domingo, 28 de junho de 2026

A poderosa mensagem social de "Happiness"

 


"Happiness” (Felicidade), de Steve Cutts, é um curta-metragem de animação que usa ratos como metáfora para os seres humanos para criticar a obsessão da sociedade moderna por dinheiro, consumismo e status social.

​O filme mostra como as pessoas frequentemente passam a vida perseguindo bens materiais, sucesso na carreira e prazeres temporários, acreditando que essas coisas trarão felicidade duradoura, apenas para acabarem presas em um ciclo interminável de querer mais.

​O filme sugere que a verdadeira felicidade não pode ser encontrada através do consumo constante ou da validação externa, mas sim ao se libertar dessa “corrida dos ratos”.

​Steve Cutts criou o filme como um projeto amplamente independente usando animação 2D digital desenhada à mão, principalmente com softwares de ponta, combinada com uma narrativa visual expressiva e música clássica em vez de diálogos para transmitir sua poderosa mensagem social.

Vá firme na direção da sua meta, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Vá firme na direção da sua meta.*


Porque o Pensamento cria, o Desejo atrai e a Fé realiza.


Cada novo dia é uma nova chance para ser melhor. Não melhor do que os outros... melhor que nós mesmos. 


Faça do dia o reflexo do que alimenta dentro de você, REINVENTE-SE, SE PRECISO FAVOR. 


"Não se sinta mal se as pessoas lembram de você apenas quando precisam. Sinta-se privilegiado! Pois você é luz que vem a mente delas quando há escuridão".


*"Faça tudo valer a pena... A vida é tão imensa e ao mesmo tempo tão pequena."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Festas Juninas e Julinas, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Festas Juninas e Julinas.*


🎼🎶🎵🎤🪗🎹🥁👰🤠


Orquestra Sinfônica Dedão do Pé de Serra do Sítio do Papai.


Recordando a Festa de São João realizada em 25jun2016.


Viva São João! 

Viva São Pedro! 

Viva Santo Antônio!


No Sítio do Papai não podia faltar uma boa música para alegrar a família. "O forró foi animado!"


"Infelizmente tudo passa, tudo tem o seu tempo certo. Belos momentos que sempre levarei comigo ..."


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O espírito das ruínas

 


Há uma estranha superstição do nosso tempo: a de que o calendário produz sabedoria. Como se cada década apagasse os erros da anterior e o simples fato de nascer depois fosse uma forma de iluminação. Não é apenas uma crença no progresso das máquinas; é uma confiança quase religiosa de que o tempo, por si só, absolve e aperfeiçoa.

Quando um modernista fala em "contexto histórico", raramente fala apenas das circunstâncias. Fala do espírito que organiza uma época, daquele sopro invisível que determina o que uma civilização considera belo, justo e verdadeiro. A música muda porque muda a arquitetura; a arquitetura muda porque muda a política; a política muda porque muda a ciência. Tudo parece respirar o mesmo ar.

Por isso, para ele, arrancar uma forma do passado e trazê-la para o presente seria como costurar o bico de um papagaio no focinho de um cachorro. A forma perderia sua alma, porque sua alma seria inseparável do seu tempo. O passado só pode ser visitado como quem atravessa um museu: observa-se com curiosidade antropológica, jamais com reverência. Não se dialoga com os mortos; catalogam-se seus costumes.

Há, escondida nessa atitude, uma metafísica silenciosa.

Se o progresso técnico amplia continuamente as possibilidades morais, então a história possui uma direção inevitável. Inventam-se máquinas, libertam-se escravos. Produzem-se novos alimentos, reformulam-se as virtudes. Cada inovação pareceria acrescentar uma parcela inédita de humanidade ao próprio homem. A técnica deixa de ser instrumento para tornar-se critério moral.

Nesse horizonte, o futuro adquire um brilho quase escatológico. A velha esperança religiosa da redenção desloca-se para a cronologia. A providência deixa de descer do alto e passa a vir da frente. Amanhã conteria uma revelação que ontem jamais poderia conhecer. O futuro passa a parecer mais próximo do divino do que o passado, como se Deus continuasse escrevendo novos capítulos da realidade e nós tivéssemos o dever de acompanhá-los.

Então compreende-se a inquietação diante dos tradicionalistas. Invocar formas antigas deixa de ser apenas uma escolha estética; torna-se uma espécie de blasfêmia contra a marcha da história. O passado deixa de ser um ancestral para tornar-se um fantasma. Reanimá-lo seria despertar forças derrotadas, insistir em um mundo que o próprio tempo já teria condenado.

Mas existe outra maneira de olhar para a história.

Se o bem, o belo e o verdadeiro participam de uma mesma realidade, então nenhuma época possui monopólio sobre eles. As formas históricas podem envelhecer, mas os princípios que lhes deram origem permanecem vivos. O tempo revela aspectos da realidade; não a substitui. A verdade não amadurece como uma fruta. Apenas nós amadurecemos, ou desaprendemos a enxergá-la.

Talvez seja justamente o contrário do que imaginamos: quanto mais uma civilização prospera, maior é a tentação de esquecer as fontes que a fizeram florescer. O sucesso alimenta a arrogância. A arrogância convida à imprudência. A imprudência cronocêntrica transforma a memória em peso morto. A memória perdida dissolve a sabedoria. E, quando a sabedoria desaparece, a ordem começa lentamente a desfazer-se, não como um edifício demolido, mas como uma tapeçaria que perde, fio após fio, o desenho que lhe dava sentido.

É por isso que toda grande civilização aprende a voltar. Não por nostalgia, mas por necessidade. Assim como uma árvore não cresce afastando-se de suas raízes, uma cultura não permanece viva rompendo continuamente com seus fundamentos. Crescer não é fugir da origem; é aprofundá-la.

Talvez a eternidade seja menos uma promessa distante do que um ponto fixo contra o qual o tempo inteiro precisa ser medido. E talvez o verdadeiro progresso não consista em correr para o futuro, mas em aproximar cada vez mais a história daquilo que nunca esteve sujeito à história.

sábado, 27 de junho de 2026

A vida não espera, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*A vida não espera.*


A gente pisca, e lá se vão os anos, os planos, as pessoas. Um dia estamos brincando na calçada, no outro, segurando boletos e engolindo lágrimas em silêncio. 


Crescer é bonito, mas também é pesado. Vamos colecionando saudades, palavras não ditas e memórias que doem e aquecem ao mesmo tempo. 


Vivemos na pressa, querendo chegar, conquistar, provar... mas quase sempre esquecemos de viver o agora. 


E é no agora que mora tudo o que importa: o olhar de quem ama, o café com riso, a mão que aperta a sua quando o mundo desaba. 


Por isso, não se perca tentando ter tudo. Tenha o essencial: presença, vontade, afeto e gratidão. Porque no fim, a vida não se mede em conquistas, mas em momentos que fizeram o coração respirar mais devagar.


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

O lance da consagração: o jovem Raulyston, do CXBN, é campeão do II Chess Open de Itaperuna

 

Raulyston leva o título para Bom Jesus do Norte


Neste sábado, o tabuleiro testemunhou um capítulo memorável da história do xadrez regional. O jovem Raulyston Gomes Pereira, representante do Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte, e membro da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, conquistou o título do II Chess Open de Itaperuna, coroando com brilho um ano emblemático para a entidade, que celebra três décadas de existência.

A vitória não nasceu do acaso. Construída lance após lance, diante de adversários experientes e respeitados da região, ela é fruto de talento, disciplina e serenidade. Raulyston superou fortes enxadristas e alcançou o lugar mais alto do pódio por absoluto merecimento.

A conquista também reverencia o trabalho silencioso e perseverante do professor Fabio Sousa Vargas, mestre que, ao longo dos anos, vem formando gerações de enxadristas e consolidando uma verdadeira escola de pensamento, estratégia e cidadania. Os fatos falam por si: o título de Raulyston é a expressão mais eloquente de um projeto conduzido com competência, dedicação e visão de futuro.

Ao completar 30 anos, o Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte reafirma a grandeza de seu legado. Sob a liderança eficaz de Fabio Sousa Vargas, a instituição segue honrando sua história enquanto aponta, com altivez, para um horizonte renovado de excelência, conquistas e realização humana. Em cada campeão formado, renova-se a certeza de que o verdadeiro xeque-mate é aquele que a educação, a cultura e o esporte impõem às limitações da vida.


O Discurso Histórico de Francisco Amaro no Dia do Imigrante Açoriano, na CAES, em Apiacá


Boa noite a todos os quantos se dignaram a prestigiar esse evento das comemorações do dia do imigrante municipal; imigrante açoriano e comemorar também os 36 anos de canto e encanto do Grupo Musical Amantes da Arte.

​Tenho por mui alta e honrosa oportunidade, fazer um agradecimento pelo convite e por poder estar aqui hoje, com todos vós, neste dia 23 de junho de 2026, nesta Casa dos Açores do Estado do Espírito Santo, em Apiacá.

​Fico pensando nos nossos ancestrais que há anos, muitos anos, faziam à luz de vela ou de candeeiro, as suas folgas ou folias nos serões onde, em convívio, ao som de uma viola da terra "puxavam" uma dança, tocavam e cantavam e até "criavam" as modas ou músicas tradicionais, como por exemplo a Chamarrita; a Saudade; O Pezinho; O Baile da Povoação, O São Macaio; A Charamba; O Baile Furado; Os Olhos Pretos; Os Bravos; A Bela Aurora; A Lira; O Manjericão; A Tirana; A Sapateira; etc; etc. Muitas músicas, modas ou canções, acima referidas vieram com os imigrantes e ainda estão hoje sendo perseveradas pelos poucos imigrantes natos, mas por muitos açordescendentes, nesta terra maravilhosa do Brasil.

​Neste dia do imigrante, que se faça um bom exame de consciência para que possamos valorizar todos quantos, que longe dos Açores, sentem o existir da açorianidade, amparando ou mantendo uma diáspora guerreira que lutou e luta por seus ideais que consistem em aprimorar e resgatar as raízes açorianas trazidas para esta região do Vale do Itabapoana, há mais ou menos dois séculos.

​Aqui nestes pedaços de chão brasileiro, chegaram famílias de varias Ilhas do Arquipélago dos Açores, plantando usos e costumes que persistem até aos dias de hoje, graças aos seus descendentes. Há anos que esse povo se mostra dotado para a labuta, mostrando firmeza e perseverança para enfim vencer na vida e no desenvolvimento da região, sendo com trabalho dedicação e honradez. 

Há anos que esse povo, descendente de açorianos, vem hasteando as Bandeiras Açoriana e Portuguesa, mesmo sem respaldo ou conhecimento das "metrópoles" de Portugal e Açores. Contudo não desistiram e hoje podemos usufruir de uma comunidade que se chama Casa dos Açores do Espírito Santo em Apiacá, onde tem sido notável o esforço feito pelo seu presidente Dr. Nino Moreira Seródio, assim como os seus companheiros diretores, os quais fazem por manter as tradições que vieram das ilhas açorianas, como por exemplo a festa de devoção ao Divino Espírito Santo, ao Pão do Padre feito de acordo com a tradicional massa sovada e ainda se poder apreciar crianças cantando a moda do pézinho.

Gostaria mesmo é que todos os açorianos que estão lá nas ilhas distantes pudessem vir ver e observar a luta, a conduta e a persistência dos referidos descendentes de açorianos que aqui fazem por valorizar toda e qualquer relação ao arquipélago, fonte de suas genealogias.

​Portanto deixo aqui, com profunda emoção, um especial bem haja a todo esse pessoal maravilhoso.

​Com consideração e estima...

​Francisco Amaro Borba Gonçalves