sábado, 25 de abril de 2026

Varre-Sai: Quando a Fé Sobe a Serra

 


​Existem caminhos que não se percorrem apenas com os pés, mas com a memória. Em Varre-Sai, quando o sol de maio começar a declinar e o relógio marcar as três e meia, a Praça Antônio Camilo deixará de ser apenas um logradouro para se tornar o portal de um tempo antigo. O evento não é apenas uma marcha; é o Resgate da Caminhada de Fé, um fio invisível que nos liga àqueles que, antes de nós, suaram nestas mesmas colinas.

​A "Cruz da Ana" não é apenas um destino geográfico. É um símbolo fincado no alto, onde a pequena capela de paredes claras e portas de madeira guarda o silêncio das preces de outrora. Há uma mística no ar serrano: o som dos cajados batendo no solo rústico ecoa o ritmo dos corações que buscam algo além do horizonte.

​Enquanto as silhuetas dos romeiros se recortam contra o dourado do entardecer, as montanhas parecem testemunhar a renovação de um pacto. Caminha-se pelo cansaço que purifica, pela história que ensina e pela tradição que não deixa o passado virar poeira. Cada passo dado em direção à Cruz é um "sim" à herança dos antepassados, um reconhecimento de que somos feitos de barro, mas movidos por um sopro divino.

​Ao final, quando o vulto da cruz se erguer contra o céu, o caminhante entenderá que o esforço não foi para chegar a um lugar, mas para reencontrar a si mesmo naquela fé que une gerações. Em Varre-Sai, no dia três de maio, o caminho será oração, e a chegada, um abraço da própria história.


"De fé em fé, seguimos o caminho!" / "Fé, tradição e história que nos unem!"

Data: 03/05/2026

Horário de Saída: 15:30 h

Local de Encontro: Praça Antônio Camilo, Varre-Sai

Realização: Receptivo Bendia / COMTUR

Contato: Rosane Bendia - Cel: (22) 99236-7694



Fânia Ramos e Padre Mello: o Pincel que Une Duas Cidades

 


Uma Obra-Prima que Não Morre 

Há vídeos que não terminam quando a tela escurece. Há tintas que não secam nunca.

Em Rio Novo, Minas Gerais, o Atelier das Cores acendeu um pavio de memória. A obra-prima em questão não morre, ela renasce a cada pincelada de Fânia Ramos. Em óleo, ela não pintou apenas um homem: pintou um tempo inteiro. O glorioso Padre Mello nos encara da moldura como quem abençoa o futuro sem soltar o passado.

A batina, severa, é também manto. Os olhos, de quem viu sertão virar estrada, guardam a paciência dos rios. Rio Novo corre nas veias daquele retrato. E não é metáfora. Foi de lá que, em 1842, partiram pés descalços e botas portuguesas rumo ao desconhecido: Antônio José da Silva Neném, o português Manoel Gomes Alves e Manuel Monarca. Três nomes, três sangues, um mesmo destino, Bom Jesus do Itabapoana.

Desbravadores não descobrem apenas terras. Descobrem gente. E Padre Mello, imortalizado pela mão de Fânia, é a alma que costura essas duas cidades pelo fio invisível da fé e da coragem. O Atelier das Cores entendeu: homenagear é acender lamparinas no corredor do tempo.

O vídeo termina. A tela permanece. 

Enquanto houver um menino de Rio Novo perguntando quem foi aquele padre, enquanto houver um velho em Bom Jesus contando de onde vieram seus avós, a obra-prima estará viva. Porque arte, quando é verdadeira, não morre. Ela só muda de moldura: da parede para o peito de quem vê.

E Padre Mello, entre o amarelo-ocre da tinta e o dourado da história, continua nos abençoando

Glória aos que partem. Glória aos que ficam na memória. Glória aos que pintam.

Cuban Son

 


Você é valioso em cada passo do caminho, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Você é valioso em cada passo do caminho.*


Nem todo mundo que você deseja em sua vida quer você na vida deles. Portanto, não se canse tentando parecer bem ou fazendo favores a eles quando eles realmente não dariam o mínimo se você estivesse lá ou não. Concentre sua energia naqueles que realmente valorizam sua presença e apreciam você por quem você é. A vida é muito curta para investir tempo e esforço em pessoas que não retribuem. Cerque-se daqueles que fazem você se sentir valioso e apoiam você em cada passo do caminho. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Serra Azul anuncia nova unidade e mais de 100 empregos em Bom Jesus do Itabapoana

 


Bom Jesus do Itabapoana vive um novo tempo, um tempo em que o progresso deixa de ser promessa e passa a ocupar, com vigor, os espaços da cidade.

A chegada do Supermercado Serra Azul, tradicional rede com raízes em Nova Friburgo e presença consolidada em Teresópolis, simboliza mais do que a inauguração de uma nova unidade comercial.

Representa um marco no fortalecimento da economia local, com a geração de mais de cem empregos diretos e a revitalização de um espaço emblemático: o antigo Aero Clube, que agora se prepara para abrigar novas histórias e oportunidades.

Esse movimento não ocorre por acaso. Ele reflete um ciclo virtuoso de desenvolvimento que ganha força em Bom Jesus, impulsionado especialmente pela expansão da UniFASMESC e pelo papel crescente do Hospital São Vicente de Paulo como referência regional. A cidade, antes espectadora de investimentos concentrados em polos vizinhos, passa a se afirmar como protagonista de seu próprio crescimento.

A chegada de capital oriundo de Nova Friburgo e Teresópolis também sinaliza uma mudança importante na dinâmica comercial local, ampliando a diversidade de investimentos e rompendo com a histórica concentração do setor supermercadista em torno de outras cidades da região. É um sopro de renovação que fortalece a concorrência, estimula a qualidade e beneficia diretamente a população.

A trajetória do Serra Azul é, por si só, um retrato de perseverança e visão empreendedora. Fundado em 2002 por seu Antônio e dona Rosane, como uma pequena mercearia no bairro São Geraldo, em Nova Friburgo, o negócio cresceu com consistência até dar lugar, em 2014, ao primeiro supermercado da rede. Hoje, com múltiplas unidades e um crescimento superior a 31% mesmo em meio aos desafios da pandemia, o grupo chega a Bom Jesus trazendo consigo experiência, solidez e a promessa de continuidade.

Assim, no meio de concreto e esperança, no meio de investimento e trabalho, Bom Jesus do Itabapoana reafirma sua vocação para crescer. E cada novo empreendimento que se instala em seu território não é apenas um sinal econômico, é também um gesto de confiança no futuro da cidade e de seu povo.





É HOJE! Não perca os 'Diálogos Musicais', uma noite inesquecível dentro das celebrações do Mês de Padre Mello

 


 Onde o Marfim e a Alma se Encontram

​Hoje, o calendário marca um encontro que não se mede apenas em horas, mas em batimentos. Às dezenove horas, o silêncio da Escola MusicArt, dirigida por Thadeu Almeida, não será uma ausência, mas uma espera. Um piano de cauda, imponente em seu verniz negro, repousa como um mestre paciente, aguardando que mãos, algumas trêmulas pela juventude, outras firmes pela dedicação, venham despertar o que nele dorme.

​O evento chama-se "Diálogos Musicais". E que nome apropriado! Não é apenas um recital; é uma conversa onde as palavras são substituídas por semicolcheias. É o diálogo entre o aprendiz e o instrumento, no meio do mestre e o aluno, entre a técnica rigorosa e a emoção que teima em transbordar. Quando a primeira tecla for pressionada nesta noite de 25 de abril, uma ponte invisível será lançada entre o palco e a plateia.

​Há algo de profundamente lírico em ver um aluno diante do piano. É o momento em que meses de escalas exaustivas e partituras riscadas a lápis se transformam em beleza pura. As notas flutuam pelo ar, carregando consigo o "Mês do Padre Mello", honrando a tradição e o jornalismo local, mas, acima de tudo, honrando a capacidade humana de criar harmonia em meio ao caos do mundo.

​"Música que inspira, talentos que encantam". O slogan não mente. Naquela sala, o tempo corre diferente. Cada acorde é um suspiro; cada pausa é um segredo compartilhado. Se os diálogos comuns servem para informar, estes diálogos musicais servem para transformar. Sairemos de lá um pouco menos pesados, um pouco mais melódicos.

​Pois, no final das contas, quando as luzes se apagarem e o último aplauso ecoar, o que ficará não será apenas a lembrança de uma melodia bem executada, mas a certeza de que, enquanto houver alguém disposto a dedilhar um sonho, a vida continuará tendo a mais bela das trilhas sonoras.


Um Café Impregnado de Eternidade no Mês de Padre Mello

 


O Aroma do Saber

​Havia um perfume diferente pairando no ar de Bom Jesus nesta manhã. Não era apenas o aroma robusto do café que aquecia as xícaras, mas o perfume inconfundível do papel manuseado, da tinta que ganha vida e do pensamento que se liberta. Na Livraria e Revistaria da Cida, o tempo resolveu caminhar mais devagar para celebrar o 2º Café Literário, um encontro onde a palavra escrita foi o prato principal.

​Sob as bênçãos invisíveis do Mês de Padre Mello, o evento, tecido pelas mãos zelosas da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, e fortalecido pelo apoio do jornal O Norte Fluminense e da anfitriã Cida, transformou o balcão da revistaria em um altar de partilha. Ali, o impresso tornou-se presente: livros e revistas passavam de mão em mão, como chaves que abrem portas para universos distintos.

​A mesa era um mosaico de tempos e estilos. Entre o silêncio reflexivo das Meditações da Biblioteca Estoica e a crítica mordaz de George Orwell em A Revolução dos Bichos, o pensamento clássico apertava as mãos da modernidade. De um lado, a inquietude futurista de Harari em Homo Deus; de outro, as lições práticas de Robert Kiyosaki e Napoleon Hill, ensinando que a riqueza, antes de habitar o bolso, nasce na mente. E, para que a leveza nunca nos falte, o sorriso colorido da Turma da Mônica e o encanto dos mangás lembravam que a literatura é, acima de tudo, um abraço de infância que se renova.

​Neste cenário, era impossível não sentir a presença espiritual de Padre Mello. O Sacerdote-Poeta, filho das brumas dos Açores e sol de nossa terra, deve ter sorrido ao ver que a cultura, semente que ele plantou com tanto fervor, continua a florescer em solo bonjesuense. Ele, que humanizou nossas ruas com versos e fé, deixou um legado que não repousa em estantes empoeiradas, mas que palpita toda vez que uma comunidade se reúne para ler.

​O 2º Café Literário não foi apenas um evento de calendário; foi um ato de resistência lírica. Foi a prova de que, enquanto houver um livro aberto e um café servido, a herança de Padre Mello seguirá viva, provando que a cultura é o único patrimônio que, quanto mais se divide, mais se torna eterno.