terça-feira, 2 de junho de 2026

Seja Grato, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Seja Grato*


Às vezes tudo o que a gente precisa é parar, um pouco, para observar a própria caminhada e se permitir ficar feliz pelo que já conquistou, mesmo que não sejam coisas grandiosas aos olhos dos outros. 


Na ânsia de ter sempre mais, a gente se esquece de agradecer pelo que tem nas mãos. 


*"A vida é cheia de mudanças. As vezes elas são dolorosas, outras vezes são lindas e, na maioria das vezes, ambas as coisas."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Duas Placas em Bom Jesus do Itabapoana, a Sentinela dos Dois Governadores: Roberto e Badger Silveira


​Quem passa pelos caminhos discretos que emolduram o Sítio Açoriano, em Bom Jesus do Itabapoana, há de notar que a estrada não é apenas poeira, asfalto ou o verde que teima em abraçar as cercas de arame. Há ali um diálogo silencioso, escrito em metal, madeira e memórias, guardado sob o céu do interior fluminense. Como podemos ver, a história se faz presente na calmaria da paisagem.

​À margem do caminho, uma das placas se levanta para saudar o viajante. "Bem-vindo a Bom Jesus do Itabapoana", diz ela, com a hospitalidade típica de quem tem a alma moldada pela partilha. Mas não é um convite comum. A placa traz consigo o peso nobre e orgulhoso de uma identidade: "Terra de Dois Governadores: Roberto e Badger Silveira Vivem!". Na fotografia em preto e branco contida no painel, o tempo parece congelar no sorriso cúmplice dos dois irmãos que saíram destas terras para desenhar os rumos do Estado do Rio de Janeiro.

​Logo abaixo, a inscrição discreta revela que aquele pedaço de chão é mais que uma propriedade; é um santuário de lembranças: Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, fundado em 7 de agosto de 2016. Há também o registro de uma herança antiga e transatlântica na presença mansa do açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, cujo rosto em uma das imagens conecta esse recanto fluminense às ilhas distantes de além-mar. A frase gravada na base ecoa como um canto de pertencimento: "Não escolhi ser açoriano, foi a honra das minhas origens que me escolheu".

​A jornada continua, as rodas giram e, poucos metros adiante, a paisagem se despede. A outra placa cumpre o papel inverso, aquele nó na garganta de quem vai embora. Ela avisa que você está deixando Bom Jesus do Itabapoana, deixando para trás a brisa do rio, as histórias de poder e de afeto, e o eco desses homens que se transformaram em monumentos da própria terra.

Essas duas placas, hoje fixadas no Sítio Açoriano em decorrência da proximidade das comemorações dos 10 anos de fundação do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, funcionam como os dois batimentos de um mesmo coração:

​O primeiro batimento é a chegada, o abraço da história, o convite para entender que cada palmo desse chão gerou liderança e manteve vivas as raízes açorianas.

O segundo batimento é a partida, a saudade que já começa a se desenhar no retrovisor, levando o viajante a refletir sobre a força de um lugar que sabe exatamente de onde veio e quem o construiu.

​No meio do "bem-vindo" e o "até breve", o Sítio Açoriano permanece ali, estático e eterno, como um guardião de ferro e poesia na beira da estrada.








segunda-feira, 1 de junho de 2026

TV-Club de Bom Jesus e de Varre-Sai


O Gajo, a Antena e o Tribunal da Opinião Pública



Maria da Conceição Vargas, de Varre-Sai, é uma operária da memória. Guardiã dos arquivos da família Vargas de Figueiredo, sua atuação como pesquisadora tem trazido à luz preciosidades que explicam quem somos. Recentemente, ao abrir o "baú" de seus arquivos, ela revelou um documento que é um retrato fiel das dores e delícias do progresso no Vale do Itabapoana: um panfleto do antigo TV-Club de Bom Jesus.

​O Contexto de um Panfleto de Outrora

​Pela análise da ortografia (como os acentos em "êste", "dêle" e o uso do grave em "assiste a todos"), estima-se que o documento date entre as décadas de 1950 e 1970. Maria da Conceição supõe que o folheto cruzou a fronteira entre as cidades, chegando a Varre-Sai pelas mãos de alguém que pretendia utilizá-lo como modelo pedagógico, ou intimidatório, para os que relutavam em aderir ao clube de TV local.

​Naquela época, o sinal das grandes capitais era uma miragem que só se materializava através de iniciativas comunitárias. Os moradores se organizavam em associações para instalar e manter as repetidoras. O custo era dividido, mas o sinal, etéreo, não respeitava cercas: quem tivesse uma antena captava a imagem, pagando ou não. Nascia assim a figura do "clandestino", o carona da modernidade.

​A Retórica do Constrangimento

​O folheto revela que o "progresso" exigia um pacto coletivo rígido. A linguagem utilizada é de uma agressividade fascinante, típica de uma era de coerção social pré-digital. Não se cobrava apenas uma dívida; atacava-se a moral. O inadimplente era rotulado como "retrógrado", "antissocial" e "inimigo do progresso".

​A estratégia era psicológica e profunda. Ao afirmar que "a família dêsse cara já tem vergonha de ligar o televisor", o TV-Club transferia o tribunal da calçada para dentro da sala de estar. O ápice da pressão surge no convite à delação: a promessa de um "presente de Natal" para quem desse "nome aos bois", identificando o endereço do vizinho que assistia à programação em segredo.

​A Estática e o Horizonte

​Visualmente, o panfleto evoca os cartazes de "Procurado" do Velho Oeste. A caricatura do "gajo" corpulento e esquivo sugere que a falta de pagamento não era por escassez de recursos, mas por falta de brio. Era o "tribunal da opinião pública" operando a pleno vapor para garantir a sustentabilidade da tecnologia.

​Enquanto a cidade sonhava em uníssono, embalada pelas novelas e notícias que desciam do Rio de Janeiro, o clandestino assistia de soslaio, como quem rouba um pedaço do horizonte sem pedir licença ao vizinho.

​O progresso, em sua marcha implacável, trazia a imagem colorida do futuro, mas ainda cobrava o preço antigo da convivência: ou todos remam juntos, ou o barco da modernidade deixa alguém, solitário e exposto, assistindo à vida passar pela fresta da janela alheia. É um registro precioso de um tempo em que a honra de uma família era medida pela transparência da imagem em sua tela e pelo recibo guardado na gaveta.





Eu não lamento o envelhecer, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*Eu não lamento o envelhecer.*


*Eu lamento ter perdido um monte de pessoas queridas.* 


*Estas me fazem falta...*


*"Você tem que encarar o envelhecimento. A vida é preciosa e quando você perdeu um monte de gente, você percebe que cada dia é um presente. Então, vivamos o hoje e aprecie cada momento. E não lamente o envelhecimento, é um privilégio negado para muitos."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Apiacá Foi o Único Município do ABC Capixaba a Registrar sua Participação na Feira dos Municípios em seu Instagram

 


Na grande vitrine das cidades capixabas, onde cada município levou suas cores, sabores e memórias para a Feira dos Municípios do Espírito Santo, um detalhe chamou a atenção de quem observa os rastros deixados depois da festa.

Enquanto as luzes se apagavam lentamente nos corredores da feira e os estandes se transformavam em lembranças, foi Apiacá quem decidiu guardar o instante. No meio de fotografias, registros e publicações, o município fez questão de marcar sua presença, como quem escreve o próprio nome na areia antes que a maré do tempo avance.

Não se trata apenas de divulgar um evento. Há, nesse gesto simples, algo de simbólico. Registrar é afirmar que se esteve presente. É transformar a passagem em memória. É dizer aos moradores, aos visitantes e às futuras gerações: “Nós estivemos aqui.”

Bom Jesus do Norte e São José do Calçado certamente também fizeram parte da celebração das identidades capixabas, contribuindo com suas histórias, tradições e riquezas culturais. Mas, no universo veloz das redes sociais, onde a lembrança muitas vezes depende de um clique, foi Apiacá quem escolheu conservar a imagem da própria participação.

Talvez porque as cidades, assim como as pessoas, necessitem contar suas histórias para não serem esquecidas. E toda cidade que aprende a narrar a si mesma descobre que sua maior riqueza não está apenas nas obras, nas festas ou nos números, mas na capacidade de transformar acontecimentos em memória coletiva.

Naquela feira, entre tantos encontros e celebrações, Apiacá parece ter compreendido isso: participar é importante; registrar é permanecer.


domingo, 31 de maio de 2026

Apiacá rouba a cena e se torna referência do ABC na Feira dos Municípios 2026

 


Entre os corredores coloridos da Feira dos Municípios 2026, realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra, onde os 78 municípios capixabas exibiram suas riquezas culturais, gastronômicas e turísticas, um dos destaques da região do ABC, Apiacá, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado,  foi Apiacá.

Com identidade própria e forte conexão com suas raízes históricas, Apiacá chamou a atenção dos visitantes ao apresentar a herança açoriana, através da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, que ajuda a moldar sua cultura. O município levou à feira sabores, tradições e manifestações que traduzem a alma de seu povo, além de divulgar os atrativos turísticos que fazem da cidade uma das portas de entrada para as belezas do Caparaó capixaba. A presença apiacaense conquistou visibilidade em publicações institucionais e repercutiu entre os participantes do evento, consolidando o município como uma das referências regionais desta edição.

Bom Jesus do Norte também marcou presença representando a força do Caparaó, contribuindo para a promoção do potencial turístico e econômico da região. Embora não tenha sido objeto de reportagens de maior destaque nesta edição, o município integrou o conjunto de atrações que reforçam a diversidade cultural do sul do Espírito Santo.

Da mesma forma, São José do Calçado participou do espaço dedicado ao Caparaó Capixaba, apresentando produtos regionais, cultura e vocação turística. Sua participação ajudou a compor o mosaico de experiências oferecidas aos visitantes, ainda que sem registro de destaque específico na cobertura jornalística do evento.

No cenário regional do ABC, entretanto, foi Apiacá quem mais se projetou, transformando tradição em protagonismo e demonstrando que a força de uma cidade não se mede apenas pelo tamanho de seu território, mas pela capacidade de preservar sua história e compartilhá-la com orgulho.




Quem nunca mudou com o tempo?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Quem nunca mudou com o tempo?*


Aos poucos você vai deixando de escutar certas músicas, de usar certas roupas, de falar com certas pessoas. 


Mudar faz parte do ciclo da vida, embora a essência seja sempre a mesma. 


Quando encontrar um obstáculo grande na vida, não desanime ao passar, pois com o tempo ele se tomará pequeno. Não porque diminuiu, mas porque você cresceu.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*