segunda-feira, 15 de junho de 2026

Honra e Glória ao Dr José Antônio Rangel!

 

O Brilho dos Noventa Anos



​Na moldura simples de um dia comum, o tempo abriu espaço para a reverência.

Não é todo dia que noventa janeiros se somam, deixando rastros de dignidade, trabalho e essência.

​Pelas mãos de André Luiz, o afeto se faz documento, uma folha de papel que carrega o peso da história.

O Instituto de Menores Roberto Silveira e o jornal O Norte Fluminense unem-se em coro para cantar essa glória.

​Olhares que cruzam gerações com serenidade, o sorriso de quem plantou e hoje vê o fruto.

Dr. José Antônio Rangel, o seu caminhar é farol, um exemplo vivo que orgulha a todos nós, em absoluto.

​Que a vida continue a tecer seus dias com linhas de ouro, celebrando o ontem, honrando o agora. Pois noventa anos não são apenas o passar do tempo... São o mais puro e belo certificado de uma linda trajetória.




Da conquista de novos mundos à busca por likes

 


O jovem sempre foi aventureiro, talvez pelo excesso de energia, talvez pela falta de prudência. Ao longo da história, esse espírito aventureiro foi canalizado para diferentes finalidades. Na Antiguidade, os jovens participavam de caçadas e de competições como as Olimpíadas gregas, que buscavam o equilíbrio entre corpo e mente. Na Idade Média, muitos serviam nos exércitos de seus senhores, participavam das Cruzadas ou dos torneios e cavalhadas. Na Era Moderna, lançaram-se aos descobrimentos de novas terras e, mais recentemente, à conquista do espaço.

Também encontramos exemplos desse espírito de aventura no campo religioso. Jovens como Santo Antônio, o rico Fernando de Bulhões, Santo Inácio de Loyola, São José de Anchieta e Santa Teresa de Calcutá canalizaram sua coragem e disposição para as coisas santas e para a conquista das almas para Deus. No campo da ciência e da invenção, tivemos Santos Dumont, que ajudou a transformar o sonho de voar em realidade. Em nossa região cafeeira, podemos lembrar o paulista Evaristo Conrado, inventor da máquina de pilar café, além de tantos outros homens e mulheres que contribuíram com sua criatividade e trabalho.

Temos ainda os desbravadores e colonizadores italianos que ajudaram a construir nossas comunidades. Eram pessoas corajosas, mas também prudentes e profundamente marcadas pela fé.

No entanto, observa-se atualmente algo preocupante em parte da juventude: uma aparente falta desse espírito guerreiro voltado para causas maiores. Quando ele se manifesta, muitas vezes é direcionado para a busca da fama pessoal, da exibição e da satisfação do próprio ego, em vez de estar a serviço da religiosidade, da comunidade ou do bem comum.

O recente caso da jovem paulista ilustra essa reflexão. O episódio parece ter sido motivado pelo desejo de ganhar visibilidade nas redes sociais por meio da prática de algo considerado inédito ou impressionante. Particularmente, questiono até mesmo a classificação de certas atividades radicais como esportes. Tradicionalmente, o esporte envolve regras bem definidas, treinamento, competição e a busca do aperfeiçoamento físico e mental. Nesse sentido, atividades como o rope jump aproximam-se mais de uma prática de risco do que de um esporte propriamente dito.

O que mais chama a atenção no caso é que, apesar da presença de várias pessoas envolvidas, ninguém percebeu a ausência do elemento mais importante: a corda devidamente presa. Nem mesmo a jovem, talvez concentrada na repercussão que o feito teria em suas redes sociais, atentou para esse detalhe fundamental.

Esse acontecimento nos leva a uma reflexão necessária: qual é o limite da busca por curtidas, visualizações e reconhecimento nas redes sociais? Até que ponto vale a pena correr riscos para obter alguns segundos de fama? São perguntas que merecem ser feitas, especialmente aos jovens brasileiros, que precisam redescobrir formas mais nobres, úteis e duradouras de canalizar seu natural espírito de aventura.

Essa versão mantém sua linha de raciocínio, mas com um tom mais jornalístico e reflexivo, tornando a argumentação mais consistente.

(Isabel Menezes - professora e historiadora)

Os 90 anos de José Antônio Rangel



Dr. José Antônio Rangel: 90 anos de uma vida dedicada à família, aos amigos e a Bom Jesus

Arquivo 


Neste 15 de junho, Bom Jesus do Itabapoana celebra os 90 anos de uma de suas figuras mais respeitadas e tradicionais da vida pública: o dr. José Antônio Rangel. Nove décadas de uma trajetória marcada pelo trabalho, pela dedicação à comunidade e pelo compromisso com o desenvolvimento de sua terra adotiva. O tempo, que transforma paisagens e gerações, encontrou em José Antônio um homem fiel aos valores que sempre nortearam sua caminhada: a família, a amizade e o serviço ao próximo.

Nascido em Apiacá, no Espírito Santo, filho de Miguel Cordeiro Rangel e Maria da Penha Almeida Rangel, viveu a infância entre os ensinamentos da professora Nair Teixeira Melo, na Fazenda Batalha, e os sonhos que o levariam aos estudos no Colégio Rio Branco e, posteriormente, à formação em Direito, em Cachoeiro de Itapemirim. Em 1959, uniu sua vida à de Nancy Carlota de Oliveira Rangel, construindo uma família que se tornou seu maior patrimônio, perpetuada nos filhos, netos e nas lembranças daqueles que partiram, mas permanecem vivos na memória afetiva.

Ao longo de décadas, exerceu quatro mandatos como vereador e ocupou importantes funções na administração municipal, sempre guiado pelo idealismo e pela busca do progresso de Bom Jesus do Itabapoana. Chefe de Gabinete, presidente do SAAE, secretário de Administração e colaborador de diferentes governos, deixou sua contribuição em diversas áreas da vida pública. Também ajudou a escrever a história do Lions Club local, entidade da qual foi fundador e presidente por duas vezes.

Há alguns anos, comemorou seu aniversário em uma celebração memorável na histórica Fazenda São Jorge, cercado por familiares, amigos e companheiros de jornada. Na ocasião, ao ser questionado sobre seus planos para o futuro, respondeu com a simplicidade dos homens verdadeiramente grandes: “continuar a viver para a família, para os amigos e para a nossa sociedade”.

Aos 90 anos, dr. José Antônio Rangel segue como uma referência de dignidade, cordialidade e espírito público. Sua história confunde-se com a própria história recente de Bom Jesus do Itabapoana, e sua presença continua sendo um testemunho vivo de dedicação e amor à terra que ajudou a construir. Que a vida lhe conceda ainda muitos anos de saúde, serenidade e reconhecimento.

Arquivo



Italian Vibes


 

domingo, 14 de junho de 2026

Santo Antônio: uma devoção que atravessa gerações em Varre-Sai




Santo Antônio é um dos santos mais amados pelos varre-saienses. Essa devoção foi trazida pelos imigrantes italianos que colonizaram nossa região e permanece viva até os dias de hoje.

No município existe uma igreja dedicada a esse grande taumaturgo, localizada na comunidade de Jacutinga. Sua construção está ligada a um milagre atribuído à intercessão de Santo Antônio, e a imagem que ocupa o altar principal veio diretamente da Itália, fortalecendo ainda mais os laços entre a fé dos colonizadores e a história local.

Nos primeiros anos do ministério do padre Antônio Alves de Siqueira em Varre-Sai, a atual Rua Santo Antônio era conhecida como "Buraco Quente". A região era afastada do centro da cidade e bastante isolada. Sensível à realidade daqueles moradores, o sacerdote procurou estreitar os laços entre a comunidade e a paróquia, especialmente na festa de Santo Antônio.

Todos os anos, após celebrar a Santa Missa na Matriz e benzer os tradicionais pães de Santo Antônio, padre Antônio convidava os fiéis para uma procissão até a Rua Santo Antônio. Crianças, jovens, adultos e idosos percorriam as ruas escuras da cidade, rezando o Terço de Nossa Senhora e entoando cânticos em honra ao santo.

Entre os hinos mais conhecidos estava este refrão:

"Graças mil sejam dadas na terra

a Jesus, nosso amado Senhor.

Se o demônio nos faz atroz guerra,

Santo Antônio é da paz o penhor.

Invocai com fervor Santo Antônio,

se milagres na terra esperais;

ele vence o furor do demônio

e defende do mal os mortais."

Ao chegarem à Rua Santo Antônio, os fiéis distribuíam os pães bentos e todos recebiam a bênção do sacerdote, transformando aquele momento em uma verdadeira manifestação de fé, fraternidade e solidariedade.

Outra tradição muito difundida em Varre-Sai era a recitação do Responsório de Santo Antônio, especialmente para ajudar a encontrar objetos perdidos. Algumas pessoas eram conhecidas por essa prática, como dona Maria, esposa do senhor Zé Vico. Quando alguém perdia algo de valor, procurava-a e pedia que ela "responsasse", isto é, que rezasse o Responsório de Santo Antônio por aquela intenção.

Muitas pessoas testemunhavam que, após a oração, os objetos desaparecidos eram encontrados. O responsório era tão respeitado pela religiosidade popular que nem todos se consideravam aptos a rezá-lo. Essa crença, porém, fazia parte da tradição popular e não de um ensinamento oficial da Igreja, que sempre ensina que qualquer pessoa pode recorrer com fé à intercessão dos santos.

A devoção a Santo Antônio também faz parte da história da minha própria família. A família de meu pai era profundamente devota do santo. Tenho uma tia, já falecida, que se chamava Maria Antônia, e um tio também falecido, chamado Antônio, nomes que testemunham o carinho e a confiança depositados na proteção do santo.

Guardo comigo, com muito carinho, um antigo livro sobre Santo Antônio, publicado no início do século passado, que pertenceu à minha tia Maria Antônia. Mais do que um livro, ele representa um elo precioso entre gerações unidas pela mesma fé. 

Este ano fiz um livro infantil da coleção Curiosidades dos Santos de maior devoção em Varre-Sai, com curiosidades sobre Santo Antônio e ficou muito bom para crianças e adultos que gostam de ler e colorir.

Recordo-me  que, todos os anos, meu pai levava pães para serem benzidos na igreja e depois distribuídos aos fiéis, mantendo viva uma tradição que atravessou décadas. Hoje, com emoção e gratidão, continuo fazendo o mesmo, perpetuando um gesto simples, mas carregado de significado e devoção.

Hoje fiquei muito feliz ao receber também uma foto de meu irmão Pe. José Ronaldo, benzendo pães em Campos onde exerce seu ministério sacerdotal e a foto está inserida também desta postagem.

Eis o início do  tradicional Responsório de Santo Antônio, conhecido por gerações de católicos:

"Se milagres desejais,

recorrei a Santo Antônio;

vereis fugir o demônio

e as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,

rompe-se a dura prisão,

e no auge do furacão

cede o mar embravecido."

A devoção a Santo Antônio continua viva no coração do povo de Varre-Sai, especialmente em Jacutinga, onde sua história se confunde com a própria história da comunidade. Ela permanece presente nas procissões, nos pães bentos, nas orações, nas famílias e nas lembranças transmitidas de pais para filhos.

Viva Santo Antônio de Lisboa!

Viva Santo Antônio de Pádua!

Viva Santo Antônio de Varre-Sai!

Viva Santo Antônio de Jacutinga!

(Isabel Menezes é professora e historiadora)

FOTOS: Bênção dos pães e Varre- Sai pelo pe. José Carlos, bênção dos pães em Campos pelo pe. José Ronaldo, capa do livrinho infantil Curiosidades sobre Santo Antônio e igreja de Santo Antônio em Jacutinga/Varre-Sai.





Studio TM Reescreve a Aristides Figueiredo: Um Farol de Saúde e Respeito

 


Há esquinas que carregam o peso do tempo, como páginas rasgadas de um livro que a cidade preferia esquecer. Na rua Aristides Figueiredo, um antigo endereço já foi o epicentro de noites densas. Ali, onde o som alto tentava abafar os vazios da alma e as algazarras traduziam os conflitos de quem buscava esquecimento no fundo de um copo, morava a desordem. O eco daquele velho bar era o manifesto de uma humanidade que se desencontrava de si mesma entre paredes gastas.

​Mas o tempo, esse mestre sutil, guarda seus próprios mistérios. Onde antes se cultivava a estagnação mascarada de ruído, operou-se uma espécie de alquimia urbana. Pelas mãos de Thiago Moreno Ribeiro e de sua esposa Cristiane, o caos pediu licença à ordem. Nascia ali o Studio TM Fitness.

​Não se trata de erguer paredes ou enfileirar esteiras e pesos reluzentes. Trata-se de uma transmutação sagrada: o lugar que outrora acolhia a dispersão do ser humano, hoje recolhe os seus pedaços para fundar a vida.

​Olhar para as paredes do Studio, onde cartazes em vermelho vivo gritam "Acredite", "Suporte as dores, aprecie os ganhos" e "Só você pode mudar a sua vida",  é compreender que o corpo ali esculpido é apenas o reflexo de uma arquitetura interna muito mais profunda. Thiago e Cristiane não criaram uma academia convencional, dessas onde as pessoas se tornam apenas números em busca de métricas frias. Construíram um templo. Um espaço de resgate onde a singularidade de cada um é recebida com a dignidade litúrgica que o mundo lá fora teima em negar.

​Quem cruza aquele portal em busca de suor, encontra, na verdade, um porto. Em pouco tempo, os olhares já mudaram. Há uma altivez nova no caminhar dos que ali frequentam, um respeito próprio que floresce no silêncio concentrado entre uma repetição e outra. É o milagre cotidiano de ver o cansaço físico transformar-se em repouso para o espírito.

​O Studio TM Fitness surge, assim, como um farol revolucionário. Ele não apenas acompanha o palpitar de desenvolvimento econômico que redesenha Bom Jesus do Itabapoana, mas antecipa e molda a sua evolução espiritual. Mostra que a verdadeira força não reside na explosão do conflito, mas na constância silenciosa do autocuidado. Onde o barulho da noite findou, hoje ecoa o hino vitorioso da superação.








A velhice não aceita despreparo, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*A velhice não aceita despreparo.*


Quem chega a ela sem autonomia sente o peso da dependência. Prepara-se.Tenha segurança, um teto seu e recursos para viver com dignidade. Seja leve: menos poses, mas paz.


Quanto mais coisas acumulamos, mais elas exigem de nós. A arte de viver está nas coisas simples: dormir bem, comer com prazer, rir com liberdade e não se deixar dominar pelas preocupações. 


Lembre-se: nada neste mundo é realmente nosso. E quanto menos nos apegamos às coisas, mais livres nos tornamos. A verdadeira prisão é o apego. A liberdade começa quando aprendemos viver com o essencial. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*