segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Dr. Pedro Antônio de Souza resgata a história centenária da Igreja de São Pedro do Itabapoana

 


O Dr. Pedro Antônio de Souza, presidente da Academia Maria Antonieta Tatagiba - Artes - História - Letras, nos conduz pela memória da Igreja Católica do Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul. Diante da bela imagem do templo iluminado contra o azul profundo da noite, parece que a própria História acende suas luzes para conversar conosco.

Seu padroeiro é São Pedro de Alcântara, proclamado Padroeiro do Brasil em 31 de maio de 1826 pelo Papa Leão XII, a pedido de Dom Pedro I. Mais tarde, em 1930, Nossa Senhora Aparecida seria declarada Padroeira Principal do Brasil pelo Papa Pio XI, permanecendo São Pedro de Alcântara como padroeiro secundário. Há, portanto, naquele templo do interior capixaba, uma ligação simbólica com os primeiros tempos do Brasil independente: o santo venerado pela pequena comunidade rural é também personagem da história religiosa da própria nação.

A igreja que hoje contempla São Pedro do Itabapoana ganhou sua atual configuração na década de 1940, fruto da iniciativa e da devoção da comunidade católica. Mas suas raízes descem muito mais fundo na terra da memória. Segundo registra o escritor Grinalson Francisco Medina, em Páginas da Nossa Terra, a primeira capela remonta a 1855. São mais de 170 anos desde aquele primeiro gesto comunitário de erguer um espaço para a oração - tempo suficiente para imaginar quantos batizados, casamentos, despedidas, festas, lágrimas, promessas e agradecimentos passaram diante de seu altar.

Está no altar uma das imagens mais belas dessa perenidade: ele é original. Em torno dele mudaram gerações, costumes e paisagens; homens e mulheres nasceram e partiram; o século XIX tornou-se XX e depois XXI. O altar, entretanto, permaneceu. Mais recentemente, um órgão doado por integrantes da comunidade acrescentou novas vozes a essa antiga casa de fé. É como se cada geração deixasse ali alguma coisa para a seguinte: uma parede, uma restauração, um instrumento, uma oração.

O relato do Dr. Pedro Antônio de Souza possui, por isso, valor que ultrapassa a simples descrição arquitetônica. Ele nos recorda que preservar um templo histórico significa também preservar a memória daqueles que o construíram, frequentaram e amaram. Na fotografia noturna, as três cruzes iluminadas parecem pairar sobre a antiga vila enquanto a grande árvore estende seus galhos ao lado da igreja. Árvore e templo parecem dizer a mesma coisa: ambos cresceram porque tiveram raízes.

São Pedro do Itabapoana possui raízes profundas. Quando uma comunidade conserva sua igreja, seu altar, suas histórias e seus símbolos, ela não está apenas olhando para trás. Está entregando ao futuro uma resposta para uma pergunta essencial: quem fomos nós?

Nessa pequena igreja iluminada na noite capixaba, a resposta continua de pé.

26 anos de Vitória!

 

Hoje é dia de celebrar a vida de Vitória da Silva Oliveira, filha do nosso querido amigo André Luiz de Oliveira, que completa seus luminosos 26 anos!

Que o próprio nome seja sempre o anúncio de seus caminhos: Vitória! Vitória nos sonhos, nos afetos, nas escolhas e em cada novo amanhecer. Que a vida lhe ofereça muitos motivos para sorrir, pessoas verdadeiras para caminhar ao seu lado e horizontes sempre iluminados pela esperança.

Feliz aniversário, Vitória! Muitas felicidades, saúde, paz, amor e muitos e muitos anos de vida! 



AS RAÍZES AÇORIANAS E O RESGATE HISTÓRICO DA CERTIDÃO DE NASCIMENTO DA MÃE DE MACHADO DE ASSIS

 

Ensaio biográfico e histórico de © Alberto Araújo 



Falar de Joaquim Maria Machado de Assis é adentrar o coração pulsante da literatura Brasileira - Universal. Autodidata, Culto e Intelectual, filho de um pintor de paredes liberto e de uma lavadeira açoriana. Fundador e primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras, superou todas as barreiras sociais, econômicas e estruturais do século XIX, para erguer uma das Obras mais sofisticadas e profundas da História e das Letras.  

Autor de Obras-Primas Imortais: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O Alienista, Machado de Assis transpassou os limites de seu tempo. Sua escrita fascinante e investigadora da alma humana, e  suas contradições mais íntimas, desmontou as vaidades e futilidades da Elite Imperial Carioca. Refinou a arte da narrativa da época, com uma elegância e um humor crítico ímpar. 

Contudo, sua presença madura e consagrada - Intelectual, traziam raízes profundas, alicerçadas no afeto, na resistência familiar e na união da presença  feminina  extraordinária,  que moldaram a sua trajetória pessoal e artística. Entre essas personalidades, duas grandes mulheres ocupam papéis sagrados na existência de Machado: sua mãe, a açoriana Maria Leopoldina da Silva e sua esposa, a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais.  

A trajetória literária e pessoal de Machado de Assis é inseparável de sua esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais. Nascida na cidade do Porto, Portugal, Carolina era uma mulher culta, leitora voraz, de refinada sensibilidade e conhecimento artístico e inteligência vivaz. Quando se conheceram no Rio de Janeiro na década de 1860, apresentados pelo irmão dela, o poeta Faustino Xavier de Novais, a afinidade intelectual e afetiva entre Machado e Carolina foi imediata e avassaladora.

Casaram-se em 1869, enfrentando velados preconceitos da época devido às diferenças sociais. A união durou 35 anos e constituiu o grande esteio emocional sobre o qual o escritor construiu sua maturidade literária. Carolina não foi apenas a esposa dedicada que cuidava da sua saúde delicada do marido, mas também sua primeira leitora, revisora atenta de seus manuscritos, intelectual e interlocutora  constante.

A atmosfera de paz e a cumplicidade construída ao lado de Carolina,  fortaleceu  Machado de Assis, a escrever suas maiores criações da fase Realista. A morte de Carolina, em 1904, mergulhou o escritor em uma dor profunda da qual jamais se recuperou inteiramente, imortalizado no comovente e doloroso poema "A Carolina", cujos versos guardam a saudade e o reconhecimento eterno à mulher que foi a luz e o  Porto Seguro de sua caminhada.

Se Carolina representou a plenitude da maturidade e da criação literária, as raízes mais remotas e fundamentais da vida de Machado remontam ao Arquipélago dos Açores, em Portugal. A deslumbrante Ilha de São Miguel que vem a matriz maternal e o sangue lusitano do maior romancista brasileiro.

Sua mãe, Maria Leopoldina da Silva, também referida em registros como Maria Leopoldina Machado da Câmara, era uma portuguesa açoriana, mulher humilde, de coragem extraordinária, que atravessou o oceano Atlântico em busca de novas oportunidades de vida no Brasil imperial. 

No Rio de Janeiro, estabeleceu-se e trabalhou com imensa dignidade como lavadeira na Chácara do Livramento, propriedade pertencente a D. Maria José de Mendonça Carvalho, que viria a ser madrinha de batismo do futuro escritor.

Maria Leopoldina casou-se com Francisco José de Assis, um pintor de paredes e descendente de escravizados libertos. Dessa união humilde no Morro do Livramento nasceu, em 21 de junho de 1839, o pequeno Joaquim Maria. Lamentavelmente, Maria Leopoldina faleceu precocemente quando Machado era ainda um menino de aproximadamente dez anos, vítima de tuberculose.

Apesar dessa partida prematura, a presença materna e a herança açoriana sempre constituíram um elo genético, afetivo e histórico fundamental na genealogia de Machado. Durante décadas, contudo, os detalhes cartoriais exatos sobre os registros de nascimento e batismo de Maria Leopoldina na Ilha de São Miguel permaneceram distantes e inacessíveis para os pesquisadores brasileiros, constituindo uma importante lacuna documental na biografia do escritor.

É exatamente neste ponto que a história ganha um capítulo de resgate cultural memorável e emocionante para a historiografia e para a literatura do Brasil.

No ano de 2018, a dedicada acadêmica, historiadora e pesquisadora Idalina Andrade Gonçalves, movida por seu vínculo afetivo e cultural, impulsionada por um rigoroso compromisso historiográfico, realizou uma viagem determinante à Ilha de São Miguel, nos Açores.

Durante sua estada na Ilha, Idalina visitou a Presidência, do Governo Regional dos Açores, Palácio de Santana, nos Açores, na época o Presidente era o Dr. Vasco Cordeiro, e manteve diálogo direto com representantes do Governo dos Açores e autoridades de registros locais. Com notável persistência investigativa, rigor e profunda sensibilidade histórica, Idalina Andrade Gonçalves conseguiu localizar, autenticar e obter o documento oficial registrado em Cartório: a Certidão de Nascimento de Maria Leopoldina, mãe de Machado de Assis.

Tratava-se da Certidão histórica oficial lavrada na Ilha de São Miguel, a prova documental irrefutável e definitiva da origem açoriana da progenitora de Machado de Assis. Aquele documento histórico, preservado ao longo de séculos no meio do Atlântico, continha a precisão cartorial sobre os antepassados maternos do fundador da Academia Brasileira de Letras.

Consciente da dimensão inestimável de sua descoberta para a memória Cultural do Brasil, Idalina ofereceu a certidão em mãos para a ABL,  instituição encarregada de guardar a memória do  Ilustre Escritor Machado de Assis.

No dia 5 de dezembro de 2018, concretizou-se a emocionante cerimônia de entrega formal desta relíquia histórica, realizada no Gabinete da Presidência da Academia Brasileira de Letras,  no Rio de Janeiro.

Na ocasião, a ABL, era presidida pelo renomado poeta, ensaísta, tradutor e acadêmico Marco Lucchesi. A solenidade contou com a entrega oficial feita por Idalina Andrade Gonçalves, acompanhada pelo Embaixador Jaime Leitão, simbolizando o laço fraterno, diplomático e cultural que une o Brasil e Portugal, de modo especial a Região Autônoma dos Açores.

A fotografia histórica registrada naquele dia 5 de dezembro de 2018 eternizou esse ato nobre de preservação patrimonial. Na imagem, a historiadora Idalina Andrade Gonçalves aparece entregando a valiosa Certidão de Nascimento de Maria Leopoldina, ladeada pelo Presidente da ABL, Marco Lucchesi, pelo Embaixador Jaime Leitão e por testemunhas ilustres desse capítulo marcante para as letras nacionais, como a secretária do Gabinete da ABL, Gisela Araújo. 

Atualmente, essa certidão de nascimento original, registrada em cartório na Ilha de São Miguel, encontra-se perfeitamente preservada no acervo da Academia Brasileira de Letras, onde integra o tesouro documental relativo ao Patrono e primeiro Presidente da  ABL.

A incorporação da Certidão de Nascimento de Maria Leopoldina ao patrimônio da Academia Brasileira de Letras desdobra-se em múltiplos significados de valor incalculável: O documento elimina dúvidas historiográficas e estabelece com exatidão cartorial a filiação, os nomes dos avós e a freguesia de origem da mãe de Machado de Assis na Ilha de São Miguel. Isso permite aos biógrafos um estudo muito mais denso da raiz materna do escritor. O resgate reafirma os profundos laços históricos e de povoamento entre os Açores e o Brasil. A própria existência de Machado de Assis, fruto da união entre uma açoriana e um brasileiro afrodescendente, simboliza a miscigenação e o encontro das culturas que definem a identidade do Povo Brasileiro.

Sob a custódia da ABL, o documento junta-se aos manuscritos, edições raras  de Machado, ficando protegido contra a ação do tempo e acessível para a pesquisa acadêmica de futuras gerações.

A ação abnegada e entusiasmada da historiadora Idalina Andrade Gonçalves evidencia o papel fundamental dos pesquisadores que se dedicam a resgatar e proteger as páginas esquecidas da nossa história.

Ao contemplarmos a foto de 2018 e a certidão ali apresentada, não vemos apenas um pedaço de papel: contemplamos o registro que conecta o oceano Atlântico ao Morro do Livramento e ao Cosme Velho. É a prova documental de onde brotou a vida da mãe daquele que viria a ser o maior nome da literatura brasileira, eternizando a memória de Maria Leopoldina e o valioso presente de Idalina Andrade Gonçalves à cultura do nosso Brasil. Também, na postagem encontramos a foto do Presidente dos Açores, Dr. Vasco Cordeiro, na entrada do Palácio da Presidência recebendo a acadêmica Idalina.

SOBRE IDALINA ANDRADE GONÇALVES

Idalina Andrade Gonçalves é uma historiadora e pesquisadora dedicada cujos trabalhos acadêmicos e investigativos se concentram na preservação da memória e nos vínculos culturais e genealógicos entre o Brasil e Portugal, com especial destaque para a Região Autônoma dos Açores.

O grande marco de sua trajetória e de sua contribuição para a historiografia literária brasileira ocorreu em 2018. Movida por um profundo rigor investigativo e por seu afeto cultural pelas raízes açorianas, Idalina empreendeu uma viagem determinante à Ilha de São Miguel, nos Açores. Após reuniões com autoridades locais, incluindo o então presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, ela conseguiu localizar, autenticar e obter o documento oficial e inédito: a Certidão de Nascimento de Maria Leopoldina da Silva, mãe de Machado de Assis.

Essa descoberta sanou uma lacuna secular na biografia do fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL). Retornando ao Brasil, Idalina fez a doação oficial dessa relíquia cartorial à ABL em uma cerimônia solene realizada em 05 de dezembro de 2018, eternizando seu papel fundamental no resgate da ancestralidade e da memória do maior nome da literatura brasileira.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

Carl Doy


 

Johnny Preston


 

Jack Scott


 

Estradas da Vida, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Estradas da Vida.*


As estradas da vida nem sempre são planas e lisas.Têm subidas e descidas, retas e curvas, poeiras, noites, tempestades. Encara tudo com confiança, sem desanimar. E se encontrares muitas pedras pelo caminho, junte-as para construir com elas a escada por onde chegarás ao topo do sucesso. Na estrada da vida, o que tem mais valor não é o que levamos, mais sim, quem está ao nosso lado. Eu sempre agradeço a Deus pela sua presença na minha vida.


*“A estrada da vida é sua, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.”*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Agradecimento aos Canalhas: nossos personal trainers da longevidade

 

Deveria ser fundada a ACADEMIA CANALHA FITNESS - fortalecendo sua paciência desde a primeira intriga


Está na hora de instituirmos oficialmente o Dia Nacional de Agradecimento aos Canalhas com entrega da Comenda Nacional do Canalha Incansável



Segundo pesquisa, para viver muito, precisamos caminhar, controlar o açúcar, dormir bem, beber água, exercitar a memória e evitar aborrecimentos. Tudo muito correto. Mas está faltando reconhecer uma categoria de colaboradores que trabalha silenciosa, ou, mais frequentemente, ruidosamente,  em favor de nossa resistência emocional: os canalhas.

Sim, eles mesmos.

Os canalhas são uma espécie de personal trainer involuntário da alma. O personal trainer convencional manda fazer vinte agachamentos. O canalha faz uma intriga e nos obriga a respirar fundo quarenta vezes. O professor de academia fortalece nossos músculos; o canalha exercita nossa paciência. Um manda levantar peso; o outro nos ensina a carregar desaforo sem desenvolver hérnia espiritual.

E tudo gratuitamente!

É preciso reconhecer esse extraordinário trabalho voluntário.

O amigo verdadeiro, coitado, às vezes falha. Tem família, trabalho, contas para pagar e seus próprios problemas. Pode passar alguns dias sem telefonar.

O canalha, jamais!

Ele acompanha nossa vida com disciplina olímpica.

Se publicamos alguma coisa, lê.

Se fazemos alguma coisa, comenta.

Se não fazemos nada, desconfia.

Se estamos alegres, pergunta o motivo.

Se estamos tristes, comemora antes de confirmar.

Se vencemos, foi sorte.

Se perdemos, ele sempre soube que aconteceria.

E se simplesmente continuamos vivendo tranquilamente, isso parece constituir uma provocação pessoal.

Há canalhas que sabem mais sobre nossa vida do que nós mesmos. Conhecem nossos amigos, nossas viagens, nossas opiniões e provavelmente saberão de nossa próxima decisão antes que a tenhamos tomado.

São nossos biógrafos não autorizados.

O mais fascinante é que alguns declaram solenemente não gostar de nós.

Imaginem se gostassem!

Se alguém que não gosta acompanha cada passo, lê cada texto, comenta cada atitude e dedica horas preciosas à nossa existência, talvez seja necessário rever o conceito de admiração.

Há fãs que compram ingresso.

E há fãs que falam mal.

Muda apenas a bilheteria.

Por isso proponho uma mudança radical de comportamento. Em vez de nos irritarmos com os ataques injustos, devemos começar a responder:

- Muito obrigado! Sua contribuição para minha resistência emocional foi devidamente registrada.

Isso desmonta qualquer canalha.

Porque ele esperava encontrar indignação e encontrou gratidão.

Fez uma fofoca?

- Obrigado! Minha pressão continua ótima.

Inventou uma história?

- Agradeço! Acabei de caminhar cinco quilômetros pensando em outra coisa.

Tentou provocar?

-  Excelente! Meu treinamento de paciência estava atrasado.

Falou mal pelas costas?

- Continue! Pela frente estão os amigos e a paisagem é muito mais bonita.

Talvez devêssemos inclusive criar academias especializadas.

ACADEMIA CANALHA FITNESS - fortalecendo sua paciência desde a primeira intriga.

O plano básico daria direito a duas fofocas semanais.

O intermediário incluiria uma maledicência diária e três falsidades mensais.

E o plano premium ofereceria um canalha exclusivo acompanhando sua vida vinte e quatro horas por dia.

Garantia de resultados:

“Em seis meses você estará ignorando imbecis sem qualquer esforço.”

Haveria ainda avaliação periódica.

- Como está sua resistência?

- Excelente. Ontem falaram mal de mim durante duas horas e eu dormi oito.

- Parabéns! Pode aumentar a carga.

Por isso, diante das descobertas sobre a importância das relações humanas para nossa resistência emocional, talvez esteja na hora de instituirmos oficialmente o Dia Nacional de Agradecimento aos Canalhas.

Haveria solenidade.

Diploma.

Medalha.

E, para os mais dedicados, troféu.

“Comenda Nacional do Canalha Incansável - pelos relevantes serviços prestados à longevidade alheia.”

A cerimônia seria emocionante.

- Fulano de Tal, por vinte anos consecutivos falando mal do homenageado, sem jamais apresentar uma única fatura: medalha de ouro!

Aplausos.

- Sicrano, por acompanhar silenciosamente todas as publicações daquele que afirma desprezar: medalha de prata!

Mais aplausos.

- Beltrano, por inventar histórias, espalhar comentários e perder preciosas horas de sua própria existência cuidando da vida dos outros: menção honrosa!

De pé, senhores!

Estamos diante de verdadeiros servidores voluntários da nossa resistência psicológica.

O segredo, afinal, é compreender que existem pessoas que entram em nossa vida para oferecer amor, outras para oferecer amizade e algumas para oferecer apenas material para crônicas humorísticas.

Todas acabam tendo alguma utilidade.

Portanto, aos amigos, nossa ternura.

Aos familiares que verdadeiramente nos amam, nosso coração.

Aos que nos estimulam, nossa gratidão eterna.

E aos canalhas, nossa homenagem especial:

Obrigado!

Obrigado pelas críticas injustas, pelas pequenas maldades, pelas intrigas e pela extraordinária dedicação em acompanhar uma vida que vocês juram solenemente não suportar.

Continuem firmes.

Só pedimos que cuidem da própria saúde.

Façam exames.

Caminhem.

Comam verduras.

Evitem o excesso de sal.

Pretendemos chegar aos cem anos e seria uma enorme ingratidão nossa perder, antes disso, tão dedicados personal trainers da longevidade.

E quando finalmente completarmos um século de vida, haverá bolo, música, café e uma faixa enorme atravessando o salão:

“100 ANOS - graças a Deus, aos amigos e à família.”

Embaixo, discretamente, acrescentaremos:

“Aos canalhas, nossos agradecimentos pelo treinamento.”

E haverá ainda uma última recomendação:

Podem continuar falando mal.

Pois está fazendo um bem danado.












Patches - Johnny Fillotson


 


Tradução automática

Exibições da letra757

Patches

Alabama

Remendos

Patches

Eu nasci e cresci lá no AlabamaI was born and raised down in Alabama
Em uma fazenda bem no meio do matoOn a farm way back up in the woods
Eu era tão esfarrapado que o povo me chamava de RemendosI was so ragged that folks used to call me Patches
Meu pai costumava tirar sarro de mim sobre issoPapa used to tease me about it
Claro que, no fundo, ele estava machucadoOf course deep down inside he was hurt
Porque ele fez tudo que pôde'Cause he done all he could

Meu pai era um grande homemPapa was a great old man
Eu consigo vê-lo com uma pá na mãoI can see him with a shovel in his hand
Veja, educação ele nunca teveSee, education he never had
Ele fez maravilhas quando a situação ficou feiaHe did wonders when the time got bad
O pouco dinheiro das colheitas que ele plantouThe little money from the crops he raised
Mal dava pra pagar as contas que ele tinhaBarely paid the bills he made
Então a vida o derrubou no chãoSo life had kicked him down to the ground
Quando ele tentava se levantarWhen he tried to get up
A vida o derrubava de novoLife would kick him back down
Um dia, meu pai me chamou na sua cama de morteOne day papa called me to his dyin bed
Colocou as mãos nos meus ombrosPut his hands on my shoulders
Então, com lágrimas, ele disseThen with a tears he said
Remendos, estou contando com você, filhoPatches, I'm depending on you son
Pra sustentar a famíliaTo pull the family through
Meu filho, tudo depende de vocêMy son, it's all left up to you

Dois dias depois, meu pai faleceuTwo days later papa passed away
E eu me tornei um homem naquele diaAnd I became a man that day
Então eu disse pra minha mãe que ia largar a escolaSo I told mama I was gonna quit school
Ela disse que essa era a regra mais rígida do papaiShe said that was daddy's strictest rule

Então toda manhã, antes de ir pra escolaSo every morning 'fore I went to school
Eu alimentava as galinhas e também cortava lenhaI fed the chickens and I chopped wood too
Às vezes eu sentia que não ia conseguir continuarSometimes I felt that I couldn't go on
Eu queria sair disso, mas queria um larI wanted to leave this but I wanted a home
Mas eu sempre lembrava do que meu pai disseBut I always remembered what my daddy said
Com lágrimas nos olhos na sua cama de morteWith tears in his eyes on his dyin bed
Ele disse, "Remendos, estou contando com você, filhoHe said, "Patches, I'm depending on you son
Pra sustentar a famíliaTo pull the family through
Meu filho, tudo depende de vocêMy son, it's all left up to you

Então um dia, uma chuva forte veioThen one day a strong rain came
E levou todas as colheitas emboraAnd washed all the crops away
E aos treze anos, eu achava que estava carregandoAnd at the age of thirteen I thought I was carrying
O peso do mundo inteiro nos meus ombrosThe weight of the whole world on my shoulders
Mas você sabe, minha mãe sabia o que eu estava passando,But you know, mama she knew what I was going through,

Todo dia eu tinha que trabalhar nos camposEveryday I had to work the fields
Porque era a única maneira de conseguirmos nossas refeições'Cause that's the only way we got our meals
Veja, eu era o mais velho da famíliaYou see, I was the oldest of a family
E todo mundo dependia de mimAnd everybody else depended on me
Toda noite eu ouvia minha mãe orarEvery night I heard my mama pray
Senhor, dê a ele a força pra mais um diaLord, give him the strength to make another day
Embora os anos tenham passado e todas as crianças tenham crescidoThough years have passed and all the kids are grown
E anjos levaram minha mãe pra um novo larAnd amgels took my mama to a brand new home
O Senhor sabe que eu derramei uma lágrimaLord knows people that I shed a tear
A voz do meu pai ainda ecoava nos meus ouvidosMy daddy's voice kept a-tinging in my ears
Dizendo, "Remendos, estou contando com você, filhoSayin, "Patches, I'm depending on you son
Pra sustentar a famíliaTo pull the family through
Meu filho, tudo depende de você...My son, it's all left up to you...

Remendos, estou contando com você, filhoPatches, I'm depending on you son
Estou contando com você, filhoI'm depending on you son
Pra sustentar a famíliaTo pull the family through
Meu filho, tudo depende de você...My son, it's all left up to you...

Caminhe com fé em seu coração




Caminhe com fé em seu coração (tradução)

Caminhe com fé no coração
 e você nunca caminhará sozinho,
pois com fé no coração
o mundo é seu.

Você nunca se entristecerá
se nEle você acreditar 
e caminhar com fé no coração.

Quando os sonhos que você sonha 
parecerem desaparecer,
é hora de continuar lutando
e logo todos eles se tornarão realidade.

Ele aliviará seu fardo
enquanto você percorre a estrada da vida.
Então caminhe com fé em seu coração.

Sempre que tiver problemas,
basta estender a mão para Ele.
Ele está ao seu lado,
seu guia constante e pronto para entender.

Você encontrará a felicidade 
se O deixar ser seu amigo.
E descobrirá que o sucesso está logo ali.
Ele não o decepcionará.

Use um sorriso, não uma carranca,
 e caminhe com fé em seu coração.
Você encontrará a felicidade
se o deixar ser seu amigo.

E descobrirá que o sucesso está logo ali.
Ele não o decepcionará.
Use um sorriso, não uma carranca, 
e caminhe com fé em seu coração.







domingo, 30 de agosto de 2026

THE BACHELORS


 

Sue Thompson


 

Quando o Caráter Deixa de Ter Valor

 

A pergunta decisiva não é quando começa a queda de uma sociedade. É outra: quando percebemos que ela começou a cair, de que lado escolhemos permanecer?

A Queda Começa na Alma

Sócrates e o Espelho de Nosso Tempo



Existem épocas em que uma sociedade não desaba de repente. Não se ouve o estrondo de suas paredes, não se vê poeira subindo das ruínas. Ela começa a cair silenciosamente, por dentro, quando os valores trocam de lugar. Quando a esperteza passa a valer mais que a honestidade; quando a aparência recebe aplausos e o caráter é deixado numa cadeira vazia; quando quem trabalha contempla, perplexo, a recompensa dos que aprenderam apenas a colher aquilo que nunca plantaram. As grandes decadências começam assim: não com terremotos, mas com pequenas inversões morais aceitas como se fossem naturais.

A imagem atribuída a Sócrates nos provoca justamente porque parece colocar diante de nós um espelho. Pouco importa, para a reflexão, que muitas frases que circulam nas redes sociais sejam atribuídas aos antigos sem comprovação histórica. O essencial está na pergunta que elas despertam: que sociedade estamos construindo quando o barulho dos insensatos consegue abafar a serenidade dos sábios? Há algo profundamente inquietante numa época em que falar alto pode parecer argumento, possuir seguidores pode parecer autoridade e repetir uma mentira muitas vezes pode conferir-lhe a aparência de verdade.

A decadência mais perigosa é aquela que consegue vestir-se de normalidade. É quando já não nos espantamos diante da falta de caráter; quando a deslealdade recebe nomes elegantes; quando a ingratidão é justificada como conveniência; quando o agressor encontra defensores e a vítima precisa explicar por que sofreu; quando alguém sobe ao púlpito para ensinar virtudes que jamais teve coragem de praticar. Nesse instante, a sociedade não perdeu apenas algumas referências: começou a perder a capacidade de sentir vergonha daquilo que deveria envergonhá-la.

E existe ainda uma tragédia mais delicada: o silêncio dos bons. Os tolos costumam possuir uma vantagem sobre os sábios, raramente duvidam de si mesmos. Gritam, sentenciam, condenam, distribuem certezas. Os sábios, ao contrário, conhecem a complexidade da existência e por isso ponderam, escutam, interrogam. Sócrates fez da pergunta um instrumento da filosofia. Por isso continua tão necessário num mundo apaixonado por respostas instantâneas.

Mas nenhuma sociedade está condenada enquanto ainda existirem pessoas capazes de se indignar. Enquanto alguém ensinar uma criança que honestidade não é ingenuidade; enquanto houver quem trabalhe sem transformar o próximo em degrau; enquanto uma pessoa preferir perder uma vantagem a perder a dignidade; enquanto alguém tiver coragem de permanecer decente mesmo quando a indecência parecer mais lucrativa, ainda haverá uma pequena chama acesa contra a escuridão.

Civilizações não são sustentadas apenas por prédios, leis, governos ou riquezas. São sustentadas por valores invisíveis: palavra empenhada, respeito, gratidão, compaixão, responsabilidade, coragem e caráter.

A pergunta decisiva não é quando começa a queda de uma sociedade.

É outra:

quando percebemos que ela começou a cair, de que lado escolhemos permanecer?

THE DIAMONDS


 

Quando o sangue não basta

 

Ser parente é um acidente do nascimento; tornar-se verdadeiramente irmão é uma conquista do caráter


Hobbes talvez tenha exagerado ao transformar o homem em lobo. Afinal, o lobo dificilmente trai sua alcateia por uma herança, uma vaidade ou alguns metros de terra. Nesse ponto, pobres lobos: talvez tenhamos sido injustos com eles



Toda família nasce como uma promessa de bênção. É o primeiro território onde imaginamos encontrar abrigo, lealdade, afeto e aquela espécie de porto para o qual poderemos regressar quando o mundo se tornar áspero demais. O sangue parece escrever antecipadamente um pacto de solidariedade. Crescemos ouvindo palavras como pai, mãe, irmão, filho, tio, primo, como se cada uma delas carregasse, por natureza, uma garantia moral. Mas a vida, essa professora sem piedade, termina ensinando que parentesco é circunstância; caráter é construção.

Porque nenhuma árvore genealógica produz virtudes automaticamente. Caráter precisa ser cultivado todos os dias, como se cultiva um jardim ameaçado permanentemente pelo mato. Exige renúncia, gratidão, respeito, memória e, sobretudo, limites impostos ao próprio egoísmo. O problema é que nem todos estão interessados nessa agricultura da alma. Alguns preferem cultivar ressentimentos; outros, conveniências. Existem aqueles que somente descobrem que somos parentes quando precisam de alguma coisa e aqueles que, diante de interesses materiais, conseguem transformar décadas de convivência numa fria contabilidade de vantagens.

É então que a promessa de bênção pode adquirir o gosto amargo da maldição. Não porque a família seja má em sua essência, mas porque dentro dela habitam seres humanos, e seres humanos carregam consigo grandezas e abismos. Às vezes, justamente de onde esperávamos proteção chega o golpe mais doloroso. O desconhecido que nos trai provoca indignação; o familiar que nos trai produz uma ferida diferente, porque conhecia exatamente o lugar onde doeria mais.

Por isso atravesse os séculos a sentença popularizada por Thomas Hobbes: “o homem é o lobo do homem”, homo homini lupus. Hobbes não estava escrevendo especificamente sobre famílias, mas sua visão pessimista da natureza humana parece, em certos momentos, atravessar também as portas de nossas casas. Retiradas as convenções, enfraquecidos os freios morais e colocado algum interesse importante sobre a mesa, quantas delicadas máscaras não começam a cair?

E o mais inquietante é perceber que os lobos nem sempre chegam mostrando os dentes. Alguns chegam sorrindo. Sentam-se conosco à mesa, participam das fotografias, conhecem nossas histórias e pronunciam com desenvoltura a palavra “família”. Depois, quando chega a hora decisiva, demonstram que o parentesco estava nos documentos, mas jamais alcançou verdadeiramente a consciência.

Com o passar dos anos, perdemos algumas ilusões, talvez justamente aquelas de que mais gostávamos. Descobrimos que existem amigos capazes de atitudes profundamente fraternas e parentes capazes de uma indiferença espantosa. Percebemos que a genética explica a cor dos olhos, determinados traços do rosto e muitas semelhanças físicas, mas ainda não inventaram exame de DNA capaz de detectar generosidade, lealdade ou decência.

Resta-nos, portanto, uma conclusão pouco confortável: família é uma extraordinária possibilidade de amor, jamais um certificado antecipado de virtude. Quando seus integrantes cultivam caráter, ela pode ser uma das maiores bênçãos concedidas à existência humana. Quando prevalecem egoísmo, inveja, ganância e ressentimento, o mesmo teto que deveria proteger começa a produzir sombras.

E o verdadeiro pessimismo não está em admitir isso. Está em constatar que, depois de milhares de anos de civilização, bibliotecas inteiras sobre ética, religiões pregando fraternidade e incontáveis tragédias ensinando o preço do egoísmo, ainda precisamos recordar ao homem uma verdade elementar: ser parente é um acidente do nascimento; tornar-se verdadeiramente irmão é uma conquista do caráter.

Hobbes talvez tenha exagerado ao transformar o homem em lobo. Afinal, o lobo dificilmente trai sua alcateia por uma herança, uma vaidade ou alguns metros de terra. Nesse ponto, pobres lobos: talvez tenhamos sido injustos com eles.