seródio caminhando, discretamente, pelas ruas de Bom Jesus do Itabapoana.



Faze Agora, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Faze Agora*


Faze Agora

Nem cedo, nem tarde...

O presente é hoje.

O passado está no arquivo.

O futuro é uma indagação.

Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.

Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

FESTA DE AGOSTO 2026, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*FESTA DE AGOSTO 2026*


*BOM JESUS DE ITABAPOANA - RJ, CIDADE ABENÇOADA POR DEUS, JÁ ESTA EM FESTA!!!*


*"NÃO DEIXE DE PARTCIPAR, MESMO COM SEGURANÇA E LIMITAÇÕES, DA TÃO ESPERADA E TRADICIONAL FESTA DE AGOSTO DE BOM JESUS."*


*"Considerada na região como a Cidade Luz, Abençoada e Hospitaleira. Uma Linda História de Conquistas."*


*RECOMENDO!!!!!!!!!*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carl Doy


 

Memorial: Quando o passado estende as mãos aos jovens do futuro

 


Há dias que parecem nascer maiores do que os outros. Antes mesmo de o sol cumprir seu caminho, já carregam consigo a promessa de permanecer na lembrança. Amanhã será um desses dias.

É com discreta, mas profunda alegria, que comunicamos a confirmação, até o momento, da presença de quatro instituições de ensino na celebração que o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira acolherá.

Virão o Colégio Estadual Padre Mello, o Colégio Estadual Euclides Feliciano Tardin, a Escola Ottilia Vieira Campos e o CIEP de Varre-Sai.

Talvez alguém veja apenas uma relação de escolas. O Memorial, porém, enxergará muito mais. Verá mochilas cruzando seus caminhos, vozes jovens quebrando o silêncio respeitoso das salas, olhos curiosos pousando sobre fotografias, documentos e objetos que aprenderam a esperar pelo reencontro com novas gerações.

A memória tem essa estranha delicadeza: ela não vive apenas do que conserva, mas sobretudo de quem a visita. Um retrato antigo permanece imóvel na parede; quem lhe devolve o movimento é o olhar de um estudante. Um documento repousa silencioso numa vitrine; quem lhe restitui a voz é a curiosidade de uma criança. É assim que o passado continua respirando.

Os educadores conduzirão seus alunos até esse território onde o tempo parece caminhar mais devagar. E, sem perceberem, estarão realizando um dos gestos mais nobres da educação: ensinar que uma comunidade não se constrói apenas com ruas, edifícios e praças, mas também com lembranças, afetos e exemplos que atravessam as décadas.

Amanhã, o Memorial será mais do que um lugar de recordações. Será uma casa aberta ao tempo. Os que vieram antes estarão presentes em cada fotografia, em cada página, em cada objeto cuidadosamente preservado. Os que chegam agora trarão o sopro da continuidade, como se dissessem, em silêncio, que nenhuma história termina enquanto houver alguém disposto a escutá-la.

E talvez seja esse o mais belo sentido da memória: não impedir que o tempo passe, mas ensinar que ele pode caminhar de mãos dadas com o futuro.

Quando os primeiros estudantes atravessarem a porta do Memorial, não estarão apenas entrando em um edifício. Estarão atravessando a invisível fronteira onde o ontem encontra o amanhã, e onde a esperança aprende que também pode ter raízes.


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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Parabéns, Francisco de Assis Borges!

 



Hoje o tempo veste suas melhores cores para celebrar os seus 68 anos de vida. São sessenta e oito primaveras semeadas de experiências, trabalho, amizades e histórias que deixaram marcas no coração daqueles que têm o privilégio de caminhar ao seu lado.

Que Deus continue iluminando seus passos, renovando sua saúde, fortalecendo sua esperança e enchendo seus dias de paz, alegria e serenidade. Que cada novo amanhecer lhe traga motivos para sorrir e a certeza de que a vida continua reservando belas surpresas àqueles que cultivam o bem.

Receba o abraço carinhoso de todos que lhe querem bem e os votos de um novo ciclo repleto de bênçãos, realizações e felicidade, junto com a digna família!

Parabéns pelos seus 68 aninhos! Que o Senhor o proteja hoje e sempre. 

Feliz aniversário!

Recordando Elcio Xavier na Festa de Agosto 2019., por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Recordando Elcio Xavier na Festa de Agosto 2019.*


Pai Elcio Xavier, com seus 99 anos bem vividos, será homenageado pelo Espaço Cultural Luciano Bastos e pela Prefeitura Municipal de Bom Jesus do Itabapoana na Festa de Agosto 2019. 


*"Tenda Cultural Elcio Xavier."*


A festa vai ocorrer entre 13 a 18 de agosto. Papai estará presente no dia 17 (sábado), das 14:00 as 17:00 horas, para receber homenagens e comentar momentos marcantes de sua vida, da Família Xavier, dos eternos amigos e da linda e hospitaleira Cidade de Bom Jesus do Itabapoana. 


*"DO BEM PARA O BEM, SEMPRE LIGADO NA VIDA, NATUREZA, PRESERVAÇÃO, PAZ, AMOR, FAMÍLIA E AMIGOS INESQUECÍVEIS..."*


Esse é meu Pai Elcio, Pai de todos nós, Pai Elcio Xavier.


👇🏻👇🏻


*"O PRINCIPE DOS POETAS BONJESUENSE."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Maneiras de ser feliz, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Maneiras de ser feliz.*


Acreditar que a nossa vida não é melhor ou pior do que a de ninguém.


Nunca sentir-se maior ou menor, mas igual.


Fazer o bem sem olhar a quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade.


Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela.


Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma maneira de buscar a felicidade.


Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade.


Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade.


Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue.


Tenha fé, acredite em Deus!


Viva cada momento de sua vida como se fosse o último.


Faça de sua vida uma conquistas de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade.


*Mesmo sofrendo, sofra amando... pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade.*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

A Apoteose da IV FLICBonjê: ​Quando a Praça se Fez Verso e Música

O Dia em que Bom Jesus Foi Coroada pela Literatura





Vídeo: Luis Miguel Menezes Degli Esposti



 












O Tempo Guardará Esses Nomes 

Quando a última página da IV FLICBonjê foi simbolicamente virada, não se encerrou apenas uma programação literária: inscreveu-se, para sempre, mais um capítulo na memória cultural de Bom Jesus do Itabapoana. O tempo, juiz sereno dos grandes acontecimentos, haverá de recordar a dedicação de Alessandra Abreu, cuja liderança inspiradora encontrou sólido amparo na sensibilidade e no incansável trabalho de Anizia Maria Pimentel e Maria Clara Visotto. Unidas pelo mesmo ideal, essas três mulheres fizeram da literatura um gesto de amor e da cultura um exercício permanente de fraternidade. Como três estrelas de uma mesma constelação, irradiaram luz sobre a cidade, reunindo escritores, artistas, crianças, jovens e famílias em torno do poder transformador da palavra. Graças ao seu idealismo, Bom Jesus reafirmou sua vocação humanista, fortaleceu sua identidade cultural e lançou, no fértil solo de sua história, as sementes de uma geração mais leitora, mais sensível e mais consciente de que os livros, a arte e a memória são patrimônios capazes de engrandecer um povo e perpetuar sua mais nobre herança.

Os Comendadores que a História Consagrou 

Jamais, nos anais da cultura bonjesuense, tantos símbolos de reconhecimento estiveram reunidos em uma única solenidade. Pela primeira vez, dez personalidades de Bom Jesus do Itabapoana foram agraciadas simultaneamente com o título de Comendador e Comendadora conferido pela ACLAPTCTC - Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores, transformando a histórica Praça Governador Portela em um verdadeiro templo da inteligência, da sensibilidade, da arte e da gratidão. A honraria distinguiu Adalto Boechat Jr., Luan Veiga de Oliveira Silvano, Ademir Francisco de Souza, Jandira Xavier Moreira, Matheus Brazil Castro Silva Rego, Dr. Gino Martins Borges Bastos, Maria Clara Fonseca Visotto, Beatriz de Fátima Magalhães Dias, Rogério Loureiro Xavier e Carolina Xavier Mirandola, cujas trajetórias passam, a partir desse momento, a integrar, com ainda maior brilho, o patrimônio humano e cultural de Bom Jesus do Itabapoana.

Ali, música, literatura e reconhecimento caminharam de mãos dadas.

O Retorno Triunfal da Sociedade Musical da Usina Santa Maria

A Música chegou conduzida pela tradicional e respeitadíssima Sociedade Musical da Usina Santa Maria, um dos mais preciosos patrimônios culturais de Bom Jesus do Itabapoana, magistralmente regida pelo Maestro Alessandro Azevedo, acompanhado do presidente da Associação de Moradores da Usina Santa Maria, Paulo Vitorino, e do presidente do Teatro Cinema Conchita de Moraes, Jorge Roberto de Almeida. Os instrumentos pareciam conversar com o vento, enquanto cada acorde fazia da praça uma imensa catedral sonora. Foi a primeira vez que a agremiação se apresentou na praça Governador Portela após décadas de inatividade.

O Encontro de Academias e Escritores: o Triunfo da Literatura  

A Palavra se fortaleceu no Encontro de Academias e Escritores, reunindo intelectuais, poetas, cronistas e memorialistas de diversas cidades. As vozes eram muitas, mas a mensagem era uma só: a literatura continua sendo um dos mais nobres caminhos para a construção da cidadania, da memória e da esperança.

A Honra manifestou-se na solene entrega das Comendas. Mais do que medalhas, elas simbolizaram vidas dedicadas à cultura, ao conhecimento e ao serviço da sociedade, convertendo o reconhecimento público em verdadeira celebração da inteligência humana.

A IV FLICBonjê transformou-se num extraordinário encontro de talentos. Coube ao cerimonialista Fábio Silva, elegante e seguro como de costume, conduzir a solenidade com leveza e distinção.

​Entre os convidados, destacaram-se Cristiana Ana Lima, premiada escritora da ACLAPTCTC e autora de diversas obras; Isabel Menezes, historiadora, professora e escritora de Varre-Sai, com dezessete livros publicados; Sol Figueiredo (Solange da Silva Figueiredo), poeta, artista plástica, ativista cultural e presidente da Academia de Letras do Brasil, de Campos dos Goytacazes, cuja atuação no Canal Sororidade e no movimento Mulheres Maravilhosas faz ecoar, em todo o país, a potência da voz feminina; e a Dra. Nísia Campos, do Instituto de Letras e Artes Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo (ILA), de Bom Jesus do Itabapoana, verdadeiro baluarte da cultura bonjesuense.

A literatura e a educação ganharam destaque com as trajetórias de Jandira Xavier Moreira, Adalto Boechat Jr. e Maria Clara Visotto. Jandira, educadora, pesquisadora e escritora de projeção internacional, une inovação pedagógica, preservação ambiental e valorização da memória cultural em sua obra e projetos, com destaque para o livro Uma Professora no Amazonas - O Rio Voador e a metodologia Phonobridge. Adalto Boechat Jr., cronista e pesquisador da memória histórica de Pirapetinga, transforma histórias, personagens e tradições locais em registros literários que preservam a identidade de sua terra, seguindo a inspiração de seu mestre Norberto Boechat. Já Maria Clara estreou na literatura com Vozes de Maria (Editora Litteralux), obra marcada pela poesia, pela reflexão social e pelo universo feminino, na qual transforma experiências e sentimentos em palavras de coragem, autoconhecimento e libertação.

Entre os ilustres participantes, destacaram-se Beatriz Magalhães, presidente da ABIJAL - Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras e premiada trovadora, símbolo do incentivo à nova geração literária; o jovem poeta Matheus Brazil Castro Silva Rego, também da ABIJAL, cuja sensibilidade e talento representam a renovação da poesia bonjesuense; e Aldiney Sá, vice-presidente da Academia de Letras do Brasil, que emocionou o público com uma inspirada declamação poética, transformando seus versos em momentos de beleza e encantamento.

​Um dos momentos mais comoventes da tarde pertenceu novamente à Dra. Nísia Campos: sua interpretação do imortal poema Desiderata silenciou a praça. Enquanto sua voz percorria os versos de Max Ehrmann, parecia lembrar a todos que, mesmo entre as inquietações do mundo, a serenidade continua sendo um ato de coragem e que, apesar das sombras do tempo, "este ainda é um mundo belo".

ACLAPTCTC: Cristiana Ana Lima e Isabel Menezes, duas mulheres para a eternidade da cultura

Quando, no futuro, os memorialistas percorrerem as páginas dedicadas à história cultural de Bom Jesus do Itabapoana, encontrarão, entre os acontecimentos que dignificaram o nosso tempo, a presença luminosa da ACLAPTCTC - Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores. Sob a liderança firme, idealista e visionária de Clério José Borges, a Academia ultrapassou fronteiras geográficas para construir pontes de amizade, literatura e fraternidade entre os povos, deixando marcas que o tempo não apagará.

Nesse capítulo de realizações permanecerão gravados, com igual destaque, suas representantes, os nomes de Cristiana Ana Lima, de Vitória, e Isabel Menezes, de Varre-Sai. Mulheres que sabem que a cultura não se ergue apenas nos palcos ou sob os aplausos, mas, sobretudo, no trabalho discreto de quem dedica horas, inteligência e coração para que os sonhos coletivos se tornem realidade.

Movidas por um amor genuíno aos livros, às letras e à promoção da arte, ambas fizeram da dedicação um sacerdócio silencioso. Nos bastidores da FLICBonjê e da FLICPir, onde poucos percebem o esforço de muitos, semearam entusiasmo, cultivaram amizades, venceram obstáculos e ajudaram a transformar duas feiras literárias em patrimônios afetivos da comunidade.

A história ensina que os grandes feitos nunca pertencem a uma única pessoa. Eles crescem pela soma de mãos generosas, de inteligências comprometidas e de corações idealistas. É por isso que a ACLAPTCTC, através de Cristiana Ana Lima e Isabel Menezes já não ocupa apenas um lugar na lembrança dos que viveram esses dias memoráveis; conquistou um espaço definitivo na memória cultural de Bom Jesus do Itabapoana. Elas permanecerão como testemunho de que a verdadeira grandeza nasce da generosidade, da perseverança e da convicção de que a literatura continua sendo uma das mais belas formas de eternizar o espírito humano.

A Magia e a Arte na Tenda da Tati: O Brilho Criativo da IV FLICBonjê

Sob a lona azul que filtra a luz solar e protege os tesouros de uma artesã, a Tenda da Tati, plantada como um oásis criativo na praça Governador Portela durante a IV FLICBonjê, foi um convite a um mundo tátil e palpitante. Isac Nascimento coordenou as peças de decoração roxas, como flores místicas desabrochando em superfícies planas, que misturaram-se com o ciano brilhante de suportes e o carmesim ardente das chamas esculpidas ao centro. Ao lado, um carrossel giratório de chaveiros pareceu dançar em miniatura, uma profusão de cores como um caleidoscópio de bolso, cada um deles um segredo esperando ser revelado em anéis de metal. Sob os olhares acolhedores e orgulhosos de Tati e Isac, a Tenda não foi apenas um ponto de venda, mas um pequeno universo que enriqueceu a feira literária de Bom Jesus.

A Memória que Permanece

A IV FLICBonjê também encontrou, na gratidão, um dos mais belos capítulos de sua história. Um elegante banner reverenciou o inesquecível Elcio Xavier, para sempre consagrado como o Príncipe dos Poetas, ao lado de seu filho, Rogério Loureiro Xavier, cuja sensível produção literária e musical mantém acesa a chama do amor por Bom Jesus do Itabapoana, perpetuando um legado de beleza, sensibilidade e devoção à terra natal.

A Editora O Norte Fluminense brindou o público com uma cuidadosa mostra de obras que preservam parte expressiva da memória histórica, literária e cultural do Vale do Itabapoana. Mais do que uma exposição de livros, apresentou um testemunho vivo do compromisso que, há décadas, o tradicional jornal mantém com a preservação da identidade bonjesuense e com a valorização de seus escritores, artistas e memorialistas. A presença da Editora Revidreams, de Vitória, ampliou ainda mais os horizontes da feira, estreitando os laços de fraternidade entre as culturas capixaba e fluminense e reafirmando que a literatura desconhece fronteiras.

Entre os momentos de maior significado esteve a apresentação da obra Vozes de Maria, da escritora bonjesuense Maria Clara Visotto, expressão da vitalidade da literatura produzida em Bom Jesus do Itabapoana e da crescente presença feminina na construção do patrimônio intelectual da região. Igualmente indispensável foi o apoio da Prefeitura Municipal, por intermédio das Secretarias de Cultura e Turismo, Educação e Saúde, cuja parceria tornou possível a realização de um evento que já se incorpora ao calendário afetivo e cultural do município.

O Livro Que o Tempo Não Apagará: a Feira se Tornou Eternidade 

Quando as luzes da Praça Governador Portela se apagaram e os últimos acordes da festa literária se dissolveram na suavidade da noite, e constatou-se que nada, verdadeiramente, havia terminado. Permaneceram as vozes dos escritores, os risos das crianças encantadas pelos livros, os abraços entre velhos e novos amigos, as páginas autografadas, os versos declamados e a silenciosa emoção daqueles que testemunharam a força transformadora da cultura.

A IV FLICBonjê ultrapassou os limites de uma feira literária. Converteu-se em um marco da história cultural de Bom Jesus do Itabapoana, reafirmando sua vocação de terra de escritores, poetas, educadores e sonhadores. O tempo, que tudo depura e eterniza, haverá de guardar esta edição entre os acontecimentos que dignificaram a vida intelectual do município.

E aqueles que tiveram o privilégio de vivê-la perceberam que uma cidade se torna verdadeiramente grande não apenas pelas obras que ergue em pedra, mas, sobretudo, pelos livros que inspira, pelas memórias que preserva, pelos talentos que acolhe e pelas gerações que educa. Assim, a IV FLICBonjê encerrou-se apenas no calendário. Na alma de Bom Jesus do Itabapoana, ela continuará aberta como um livro precioso, cujas páginas o tempo jamais ousará fechar.


DESIDERATA


(escrito por Max Ehrmann em 1927)

​Siga tranquilamente entre a pressa e a inquietude, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.

​Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha boas relações com todas as pessoas. Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm sua própria história.

​Evite as pessoas escandalosas e agressivas. Elas afligem o nosso espírito.

​Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém superior e alguém inferior a você.

​Aproveite as suas realizações e os seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, por mais humilde que seja; ela é um bem real na fortuna cambiante do tempo.

Tenha cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcia, mas não se torne um cético, porque a virtude sempre existirá. Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmo.

​Seja você mesmo, principalmente. Não simule afeição. Nem seja cínico em relação ao amor, porque, diante de tanta aridez e tanto desencanto, ele é tão perene quanto a relva.

​Aceite com carinho o conselho dos anos, abandonando com dignidade as coisas da juventude.

​Norteie a força do espírito para protegê-lo em caso de súbita desgraça. Mas não se angustie com imaginações sombrias. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

​Além de uma disciplina salutar, seja gentil para consigo mesmo.

​Você é filho do Universo, irmão das estrelas e das árvores; você tem o direito de estar aqui. E, seja-lhe claro ou não, o Universo certamente desdobra-se como deve.

Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a ideia que você tenha d'Ele. E quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, na fatigante confusão da vida, mantenha a paz com a sua alma.

​Com toda a sua falsidade, fadigas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo belo.

​Seja prudente. Faça tudo para ser feliz.










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