segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O preço da vida, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*"O preço da vida"*


A vida é a única que recebemos sem pedir e perdemos sem querer.


Desde o primeiro choro até o último suspiro, estamos pagando por ela. Não com dinheiro, mas com tempo. E o tempo é a moeda mais cara que existe, porque, depois de gasto, não pode ser recuperado.


A vida é cheia de altos e baixos, uma hora a gente tropeça, mas não quer dizer que o chão é o fim. Se levante, erga a cabeça e continue... A vida é um treinamento, onde só vence a guerra quem vence seus próprios medos.


*Cuide de você, do seu coração e da sua mente.*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

A saudade de Dona Maria Aparecida Dutra Domingues


O farol da Serra do Tardin


Por Gino Martins Borges Bastos 


A despedida de Dona Maria Aparecida Dutra Domingues cobre de silêncio e saudade os caminhos da Serra do Tardin. Ela partiu, mas não deixou um lugar vazio: deixou uma presença espalhada por tudo aquilo que amou. 

Neste momento de dor, agradeço a Deus pela graça de ter convivido com ela e de ter sido sempre recebido com tanto carinho na Serra do Tardin. Sua acolhida tinha a simplicidade das coisas verdadeiras: um gesto afetuoso, uma palavra amiga, um olhar capaz de fazer qualquer visitante sentir-se parte daquela família e daquela terra.

Dona Aparecida se foi, mas permanece em cada pessoa de sua família. Está nos ensinamentos que transmitiu, nos exemplos que deixou, nas histórias contadas ao redor da mesa e nos afetos que continuarão atravessando as gerações. Quem viveu semeando amor jamais desaparece: transforma-se em memória, saudade e presença.

Ela continuará nos morros da Serra do Tardin, no velho casarão que guarda tantas lembranças, no histórico cemitério dos escravizados, nos caminhos percorridos e nas árvores que tantas vezes lhe ofereceram sombra. Estará no vento que passa mansamente pela serra, movimentando as folhas como se a natureza também pronunciasse o seu nome.

Seu corpo foi sepultado no cemitério da Serra do Tardin, acolhido pela mesma terra à qual sua existência esteve profundamente ligada. Ali repousará entre as montanhas, sob o céu que contemplou durante tantos anos. Mas seu espírito não ficará preso àquele pequeno pedaço de chão: seguirá habitando todos os lugares alcançados por sua bondade.

Dona Maria Aparecida será sempre um farol de amor e esperança. Sua luz continuará acesa no coração da família e de todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la. E, quando o vento soprar entre os morros da Serra do Tardin, talvez possamos senti-la novamente, serena, acolhedora e eterna, dizendo, com a doçura de sempre, que o amor não termina com a despedida.

Música Instrumental


 

Uma noite de neve na Rússia - estilo Tchaikovsky - cinema dos anos 30


 

Apoiar também é reconhecer a história

 

O Clube de Xadrez de Bom Jesus do Norte divulgou uma imagem com o título “Educação investindo no CXBN”, registrando o recebimento de relógios e peças de xadrez. A iniciativa é positiva e merece reconhecimento, pois todo material destinado à prática enxadrística contribui para o desenvolvimento dos estudantes e para o fortalecimento da modalidade.

A opinião de O Norte Fluminense, contudo, parte de uma realidade mais ampla. O apoio a uma instituição não deve se limitar à entrega de equipamentos. Também se manifesta pelo reconhecimento de sua trajetória e pela celebração dos marcos que representam décadas de dedicação à comunidade.

Em 2026, o Clube de Xadrez de Bom Jesus do Norte completou 30 anos de fundação. Trata-se de uma data significativa, que poderia ter sido oficialmente lembrada pelo município. A entrega dos relógios e das peças, inclusive, teria proporcionado uma excelente oportunidade para unir o investimento material à homenagem institucional pelas três décadas de existência do Clube.

Lamentavelmente, essa celebração não ocorreu. A ausência do poder público nesse momento histórico enfraquece o alcance da mensagem de que a Educação estaria efetivamente investindo no CXBN. Afinal, apoiar não é somente entregar materiais e produzir um registro fotográfico; é também demonstrar conhecimento, respeito e gratidão pela história da entidade beneficiada.

O xadrez ensina que nenhuma jogada deve ser analisada isoladamente. É preciso observar o conjunto do tabuleiro, compreender o passado da partida e pensar nos movimentos futuros. Da mesma forma, políticas públicas consistentes para o esporte exigem planejamento, continuidade e reconhecimento das instituições e das pessoas que, muitas vezes sem recursos, mantêm viva uma atividade ao longo dos anos.

Esta observação não pretende diminuir a importância dos materiais recebidos. Ao contrário: deseja contribuir para que esse gesto seja o começo de uma aproximação mais permanente entre a administração municipal e o Clube. Ainda há tempo para que os 30 anos do CXBN sejam celebrados com a dignidade que merecem.

O Clube de Xadrez de Bom Jesus do Norte possui uma história construída com perseverança, paixão e relevantes serviços prestados à formação de sucessivas gerações. Relógios e peças são bem-vindos, mas o melhor investimento será sempre aquele que, além de equipar o presente, reconheça o passado e ajude a preparar o futuro.

Música Instrumental


 

De Bom Jesus a Samarcanda: o mundo unido pelas 64 casas, na Olimpíada de Xadrez

 

Samarcanda, no Uzbequistão, acolhe nestes dias uma batalha diferente: silenciosa, inteligente e respeitosa, travada sobre tabuleiros onde dois exércitos se enfrentam sem derramar uma única gota de sangue.

É nesse cenário milenar, atravessado pelas antigas rotas da seda, que está sendo realizada a 46ª Olimpíada de Xadrez da FIDE. Até o dia 27 de setembro de 2026, o complexo Silk Road Samarkand será o coração do xadrez mundial, reunindo enxadristas de diferentes idiomas, culturas e tradições.

A edição já nasceu histórica. Com 398 equipes, 208 na categoria Open e 190 na Feminina, tornou-se a maior Olimpíada de Xadrez já realizada, superando o recorde estabelecido em Budapeste, em 2024. Em cada rodada, milhares de pensamentos se cruzam sobre as mesmas 64 casas, demonstrando que o xadrez possui uma linguagem universal.

O Uzbequistão não foi escolhido por acaso. O país vive uma fase extraordinária no esporte, impulsionada por uma geração de jovens talentos, entre os quais se destacam Nodirbek Abdusattorov e Javokhir Sindarov. A conquista do título absoluto na Olimpíada de Chennai, em 2022, revelou ao mundo uma nação que fez do tabuleiro uma escola de disciplina, coragem e esperança.

Além das 11 rodadas da competição principal, Samarcanda tornou-se o centro das grandes decisões do xadrez internacional. O complexo também recebeu a 3ª Paralimpíada de Xadrez e sedia o 97º Congresso da FIDE, incluindo as eleições presidenciais da entidade.

O Brasil está presente nas categorias Open e Feminina. Nossos representantes carregam consigo as cores nacionais e o sonho de milhões de brasileiros que reconhecem no xadrez muito mais do que um esporte: uma ferramenta de educação, inclusão e desenvolvimento humano.

A milhares de quilômetros de Samarcanda, Bom Jesus do Itabapoana acompanhará com especial interesse essa celebração histórica. Em nossa terra, onde o xadrez conquista novos espaços, reúne gerações e chega às escolas, cada partida disputada no Uzbequistão encontrará também olhares atentos e corações esperançosos.

A Olimpíada de Samarcanda mostra que não existem distâncias capazes de separar aqueles que compartilham a paixão pelo xadrez. Entre o Uzbequistão e Bom Jesus há continentes, oceanos e diferentes fusos horários. Mas basta colocar um tabuleiro sobre a mesa para que os dois lugares se encontrem.

Durante estes dias, Samarcanda será a capital mundial do xadrez. E Bom Jesus, acompanhando cada lance, também estará simbolicamente presente, porque, quando as peças começam a se mover, o mundo inteiro cabe dentro de 64 casas.