domingo, 1 de março de 2026

"Ser Feliz é 10! ... Adoro ser", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Ser Feliz é 10! ... Adoro ser."*


Tudo na vida é mais gostoso quando é realizado com sabedoria, harmonia e respeito.


A verdadeira raiz da felicidade sempre estará presente no coração das pessoas do bem.


A rivalidade e a discórdia nem sempre é féu e faz chorar... Ela faz sorrir e acelera os batimentos do coração, deixando a caminhada mais aguçada...


*"Amor, Paz e Gratidão !"*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

sábado, 28 de fevereiro de 2026

REMEMORANDO

 

Wilma Martins Teixeira Coutinho.

Eu tenho saudade do tempo que já passou e não volta mais. Do afago da minha mãe, da sabedoria do meu Pai. Do jeito de ser de menina ao resultado da mulher feita . 

Do gosto pelo Direito que herdei de meu Pai.

Como passou rápido esse tempo em que exerci a Advocacia. Quarenta anos a fio, nas Comarcas de Araruama, Niterói, São Gonçalo, Caxias . 

Hoje já não exerço porque a idade já me liberou, não fosse assim estaria de preferência na Defensoria que por sinal já pertencia por amor a causa. Não cobrava meus honorários .

Nas Audiências uni casais que estavam prestes a separação. Conversando , moldando o ponto de vista e assim conseguia um salutar resultado. Eu dizia para eles “estou aqui para unir e não separar “.

E no final conseguia .

Meu Pai era assim, também não cobrava honorários, na velha Araruama, geralmente ganhava galinhas , “dona obrigado, pelo falar do patrão que com toda proeza eles me deram  razão".

Minha mãe recebia e ria muito.

Saudade que guardo de fatos tão longínquos.

A saudade é sinônimo de tempo, de ausência do que não existe mais.💗

Memórias, lembranças e memórias é o que nos resta hoje.

Benditas memórias!

A memória  é a vida repetida.

"Nem tudo que a gente perde vai embora", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Nem tudo que a gente perde vai embora."*


Algumas ausências ficam morando dentro da gente, ocupando pensamentos, silêncios longos e noites vazias.


Não é fraqueza sentir, é só prova de que foi real aquilo que um dia tocou fundo o coração. 


*"Na vida sempre vamos passar por altos e baixos, dias bons e dias ruins, pessoas partindo, é preciso conviver com isso, pois a vida não se adapta a nós, é nós que temos que se adaptar à vida!"*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Os 65 anos de falecimento de Roberto Silveira

 

Roberto Silveira, Ismélia e os filhos Jorge Roberto, Márcia e Dora




Neste dia 28 de fevereiro, a memória nos conduz aos 65 anos da partida do ex-governador Roberto Silveira, cuja vida foi interrompida em Petrópolis (RJ), em 1961, após o trágico acidente de helicóptero que ainda ecoa como capítulo marcante da história fluminense.


Açordescendente, herdeiro das raízes de Manuel Ignácio da Silveira, oriundo da ilha do Pico, Roberto nasceu em 11 de junho de 1923, no Sítio Rio Preto, em Bom Jesus do Itabapoana. Ali, entre paisagens rurais e afetos familiares, cresceu ao lado dos irmãos Badger, Zequinha, Maria da Penha e Dinah, moldando desde cedo o espírito público que marcaria sua trajetória.


Seus primeiros passos no saber foram dados na Escola Municipal de Barra do Pirapetinga, sob a orientação da professora Olga Ebendinger. Vieram depois os estudos com a professora Amália Teixeira e no Colégio Rio Branco, na mesma cidade que guardaria para sempre suas origens e sua identidade.


Na década de 1940, seguiu para a Faculdade de Direito de Niterói, onde amadureceu ideias e ideais. Em 1947, o jovem advogado foi eleito deputado estadual, sendo reconduzido ao mandato em 1950, sinalizando já a confiança popular em sua vocação pública.


Em 1951, uniu sua vida à da bonjesuense Ismélia Saad, filha de Melhim Hanna Saad e Alzira Sauma Saad, formando uma família que perpetuaria valores de cultura, serviço e compromisso social. Dessa união nasceram Jorge Roberto, Dora e Márcia, cujas trajetórias profissionais refletiriam o legado intelectual e humano herdado do pai.


Secretário estadual do Interior e Justiça, Roberto Silveira foi eleito vice-governador em 1954 e, em outubro de 1958, alcançou o governo do Estado do Rio de Janeiro. Muitos já o viam como um nome destinado a voos ainda mais altos na vida pública nacional.


Foi justamente em missão de cuidado e responsabilidade, ao buscar verificar os estragos causados por uma enchente em Petrópolis,  que o destino interrompeu sua caminhada. Ao decolar, em 1961, o helicóptero perdeu o controle, e a queda da aeronave ceifou sua vida, deixando o país órfão de uma liderança promissora.


Segundo Antônio Seixas, do Grupo História Fluminense,  a Comissão Nacional da Verdade não apurou apurou as causas de sua morte.


Décadas depois, o tempo transformou saudade em memória viva. Em 7 de agosto de 2016, no Sítio Rio Preto, berço de sua história, um movimento capitaneado por bonjesuenses inaugurou com muita emoção o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, espaço onde passado e presente dialogam em permanente homenagem.


Neste ano, celebram-se os dez anos do Memorial, reafirmando que a história não se encerra na ausência, mas continua a florescer na lembrança coletiva.


A vida de Roberto Silveira permanece como chama acesa no tempo, exemplo de luta, dedicação e esperança, luz que ainda ilumina nossos caminhos e inspira novas gerações a servir ao bem comum.




Roberto Silveira é Glória de Bom Jesus do Itabapoana

 



Olga Ebendinger, professora de Roberto Silveira, na Barra do Pirapetinga


Roberto Silveira estudou na Escola Bom Jesus, da professora Amália Teixeira, localizada na parte superior do prédio

 

Colégio Rio Branco, onde estudaram os irmãos Roberto, Badger e Zequinha Silveira, funcionou entre 1920 e 2010, e, hoje, compõe o ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos)




Dora Silveira, filha de Roberto Silveira, e o Tiro de Guerra  em homenagem à Glória de Bom Jesus 
.

Ismélia e Roberto Silveira

 

Ana Maria Silveira e Badger Silveira Filho, sobrinhos de Roberto Silveira, sustentam que o tio foi alvo de atentado

 



Um mar de guarda-chuvas no adeus ao inesquecível Roberto Silveira

 


 

Ismélia Silveira: lágrimas que nunca findam

(Fotos do livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha)




 

Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira foi inaugurado no dia 7 de agosto de 2016

 

A eterna primeira dama Ismélia Silveira e sua filha Dora Silveira participaram da inauguração do Memorial. Na foto, acompanhadas de João Bosco de Figueiredo Côgo, responsável pela organização do acervo




Dora Silveira discursou na inauguração do Memorial 

 

Ismélia Silveira e o rico acervo do Memorial 










Terno que pertenceu a Roberto Silveira foi doado, com outras relíquias, pela saudosa Ismélia Silveira 





















ROBERTO SILVEIRA VIVE!

Açores e Itália: Um Encontro de Raízes

 

Raízes que Unem Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana
 



No meio de mares e montanhas, Açores e Itália cruzarão caminhos no dia 16 de abril, quando histórias, memórias e tradições se encontrarão no Simpósio Intermunicipal entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, Noroeste Fluminense, dentro das celebrações do Mês de Padre Mello, um gênio açoriano da civilização e da cultura.

Em ambos os municípios, raízes açorianas e italianas florescem lado a lado, tecendo identidades, sabores e afetos que atravessam gerações.

Ali, culturas se entrelaçam como vinhas ao vento,
misturando sotaques, sabores e tradições, num abraço que une gerações e mantém viva a herança dos que vieram antes.

Uma programação rica e cuidadosamente preparada
anuncia um momento singular, um marco cultural para toda a região, onde passado e presente se unem
em celebração e pertencimento.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Mestre Artesão Daniel de Lima inspira novo ciclo cultural com inauguração de ateliê na Fazenda Visconde

 Arte, barro e futuro: novo ateliê fortalece a cultura em Casimiro de Abreu



No próximo dia 7 de março, sábado, será inaugurado, na Fazenda Visconde, em Casimiro de Abreu, o Ateliê da Dona Antonieta, localizado no Sítio Estrelinha, um novo espaço dedicado à criação artística e ao fortalecimento da cultura local.

O evento marca um gesto significativo de generosidade e partilha. Dona Antonieta abre as portas de seu ateliê para que a artesã Cristiane divida o mesmo espaço de trabalho, produzindo e realizando a queima de peças, num ambiente onde o fazer artístico se constrói também pelo encontro e pela colaboração.

A inauguração representa mais um momento marcante para a cultura do município, que vem testemunhando o crescimento do artesanato como expressão artística e também como caminho de autonomia econômica.

Desde que o Mestre Daniel de Lima passou a ministrar aulas na Fazenda Visconde, os alunos deixaram de ser apenas aprendizes do ofício para se tornarem empreendedores com visão de futuro. O aprendizado ultrapassou a técnica: hoje, buscam estabelecer seus próprios ateliês, acompanhando todo o processo produtivo, da modelagem à etapa final da queima, conquistando independência e protagonismo no empreendedorismo artesanal.

Mais do que ensinar a moldar o barro, Daniel ensina a moldar trajetórias. Forma artesãos que também se tornam líderes, unidos pelo companheirismo e conscientes de seu papel como agentes do próprio destino.

Como resultado desse movimento, os ateliês começam a se multiplicar nos espaços da Fazenda Visconde, transformando-a em um verdadeiro centro irradiador de cultura, onde o barro, retirado da terra e trabalhado pelas mãos dos produtores rurais, ganha forma, identidade e significado.

É no silêncio da Fazenda Visconde, em Casimiro de Abreu, que as mãos do Mestre Daniel de Lima sopram vida não apenas no barro, mas também nos sonhos daqueles que encontram na arte um caminho de transformação.