Não é preciso ter feito parte de uma história para ajudar a preservá-la. Esta verdade, esculpida com a sensibilidade de Rita de Cássia Côgo, ecoa como um manifesto poético e necessário para todos que compreendem o peso e a delicadeza do passado.
Na imagem que registra este gesto de afeto intelectual, Rita segura o livro dedicado a Roberto Silveira, publicado pelo Centro de Memória Trabalhista. É o encontro entre o papel impresso e a perenidade dos ideais. Estar presente no Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, espaço que conta com o apoio e de seu irmão João Bosco Figueiredo Côgo, desde a sua gênese, carrega um simbolismo profundo: o de que as instituições sobrevivem quando abraçadas pela comunidade que as acolhe.
Ao cuidar de suas memórias, reverenciamos vidas, valorizamos trajetórias e contribuímos para manter vivo o legado de um processo de construção que o tempo não deve apagar. Cuidar da memória não é um ato passivo de contemplação empoeirada; é uma trincheira ativa contra o esquecimento. É reconhecer que os passos dados por Roberto e Badger Silveira no tecido político e social do nosso estado continuam a pavimentar o chão sobre o qual caminhamos hoje.
Celebrar uma década deste Memorial, unindo-se ao lançamento de uma obra fundamental, é reafirmar que a história coletiva pertence a quem decide amá-la e protegê-la. Que possamos, inspirados por essa comunhão entre escrita, imagem e pertença, continuar a ser os guardiões vigilantes de um tempo que se recusa a morrer.










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