domingo, 17 de maio de 2026

A mensagem de Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Espero que você goste dessas seis histórias.* Elas são tão pequenas que você só vai tomar um minuto para lê-las.


1. Um dia, os homens de uma aldeia decidiram orar para que chovesse. No dia da oração todas as pessoas se reuniram, mas apenas um menino veio com um guarda-chuva.

Isso é FÉ. 


2. Quando você lança um bebê no ar e ele ri, é porque ele sabe que você o pegará novamente.

Isso é CONFIANÇA. 


3. Todas as noites vamos dormir sem a garantia de que estaremos vivos na manhã seguinte, no entanto, colocamos o despertador para acordar.

Isso é ESPERANÇA


4. Podemos fazer grandes planos para amanhã, mesmo que nós não conheçamos o futuro em tudo.

Isso é SEGURANÇA


5. Nós vemos o sofrimento no mundo e, apesar disso, nos casamos ​​e temos filhos.

Isso é AMOR 


6. Havia um homem velho com o seguinte escrito em sua camiseta: "Eu não tenho 70 anos, eu tenho 16 com 54 anos de experiência."

Isso é ATITUDE


*Viva a sua vida com fé, confiança, esperança, segurança, amor e atitude !!!*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Sarau da Emoção consagra Anízia como nova força da produção cultural local

 

Anízia Maria Aguiar Pimentel

Na noite de sábado, a Praça Governador Portela deixou de ser apenas o coração urbano de Bom Jesus do Itabapoana para tornar-se território de afeto, arte e pertencimento. O Sarau da Emoção não foi somente um evento cultural: foi uma travessia coletiva entre a palavra e o acolhimento, entre a música e a esperança, entre a praça e a alma da cidade.

Sob a liderança sensível e firme de Anízia Maria Aguiar Pimentel, o projeto revelou aquilo que os grandes acontecimentos culturais possuem de mais raro: propósito. Cada detalhe da programação parecia cuidadosamente alinhado não apenas para entreter, mas para tocar pessoas, abrir espaços de escuta e devolver à cultura seu papel mais humano, o de aproximar vidas.

A praça respirou poesia. Crianças descobriram o encanto das brincadeiras e da oralidade; jovens encontraram no microfone aberto um lugar legítimo para suas vozes; adultos compartilharam memórias, reflexões e emoções; famílias inteiras caminharam entre música, arte, cidadania e acolhimento. Em cada canto, havia a percepção de que cultura também é cuidado.

O palco transformou-se em altar da palavra viva. As rodas de poesia e declamação fizeram ecoar sentimentos muitas vezes silenciados. As apresentações musicais costuraram delicadamente alegria e consciência social. As instituições presentes,  CAPS, CRAS, APAE, FAMESC e tantos parceiros, mostraram que quando arte, educação, saúde e assistência social caminham juntas, nasce uma cidade mais consciente de si mesma.

O Sarau da Emoção, realizado através da Política Nacional Aldir Blanc e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Bom Jesus do Itabapoana, revelou algo precioso: Bom Jesus possui potência cultural, sensibilidade coletiva e capacidade de ocupar seus espaços públicos com beleza, inclusão e inteligência social.

Mais do que um evento, o sarau foi um portal. Um portal que mostrou à própria cidade as possibilidades que ela carrega dentro de si. Mostrou que a cultura local não precisa esperar reconhecimento de fora para florescer; ela já palpita nas praças, nos artistas, nas crianças, nos educadores, nos músicos, nos poetas e nas pessoas comuns que ainda acreditam na força do encontro.

Naquela noite, a praça principal não pertenceu ao trânsito nem à rotina. Pertenceu à emoção.

E talvez seja justamente isso que torna o Sarau da Emoção memorável: ele não apenas ocupou um espaço público, ele devolveu sentido humano ao espaço público.














































A Alegria das Distâncias

 


Chamamos de alegria quase sempre aquilo que chega. O abraço reencontrado na estação, a cadeira puxada à mesa para mais um amigo, a conversa que atravessa a madrugada sem perceber o relógio. Crescemos aprendendo que felicidade tem barulho de encontro: vozes misturadas, risos altos, mãos que se procuram no meio da multidão. E talvez tenha mesmo. Há gente que ilumina a casa apenas entrando nela.

Mas ninguém nos ensina, com a mesma delicadeza, sobre a paz silenciosa de certas despedidas.

Existe um tipo de cansaço que não vem do corpo. Vem da convivência. Pessoas que exigem de nós um personagem permanente; que diminuem nossos entusiasmos; que transformam qualquer manhã em terreno de vigilância. 

Até que um dia nos afastamos.

E o curioso é que o coração começa devagar a respirar melhor. O silêncio deixa de ser solidão e vira descanso. A ausência daquela pessoa não abre um vazio, abre espaço. Espaço para voltar a gostar das próprias ideias, para rir sem defesa, para atravessar a tarde com sentimento de liberdade.

Há alegrias que chegam. Outras libertam.

Nem todo afastamento é fracasso. Alguns são cuidados invisíveis que fazemos em nós mesmos. Como abrir a janela de um quarto fechado há anos e descobrir que o ar ainda sabe circular. Fomos ensinados a celebrar permanências. Mas certas distâncias também merecem festa discreta: um café tomado em paz, uma noite sem ansiedade, um domingo que finalmente não pesa.

Talvez amadurecer seja isso: compreender que a vida não floresce apenas nas presenças que acumulamos, mas também nas ausências que escolhemos.

E há despedidas que acabam tendo o mesmo brilho sereno de um reencontro, só que conosco.

sábado, 16 de maio de 2026

O Encanto da Tenda da Tati no Sarau da Emoção

 


​A tarde caía mansa sobre a Praça Governador Portela, vestindo Bom Jesus do Itabapoana com aquele azul-crepúsculo que convida a poesia a sentar-se no banco da praça. Era a primeira edição do Sarau da Emoção, e a cidade parecia respirar uma melodia antiga, feita de encontros, risos soltos e o burburinho doce da gente que se reconhece no olhar. No entanto, no coração daquela praça, havia um magnetismo especial, um farol de cores que exercia um fascínio irresistível sobre os passantes: a tenda da Tati.

​Não era apenas um ponto de venda; era um portal para a imaginação, indiscutivelmente o recanto mais procurado da noite. Quem dela se aproximava, esquecia o relógio. Os olhos, antes cansados da rotina, ali se acendiam diante de um verdadeiro mosaico de afetos moldados em relevo.

​Sobre a toalha branca, repousava um universo inteiro esculpido em formas vibrantes. Havia letras monumentais e tridimensionais, como o "H", o "A" e o "M" que pareciam soletrar o início de histórias secretas, pintadas nos tons do pôr do sol e do romance. Corações entrelaçados em rosa vivo pulsavam estáticos, capturando a essência lírica daquele sarau.

​Mais adiante, o lúdico ganhava vida. Pequenas criaturas, pokebolas enigmáticas, dragões articulados e delicadas figuras que pareciam saídas de contos de fadas ou de galáxias distantes dividiam o espaço com saias vermelhas estruturadas e geometrias perfeitas. Cada peça, fruto de uma tecnologia que ali se fazia arte, reluzia sob a luz do teto de lona, pedindo para ser tocada, sentida e levada para casa como um pedaço eterno daquela noite mágica.

​Ao redor do balcão, a cena se repetia como um poema em prosa. Rostos jovens e maduros se inclinavam, fascinados, divididos entre a dúvida do desejo e o encantamento da descoberta. Mãos apontavam, sorrisos se abriam e Isac, esposo de Tati, e seu filho, Kayo Nicolas Motta Nascimento, membro da ABIJAL (Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras), com a delicadeza de quem conhecem o valor de cada sonho exposto, transformavam o ato da compra em um singelo aperto de mãos entre o criador e o mundo.

​O Sarau da Emoção passará, os ecos das músicas e das poesias encontrarão repouso nas esquinas do tempo. Mas nas estantes daquela gente de Bom Jesus, cada objeto saído da tenda da Tati continuará a palpitar, sussurrando baixinho que a beleza, afinal, é tudo aquilo que a gente consegue moldar com o coração.