sábado, 7 de novembro de 2026

JAZZ


 

Chuva na Cabana


 
Enquanto a chuva percorre o telhado, alguém encontra tempo para escutar o que, dentro de si, vinha falando baixo.


O “Refúgio Interno” encontra sua força na delicada correspondência entre a paisagem e o coração: a chuva dá voz ao cansaço, a névoa permite que o horizonte espere, e a lareira oferece a pequena certeza de um calor ao alcance das mãos. 

Nesse encontro, o piano pode ser a presença discreta que faz companhia sem exigir conversa. Há, porém, uma tensão na proposta: ao oferecer o mesmo abrigo para dormir, estudar e trabalhar, o texto aproxima o repouso das tarefas das quais promete nos afastar. Pode ser que sua beleza crescesse se concedesse ao ouvinte também a liberdade de não fazer coisa alguma. 

O convite, embora compreensível, abre por um instante a porta da cabana para o movimento do mundo. Ainda assim, permanece uma imagem acolhedora: enquanto a chuva percorre o telhado, alguém encontra tempo para escutar o que, dentro de si, vinha falando baixo.


Rosane Brandão: de Bom Jesus para o mundo em uma jornada de realizações



Existe uma delicadeza particular no instante em que alguém abre a porta de uma casa e começa a imaginar a própria vida ali. A sala ainda está vazia, mas já parece guardar conversas. Pela janela entra uma claridade que, quem sabe, acompanhará muitos cafés da manhã. Num canto, caberá uma estante; no outro, a poltrona de alguém querido. Antes mesmo da mudança, a vida chega.

É nesse território de expectativas que Rosane Brandão exerce seu ofício. Nascida em Bom Jesus do Itabapoana, ela traz consigo o nome de uma cidade onde as histórias familiares atravessam ruas, reconhecem fachadas e encontram, nas casas, pontos de referência para a memória. Sua trajetória, porém, precisou percorrer diferentes lugares para chegar às portas que hoje ajuda a abrir.

Na administração da Fábrica de Linhas Polycron, aprendeu a cuidar dos muitos fios que sustentam o trabalho: organização, gestão, liderança. Vista de hoje, essa passagem oferece uma imagem bonita de seu próprio caminho. Experiências que pareciam pertencer a universos distintos foram se entrelaçando, até formarem uma maneira própria de compreender as pessoas e suas necessidades.

No Supermercado MR, vieram as grandes equipes, as exigências da operação, o movimento intenso do atendimento. No meio de tarefas e decisões, havia sempre alguém do outro lado, com sua pressa, sua dúvida, sua expectativa. Ali, o cuidado precisava encontrar lugar no ritmo dos dias.

Rosane levou essa disposição de aprender para o curso de Direito da UNIG, em Itaperuna. O conhecimento jurídico acrescentou responsabilidade ao olhar de quem, mais tarde, lidaria com contratos e patrimônios. Afinal, uma assinatura pode conter anos de economia, o esforço de uma família inteira, a coragem de recomeçar. Há sonhos que precisam tanto de acolhimento quanto de palavras claras e compromissos seguros.

Portugal ampliou seus horizontes. Na experiência em uma clínica médico-dentária, o atendimento humanizado e a gestão de espaços ganharam novas dimensões. Atravessar o oceano também pode ser uma forma de educar o olhar: perceber outros hábitos, aprender outras rotinas, reconhecer necessidades que a familiaridade, às vezes, nos impede de enxergar.

Como empresária, percorreu feiras e eventos em grandes polos comerciais, representou marcas de luxo e capacitou mais de cinco mil colaboradores em atendimento especializado. Por trás desse número expressivo, há encontros, perguntas, conhecimentos repartidos. Ensinar exige atenção ao outro; exige encontrar o modo pelo qual uma experiência pode se tornar útil na vida de alguém.

Hoje, enquanto cursa Design de Interiores e Gestão de Negócios Imobiliários pela UNINTER Internacional, Rosane continua acrescentando ferramentas ao seu trabalho. Aprende a observar o espaço e a conduzir o negócio, aproximando a sensibilidade de quem imagina ambientes do rigor de quem precisa orientar escolhas.

Assim, quando apresenta um imóvel, toda a sua caminhada a acompanha. Estão ali a organização aprendida na fábrica, a experiência com equipes, os estudos jurídicos, a vivência portuguesa, o exercício de ensinar. Cada etapa encontra uma aplicação concreta na escuta de um cliente, no esclarecimento de uma dúvida, na atenção a um detalhe que poderia passar despercebido.

Uma casa pode começar muito antes dos tijolos. Começa numa conversa sobre o filho que precisa de um quarto, sobre o desejo de morar perto da família, sobre a janela onde se quer cultivar uma planta. Para compreender essa procura, é preciso dar tempo às palavras.

Rosane Brandão fez de sua jornada uma preparação para esses encontros. E há algo de profundamente humano em seu ofício: acompanhar alguém até uma porta e perceber que, ao atravessá-la, essa pessoa já começa a chamar o lugar de meu.


Raul Travassos: o sorriso de quem cultivou o tempo e o ouro das cássias



Existe um acontecimento raro nesta fotografia: Raul Travassos sorri. A fisionomia habitualmente séria, ocupada por tantas ideias, atividades e preocupações, abre uma clareira. Acima dele, as flores amarelas da cássia parecem prolongar aquele sorriso até o azul. Por um instante, o homem e a árvore participam da mesma alegria.

Diante do Santuário do Senhor Bom Jesus, Raul plantou duas cássias: uma em homenagem ao açoriano Padre Mello; outra, ao Padre Francisco. Quem passasse no momento do plantio talvez enxergasse apenas duas pequenas mudas e a terra remexida. Raul, porém, já contemplava alguma coisa além. Acostumado a embelezar os cenários das novelas da TV Globo e a encantar o país, conhecia a força de uma imagem. Ali, entregava à natureza uma criação que precisaria de raízes, estações e paciência.

Raul cultivou o tempo.

Deixou na terra duas homenagens que agora se erguem e florescem. Os nomes dos sacerdotes ganham uma delicada continuidade na paisagem: recebem a chuva, acompanham os dias da cidade, oferecem flores a quem passa. Há uma forma emocionante de gratidão nesse gesto de plantar. O homenageado permanece na memória, enquanto a árvore estende sua generosidade a desconhecidos.

Hoje, uma dessas cássias derrama seu ouro sobre o homem que a plantou. Na fotografia, os ramos o cercam com a intimidade de quem reconhece um velho amigo. A árvore parece devolver, em abundância, o cuidado que recebeu. E Raul sorri sob a beleza que um dia confiou ao futuro.

Esse sorriso adquire uma ternura ainda maior quando lembramos que seu caminho também atravessou momentos de sofrimento pessoal. Há dores que os retratos não mostram, preocupações que não encontram lugar nas conversas, noites cujo peso só conhece quem as viveu. Por isso, alegra ver seu rosto assim, iluminado por uma manhã florida. Sem precisar dizer palavra, a fotografia guarda um instante de alívio.

Seu amor pela igreja já encontrou palavras que merecem permanecer na memória de Bom Jesus. Certa vez, Raul contou:

“Fico emocionado. Tenho muito amor por essa igreja. Tanto que cheguei a fazer uma ‘filial’. Sempre que caminhava de madrugada, aproveitando o frescor, passava inevitavelmente em frente a ela e, ao contemplá-la, me vinham pensamentos apocalípticos de que tudo volta ao pó. Então pedia a Deus: Senhor, se tiver que acabar tudo, deixa pelo menos Bom Jesus... Se não puder, deixa pelo menos a nossa igreja... E, mesmo assim, se tiver que acabar, deixa ao menos a fachada.”

É uma oração que vai recolhendo o mundo para tentar salvá-lo. Primeiro, a cidade inteira; depois, a igreja; por fim, a fachada, aquele rosto amado de Bom Jesus que Raul desejaria preservar até diante do fim. Podemos imaginá-lo no frescor da madrugada, interrompendo os passos, erguendo os olhos, pedindo a permanência de alguma coisa bela.

Possivelmente as duas cássias também façam parte dessa oração. Plantadas diante do Santuário, acrescentam vida àquilo que ele tanto deseja conservar. A cada floração, renovam a paisagem e oferecem aos olhos uma razão para demorar um pouco mais.

O gênio de Raul Travassos encontra ali uma expressão profundamente humana: criar beleza e deixá-la ao alcance de todos. Quem passa recebe um pouco daquele amarelo, mesmo sem conhecer a história das árvores. Alguém olha para cima. Alguém fotografa. Alguém leva consigo uma leveza inesperada.

Bom Jesus recebe mais esse ouro de Raul. Um ouro que cresce ao ar livre, acolhe a luz e se reparte sem se gastar.

E, desta vez, recebe também seu sorriso, como se, depois de tanto semear encantamento pelo mundo, Raul pudesse enfim repousar, por um instante, dentro da própria obra.

Ser Especial, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem. 


*"Ser Especial"*


Ser especial não é só chegar e arrasar, ser especial é sair e deixar saudades, ser especial é ter um lugar na vida de alguém como você tem na minha, ser especial é simplesmente ser como você... 


Muitos me perguntam: Onde estão todas as pessoas especiais? Eu respondo: Todas eu não sei; mas uma ta agarrada no celular lendo essa mensagem nesse momento e acabou de dar um lindo sorriso.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Cada vida, um território de mistérios


 O outro, antes de ser espelho, é alguém à porta: traz uma história que pode transformar a nossa, se lhe dermos tempo para contá-la



"Uma pessoa só compreende a própria vida quando se vê em cada pessoa" (Liev Tolstói).  Essa frase convida a uma travessia: sair da estreiteza do próprio mundo para descobrir que a vida também palpita nas margens que não habitamos. Existem dores que nossos olhos só aprendem a reconhecer quando o orgulho se cala; existem alegrias alheias que alargam as janelas da nossa existência.

Mas o pensamento merece uma delicada ressalva: compreender o outro exige mais do que encontrar nele o nosso reflexo. Cada pessoa guarda um território que não nos pertence, uma infância que não vivemos, uma ausência cujo nome desconhecemos. A empatia amadurece quando conseguimos acolher também aquilo que não se parece conosco.

A compreensão da própria vida começa nesse encontro entre reconhecimento e mistério. Somos semelhantes o bastante para oferecer o ombro e diferentes o bastante para precisar escutar. E o outro, antes de ser espelho, é alguém à porta: traz uma história que pode transformar a nossa, se lhe dermos tempo para contá-la.


Marisa Borges e Maiato: um encontro de humanidades no Café Bistrô

 

Marisa Borges e Maiato

Na manhã deste sábado, o Café Bistrô acolheu um desses encontros que parecem oferecer à cidade um retrato de sua própria alma. À mesa, Marisa Borges e Maiato: duas personalidades de Bom Jesus do Itabapoana, duas presenças devotadas à cultura, reunidas sob a delicada cumplicidade de uma manhã de café e convivência. O sorriso aberto de Marisa e a serenidade de Maiato compunham uma cena de rara beleza, dessas que merecem permanecer no álbum afetivo de uma comunidade.

Existem pessoas que ajudam uma cidade a reconhecer o valor de sua própria existência. Pelo apreço à cultura, pela sensibilidade e pela maneira de estar entre os outros, tornam mais fecundo o chão comum. Marisa e Maiato representam esse patrimônio humano: aquilo que uma sociedade reúne de mais elevado em seu arcabouço civilizacional, a capacidade de cultivar a memória, acolher a beleza e fazer da convivência uma expressão de humanidade.

Também o cenário emprestava profundidade ao encontro. Instalado em um prédio histórico, entre a rua que homenageia o expedicionário bonjesuense Paulo Moreira, morto em combate na Segunda Guerra Mundial, e a Avenida Tenente José Teixeira, o Café Bistrô ocupa um lugar onde os nomes da cidade continuam a conversar com o presente. José Teixeira construiu, em 1875, o edifício que hoje abriga o Big Hotel. Nas proximidades daquela mesa, portanto, cruzavam-se lembranças de coragem, trabalho e construção, diferentes maneiras de deixar uma presença na história de Bom Jesus.

As paredes antigas guardavam o encontro de agora. Do lado de fora, a manhã seguia seu curso; à mesa, a alegria de Marisa e a presença tranquila de Maiato davam àquele pedaço da cidade um calor particular. A cultura também vive assim: no prazer de encontrar alguém, na atenção concedida ao outro, no reconhecimento silencioso de uma vida que tem valor para tantas outras.

Quem contemplasse a cena poderia perceber que o patrimônio de Bom Jesus do Itabapoana se prolonga para além de suas fachadas. Ele respira, sorri, senta-se à mesa. Nesta manhã de sábado, tinha os rostos de Marisa Borges e Maiato. E o café, servido entre duas humanidades que orgulham a terra bonjesuense, parecia trazer consigo o sabor de pertencer.

Café Bistrô 



Café de Paris


 

Peter Yarrow


 

Tece o Sol pra Mim


Tece, tece, tece o sol pra mim Vindo da chuva que cai! Tece a esperança de um novo amanhã E enche meu copo de novo!

Repita o verso inicial duas vezes

Bem, eu vi o aço e o concreto desmoronarem Brilha em mim de novo! Os orgulhosos e poderosos todos tropeçaram Brilha em mim de novo!

Dizem que a árvore do amor Brilha em mim de novo! Cresce na margem do rio do sofrimento Brilha em mim de novo!

Tece, tece, tece o sol pra mim Vindo da chuva que cai! Tece a esperança de um novo amanhã E enche meu copo de novo!

Se ao menos eu pudesse curar sua dor Brilha em mim de novo! Eu te ajudaria a encontrar um novo amanhã Brilha em mim de novo!

Bem, eu vi o aço e o concreto desmoronarem Brilha em mim de novo!


Petula Clark


 

Música Italiana


 

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Nodirbek Yakubboev - campeão do Freestyle Friday!

 


"O grande mestre uzbeque Nodirbek Yakubboev conquistou o primeiro lugar no torneio Freestyle Friday. Na competição de 11 rodadas, somou 9,5 pontos, terminando meio ponto à frente de seu adversário mais próximo e garantindo o prêmio de 400 dólares americanos.

Durante o torneio, Nodirbek conquistou nove vitórias, empatou uma partida e sofreu apenas uma derrota. Entre os adversários que venceu estão grandes mestres mundialmente conhecidos, como Ian Nepomniachtchi, Hans Niemann e Gata Kamsky.

Os três primeiros colocados:

  1. Nodirbek Yakubboev - 9,5 pontos
  2. Ian Nepomniachtchi - 9 pontos
  3. Nils Grandelius - 8 pontos

Parabenizamos Nodirbek por mais uma brilhante vitória e desejamos sucesso nas próximas competições!

#NodirbekYakubboev #FreestyleFriday #xadrez #Uzbequistão"

Esperando por quem nunca voltará

 



Existe um silêncio que muda para sempre o som de uma casa: aquele que chega quando a voz de uma mãe deixa de responder.

Tchaikovsky tinha apenas quatorze anos quando perdeu a sua. Em 1854, o cólera levou mais do que uma vida amada: interrompeu conversas, desfez pequenos hábitos, deixou sem destino as palavras que um filho ainda precisava dizer. A casa continuava ali. Mas como reconhecer inteiramente um lugar onde já não se pode chamar pela mãe e ouvir seus passos?

Ao ouvir a música que acompanha essa história, imaginamos o menino diante de uma janela. Do lado de fora, o inverno; dentro, uma falta para a qual ele ainda não encontrara palavras. Pode ser que esperasse escutar, no corredor, algum ruído familiar. A saudade começa também assim: por um instante, esquecemos a morte e acreditamos que a pessoa vai entrar.

Não sabemos em que medida aquela dor percorreu sua música. O coração de um compositor guarda caminhos que nenhuma biografia consegue iluminar por inteiro. Mas há melodias de Tchaikovsky que nos fazem pensar nesse desejo tão humano de alcançar alguém que ficou longe demais. Uma frase musical se ergue, demora, parece procurar uma resposta. E nós a acompanhamos, porque também temos os nossos nomes para chamar.

O menino cresceu. Vieram os anos, as obras, os aplausos. É emocionante imaginar que, em meio a tudo isso, pudesse permanecer a vontade de contar alguma coisa à mãe, uma alegria pequena, um receio, uma conquista. Há notícias que, mesmo depois de muito tempo, ainda procuramos entregar a quem partiu.

Então a música oferece o que pode. Dá duração à lembrança. Permite que a tristeza respire, que uma lágrima encontre seu momento, que alguém permaneça sentado em silêncio sem se sentir inteiramente sozinho.

Para quem carrega uma ausência, talvez o consolo esteja nessa companhia. Escutamos uma melodia e, por alguns instantes, lembramos menos da despedida do que do carinho recebido: o timbre de uma voz, uma mão em nossa testa, o modo singular como diziam nosso nome.

A última nota se desfaz. Ficamos quietos, como quem evita interromper uma visita.

E, no coração do inverno, guardamos um pouco daquele abraço.


Chad & Jeremy


 

Café Cesarino chega à Padaria DN e valoriza a produção regional

 


Existem notícias que chegam pelo perfume. Antes mesmo de ocupar uma xícara, já parecem atravessar a cozinha, despertar lembranças e convidar alguém para uma boa conversa. Assim chega a Bom Jesus do Itabapoana o Café Cesarino, produzido nos altos de Varre-Sai e de Bom Jesus: trazendo, em seus grãos, um pouco das montanhas que emolduram nossa vida.

A partir de hoje, o café passa a ser encontrado em vários comércios do município. Na tradicional Padaria DN, onde a novidade encontra acolhimento no meio de pães e quitutes, seus pacotes já aparecem nas prateleiras. Entre tantas marcas, ali está um fruto da nossa terra, à espera de entrar nas casas e participar daquela primeira conversa da manhã, quando o dia ainda abre devagar os olhos.

A fotografia de Sandra Araújo, funcionária da padaria, conta uma parte especialmente bonita dessa chegada. De uniforme, com um turbante cor-de-rosa e dois pacotes de Café Cesarino nas mãos, ela reúne dois papéis: o de quem trabalha no estabelecimento e o de quem escolhe levar para casa o produto da região. Seu gesto simples dá rosto ao encontro entre produção e comunidade. O café que chega à prateleira já encontra alguém disposto a recebê-lo à mesa.

Comprar o que nasce perto de nós ajuda a sustentar o trabalho de quem planta, colhe, prepara e comercializa. O dinheiro circula pela comunidade, ampara famílias e abre possibilidades. Há uma delicada responsabilidade nessa escolha cotidiana: reconhecer que o desenvolvimento também começa no balcão de uma padaria, quando estendemos a mão para um produto que carrega a história dos nossos vizinhos.

Na DN, o Cesarino encontra ainda a companhia do pão açoriano com sabor bonjesuense. É emocionante imaginar esse encontro à mesa: o pão evocando raízes que atravessaram o Atlântico; o café lembrando a presença italiana em Arraial Novo, no território bonjesuense, e em Varre-Sai. Em uma refeição singela, diferentes caminhos de nossa formação cultural voltam a se reunir.

O Café Cesarino acrescenta, assim, um novo aroma à ligação entre os dois municípios. Das lavouras às prateleiras, aproxima o trabalho rural da vida urbana e convida os moradores a reconhecer o valor do que a própria região produz. Cada pacote guarda a possibilidade de uma conversa sobre nossas origens, nossas paisagens e o futuro que podemos cultivar juntos.

Na fotografia da fachada da Padaria DN, as luzes acesas parecem prolongar esse convite. Lá dentro, no meio do pão e do café, a cidade continua exercitando sua vocação para o encontro. Sandra leva dois pacotes nas mãos. E a imagem deixa uma vontade boa: pôr a água no fogo, chamar alguém para perto e servir, com o café, um pouco de pertencimento.








Rosal celebra cultura, memória e resistência no 22º Evento da Consciência Negra


 Existem dias em que uma comunidade se reúne para ouvir o próprio coração. Em Rosal, o próximo 20 de novembro será um desses dias: a memória ganhará voz, a música encontrará as ruas e mãos de cores diferentes se tocarão, trazendo nas linhas das palmas histórias que merecem ser conhecidas. O 22º Evento Cultural da Consciência Negra de Rosal abrirá espaço para essa escuta, feita de alegria, reconhecimento e respeito.

Pela manhã, os trabalhos dos estudantes do Colégio E. M. Luiz Tito de Almeida e os livros da escritora Tereza Cristina de Nazaré convidarão cada visitante a se demorar diante de uma descoberta. Nas páginas e nas criações escolares, a cultura afro encontrará caminhos para chegar aos mais jovens, levando consigo nomes, saberes e experiências que precisam permanecer vivos. Pode ser que uma criança volte para casa com uma pergunta nova; talvez um adulto reconheça, num trabalho exposto, uma história que também é sua.

A missa celebrada pelo padre Elias Cruz reunirá as preces da comunidade. Depois, os instrumentos da Lira 14 de Julho levarão ao ar aquela emoção que uma banda desperta: basta uma melodia para que alguém se lembre de uma pessoa querida, de uma festa antiga, de um tempo guardado com carinho. Ao meio-dia, o almoço comunitário prolongará o encontro. Entre pratos e conversas, haverá lugar para a alegria simples de repartir a mesa.

À tarde, a roda de capoeira da ALAC desenhará no chão uma memória de resistência. Cada movimento carregará a força de uma arte que fez do corpo expressão, defesa e liberdade. O teatro do grupo GOTTA e a dança do Corpo em Movimento também oferecerão seus gestos e suas vozes, permitindo que outras histórias sejam contadas e sentidas.

Haverá, ainda, o instante de pronunciar nomes com gratidão: Geraldo Mendes de Morais, in memoriam, e Wellington Soares dos Santos, o querido Tãozinho. Ao homenageá-los, Rosal fará uma pausa para reconhecer presenças e contribuições. A saudade de quem partiu e o abraço em quem está entre nós terão seu lugar nessa celebração.

E a música seguirá com Dircel Amil, o grupo Koisa Nossa e Gessé Pimenta. Quando a noite chegar, encontrará uma comunidade reunida em torno de suas raízes e de seus afetos. Que a beleza desse dia acompanhe também os dias seguintes: na escola, no trabalho, nas ruas, em cada oportunidade de combater o preconceito e acolher alguém com dignidade. Assim, o encontro anunciado pelas duas mãos do cartaz poderá continuar muito além da festa, no gesto cotidiano de reconhecer o outro e lhe abrir espaço ao nosso lado.


"Guarde isso para a vida", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"Guarde isso para a vida:"*


Valorize quem faz questão da sua presença.

Quem encontra tempo para conversar com você, perguntar como foi seu dia e se importar de verdade com o que você sente.

Valorize quem lembra de você nos pequenos detalhes.

Quem demonstra carinho sem precisar de motivos e faz você se sentir importante.

Quem permanece ao seu lado mesmo quando a distância, o tempo ou as dificuldades tentam afastar.

Porque pessoas quw escolhem cuidar, apoiar e permanecer são raras.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

THE MARMELADE


 

Lanussy Rezende será homenageado pela OAB/ES por sua atuação no segmento condominial

 


Existe uma cidade inteira dentro de cada edifício. Atrás das janelas, a vida prepara o café, embala uma criança, sente saudade, acende uma luz à espera de alguém. Nos corredores, cruzam-se pessoas que carregam mundos diferentes e precisam aprender a repartir o mesmo chão. Ser síndico é trabalhar nesse território tão humano, onde uma palavra pode abrir caminhos e a escuta pode impedir que uma pequena distância se transforme em abismo.

É com esse olhar que a homenagem a Lanussy Rezende, anunciada para a 1ª Jornada Jurídica de Direito Condominial da OAB do Espírito Santo, ganha um sentido que ultrapassa a solenidade. Filho da Condessa e Comendadora Maria Dolores Pimentel de Rezende e do saudoso Marcos Resende de Castro, Lanussy traz, neste momento de reconhecimento, a presença afetiva de suas raízes. Há uma emoção particular nas conquistas de um filho: nelas também florescem os abraços que o ampararam e as lembranças daqueles que permanecem vivos no coração.

O reconhecimento à sua atuação e contribuição para o segmento condominial ilumina um ofício cujo valor também se revela nas coisas discretas: uma dificuldade resolvida, um espaço recuperado, a tranquilidade de quem chega em casa depois de um dia comprido. Existem conquistas que não fazem ruído, mas melhoram a vida de muita gente.

No dia 13 de novembro, em Vitória, os aplausos encontrarão o nome de Lanussy Rezende. E será emocionante pensar que, junto deles, estarão simbolicamente tantas portas, tantas janelas, tantos cotidianos alcançados por esse trabalho. Os prédios se erguem com materiais que podemos medir; a confiança entre aqueles que os habitam exige uma construção diária, paciente, feita de presença e responsabilidade. Quando esse cuidado recebe uma homenagem, a própria convivência ganha um lugar de honra.

Condessa e Comendadora Maria Dolores Pimentel de Rezende 




quinta-feira, 5 de novembro de 2026

As flores de Raul aos pés do Santuário: Padre Mello e Padre Francisco, raízes que florescem

 



Existem homenagens que crescem devagar. Precisam de terra, de água, de alguém que cuide delas enquanto ainda são pequenas. Um dia, porém, abrem-se em flores, e toda uma cidade pode compreender o que aquelas mãos quiseram dizer.

À frente do Santuário do Senhor Bom Jesus e Santa Rita de Cássia, duas cássias guardam a memória de dois sacerdotes. Plantadas pelo genial Raul Travassos, representam Padre Mello e Padre Francisco. Suas raízes abraçam o chão bonjesuense; seus ramos prolongam, ao ar livre, uma história de fé e beleza.

Contemplamos a imagem. Acima das torres, o céu azul acolhe nuvens claras. A porta aberta parece esperar por alguém. Nas laterais, as árvores oferecem suas flores à paisagem, como quem chega para uma celebração levando o melhor que tem.

Pensamos em Padre Mello, o açoriano que deixou na magnífica fachada a marca de sua dedicação. Há algo de comovente nessa trajetória: um homem vindo das ilhas ajuda a erguer, em nossa terra, um lugar para onde tantos olhos se voltariam em busca de amparo. A fachada permanece diante da praça, recebendo a claridade das manhãs, acompanhando a passagem das gerações.

Quantos terão parado diante dela antes de entrar? Quantos terão levantado os olhos, por um instante, quando lhes faltavam palavras para rezar?

Padre Francisco cuidou da beleza do interior. A quem atravessa a porta, esse trabalho oferece outro encontro: o recolhimento, a proximidade do altar, o silêncio em que cada pessoa pode escutar a própria esperança. A obra dos dois sacerdotes se comunica no gesto cotidiano de entrar na igreja. Os olhos admiram a fachada; os passos conduzem ao espaço acolhedor que se abre além dela.

Raul Travassos compreendeu essa conversa entre a beleza e a fé. Também contribuiu com melhoramentos no interior do templo, acrescentando seu cuidado ao cuidado dos que vieram antes. Depois, levou sua sensibilidade para a terra diante do Santuário.

E plantou as duas cássias.

Imaginamos o instante em que as mudas foram acomodadas no chão. Naquele momento, a homenagem ainda cabia em poucos ramos. Era preciso confiar no tempo, aceitar a demora das raízes, esperar que a vida encontrasse seu caminho até o alto.

Raul confiou.

Hoje, o vento pode atravessar as folhas e tocar, com o mesmo sopro, as paredes da igreja. A memória dos sacerdotes participa das estações. Recebe chuva, abriga pequenos pássaros, espalha sombra. Quem passa talvez admire primeiro as flores; ao conhecer a história, passa a enxergar também os homens que elas representam.

E as cássias floresceram exatamente no período da consagração como Santuário.

Essa coincidência guarda uma delicadeza que convida à contemplação. Enquanto a comunidade celebrava, as árvores abriam seus ramos floridos diante do templo. Havia a solenidade lá dentro e, à frente da igreja, aquela oferenda silenciosa, preparada ao longo de tantos dias de sol e chuva.

Talvez Raul tenha olhado para as duas copas com a alegria íntima de quem vê uma ideia ganhar vida. A homenagem chegava à sua plenitude no momento em que o lugar amado recebia sua consagração.

Desde então, há uma ternura particular em olhar para essas árvores. Uma nos recorda Padre Mello; a outra, Padre Francisco. Juntas, lembram também o homem que as plantou e soube dar à gratidão uma forma viva.

Quando suas pétalas caem, imaginamos que a praça recebe pequenos fragmentos dessa história. Alguém passa apressado, uma criança se detém, um fiel sobe os degraus. No alto, os sinos; perto do chão, as flores.

E Bom Jesus continua a guardar seus benfeitores assim: no meio da firmeza das paredes e da delicadeza de duas cássias que aprenderam a florescer diante da fé.


Enrique Chia


 

A VIAGEM DOS MEUS PAIS, por Rogério Loureiro Xavier

 




Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"A VIAGEM DOS MEUS PAIS"*


Um dia, pai e mãe fizeram sua mala...

Um de cada vez. Não levaram roupa, nem sapato, apenas lembranças.


Partiram em silêncio, sem olhar para trás, deixando em cada canto seu amor eterno.


Não foi adeus...

Foi um "te espero. Onde não há dor, nem tempo, nem despedidas.


E embora a ausência doa, o amor deles cintinua aqui...


Em cada batida do coração, em cada lágrima, em cada abraço que já não damos mais.


💖 TE AMO, PAI!

💖 TE AMO, MÃE!


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Há uma infância debaixo das árvores



Há dias em que a gente sente saudade de alguma coisa que não sabe nomear. A casa está no mesmo lugar, os objetos permanecem sobre os móveis, a rua conserva seu nome. Ainda assim, alguma coisa parece ter partido. Caminhamos pelos cômodos como quem procura uma voz.

Talvez seja essa a tristeza de viver depressa demais: chegamos a tantos lugares e, às vezes, demoramos a chegar à própria vida.

Diante da imagem de árvores, com seus troncos inclinados e suas cores inquietas, pensamos nas raízes que crescem longe dos olhos. Ninguém as aplaude. Poucos se lembram delas quando a copa floresce. Mas é lá embaixo, no escuro da terra, que a árvore encontra o que precisa para oferecer sombra.

Também nós temos uma vida subterrânea.

Somos alimentados por palavras ouvidas na infância, pelo cheiro do café atravessando a casa, pela mão que segurou a nossa na primeira travessia. Há uma parte de nós que ainda se senta à mesa antiga e espera alguém repartir o pão.

O mundo, porém, costuma pedir que nos levantemos depressa.

É preciso produzir, responder, seguir adiante. Uma mensagem interrompe a outra. Mal terminamos uma conversa e já estamos ausentes, com os olhos voltados para uma pequena tela. Na pressa, deixamos de perceber que a pessoa diante de nós guardava uma história e precisava de tempo para contá-la.

O desenraizamento pode começar assim, discretamente: no nome de um vizinho que nunca aprendemos, na fotografia cujo rosto já não sabemos identificar, na receita que ninguém anotou porque parecia que aquela avó estaria sempre ali.

Até que um dia procuramos o sabor e descobrimos o tamanho da ausência.

Pensamos nas mãos de quem conhecia intimamente o próprio ofício. O marceneiro passava os dedos sobre a madeira e encontrava uma aspereza que nossos olhos não viam. A costureira reconhecia o tecido pelo toque. Havia uma conversa entre a pessoa e aquilo que fazia. Ao fim do dia, alguma coisa de sua vida permanecia na cadeira, no vestido, na porta que se abria sem ruído.

Ainda precisamos dessa conversa. Precisamos reconhecer algo de nós no trabalho, na cidade, nos dias que entregamos ao tempo.

Talvez por isso nos comovam tanto os jornais antigos, os cinemas fechados, as casas que conservam uma varanda. Diante deles, temos vontade de ouvir. Quem esperou ali? Quem saiu daquele cinema levando uma música para o resto da vida? Quem encostou os cotovelos naquela janela numa tarde de domingo?

Preservar essas lembranças é oferecer companhia a quem vem depois.

As raízes permitem que a árvore cresça. Há nelas uma força paciente, capaz de sustentar os galhos quando o vento chega. E há raízes que levamos conosco: uma maneira de acolher, uma palavra de nossa terra, o cuidado aprendido com alguém que já partiu.

Podemos plantá-las em outros lugares.

Nesta tarde, pensamos que ainda é possível começar por um gesto pequeno. Telefonar para ouvir uma voz querida sem olhar o relógio. Perguntar a um mais velho o nome de alguém numa fotografia. Sentar à mesa por mais alguns minutos.

Quem sabe, enquanto a conversa avança e o café esfria, aquela saudade sem nome encontre seu caminho.

E a gente sinta, devagar, a vida voltando a habitar a casa.

Carl Doy


 

Petula Clark


 

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Italian Vibes


 

Jabuticabas com gosto de saudade


 Fernando Azevedo 



Havia uma jabuticabeira no quintal. Na infância, ela parecia imensa. Seus galhos sustentavam o céu, e o tronco, coberto de frutos, guardava uma generosidade que eu julgava inesgotável. Bastava estender a mão. A felicidade estava ali, ao alcance dos dedos, deixando na camisa as manchas que minha mãe descobriria depois.

Comíamos depressa. Uma fruta, outra, mais outra. Algumas caíam no chão, perdidas na distração de quem tinha um quintal inteiro pela frente. Depois corríamos para alguma brincadeira, certos de que, na volta, encontraríamos a árvore no mesmo lugar, carregada à nossa espera.

Demorei a perceber quanto dessa certeza se espalhava pelo resto da vida.

Também parecia natural encontrar a casa cheia, ouvir determinadas vozes, chegar sem avisar. Havia sempre outra tarde para uma visita, outro domingo para o almoço, outra oportunidade para sentar ao lado de alguém e perguntar por uma história antiga.

Até que um dia procuramos um nome no telefone e nos lembramos de que já não podemos chamar.

Ficamos olhando a tela por alguns instantes. Ao redor, tudo continua: um carro passa, a água ferve, alguém pergunta onde deixamos a chave. E precisamos voltar às pequenas tarefas, levando conosco aquela vontade de conversar que ficou sem destino.

É assim que começamos a amadurecer: quando uma ausência nos ensina a chegar mais perto de quem está.

Hoje, gosto das visitas que se demoram. Do café que esfria enquanto alguém conta um caso já conhecido. Há uma ternura particular em ouvir de novo uma história e perceber que, desta vez, prestamos atenção à voz, ao gesto das mãos, à alegria de quem a conta.

Tenho aprendido a deixar algumas coisas para depois, mas procuro escolher melhor quais. A discussão sem importância pode esperar. O abraço, quando possível, merece acontecer. Há dias em que desligar um aparelho e puxar uma cadeira é tudo o que precisamos fazer para reencontrar a vida.

Penso nisso diante de uma pequena porção de jabuticabas.

Escolho uma, sinto a casca ceder, reconheço o gosto. De repente, o quintal reaparece. Ouço passos dentro de casa e quase espero que minha mãe venha à porta reclamar da camisa manchada. A memória tem dessas delicadezas: por um instante, devolve até aquilo que parecia esquecido.

Como devagar.

Do lado de fora, a tarde vai mudando de cor. Ainda há alguém com quem repartir os frutos, alguém a quem telefonar, uma visita que posso fazer amanhã, ou, quem sabe, ainda hoje.

Separo algumas jabuticabas numa vasilha.

Depois lavo as mãos. A mancha demora um pouco a sair.

Uzbeque HUMOYUN BEGMURATOV - CAMPEÃO MUNDIAL!

 


"O grande mestre uzbeque Humoyun Begmuratov tornou-se campeão mundial de xadrez rápido na categoria sub-20!

No Campeonato Mundial Júnior de Xadrez Rápido Sub-20 da FIDE, que está sendo realizado em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, nosso compatriota superou todos os adversários e conquistou o título mundial!

Esta é mais uma grande conquista para o xadrez do Uzbequistão e mais uma vitória histórica do nosso jovem grande mestre no cenário internacional!

Parabenizamos calorosamente Humoyun Begmuratov por esse extraordinário resultado!

Faltam 20 dias para a disputa pela coroa mundial!

Federação de Xadrez do Uzbequistão"


Sinceridade e de Coração, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"Sinceridade e de Coração"*


Se um dia me perguntarem qual foi a melhor coisa que fiz na vida, responderei com orgulho: dei o meu melhor a quem cruzou o meu caminho.


Mesmo diante das decepções, nunca permiti que as atitudes dos outros mudassem a essência  do meu coração.


*"Tudo o que fiz de bom, fiz com sinceridade e de coração."* 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Informação e cuidado com a vida ganham espaço na sede do MPES



No 10º andar da sede do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, em Vitória, um importante Ponto de Informação convida à reflexão sobre o cuidado com a vida. Sob o símbolo da instituição, o painel da campanha Novembro Azul apresenta uma pergunta que merece acompanhar cada um de nós: “Que cuidado com a saúde você aprendeu a não adiar?”. Entre os depoimentos, está o do promotor de Justiça Gino Martins Borges Bastos, cuja participação aproxima a mensagem do cotidiano de colegas e visitantes.

Mais do que transmitir informações, o espaço lembra que, por trás de cada função, existem pessoas, famílias e histórias que merecem cuidado. Ao compartilhar experiências, a campanha transforma a palavra em acolhimento e estímulo à prevenção. Em meio às responsabilidades de defender os direitos da sociedade, fica um convite igualmente essencial: reservar tempo para a própria saúde também é uma forma de proteger aqueles que amamos.


OS ÚNICOS 4 GRANDES MESTRES CUJOS TÍTULO FOI TOMADO PELO FIDE

 

O título de Grande Mestre é vital. É conquistado no tabuleiro e nunca é perdido... exceto 4 vezes em 75 anos de títulos oficiais. E três dos quatro caíram no mesmo lugar: o banheiro.



1-QUE NUNCA JOGOU: ALEXANDRU CRISAN (ROMÂNIA)

Aos 58 anos, Crisan alcançou 2685 e os 50 melhores do mundo, o mais velho dos 100, após subir quase 200 pontos em 10 anos. O FIDE o observava há meses. No Abierto de 2019 em Strasbourg, fotografaram-no sentado no banheiro a olhar para o seu telefone. Ele assinou que o telefone era dele e admitiu: "Acabei de perder a minha cabeça ontem... Joguei o meu último jogo de xadrez." Também confessou outros dois casos e um resultado fixo. 6 anos de suspensão e o título revogado. Ele mudou o seu nome para Isa Kasimi, o sobrenome da sua ex-esposa, por vergonha na frente da foto. Ele morreu em 2024.

4 A NOTA DE "NÃO TOQUE": KIRILL SHEVCHENKO (ROMÂNIA)

Grande Maestro aos 14 anos, ex-número mundial 75, 22 anos. No Campeonato de Equipe Espanhola de 2024, Vallejo Pons e Bassem Amin reclamaram as suas longas ausências do conselho. No banheiro, encontraram dois telefones: um com uma nota escrita à mão que dizia "Não toque! O telefone está deixado para um convidado responder à noite". O pessoal de limpeza havia encontrado outro no dia anterior. Ele admitiu ter escondido os telefones, negou usar um motor... e depois admitiu em uma carta para a FIDE que o fez e usou o aplicativo de xadrez. Em agosto de 2025, o veredito final: título revogado e uma proibição de 3 anos, com um suspensado. Ele é o maior GM sancionado por trapaça.

Três caíram para um telefone em um banheiro; o quarto, com papel e tinta, vinte anos antes dos motores na bolsa. Qual dos quatro casos você acha mais incomum? Você conhece outro caso de maestros titulares envolvidos nessa questão?

Fontes: FIDE.

#Ajedrez #Curiosidades #FIDE #TheRock305News 

Luciana, prefeita do Sul no coração de sua gente

 


Em meio do teclado e à tela do computador, uma pequena placa revela algo que os documentos de uma repartição não conseguem registrar: “Prefeita do Sul - Luciana”. Ali, em meio aos instrumentos do trabalho cotidiano, o carinho encontrou um lugar para assinar seu nome.

A homenagem nasceu dos colegas da Secretaria Estadual de Saúde, que conhecem a dedicação de Luciana Abreu da Fonseca e sua atenção especial às causas do Sul capixaba. De tanto levar consigo as preocupações de sua região, de tanto querer bem à sua gente, recebeu esse título afetuoso. Existem reconhecimentos que se constroem assim, na convivência, quando uma pessoa se torna referência e seu nome passa a despertar confiança.

Luciana traz São José do Calçado em sua maneira de ser. Sua terra natal acompanha seus passos, comparece às suas conversas e encontra abrigo em suas preocupações. Mesmo longe, há pessoas que continuam morando intimamente no lugar onde nasceram: guardam suas ruas, suas vozes, seus costumes e uma vontade persistente de vê-lo florescer.

Suas raízes têm o nome de dona Antônia, figura tão querida da vida calçadense, que recentemente completou 93 anos. Das mãos dessa mãe vêm as tradicionais broinhas, pequenos tesouros de uma memória compartilhada. Houve um tempo em que os próprios moradores de São José do Calçado eram carinhosamente chamados de “broinhas”. Poucas imagens traduzem tão bem a intimidade entre uma cidade e seus sabores: o alimento saindo da cozinha para se tornar nome de gente, sinal de pertencimento.

Nas broinhas de dona Antônia há o valor das coisas que permanecem. Uma receita atravessa os anos, reúne lembranças e oferece às novas gerações um pouco da infância de quem veio antes. Luciana é filha também desse mundo em que o cuidado se aprende nos gestos de todos os dias.

Em sua história existe, contudo, uma ausência: ela não conheceu o pai. É uma dor íntima, diante da qual as palavras devem chegar com delicadeza. Quem a conhece percebe essa tristeza e reconhece a humanidade com que ela segue construindo a própria vida. A falta tem seu lugar em sua trajetória; ao redor dela, Luciana fez crescer vínculos, responsabilidades e amor.

Mãe dedicada de dois filhos, encontrou na maternidade uma expressão profunda de sua capacidade de cuidar. No serviço público, essa atenção se estende às pessoas e aos compromissos que assume. Sua personalidade reúne firmeza, integridade e meiguice, qualidades que a convivência revela e que explicam o carinho de seus colegas.

Integrante da Casa dos Açores do Espírito Santo, participa também desse encontro entre origens e afetos, em que a memória se preserva pela presença de quem a estima. Há uma continuidade bonita entre amar a cidade natal, honrar a história familiar e acolher uma comunidade: em todos esses gestos, reconhecemos o desejo de pertencer e de contribuir.

Por isso, a pequena placa sobre a mesa diz tanto. Quem a ofereceu soube encontrar, numa expressão bem-humorada, uma forma de gratidão. “Prefeita do Sul” é o nome que o afeto deu à sua dedicação.

E ali permanece Luciana, diante da tela, cumprindo suas tarefas, levando para o cotidiano da Secretaria uma parte de São José do Calçado. No meio de demandas, conversas e compromissos, sua terra encontra nela uma voz atenta.

Na mesa de trabalho, o título repousa. Nos corações dos colegas, ganha vida todos os dias.

Luciana e sua mãe, dona Antônia, na comemoração dos 93 anos da querida matriarca 

Dora, Carla, dona Antônia, Luciana e Cida

VIDA!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"VIDA!"* 

*Seja muito bem vinda...*


Que nos traga positividade e força para continuar correndo atrás dos nossos sonhos, que ela nos encha de surpresas boas, que não nos falte SAÚDE. Que coisas boas aconteçam. Que cheguem de mansinho, tocando a alma, assim com jeitinho. Que nos façam sorrir e sentir como é bom viver. 


*"A gente fica esperando que a alegria haverá de chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da aposentadoria... E ela não chega porque a alegria não mora no futuro, MAS SÓ NO AGORA."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carlos Augusto Souto de Alencar recebe título de Cidadão Bonjesuense

 


Carlos Augusto Souto de Alencar é uma daquelas pessoas que conquistam a cidadania ao longo da vida, ao fazerem de uma terra que não lhes serviu de berço o lugar de seus sonhos, de sua dedicação e de suas obras.

Ao conceder-lhe o Título de Cidadão Bonjesuense, a Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana registra uma dessas histórias de pertencimento. O Decreto Legislativo nº 1.155, de 23 de setembro de 2026, reconhece seus relevantes serviços ao município, especialmente nas áreas da cultura, da literatura, da educação e da formação artística e intelectual da juventude.

Ele não nasceu em Bom Jesus do Itabapoana, mas permitiu que Bom Jesus nascesse dentro dele.

Poeta, cronista, trovador, contista e haicaísta, Carlos conhece a força transformadora das palavras. Como professor, geógrafo, historiador e técnico em meteorologia, aprendeu também a interpretar os mapas da terra, os caminhos do tempo e os horizontes humanos. Sua trajetória reúne a disciplina do educador e a sensibilidade do poeta, numa combinação que transforma conhecimento em semente e cultura em esperança.

Nascido em Nova Iguaçu, em 16 de agosto de 1969, filho do bancário Carlos Emmanuel Saboia de Alencar e da compositora Iza Souto Gonçalves, Carlos cresceu entre os valores da família, os livros e a música. Graduado em Geografia e pós-graduado em História do Brasil pela Universidade Federal Fluminense, fez do magistério uma vocação e da cultura uma missão de vida.

Foi esse homem de múltiplos saberes que lançou sobre Bom Jesus do Itabapoana um olhar de confiança. Nas crianças e nos adolescentes que começavam sua caminhada, Carlos percebeu escritores, poetas, artistas e cidadãos em formação. Dessa visão generosa nasceu a Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, a ABIJAL, uma casa destinada a acolher os primeiros versos, as primeiras histórias e os sonhos culturais das novas gerações.

Idealizar a ABIJAL foi mais do que criar uma instituição. Foi acender uma luz para que nossas crianças e nossos jovens reconhecessem o próprio talento. Foi dizer a cada um deles que sua palavra tem valor, que sua imaginação merece espaço e que a cultura também lhes pertence. Ao plantar essa semente em solo bonjesuense, Carlos Augusto ajudou a preparar uma colheita capaz de atravessar gerações.

Seu amor por Bom Jesus também se revelou ao indicar o município para sediar, em 2027, a solenidade de premiação dos destaques do biênio 2025–2026 do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas artística e social, promovida pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina, do qual é senador. Com esse gesto, contribuiu para projetar o nome da cidade para além de suas fronteiras, dando visibilidade à riqueza de nossos escritores, artistas, educadores e instituições culturais.

Sua participação em numerosas academias, institutos históricos, entidades literárias e conselhos de cultura demonstra a amplitude de sua caminhada. A dimensão mais humana de sua obra, porém, está nos talentos que ajuda a despertar, nas crianças que passam a acreditar na própria voz e nos jovens que encontram, na literatura e nas artes, novas possibilidades para a vida.

Por isso, a iniciativa do vereador Clerinho da Soledade de propor a concessão do Título de Cidadão Bonjesuense a Carlos Augusto Souto de Alencar representou um gesto de justiça e gratidão. Ao aprová-la, a Câmara Municipal reconheceu oficialmente aquilo que o afeto e o trabalho já haviam construído: Carlos tornou-se filho de Bom Jesus por escolha e dedicação.

Uma cidade é formada por aqueles que nela nasceram e também por quem chega disposto a participar de sua história. Há os que trazem conhecimentos, os que oferecem seu trabalho e os que encontram, na realização dos outros, um motivo para permanecer. Carlos trouxe sementes de poesia, educação e esperança. Plantou-as entre nossas crianças e nossos jovens, e delas já começam a nascer flores.

Conceder-lhe o título é abrir simbolicamente as portas da cidade e dizer: “Esta terra também é sua”. Há muito tempo, contudo, Carlos já havia aberto as portas do próprio coração e deixado Bom Jesus entrar.

Embora nascido longe das águas do Itabapoana, encontrou nesta terra um destino afetivo. Fez de sua cultura uma causa e da formação de sua juventude um compromisso. Assim, Bom Jesus do Itabapoana passou a integrar sua história, enquanto sua dedicação passou a fazer parte da história bonjesuense.

O título grava esse vínculo na memória oficial do município. E a cidade, ao homenageá-lo, também revela algo de si: sabe reconhecer aqueles que cultivam sua vida cultural e ajudam a preparar o futuro de seus jovens.

No meio das linhas do decreto, podemos ouvir uma frase simples, dessas que dispensam solenidade para alcançar o coração:

Carlos Augusto, esta terra também é sua.







O Natal embarca no trenzinho dos Amantes da Arte

 

O Natal chegará cantando pelas ruas de Bom Jesus


São muitas as maneiras de anunciar o Natal. Em Bom Jesus do Itabapoana, ele chegará de trenzinho, levando vozes, espalhando melodias e convidando a cidade a abrir suas janelas.

No dia 1º de dezembro, às 15 horas, o tradicional Grupo Musical Amantes da Arte realizará sua Cantata de Natal, passeando e cantando pelas ruas bonjesuenses. O convite já desperta uma vontade emocionante: interromper por alguns instantes a pressa cotidiana para ouvir uma canção passar.

Podemos imaginar a cena: alguém à porta de uma loja acompanha o refrão; uma criança acena, encantada com o trenzinho; de uma janela, um olhar procura a origem daquela música. Talvez uma das canções encontre, no meio da tarde, alguém que precisava justamente disso, uma lembrança boa, uma surpresa, um pequeno motivo para sorrir.

As músicas de Natal guardam essa intimidade com a memória. Basta uma melodia conhecida para que retornem a casa da infância, os preparativos da ceia, as mãos que arrumavam a mesa. Existem vozes que a saudade conserva tão nitidamente que quase podemos ouvi-las cantar conosco. E, enquanto recordamos, a vida oferece novos encontros para guardar.

Os Amantes da Arte levarão seu canto ao caminho das pessoas. A cidade será o lugar desse encontro, com suas portas abertas, suas esquinas, o movimento do comércio e a gente seguindo seus afazeres. Entre uma rua e outra, a música poderá aproximar quem canta de quem escuta, até que algum refrão já não permita distinguir uns dos outros.

Existe uma generosidade especial em preparar uma apresentação assim. Antes da alegria compartilhada, vêm os ensaios, a dedicação, o cuidado de acertar uma entrada, de ouvir a voz ao lado. No dia da cantata, todo esse trabalho ganhará a leveza de um passeio e encontrará seu destino nos ouvidos e no coração de quem estiver pelo caminho.

Que a tarde de primeiro de dezembro seja acolhida com acenos e sorrisos. Que as famílias se aproximem, que as crianças guardem a lembrança e que os mais velhos reconheçam, nas canções, um pouco dos Natais que os fizeram felizes.

Pelas ruas de Bom Jesus do Itabapoana, um trenzinho levará os Amantes da Arte. E talvez, depois que ele passar, alguém continue cantarolando baixinho, levando para dentro de casa o Natal que acabou de encontrar.


E-mail de Lincoln Penna, professor, historiador e jornalista

 


Rodolfo Graziano e sua banca de revistas 

Lincoln Penna 

Prezados editores.


Como morador da Tijuca / RJ e testemunho do admirável trabalho de Rodolfo Graziano, já manifestado na ocasião da ilustre visita dos responsáveis do jornal O Norte Fluminense à sua banca, quero reafirmar o meu apoio ao incentivo que Rodolfo promove à leitura.

Os livros dispostos na banca desse estimado jornaleiro constituem uma livraria, espaço hoje em dia cada vez mais restrito, infelizmente.
Por essa razão dentre outras é que parabenizo a matéria tão oportuna deste jornal, que ja tem a simpatia dos tijucanos.

Lincoln Penna
Professor, historiador e jornalista

Água Mineral Liberdade para todo o país: investimento em Carabuçu prevê 30 empregos

 

O empresário Flávio Araujo 

Existem riquezas que brotam da terra e, ao encontrar iniciativa e trabalho, fazem nascer oportunidades. No distrito de Carabuçu, em Bom Jesus do Itabapoana, a Água Mineral Liberdade começa a escrever uma história que reúne empreendimento, esperança e desenvolvimento regional.

O empresário Flávio Araujo, proprietário do Grupo JNF, anuncia o início das atividades de comercialização da marca. Segundo o empresário, a previsão é gerar cerca de 30 novos empregos, com a perspectiva de levar a água a consumidores de todo o país.

Na imagem de apresentação, Flávio aparece ao lado do painel da Água Mineral Liberdade. A identidade visual reúne montanhas, sol e água em movimento, elementos que sugerem natureza e caminhos abertos. A palavra “Liberdade”, em destaque, traduz também a ambição do empreendimento: ultrapassar fronteiras e levar o nome de Carabuçu para além das paisagens que o abrigam.

Para uma comunidade, novos postos de trabalho representam muito mais que números. São famílias que podem encontrar maior segurança, jovens que vislumbram oportunidades perto de casa e um comércio que ganha movimento. O desenvolvimento adquire seu sentido mais profundo quando chega à mesa, aos planos e à dignidade das pessoas.

À frente do Grupo JNF, que já emprega centenas de trabalhadores, Flávio Araujo amplia sua atuação empresarial e reafirma uma trajetória marcada pela disposição de investir em Bom Jesus e na região. A nova iniciativa expressa essa visão de reconhecer possibilidades locais e trabalhar para lhes dar alcance nacional.

De Carabuçu, a Água Mineral Liberdade pretende seguir pelas estradas do Brasil. E, junto com cada nova conquista, poderá levar uma mensagem preciosa: também no interior brotam iniciativas capazes de alimentar o futuro.


Café e jazz: um aconchego para a alma

 



Nada se compara a um momento tranquilo, com uma xícara de café quentinho e o belo som do jazz de outros tempos. ☕

Há um aconchego único em um antigo disco de vinil girando num gramofone clássico, capaz de tornar qualquer momento imediatamente acolhedor e tranquilo.

De que lugar você está aproveitando esse momento de descanso hoje? E qual é o seu café preferido?



segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O segredo por trás de Sindarov: como seu avô e sua família formaram um prodígio mundial

 


Quando vemos jovens talentos como o grande mestre uzbeque Javokhir Sindarov bater recordes e se destacar na elite mundial, é fácil pensar que tudo se deve apenas a um dom natural extraordinário. No entanto, por trás de cada grande nome existe algo tão ou mais determinante: um ambiente familiar que vive e respira xadrez.

No caso de Sindarov, uma peça fundamental foi seu avô, o Dr. Komil Sindarov, vice-presidente da Federação de Xadrez do Uzbequistão, que lhe ensinou os primeiros movimentos aos quatro anos e meio, orientando seus primeiros passos e abrindo-lhe as portas do esporte.

Mas por que ter uma família envolvida com o xadrez acelera tanto o sucesso? Aqui estão três pontos fundamentais:

1. Aprendizado orientado desde o início

Uma criança que cresce em uma família de enxadristas não perde anos experimentando métodos inúteis. Desde o começo, recebe a metodologia correta, desenvolve a análise crítica e adquire o hábito de calcular variantes, encurtando drasticamente o caminho até a maestria.

2. Apoio integral: logística e visão

O alto rendimento custa caro e exige sacrifícios. Viajar para torneios internacionais e manter uma preparação profissional requer recursos. Quando a família compreende o valor do xadrez, esse apoio deixa de ser um obstáculo e passa a ser o principal motor da casa.

3. Parceiros de treino e resiliência em casa

Ter familiares ou irmãos que competem no mesmo nível cria um laboratório permanente de análises e partidas rápidas, sem sair de casa. Além disso, enfrentar a pressão psicológica de um torneio da FIDE fica mais fácil quando, em casa, todos entendem exatamente o que significa uma fase de queda no rating Elo.

💡 Conclusão: o talento individual importa, mas a estrutura e o círculo social que cercam o jogador determinam a velocidade de sua ascensão.

👉 O que você acha? Acredita que ter uma família ou um ambiente dedicado ao xadrez é indispensável para se tornar grande mestre? Deixe sua opinião nos comentários e marque seu companheiro de clube favorito! 👇♟️

#Xadrez #Chess #JavokhirSindarov #GrandeMestre #ComunidadeEnxadrística #TreinamentoDeXadrez


Casamento de Sindarov

 

Mãe de Bibisara reage aos rumores de casamento da filha com Sindarov!



Os rumores sobre um possível casamento entre a estrela cazaque do xadrez, a grande mestra Bibisara Assaubayeva, e o grande mestre uzbeque Javokhir Sindarov continuam chamando a atenção.

Desta vez, a mãe de Bibisara, Liana Hakim, entrou na conversa por meio de um vídeo publicado no Instagram. Ao reagir às manchetes sobre o possível casamento, ela perguntou, em tom de brincadeira, por que todos estavam falando da noiva, do noivo e até do avô, mas ninguém comentava sobre a futura sogra.

Quando lhe perguntaram que tipo de sogra seria, Liana respondeu com confiança:

“Provavelmente serei a melhor sogra, tenho cem por cento de certeza!”

Anteriormente, Bibisara já havia reagido às especulações sobre o casamento. O avô de Sindarov, Komil Sindarov, também falou sobre a possibilidade de os dois grandes mestres se casarem, demonstrando confiança de que o casamento acontecerá.

#Xadrez #BibisaraAssaubayeva #JavokhirSindarov #ComunidadeDoXadrez #ChessBaseNepal

📷: Michal Walusza / FIDE


ENCONTRO DE CAMPEÕES


 

🏆♟️ Encontro de campeões em Teresina!

Rafael Leitão, Alexandr Fier, Darcy Lima, Roberto Molina e Everaldo Matsuura estão confirmados na Final do 92º Campeonato Brasileiro Absoluto de Xadrez.

💰 Premiação histórica: R$ 60 mil no total, sendo R$ 55 mil para a classificação geral do torneio principal e R$ 20 mil para o campeão!

🥇 Campeão: R$ 20 mil
🥈 Vice-campeão: R$ 10 mil
🥉 Terceiro colocado: R$ 5 mil

🇧🇷 Além do título nacional, estarão em disputa duas vagas para a equipe brasileira na Olimpíada de 2028, observados os critérios de elegibilidade, confirmação e convocação da CBX.

📍 Blue Tree Towers Rio Poty — Teresina/PI
📅 5 a 12 de dezembro de 2026
♟️ Onze rodadas de xadrez clássico

Inscrições até 1º de dezembro. Titulados com direito à isenção devem confirmar até 18 de novembro.

Promoção: Confederação Brasileira de Xadrez.
Realização: Federação Piauiense de Xadrez.

🔗 Regulamento e inscrições: https://fpix.org.br/brasileiro/

📷 Imagens-base: perfis FIDE, Modern Chess e acervo enviado à CBX. Composição gráfica com auxílio de IA.

#CBX #BrasileiroAbsoluto #XadrezBrasileiro #Teresina #FPIX