sábado, 13 de junho de 2026

A Poesia que Cabe Num Café e Num Pedaço de Bolo




O tempo, nas clareiras da manhá, parece desacelerar de propósito. Há um acordo tácito entre o sol filtrado pelas folhas e a madeira rústica da mesa: nenhum dos dois tem pressa. Sob o céu aberto do Garden Café, o mundo barulhento lá fora se reduz ao tilintar discreto de uma colher.

​Na mesa, a simplicidade se veste de poesia. Um pedaço de bolo de cenoura, com sua cor viva de sol poente, repousa sob uma generosa e densa cobertura de chocolate. É o gosto exato da infância, aquela nostalgia doce que a gente mastiga devagar, querendo prender o sabor no paladar e o momento na memória. Ao lado, o café no copo escuro exala um calor acolhedor, o par perfeito para equilibrar a doçura da vida.

​No meio do café e do prato, a modernidade espreita num cartão impresso: um QR code que promete um "cardápio digital". Mas quem precisa ler o futuro ou escolher o próximo prato quando o presente já se basta? O verdadeiro cardápio desta manhã não está na tela de um celular; está no vento leve que balança as plantas ao fundo, na textura áspera da madeira sob os dedos e na pausa sagrada que nos damos o direito de viver.

​No silêncio preenchido pelo aroma de café fresco, a pressa descansa. E a vida, por alguns minutos, é apenas um bolo compartilhado com a própria alma.


Lira 14 de Julho: 104 Anos Unindo Gerações Através da Música



​Há centenários que não cabem no rigor frio dos números, carecem da poética dos acréscimos. Dizer cento e quatro anos soa quase estático, mas pronunciar “100+4” é evocar a insistência bonita da vida em continuar. É o tempo que passou, sim, mas com o fôlego renovado que se junta na ponta de cada partitura, no brilho preservado de cada metal.

​Quando o mês de julho se aproximar, trazendo aquele frio característico que convida ao aconchego, o distrito de Rosal abrirá os braços para se tornar o coração sonoro da região. A icônica fachada iluminada, testemunha de tantas alvoradas e retretas, voltará a ser o cenário perfeito para emoldurar os sorrisos daqueles que carregam a tradição na ponta dos dedos e no sopro do peito. Há uma mística singular no azul que veste esses músicos: ele espelha o céu das noites de festa e a profundidade de uma história que atravessa gerações sem perder o tom.

​O próximo dia 11 de julho não marcará apenas um aniversário cronológico, mas o reencontro da comunidade com a sua própria identidade. O planejado Encontro de Bandas Musicais funcionará como um imã de afetos, onde o som de uma corneta ou o repique de um tarol serão capazes de costurar, no mesmo tecido invisível, o passado dos pioneiros e o futuro dos jovens que hoje erguem seus instrumentos com orgulho.

​Afinal, o que faz a Lira 14 de Julho resistir e encantar há mais de um século?

​A resposta não está guardada nos arquivos, mas na vibração viva do ar quando a primeira nota ecoa na praça. Está na amizade que une os músicos nos ensaios, na persistência em manter viva a alma lírica do interior e, acima de tudo, nessa capacidade quase divina de unir pessoas através da música.

​Que venham os acordes, as palmas e os abraços. Viva a Lira 14 de Julho, patrimônio vivo de nossa gente, que segue provando que o tempo pode passar, mas a verdadeira arte nunca perde o compasso.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Dia Especial - Dia dos Namorados, por Rogério Loureiro Xavier


 Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Feliz Dia 12 de Junho 2026 💖*


*Dia Especial - Dia dos Namorados 💝*


O dia dos namorados no Brasil é comemorado desde o ano de 1949 quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior como uma maneira de homenagear os casais apaixonados. A data escolhida foi 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, o Santo casamenteiro. O amor, no sentido mais literal, é um dos poderes específicos da alma, manifestado especialmente através das emoções transformando os estados de potencial em realidade, desenvolvendo e abrindo completamente todos os variados poderes da alma. O amor não é apenas uma qualidade específica da alma, mas um poder geral, presente na escala completa de propriedades intelectuais, emocionais e intrínsecas da psique humana. O amor é o sentimento mais perfeito, que envolve o ser humano na sua totalidade: espírito, alma e corpo. O amor vem de Deus, “porque Deus é Amor”. Deus quer abençoá-los com amor.


*"O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa."*


O Dia dos Namorados, em alguns países chamado Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais e namorados, em alguns lugares é o dia de demonstrar afeição entre amigos.  Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos, tais como as tradicionais caixas de bombons. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração, e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Em Portugal e em Angola, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de Fevereiro.


*"O tempo pode apagar a lembrança de um corpo ou de um rosto, mas nunca os das pessoa como você que souberam fazer de um pequeno instante, um grande momento."*


*FELIZ DIA DOS NAMORADOS PARA TODOS !*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Festa de Santo Antônio em Córrego Seco

 


Bom Jesus Grava seu Nome na História do País


 O Despertar da Memória


Capítulo de publicação que será lançada no aniversário de 10 anos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em Bom Jesus do Itabapoana, no dia 7 de agosto  

Há datas que ultrapassam o mero passar dos dias e se convertem em marcos eternos na alma de um povo. O próximo 7 de agosto desenha-se no horizonte não apenas como um momento de celebração, mas como o dia em que o tempo fará justiça à herança e à bravura de Bom Jesus do Itabapoana.

​A data assinala, com orgulho, os 10 anos de fundação do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira - irmãos açordescendentes - um farol de preservação que guarda as memórias de homens que transformaram a política e a história fluminense. No entanto, as festividades deste ano trazem consigo um presente ainda maior para a identidade local: o lançamento de uma publicação inédita sobre a vida e o legado de Roberto Silveira.

​Mais do que um resgate biográfico, o livro é um passaporte que insere o município, de forma definitiva e incontestável, nas páginas douradas da história do Brasil.

​Um Solo de Coragem e Identidade

​A alma de Bom Jesus palpita  com força em um dos capítulos mais marcantes da obra, intitulado: "Bom Jesus do Itabapoana: berço de fé, história e protagonismo popular". Nele, a cidade é despida de sua modéstia geográfica para ser revelada em sua real grandeza, um verdadeiro "solo de coragem, fé e identidade fluminense".

​Ecoando a saga que começou lá em 1842, quando o pioneiro Antônio José da Silva Nenem desbravou estas terras com sua família e trabalhadores, o texto lírico da publicação reconecta o leitor com as raízes profundas de um povo que nunca fugiu à luta. Da antiga "Campo Alegre" às margens do Rio Itabapoana, até a reconquista da autonomia política em 1938, a trajetória bonjesuense é desenhada com as tintas do protagonismo popular e da resiliência.

"Até hoje, a essência dessa luta vibra nas manifestações culturais, nas expressões de fé e no espírito comunitário que define o povo bonjesuense."


​O Reconhecimento Diante do Mundo

​Se no passado o município precisou lutar palmo a palmo por sua emancipação e espaço, o dia 7 de agosto chega como uma apoteose. Será o momento em que Bom Jesus do Itabapoana receberá o seu reconhecimento oficial perante o Brasil e o mundo.

​Não se trata apenas de olhar para trás com nostalgia, mas de erguer a cabeça para o futuro. As águas do Itabapoana, que outrora testemunharam o suor dos primeiros colonizadores, agora correm levando o nome da cidade para além de suas fronteiras, consolidando-a como o berço de líderes, de fé inabalável e de uma identidade fluminense pura e vibrante.

​Que venha o dia 7 de agosto: o dia em que a história, finalmente, faz as pazes com a grandeza de Bom Jesus.


Publicação será lançada no dia 7 de agosto, por ocasião da comemoração dos 10 anos de fundação do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira 

FELIZ DIA DOS NAMORADOS TODOS OS DIAS!!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Bom Dia - 12 de junho 2026 - Dia dos Namorados 💝"*


*FELIZ DIA DOS NAMORADOS TODOS OS DIAS!!*


🌹💝🌹💝🌹💝🌹


Namore a vida !

Namore o dia !

Namore a sua paz !

Namore as suas escolhas ! 

Namore a sua casa !

Namore os sorrisos que te oferecem !

Namore os melhores olhares que você já recebeu !

Namore os seus filhos !

Namore os seus sonhos !

Namore a sua família !

Namore a sua consciência por aceitar cada momento e superá-lo !

Namore as artes !

Namore a natureza !

Namore o seu querer e o seu "bem querer" !

Namore o ato de AMAR !

Namore seu namorado e se não tiver um, namore o amor que existe dentro de você independentemente de quem possa estar ou não em sua vida !

Olhe ao seu redor, busque a reciprocidade, amadureça os seus relacionamentos e escolhas, VIVA EM AMOR !


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*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

A faca na bananeira no dia dos namorados

 


Quando eu era criança, na década de 1970, o Dia dos Namorados era cercado de simpatias e crendices populares. Essas tradições fazem parte do folclore e da cultura de Varre-Sai.

As amigas de minhas irmãs realizavam várias simpatias na madrugada de 11 para 12 de junho. Minhas irmãs, pelo que me lembro, não participavam delas; apenas comentavam sobre toda a movimentação das amigas por ocasião da data.

Como era véspera de Santo Antônio, venerado pelo povo como o santo casamenteiro, o pobre santo passava um aperto danado. Na imaginação das moças, ele precisava dar um jeito para que todas encontrassem alguém para amar e ser amadas.

Uma das simpatias consistia em ir, durante a madrugada, até uma moita de bananeira e fincar uma faca no tronco da planta. O interessante é que se dizia que, na manhã seguinte, apareceria na lâmina da faca o nome do futuro marido da jovem.

Havia também quem escrevesse em pequenos papéis os nomes dos rapazes pretendidos e os colocasse na soleira da janela, como se fosse um sorteio de amigo oculto. Ao amanhecer, o papel que estivesse aberto revelaria o grande amor de sua vida.

Outra astúcia era pegar emprestada, sem que o dono soubesse, uma imagem de Santo Antônio. Se a imagem era devolvida depois ou se o casamento realmente acontecia, eu não sei. Mas, pelo que ouvi contar, parece que elas acabaram se casando.

Mais ousada ainda era a moça que colocava a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo e só a desvirava quando conseguisse um namorado. E havia muitas outras simpatias que já não recordo.

Eu era apenas uma criança, mas guardo com carinho as lembranças de minhas irmãs contando essas histórias, que misturavam fé, esperança, humor e o sonho de encontrar um grande amor.

Que Santo Antônio abençoe nossas moças e nossos rapazes, para que encontrem alguém para amar e por quem sejam amados. E que, juntos, possam construir belas famílias, educar seus filhos nos bons valores e ajudar a povoar o céu.

Essa versão mantém o sabor das lembranças de infância e valoriza o aspecto cultural das simpatias, sem perder a leveza e a devoção a Santo Antônio. 

(Isabel Menezes - Professora e historiadora, fragmentos do livro: Memórias de uma menina Católica da década de 70.)