sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ALTO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO NOVAMENTE ENTRE OS DESTAQUES NACIONAIS!

 


A ACEAN, Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Alto Noroeste do Estado do Rio de Janeiro parabeniza, com muito orgulho, os produtores  Cristiano de Oliveira, do Café Morro da, de Varre-Sai/RJ; Fábio Alves, do Café Dois Irmãos, de Santa Clara – Porciúncula/RJ e Fidelis Rodolphi, do Sítio Vai e Volta, de Varre-Sai/RJ, por estarem entre os 100 melhores cafés especiais do Prêmio Terra Brasil Café, promovido pelo Arábica Coffee Festival, um concurso nacional de cafés de qualidade.

Essa conquista é motivo de grande celebração para toda a nossa região. Ela demonstra, mais uma vez, que o Alto Noroeste do Rio de Janeiro produz cafés especiais de excelência, fruto da dedicação, do conhecimento, do cuidado com a lavoura e, sobretudo, da paixão dos nossos cafeicultores.

Cada reconhecimento nacional alcançado por nossos produtores fortalece não apenas suas propriedades, mas todo o território do Alto Noroeste do Rio de Janeiro, mostrando ao Brasil e ao mundo o potencial, a qualidade e a identidade dos nossos cafés.

"Recebemos essa conquista com muita alegria e orgulho. Ter três produtores do Alto Noroeste entre os 100 melhores cafés especiais de um concurso nacional demonstra a força e a qualidade da nossa cafeicultura. Fábio, Cristiano e Fidelis representam centenas de produtores que, com dedicação, conhecimento e perseverança, vêm construindo uma nova história para o café da nossa região. A ACEAN se orgulha de caminhar ao lado dos produtores e de contribuir para que o nosso café seja cada vez mais conhecido, reconhecido e valorizado. Parabéns aos três produtores e a todos os cafeicultores do Alto Noroeste do Rio de Janeiro, que fazem da nossa região um verdadeiro Paraíso dos Cafés Especiais.”

Parabéns, Fábio Alves, Cristiano de Oliveira e Fidelis Rodolphi!

Parabéns também a todos os produtores do Alto Noroeste do Rio de Janeiro, que diariamente trabalham para colocar nossa região entre os grandes territórios produtores de cafés especiais do Brasil.

ACEAN

Produtores organizados, cafés especiais reconhecidos.

Cine Monte Líbano: nas mãos de um visionário, a memória começa a despertar

 


Existem fotografias que registram mais do que uma paisagem. Na imagem do Monte Líbano, a caçamba diante do prédio e os materiais na calçada anunciam algo que o coração bonjesuense há muito desejava: o começo de um reencontro. Sob as letras que atravessaram décadas no alto da fachada, a esperança já tem sinais concretos.

Na quarta-feira, 30 de setembro, o Dr. Carlos Henrique Medeiros, sócio-proprietário da UniFAMESC, recebeu as chaves do Cine Monte Líbano e imediatamente deu início às obras de restauro. Entre receber as chaves e colocar o sonho em movimento, não deixou que o tempo se perdesse. Seu dinamismo trouxe à cidade essa alegria tão especial de ver uma promessa começar a ganhar corpo.

Uma chave cabe na palma da mão. Mas há chaves que carregam o peso e a beleza da história de um povo. As do Cine Monte Líbano abrem também as lembranças de quem ali se emocionou diante de uma tela, ouviu música, encontrou amigos ou guardou, no silêncio de uma sessão, o primeiro segredo de amor.

Ao recebê-las, o Dr. Carlos Henrique assumiu a possibilidade de devolver vida a um lugar que permanece profundamente vivo na memória de Bom Jesus do Itabapoana.

Ele pertence àquela estirpe rara de pessoas visionárias que pensam grande e agem de modo grandioso. Pessoas capazes de olhar para uma construção antiga e perceber tudo o que ainda pode frutificar dentro dela. Seu gesto revela disposição para realizar, coragem para investir e sensibilidade para reconhecer que o futuro de uma cidade também se constrói com o cuidado dedicado à sua história.

O Monte Líbano guarda muitas camadas desse afeto. Guarda o sonho de Merhige Hanna Saad, os encontros de gerações, a emoção do cinema e a presença de tantos bonjesuenses que fizeram daquele espaço uma extensão de suas próprias vidas. Restaurá-lo é tocar, com respeito, essas lembranças; é preparar uma casa onde novas gerações poderão construir as suas.

Com a atuação do Dr. Carlos Henrique e da UniFAMESC, Bom Jesus vive um momento magnífico de desenvolvimento econômico e vê crescer a esperança de fortalecimento de sua vida cultural e de valorização de seu patrimônio histórico. Educação, trabalho, memória e arte podem caminhar juntos, ampliando as possibilidades de uma cidade que tem tanto a oferecer.

Por isso, os primeiros sinais da obra comovem. Há poesia nessa movimentação. Cada material colocado à porta parece trazer um recado ao velho cinema: a cidade ainda precisa de você. Ainda há histórias a contar, talentos a acolher, encontros a celebrar.

Talvez quem passe hoje diante do Monte Líbano diminua o passo e levante os olhos até seu nome. Talvez se lembre de alguém, de um filme, de uma noite que parecia esquecida. E, ao perceber que o restauro começou, leve consigo uma alegria nova: a de saber que aquela lembrança poderá encontrar abrigo no amanhã.

Nas mãos de um visionário, as chaves recebidas na quarta-feira já começaram a abrir esse caminho.

E Bom Jesus acompanha, emocionada, o despertar de uma parte preciosa de sua alma.

Dr Carlos Henrique Medeiros 


UniFAMESC e Monte Líbano: onde Ismélia Saad e o ex-governador Roberto Silveira comemoraram o casamento


Monte Líbano: as paredes que guardam um amor e o amanhã de Bom Jesus



O edifício Monte Líbano é um dos prédios que atravessam os anos como quem guarda uma chama entre as mãos. Recebe a chuva, o sol, o silêncio, as mudanças da cidade e permanece. Dentro dele, o tempo deixa vozes, passos, esperanças. O edifício Monte Líbano, em Bom Jesus do Itabapoana, é um desses lugares em que a memória ainda respira.

Antes de pertencer às lembranças de tantas gerações, aquele prédio pertenceu a um sonho. Um sonho que trazia, no próprio nome, a distância e a saudade de outra terra. O libanês Merhige Hanna Saad ajudou a escrever sua história em Bom Jesus, onde constituiu família com Alzira Sauma Saad. E, em 1951, o Monte Líbano recém-construído abriu suas portas para a recepção do casamento de sua filha Ismélia com Roberto Silveira, que mais tarde seria governador do Estado.

Naquele dia, chovia muito.

A chuva foi tanta que impediu a chegada, a tempo, do fotógrafo que vinha do Rio de Janeiro. Não ficaram as fotografias da cerimônia e da festa. Restou um pequeno filme feito por Badger Silveira, e, sobretudo, a lembrança de quem viveu aquela felicidade.

É comovente pensar nisso: um acontecimento tão importante para aquela família e para a história bonjesuense sem o álbum que permitiria às gerações futuras percorrer os rostos, os abraços, os detalhes. Por isso o relato de Ismélia se tornou ainda mais precioso. Suas palavras nos dão o que a chuva não deixou fotografar.

No dia 19 de abril de 2014, o jornal O NORTE FLUMINENSE realizou uma entrevista histórica com a saudosa viúva de Roberto Silveira. O encontro aconteceu no palacete da Praça Governador Portela onde seus pais haviam vivido na década de 1950. Ali, onde a vida familiar também se entrelaçou à vida pública, funcionara a sede do governo estadual durante uma semana das Festas de Agosto de 1959 e de 1960, quando Roberto vinha a Bom Jesus acompanhado de sua comitiva.

Mas, naquela entrevista, a história abriu espaço para algo mais íntimo: a recordação de um amor.

E tudo começou com cadeiras na calçada.

Merhige e Alzira conversavam com Boanerges e dona Biluca, pais de Roberto. As famílias eram vizinhas, e a convivência tinha a simplicidade dos encontros à porta de casa. Enquanto os adultos partilhavam as horas, dona Biluca alimentava uma esperança e dizia ao filho que a vizinha era gente boa.

O destino, porém, demorou a apresentar os dois. Ismélia estudava num internato de freiras em Campos; Roberto morava em Niterói. As férias dela e as visitas dele pareciam desencontrar-se de propósito.

Até que veio um baile da Rainha da Festa de Agosto, no antigo Colégio Pereira Passos, hoje Colégio Estadual Governador Roberto Silveira.

Roberto a convidou para dançar. Entre um passo e outro, perguntou sua idade, quis saber se tinha namorado e anunciou que pediria ao pai dela autorização para namorá-la. Ismélia se assustou. Na lembrança daquele diálogo, ainda podemos perceber a moça de dezessete anos, que não informara a idade, dividida entre a alegria do encontro e o receio da reação paterna.

Depois vieram as cartas, entregues por intermédio de Déia Tavares, e as conversas pelo posto telefônico de Inah Borges, marcadas com antecedência. Era preciso esperar para ouvir a voz amada. Era preciso confiar a saudade ao papel.

Na primeira resposta, Ismélia pediu ajuda à tia Alvina. Roberto percebeu e escreveu que havia gostado da carta, mas desejava que, na próxima, ela mesma escrevesse. Queria encontrar, naquelas linhas, a voz de Ismélia.

O noivado foi celebrado com guaraná e bombons Sonho de Valsa, os favoritos de Boanerges. A delicadeza desse detalhe sobrevive aos anos: uma família reunida, uma taça servida, um doce escolhido com carinho. A grande história também se faz dessas pequenas ternuras.

E então chegou o casamento. Chegou a chuva. Chegou a festa no Monte Líbano.

Hoje, ao sabermos que o prédio foi adquirido pela UniFAMESC, sentimos que uma nova esperança atravessa suas portas. É magnífico o gesto de uma instituição de ensino que investe na cultura e no resgate da grande história de Bom Jesus do Itabapoana. Há uma profunda responsabilidade nesse encontro entre educação e memória: oferecer às novas gerações a oportunidade de conhecer o chão em que vivem, os sonhos que receberam e as pessoas que os tornaram possíveis.

Naqueles espaços, o aprendizado poderá ganhar a companhia da emoção. Um jovem poderá descobrir que ali se celebrou o casamento de Ismélia e Roberto. Poderá imaginar as cartas, o baile, as famílias na calçada. E compreender que os nomes inscritos na história foram também pessoas que esperaram uma resposta, sentiram saudade e sonharam com uma vida a dois.

O Monte Líbano merece esse reencontro com a cidade. Merece portas abertas, vozes, música, cultura. Merece que sua história seja contada com o cuidado de quem recebe uma herança preciosa e deseja entregá-la viva aos que virão.

A chuva de 1951 impediu as fotografias, mas não apagou a festa. Décadas depois, Ismélia ainda a guardava consigo.

Agora, Bom Jesus tem diante de si a possibilidade de guardar e renovar essa memória. Que o gesto da UniFAMESC frutifique em conhecimento, encontros e realizações. Que o velho prédio volte a acolher os sonhos de sua gente.

E que, ao entrar no Monte Líbano, cada bonjesuense possa sentir a emoção de chegar a um lugar onde o passado ainda nos reconhece, e onde o futuro começa a encontrar morada.

Edifício Monte Líbano construído pelo libanês Merhige Hanna Saad


Palacete onde viveram o libanês Merhige Hanna Saad e sua esposa, Alzira Sauma Saad, local da entrevista histórica 


Marian Saad Sauma, Maria Cristina Saad Gomes, Olga Borges Saad, André Luiz Ribeiro, Gino Martins Borges Bastos e Ismélia Saad Silveira, viúva do governador Roberto Silveira: entrevista histórica para O NORTE FLUMINENSE, no dia 19 de abril de 2014


Bossa Nova de Cafeteria


 


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Música Instrumental


 

BEAUTY OF THE WORLD!


 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O Uzbequistão Recompensa os Seus Heróis do Xadrez!


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O Uzbequistão homenageou os seus campeões após a sua vitória histórica na 46.ª Olimpíada de Xadrez da FIDE de 2026, em Samarcanda. Cada membro da equipa Open vencedora da medalha de ouro - Nodirbek Abdusattorov, Javokhir Sindarov, Nodirbek Yakubboev, Shamsiddin Vokhidov e Mukhiddin Madaminov - receberá 200 000 dólares, uma casa e um Volkswagen Teramont Pro.

​O Estado também distinguiu os jogadores com honras nacionais. Javokhir Sindarov recebeu a Ordem "Fidokrona xizmatlari uchun", enquanto Nodirbek Abdusattorov, Nodirbek Yakubboev e Shamsiddin Vokhidov foram nomeados "Atletas Homenageados da República do Uzbequistão". Mukhiddin Madaminov recebeu o título "Oʻzbekiston iftixtori" (Orgulho do Uzbequistão).

​A equipe de para-xadrez medalha de bronze - Kimsanboev, Shayusupov, Zaynidinov, Mamarajabov e Kakishova - receberá cada um 50 000 dólares, uma casa e um carro. Todos os cinco também foram galardados com a Ordem "Mardlik" (Coragem).

​Os treinadores Rustam Kasimdzhanov e Samandar Shermuhammadov receberam cada um um carro e o título de "Treinador Desportivo Homenageado da República do Usbequistão".

​Uma forma notável de celebrar os campeões de xadrez do Uzbequistão!