terça-feira, 22 de setembro de 2026

Sarau Literário revela o talento de Hagatha sob a gestão de Nathyara Teixeira no Padre Mello

 O voo literário de Hagatha no Colégio Estadual Padre Mello


A professora orientadora Ediane Alexandre, a aluna Hagatha Louise Teixeira dos Santos, do 7º ano do Ensino Fundamental, turma 701, e a diretora do Colégio Estadual Padre Mello, Nathyara Teixeira da Silva.


No dia 29 de setembro de 2026, às 8h40 e às 14h10, o educandário realizará o Sarau Literário “Potência da Mulher”, em homenagem a Clarice Lispector, uma das vozes mais profundas e luminosas da literatura brasileira. O encontro reunirá literatura, sensibilidade e protagonismo feminino, sob a responsabilidade das professoras Ediane Alexandre, Gislaine Boechat e Aline Pedrosa.

Em meio às homenagens a Clarice, outra escritora também começará a escrever o próprio nome na história: Hagatha Louise Teixeira dos Santos, aluna do 7º ano do Ensino Fundamental, turma 701. Durante o sarau, será lançado seu livro Borboleta Atíria e a Lagarta Lola, trabalho desenvolvido sob a orientação cuidadosa da professora Ediane Alexandre.

O livro de Hagatha traz dentro de si um bosque inteiro. Em suas páginas, a jovem autora abre as portas de dois reinos encantados, separados por um riacho, mas unidos por uma ponte, assim como estavam unidas, antes do conflito, as vidas da borboleta Atíria e da lagarta Lola.

Tudo começa com o desaparecimento das plantas encantadas de Atíria. A amizade, que parecia tão firme, é abalada pelo orgulho, pela mágoa e por uma mentira cuidadosamente semeada. Os dois reinos se preparam para a guerra. Casulos se fecham, soldados treinam, túneis são abertos e armas são empunhadas. Sobre o bosque, antes tranquilo, paira a sombra de um combate que jamais deveria ter começado.

Entretanto, Hagatha nos recorda que, mesmo no coração de uma batalha, a ternura pode sobreviver. Ao ouvir o choro de Lola, Atíria interrompe a fúria para fazer uma pergunta. Naquele instante, a palavra torna-se mais poderosa do que qualquer arma. A verdade finalmente aparece: movida pela inveja da amizade entre as duas, a cobra Górgona havia lançado sua poção e plantado a discórdia. A guerra nascera de uma mentira.

Por trás da fantasia, vive uma lição profundamente atual. Quantas amizades, famílias e comunidades são divididas por palavras falsas, intrigas e julgamentos precipitados? Antes de transformar o outro em inimigo, é necessário atravessar a ponte do diálogo. Atíria poderia continuar lutando, mas preferiu escutar. Lola poderia ocultar seu erro, mas encontrou coragem para pedir desculpas. Ambas descobriram que perdoar também é uma forma de vencer.

Há uma bela simbologia na escolha das personagens. A lagarta e a borboleta representam momentos distintos de uma mesma transformação. A estudante que hoje escreve suas primeiras histórias poderá, amanhã, abrir asas sobre o vasto céu da literatura. Cada frase é um pequeno casulo; cada página, uma asa que começa a se formar.

Esse voo não acontece sozinho. Ao lado da jovem autora está a professora Ediane Alexandre, cuja orientação demonstra a grandeza do verdadeiro educador: aquele que não entrega apenas respostas, mas ajuda o aluno a reconhecer as próprias perguntas, a organizar a imaginação e a acreditar no valor de sua voz. Quando uma professora acolhe o talento de uma estudante, a sala de aula deixa de ter paredes e se transforma em horizonte.

E, por trás desse belo movimento cultural, encontra-se o trabalho magnífico e muitas vezes silencioso da diretora Nathyara Teixeira da Silva. Com uma concepção libertadora e humanizada da educação, ela vem fazendo do Colégio Estadual Padre Mello um território de possibilidades. Sua gestão compreende que educar não é somente transmitir conhecimentos: é despertar sensibilidades, revelar talentos, fortalecer a autoestima e preparar seres humanos para participarem da construção de um mundo melhor.

O Sarau Literário “Potência da Mulher” é fruto dessa visão. Ao homenagear Clarice Lispector e, simultaneamente, abrir espaço para o lançamento da obra de uma jovem estudante, o colégio une gerações de mulheres por meio da palavra. De um lado, Clarice, que mergulhou nos mistérios da existência humana; do outro, Hagatha, que começa a descobrir a força de sua própria imaginação. Entre elas, professoras que orientam, incentivam e mantêm acesa a chama da literatura.

Quem acompanha a vida das escolas sabe que um novo mundo está sendo silenciosamente gestado nas salas de aula do interior. Ele nasce quando uma professora acredita no talento de uma aluna; quando uma diretora transforma a cultura em prioridade; quando um colégio promove um sarau e permite que uma jovem escritora apresente sua criação à comunidade.

Com sua imaginação, Hagatha fez muito mais do que narrar uma aventura. Mostrou que a inveja separa, que a mentira destrói, mas que a verdade, o diálogo e o perdão podem reconstruir pontes. No bosque criado por ela, as plantas encantadas representam a própria amizade: quando regadas com confiança e carinho, florescem novamente, mesmo depois da tempestade.

Ao concluir a leitura, percebemos que Atíria não foi a única borboleta a levantar voo. Hagatha também abriu suas primeiras asas. E, levando consigo o nome do Colégio Estadual Padre Mello, a dedicação da professora Ediane Alexandre e o incentivo da diretora Nathyara Teixeira da Silva, iniciou sua caminhada pelo céu luminoso da literatura.

Nesse dia, cada livro aberto será também uma janela. Cada palavra pronunciada será uma semente. E cada estudante compreenderá que, quando a escola acredita em seus sonhos, até os casulos mais tímidos podem se transformar em asas.




Paz, Apenas Paz!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Paz, Apenas Paz!*


É inevitável, quanto mais amadurecemos e evoluímos, mas sentimos necessidade de ter paz, apenas paz! Preferimos estar sozinhos do que cercados de pessoas que não acrescentam sentimentos em nossa vida. Não nos importamos em vencer discussões ou provar que estamos certos. Aprendemos a não dar satisfações ou explicar o que quer que seja,    para quem já decidiu não entender nossos motivos. Temos essa percepção porque quanto mais nos conhecemos e respeitamos nossas falhas e limitações, mais aprendemos a respeitar os motivos alheios. Passamos a fazer parte do time do deixa pra lá, e seguimos nossa caminhada, nos preocupando apenas com o que importa: ser feliz, de um jeito simples e leve, por isso tudo que pesa, vai ficando para trás. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Rick: quando a voz se cala, a saudade começa a cantar

 

Rick cantava, compunha e, sobretudo, acreditava que a música precisava nascer de algum lugar verdadeiro da alma


O que ele combatia não era o novo, mas o vazio; não era a transformação, mas a substituição da verdade artística por fórmulas destinadas apenas ao consumo imediato.


Rick partiu, mas ficou aquilo que havia de verdadeiro em sua arte: a voz, as composições, a coragem de defender a qualidade e o respeito pela música sertaneja



Sem Direção 


Ela é demais


A morte de Rick Sollo, aos 59 anos, não silencia apenas uma das vozes mais conhecidas da música sertaneja. Interrompe também a caminhada de um artista que jamais teve medo de dizer o que pensava sobre os rumos da arte que amava. Rick cantava, compunha e, sobretudo, acreditava que a música precisava nascer de algum lugar verdadeiro da alma.

Sua partida repentina deixa o espanto de uma canção interrompida antes do último acorde. No entanto, permanecem as melodias, as palavras e a lembrança daquele timbre que, ao lado de Renner, atravessou décadas e embalou histórias de amor, despedidas e reencontros. A voz de Rick sobrevive ao seu tempo, já encontrou morada na memória afetiva do Brasil.

Ele observava com inquietação as transformações do mercado musical. Recordava uma época em que, para alcançar o público, era necessário ter uma boa canção e saber cantá-la. Via, porém, o dinheiro e a promoção ocuparem o espaço antes reservado ao talento, à sensibilidade e ao trabalho paciente. Sua frase, “Ninguém mais precisa cantar bem”, não era somente uma crítica à nova geração, mas o desabafo de quem conhecia o preço de construir uma carreira com a própria voz.

Rick lamentava que refrões repetitivos fossem, muitas vezes, suficientes para transformar uma música em sucesso passageiro. Também sabia que a tecnologia podia corrigir imperfeições no estúdio, afinar vozes e fabricar desempenhos. Mas nenhuma máquina consegue criar emoção verdadeira. Pode ajustar a nota, jamais o sentimento. Pode aperfeiçoar o som, mas não inventar a alma.

Apesar da firmeza de suas palavras, Rick não era um inimigo das mudanças. Reconhecia que havia novos artistas realizando trabalhos de qualidade e compreendia que toda geração necessita encontrar a própria linguagem. O que ele combatia não era o novo, mas o vazio; não era a transformação, mas a substituição da verdade artística por fórmulas destinadas apenas ao consumo imediato.

Talvez sua reflexão mais profunda tenha sido também a mais simples: “Aquilo que é verdade fica, o que é mentira vai embora.” Nessa frase, Rick parecia anunciar o julgamento inexorável do tempo. As músicas fabricadas para durar uma estação desaparecem quando passa a moda. As que nascem do coração atravessam os anos, visitam outras gerações e continuam sendo cantadas mesmo quando seus intérpretes já não estão entre nós.

Agora, diante de sua ausência, suas próprias palavras assumem a força de um testamento musical. Rick partiu, mas ficou aquilo que havia de verdadeiro em sua arte: a voz, as composições, a coragem de defender a qualidade e o respeito pela música sertaneja.

O homem se foi inesperadamente; o cantor, entretanto, continuará chegando aonde houver alguém disposto a ouvir. O tempo pode interromper uma vida, mas jamais consegue apagar uma canção que nasceu verdadeira.

God, country and my baby - Johnny Burnette


 

Nathyara Teixeira: um farol conduzindo os alunos pelos caminhos da cultura

 


Na próxima quinta-feira, 24 de setembro, os alunos do turno da tarde do Colégio Estadual Padre Mello deixarão, por algumas horas, as salas de aula para ingressar em outra escola: a escola luminosa da arte. Conduzidos pela diretora Nathyara Teixeira dos Santos, seguirão para o Teatro Firjan SESI, em Itaperuna, onde assistirão ao espetáculo “Griot, o Conto e a Mágica”, uma celebração da cultura negra por meio de histórias, encantamento e ilusionismo.

Para alguns daqueles jovens será a primeira vez que estarão diante de um palco profissional, quando as luzes se apagam, o silêncio toma conta da plateia e uma realidade inteiramente nova começa a nascer sob os refletores. E há experiências que, embora durem apenas uma tarde, permanecem acesas dentro de nós por toda a vida. Um gesto, uma narrativa ou um instante de magia pode despertar vocações, ampliar horizontes e revelar mundos que até então existiam apenas do outro lado da imaginação.

Nathyara Teixeira não estará proporcionando aos seus alunos somente um passeio. Estará oferecendo um encontro com a beleza, com a ancestralidade, com a criatividade e com a alegria de aprender fora dos limites convencionais da escola. Na confraternização da viagem, nos sorrisos compartilhados e no assombro diante do espetáculo, cada estudante crescerá um pouco mais em cultura, sensibilidade e humanidade.

Educar é também abrir portas pelas quais os jovens possam enxergar a imensidão do mundo. É mostrar-lhes que os livros, os palcos, a música, a memória e a arte também são caminhos de conhecimento. Quando uma escola encontra uma diretora verdadeiramente comprometida com o desenvolvimento humano de seus alunos, é como se um potente farol fosse aceso em meio à noite.

Nathyara é esse farol. E, na próxima quinta-feira, sua luz seguirá pela estrada até Itaperuna, conduzindo os estudantes do Colégio Estadual Padre Mello rumo à magia do teatro e, sobretudo, rumo a um futuro mais amplo, sensível e iluminado.

Footsteps


 

Paul & Paula