segunda-feira, 9 de março de 2026

Prédio histórico de Varre-Sai revela origem sob orientação do açoriano Padre Mello

 

Pedra, fé e herança açoriana: o legado do Padre Mello em Varre-Sai


O prédio localizado em Varre-Sai (RJ) é um belo exemplar da arquitetura eclética brasileira com fortes raízes na tradição açoriana-brasileira


Pesquisa revela raízes lusas na arquitetura histórica de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana


Pesquisa sobre a Igreja Matriz bonjesuense lança novo olhar sobre edifício histórico de Varre-Sai e revela conexões inesperadas na arquitetura regional.

À primeira vista, as cidades de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana parecem contar histórias distintas. Uma guarda no sotaque e nos sobrenomes a forte presença da imigração italiana; a outra cresceu sob a influência açoriana que marcou o interior fluminense no final do século XIX. No entanto, quando se observa com atenção suas fachadas antigas, percebe-se que as pedras, silenciosamente, narram uma história comum.

Essa descoberta ganha novo significado às vésperas do Simpósio Cultural Intermunicipal que reunirá as duas cidades no dia 16 de abril, no Seminário de Varre-Sai. A partir de recentes estudos sobre a arquitetura regional, começam a emergir vínculos estéticos e históricos que aproximam ainda mais os dois municípios.

O ponto de partida dessa investigação está no trabalho do jovem pesquisador brasileiro arquiteto Victor Hugo Paolucci Vieira. Mineiro e membro do Instituto Brasileiro de Arquitetura Tradicional, ele tem reunido arquitetura, história e religiosidade em estudos voltados à documentação do patrimônio cultural regional. É também autor do consagrado livro “100 Templos de Barbacena - Conhecendo o Universo Religioso através dos Tempos da Cidade” (2022).

Foi justamente a partir de sua análise da arquitetura da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, que novas conexões começaram a surgir. Pesquisadores bonjesuenses ampliaram o olhar para edificações históricas de Varre-Sai, revelando afinidades arquitetônicas que até então permaneciam discretas na paisagem urbana.

Uma herança além da imigração italiana

Embora Varre-Sai seja amplamente reconhecida por sua forte herança da imigração italiana, sua arquitetura pública e institucional preserva, em muitos casos, o padrão luso-brasileiro que predominou na estética urbana do Estado do Rio de Janeiro durante o ciclo do café, entre o final do século XIX e o início do século XX.

Um exemplo expressivo encontra-se em um prédio histórico da cidade, erguido em 1917. Quando comparado à fachada da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, surgem paralelos arquitetônicos que sugerem uma mesma linguagem construtiva.

Tudo indica que a fachada foi edificada sob a orientação do açoriano Padre Antônio Francisco de Mello. Padre Mello chegou a Bom Jesus do Itabapoana em 18 de junho de 1899, assumindo funções paroquiais que se estendiam também a Varre-Sai,  responsabilidade que perduraria até 1924.

Mais do que sacerdote, Padre Mello era também agrimensor, condição que o colocava em contato direto com medições, traçados e organização do espaço, aspectos frequentemente ligados à própria concepção arquitetônica das edificações.

Assim, não é difícil imaginar que, além de sua missão espiritual, ele tenha contribuído para difundir referências culturais e estéticas vindas do outro lado do Atlântico: memórias de vilas açorianas, igrejas voltadas para o mar e procissões conduzidas ao som dos sinos.

Um testemunho silencioso do tempo

O prédio varre-saiense permanece hoje como um testemunho discreto do tempo. Suas janelas alinhadas em rigorosa simetria sugerem ordem e equilíbrio; os arcos plenos das portas convidam mais à contemplação do que à pressa.

Nas quinas, cunhais brancos desenham limites elegantes sobre o fundo amarelo da fachada, evocando as antigas vilas portuguesas transplantadas simbolicamente para o interior fluminense.

Varre-Sai nasceu italiana no sotaque, na lavoura e na memória dos sobrenomes que atravessaram o oceano carregando esperança e saudade. No meio de ruas tranquilas e fachadas antigas, revela-se ali uma alma inesperadamente lusa.

Análise arquitetônica

O edifício histórico de Varre-Sai representa uma interessante transição entre o colonial tardio e o ecletismo característico do início do século XX.

Elementos de influência portuguesa

A base compositiva revela clara inspiração lusa, perceptível em diferentes aspectos:

a. Simetria rigorosa

A disposição regular de portas e janelas segue o ritmo clássico herdado da tradição arquitetônica portuguesa.

b.Vãos em arco pleno

Aberturas com a parte superior arredondada, comuns nas construções civis portuguesas do século XIX.

c. Cunhais e molduras

O uso de pilastras brancas nas quinas e molduras destacadas ao redor das janelas, contrastando com o fundo amarelo da fachada, reproduz a estética típica das vilas portuguesas.

O edifício de Varre-Sai aproxima-se mais do estilo colonial imperial em transição para o ecletismo, evidenciado por elementos como:

a. Frontão decorado

O coroamento recortado no topo da edificação revela influência urbana ligada ao período imperial fluminense.

b. Falsas sacadas

Os balustres decorativos sob as janelas superiores refletem o gosto eclético da época, que buscava conferir às construções civis a aparência elegante de pequenos palacetes.

O diálogo silencioso das cidades

Em Bom Jesus do Itabapoana, a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus repete gestos arquitetônicos semelhantes, como se as pedras dialogassem entre cidades vizinhas. As fachadas tornam-se, assim, parentes distantes, unidas por uma mesma linguagem de proporção, luz e fé.

Talvez seja essa a mais bela revelação da arquitetura antiga: as cidades também conversam entre si. Mesmo separadas por quilômetros de estrada, elas trocam memórias através de suas janelas, de seus arcos e de seus frontões.

E assim, no meio do silêncio das paredes centenárias e a passagem inevitável do tempo, permanece gravada uma verdade simples e profunda: as cidades são feitas de pessoas, mas também de lembranças. E algumas dessas lembranças, quando esculpidas em pedra, aprendem a atravessar os séculos. 


Padre Mello imprimiu na fachada da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus traços idênticos ao do prédio de Varre-Sai


 









"A VIAGEM É TÃO CURTA!", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"A VIAGEM É TÃO CURTA!"*


Uma jovem estava sentada num transporte público quando uma senhora, mal-humorada e velha, veio e sentou-se ao lado dela batendo-lhe com suas numerosas sacolas. Uma pessoa sentada do outro lado, ficou injuriada com a situação e perguntou à moça por que ela não reclamou ou disse algo para a velha senhora!


A moça respondeu com um sorriso: 

- Não é necessário ser grosseiro ou discutir sobre algo tão insignificante, a jornada juntos é tão curta ... 

Já desço na próxima parada.


A resposta merece ser escrita em letras douradas no nosso comportamento diário e em toda parte.


*"Não é necessário discutir sobre algo tão insignificante, nossa jornada juntos é tão curta."*


Se cada um de nós pudesse perceber que  a nossa passagem por cá tem uma duração tão curta... Por que escurecê-la com brigas, argumentos fúteis, não perdoando os outros, com ingratidão e atitudes ruins?! 


Isso seria um grande desperdício de tempo e energia!


Alguém quebrou seu coração? 

- Fique calmo, a viagem é tão curta .. 


Alguém lhe traiu, intimidou, enganou ou humilhou você? 

- Fique calmo, perdoe, a viagem é tão curta .. 


Qualquer sofrimento que alguém nos provoque, vamos lembrar que a nossa jornada juntos é tão curta .. 


Portanto, sejamos cheios de gratidão e doçura... A doçura é uma virtude nunca comparada ao caráter mau ou covardia, mas melhor comparada à grandeza.


*"Nossa jornada juntos aqui é muito curta e não pode ser revertida..."*


Ninguém sabe a duração de sua jornada. 

Ninguém sabe se terá que descer na próxima parada...


Vamos, portanto, acalentar e manter a doçura e amabilidade com os amigos e familiares... Vamos tentar nos manter calmos, respeitosos, gentis, gratos e perdoar uns aos outros. 


*"Se eu te machuquei, peço perdão."*

👇🏻👇🏻

*"E lembre-se:"*

*"A viagem aqui é tão curta!"*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Uma Realidade Sem Volta, por Rogério Loureiro Xavier

 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem."*


*"Uma Realidade Sem Volta."*


*"Só não irá ficar velho quem morrer mais cedo. Portanto, respeitem os mais velhos e trate-os com carinho, pois um dia, se viveres muito, serás um deles..."*


*"No dia em que eu não puder ir mais até você, não se esqueça de vir até a mim. Se um dia eu não puder lembrar o seu nome, venha me lembrar de quem você é. Se um dia eu não puder expressar meu orgulho e amor por você, apenas sinta que em minha alma nada disso se perdeu. Você continua e sempre continuará sendo parte importante da minha vida."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Grupo Musical Amantes da Arte confirmado no Simpósio Intermunicipal de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana

 


Fundado em 1990 pela musicista Ana Maria Baptista Teixeira, o Grupo Musical Amantes da Arte vem, há mais de três décadas, cantando e encantando o público de Bom Jesus do Itabapoana.

Com 39 integrantes, o coral dedica-se à interpretação e divulgação das músicas tradicionais da cidade, valorizando os compositores locais e preservando a riqueza cultural da região.

O grupo terá a alegria de participar do Simpósio Intermunicipal Varre-Sai – Bom Jesus do Itabapoana, celebrando, por meio da música, a arte e a identidade cultural de nossos municípios. 🎶 O evento será dia 16 de abril.

#GrupoMusicalAmantesDaArte

#CulturaLocal

#MúsicaBrasileira

#BomJesusDoItabapoana

#VarreSai

SimpósioIntermunicipal

ArteECultura

ValorizaçãoDaCultura

MúsicaQueEncanta

                 https://www.instagram.com/p/DVqslHkAFaC/?igsh=ZmY3ZHAyZXR5NXB0

Putin a Khamenei: O Legado dos Pais e o Destino dos Povos

 


Há frases que, quando pronunciadas, parecem carregar não apenas o peso da política, mas também algo mais antigo, quase humano demais para caber nas fronteiras da geopolítica. Ao comentar a ascensão de Mojtaba Khamenei ao posto de líder supremo do Irã, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse confiar que ele saberá honrar o legado de seu pai e unir o povo iraniano diante das provações do presente.

Mais do que uma declaração diplomática, há nessa frase um eco de valores que atravessam gerações: o respeito pelo caminho aberto pelos que vieram antes e a responsabilidade de manter unido um povo quando os ventos da história sopram com violência.

Honrar o pai,  não apenas como figura familiar, mas como símbolo de continuidade, é reconhecer que nenhuma liderança nasce do nada. Cada geração recebe um fio invisível que vem do passado e deve decidir se o romperá ou se o transformará em ponte para o futuro.

Unir o povo diante das provações é tarefa ainda mais difícil. Nos tempos tranquilos, as nações caminham quase sem perceber o solo sob seus pés. Mas nas horas sombrias, quando as tempestades se aproximam e os destinos parecem incertos, a verdadeira liderança se revela na capacidade de reunir corações dispersos e lembrar a todos que pertencem à mesma história.

Putin também falou de solidariedade. Disse que Moscou permanecerá ao lado de Teerã como parceiro confiável. E há, nesse gesto de palavra, algo que transcende tratados e interesses: a antiga ideia de que os povos podem estender a mão uns aos outros quando o mundo se torna áspero demais.

Não se trata aqui de escolher lados no tabuleiro das potências. A geopolítica muda como mudam as marés. O que permanece são certos princípios simples, quase esquecidos no ruído do nosso tempo: lealdade, continuidade, solidariedade.

Talvez sejam esses os valores que ainda fazem sentido quando as circunstâncias se tornam difíceis, aqueles que lembram que nações, como famílias, também vivem de memória, de honra e de alianças que resistem às tempestades.

domingo, 8 de março de 2026

Ser Mulher!, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Ser Mulher!"*


Ser mulher é viver quantas vezes for preciso a mesma vida, é lutar pelo que está perdido e mesmo assim se sentir vencedora. É viver o ontem, o hoje e o amanhã. É simplesmente viver uma vida cheia de certeza, procurar a nuvem quando o dia é de pleno Sol, e conseguir o Sol quando o dia é de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir na tristeza, é acreditar no inacreditável, é esperar o inesperável.

Ser mulher é conhecer o sorriso triste e a lágrima falsa. É ser enganada e saber dar a chance, é cair e erguer-se sem ajuda.

É ser forte e se fingir de fraca para ter um carinho, é se perder nas palavras e depois se encontrar nelas. É dar carinho e muitas vezes não receber de volta, mulher é aquela que dá, empresta, vende, aluga sentimentos, mas nunca deve!


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "**


Ser mulher é viver quantas vezes for preciso a mesma vida, é lutar pelo que está perdido e mesmo assim se sentir vencedora. É viver o ontem, o hoje e o amanhã. É simplesmente viver uma vida cheia de certeza, procurar a nuvem quando o dia é de pleno Sol, e conseguir o Sol quando o dia é de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir na tristeza, é acreditar no inacreditável, é esperar o inesperável.

Ser mulher é conhecer o sorriso triste e a lágrima falsa. É ser enganada e saber dar a chance, é cair e erguer-se sem ajuda.

É ser forte e se fingir de fraca para ter um carinho, é se perder nas palavras e depois se encontrar nelas. É dar carinho e muitas vezes não receber de volta, mulher é aquela que dá, empresta, vende, aluga sentimentos, mas nunca deve!


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

Sunset Waltz