sexta-feira, 15 de maio de 2026

O silêncio de uma voz poética: Therezinha Loureiro Borges e a poesia que atravessou o tempo



Hoje, a poesia silenciou uma voz, mas não conseguiu apagar um encanto.

Partiu Therezinha Loureiro Borges, aos 96 anos, levando consigo a delicadeza de uma geração que fazia da palavra um abrigo e da memória um jardim sempre florido. Seu corpo, já cansado pelo tempo, descansou. Mas a menina que habitava dentro dela, essa jamais conhecerá a morte.

Foi ainda jovem, nas salas do Colégio Rio Branco, sob a ternura da professora Aurora Ferolla, que Therezinha descobriu o milagre dos versos. Aprendeu cedo que a poesia não era apenas escrita: era maneira de sentir o mundo, de atravessar a vida e de permanecer humana diante das dores do tempo.

Therezinha Loureiro Borges, viúva do comerciante Luiz Ferreira Borges, o primeiro prefeito de Bom Jesus do Norte, empossado em 9 de abril de 1964, e nora de José de Oliveira Borges, o primeiro prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, a partir de 1º de janeiro de 1939, carregava em sua trajetória sobrenomes inscritos na história política da região. Mas sua verdadeira pátria sempre foi a sensibilidade.

E foi justamente quando o tempo já lhe prateava os cabelos e tornava os passos mais lentos que ela ofereceu ao mundo um de seus gestos mais belos. No dia 26 de outubro de 2024, em sua acolhedora residência, lançou o livro de poesias Navegando. Não foi apenas o lançamento de uma obra: foi como se abrisse, diante dos amigos e familiares, o baú luminoso de suas lembranças, permitindo que todos navegassem com ela pelos mares da memória, da ternura e da palavra.

Mesmo acamada, quando o corpo já exigia silêncio, ela ainda declamava. A memória lhe servia de palco; a emoção, de voz. Cada poema recitado era uma ponte lançada de volta à infância, aos corredores da escola, aos cadernos de versos, aos risos juvenis, ao instante mágico em que descobriu que as palavras também sabem abraçar.

Sua partida deixa uma ausência mansa, dessas que chegam devagar e permanecem para sempre. Mas deixa também uma lição rara: a de que envelhecer não significa abandonar a criança que fomos. Therezinha atravessou quase um século sem perder o espanto diante da beleza.

Hoje, Bom Jesus do Norte e Bom Jesus do Itabapoana se despedem não apenas de uma mulher de memória ilustre, mas de uma alma poética que transformou a própria existência em delicadeza.

E talvez, em algum lugar além do tempo, Therezinha esteja agora reencontrando os versos que amou, com a mesma voz serena da menina que um dia descobriu que poesia é felicidade.










IMPERDIVEL: Veja a programação do Sarau da Emoção!

 


O Sarau da Emoção não é apenas um evento marcado no calendário de 16 de maio; é o palpitar de uma cidade que entende a cultura como o oxigênio da alma.

​Quando o relógio bater as 15h, o silêncio cotidiano da praça dará lugar ao primeiro acorde da abertura oficial. Ali, no meio de árvores e memórias, a música e a literatura se abraçarão como velhas amigas que não se viam desde a última estação. O musical EmocionalMente promete ser o prelúdio perfeito, afinando os corações para o que virá.

​A tarde caminhará suave, trazendo a inocência das páginas de Lúcia Spadarotto, onde as aventuras de Guga e Bê convidam o olhar infantil que ainda habita em cada adulto. E, como em uma ágora moderna, a roda de conversa abrirá o microfone para que a saúde e a emoção caminhem de mãos dadas, provando que falar é, também, uma forma de curar.

A Trama da Noite

​À medida que as sombras se alongarem, o sarau revelará suas múltiplas faces:

O Raciocínio e a Arte. O silêncio estratégico do Torneio de Xadrez às 19h contrastará com a intensidade dramática da peça A Chama, que iluminará o palco às 20h.

O Reconhecimento. Haverá um momento de pausa para a gratidão. A homenagem "Cuidando de quem cuida" e a premiação do Concurso Literário são os fios de ouro que tecem o reconhecimento do talento e da dedicação local.

O Desfecho em Verso. Para encerrar, a voz de Válber Meireles e a rima afiada do cordelista Gogó Pacheco transformarão a praça em um grande palco de celebração popular.

​Entre oficinas e exposições, o que se verá em Bom Jesus do Itabapoana é a materialização da arte que transforma. O Edital Sons e Letras cumpre seu destino: transformar o papel em vida, a nota em sentimento e a praça no maior livro aberto que a cidade já leu.

​Que as luzes da Portela brilhem intensamente, pois, quando a cultura se faz presente, a emoção é a única língua que todos sabem falar.


"O imortal KB 11", por Pedro Gonçalves Dutra

 

O saudoso Pedro Gonçalves Dutra e sua irmã Maria Apparecida Dutra 

Excelente articulista e exímio magistrado, meu velho amigo Antônio Sampaio Peres, que também se diz admirador de meu saudoso pai, em seu excelente artigo GOVERNO X CORRUPÇÃO faz referência ao extinto esposo de minha irmã Lúcia, citando fato referente a assuntos acontecidos em mesas de bar, e como meus sobrinhos ainda estavam em tenra idade quando do falecimento de seu pai, julgo-me no dever de alguns esclarecimentos para que seus filhos e meus sobrinhos tenham uma justa idéia da vida de seu pai.

​Longe de polemizar com o dublê de Desembargador e Juiz de Direito, queremos apenas traçar uma ligeira biografia de quem foi em vida LUIZ TEIXEIRA DE OLIVEIRA.

​Natural de Pirapetinga de Bom Jesus, nasceu Luiz Teixeira de Oliveira a 26 de maio de 1926, filho de Francisco Teixeira de Oliveira e Licorina Teixeira Lengruber, sendo o caçula dos filhos varões, dentre os quais destacou-se OLIVEIRO TEIXEIRA que foi prefeito municipal no período 63-67.

​Criado na zona rural, iria na adolescência servir ao glorioso Exército Nacional, no Rio de Janeiro, então capital do país, e ao retornar foi nomeado Agente de Estatística, tendo prestado inestimáveis serviços ao IBGE nas agências de Bom Jesus, Itaperuna e várias cidades de norte fluminense.

​Durante largo tempo prestou excelentes serviços ao Escritório de Contabilidade "ALMEIDA BORGES", que funcionava na Praça Governador Portela e posteriormente no Cartório do 2º Ofício.

​Em dezembro de 1956 contraiu núpcias com LÚCIA GONÇALVES DUTRA, neta do Cel. Pedroca (1º Intendente de Bom Jesus), filha de Antônio de Sousa Dutra, Patrono do Conselho Municipal de Cultura, advindo desta união: LAURA GONÇALVES DUTRA DE OLIVEIRA, exemplar funcionária do Banco do Brasil em Barra de São Francisco, onde colegas suas tombaram no cumprimento do dever em recente assalto àquela agência; DRª LUISA GONÇALVES DUTRA DE OLIVEIRA, enfermeira diplomada pela UFRJ, funcionária da UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE e o Ministério do Exército, onde exerce atividades no Hospital Central do Exército e TENENTE LUIZ ANTÔNIO DUTRA DE OLIVEIRA, oficial de nossa gloriosa Marinha de Guerra.

​Esse é o legado de Luiz Teixeira de Oliveira no brilho e na existência exemplar de seus filhos, meus queridos sobrinhos a quem nessas despretenciosas linhas presto minhas homenagens.

​Apesar de não ter nascido em Calçado terra de Desembargadores e ilustres juristas, LUIZ com os defeitos e virtudes da humana criatura foi um bom.

​E no mais, meu caro e ilustre amigo, deixemos que os mortos descansem em paz.

Nota de O Norte Fluminense: artigo enviado por Dona Maria Apparecida Dutra, por ocasião do centenário de nascimento de Luiz Teixeira de Oliveira

Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte - ES (30 anos) parabeniza Tino Marcos: A Grandeza do Jornalismo e da Alma Humana

 











 





















quinta-feira, 14 de maio de 2026

A mensagem de Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Bom Dia Repleto De Gratidão*


Algumas histórias precisam acabar para que novas possam surgir. 

A vida é um eterno aprendizado e todas as pessoas que passam por nós deixam algum ensinamento. 

*O amor é um ir e vir continuo*.

Hoje você passa, amanhã você dá passagem. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O I Encontro dos netos de José Reis e Maria Alice, por Fernanda Moraes de Almeida

 


No último dia 20/04 a família que descende dos bonjesuenses José Teixeira de Moraes e Maria Alice Borges de Moraes realizou um encontro na Fazenda Sacramento situada na Barra do Pirapetinga. 

O intuito do evento foi celebrar sua ancestralidade e mostrar aos mais novos um pouco de sua história. A família vem crescendo e atualmente conta com 98 membros entre filhos, netos, bisnetos e trinetos. 

Zé Reis e Maria Alice, como eram conhecidos, eram muito queridos por todos na cidade. Sua fazenda, importante produtora de arroz e gado de corte e leite gerou muitos empregos à região e as portas de sua casa estavam sempre abertas a quem precisasse, ou quem sabe só para um cafezinho e uma prosa boa.  

Atualmente a família ainda faz jus a herança de produtores agrícolas mantendo em pleno funcionamento uma roça de cacau, uma fábrica de polpas de frutas e um restaurante com pesque e pague que serve comidas típicas da culinária regional, como o lambari frito, moqueca de cascudo e ensopado de fruta pão. 

Muitos membros da família já não residem mais em Bom Jesus, por isso a importância de organizar um evento para amenizar as saudades e promover o encontro dos mais jovens e assim perpetuar esse vínculo afetivo tão necessário à preservação das memórias da família. Quem não conhece a própria história não valoriza quem abriu seus caminhos para chegarem aonde chegaram e corre o risco de cometer antigos erros por falta de conhecimento. 

Segue a árvore genealógica de ascendência direta atualizada em 2026. 

José Reis e Maria Alice 

Rubens Borges de Moraes 

- Maria Aparecida Magalhães de Moraes, filhos: Thadeu de Moraes Almeida, pai de Ana Pimentel Gomes de Almeida; Afranio Moraes de Almeida; e, Laura Maria de Moraes Almeida, mãe de João Miguel de Almeida Monteiro, Pedro José de Almeida Monteiro e Lavínia Maria de Almeida Monteiro. 

- Geralda Magalhães de Moraes, filhos: Amanda de Moraes do Carmo, mãe de: Ariel de Moraes do Carmo Oliveira, Artur de Moraes do Carmo Oliveira e Marino Silva de Oliveira Júnior; Aline de Moraes do Carmo; Rubens de Moraes do Carmo, pai de: Kauê Lucas Queiroz de Moraes, José Luiz  Queiroz de Moraes, Maria Teresa Queiroz de Moraes, Gianna Maria Queiroz de Moraes e Maria Madalena Queiroz de Moraes. 

- Ana Lúcia Magalhães de Moraes, filhos: Raphael José de Moraes Brandão, pai de: João Paulo Gama Brandão e Maria Alyce Gama Brandão; Leonardo de Moraes Brandão, pai de Allana Pascoal Brandão e Léo Jesus Pascoal Brandão; Lucas de Moraes Brandão, pai de: Fellype Resende; Domenik Resende Brandão, Isaque Resende Brandão e Isabely Resende Brandão 

- Flávio Magalhães de Moraes, filhos; Wallace Andrade de Moraes; Filipe José Andrade de Moraes, pai de Wallace Mariano de Moraes, Yuri Givigi de Moraes e Isis Vitória Abreu de Moraes; e Cecília Aparecida Andrade de Moraes. 

- Fabiano Magalhães de Moraes, filhos: Linda Karenn Zanardi de Moraes e Fabiano Rosa de Moraes.

- Renata Magalhães de Moraes 

Francisco Borges de Moraes 

- Rogério Leoni de Moraes, filhos: Pedro César Leoni Moraes e Giovana César Leoni Moraes. 

- Rafael Leoni de Moraes, filho: Fernando Arthur Leoni Moraes 

Maria Terezinha (faleceu bebê) 

Maria Francisca Borges de Moraes 

- Fernanda Moraes de Almeida, filhos: José Arthur de Almeida Fernandes e Maria Antônia de Almeida Fernandes. 

- Frederico Moraes de Almeida 

- Franciane Moraes de Almeida, filhos: João Pedro de Almeida dos Santos e Julia de Almeida dos Santos 

Paulo Borges de Moraes 

- Rodrigo Ribeiro de Moraes, filhos: Raquel Soares de Moraes e Davi Soares de Moraes 

- ⁠Elisa Ribeiro de Moraes, filhos: Gustavo de Moraes Boechat e Maria Júlia de Moraes Boechat 

- ⁠Alexander Ribeiro, filhos: Pedro Venâncio Ribeiro e Pietra Venâncio Ribeiro 

- ⁠Zeli de Oliveira França, filho: Filipe de Oliveira França 

- ⁠Valdenia Moura de Souza, filhos: Gabriel de Souza Alves, Breno de Souza Santos, Ádalis de Souza Santos 

Messias Borges de Moraes 

- Ellen Gomes de Moraes, filhas: Maria Eduarda Borges Gomes Rodrigues e Giovanna Borges Gomes Rodrigues 

- ⁠Daniel Gomes de Moraes, filhos: Ana Luísa Salaroli de Moraes, Rafael Borges Salaroli de Moraes e Julia Salaroli de Moraes

- ⁠Jean Gomes de Moraes, filhos: Gabriel Borges Alves de Moraes e Helena Borges Alves de Moraes

Emanuel (faleceu bebê)

José Antônio (faleceu bebê)

José Antônio Borges de Moraes




Bom Jesus do Norte em Xeque-Mate com o Mundo

 


Sob a liderança serena e eficiente do professor Fabio Souza Vargas, o CXBN, Clube de Xadrez de Bom Jesus do Norte ensina a dialogar com o som invisível da inteligência. 

No meio de casas claras e escuras, nasceu uma tradição que ultrapassa o simples jogo e transforma-se em identidade coletiva.

Crianças, jovens e adultos reúnem-se em noites xadrezísticas onde cada movimento parece ensinar mais do que estratégia: ensina convivência, disciplina, imaginação e respeito. O tabuleiro deixa de ser apenas madeira e peças; torna-se ponte entre gerações, abrigo cultural e celebração de um entretenimento saudável que acolhe todas as idades.

E assim, pouco a pouco, o xadrez tornou-se uma marca da cidade de Bom Jesus do Norte. Não apenas uma prática, mas um símbolo. Uma vocação que ganhou ainda mais brilho com as constantes visitas de Tino Marcos, o maior repórter esportivo brasileiro de todos os tempos, cuja presença ajudou a projetar nacionalmente essa pequena cidade que aprendeu a pensar grande através dos sessenta e quatro quadrados.

Há trinta anos Bom Jesus do Norte carrega em si essa característica rara: afirmar-se por meio de tabuleiros, relógios e peças que parecem possuir alma própria. Torres que vigiam sonhos, bispos que cruzam horizontes, cavalos que desafiam caminhos previsíveis, damas que irradiam força, reis que sustentam esperanças e peões que avançam, humildes e determinados, rumo a destinos maiores do que o ponto de partida.

Porque quando uma cidade se eleva através do xadrez, não cresce apenas em prestígio. Cresce em espírito. E toda vez que uma peça é movida em Bom Jesus do Norte, move-se também a certeza de que inteligência, cultura e comunidade ainda podem transformar o mundo.