Quando a gratidão se transforma em cidadania
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| Francisco Amaro Borba Gonçalves |
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| Dr Márcio de Lima Pacheco |
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| Alessandra Abreu |
Há cidades que se tornam maiores cada vez que aprendem a agradecer. Bom Jesus do Itabapoana pertence a essa categoria.
Um título de cidadão não altera o mapa nem muda as fronteiras do município. O que ele transforma é algo muito mais profundo: amplia o território da alma. Faz nascer um vínculo que não depende do berço, mas do afeto; não da certidão de nascimento, mas da história construída com dedicação, trabalho e amor.
Quando uma comunidade acolhe como filho quem escolheu servi-la, ela escreve uma das mais belas páginas de sua própria biografia. É a gratidão vencendo o tempo. É a memória abraçando o mérito.
Assim, ao conceder o título de Cidadão Bonjesuense ao açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, ao Dr. Márcio de Lima Pacheco e a Alessandra Ribeiro de Abreu, a Câmara Municipal celebra três trajetórias que encontraram em Bom Jesus um destino para semear conhecimento, cultura, amizade e esperança. São pessoas que compreenderam que o verdadeiro pertencimento nasce do compromisso cotidiano com o bem comum.
Também merece reconhecimento o olhar sensível do vereador Clerinho da Soledade, que soube perceber que as cidades se engrandecem quando reverenciam aqueles que as engrandecem. Homenagear é um gesto de justiça. É dizer às novas gerações que o mérito existe, que o exemplo inspira e que a dedicação nunca passa despercebida.
A cidadania honorária não é apenas uma honraria. É um abraço oficial que a cidade oferece a quem, muito antes do diploma, já havia conquistado um lugar definitivo no coração de seu povo.
Uma cidade que aprende a agradecer, ela própria se torna mais digna de ser amada.



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