sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

"Agradecer faz parte do meu ser", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*" Agradecer faz parte do meu ser."*


Evite se tornar em uma pessoa viciada em reclamar da vida. Pois, a palavra RE-CLAMAR significa CLAMAR ao universo que lhe mande mais daquilo que você está odiando atrair para o seu destino. Use o seu poder mental, emocional e espiritual de forma favorável ao seu objetivo e comece a agradecer diariamente tudo que você tem de bom na sua vida. Porque a palavra AGRADECER significa: Fazer a GRAÇA DESCER. Ou seja, quando você expressa gratidão a sua presença torna-se como um "imã" que só atrai coisas boas.


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

Maria Apparecida Dutra Viestel: A Historiadora de Bom Jesus (Parte II)

 Maria Apparecida Dutra Viestel: Sentinela da Memória



Esta é a continuação da crônica histórica que mergulha ainda mais profundamente no legado de Maria Apparecida Dutra Viestel e na sua missão de preservar a alma de Bom Jesus do Itabapoana.

O Olhar que Atravessa os Séculos

​Se na primeira parte vimos as raízes de Dona Apparecida entrelaçarem-se com a fundação da cidade, nesta etapa compreendemos como a sua vocação se transformou no maior arquivo vivo da região. Para ela, a história não é uma fotografia estática, mas um rio que continua a correr, alimentado pelos relatos que ela colheu, guardou e, com generosidade ímpar, partilhou.

​A sua escrita é um ato de resistência contra o silêncio do tempo. Ao narrar a trajetória do seu avô na Farmácia Normal, ela não descreve apenas um comércio; ela descreve o nascimento da vida social urbana. Ela recorda-nos que as cidades são feitas de encontros: o encontro da ciência com a fé, do debate político com a cura física.

A Genealogia da Liderança e do Saber

​Dona Apparecida possui a rara habilidade de humanizar os nomes que hoje batizam praças e estádios. Através da sua memória, o General Fernando Lopes da Costa deixa de ser apenas uma placa no Estádio do Olympico FC para se tornar o filho de Maria Cecília, parte de uma família que chegou em 1880 com a coragem de quem vem para construir.

​A sua narrativa jornalística traz à tona detalhes que só o afeto permite conservar:

1. O Valor da Atualização: A imagem do seu avô a ler revistas de medicina estrangeiras num Bom Jesus ainda em formação mostra que o intelecto nunca esteve isolado, mesmo nos recônditos do interior.

2. O Sobrado como Símbolo: A conclusão da reforma em 1921 não foi apenas uma obra de engenharia, mas a afirmação de que a família Dutra e Silva estava ali para fincar raízes profundas, transformando o local de uma das três primeiras casas da vila num monumento à perenidade.

A Missão de Ensinar e Servir

​Seguindo os preceitos de seus pais, Alice e Antonio, Maria Apparecida transformou a sua vida num serviço público à cultura. Ser a "maior historiadora" de Bom Jesus não é um título que ela carrega com vaidade, mas com a responsabilidade de quem sabe que um povo sem memória é um povo sem identidade.

​Cada vez que Dona Apparecida clareia a origem de um nome como Abreu Lima, ela está, na verdade, a acender uma lanterna para as novas gerações. Ela ensina-nos que a dignidade, herança deixada pelos seus pais, manifesta-se no respeito pelos que nos antecederam.

Conclusão desta Etapa

​Maria Apparecida Dutra Viestel é, em si mesma, um sobrado de memórias. As suas palavras têm o peso do bronze e a leveza da poesia. Ao documentar as origens, as amizades entre as famílias fundadoras e o desenvolvimento da saúde e do pensamento na cidade, ela garante que o espírito de Bom Jesus do Itabapoana permaneça intacto, vibrante e, acima de tudo, lembrado.

A história de Bom Jesus continua a ser escrita, mas é sob a luz da obra de Dona Apparecida que conseguimos ler as suas páginas mais bonitas.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

"Seja feliz e nunca se esqueça de fazer outros felizes.", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Bom Dia Meus Amados Amigos e Amigas."*

 

Chorar velhos amigos que perdemos não é tão proveitoso e saudável como nos alegrarmos pelas novas aquisições de amigos.

Se um homem não faz novas amizades à medida que avança na vida, ficará logo sozinho. Um homem, deveria manter as suas amizades em contínuo restauro.

Mas só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: "Conservar os Velhos."

*"Seja feliz e nunca se esqueça de fazer outros felizes."*


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

Maria Apparecida Dutra Viestel: A Historiadora de Bom Jesus (Parte I)

 Maria Apparecida Dutra Viestel: A Sentinela da Memória


Maria Apparecida Dutra Viestel, a historiadora de Bom Jesus do Itabapoana 


As crônicas do tempo em Bom Jesus do Itabapoana encontram sua guardiã definitiva. Escrever sobre Maria Apparecida Dutra Viestel não é apenas listar datas; é percorrer as veias de uma cidade que respira através de suas memórias.

​Aqui, a história deixa de ser um arquivo empoeirado para se tornar uma herança viva.

​O Alvorecer de uma Guardiã: As Raízes de Maria Apparecida

​Há nomes que parecem impressos no solo antes mesmo de ganharem as certidões de nascimento. Maria Apparecida Dutra Viestel é o desaguar de rios antigos que moldaram o Norte Fluminense. Pelo lado materno, carrega o sangue de Pedro Gonçalves da Silva Júnior, o primeiro Intendente, e a nobreza rústica de Isabel de Figueiredo, descendente do Alferes Silva Pinto, um dos homens que primeiro desafiou o sertão para fundar o que hoje chamamos de lar.

​Pelo lado paterno, a terra clama seu nome através de Joaquim Dutra, cujas mãos cuidaram das sesmarias de Quebrados quando o horizonte ainda era uma promessa de café e suor. Filha de Alice e Antonio, Maria Apparecida recebeu, junto aos irmãos Pedrinho e Lúcia, uma herança que não se mede em alqueires: a dignidade como norte e o serviço ao próximo como destino.

O Sobrado de 1921: Onde o Tempo Repousa

​Caminhar pela Rua Dr. Abreu Lima é, para muitos, um trajeto cotidiano. Para Dona Maria Apparecida, é um exercício de iluminação. Sob o seu olhar, as placas de bronze ganham rosto. Ela nos revela o médico Leônidas Peixoto de Abreu Lima, o homem que, em um gesto de amizade, costurou o destino da família Dutra ao destino de Bom Jesus.

"foi o médico Leônidas Peixoto de Abreu Lima, que morava em Bom Jesus, quem convidou meu avô, que residia em Campos dos Goytacazes (RJ), para fixar-se em nosso município, uma vez que havia amizade entre ambas as famílias. Meu avô era muito jovem, na época, contando com apenas 20 anos de idade, mas se formara na Faculdade de Farmácia em Campos. Por aqui, Manoel Camargo possuía uma farmácia chamada Normal, que desejava vender. Meu bisavô, Pedro Gonçalves da Silva, que era vereador naquela cidade fluminense, emprestou dinheiro para que seu filho adquirisse o empreendimento. Pouco depois, ocorreu seu falecimento. Dessa forma, meu avô mudou-se para  Bom Jesus, em 1880, juntamente com a mãe, Maria da Costa e Silva e a irmã, viúva, Maria Cecília Lopes da Costa, que foi genitora do General Fernando Lopes da Costa, que dá nome ao Estádio do Olympico FC"

Onde hoje o sol reflete nas janelas de um sobrado imponente, Manuel da Silva Fernandes, conhecido como Silva Monarca, ergueu uma das três primeiras habitações da vila, em 1840, jumtente com o português Manoel Gomes Alves e Antônio José da Silva Neném, oriundos de Rio Novo (MG). 

Em 1921, Pedro Gonçalves da Silva Jr edificou ali o imponente  sobrado, o sentinela arquitetônico que ainda hoje ostenta, em seu frontão, o ano de sua conclusão, um marco de pedra e cal na história bonjesuense.

​A Farmácia Normal: O Alambique das Ideias

​No final do século XIX, a Farmácia Normal era mais do que um balcão de botica; era o pulmão intelectual da cidade. Ali, entre frascos de vidro e o aroma de ervas medicinais, o avô de Maria Apparecida exercia um sacerdócio científico.

​1. O Médico sem Anel: Na ausência de doutores, o farmacêutico era o conselheiro das dores. Atualizado por revistas médicas que chegavam de longe, ele curava corpos e estreitava laços de gratidão.

​2. O Debate das Mentes: Entre o balcão e as prateleiras, o catolicismo fervoroso do Padre Mello encontrava a erudição de Octacílio de Aquino. Ali, as divergências políticas e filosóficas não separavam homens; uniam-nos no exercício nobre do pensamento.

​Dona Maria Apparecida não apenas guarda esses fatos; ela os protege do esquecimento. Ela é a ponte entre o Bom Jesus de 1880, que via chegar um jovem farmacêutico e sua família, incluindo a irmã Maria Cecília, mãe do futuro General Fernando Lopes da Costa, e o Bom Jesus de hoje, que precisa saber de onde veio para entender para onde vai.


O sobrado onde morou Pedro Gonçalves da Silva Jr e a antiga Farmácia Normal comprada do sr. Modesto Andrade Camargo. A Farmácia Normal era o local onde se reuniam os intelectuais da época

Fachada do sobrado construído por Pedro Gonçalves da Silva Jr.

Praça Governador Portela é homenagem ao dirigente que deu a Bom Jesus do Itabapoana a sua 1ª emancipação em 25/12/1890 (arte: Cláudia Borges Bastos do Carmo)


O barro que virou estrela: Mestre Artesão Daniel de Lima leva a alma da Região dos Lagos a Brasília

 


Há mãos que moldam o barro.

E há mãos que moldam destinos.

Daniel, conhecido como Mestre Artesão de Lima, do ateliê Filhos do Barro, carrega nas palmas calejadas a memória da terra e a delicadeza do sonho. Ele parte para Brasília levando muito mais que peças de cerâmica: leva histórias, raízes e o coração palpitante da Região dos Lagos, representando Rio das Ostras e Casimiro de Abreu.

O reconhecimento chega como chega a chuva no sertão: merecido, transformador, inevitável.

Nascido em Tracunhaém, Pernambuco, berço de grandes mestres da cerâmica brasileira, Daniel veio de família humilde. Aprendeu cedo que o barro, quando respeitado, responde. E respondeu. Em suas mãos, a argila deixou de ser apenas terra para se tornar poesia moldada, joia preciosa, identidade viva.

Daniel é o barro que se fez arte.

É o barro que se fez esperança.

É o barro que encontrou forma de eternidade.

Cada obra sua carrega o sopro dos ancestrais e o silêncio concentrado de quem sabe ouvir a matéria. Não são objetos: são presenças. Não são peças: são narrativas.

Ao chegar a Brasília, Daniel não caminha sozinho. Caminham com ele os artesãos da região, os jovens e adultos que sonham, os mestres invisíveis, a cultura popular que insiste em florescer apesar das secas e dos descasos.

Que sua trajetória inspire.

Que seu barro continue falando.

Que sua arte siga abrindo caminhos.

A Região dos Lagos agradece.

A cultura brasileira celebra.

Bom Jesus reencontra sua grandeza: UniFAMESC anuncia nova turma de Medicina Veterinária

 

Da semente ao futuro: o gesto que transformou Bom Jesus em polo educacional





A UniFAMESC, em Bom Jesus do Itabapoana, anuncia a abertura de nova turma para o curso de Medicina Veterinária, que funcionará em sua Fazenda Escola, mais um marco no contínuo processo de expansão do ensino superior no município.

Décadas atrás, quando o ex-prefeito Paulo Sérgio Cyrillo liderou, dentro do Centro Popular Pró-Melhoramentos, a doação de uma área destinada à construção de uma faculdade, talvez não pudesse dimensionar a grandeza do gesto. Aquele ato visionário tornou-se semente de um vigoroso desenvolvimento educacional, social e econômico para Bom Jesus e toda a região.

No passado, jovens bonjesuenses precisavam deixar sua terra natal ou enfrentar longos deslocamentos diários em busca de formação. Hoje, estudam, crescem e se qualificam em seu próprio chão, fortalecendo vínculos, sonhos e futuro.

Ao mesmo tempo, estudantes vindos de diferentes partes do país passam a escolher Bom Jesus como morada, movimentando a economia, ampliando horizontes culturais e reafirmando a cidade como polo educacional regional. A UniFAMESC conta com mais de 350 empregos regulares.

Somam-se a esse cenário instituições como o Hospital São Vicente de Paulo, que se consolidou como referência em atendimento de saúde, reforçando a estrutura que sustenta esse novo ciclo de progresso.

São ações políticas idealistas, como as do saudoso Paulo Sérgio Cyrillo, homenageado perenemente pela UniFAMESC - com o nome de um de seus prédios -  que atravessam o tempo e fazem história, mesmo depois de seus autores.

Para quem testemunhou períodos de esplendor, seguidos por fases de trevas e desesperança, é impossível não sentir profunda emoção ao ver Bom Jesus reencontrar o caminho da grandeza.

A grandeza de sua origem.

A grandeza que sempre esteve em seu destino.





UniFAMESC e a homenagem perene a Paulo Sérgio Cyrillo



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

FELICIDADE SÃO MOMENTOS MÁGICOS E ETERNOS, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"FELICIDADE SÃO MOMENTOS MÁGICOS E ETERNOS."*


"Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada.

É extrair das pequenas coisas, grandes emoções. 

É encontrar motivos para sorrir, mesmo quando não existam grandes fatos. 

É rir de suas próprias tolices. 

É não desistir de quem se ama, é ter amigos. 

É agradecer a Deus, a cada dia, pelo milagre da vida!"


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*