domingo, 14 de junho de 2026

Studio TM Reescreve a Aristides Figueiredo: Um Farol de Saúde e Respeito

 


Há esquinas que carregam o peso do tempo, como páginas rasgadas de um livro que a cidade preferia esquecer. Na rua Aristides Figueiredo, um antigo endereço já foi o epicentro de noites densas. Ali, onde o som alto tentava abafar os vazios da alma e as algazarras traduziam os conflitos de quem buscava esquecimento no fundo de um copo, morava a desordem. O eco daquele velho bar era o manifesto de uma humanidade que se desencontrava de si mesma entre paredes gastas.

​Mas o tempo, esse mestre sutil, guarda seus próprios mistérios. Onde antes se cultivava a estagnação mascarada de ruído, operou-se uma espécie de alquimia urbana. Pelas mãos de Thiago Moreno Ribeiro e de sua esposa Cristiane, o caos pediu licença à ordem. Nascia ali o Studio TM Fitness.

​Não se trata de erguer paredes ou enfileirar esteiras e pesos reluzentes. Trata-se de uma transmutação sagrada: o lugar que outrora acolhia a dispersão do ser humano, hoje recolhe os seus pedaços para fundar a vida.

​Olhar para as paredes do Studio, onde cartazes em vermelho vivo gritam "Acredite", "Suporte as dores, aprecie os ganhos" e "Só você pode mudar a sua vida",  é compreender que o corpo ali esculpido é apenas o reflexo de uma arquitetura interna muito mais profunda. Thiago e Cristiane não criaram uma academia convencional, dessas onde as pessoas se tornam apenas números em busca de métricas frias. Construíram um templo. Um espaço de resgate onde a singularidade de cada um é recebida com a dignidade litúrgica que o mundo lá fora teima em negar.

​Quem cruza aquele portal em busca de suor, encontra, na verdade, um porto. Em pouco tempo, os olhares já mudaram. Há uma altivez nova no caminhar dos que ali frequentam, um respeito próprio que floresce no silêncio concentrado entre uma repetição e outra. É o milagre cotidiano de ver o cansaço físico transformar-se em repouso para o espírito.

​O Studio TM Fitness surge, assim, como um farol revolucionário. Ele não apenas acompanha o palpitar de desenvolvimento econômico que redesenha Bom Jesus do Itabapoana, mas antecipa e molda a sua evolução espiritual. Mostra que a verdadeira força não reside na explosão do conflito, mas na constância silenciosa do autocuidado. Onde o barulho da noite findou, hoje ecoa o hino vitorioso da superação.








A velhice não aceita despreparo, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*A velhice não aceita despreparo.*


Quem chega a ela sem autonomia sente o peso da dependência. Prepara-se.Tenha segurança, um teto seu e recursos para viver com dignidade. Seja leve: menos poses, mas paz.


Quanto mais coisas acumulamos, mais elas exigem de nós. A arte de viver está nas coisas simples: dormir bem, comer com prazer, rir com liberdade e não se deixar dominar pelas preocupações. 


Lembre-se: nada neste mundo é realmente nosso. E quanto menos nos apegamos às coisas, mais livres nos tornamos. A verdadeira prisão é o apego. A liberdade começa quando aprendemos viver com o essencial. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

sábado, 13 de junho de 2026

Histórico: Dona Nina e o Grupo Musical Amantes da Arte emocionam em Cantata de Natal

 

Arquivo: Júlio César de Paula Ribeiro, 2013



A História Viva de Varre-Sai com o Dr Silvestre Gorini

 


Copa do Mundo 2026, por Rogério Loureiro Xavier


 *Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*Copa do Mundo 2026*


*O futebol ⚽️ nos lembra de algo que não devemos esquecer:*


*A vida não é uma competição para brilhar sozinho, mas um caminho que aprendemos a percorrer juntos.* 


*Quem não sabe passar a bola, mesmo que tenha talento, ainda não entendeu o jogo.*


*E quem não sabe com os outros é pelos outros, ainda não entendeu a vida.*


*Hoje começa a Copa do Mundo de 2026, a maior de todas as histórias. Três países sede ( Canadá, Estados Unidos e México principalmente para acomodar a inédita expansão do torneio para 48 seleções. Esse aumento exige uma logística muito maior e a Fifa optou por dividir a infraestrutura e os custos.), o maior número de seleções é um mundo inteiro de olho.*


*A partir de agora, o meu papel é o mesmo de cada um de vocês torcedores apaixonado.*


*Pra cima deles, Brasil! O Hexa é o nosso objetivo.*


🇧🇷⚽️🇧🇷⚽️🇧🇷⚽️🇧🇷⚽️


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

A Poesia que Cabe Num Café e Num Pedaço de Bolo




O tempo, nas clareiras da manhá, parece desacelerar de propósito. Há um acordo tácito entre o sol filtrado pelas folhas e a madeira rústica da mesa: nenhum dos dois tem pressa. Sob o céu aberto do Garden Café, o mundo barulhento lá fora se reduz ao tilintar discreto de uma colher.

​Na mesa, a simplicidade se veste de poesia. Um pedaço de bolo de cenoura, com sua cor viva de sol poente, repousa sob uma generosa e densa cobertura de chocolate. É o gosto exato da infância, aquela nostalgia doce que a gente mastiga devagar, querendo prender o sabor no paladar e o momento na memória. Ao lado, o café no copo escuro exala um calor acolhedor, o par perfeito para equilibrar a doçura da vida.

​No meio do café e do prato, a modernidade espreita num cartão impresso: um QR code que promete um "cardápio digital". Mas quem precisa ler o futuro ou escolher o próximo prato quando o presente já se basta? O verdadeiro cardápio desta manhã não está na tela de um celular; está no vento leve que balança as plantas ao fundo, na textura áspera da madeira sob os dedos e na pausa sagrada que nos damos o direito de viver.

​No silêncio preenchido pelo aroma de café fresco, a pressa descansa. E a vida, por alguns minutos, é apenas um bolo compartilhado com a própria alma.


Lira 14 de Julho: 104 Anos Unindo Gerações Através da Música



​Há centenários que não cabem no rigor frio dos números, carecem da poética dos acréscimos. Dizer cento e quatro anos soa quase estático, mas pronunciar “100+4” é evocar a insistência bonita da vida em continuar. É o tempo que passou, sim, mas com o fôlego renovado que se junta na ponta de cada partitura, no brilho preservado de cada metal.

​Quando o mês de julho se aproximar, trazendo aquele frio característico que convida ao aconchego, o distrito de Rosal abrirá os braços para se tornar o coração sonoro da região. A icônica fachada iluminada, testemunha de tantas alvoradas e retretas, voltará a ser o cenário perfeito para emoldurar os sorrisos daqueles que carregam a tradição na ponta dos dedos e no sopro do peito. Há uma mística singular no azul que veste esses músicos: ele espelha o céu das noites de festa e a profundidade de uma história que atravessa gerações sem perder o tom.

​O próximo dia 11 de julho não marcará apenas um aniversário cronológico, mas o reencontro da comunidade com a sua própria identidade. O planejado Encontro de Bandas Musicais funcionará como um imã de afetos, onde o som de uma corneta ou o repique de um tarol serão capazes de costurar, no mesmo tecido invisível, o passado dos pioneiros e o futuro dos jovens que hoje erguem seus instrumentos com orgulho.

​Afinal, o que faz a Lira 14 de Julho resistir e encantar há mais de um século?

​A resposta não está guardada nos arquivos, mas na vibração viva do ar quando a primeira nota ecoa na praça. Está na amizade que une os músicos nos ensaios, na persistência em manter viva a alma lírica do interior e, acima de tudo, nessa capacidade quase divina de unir pessoas através da música.

​Que venham os acordes, as palmas e os abraços. Viva a Lira 14 de Julho, patrimônio vivo de nossa gente, que segue provando que o tempo pode passar, mas a verdadeira arte nunca perde o compasso.