quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PAT BOONE


 

Ventos de Agosto: A Poesia na Tenda da Praça em Bom Jesus

 

​Há nas praças do interior uma vocação secreta para o encontro. Quando a tarde cede espaço à noite e as luzes começam a desenhar os contornos do tempo, o coração de Bom Jesus do Itabapoana parece desacelerar para ouvir o próprio palpitar. É nesse cenário de brisa mansa e memórias afetivas que a cidade se prepara para vestir sua melhor veste lírica.

​Na Praça Governador Portela, onde as árvores guardam segredos de tantas conversas e o imponente casario abriga a alma boêmia e familiar da terra, uma lona se ergue como promessa de refúgio e encantamento. Sob a batuta do prefeito Serginho Cyrillo e do vice-prefeito Savio Almeida, o convite está lançado: a Abertura Oficial da Tenda SESC Cultural chega para transformar o cotidiano em arte.

A Noite que se Anuncia

​Mais do que um evento oficial, a chegada da tenda cultural é o resgate daquela velha magia em que a praça vira palco, a calçada vira plateia e o vento traz notas musicais que abraçam a gente. É o instante em que a comunidade se reconhece nos olhos do vizinho, compartilhando o mesmo fôlego e a mesma alegria de ver a cultura palpitar ao ar livre. Que os refletores acendam, que a música comece e que a poesia faça morada, mais uma vez, sob a lona acolhedora do SESC.


O governador Badger Silveira sob o Sol de 1962

 



​O sol da tarde de 1962. Uma luz morna, quase amarelada, que banha a paisagem de Cabo Frio. Um calor que parece emanar não apenas do céu, mas da própria terra, da história que se constrói. É nesse cenário que surge, qual espectro benevolente, a imagem enviada por Martha Salim. Uma fotografia em preto e branco, mas que carrega em si a paleta de cores de uma época, a intensidade de um tempo.

​Não é uma simples foto. É um poema visual. Os homens que caminham, imponentes em seus ternos alinhados e cabelos penteados, não são meras figuras públicas. Eles são a personificação de uma era, a encarnação de um ideal. Wilson Mendes, General Alcyr de Paula Freitas, Dr. Edilson Duarte, o governador açordescendente Badger da Silveira, Dr. Coelho. Nomes que ressoam como ecos em uma catedral, lembrando a grandiosidade de um momento.

​Eles caminham com passos firmes, alinhados, como se marchassem ao som de uma sinfonia silenciosa. Seus olhares, ora para a frente, ora para o lado, carregam a certeza de quem sabe o caminho a seguir. A indústria da Alcalis ao fundo, com suas estruturas metálicas e suas tubulações, é um testemunho da força do trabalho, da grandiosidade da indústria, da poesia do progresso.

​Mas há algo mais nessa imagem. Uma melancolia sutil, uma sombra que se projeta sobre o sol da tarde. É a consciência do efêmero, da fragilidade dos homens e de seus feitos. É o sussurro do tempo que passa, inexorável, levando consigo a glória e o esplendor.

​No entanto, a foto resiste. Ela congela aquele instante, eterniza aquele sol da tarde, imortaliza aquelas figuras. Ela se torna um farol, um guia, a nos lembrar de onde viemos, de quem fomos, do que somos capazes. Ela nos convida a refletir sobre o nosso próprio tempo, sobre o nosso próprio legado.

​A imagem enviada por Martha Salim não é apenas um documento histórico. É um convite à poesia. É um canto à força do trabalho, à beleza da superação, à fragilidade da vida. É um lembrete de que, mesmo em preto e branco, a vida pode ser colorida, intensa e cheia de significado.

​E assim, o sol da tarde de 1962 continua a brilhar, em cada detalhe daquela foto. Em cada ruga, em cada olhar, em cada passo. Ele nos lembra que, mesmo quando a noite cai, a poesia do passado permanece, como uma estrela a nos guiar.


Manoel Vieira Seródio e a memória que permanece de pé

 



As cidades também têm gratidão. Nem sempre a expressam em palavras, mas ela permanece escondida nas praças, nos velhos casarões e nas fachadas que resistem ao tempo. Há prédios que parecem feitos de pedra e cal; na verdade, são feitos de lembranças.

Em Bom Jesus do Itabapoana, dois dos mais belos edifícios que hoje integram o Centro Cultural continuam a contar, em silêncio, a história do açoriano Manoel Vieira Seródio. Cada parede parece guardar um gesto de seu tempo; cada janela ainda se abre para um passado que insiste em conversar com o presente. Não são apenas construções: são fragmentos da alma da cidade.

Talvez tenha chegado o momento de a memória dar mais um passo. Um monumento a Manoel Vieira Seródio, na Praça Governador Portela, não seria apenas uma homenagem a um homem, mas um gesto de reconhecimento à presença açoriana que ajudou a erguer Bom Jesus, pedra sobre pedra, sonho sobre sonho.

A praça passaria a reunir dois filhos dos Açores, Padre Antônio Francisco de Mello e Manoel Vieira Seródio,  ao lado de seus ilustres açordescendentes, Roberto e Badger Silveira, além de José Vieira Seródio. Seria como se a cidade desenhasse, em bronze e afeto, uma constelação de nomes que continuam iluminando sua história.

Há pessoas que não desaparecem. Permanecem de pé nas obras que deixaram, no patrimônio que construíram e na memória agradecida de um povo. E, quando esses velhos prédios continuarem desafiando os anos, sempre haverá um pouco de Manoel Vieira Seródio caminhando, discretamente, pelas ruas de Bom Jesus do Itabapoana.



Faze Agora, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Faze Agora*


Faze Agora

Nem cedo, nem tarde...

O presente é hoje.

O passado está no arquivo.

O futuro é uma indagação.

Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.

Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, "depois" significa "fora de tempo", ou tarde demais.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

FESTA DE AGOSTO 2026, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*FESTA DE AGOSTO 2026*


*BOM JESUS DE ITABAPOANA - RJ, CIDADE ABENÇOADA POR DEUS, JÁ ESTA EM FESTA!!!*


*"NÃO DEIXE DE PARTCIPAR, MESMO COM SEGURANÇA E LIMITAÇÕES, DA TÃO ESPERADA E TRADICIONAL FESTA DE AGOSTO DE BOM JESUS."*


*"Considerada na região como a Cidade Luz, Abençoada e Hospitaleira. Uma Linda História de Conquistas."*


*RECOMENDO!!!!!!!!!*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carl Doy