sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Secretário José Geraldo e equipe da UENF abrem caminhos para desvendar a história de Bom Jesus

 

Iniciativa do secretário José Geraldo reúne pesquisadores da UENF para estudar antigos fornos e aprofundar o conhecimento sobre a história do município


Dra. Simonne Teixeira, arqueóloga e professora, Paula Souza, mestra em Políticas Sociais e doutoranda; Luisa Silva Rocha, graduanda em Ciências Sociais e bolsista de iniciação científica do CNPq; João Vitor Ribeiro Fraga, graduando em Biologia na UENF; o bonjesuense Ednilson Gomes de Souza, pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da universidade e profundo conhecedor do Rio Itabapoana, José Geraldo, secretário de Cultura e Turismo e o proprietário 
Danilo da Silva Moreira

Muitas histórias permanecem guardadas nos livros. Outras repousam na terra, atravessando gerações à espera de um olhar capaz de reconhecer, em seus vestígios, as perguntas que o passado deixou para o presente.

Em Bom Jesus do Itabapoana, esse encontro entre memória e conhecimento ganhou um importante impulso por iniciativa do secretário de Cultura e Turismo, José Geraldo. A seu convite, uma equipe do Gabinete da Arqueologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, UENF, conduzida pela renomada arqueóloga e professora Dra. Simonne Teixeira, esteve no município para estudar a estrutura conhecida localmente como “forno indígena”, situada na propriedade de Danilo da Silva Moreira, próximo à Usina Santa Isabel.

A visita representa um gesto de valorização do patrimônio bonjesuense. Ao aproximar o município da universidade, José Geraldo abre caminhos para que bens preservados pela comunidade recebam investigação científica e possam revelar novos aspectos da ocupação de nosso território. É uma ação meritória de uma gestão cultural que reconhece a importância de conhecer as raízes sobre as quais a cidade construiu sua trajetória.

À frente dos trabalhos, a Dra. Simonne Teixeira trouxe a experiência e a disposição de quem compreende que investigar também exige escutar: ouvir os moradores, considerar as denominações transmitidas entre gerações e confrontar essas referências com os sinais encontrados no local.

Segundo a pesquisadora, embora a tradição local identifique a estrutura como um forno indígena, existe a possibilidade de se tratar de um forno colonial, possivelmente do início do século XIX. Essa hipótese deverá ser examinada ao longo da investigação. Com o povoamento da região, a necessidade de produzir tijolos, telhas e outros objetos cerâmicos pode ajudar a explicar a existência dessas estruturas.

Cada resposta, entretanto, depende de estudo. Como ocorria a queima? Era realizada a céu aberto ou em ambiente fechado? Havia uma cobertura ou outra estrutura associada ao forno? Que elementos permitem compreender sua construção e utilização? O bom estado de conservação do exemplar próximo à Usina Santa Isabel oferece uma oportunidade valiosa para buscar essas respostas.

A Dra. Simonne esteve acompanhada por uma equipe qualificada e de formação diversa: Paula Souza, mestra em Políticas Sociais e doutoranda; Luisa Silva Rocha, graduanda em Ciências Sociais e bolsista de iniciação científica do CNPq, com perspectiva de prosseguir no mestrado; João Vitor Ribeiro Fraga, graduando em Biologia na UENF; e o bonjesuense Ednilson Gomes de Souza, pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da universidade e profundo conhecedor do Rio Itabapoana.

A presença de Ednilson acrescenta ao trabalho uma ligação especial com o território. O conhecimento do rio e de sua paisagem contribui para pensar os caminhos da ocupação humana, as necessidades das comunidades e as relações entre a água, a terra e a construção dos primeiros núcleos de povoamento.

A equipe levou um drone para realizar registros aéreos. A iniciativa contempla também a documentação do local, a produção de um documentário e a comunicação ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, aproximando pesquisa, preservação e divulgação do conhecimento.

Nesse esforço, merece especial reconhecimento o proprietário Danilo da Silva Moreira. Há vários anos, ele preserva o espaço e apoiou integralmente a visita dos pesquisadores. Seu cuidado demonstra quanto a proteção da história depende também de iniciativas pessoais, sustentadas pelo idealismo e pela consciência de que certos bens possuem um significado que alcança toda a comunidade.

Em dezembro a equipe deve retornar para conhecer outro forno, igualmente chamado de indígena, nas imediações de Aparecidinha, em Calheiros.

Há ainda uma terceira estrutura cuja parte superficial foi danificada por uma máquina durante a construção do asfalto até Rosal. Esse forno foi reconstituído pela Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, proprietária da área. A entidade preserva também registros da chegada dos primeiros pesquisadores, incluindo fotografias da época, reunindo a memória do lugar à memória dos esforços para compreendê-lo.

Esses vestígios valorizam Bom Jesus e ampliam as possibilidades de pesquisa sobre sua formação. A denominação consagrada pela população integra a história desses lugares; a investigação científica poderá esclarecer sua origem, sua época e suas funções, acrescentando conhecimento ao patrimônio afetivo já existente.

É emocionante ver uma equipe reunida em torno desse propósito. Entre o canto das cigarras, a proximidade do Itabapoana e as marcas deixadas na terra, o trabalho dos pesquisadores oferece à cidade uma oportunidade de reconhecer melhor a si mesma.

Ao secretário José Geraldo, à Dra. Simonne Teixeira e a toda a equipe do Gabinete da Arqueologia da UENF, o reconhecimento por essa aproximação fecunda entre cultura e ciência. A Danilo e às instituições que vêm protegendo esses espaços, a gratidão pelo cuidado que permitiu que os vestígios chegassem até aqui.

Preservar é manter aberta a possibilidade de uma descoberta. E, quando a comunidade, o poder público e a universidade se encontram, a terra pode começar a contar, com mais clareza, a história que há tanto tempo guarda.





Drone foi utilizado na pesquisa 







Danilo da Silva Moreira e José Geraldo, Secretário de Cultura e Turismo

Secretário de Cultura e Turismo José Geraldo  



















 

Carl Doy

 




quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sono Profundo


 

Música Instrumental


 

Jazz Cubano


 

Varre-Sai: um lugar para levar no coração


A saudade também tem aroma


Certos lugares começam a nos receber antes mesmo da chegada. Basta avistar as montanhas, acompanhar as curvas da estrada e perceber os cafezais abraçados às encostas para sentir que alguma coisa, dentro de nós, vai encontrando sossego. Varre-Sai tem dessas ternuras: a paisagem abre caminho, e o coração entra primeiro.

Nos ramos do café, os frutos amadurecem como pequenas promessas. No meio das folhas verdes, o vermelho anuncia a colheita, mas também conta, silenciosamente, uma história de trabalho. Antes de chegar à xícara, o café passou pelas mãos de alguém, conheceu a espera, recebeu chuva e sol. Seu perfume guarda um pouco dessa vida que tantas vezes bebemos sem conhecer.

Percorrer os cafezais é aprender a demorar o olhar.

É descobrir que uma lavoura tem a beleza dos gestos repetidos com cuidado; que por trás de cada safra existem famílias, expectativas e saberes transmitidos na conversa e no exemplo. Há uma sabedoria na mão que toca o ramo e reconhece o tempo do fruto. Uma sabedoria que merece ser ouvida.

O convite de “Cafezais e seus Encantos” desperta essa vontade de aproximação. Conhecer de perto os sabores, as paisagens e a hospitalidade de Varre-Sai é permitir que o passeio se transforme em encontro. A manhã pode começar diante de uma mesa, mas ganha outro sentido quando alguém oferece o café e, junto dele, uma história.

Nas casas cercadas de flores, nas montanhas que prolongam o horizonte, nos caminhos entre as plantações, há motivos para deixar o relógio um pouco esquecido. Talvez seja esse um dos encantos da visita: recuperar a disposição para uma conversa sem pressa, para uma pergunta, para o prazer simples de estar ali.

E então chega o almoço. A mesa reúne quem veio conhecer e quem tem tanto a apresentar. Entre um sabor e outro, a paisagem ganha nomes, o trabalho ganha rosto, e aquele lugar que antes era apenas um destino começa a ocupar espaço na memória.

Quando chega a hora de partir, os cafezais continuam nas encostas. Quem mudou um pouco foi o visitante. Leva consigo o que viu e o que ouviu, o gosto do café, a lembrança de uma acolhida.

Depois, em casa, ao erguer outra xícara, voltará por um instante àquelas montanhas. E descobrirá, no primeiro gole, que a saudade também tem aroma.


🌿☕ cafezais e seus encantos.

Venha conhecer o Turismo rural de Varre-sai!!!

Um passeio especial cheio de sabores, cultura e natureza🌱❤️

Você é nosso convidado. 


📅 Data: 01/11/2026 -  domingo 

📍 Nosso Destino:

-  Café da manhã no Sítio Floresta .


-  Igreja do Cafezal e   Doces da Beth 

-  Sítio Piteira - café Moro da Máquina 

- Sítio das Pedras - almoço e Lazer.


📍 Local de saída: Praça da Prefeitura de Varre-sai 


⏰ Saída:07h.30 hs

⏰ Retorno: 16h


💰 Investimento: R$65,00


Incluso:

- Café da manhã 

- Transporte interno 

- almoço 


Viva essa experiência:

Conhecer o preparo do café especial 🌱 

Contemplar as paisagem do mirante do cruzeiro do abismo. 

Desfrutar de um espaço de lazer e almoço delicioso com piscina natural, bicão para banho,lago para pesca e natureza exuberante.


💳 Pagamento via Pix:

🔑 Chave Pix: 802.851.637-87


📞 Informações: (22) 99236-7694


⚠️ Vagas limitadas! Garanta sua participação e venha viver essa experiência conosco! 🌿☕🚌


Cristiana Ana Lima: uma mulher, muitos versos, uma conquista

 


Em certos dias, a poesia deixa a intimidade do papel e vem sorrir diante de nós. Veste amarelo, traz medalhas sobre o peito e conserva, no olhar, aquela alegria que nenhuma premiação consegue medir por inteiro.

Assim nos chega a imagem de Cristiana Ana Lima, de Manguinhos, na Serra, celebrada pelo primeiro lugar no Concurso Estadual de Poesias da ACLAPTCTC. No meio do dourado da homenagem e o azul das fitas, seu sorriso é o que mais demora em nossos olhos. Há nele a felicidade de quem vê sua palavra encontrar acolhimento.

Não temos diante de nós os versos premiados. Ainda assim, podemos pensar no caminho silencioso que precede uma conquista literária: a folha à espera, a escolha de uma palavra, a leitura em voz baixa, o instante em que se retira um excesso para que o sentimento possa respirar. Quando chega o reconhecimento, é também esse trabalho discreto que ganha luz.

Manguinhos, com seu nome de mar e suas paisagens de litoral, participa agora dessa celebração. Dá vontade de imaginar a notícia percorrendo suas ruas, entrando pelas janelas, chegando àqueles que conhecem Cristiana e podem dizer, com a alegria próxima dos afetos: a nossa poeta venceu.

A homenagem registra também que as vozes femininas conquistaram o topo do concurso. Cada uma traz seu modo de olhar o mundo, sua memória, suas perguntas. Ao serem ouvidas, ampliam o espaço da literatura e permitem que outras mulheres reconheçam, na palavra publicada, a possibilidade de oferecer também a própria voz.

Nesse encontro, a Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores cumpre uma tarefa preciosa: reunir pessoas em torno da criação e dar aos versos a oportunidade de seguir viagem. Um poema precisa de quem o escreva, mas frutifica de maneiras inesperadas quando encontra quem o leia.

Parabéns, Cristiana Ana Lima! Que a alegria desta conquista permaneça por muito tempo e lhe faça companhia diante das próximas páginas. As medalhas guardarão a lembrança deste dia; seus versos poderão chegar a lugares que você talvez nunca conheça.

Haverá sempre encanto nesse destino: em alguma casa, numa tarde qualquer, alguém abrirá um poema seu e encontrará as palavras de que precisava.