quinta-feira, 9 de julho de 2026

Cento e Quatro Anos da Lira 14 de Julho: a Lira que Embala Gerações

 

​A praça acordará cedo, mas não será a pressa que a despertará. Será a promessa. No ar, uma expectativa vibrante, um cheiro de festa e história que parecerá imponente, anunciando a celebração. Cento e quatro anos. Cento e quatro anos de sopros, de batidas de coração compassadas pelo ritmo da música.

​A fita, preta e branca como a noite e o dia que passaram por aqui, parecerá um rastro de memórias tecidas pelo vento. A imagem da Corporação Musical Lira 14 de Julho, alinhada e solene sob o sol, preencherá o espaço. Ouro reluzente nas letras do nome da banda, ouro que remete a um passado glorioso, a um som que desafiou o tempo e se manteve vibrante.

​Será um dia inteiro de festa. As crianças, com suas vozes cristalinas, no projeto de Musicalização Infantil, aprenderão a dar forma ao mundo através do som. Haverá alegria estampada em seus rostos, a descoberta de um novo universo. E a palestra sobre o meio ambiente com Aparecida Vargas? Um lembrete suave de que a música que nos move deve harmonizar com o mundo que nos abriga.

​Mas o ponto alto, sem dúvida, será o Grande Encontro. Várias bandas confirmadas. A praça como um caldeirão de sons, uma sinfonia de vozes instrumentais que se entrelaçarão e se fundirão em uma única canção. O sopro de cada instrumento, como um suspiro que se transforma em música, ecoará pelas ruas estreitas, alcançando os recantos mais escondidos, despertando memórias e tecendo novas histórias.

​E, para encerrar a noite com chave de ouro, o show de Martha Salim & Pedro Silum. A voz dele, como um veludo que acaricia a alma, e o som dela, como um rastro de estrelas que corta a escuridão. Juntos, eles criarão uma atmosfera mágica, um momento suspenso no tempo onde apenas a música existirá.

​Ao entardecer, quando a festa acabar e a praça voltar ao seu silêncio habitual, algo terá mudado. O som da música ainda vibrará no ar, como um segredo sussurrado pelo vento. As risadas das crianças, o aplauso do público, o rastro de emoções deixado pela música... tudo isso se misturará à poeira que se assenta na praça, tornando-a ainda mais viva e cheia de histórias para contar.

​O tempo pode passar, mas a música, como o rastro da fita na foto, é eterna. Ela é o sopro que nos conecta ao passado, que nos anima no presente e que nos inspira a sonhar com o futuro. E a Corporação Musical Lira 14 de Julho, com seus cento e quatro anos de história, é a prova viva de que a música, em sua essência mais pura, é capaz de vencer o tempo e se tornar um patrimônio da alma humana.


Tchaikovsky

 


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Jazz

 


Cello

 


Qual seu limite?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Qual seu limite?*


Quais os obstáculos que se apresentam em seu caminho?


Você é quem faz seu destino, você estipula seus limites! Os obstáculos existem, mas nunca são intransponíveis, tudo depende da sua motivação pessoal e do seu otimismo em relação à vida.


"Derrotados são aqueles que pensam que não vão conseguir sem ao menos tentar.

Que sua vida seja de vitórias. Tenha um final de semana maravilhoso!"


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Capela ao Luar: Onde a Alma Encontra a Luz

 


A expressão "Capela ao Luar" não é apenas a tradução de um título; é um convite para entrar em um lugar onde o tempo parece caminhar mais devagar. Há algo de eterno em uma pequena capela banhada pela luz da lua, como se as pedras antigas, as portas de madeira e o sino silencioso guardassem as orações de gerações inteiras.

Foi essa imagem que inspirou a inesquecível canção Chapel in the Moonlight, composta por Billy Hill: um cenário onde o amor encontra abrigo na simplicidade, e a esperança floresce sob o manto prateado da noite. O luar, longe de ser apenas claridade, transforma-se em um delicado sacerdote da natureza, abençoando encontros, promessas e lembranças.

Talvez todos carreguemos uma "capela ao luar" dentro da alma. Um lugar invisível onde repousam as saudades, os sonhos ainda não realizados e os afetos que resistem ao desgaste dos anos. É nesse templo íntimo que reencontramos aqueles que amamos, mesmo quando a distância ou o tempo parecem insuperáveis.

A verdadeira Capela ao Luar não se ergue apenas entre montanhas ou bosques. Ela nasce toda vez que um coração escolhe o caminho da ternura, da fé e da poesia. E, sempre que houver uma lua iluminando a noite e alguém disposto a sonhar, suas portas permanecerão abertas, acolhendo silenciosamente todos os que acreditam que o amor é a mais bela forma de eternidade.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Messias da Rocha lança Múltiplas Palavras – Volume V em Juiz de Fora

 



Existe um silêncio quase sagrado que antecede o nascimento de um livro. É o mesmo silêncio que, outrora, habitava o bater rítmico e metálico das velhas máquinas de escrever, onde cada tipo de ferro imprimia no papel não apenas tinta, mas também um pedaço da alma de quem ousava traduzir o mundo. Quem escreve sabe: as palavras são criaturas inquietas. Guardam memórias, acolhem saudades e, por vezes, curam feridas que o tempo insistiu em manter abertas.

No dia 9 de julho, às 19 horas, esse silêncio amadurecido ganhará voz. Juiz de Fora se vestirá de poesia para receber um novo capítulo de uma história que já ecoa no tempo. No coração do Centro Cultural, as luzes se acenderão para o lançamento de uma antologia organizada pelo escritor e jornalista Messias da Rocha intitulada Múltiplas Palavras - Volume V, que reúne textos de 33 autores de várias partes do país. 

Que mistérios, emoções e afetos repousam nessas novas páginas? Que encontros nascerão entre o autor e seus leitores, unidos pela força transformadora da palavra?

A noite será muito mais que uma sessão de autógrafos: será uma celebração da literatura, da amizade e da sensibilidade humana, um verdadeiro banquete para a alma promovido pela UBT Juiz de Fora. E, como toda boa literatura mineira convida ao aconchego da conversa e ao sabor da tradição, o encontro prosseguirá no primeiro piso, no Restaurante Cardápio Mineiro, com entrada pela Rua Paulo Frontin.

Entre as atrações especiais estarão o aclamado cantor e compositor Valber Meirelles, o consagrado declamador, poeta e trovador Gogó Pacheco, a premiada trovadora Lúcia Spadarotto, de Itaperuna, além de outras expressivas personalidades do universo cultural.

Será um evento por adesão, daqueles em que cada abraço compartilhado e cada dedicatória assinada se transformam em novas narrativas. Afinal, os livros passam de mão em mão, mas os sentimentos que despertam atravessam o tempo e permanecem para sempre na memória e no coração de seus leitores.

Relação dos Trovadores Colaboradores da Antologia