sábado, 21 de março de 2026

Velhos Tempos, Belos Dias, por Rogério Loureiro Xavier

 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem."*


*"Velhos Tempos, Belos Dias."*


*"A gente brincava na rua, sem medo, e a gente se virava com muito pouco – umas latinhas vazias, algumas bolinhas de gude, um pedaço de corda... a gente era feliz por dentro, não importando a riqueza lá de fora..."*


*"Porque a gente guarda o que alimenta o coração. Porque a gente leva junto do peito quem compartilhou alegria conosco, mesmo que por pouco tempo. É assim, afinal, que a gente se recarrega diariamente e continua seguindo, em busca de ser feliz, na esperança de reviver tudo o que deixou o nosso caminho mais iluminado."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

sexta-feira, 20 de março de 2026

"Simplesmente viva e dedique-se a felicidade 🌹", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Simplesmente viva e dedique-se a felicidade 🌹"*


Às vezes seguimos em frente porque sabemos que é preciso continuar. Mas isso não significa que esquecemos. Algumas pessoas permanecem dentro da nossa memória para sempre, porque fizeram parte de momentos que marcaram profundamente a nossa história. 


*"Quando a vida te der alguém especial, não pergunte quanto tempo vai durar! Só aproveite cada segundo e seja feliz..."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

quinta-feira, 19 de março de 2026

Perda não é bom... mas faz parte da vida!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Perda não é bom... mas faz parte da vida!"*


Perder alguém que amamos é aprender a viver com um silêncio que grita, com uma ausência que pesa e com uma saudade que nunca tira férias. 


A pessoa se vai, mas deixa pedaços dela em tudo: nas lembranças, nos lugares, nas músicas, nos pequenos hábitos do dia a dia. E, mesmo com o tempo passando, há dias em que a dor volta como se fosse a primeira vez.


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Mulheres, Manhãs e Pincéis

 

A escritora bonjesuense Jandira Xavier Moreira desponta no cenário nacional com seu livro “Uma Professora no Amazonas: o Rio Voador”, conquistando leitores com a força e sensibilidade de suas crônicas, como a que segue.


Jandira Xavier Moreira

A empresária voltava da universidade no final da manhã,caminho rural já conhecido por suas viagens de sábado: fazendas, matas, animais da terra, árvores, bibelôs da penteadeira da vovó, fascinação. Na metade do caminho ela viu uma mulher um pouco mais jovem pedindo carona em frente a um posto de gasolina. Manobrou o carro e abriu a porta para que a outra entrasse.

“Boa tarde”. “Oi, entra.” “Prefiro ir no banco de trás se a senhora não se importa”, o que surpreendeu a motorista. 

Essa brincou dizendo que não era tão má motorista assim. 

A resposta chegou simples: não, senhora, não posso sentar com você. Como? “Sou mulher da vida”. Houve um instante de confusão. “O que a incomoda?”. Ora! A “senhora” aqui também é mulher da vida sou mulher da vida. Sobe aí, vai. A moça insistiu: senhora não está entendendo. Não importa. Sente aqui comigo, é bom ter companhia na estrada. Um passeio de vinte minutos, onde a sororidade -empatia e solidariedade- substituem costumes e conceitos.

Conversaram sobre a variedade de verde nas montanhas, o cheiro do campo, as vantagens de quem vive ali. Trivialidades. Vinte minutos com uma mulher da vida - ou, talvez, consigo mesma. A singularidade das duas se encontrou como se fossem amigas há muitos anos. O ontem e o amanhã não pertence a esse encontro. Quem sorriu também foi a estrada -doce figura da ilusão - Ela é indiferente. Sua totalidade basta-se. Apenas vontade de enfeitar fotograficamente a mulher, a natureza e o nós. A paisagem apenas está ali. Perfeita, completa, com seus cheiros e cores, o calor do asfalto e os buracos na estrada.

O vento quente da manhã atravessava a relva, o cheiro da mata acompanhava o caminho e as luzes do sol da manhã brincavam de esconde-esconde. Uma pintura de Renoir, luz e cor, pincéis ágeis para capturar a essência e simplicidade que nela é contida. Instantes, claridades, paz; fugazes e fugidias, exibindo-se.

Por alguns minutos, simples alegria de estar quase em casa depois de semana cansativa. Quem sorriu também foram a estrada e seus pincéis precisos.

Foram duas mulheres que se perderam de si mesmas para se encontrarem no trajeto. Sem passado, sem promessas de reencontro, apenas o compartilhamento do cansaço e do alívio de quem volta para casa, em um final de semana. Duas mulheres da vida. A estrada, com seus buracos e sua poeira, testemunhas discretas. Ali, sob o sol de Renoir, elas não eram rótulos. Era, apenas, vida passando, iluminada e breve, como deve ser qualquer manhã que vale a pena."

Branca.Jandira

Bom Jesus do Itabapoana, 2026


A resenha da crônica

A crônica “Duas mulheres na estrada” parte de um episódio simples - uma carona oferecida numa estrada de sábado - para revelar uma percepção delicada sobre os encontros humanos. O diálogo entre a empresária e a mulher que se apresenta como “mulher da vida” cria um momento de estranhamento inicial que rapidamente se dissolve em naturalidade. A força do texto está justamente nessa suspensão breve dos papéis sociais: durante alguns minutos, duas desconhecidas compartilham a paisagem, a conversa trivial e a leveza de um trajeto comum.

O estilo da autora revela forte sensibilidade para os elementos do ambiente. A paisagem não aparece apenas como cenário, mas como presença viva: o verde das montanhas, o cheiro da relva, o vento quente da manhã e a própria estrada adquirem valor simbólico. Essa atenção aos sentidos produz o que se poderia chamar de memória de paisagem, na qual o espaço natural participa da experiência humana e guarda o instante vivido. A referência final a uma “manhã de Renoir” reforça essa atmosfera luminosa, aproximando o episódio cotidiano de uma cena pictórica.

Mais do que um relato de viagem, a crônica sugere uma reflexão discreta sobre a condição humana: quando duas pessoas se encontram fora dos rótulos sociais, resta apenas a simplicidade do convívio momentâneo. A autora evita grandes discursos e privilegia a observação do instante, permitindo que a cena fale por si. Assim, o texto alcança um efeito característico da boa crônica: transformar um encontro breve e aparentemente banal em uma pequena revelação sobre a leveza possível da vida.





ABIJAL e Academia Maria Antonieta Tatagiba no Contexto do Congresso da Sociedade de Cultura Latina e da Herança dos Açores

 


Há fotografias que transcendem o instante e se elevam à condição de obra-prima. São aquelas que não apenas registram, mas revelam. Imagens que tocam o invisível, despertam emoções profundas e convidam à reflexão silenciosa. Não se limitam ao olhar, habitam a memória.

Carregam em si relevância e influência, pois capturam não apenas pessoas, mas o espírito de uma época. Permanecem vivas no tempo, atravessando gerações com a mesma intensidade com que foram concebidas. Há nelas uma atemporalidade rara, uma permanência que desafia o esquecimento. E, sobretudo, guardam camadas,  múltiplos sentidos que se desdobram a cada novo olhar.

É nesse horizonte que se insere esta fotografia, capturada em Mimoso do Sul, por ocasião do Dia Estadual da Poetisa Capixaba, celebrado em 13 de março, data que assinala o nascimento de Maria Antonieta Tatagiba, pioneira entre as mulheres do Espírito Santo a publicar uma obra literária. O evento se inseriu na programação do III Encontro Literário e Cultural no Sul Capixaba. 

Ao centro, como eixo simbólico da cena, encontra-se o Dr. Pedro Antônio de Souza, idealizador e presidente da Academia Maria Antonieta Tatagiba  - Artes - História - Letras. Sua presença parece irradiar propósito, como quem reconhece, no presente, os contornos do futuro.

À sua direita, desponta a jovem e premiada poetisa Beatriz Magalhães, representante da ABIJAL, Academia Bonjesuense de Artes e Letras, que recebe o título de Poetisa Destaque 2026. Nela palpita a nova geração: sensível, promissora, já tocada pelo olhar atento de quem sabe reconhecer talentos em flor.

Do outro lado, em silenciosa harmonia, está Giselle Magalhães, mãe de Beatriz,  figura que sustenta, com ternura e presença, o percurso que floresce.

O banner que se estende na cena carrega o símbolo da ABIJAL. Seu logotipo evoca os signos dos Açores, revelando laços profundos entre cultura, memória e identidade. Nele, inscreve-se a frase oriunda do Hino dos Açores: “Pela paz à terra unida”, expressão que ecoa pertencimento e esperança.

Bom Jesus, berço dessa história, traz em suas raízes a presença açordescendente e encontra no padre-poeta Antônio Francisco de Mello um de seus maiores expoentes culturais.

Já o nome ABIJAL remete ao senador Carlos Augusto de Alencar, ligado ao Congresso da Sociedade de Cultura Latina, cuja inspiração incentivou, em Bom Jesus, a criação de uma academia voltada à juventude, semente que hoje floresce.

As cores da fotografia compõem um cenário quase ritualístico. A luz que desce do teto não ilumina apenas, ela aponta, como um gesto do tempo em direção ao símbolo da permanência, nascido dos sonhos. As flores, por sua vez, anunciam algo mais profundo: já se colhe, no presente, aquilo que o futuro prometia.

Não é apenas uma fotografia.

É um instante que se fez eterno.

Uma obra-prima.







Premiação 

A jovem Beatriz de Fátima Magalhães Dias. foi premiada no dia 13 de marco de 2026, com o recebimento do diploma de Poetisa Destaque 2026.

​A honraria foi concedida pela Academia Maria Antonieta Tatagiba em Mimoso do Sul/ES, presidida pelo Dr. Pedro Antônio de Souza, em celebração ao Dia Estadual da Poetisa Capixaba. Beatriz representou com brilho a ABIJAL (Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras) de Bom Jesus do Itabapoana/RJ.

​Este prêmio é um reconhecimento à qualidade de sua produção poética e à força da mulher na literatura capixaba e regional. 

​Parabéns, Beatriz, por elevar a arte e as letras com tanto talento!

quarta-feira, 18 de março de 2026

O Despertar dos Talentos na Lira 14 de Julho

 Do Primeiro Acorde ao Xeque-Mate: A Jornada Criativa da Lira em 2026




​Enquanto o calendário de 2026 ainda ensaia seus primeiros passos outonais, a Lira 14 de Julho já desenha a trilha sonora e o raciocínio que ocuparão os dias da comunidade. Mais do que um simples cronograma de cursos, o edital de atividades recém-divulgado revela um mapa de afetos e aprendizados que começam a pulsar a partir de março.

​O Ritmo da Semana

​A semana na Lira não é medida pelo relógio, mas pelo timbre das vozes e pelo deslizar das peças. A jornada começa sob a regência das Segundas-Feiras, onde o Coral Infantil (18h) promete transformar o fôlego de crianças a partir dos seis anos em uma única e potente harmonia. É o dia em que o individual silencia para que o coletivo possa cantar.

​A Musicalização Infantil, que se estende por terças e quartas, surge como o berço da sensibilidade. Ali, o tempo é generoso: dos pequenos de três anos aos veteranos de dez, a música deixa de ser um conceito abstrato para se tornar brinquedo e linguagem. No compasso de 45 minutos, o mundo lá fora silencia para que o ritmo interno ganhe forma.

​No Meio de  Letras, Notas e Estratégias

​"A educação na Lira 14 de Julho atravessa a fronteira do técnico para tocar o poético; é onde a gramática do Inglês encontra a matemática da Teoria Musical."

​Onde as palavras falham, a Teoria Musical explica o indizível. Às quartas-feiras, às 19h, o curso une gerações,  de crianças a adultos, sob o mesmo teto, provando que a alfabetização das notas não conhece idade. E, para encerrar o ciclo semanal com a elegância de um grande final de sinfonia, as Sextas-Feiras trazem o silêncio estratégico do Xadrez. Às 18h, o tabuleiro torna-se o palco onde a paciência e o raciocínio enfrentam o xeque-mate da pressa cotidiana.

​Inscrições e Recomeços

​As datas de início já estão marcadas como batidas de um metrônomo:

25/03: Teoria Musical

07/04: Musicalização Infantil (Terças)

08/04: Musicalização Infantil (Quartas)

            Inglês: inscrições esgotadas 

10/04: Xadrez

23/04: Coral Infantil

​Com inscrições abertas e vagas que, como as notas de uma melodia fugaz, tendem a acabar rápido, a Lira convida Rosal a não apenas observar 2026 passar, mas a compô-lo.





A beleza da Arquitetura Tradicional

 



Há casas que não se erguem apenas sobre alicerces, levantam-se sobre memórias.

Na arquitetura tradicional, cada parede parece guardar um segredo sussurrado pelo tempo. As janelas, muitas vezes abertas para o mundo, são também olhos que já viram gerações passarem: crianças correndo descalças, tardes douradas se alongando nos quintais, e silêncios cheios de histórias que nunca foram escritas.

Os telhados inclinados, com suas telhas gastas, não são sinais de desgaste, mas de resistência. Eles carregam o peso das chuvas antigas, dos verões intensos, das estações que foram e voltaram, sempre diferentes, sempre as mesmas. E ali permanecem, como guardiões discretos de uma continuidade que desafia a pressa do tempo moderno.

As portas, muitas vezes pesadas, rangem como quem anuncia: “entre, aqui há vida”. Não são apenas passagens, mas ritos, atravessá-las é deixar para trás o mundo apressado e entrar em um espaço onde o tempo se dobra, se demora, se torna quase humano.
Na arquitetura tradicional, há uma linguagem que não se ensina em escolas: aprende-se com o olhar, com o toque, com a escuta atenta. É a curva de um arco, o desenho de um azulejo, a sombra projetada ao entardecer, tudo fala.

E talvez seja isso que mais nos comove: essas construções não foram feitas apenas para durar, mas para pertencer. Pertencer à paisagem, à cultura, às pessoas. São casas que respiram junto com quem as habita, que envelhecem com dignidade e contam, em silêncio, a história de quem fomos, e, quem sabe, de quem ainda podemos ser.