terça-feira, 3 de novembro de 2026

Luciana, prefeita do Sul no coração de sua gente

 


Em meio do teclado e à tela do computador, uma pequena placa revela algo que os documentos de uma repartição não conseguem registrar: “Prefeita do Sul - Luciana”. Ali, em meio aos instrumentos do trabalho cotidiano, o carinho encontrou um lugar para assinar seu nome.

A homenagem nasceu dos colegas da Secretaria Estadual de Saúde, que conhecem a dedicação de Luciana Abreu da Fonseca e sua atenção especial às causas do Sul capixaba. De tanto levar consigo as preocupações de sua região, de tanto querer bem à sua gente, recebeu esse título afetuoso. Existem reconhecimentos que se constroem assim, na convivência, quando uma pessoa se torna referência e seu nome passa a despertar confiança.

Luciana traz São José do Calçado em sua maneira de ser. Sua terra natal acompanha seus passos, comparece às suas conversas e encontra abrigo em suas preocupações. Mesmo longe, há pessoas que continuam morando intimamente no lugar onde nasceram: guardam suas ruas, suas vozes, seus costumes e uma vontade persistente de vê-lo florescer.

Suas raízes têm o nome de dona Antônia, figura tão querida da vida calçadense, que recentemente completou 93 anos. Das mãos dessa mãe vêm as tradicionais broinhas, pequenos tesouros de uma memória compartilhada. Houve um tempo em que os próprios moradores de São José do Calçado eram carinhosamente chamados de “broinhas”. Poucas imagens traduzem tão bem a intimidade entre uma cidade e seus sabores: o alimento saindo da cozinha para se tornar nome de gente, sinal de pertencimento.

Nas broinhas de dona Antônia há o valor das coisas que permanecem. Uma receita atravessa os anos, reúne lembranças e oferece às novas gerações um pouco da infância de quem veio antes. Luciana é filha também desse mundo em que o cuidado se aprende nos gestos de todos os dias.

Em sua história existe, contudo, uma ausência: ela não conheceu o pai. É uma dor íntima, diante da qual as palavras devem chegar com delicadeza. Quem a conhece percebe essa tristeza e reconhece a humanidade com que ela segue construindo a própria vida. A falta tem seu lugar em sua trajetória; ao redor dela, Luciana fez crescer vínculos, responsabilidades e amor.

Mãe dedicada de dois filhos, encontrou na maternidade uma expressão profunda de sua capacidade de cuidar. No serviço público, essa atenção se estende às pessoas e aos compromissos que assume. Sua personalidade reúne firmeza, integridade e meiguice, qualidades que a convivência revela e que explicam o carinho de seus colegas.

Integrante da Casa dos Açores do Espírito Santo, participa também desse encontro entre origens e afetos, em que a memória se preserva pela presença de quem a estima. Há uma continuidade bonita entre amar a cidade natal, honrar a história familiar e acolher uma comunidade: em todos esses gestos, reconhecemos o desejo de pertencer e de contribuir.

Por isso, a pequena placa sobre a mesa diz tanto. Quem a ofereceu soube encontrar, numa expressão bem-humorada, uma forma de gratidão. “Prefeita do Sul” é o nome que o afeto deu à sua dedicação.

E ali permanece Luciana, diante da tela, cumprindo suas tarefas, levando para o cotidiano da Secretaria uma parte de São José do Calçado. No meio de demandas, conversas e compromissos, sua terra encontra nela uma voz atenta.

Na mesa de trabalho, o título repousa. Nos corações dos colegas, ganha vida todos os dias.

Luciana e sua mãe, dona Antônia, na comemoração dos 93 anos da querida matriarca 

Dora, Carla, dona Antônia, Luciana e Cida

VIDA!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"VIDA!"* 

*Seja muito bem vinda...*


Que nos traga positividade e força para continuar correndo atrás dos nossos sonhos, que ela nos encha de surpresas boas, que não nos falte SAÚDE. Que coisas boas aconteçam. Que cheguem de mansinho, tocando a alma, assim com jeitinho. Que nos façam sorrir e sentir como é bom viver. 


*"A gente fica esperando que a alegria haverá de chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da aposentadoria... E ela não chega porque a alegria não mora no futuro, MAS SÓ NO AGORA."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carlos Augusto Souto de Alencar recebe título de Cidadão Bonjesuense

 


Carlos Augusto Souto de Alencar é uma daquelas pessoas que conquistam a cidadania ao longo da vida, ao fazerem de uma terra que não lhes serviu de berço o lugar de seus sonhos, de sua dedicação e de suas obras.

Ao conceder-lhe o Título de Cidadão Bonjesuense, a Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana registra uma dessas histórias de pertencimento. O Decreto Legislativo nº 1.155, de 23 de setembro de 2026, reconhece seus relevantes serviços ao município, especialmente nas áreas da cultura, da literatura, da educação e da formação artística e intelectual da juventude.

Ele não nasceu em Bom Jesus do Itabapoana, mas permitiu que Bom Jesus nascesse dentro dele.

Poeta, cronista, trovador, contista e haicaísta, Carlos conhece a força transformadora das palavras. Como professor, geógrafo, historiador e técnico em meteorologia, aprendeu também a interpretar os mapas da terra, os caminhos do tempo e os horizontes humanos. Sua trajetória reúne a disciplina do educador e a sensibilidade do poeta, numa combinação que transforma conhecimento em semente e cultura em esperança.

Nascido em Nova Iguaçu, em 16 de agosto de 1969, filho do bancário Carlos Emmanuel Saboia de Alencar e da compositora Iza Souto Gonçalves, Carlos cresceu entre os valores da família, os livros e a música. Graduado em Geografia e pós-graduado em História do Brasil pela Universidade Federal Fluminense, fez do magistério uma vocação e da cultura uma missão de vida.

Foi esse homem de múltiplos saberes que lançou sobre Bom Jesus do Itabapoana um olhar de confiança. Nas crianças e nos adolescentes que começavam sua caminhada, Carlos percebeu escritores, poetas, artistas e cidadãos em formação. Dessa visão generosa nasceu a Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, a ABIJAL, uma casa destinada a acolher os primeiros versos, as primeiras histórias e os sonhos culturais das novas gerações.

Idealizar a ABIJAL foi mais do que criar uma instituição. Foi acender uma luz para que nossas crianças e nossos jovens reconhecessem o próprio talento. Foi dizer a cada um deles que sua palavra tem valor, que sua imaginação merece espaço e que a cultura também lhes pertence. Ao plantar essa semente em solo bonjesuense, Carlos Augusto ajudou a preparar uma colheita capaz de atravessar gerações.

Seu amor por Bom Jesus também se revelou ao indicar o município para sediar, em 2027, a solenidade de premiação dos destaques do biênio 2025–2026 do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas artística e social, promovida pelo Congresso da Sociedade de Cultura Latina, do qual é senador. Com esse gesto, contribuiu para projetar o nome da cidade para além de suas fronteiras, dando visibilidade à riqueza de nossos escritores, artistas, educadores e instituições culturais.

Sua participação em numerosas academias, institutos históricos, entidades literárias e conselhos de cultura demonstra a amplitude de sua caminhada. A dimensão mais humana de sua obra, porém, está nos talentos que ajuda a despertar, nas crianças que passam a acreditar na própria voz e nos jovens que encontram, na literatura e nas artes, novas possibilidades para a vida.

Por isso, a iniciativa do vereador Clerinho da Soledade de propor a concessão do Título de Cidadão Bonjesuense a Carlos Augusto Souto de Alencar representou um gesto de justiça e gratidão. Ao aprová-la, a Câmara Municipal reconheceu oficialmente aquilo que o afeto e o trabalho já haviam construído: Carlos tornou-se filho de Bom Jesus por escolha e dedicação.

Uma cidade é formada por aqueles que nela nasceram e também por quem chega disposto a participar de sua história. Há os que trazem conhecimentos, os que oferecem seu trabalho e os que encontram, na realização dos outros, um motivo para permanecer. Carlos trouxe sementes de poesia, educação e esperança. Plantou-as entre nossas crianças e nossos jovens, e delas já começam a nascer flores.

Conceder-lhe o título é abrir simbolicamente as portas da cidade e dizer: “Esta terra também é sua”. Há muito tempo, contudo, Carlos já havia aberto as portas do próprio coração e deixado Bom Jesus entrar.

Embora nascido longe das águas do Itabapoana, encontrou nesta terra um destino afetivo. Fez de sua cultura uma causa e da formação de sua juventude um compromisso. Assim, Bom Jesus do Itabapoana passou a integrar sua história, enquanto sua dedicação passou a fazer parte da história bonjesuense.

O título grava esse vínculo na memória oficial do município. E a cidade, ao homenageá-lo, também revela algo de si: sabe reconhecer aqueles que cultivam sua vida cultural e ajudam a preparar o futuro de seus jovens.

No meio das linhas do decreto, podemos ouvir uma frase simples, dessas que dispensam solenidade para alcançar o coração:

Carlos Augusto, esta terra também é sua.







O Natal embarca no trenzinho dos Amantes da Arte

 

O Natal chegará cantando pelas ruas de Bom Jesus


São muitas as maneiras de anunciar o Natal. Em Bom Jesus do Itabapoana, ele chegará de trenzinho, levando vozes, espalhando melodias e convidando a cidade a abrir suas janelas.

No dia 1º de dezembro, às 15 horas, o tradicional Grupo Musical Amantes da Arte realizará sua Cantata de Natal, passeando e cantando pelas ruas bonjesuenses. O convite já desperta uma vontade emocionante: interromper por alguns instantes a pressa cotidiana para ouvir uma canção passar.

Podemos imaginar a cena: alguém à porta de uma loja acompanha o refrão; uma criança acena, encantada com o trenzinho; de uma janela, um olhar procura a origem daquela música. Talvez uma das canções encontre, no meio da tarde, alguém que precisava justamente disso, uma lembrança boa, uma surpresa, um pequeno motivo para sorrir.

As músicas de Natal guardam essa intimidade com a memória. Basta uma melodia conhecida para que retornem a casa da infância, os preparativos da ceia, as mãos que arrumavam a mesa. Existem vozes que a saudade conserva tão nitidamente que quase podemos ouvi-las cantar conosco. E, enquanto recordamos, a vida oferece novos encontros para guardar.

Os Amantes da Arte levarão seu canto ao caminho das pessoas. A cidade será o lugar desse encontro, com suas portas abertas, suas esquinas, o movimento do comércio e a gente seguindo seus afazeres. Entre uma rua e outra, a música poderá aproximar quem canta de quem escuta, até que algum refrão já não permita distinguir uns dos outros.

Existe uma generosidade especial em preparar uma apresentação assim. Antes da alegria compartilhada, vêm os ensaios, a dedicação, o cuidado de acertar uma entrada, de ouvir a voz ao lado. No dia da cantata, todo esse trabalho ganhará a leveza de um passeio e encontrará seu destino nos ouvidos e no coração de quem estiver pelo caminho.

Que a tarde de primeiro de dezembro seja acolhida com acenos e sorrisos. Que as famílias se aproximem, que as crianças guardem a lembrança e que os mais velhos reconheçam, nas canções, um pouco dos Natais que os fizeram felizes.

Pelas ruas de Bom Jesus do Itabapoana, um trenzinho levará os Amantes da Arte. E talvez, depois que ele passar, alguém continue cantarolando baixinho, levando para dentro de casa o Natal que acabou de encontrar.


E-mail de Lincoln Penna, professor, historiador e jornalista

 


Lincoln Penna 

Prezados editores.

Como morador da Tijuca / RJ e testemunho do admirável trabalho de Rodolfo Graziano, já manifestado na ocasião da ilustre visita dos responsáveis do jornal O Norte Fluminense à sua banca, quero reafirmar o meu apoio ao incentivo que Rodolfo promove à leitura.
Os livros dispostos na banca desse estimado jornaleiro constituem uma livraria, espaço hoje em dia cada vez mais restrito, infelizmente.
Por essa razão dentre outras é que parabenizo a matéria tão oportuna deste jornal, que ja tem a simpatia dos tijucanos.

Lincoln Penna
Professor, historiador e jornalista

Água Mineral Liberdade para todo o país: investimento em Carabuçu prevê 30 empregos

 

O empresário Flávio Araujo 

Existem riquezas que brotam da terra e, ao encontrar iniciativa e trabalho, fazem nascer oportunidades. No distrito de Carabuçu, em Bom Jesus do Itabapoana, a Água Mineral Liberdade começa a escrever uma história que reúne empreendimento, esperança e desenvolvimento regional.

O empresário Flávio Araujo, proprietário do Grupo JNF, anuncia o início das atividades de comercialização da marca. Segundo o empresário, a previsão é gerar cerca de 30 novos empregos, com a perspectiva de levar a água a consumidores de todo o país.

Na imagem de apresentação, Flávio aparece ao lado do painel da Água Mineral Liberdade. A identidade visual reúne montanhas, sol e água em movimento, elementos que sugerem natureza e caminhos abertos. A palavra “Liberdade”, em destaque, traduz também a ambição do empreendimento: ultrapassar fronteiras e levar o nome de Carabuçu para além das paisagens que o abrigam.

Para uma comunidade, novos postos de trabalho representam muito mais que números. São famílias que podem encontrar maior segurança, jovens que vislumbram oportunidades perto de casa e um comércio que ganha movimento. O desenvolvimento adquire seu sentido mais profundo quando chega à mesa, aos planos e à dignidade das pessoas.

À frente do Grupo JNF, que já emprega centenas de trabalhadores, Flávio Araujo amplia sua atuação empresarial e reafirma uma trajetória marcada pela disposição de investir em Bom Jesus e na região. A nova iniciativa expressa essa visão de reconhecer possibilidades locais e trabalhar para lhes dar alcance nacional.

De Carabuçu, a Água Mineral Liberdade pretende seguir pelas estradas do Brasil. E, junto com cada nova conquista, poderá levar uma mensagem preciosa: também no interior brotam iniciativas capazes de alimentar o futuro.


Café e jazz: um aconchego para a alma

 



Nada se compara a um momento tranquilo, com uma xícara de café quentinho e o belo som do jazz de outros tempos. ☕

Há um aconchego único em um antigo disco de vinil girando num gramofone clássico, capaz de tornar qualquer momento imediatamente acolhedor e tranquilo.

De que lugar você está aproveitando esse momento de descanso hoje? E qual é o seu café preferido?