terça-feira, 10 de março de 2026

Bosco e Rita na Memória Viva de Padre Mello: Os que Servem ao Sonho

 

Bosco e Rita: Guardiões do Sonho de Padre Mello



 

Há onze anos, quando os irmãos João Bosco e Rita de Cássia Cogo atravessaram as montanhas que ligam Guaçuí a Bom Jesus do Itabapoana, levavam consigo mais do que figurinos, partituras e memórias. Levavam uma chama antiga,  dessas que passam de pais para filhos, de mesa de jantar para sala de estar, de fotografia amarelada para o coração de quem aprende cedo que cultura não é luxo: é herança viva.

Nascidos em Muniz Freire e radicados em Guaçuí, filhos de uma linhagem marcada por raízes italianas e portuguesas, aprenderam em casa que família é mais do que palavra: é presença, cuidado e memória. Quem cruza a porta de sua casa percebe isso imediatamente. Ali, cada móvel parece guardar uma história; cada peça antiga murmura o passado; cada fotografia de álbum familiar é como uma janela aberta para o tempo. É um lar onde a memória respira.

Quando aceitaram o desafio de ajudar a reconstituir, com sacrifício e devoção, a parte cênica da celebração do aniversário do açoriano Padre Mello, talvez não imaginassem que estavam plantando algo maior do que um simples evento cultural. Padre Mello, gênio da civilização e da cultura local, voltaria a caminhar simbolicamente entre seu povo através de gestos simples, delicados e cheios de significado.

Na cantina da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, o café voltou a ser servido no bule, como nos tempos do velho pároco. As poesias ganharam voz novamente: Crianças, Carro de Boi. Instrumentos musicais evocaram o dom artístico do sacerdote. E o tradicional Pão do Padre voltou a circular entre as mãos das pessoas, lembrando os dias em que era vendido por Mariquinha, irmã do padre, e por Dona Cândida, amiga fiel da família que viera dos Açores.

Era como se o tempo tivesse aberto uma pequena fresta.

O gesto dos irmãos não se perdeu. Anos depois, veio o convite inesperado: homenagear Padre Mello em Varre-Sai, em um Seminário Intermunicipal entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana. O que começou como dedicação silenciosa transformou-se em reconhecimento público.

Mas quem conhece Bosco e Rita sabe que a motivação deles nunca foi aplauso. São agentes culturais movidos por algo mais raro: o amor puro pela arte, pela história e pela memória coletiva. Ao longo dos anos enfrentaram desafios econômicos com coragem, sem jamais permitir que a realidade apagasse o ideal. Para eles, o ideal sempre veio primeiro.

Talvez porque entendam, no fundo da alma, aquilo que o próprio Padre Mello escreveu, versos que hoje ecoam no busto erguido diante da Igreja Matriz de Bom Jesus:

“Morrer sonhando é despertar na glória,

eis a vitória, morrerei assim.”

A lição do pároco é clara como a manhã nas montanhas: só morre sonhando quem teve coragem de viver sonhando.

E os sonhos que Bosco e Rita carregam, feitos de memória, cultura e afeto, não pertencem apenas a eles. Já se tornaram parte da história de muitos.

Por isso, quando o tempo fizer seu silêncio inevitável, não haverá dúvida.

Como ensinou o velho poeta dos Açores, eles também despertarão na glória.













Oficina Literária, Escrita, Juventude e Natureza no Mês de Padre Mello: Adriano Moura Volta a Semear Amanhãs em Bom Jesus

 

Literatura e Meio Ambiente: formação literária ganha novo capítulo em Bom Jesus


Oficina "Do Cotidiano ao Literário: Estratégia de Contos e Minicontos", no Espaço Cultural Luciano Bastos, em 9/8/2024


Pelo meio de palavras e horizontes, a literatura volta a encontrar a juventude bonjesuense pelas mãos do renomado escritor campista Adriano Moura, que retorna a Bom Jesus para conduzir mais uma significativa oficina formativa, desta vez sob o tema “Literatura e Meio Ambiente”, um convite à reflexão sobre o mundo, a natureza e o papel sensível da escrita na construção do futuro.

Reconhecido por sua trajetória dedicada à educação e às artes da palavra, o autor promoverá, na ocasião, o lançamento de seu mais recente livro infantojuvenil, “Telêmaco, a história do pescador”, obra que dialoga com o imaginário juvenil e com as relações humanas estabelecidas entre memória, território e pertencimento.

Esta será a terceira oficina literária voltada à formação dos jovens do município. A primeira ocorreu em 2015, no Espaço Cultural Luciano Bastos, reunindo os chamados “Novos Poetas” em torno da descoberta da escrita. Anos depois, em 2024, novamente no ECLB, Adriano Moura conduziu a oficina “Do Cotidiano ao Literário: Estratégia de Escrita de Contos e Minicontos”, fortalecendo o vínculo entre experiência diária e criação artística.

Agora, a proposta amplia o olhar ao aproximar literatura e consciência ambiental. A oficina “Literatura e Meio Ambiente” será realizada no Colégio Estadual Padre Mello, no dia 9 de abril, das 13h às 16h, em parceria com o jornal O Norte Fluminense e a ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras. O evento consta da programação do Mês de Padre Mello. Durante o encontro, o escritor apresentará oficialmente ao público jovem seu novo livro, celebrando a leitura como espaço de formação sensível e cidadã.

Ao apoiar iniciativas como esta, o Jornal O Norte Fluminense reafirma sua missão de colaborar com o desenvolvimento cultural e literário da juventude e de toda a comunidade, reconhecendo na educação artística um caminho fértil para a construção de identidades e de futuros possíveis.

Nascido em 1972, na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), Adriano Carlos Moura é professor de Língua Portuguesa e Literatura, poeta e autor teatral. Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), atua na graduação e na pós-graduação do Instituto Federal Fluminense (IFF).

Autor de quatro livros publicados, Liquidificador, poesia para vita mina (Imprimatur, 2007), o romance O julgamento de Lúcifer (Novo Século, 2013), Todo Verso Merece Um Dedo de Prosa (Chiado, 2016) e Invisíveis (Patuá, 2020), é membro da Academia Campista de Letras. No teatro, assina textos como Relatos de professores, Meu querido diário e A Matrioska, esta última premiada no Concurso Nacional de Dramaturgia da Fetaerj, consolidando uma trajetória marcada pelo diálogo entre educação, arte e transformação social.




Adriano Moura no ECLB, em 9/8/2024

Em 2015, Adriano ministrou a oficina "Para os Novos Poetas", no Espaço Cultural Luciano Bastos 

Adriano Moura, em 2015,  no ECLB


Adriano Moura lançará seu mais novo livro destinado ao público infantojuvenil 



ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, apoia a Oficina Literária  

Oficina ocorre dentro da programação do Mês de Padre Mello

Adriano Moura: um ícone de nossa literatura estará novamente em Bom Jesus do Itabapoana 


"A VIDA NÃO ESPERA", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"A VIDA NÃO ESPERA"*


A vida passa num instante. 


O que hoje é presente, amanhã já virou lembrança. 


Os dias correm, os anos chegam e muitos sonhos ficam para depois... até que o depois se torna tarde demais. 


Por isso, viva com intensidade. 


Ame sem medo. 


Decida com sabedoria. 


Não espere o cenário perfeito ele pode nunca existir. 


*"A vida acontece no agora. E é agora que você deve viver."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

"Feliz aniversário, Regina Loureiro Xavier!", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


👏🏽👏🏽🎂👏🏽👏🏽


Hoje minha irmã Regina Loureiro Xavier esta comemorando mais um Feliz Aniversário. Parabéns, muitas felicidades, saúde, paz, sucessos, alegrias e muita música. 


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

segunda-feira, 9 de março de 2026

Prédio histórico de Varre-Sai revela origem sob orientação do açoriano Padre Mello

 

Pedra, fé e herança açoriana: o legado do Padre Mello em Varre-Sai


O prédio localizado em Varre-Sai (RJ) é um belo exemplar da arquitetura eclética brasileira com fortes raízes na tradição açoriana-brasileira


Pesquisa revela raízes lusas na arquitetura histórica de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana


Pesquisa sobre a Igreja Matriz bonjesuense lança novo olhar sobre edifício histórico de Varre-Sai e revela conexões inesperadas na arquitetura regional.

À primeira vista, as cidades de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana parecem contar histórias distintas. Uma guarda no sotaque e nos sobrenomes a forte presença da imigração italiana; a outra cresceu sob a influência açoriana que marcou o interior fluminense no final do século XIX. No entanto, quando se observa com atenção suas fachadas antigas, percebe-se que as pedras, silenciosamente, narram uma história comum.

Essa descoberta ganha novo significado às vésperas do Simpósio Cultural Intermunicipal que reunirá as duas cidades no dia 16 de abril, no Seminário de Varre-Sai. A partir de recentes estudos sobre a arquitetura regional, começam a emergir vínculos estéticos e históricos que aproximam ainda mais os dois municípios.

O ponto de partida dessa investigação está no trabalho do jovem pesquisador brasileiro arquiteto Victor Hugo Paolucci Vieira. Mineiro e membro do Instituto Brasileiro de Arquitetura Tradicional, ele tem reunido arquitetura, história e religiosidade em estudos voltados à documentação do patrimônio cultural regional. É também autor do consagrado livro “100 Templos de Barbacena - Conhecendo o Universo Religioso através dos Tempos da Cidade” (2022).

Foi justamente a partir de sua análise da arquitetura da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, que novas conexões começaram a surgir. Pesquisadores bonjesuenses ampliaram o olhar para edificações históricas de Varre-Sai, revelando afinidades arquitetônicas que até então permaneciam discretas na paisagem urbana.

Uma herança além da imigração italiana

Embora Varre-Sai seja amplamente reconhecida por sua forte herança da imigração italiana, sua arquitetura pública e institucional preserva, em muitos casos, o padrão luso-brasileiro que predominou na estética urbana do Estado do Rio de Janeiro durante o ciclo do café, entre o final do século XIX e o início do século XX.

Um exemplo expressivo encontra-se em um prédio histórico da cidade, erguido em 1917. Quando comparado à fachada da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, surgem paralelos arquitetônicos que sugerem uma mesma linguagem construtiva.

Tudo indica que a fachada foi edificada sob a orientação do açoriano Padre Antônio Francisco de Mello. Padre Mello chegou a Bom Jesus do Itabapoana em 18 de junho de 1899, assumindo funções paroquiais que se estendiam também a Varre-Sai,  responsabilidade que perduraria até 1924.

Mais do que sacerdote, Padre Mello era também agrimensor, condição que o colocava em contato direto com medições, traçados e organização do espaço, aspectos frequentemente ligados à própria concepção arquitetônica das edificações.

Assim, não é difícil imaginar que, além de sua missão espiritual, ele tenha contribuído para difundir referências culturais e estéticas vindas do outro lado do Atlântico: memórias de vilas açorianas, igrejas voltadas para o mar e procissões conduzidas ao som dos sinos.

Um testemunho silencioso do tempo

O prédio varre-saiense permanece hoje como um testemunho discreto do tempo. Suas janelas alinhadas em rigorosa simetria sugerem ordem e equilíbrio; os arcos plenos das portas convidam mais à contemplação do que à pressa.

Nas quinas, cunhais brancos desenham limites elegantes sobre o fundo amarelo da fachada, evocando as antigas vilas portuguesas transplantadas simbolicamente para o interior fluminense.

Varre-Sai nasceu italiana no sotaque, na lavoura e na memória dos sobrenomes que atravessaram o oceano carregando esperança e saudade. No meio de ruas tranquilas e fachadas antigas, revela-se ali uma alma inesperadamente lusa.

Análise arquitetônica

O edifício histórico de Varre-Sai representa uma interessante transição entre o colonial tardio e o ecletismo característico do início do século XX.

Elementos de influência portuguesa

A base compositiva revela clara inspiração lusa, perceptível em diferentes aspectos:

a. Simetria rigorosa

A disposição regular de portas e janelas segue o ritmo clássico herdado da tradição arquitetônica portuguesa.

b.Vãos em arco pleno

Aberturas com a parte superior arredondada, comuns nas construções civis portuguesas do século XIX.

c. Cunhais e molduras

O uso de pilastras brancas nas quinas e molduras destacadas ao redor das janelas, contrastando com o fundo amarelo da fachada, reproduz a estética típica das vilas portuguesas.

O edifício de Varre-Sai aproxima-se mais do estilo colonial imperial em transição para o ecletismo, evidenciado por elementos como:

a. Frontão decorado

O coroamento recortado no topo da edificação revela influência urbana ligada ao período imperial fluminense.

b. Falsas sacadas

Os balustres decorativos sob as janelas superiores refletem o gosto eclético da época, que buscava conferir às construções civis a aparência elegante de pequenos palacetes.

O diálogo silencioso das cidades

Em Bom Jesus do Itabapoana, a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus repete gestos arquitetônicos semelhantes, como se as pedras dialogassem entre cidades vizinhas. As fachadas tornam-se, assim, parentes distantes, unidas por uma mesma linguagem de proporção, luz e fé.

Talvez seja essa a mais bela revelação da arquitetura antiga: as cidades também conversam entre si. Mesmo separadas por quilômetros de estrada, elas trocam memórias através de suas janelas, de seus arcos e de seus frontões.

E assim, no meio do silêncio das paredes centenárias e a passagem inevitável do tempo, permanece gravada uma verdade simples e profunda: as cidades são feitas de pessoas, mas também de lembranças. E algumas dessas lembranças, quando esculpidas em pedra, aprendem a atravessar os séculos. 


Padre Mello imprimiu na fachada da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus traços idênticos ao do prédio de Varre-Sai


 









"A VIAGEM É TÃO CURTA!", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"A VIAGEM É TÃO CURTA!"*


Uma jovem estava sentada num transporte público quando uma senhora, mal-humorada e velha, veio e sentou-se ao lado dela batendo-lhe com suas numerosas sacolas. Uma pessoa sentada do outro lado, ficou injuriada com a situação e perguntou à moça por que ela não reclamou ou disse algo para a velha senhora!


A moça respondeu com um sorriso: 

- Não é necessário ser grosseiro ou discutir sobre algo tão insignificante, a jornada juntos é tão curta ... 

Já desço na próxima parada.


A resposta merece ser escrita em letras douradas no nosso comportamento diário e em toda parte.


*"Não é necessário discutir sobre algo tão insignificante, nossa jornada juntos é tão curta."*


Se cada um de nós pudesse perceber que  a nossa passagem por cá tem uma duração tão curta... Por que escurecê-la com brigas, argumentos fúteis, não perdoando os outros, com ingratidão e atitudes ruins?! 


Isso seria um grande desperdício de tempo e energia!


Alguém quebrou seu coração? 

- Fique calmo, a viagem é tão curta .. 


Alguém lhe traiu, intimidou, enganou ou humilhou você? 

- Fique calmo, perdoe, a viagem é tão curta .. 


Qualquer sofrimento que alguém nos provoque, vamos lembrar que a nossa jornada juntos é tão curta .. 


Portanto, sejamos cheios de gratidão e doçura... A doçura é uma virtude nunca comparada ao caráter mau ou covardia, mas melhor comparada à grandeza.


*"Nossa jornada juntos aqui é muito curta e não pode ser revertida..."*


Ninguém sabe a duração de sua jornada. 

Ninguém sabe se terá que descer na próxima parada...


Vamos, portanto, acalentar e manter a doçura e amabilidade com os amigos e familiares... Vamos tentar nos manter calmos, respeitosos, gentis, gratos e perdoar uns aos outros. 


*"Se eu te machuquei, peço perdão."*

👇🏻👇🏻

*"E lembre-se:"*

*"A viagem aqui é tão curta!"*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Uma Realidade Sem Volta, por Rogério Loureiro Xavier

 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem."*


*"Uma Realidade Sem Volta."*


*"Só não irá ficar velho quem morrer mais cedo. Portanto, respeitem os mais velhos e trate-os com carinho, pois um dia, se viveres muito, serás um deles..."*


*"No dia em que eu não puder ir mais até você, não se esqueça de vir até a mim. Se um dia eu não puder lembrar o seu nome, venha me lembrar de quem você é. Se um dia eu não puder expressar meu orgulho e amor por você, apenas sinta que em minha alma nada disso se perdeu. Você continua e sempre continuará sendo parte importante da minha vida."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*