domingo, 31 de maio de 2026

Apiacá na Feira dos Municípios: a Casa dos Açores e a Gestão Cultural


O Abraço do Tempo no Estande de Apiacá

​Quem caminha pelos corredores movimentados da Feira dos Municípios Capixabas busca, quase sempre, o paladar das montanhas ou o artesanato do litoral. Mas há momentos em que a feira deixa de ser apenas um mercado de encantos e se torna um portal de memórias. É o que se sente ao parar diante do pavilhão de Apiacá, um cenário de afetos belamente eternizado pelas fotos de José Antônio Alvarenga Borges.

​Sob a inscrição sóbria que batiza o espaço, o olhar sensível do fotógrafo capturou muito mais do que um balcão de negócios; registrou a essência do trabalho cuidadoso da Prefeitura de Apiacá. Sob a liderança e a sensibilidade do secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, o município conseguiu traduzir sua rica identidade em um mosaico de vivências. Ali, o aroma convidativo do Café Mozella e o sabor acolhedor da Maionese D’Casa dividem a atenção dos visitantes com o colorido do artesanato local. Mas o verdadeiro coração desse cenário bate um pouco mais ao fundo, onde a história ganha contornos de madeira e telha.

​O Refúgio da Memória: A Casa dos Açores e Francisco Amaro

​À esquerda do estande, há um convite a admirar uma singela e imponente réplica arquitetônica. É a presença da CAESCasa dos Açores do Espírito Santo, fincada ali pela gestão cultural do município como um abraço do passado no presente. Suas paredes de madeira em tom de brasa, as janelas quadriculadas e o telhado colonial evocam uma nostalgia que atravessou o oceano para deitar raízes nas terras capixabas.

​Ali, sob o enquadramento atento de José Antônio Alvarenga Borges, vemos o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Trajando seu colete e sua inconfundível boina, ele atende a uma mesa antiga, parecendo saído de outra época para fiar o tempo e contar histórias de além-mar. Esse resgate, impulsionado pela secretaria conduzida por Sávio Máximo Ribeiro, mostra que a pequena casa e a presença viva de Francisco Amaro não são meros elementos decorativos; eles conferem ao estande uma atmosfera de lar ancestral. O topo do móvel vizinho exibe orgulhosamente a miniatura de uma caravela e pequenas bandeiras, lembranças indeléveis dos navegantes que trouxeram sua cultura, sua fé e sua resiliência para o sul do estado.

​O Abraço que Traduz o Espírito Capixaba

​Mais do que as texturas, os produtos ou a arquitetura, o lirismo se consolida no gesto humano que o fotógrafo soube flagrar no instante exato. Bem no centro do estande, duas pessoas se fundem em um abraço caloroso e demorado, alheias ao movimento ao redor. Um homem de camiseta laranja as observa com a paciência de quem reconhece a sacralidade daquele reencontro.

​Através das fotos de José Antônio Alvarenga Borges, esse abraço se torna a síntese da feira e da própria filosofia que a Prefeitura busca transmitir:​ Acolhimento: A hospitalidade que transforma um estande de eventos na sala de visitas de uma autêntica casa açoriana.​ Identidade: A união profunda entre a herança cultural dos Açores, representada por figuras como Francisco Amaro, e o calor do povo apiacaense. Partilha: O espaço onde o turismo, o café passado na hora, o artesanato e as velhas memórias se encontram para celebrar a vida.

​Ao final, o esforço conjunto da Prefeitura de Apiacá, a visão de Sávio Máximo Ribeiro, a presença marcante de Francisco Amaro Borba Gonçalves e o registro poético de José Antônio nos lembram que o verdadeiro patrimônio de um município não se mede apenas em sua produção, mas na capacidade de manter vivas as suas origens e de receber a todos com o aconchego de um lar de portas sempre abertas.












sábado, 30 de maio de 2026

Felicidade, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Felicidade"*


Todos a buscam, todos a querem, mas a verdade é que poucos a encontram, pois muito poucos sabem onde se encontra a felicidade. 


*"E quem, ou o que é, essa felicidade?"* 


Todos têm palpites, uns mais corretos que outros, certamente, mas nunca há um consenso. E por quê? Porque a felicidade não se define, ela se sente e vive no coração de cada um de nós de forma diferente.


Muitos acham que felicidade é igual a dinheiro, fama, sucesso ou objetos caros. Mas será? Talvez uma minoria seja capaz de se sentir realizada e completa apenas com bens materiais, e se assim é, ninguém é ninguém para julgar. 


Mas na maioria dos casos a verdadeira felicidade vive em coisas mais abstratas, simples e baratas como o amor, a amizade, um momento de relaxamento, um sorriso sincero, um abraço apertado, um beijo sentido. 


Não importa onde vive a felicidade para você, o que importa é que você a procure, a saiba identificar e a viva intensamente.


*"Seja Feliz!"*


*✍️ ..  Rogerio Loureiro Xavier*

Carolina... Carol, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Carolina... Carol*


*12 anos ... 29 de maio 2026*


Carolina Xavier Mirandola, é filha de Aline Xavier e de Leonardo Mirandola, neta de Rogério Loureiro Xavier e Eloísa Bastos Xavier, bisneta de Elcio Xavier e Gedália Loureiro Xavier, trineta de Samuel de Aquino Xavier e de Baldina de Cerqueira Xavier, tetraneta de Julio de Aquino Xavier e de Carlos de Aquino Xavier.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Aniversário memorável: os 99 anos de Wilma Martins Teixeira Coutinho

 


Hoje, Wilma Martins Teixeira Coutinho celebra seus 99 anos cercada pelo carinho de familiares e amigos. A comemoração acontece no tradicional Restaurante Noi, na charmosa região da Praia de Icaraí, um dos cartões-postais mais conhecidos de Niterói.

Festejada poetisa, com versos publicados nas páginas do jornal O Norte Fluminense, Wilma construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso com a memória de sua terra. Atuou nos governos dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, tornando-se testemunha ocular de alguns dos capítulos mais significativos da história fluminense.

Guardiã de lembranças e admiradora de legados, esteve entre as mais entusiásticas apoiadoras da construção do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em Bom Jesus do Itabapoana. A inauguração do espaço, em 7 de agosto de 2016, representou não apenas a preservação da história, mas também a concretização de um sonho compartilhado por aqueles que reconhecem o valor da memória como patrimônio das futuras gerações.

A seguir, sua trajetória de vida contada por ela mesma.

"Wilma Martins Teixeira Coutinho filha de João Martins Teixeira Junior e Rosa Martins Teixeira, nascida em São Sebastião do Alto (RJ) aos 31 de maio de 1927, irmã caçula de treze irmãos que hoje não estão mais entre nós. Um ano após meu nascimento, meu pai, então Promotor de Justiça naquela Comarca foi transferido para a Comarca de Araruama, vindo a falecer em mil novecentos e trinta e dois, deixando-me órfã aos cinco anos e meio. Aos oito anos deixei aquela bela cidade banhada pela linda lagoa onde meu saudoso pai, grande poeta, se inspirou em belas poesias. Fomos para a cidade de Niterói permanecendo até a presente data, levando uma vida de estudo e trabalho, numa infância e adolescência tranquila (sem violência). Meu primeiro emprego foi na Secretaria de Educação e Cultura, aos vinte e três anos de idade, quando era Secretário o eminente Dr. Rubens Falcão, grande amigo de meu pai, figura potencial na educação de nosso estado. Foi um grande orgulho ser sua secretária. Com ele aprendi disciplina e dedicação, ele era perfeccionista ao elaborar um relatório ou qualquer trabalho que assinasse e isso me ensinou bastante. Anos após toma posse como interino, naquela Pasta o saudoso Dr. Badger Teixeira da Silveira, no governo de seu irmão Roberto Teixeira da Silveira. Deixando o cargo levou-me para o Palácio do Ingá onde exerci minhas funções no Gabinete Civil do Governador, vivenciando todos os fatos que enlutaram nosso estado até a cassação do nosso saudoso ex-Governador Badger Teixeira da Silveira. Entre fatos e fatos tive momentos felizes ali no convívio com meus amigos e chefes, não esquecendo o Dr. Jorge Loretti, grande colaborador e amigo de nossos Governadores, sem esquecer-se do Dr. Michel Saad, amigo fiel no Governo, entre outros...

Após essa jornada casei-me com José Luiz Vianna Coutinho, uma união de quarenta e oito anos baseada na lealdade e compreensão, sou mãe de Rosa Rachel. Tudo que sou foi realizado em função de dar-lhe um futuro melhor. 

Apaixonada pelo Direito, resolvi cursar uma Faculdade vindo a me formar em mil novecentos e setenta e sete, exercendo a função até hoje aos oitenta e oito anos, lúcida e obstinada. Foi uma batalha sem igual: Mãe, Funcionária, Universitária e Estagiária. Meu sonho era seguir a carreira de meu pai. Embora tentasse, o destino mostrou-me adverso. Deus está sempre à escuta.

Aposentei-me pela Procuradoria Geral do Estado após quarenta e dois anos de serviços prestados ao estado, no cargo hoje, de Analista Processual.

Como conseguiu fazer tudo isso e trabalhando? Certamente irão perguntar: Fazia faculdade na parte da manhã de segunda a sábado na SUESC; à tarde trabalhava na Comissão de Inquérito da Secretaria de Educação e Cultura. Quando na fase do estágio, já no quarto ano, fui nomeada para Defensoria Pública na Comarca de São Gonçalo, às terças e quintas, requeri então minha transferência para funcionar na Secretaria do Colégio Joaquim Távora no horário de dezenove horas às onze, sem prejudicar minha vida funcional. E a minha filha? O pai na parte da manhã fazia o papel de mãe. À tarde a Escolinha.

Essa foi a minha via crucis para poder realizar o meu sonho.

Em dezembro de dois mil e doze meu saudoso esposo se despede desse mundo para um plano superior.

Apesar dos embates da vida me julgo uma pessoa feliz, amada por todos aqueles que de mim se aproximam numa sintonia de paz. Busco ajudar as pessoas naquilo que posso em dificuldade que a mim socorrem, seja na minha profissão ou no atendimento aos idosos e aí está minha felicidade.

Fiz as três coisas essenciais durante minha vida: Plantei uma árvore “Sol da Bolívia”, escrevi um livro “Alameda dos Sonhos e o caminho percorrido”, cuja segunda edição será lançada em breve, e tive uma filha.

Nos momentos de inspiração faço minhas poesias. Se meu pai era poeta o meu DNA registrou. Amo a poesia, recitar para espantar a tristeza, pois como qualquer mortal, ela às vezes nos espreita e nas estrofes da vida solfejando ela vai embora.

Esta é Wilma Martins Teixeira Coutinho!"

Parabéns à aniversariante pela chegada aos 99 anos, cercada de saúde, afeto e boas recordações













A Palmeira e o Prédio: Novas Estrofes na Paisagem de Bom Jesus

 

​O Gigante de Filigrana e Vento



Bom Jesus do Itabapoana sempre teve o ritmo das águas que batem de leve nas pedras do rio. Uma cidade de horizontes baixos, onde o olhar costumava viajar livre entre o verde das copas das árvores e o azul-manta do céu fluminense. Mas o tempo, esse mestre de obras incansável, resolveu erguer novas estrofes no poema da paisagem.

​Olho para cima e vejo o gigante que nasce. Ele não pede licença; simplesmente brota do chão, escalando o firmamento andar por andar. Feito de tijolo nulo e concreto bruto, ele se veste temporariamente com uma renda de mistério: essa tela de proteção que o envolve, uma filigrana gigante que flutua ao sabor do vento, como o véu de uma noiva que espera o futuro chegar.

​Lá embaixo, a vida miúda e terna da praça resiste e acolhe. A palmeira abre seus braços verdes em um eterno aceno de boas-vindas ou de despedida para o horizonte que já não é o mesmo. O ferro retorcido no chão desenha contornos de uma infância que corre, enquanto a grama insiste em pintar de esperança o rodapé dessa nova era urbana.

​Há uma melancolia mansa em ver o céu ser recortado em ângulos tão retos, tão definitivos. Cada novo andar é um pedaço de nuvem a menos que conseguimos avistar do banco da praça. Contudo, há também a poesia do movimento. O prédio em construção é o coração da cidade batendo em um ritmo acelerado, o progresso desenhando suas linhas verticais sobre a calmaria horizontal de nossa memória.

​Bom Jesus assiste, entre o farfalhar das folhas e o eco distante do martelo, à sua própria metamorfese. A paisagem muda, o progresso finca suas raízes de cimento, mas a alma da cidade, essa permanece suspensa, feito a tela ao vento, observando o amanhã subir bem diante dos nossos olhos.


Apiacá e a força da cultura açoriana brilham na Feira dos Municípios Capixabas

 

No vibrante cenário da Feira dos Municípios Capixabas, realizada no Pavilhão de Carapina, no município de Serra, Espírito Santo, a cultura, a tradição e a identidade de Apiacá conquistam destaque e admiração do público.

O secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, celebra o sucesso da participação da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, representada pelo açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, cuja presença tem fortalecido os laços históricos e culturais entre os povos açorianos e capixabas.

Em meio às cores, sabores e manifestações culturais que reúnem municípios de todo o Estado, Apiacá reafirma sua vocação de valorizar suas raízes e promover sua riqueza cultural, destacando a culinária típica e o artesanato local. O estande tem recebido visitantes interessados em conhecer mais sobre a herança açoriana e as iniciativas que preservam essa importante tradição, fortalecendo os vínculos entre passado e presente e contribuindo para a valorização da identidade cultural capixaba.

O secretário destacou o empenho da Prefeitura de Apiacá na valorização da cultura local e parabenizou todos os envolvidos pela dedicação e pelo trabalho desenvolvido durante o evento. “A participação de Apiacá na Feira dos Municípios é motivo de orgulho para nossa população e demonstra a força de nossa identidade cultural”, ressaltou.

A programação da feira prossegue até amanhã, atraindo milhares de visitantes ao Pavilhão de Carapina. Enquanto o evento segue seu curso, os nomes de Apiacá e da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, se agigantam no cenário capixaba, levando adiante uma história construída com tradição, memória e orgulho de suas origens.







sexta-feira, 29 de maio de 2026

Por que deixamos tudo pra *Depois*?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Por que deixamos  tudo pra *Depois*?*


*Depois* eu ligo. 

*Depois* eu faço. 

*Depois* eu falo.

*Depois* eu mudo. 


Deixamos tudo pra *depois*, como se *depois* fosse o melhor. 


O que não entendemos é que...

*Depois* o café esfria,

*Depois* a prioridade muda, 

*Depois* o encanto se perde, 

*Depois* o cedo fica tarde, 

*Depois* a saudade passa,

*Depois* tanta coisa muda,

*Depois* os filhos crescem,

*Depois* a gente envelhece,

*Depois* o dia anoitece,

*Depois* a vida acaba.


Não deixe nada pra *depois*, porque na espera do *depois*, você pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos, os maiores amores, e todas as bênçãos que Deus tem pra você. 


Lembre-se: O dia é hoje. 

Amanhã você nem sabe se estará vivo.


*Depois*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*