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| Roberto Silveira, Ismélia e os filhos Jorge Roberto, Márcia e Dora |
Neste dia 28 de fevereiro, a memória nos conduz aos 65 anos da partida do ex-governador Roberto Silveira, cuja vida foi interrompida em Petrópolis (RJ), em 1961, após o trágico acidente de helicóptero que ainda ecoa como capítulo marcante da história fluminense.
Açordescendente, herdeiro das raízes de Manuel Ignácio da Silveira, oriundo da ilha do Pico, Roberto nasceu em 11 de junho de 1923, no Sítio Rio Preto, em Bom Jesus do Itabapoana. Ali, entre paisagens rurais e afetos familiares, cresceu ao lado dos irmãos Badger, Zequinha, Maria da Penha e Dinah, moldando desde cedo o espírito público que marcaria sua trajetória.
Seus primeiros passos no saber foram dados na Escola Municipal de Barra do Pirapetinga, sob a orientação da professora Olga Ebendinger. Vieram depois os estudos com a professora Amália Teixeira e no Colégio Rio Branco, na mesma cidade que guardaria para sempre suas origens e sua identidade.
Na década de 1940, seguiu para a Faculdade de Direito de Niterói, onde amadureceu ideias e ideais. Em 1947, o jovem advogado foi eleito deputado estadual, sendo reconduzido ao mandato em 1950, sinalizando já a confiança popular em sua vocação pública.
Em 1951, uniu sua vida à da bonjesuense Ismélia Saad, filha de Melhim Hanna Saad e Alzira Sauma Saad, formando uma família que perpetuaria valores de cultura, serviço e compromisso social. Dessa união nasceram Jorge Roberto, Dora e Márcia, cujas trajetórias profissionais refletiriam o legado intelectual e humano herdado do pai.
Secretário estadual do Interior e Justiça, Roberto Silveira foi eleito vice-governador em 1954 e, em outubro de 1958, alcançou o governo do Estado do Rio de Janeiro. Muitos já o viam como um nome destinado a voos ainda mais altos na vida pública nacional.
Foi justamente em missão de cuidado e responsabilidade, ao buscar verificar os estragos causados por uma enchente em Petrópolis, que o destino interrompeu sua caminhada. Ao decolar, em 1961, o helicóptero perdeu o controle, e a queda da aeronave ceifou sua vida, deixando o país órfão de uma liderança promissora.
Segundo Antônio Seixas, do Grupo História Fluminense, a Comissão Nacional da Verdade não apurou apurou as causas de sua morte.
Décadas depois, o tempo transformou saudade em memória viva. Em 7 de agosto de 2016, no Sítio Rio Preto, berço de sua história, um movimento capitaneado por bonjesuenses inaugurou com muita emoção o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, espaço onde passado e presente dialogam em permanente homenagem.
Neste ano, celebram-se os dez anos do Memorial, reafirmando que a história não se encerra na ausência, mas continua a florescer na lembrança coletiva.
A vida de Roberto Silveira permanece como chama acesa no tempo, exemplo de luta, dedicação e esperança, luz que ainda ilumina nossos caminhos e inspira novas gerações a servir ao bem comum.

Roberto Silveira é Glória de Bom Jesus do Itabapoana
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| Olga Ebendinger, professora de Roberto Silveira, na Barra do Pirapetinga |

Roberto Silveira estudou na Escola Bom Jesus, da professora Amália Teixeira, localizada na parte superior do prédio

Colégio Rio Branco, onde estudaram os irmãos Roberto, Badger e Zequinha Silveira, funcionou entre 1920 e 2010, e, hoje, compõe o ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos)
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| Dora Silveira, filha de Roberto Silveira, e o Tiro de Guerra em homenagem à Glória de Bom Jesus |
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Ismélia e Roberto Silveira

Ana Maria Silveira e Badger Silveira Filho, sobrinhos de Roberto Silveira, sustentam que o tio foi alvo de atentado
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| Um mar de guarda-chuvas no adeus ao inesquecível Roberto Silveira |

Ismélia Silveira: lágrimas que nunca findam
(Fotos do livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha)

Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira foi inaugurado no dia 7 de agosto de 2016

A eterna primeira dama Ismélia Silveira e sua filha Dora Silveira participaram da inauguração do Memorial. Na foto, acompanhadas de João Bosco de Figueiredo Côgo, responsável pela organização do acervo
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| Dora Silveira discursou na inauguração do Memorial |

Ismélia Silveira e o rico acervo do Memorial
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| Terno que pertenceu a Roberto Silveira foi doado, com outras relíquias, pela saudosa Ismélia Silveira |

ROBERTO SILVEIRA VIVE!