sexta-feira, 6 de novembro de 2026

"Guarde isso para a vida", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"Guarde isso para a vida:"*


Valorize quem faz questão da sua presença.

Quem encontra tempo para conversar com você, perguntar como foi seu dia e se importar de verdade com o que você sente.

Valorize quem lembra de você nos pequenos detalhes.

Quem demonstra carinho sem precisar de motivos e faz você se sentir importante.

Quem permanece ao seu lado mesmo quando a distância, o tempo ou as dificuldades tentam afastar.

Porque pessoas quw escolhem cuidar, apoiar e permanecer são raras.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

THE MARMELADE


 

Lanussy Rezende será homenageado pela OAB/ES por sua atuação no segmento condominial

 


Existe uma cidade inteira dentro de cada edifício. Atrás das janelas, a vida prepara o café, embala uma criança, sente saudade, acende uma luz à espera de alguém. Nos corredores, cruzam-se pessoas que carregam mundos diferentes e precisam aprender a repartir o mesmo chão. Ser síndico é trabalhar nesse território tão humano, onde uma palavra pode abrir caminhos e a escuta pode impedir que uma pequena distância se transforme em abismo.

É com esse olhar que a homenagem a Lanussy Rezende, anunciada para a 1ª Jornada Jurídica de Direito Condominial da OAB do Espírito Santo, ganha um sentido que ultrapassa a solenidade. Filho da Condessa e Comendadora Maria Dolores Pimentel de Rezende e do saudoso Marcos Resende de Castro, Lanussy traz, neste momento de reconhecimento, a presença afetiva de suas raízes. Há uma emoção particular nas conquistas de um filho: nelas também florescem os abraços que o ampararam e as lembranças daqueles que permanecem vivos no coração.

O reconhecimento à sua atuação e contribuição para o segmento condominial ilumina um ofício cujo valor também se revela nas coisas discretas: uma dificuldade resolvida, um espaço recuperado, a tranquilidade de quem chega em casa depois de um dia comprido. Existem conquistas que não fazem ruído, mas melhoram a vida de muita gente.

No dia 13 de novembro, em Vitória, os aplausos encontrarão o nome de Lanussy Rezende. E será emocionante pensar que, junto deles, estarão simbolicamente tantas portas, tantas janelas, tantos cotidianos alcançados por esse trabalho. Os prédios se erguem com materiais que podemos medir; a confiança entre aqueles que os habitam exige uma construção diária, paciente, feita de presença e responsabilidade. Quando esse cuidado recebe uma homenagem, a própria convivência ganha um lugar de honra.

Condessa e Comendadora Maria Dolores Pimentel de Rezende 




quinta-feira, 5 de novembro de 2026

As flores de Raul aos pés do Santuário: Padre Mello e Padre Francisco, raízes que florescem

 



Existem homenagens que crescem devagar. Precisam de terra, de água, de alguém que cuide delas enquanto ainda são pequenas. Um dia, porém, abrem-se em flores, e toda uma cidade pode compreender o que aquelas mãos quiseram dizer.

À frente do Santuário do Senhor Bom Jesus e Santa Rita de Cássia, duas cássias guardam a memória de dois sacerdotes. Plantadas pelo genial Raul Travassos, representam Padre Mello e Padre Francisco. Suas raízes abraçam o chão bonjesuense; seus ramos prolongam, ao ar livre, uma história de fé e beleza.

Contemplamos a imagem. Acima das torres, o céu azul acolhe nuvens claras. A porta aberta parece esperar por alguém. Nas laterais, as árvores oferecem suas flores à paisagem, como quem chega para uma celebração levando o melhor que tem.

Pensamos em Padre Mello, o açoriano que deixou na magnífica fachada a marca de sua dedicação. Há algo de comovente nessa trajetória: um homem vindo das ilhas ajuda a erguer, em nossa terra, um lugar para onde tantos olhos se voltariam em busca de amparo. A fachada permanece diante da praça, recebendo a claridade das manhãs, acompanhando a passagem das gerações.

Quantos terão parado diante dela antes de entrar? Quantos terão levantado os olhos, por um instante, quando lhes faltavam palavras para rezar?

Padre Francisco cuidou da beleza do interior. A quem atravessa a porta, esse trabalho oferece outro encontro: o recolhimento, a proximidade do altar, o silêncio em que cada pessoa pode escutar a própria esperança. A obra dos dois sacerdotes se comunica no gesto cotidiano de entrar na igreja. Os olhos admiram a fachada; os passos conduzem ao espaço acolhedor que se abre além dela.

Raul Travassos compreendeu essa conversa entre a beleza e a fé. Também contribuiu com melhoramentos no interior do templo, acrescentando seu cuidado ao cuidado dos que vieram antes. Depois, levou sua sensibilidade para a terra diante do Santuário.

E plantou as duas cássias.

Imaginamos o instante em que as mudas foram acomodadas no chão. Naquele momento, a homenagem ainda cabia em poucos ramos. Era preciso confiar no tempo, aceitar a demora das raízes, esperar que a vida encontrasse seu caminho até o alto.

Raul confiou.

Hoje, o vento pode atravessar as folhas e tocar, com o mesmo sopro, as paredes da igreja. A memória dos sacerdotes participa das estações. Recebe chuva, abriga pequenos pássaros, espalha sombra. Quem passa talvez admire primeiro as flores; ao conhecer a história, passa a enxergar também os homens que elas representam.

E as cássias floresceram exatamente no período da consagração como Santuário.

Essa coincidência guarda uma delicadeza que convida à contemplação. Enquanto a comunidade celebrava, as árvores abriam seus ramos floridos diante do templo. Havia a solenidade lá dentro e, à frente da igreja, aquela oferenda silenciosa, preparada ao longo de tantos dias de sol e chuva.

Talvez Raul tenha olhado para as duas copas com a alegria íntima de quem vê uma ideia ganhar vida. A homenagem chegava à sua plenitude no momento em que o lugar amado recebia sua consagração.

Desde então, há uma ternura particular em olhar para essas árvores. Uma nos recorda Padre Mello; a outra, Padre Francisco. Juntas, lembram também o homem que as plantou e soube dar à gratidão uma forma viva.

Quando suas pétalas caem, imaginamos que a praça recebe pequenos fragmentos dessa história. Alguém passa apressado, uma criança se detém, um fiel sobe os degraus. No alto, os sinos; perto do chão, as flores.

E Bom Jesus continua a guardar seus benfeitores assim: no meio da firmeza das paredes e da delicadeza de duas cássias que aprenderam a florescer diante da fé.


Enrique Chia


 

Brenda Lee & Paul Anka


 

A VIAGEM DOS MEUS PAIS, por Rogério Loureiro Xavier

 




Olá 🖐🏻 pessoa amiga e do bem.


*"A VIAGEM DOS MEUS PAIS"*


Um dia, pai e mãe fizeram sua mala...

Um de cada vez. Não levaram roupa, nem sapato, apenas lembranças.


Partiram em silêncio, sem olhar para trás, deixando em cada canto seu amor eterno.


Não foi adeus...

Foi um "te espero. Onde não há dor, nem tempo, nem despedidas.


E embora a ausência doa, o amor deles cintinua aqui...


Em cada batida do coração, em cada lágrima, em cada abraço que já não damos mais.


💖 TE AMO, PAI!

💖 TE AMO, MÃE!


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*