domingo, 31 de maio de 2026

Apiacá rouba a cena e se torna referência do ABC na Feira dos Municípios 2026

 


Entre os corredores coloridos da Feira dos Municípios 2026, realizada no Pavilhão de Carapina, na Serra, onde os 78 municípios capixabas exibiram suas riquezas culturais, gastronômicas e turísticas, um dos destaques da região do ABC, Apiacá, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado,  foi Apiacá.

Com identidade própria e forte conexão com suas raízes históricas, Apiacá chamou a atenção dos visitantes ao apresentar a herança açoriana, através da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, que ajuda a moldar sua cultura. O município levou à feira sabores, tradições e manifestações que traduzem a alma de seu povo, além de divulgar os atrativos turísticos que fazem da cidade uma das portas de entrada para as belezas do Caparaó capixaba. A presença apiacaense conquistou visibilidade em publicações institucionais e repercutiu entre os participantes do evento, consolidando o município como uma das referências regionais desta edição.

Bom Jesus do Norte também marcou presença representando a força do Caparaó, contribuindo para a promoção do potencial turístico e econômico da região. Embora não tenha sido objeto de reportagens de maior destaque nesta edição, o município integrou o conjunto de atrações que reforçam a diversidade cultural do sul do Espírito Santo.

Da mesma forma, São José do Calçado participou do espaço dedicado ao Caparaó Capixaba, apresentando produtos regionais, cultura e vocação turística. Sua participação ajudou a compor o mosaico de experiências oferecidas aos visitantes, ainda que sem registro de destaque específico na cobertura jornalística do evento.

No cenário regional do ABC, entretanto, foi Apiacá quem mais se projetou, transformando tradição em protagonismo e demonstrando que a força de uma cidade não se mede apenas pelo tamanho de seu território, mas pela capacidade de preservar sua história e compartilhá-la com orgulho.




Quem nunca mudou com o tempo?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Quem nunca mudou com o tempo?*


Aos poucos você vai deixando de escutar certas músicas, de usar certas roupas, de falar com certas pessoas. 


Mudar faz parte do ciclo da vida, embora a essência seja sempre a mesma. 


Quando encontrar um obstáculo grande na vida, não desanime ao passar, pois com o tempo ele se tomará pequeno. Não porque diminuiu, mas porque você cresceu.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O Círculo dos Livros, por Adalto Boechat Jr.

 


No chão frio de cerâmica, onde a luz da tarde entra enviesada pela janela entreaberta, quatro corpos formam um círculo perfeito de afeto. Eu, no centro, tenho ao meu lado, três crianças, pequenas guardiãs do futuro, que transformam o momento em ritual.

À esquerda, a menininha de coque alto e chupeta ainda pendurada no peito como um amuleto de inocência folheia um livro colorido com a seriedade de quem já entende que as páginas guardam segredos. No meio, o menino de sorriso aberto e camiseta branca parece ter descoberto, ali mesmo, que heróis não precisam de capa: bastam palavras. À direita, a garotinha de jaqueta rosa segura A.N.J.O.S. com as duas mãos, como se o livro pudesse voar se ela o soltasse. Seus olhos brilham com aquela luz que só as crianças têm antes do mundo lhes ensinar a piscar.

Não é apenas uma foto. É um retrato do que resta de sagrado no tempo acelerado: o adulto que desce ao chão, que dobra as pernas, que se coloca no mesmo nível dos pequenos. Não há cadeira, não há altura. Há colo de chão, colo de livro, colo de presença.

Ali, não estou ensinando. Estou lembrando. Lembrando que um dia também fui criança curiosa, que também precisei de alguém que sentasse comigo para mostrar que as letras dançam quando lidas com carinho. E as crianças, por sua vez, não estão apenas recebendo: estão oferecendo. Oferecem o riso desdentado, a perna esticada, a confiança absoluta de quem ainda acredita que o mundo pode ser tão bom quanto as histórias que lhes contam.

Entre eles, os livros funcionam como pontes invisíveis. Terra e céu. Eu carregando a sabedoria sofrida da vida; as crianças, a pureza que ainda não aprendeu a duvidar.

Por um instante, o tempo para. O barulho do mundo lá fora, carros, notificações, preocupações, não entra por aquela janela. Só entra o silêncio habitado, aquele que nasce quando adultos e crianças se encontram no mesmo chão, no mesmo livro, na mesma esperança.

E eu, que olho essa imagem de longe, sinto um aperto doce no peito. Porque ali está a prova de que ainda podemos salvar o que há de mais precioso: o gesto simples de sentar juntos e deixar que as histórias nos salvem.

Que esse círculo nunca se quebre. Que sempre haja um adulto disposto a descer do pedestal e uma criança disposta a erguer os olhos do livro e sorrir, como quem diz: “Fica aqui. A história ainda não acabou.”

O Tabuleiro dos Dias

 


A vida, em sua essência mais profunda, gosta de se desenhar em sessenta e quatro quadrados. Sentamo-nos diante dela, ano após ano, arrastando as cadeiras com o mesmo ruído surdo dos dias que começam. O tabuleiro está posto. De um lado, o destino; do outro, a nossa própria alma, tateando a madeira fria das peças.

Jogar essa partida exige um tipo silencioso de coragem. Não a coragem do impulso, que se perde no calor do primeiro ataque, mas a serenidade de quem olha o presente sabendo que ele é apenas o rastro de um futuro já calculado. É preciso ter tranquilidade de espírito para que a névoa do amanhã se dissipe, revelando uma visão clara, lances à frente. Cada movimento na existência pede a precisão cirúrgica de um relógio de xadrez: um segundo de hesitação e a oportunidade se desfaz; um toque precipitado e o destino muda de rumo.

Mas há uma sabedoria ainda mais refinada que o xeque-mate, e ela reside no silêncio antes do primeiro toque. O verdadeiro xadrezista conhece o valor do seu tempo e a dignidade do seu exército. Há vereditos que não se dão na vitória, mas na recusa. Quando o oponente diante de nós não merece a grandeza do nosso jogo, o lance dele será o primeiro e o único. Há uma elegância quase poética em levantar-se da mesa, em compreender que não devemos nos sentar diante de certos adversários. Ignorar a provocação mesquinha é, muitas vezes, a jogada mais brilhante.

Vemos passar por nós os peões da rotina, os passos retos e sacrificiais do dia a dia. Sentimos a força retilínea das torres que erguemos como certezas, o caminhar diagonal e sutil dos bispos nas entrelinhas do afeto, e o salto imprevisível dos cavalos diante dos obstáculos que a sorte nos impõe. Temos a dama, nossa liberdade, nossa paixão mais livre e poderosa, capaz de correr o mundo num sopro. E, por fim, o rei, que guarda a nossa essência mais vulnerável.

Sabemos, desde a primeira abertura, que a partida tem fim. Como xadrezistas do próprio destino, temos a clareza dolorosa e bela de que haverá um momento em que o nosso rei tombará. O tempo é um adversário implacável.

No entanto, há uma promessa secreta que fazemos a nós mesmos antes que o pano rápido do fim se feche: quando o momento chegar, nosso rei não será encontrado encurralado na borda cinzenta do esquecimento, nem humilhado no canto escuro do tabuleiro. Se tivermos que tombar, que seja lutando em campo aberto, marchando altivos para o centro do tabuleiro, onde a vida palpita mais forte. Que o último suspiro seja um lance de audácia, no coração do jogo.


Apiacá na Feira dos Municípios: a Casa dos Açores e a Gestão Cultural


O Abraço do Tempo no Estande de Apiacá

​Quem caminha pelos corredores movimentados da Feira dos Municípios Capixabas busca, quase sempre, o paladar das montanhas ou o artesanato do litoral. Mas há momentos em que a feira deixa de ser apenas um mercado de encantos e se torna um portal de memórias. É o que se sente ao parar diante do pavilhão de Apiacá, um cenário de afetos belamente eternizado pelas fotos de José Antônio Alvarenga Borges.

​Sob a inscrição sóbria que batiza o espaço, o olhar sensível do fotógrafo capturou muito mais do que um balcão de negócios; registrou a essência do trabalho cuidadoso da Prefeitura de Apiacá. Sob a liderança e a sensibilidade do secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, o município conseguiu traduzir sua rica identidade em um mosaico de vivências. Ali, o aroma convidativo do Café Mozella e o sabor acolhedor da Maionese D’Casa dividem a atenção dos visitantes com o colorido do artesanato local. Mas o verdadeiro coração desse cenário bate um pouco mais ao fundo, onde a história ganha contornos de madeira e telha.

​O Refúgio da Memória: A Casa dos Açores e Francisco Amaro

​À esquerda do estande, há um convite a admirar uma singela e imponente réplica arquitetônica. É a presença da CAESCasa dos Açores do Espírito Santo, fincada ali pela gestão cultural do município como um abraço do passado no presente. Suas paredes de madeira em tom de brasa, as janelas quadriculadas e o telhado colonial evocam uma nostalgia que atravessou o oceano para deitar raízes nas terras capixabas.

​Ali, sob o enquadramento atento de José Antônio Alvarenga Borges, vemos o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Trajando seu colete e sua inconfundível boina, ele atende a uma mesa antiga, parecendo saído de outra época para fiar o tempo e contar histórias de além-mar. Esse resgate, impulsionado pela secretaria conduzida por Sávio Máximo Ribeiro, mostra que a pequena casa e a presença viva de Francisco Amaro não são meros elementos decorativos; eles conferem ao estande uma atmosfera de lar ancestral. O topo do móvel vizinho exibe orgulhosamente a miniatura de uma caravela e pequenas bandeiras, lembranças indeléveis dos navegantes que trouxeram sua cultura, sua fé e sua resiliência para o sul do estado.

​O Abraço que Traduz o Espírito Capixaba

​Mais do que as texturas, os produtos ou a arquitetura, o lirismo se consolida no gesto humano que o fotógrafo soube flagrar no instante exato. Bem no centro do estande, duas pessoas se fundem em um abraço caloroso e demorado, alheias ao movimento ao redor. Um homem de camiseta laranja as observa com a paciência de quem reconhece a sacralidade daquele reencontro.

​Através das fotos de José Antônio Alvarenga Borges, esse abraço se torna a síntese da feira e da própria filosofia que a Prefeitura busca transmitir:​ Acolhimento: A hospitalidade que transforma um estande de eventos na sala de visitas de uma autêntica casa açoriana.​ Identidade: A união profunda entre a herança cultural dos Açores, representada por figuras como Francisco Amaro, e o calor do povo apiacaense. Partilha: O espaço onde o turismo, o café passado na hora, o artesanato e as velhas memórias se encontram para celebrar a vida.

​Ao final, o esforço conjunto da Prefeitura de Apiacá, a visão de Sávio Máximo Ribeiro, a presença marcante de Francisco Amaro Borba Gonçalves e o registro poético de José Antônio nos lembram que o verdadeiro patrimônio de um município não se mede apenas em sua produção, mas na capacidade de manter vivas as suas origens e de receber a todos com o aconchego de um lar de portas sempre abertas.












sábado, 30 de maio de 2026

Felicidade, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Felicidade"*


Todos a buscam, todos a querem, mas a verdade é que poucos a encontram, pois muito poucos sabem onde se encontra a felicidade. 


*"E quem, ou o que é, essa felicidade?"* 


Todos têm palpites, uns mais corretos que outros, certamente, mas nunca há um consenso. E por quê? Porque a felicidade não se define, ela se sente e vive no coração de cada um de nós de forma diferente.


Muitos acham que felicidade é igual a dinheiro, fama, sucesso ou objetos caros. Mas será? Talvez uma minoria seja capaz de se sentir realizada e completa apenas com bens materiais, e se assim é, ninguém é ninguém para julgar. 


Mas na maioria dos casos a verdadeira felicidade vive em coisas mais abstratas, simples e baratas como o amor, a amizade, um momento de relaxamento, um sorriso sincero, um abraço apertado, um beijo sentido. 


Não importa onde vive a felicidade para você, o que importa é que você a procure, a saiba identificar e a viva intensamente.


*"Seja Feliz!"*


*✍️ ..  Rogerio Loureiro Xavier*

Carolina... Carol, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Carolina... Carol*


*12 anos ... 29 de maio 2026*


Carolina Xavier Mirandola, é filha de Aline Xavier e de Leonardo Mirandola, neta de Rogério Loureiro Xavier e Eloísa Bastos Xavier, bisneta de Elcio Xavier e Gedália Loureiro Xavier, trineta de Samuel de Aquino Xavier e de Baldina de Cerqueira Xavier, tetraneta de Julio de Aquino Xavier e de Carlos de Aquino Xavier.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*