domingo, 27 de setembro de 2026

O QUE REALMENTE NOS PERTENCE, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*O QUE REALMENTE NOS PERTENCE.*


Passamos a vida querendo guardar tantas coisas, mas, no fundo, quase nada nos pertence. Nem o tempo, nem as pessoas, nem os dias que ainda virão. O que realmente fica são os momentos vividos, o amor que deixamos e as lembranças que construímos pelo caminho. Porque a verdareira riqueza está naquilo que o coração consegue guardar.


Que a vida nunca tire a bondade do nosso coração. Que, mesmo encontrando pessoas frias, situações injustas e dias difíceis, a gente continue escolhendo fazer o bem. Que as decepções não mudem quem somos e que os desafios nunca nos façam perder a nossa essência. Porque, no fim, o que realmente nos fortalece é carregar um coração em paz e uma consciência limpa. É isso que nos faz seguir mais leves.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Quando o paraíso visita o Monte Calvário

 



No alto do Monte Calvário, onde os olhos alcançam Bom Jesus quase inteira e a cordilheira de morros desenha os contornos do Vale do Itabapoana, uma casa de quatro pavimentos abriu hoje suas portas para receber aquilo que nenhuma construção, por mais imponente que seja, pode comprar: a presença da família.

Ali se reuniram três irmãos, um cunhado e um sobrinho, no gesto singelo e profundamente humano de resgatar a tradição dos encontros familiares. Oito cães guarnecem a residência, mas seria injusto chamá-los apenas de guardiões: circulam entre as pessoas com a intimidade dos que também pertencem à família e conhecem, pelo afeto, cada voz e cada silêncio da casa.

A música gospel ecoa pelos pavimentos, atravessa janelas e varandas e parece alcançar as montanhas. Suas mensagens de fé e esperança encontram correspondência na própria paisagem, como se o céu, a música e a família participassem da mesma celebração. Do alto, Bom Jesus se estende diante dos visitantes, abraçada pelos morros que formam o vale e protegem a cidade como antigas sentinelas.

Não foi por acaso que, em 1899, Padre Mello escolheu o Monte Calvário para iniciar a construção da Capela do Cristo Rei. Erguida em posição privilegiada, ela parece olhar para tudo e por todos: para as casas, as ruas, as famílias e os sonhos que atravessam as gerações. Hoje, uma bonita praça e uma quadra anexa ao CEI Amelinha integram o conjunto de melhorias realizadas pelo poder público, conferindo nova vida a esse espaço histórico e espiritual.

Os anfitriões desse reencontro são Maria Aparecida de Sousa dos Santos Cardoso, advogada e professora, e seu esposo, Francisco Cardoso, o conhecido Chico Artesiano, cuja profissão de construir poços parece carregar também um belo simbolismo: ele busca nas profundezas da terra a água que sustenta a vida.

Ao redor da mesa e das lembranças estavam também as irmãs de Aparecida, Cristiani Vieira de Souza e Alcione Vieira de Souza, esta acompanhada do esposo, o comerciante Alciano da Silva Moledo. Completava o encontro o sobrinho Diego Vieira da Silva, servidor público da área da saúde, que definiu aquela reunião com uma palavra carregada de memória: “nostálgica”.

Mas a nostalgia daquele dia não significava tristeza. Era a saudade convertida em presença; o desejo de recuperar o tempo em que as famílias se reuniam sem pressa, compartilhavam histórias, repartiam o alimento e reconheciam umas nas outras a continuidade de sua própria existência.

Há também nessa família uma história de progresso econômico construído pelo trabalho, pela perseverança e pelos próprios méritos. Não é apenas a casa que se elevou em quatro pavimentos: elevaram-se igualmente as condições de vida, a consciência do valor da família e, sobretudo, a espiritualidade de seus integrantes. Ao mesmo tempo, o espaço público ao redor se transformou, revelando que o progresso material pode caminhar ao lado da fé, da convivência e do bem-estar coletivo.

Naquela casa, no alto do Monte Calvário, tudo parecia estar em seu devido lugar: a paisagem diante dos olhos, a música alimentando a alma, os cães acompanhando os passos e a família novamente reunida. E, quando o ambiente físico se harmoniza com o afeto familiar, quando a prosperidade encontra a gratidão e a fé se transforma em esperança, temos a impressão de que o paraíso não está tão distante.

Talvez, por algumas horas, ele tenha escolhido morar ali.












Dion

 


Multidão festeja a histórica vitória do Uzbequistão na Olimpíada de Xadrez. Veja os vídeos e ouça a música que embala a celebração!

 

A câmera focaliza em um dos videos, Sindarov, do Uzbequistão, na primeira fila de tabuleiros, e Gukesh, da Índia, atual campeão mundial, na segunda. Ambos disputarão o título mundial em dezembro







The Dovells


 

O Menino de Samarcanda que levou o Uzbequistão para a Glória


Madaminov Escreve o Nome do Uzbequistão na Eternidade





Samarcanda, capital mundial do xadrez,  amanheceu sabendo que aquele não seria um domingo qualquer. Sob o céu antigo da cidade atravessada por caravanas, impérios e sonhos, quatro tabuleiros guardavam o destino de uma nação. Na última rodada da 46ª Olimpíada de Xadrez, o Uzbequistão enfrentava a poderosa Ucrânia. De um lado, a tradição e a experiência; do outro, a juventude que aprendeu a não temer os gigantes.

O país inteiro parecia reunido ao redor das 64 casas. Cada lance carregava o peso da esperança; cada silêncio escondia milhares de corações acelerados. O Uzbequistão jogava em casa, diante de seu povo, mas também diante da História.

Foi nesse cenário que surgiu Mukhiddin Madaminov.

Apenas 19 anos. Um jovem Grande Mestre diante de uma responsabilidade imensa. No outro lado do tabuleiro estava o ucraniano Roman Dehtiarov, adversário resistente, representante de uma escola enxadrística respeitada em todo o mundo. Madaminov conduzia as peças brancas e escolheu a Abertura Espanhola, como se abrisse uma longa estrada entre Samarcanda e a eternidade.
Durante 48 lances, ele precisou reunir cálculo e coragem, técnica e serenidade. Não jogava apenas por si. Em cada movimento estavam seus companheiros, seus treinadores, as crianças que aprendem xadrez nas escolas uzbeques e uma multidão que sonhava contemplar sua bandeira no lugar mais alto do pódio.

Madaminov avançou sem precipitação. Construiu sua posição como os antigos arquitetos de Samarcanda erguiam suas cúpulas: peça por peça, linha por linha, com paciência, beleza e precisão. Quando a vitória finalmente se revelou sobre o tabuleiro, não foi apenas o rei adversário que se rendeu. O próprio tempo pareceu inclinar-se diante daquela geração.

O ponto de Madaminov foi decisivo. O Uzbequistão venceu a Ucrânia por 2,5 a 1,5 e assegurou o título da Olimpíada de Xadrez de 2026. Em sua própria terra, diante de sua gente, o país voltou a conquistar o ouro e tornou-se bicampeão olímpico, repetindo a glória alcançada em Chennai, em 2022.

Nos demais tabuleiros, as batalhas foram igualmente duras. A Ucrânia trazia a experiência de nomes como Vasyl Ivanchuk e Igor Kovalenko. Mas os uzbeques não se deixaram intimidar. Jogaram com a maturidade de quem conhece a própria força e com a tranquilidade de quem compreendeu que a coragem não significa ausência de medo, mas capacidade de avançar apesar dele.

Nodirbek Abdusattorov, Javokhir Sindarov, Nodirbek Yakubboev, Shamsiddin Vokhidov e Mukhiddin Madaminov formaram muito mais do que uma equipe. Transformaram-se no retrato de uma nova escola: jovem, disciplinada, teoricamente preparada e extraordinariamente unida. Uma geração que respeita as potências tradicionais, mas já não se curva diante delas.

Ao longo da Olimpíada, o Uzbequistão venceu batalhas memoráveis. Superou os Estados Unidos por 2,5 a 1,5; derrotou a Armênia por expressivos 3,5 a 0,5; resistiu às pressões da Índia, da China e das grandes seleções europeias. Quando chegou a hora derradeira, não se escondeu atrás dos critérios de desempate. Procurou a vitória, e a encontrou nas mãos firmes de Madaminov.

Quando Roman Dehtiarov abandonou a partida, as peças permaneceram imóveis sobre o tabuleiro. Mas, fora dele, tudo se movimentou: bandeiras foram erguidas, aplausos romperam o silêncio e lágrimas correram pelos rostos de um povo que viu sua juventude conquistar o mundo.

Naquele instante, Mukhiddin Madaminov deixou de ser apenas o talentoso jogador do quinto tabuleiro. Tornou-se o jovem que acendeu a última estrela no céu de Samarcanda.
A antiga cidade da Rota da Seda ganhou uma nova rota: a rota dourada do xadrez uzbeque. Por ela caminham meninos que aprenderam cedo a calcular variantes, enfrentar tempestades e acreditar que nenhum adversário é invencível. São jovens na idade, mas antigos na sabedoria do tabuleiro.

O Uzbequistão é novamente campeão.

E, quando os livros contarem a história dessa conquista, haverá uma página reservada para a manhã em que um rapaz de 19 anos, conduzindo as peças brancas, realizou 48 movimentos em direção à eternidade.

Seu nome é Mukhiddin Madaminov.

O menino de Samarcanda moveu uma peça.

E uma nação inteira alcançou o ouro.


Entrada do Centro Internacional de Exposições da Rota da Seda, onde ocorreu a Olimpíada 





- A Lua da Flor do Café -

 


Em 26 de setembro, na hora da Ave-Maria, tivemos a Lua da Colheita.

O nome surgiu na Europa, quando, durante o período da colheita no outono, a Lua cheia aparecia no céu logo após o pôr do sol, iluminando as noites e proporcionando aos agricultores mais tempo para o trabalho.

No Brasil, essa bela Lua cheia, por estar próxima do equinócio de primavera, pode ganhar um significado especial: Lua da Primavera.

E aqui, em Varre-Sai, a Capital Estadual do Café, por que não chamá-la de Lua da Flor do Café? 

Ontem, Saturno também estava acompanhando a Lua no céu, tornando a noite ainda mais especial.

Na hora da Ave-Maria, foi interessante olhar para o céu. Contemplar a Lua da Flor do Café e fazer uma prece pela nossa colheita.

Que a luz da Lua doure nossos cafezais espalhando as bençãos de Deus para as mãos que trabalham na terra, trazendo prosperidade, fartura e uma boa colheita a todos os produtores de café.

 Que a Lua da Flor do Café ilumine nossos cafezais e nossas esperanças!

🙏 Ave-Maria, cheia de graça...

Isabel Menezes - professora e historiadora