O NORTE FLUMINENSE, Bom Jesus do Itabapoana (RJ)
Jornal fundado por Ésio Martins Bastos em 25 de dezembro de 1946 e dirigido por Luciano Augusto Bastos no período 2003-2011. E-mail: onortefluminense@hotmail.com
quinta-feira, 23 de abril de 2026
IMPERDÍVEL: VEM AÍ O ENCONTRO DE BANDAS DE VARRE-SAI!
O Choro Pede Para Renascer em Bom Jesus
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| Chorões do Vale no Shopping Bom Jesus |
No compasso delicado das cordas e no sopro leve dos instrumentos, o Brasil celebra hoje o Dia Nacional do Choro, um dos gêneros mais autênticos e expressivos da música brasileira. Mais do que uma data comemorativa, é um convite à memória, à valorização cultural e, sobretudo, à reconstrução de caminhos que mantêm viva essa tradição.
Em Rosal, distrito que se tornou referência nacional por seus tradicionais festivais de chorinho, o choro não é apenas música: é identidade. Ao longo dos anos, o local reúne artistas, admiradores e talentos que encontraram nos encontros musicais um espaço de troca, aprendizado e celebração. Os festivais consolidaram Rosal como ponto de encontro para quem reconhece no choro uma linguagem universal, capaz de traduzir sentimentos profundos em melodias singelas.
Mas a história vai além dos palcos. Antes mesmo do reconhecimento institucional, a região já produzia cultura de forma espontânea e apaixonada. O grupo Chorões do Vale marcou época, levando sua música a diferentes lugares e encantando públicos com sua autenticidade. Era o choro nascendo do cotidiano, das vivências locais, da união entre músicos que transformavam simplicidade em arte.
Hoje, ao revisitar esse legado, surge também uma reflexão necessária: por que não retomar esse protagonismo? Por que não incentivar o surgimento de novos grupos, novas rodas, novos encontros? O choro, com suas raízes profundas na cultura brasileira, não deve ser apenas consumido, ele pede continuidade, participação e renovação.
Há, portanto, um chamado silencioso, mas potente. Que Bom Jesus reencontre sua vocação musical, que seus artistas se sintam encorajados a formar novos grupos e que a tradição volte a ecoar não apenas como lembrança, mas como prática viva. O passado inspira, mas é o presente que constrói o futuro.
E assim, no meio de memórias e possibilidades, o choro segue, resiliente, sensível e cheio de esperança. Porque enquanto houver quem toque, quem escute e quem acredite, a música nunca deixará de existir.
Bom Jesus levará delegação de xadrezistas a Varre-Sai
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| Clube de Xadrez de Bom Jesus do Norte |
O Xeque-Mate da Amizade
Nas curvas sinuosas que separam o café das montanhas e as águas do Itabapoana, o silêncio não é ausência, mas sim o som da mente em movimento. O anúncio do Campeonato de Xadrez em Varre-Sai não é apenas um convite ao esporte; é um chamado para que as fronteiras geográficas se dissolvam sobre as casas pretas e brancas do tabuleiro.
Varre-Sai, com seu ar de montanha e aroma de grãos torrados, abre as portas da Copamatriz Santa Filomena. Mas o tabuleiro, em sua essência, ignora CEPs. Do outro lado da estrada, Bom Jesus observa e se prepara. É uma união que se faz no olhar compenetrado, no respeito mútuo de quem sabe que um peão avançado em uma cidade ecoa como estratégia na outra.
Imagine os jovens das duas terras, herdeiros de tradições tão próximas, sentados frente a frente. Não há rivalidade amarga, apenas o duelo elegante da inteligência. Enquanto em Bom Jesus o rio corre constante, em Varre-Sai o tempo parece parar para a próxima jogada.
Unir essas duas cidades através do xadrez é celebrar o que temos de mais humano: a capacidade de criar, de raciocinar e de encontrar o outro no campo das ideias. Que no dia 02 de maio, os cavalos trotem entre as colinas e as torres se ergam firmes, mostrando que, entre Varre-Sai e Bom Jesus, o lance mais inteligente sempre será a fraternidade.
No final, independentemente de quem conquiste o rei adversário, quem ganha é a nossa região: unida pela cultura, pelo esporte e pelo eterno prazer de uma boa partida entre amigos.
DIA NACIONAL DO CHORO
Hoje celebramos a cultura em duas de suas formas mais profundas: a música e a palavra!
No Dia Nacional do Choro, reverenciamos o legado de Pixinguinha, mestre que eternizou a alma brasileira em forma de melodia.
E no Dia Mundial do Livro, celebramos as histórias que guardam nossa memória, identidade e sonhos.
O grupo Raiz de Figueira mantém viva essa essência, preservando, protegendo e divulgando a nossa cultura com talento e sensibilidade.
Formado por:
Rodrigo Tabatinga (pandeiro)
Vinícius (violão 7 cordas)
Marcos (cavaquinho)
Flávio (flauta)
Uma justa homenagem do podcast Enquadrando a Cultura, pelo RCI O Canal, a todos que fazem da arte um instrumento de resistência e transformação.
Choro e Literatura: raízes que transformam!
Curta, compartilhe e fortaleça a cultura brasileira!
#DiaNacionalDoChoro #DiaMundialDoLivro #RaizDeFigueira #EnquadrandoACultura #RCIOCanal CulturaViva
Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, por Rogério Loureiro Xavier
Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.
*Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.*
O Dia Mundial do Livro, ou simplesmente Dia do Livro, é comemorado anualmente em 23 de abril.
Data onde celebramos o poder transformador da leitura! O Dia Mundial do Livro é uma data para lembrar a importância dos livros na formação do pensamento crítico, na promoção do conhecimento e no incentivo à imaginação. Que possamos cultivar o hábito da leitura e valorizar a literatura como parte essencial da nossa cultura!
Além de homenagear várias obras literárias e seus autores, a data também busca conscientizar as pessoas sobre os prazeres da leitura.
“Ao celebrarmos o livro, celebramos atividades — escrita, leitura, tradução, publicação — através das quais o ser humano se eleva e se realiza; e celebramos, fundamentalmente, as liberdades que as tornam possíveis. O livro é o ponto de encontro das mais essenciais liberdades humanas, nomeadamente a liberdade de expressão e de edição.”
“É nosso dever proteger estas liberdades no mundo inteiro, promovendo a leitura e a escrita para combater o analfabetismo e a pobreza, fortalecer os baluartes da paz bem como proteger e valorizar as profissões e os profissionais do livro.”
O 23 de Abril, portanto, homenageia leitores, tradutores, editores, enfim, todos aqueles envolvidos com o livro, seja na sua produção, seja na sua recepção (leitura). É também a oportunidade de celebrar o autor, não apenas como artista, mas como detentor de direitos legais sobre suas obras.
*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*
Onde a Alma do Casario de São Pedro do Itabapoana Vira Filme
No coração de São Pedro do Itabapoana, onde as pedras guardam ecos de outros tempos, a Academia Maria Antonieta Tatagiba - Artes - Historia - Letras, através do seu notável presidente, dr Pedro Antônio de Souza, abre suas portas para celebrar o que a lente eternizou. "É Quase Verdade", diz o título, mas a emoção que transborda das memórias daquela filmagem é absoluta e palpável.
Trata-se de um convite ao olhar: para as cenas montadas sob o sol do Espírito Santo e para o brilho nos olhos de quem fez a história acontecer. Sob a regência cuidadosa de Prudenciana Cicilioti, as recordações ganham corpo e voz nos dias 25 e 26 de abril.
Mas a alma desta festa tem nome e centenária sabedoria: Dona Alvina Fraga Gomes. Ela, que emprestou sua presença secular ao cinema, é a estrela maior, a figurante que o tempo não apaga, a mulher que prova que a arte não tem idade para florescer.
N meio do ontem e o hoje, o convite está feito: venha ver a vida transformada em imagem e o tempo transformado em memória.








