quarta-feira, 18 de março de 2026

O Despertar dos Talentos na Lira 14 de Julho

 Do Primeiro Acorde ao Xeque-Mate: A Jornada Criativa da Lira em 2026




​Enquanto o calendário de 2026 ainda ensaia seus primeiros passos outonais, a Lira 14 de Julho já desenha a trilha sonora e o raciocínio que ocuparão os dias da comunidade. Mais do que um simples cronograma de cursos, o edital de atividades recém-divulgado revela um mapa de afetos e aprendizados que começam a pulsar a partir de março.

​O Ritmo da Semana

​A semana na Lira não é medida pelo relógio, mas pelo timbre das vozes e pelo deslizar das peças. A jornada começa sob a regência das Segundas-Feiras, onde o Coral Infantil (18h) promete transformar o fôlego de crianças a partir dos seis anos em uma única e potente harmonia. É o dia em que o individual silencia para que o coletivo possa cantar.

​A Musicalização Infantil, que se estende por terças e quartas, surge como o berço da sensibilidade. Ali, o tempo é generoso: dos pequenos de três anos aos veteranos de dez, a música deixa de ser um conceito abstrato para se tornar brinquedo e linguagem. No compasso de 45 minutos, o mundo lá fora silencia para que o ritmo interno ganhe forma.

​No Meio de  Letras, Notas e Estratégias

​"A educação na Lira 14 de Julho atravessa a fronteira do técnico para tocar o poético; é onde a gramática do Inglês encontra a matemática da Teoria Musical."

​Onde as palavras falham, a Teoria Musical explica o indizível. Às quartas-feiras, às 19h, o curso une gerações,  de crianças a adultos, sob o mesmo teto, provando que a alfabetização das notas não conhece idade. E, para encerrar o ciclo semanal com a elegância de um grande final de sinfonia, as Sextas-Feiras trazem o silêncio estratégico do Xadrez. Às 18h, o tabuleiro torna-se o palco onde a paciência e o raciocínio enfrentam o xeque-mate da pressa cotidiana.

​Inscrições e Recomeços

​As datas de início já estão marcadas como batidas de um metrônomo:

25/03: Teoria Musical

07/04: Musicalização Infantil (Terças)

08/04: Musicalização Infantil (Quartas)

            Inglês: inscrições esgotadas 

10/04: Xadrez

23/04: Coral Infantil

​Com inscrições abertas e vagas que, como as notas de uma melodia fugaz, tendem a acabar rápido, a Lira convida Rosal a não apenas observar 2026 passar, mas a compô-lo.





A beleza da Arquitetura Tradicional

 



Há casas que não se erguem apenas sobre alicerces, levantam-se sobre memórias.

Na arquitetura tradicional, cada parede parece guardar um segredo sussurrado pelo tempo. As janelas, muitas vezes abertas para o mundo, são também olhos que já viram gerações passarem: crianças correndo descalças, tardes douradas se alongando nos quintais, e silêncios cheios de histórias que nunca foram escritas.

Os telhados inclinados, com suas telhas gastas, não são sinais de desgaste, mas de resistência. Eles carregam o peso das chuvas antigas, dos verões intensos, das estações que foram e voltaram, sempre diferentes, sempre as mesmas. E ali permanecem, como guardiões discretos de uma continuidade que desafia a pressa do tempo moderno.

As portas, muitas vezes pesadas, rangem como quem anuncia: “entre, aqui há vida”. Não são apenas passagens, mas ritos, atravessá-las é deixar para trás o mundo apressado e entrar em um espaço onde o tempo se dobra, se demora, se torna quase humano.
Na arquitetura tradicional, há uma linguagem que não se ensina em escolas: aprende-se com o olhar, com o toque, com a escuta atenta. É a curva de um arco, o desenho de um azulejo, a sombra projetada ao entardecer, tudo fala.

E talvez seja isso que mais nos comove: essas construções não foram feitas apenas para durar, mas para pertencer. Pertencer à paisagem, à cultura, às pessoas. São casas que respiram junto com quem as habita, que envelhecem com dignidade e contam, em silêncio, a história de quem fomos, e, quem sabe, de quem ainda podemos ser.






O aniversário de Ernesto Tavares Borges

 

Ernesto, a esposa Izany e a irmã Ercília  

Ernesto Tavares Borges, comerciante pertencente a uma das mais tradicionais famílias de nossa cidade, celebrou seu aniversário no último dia 14 de março, em uma noite especial na Pizzaria Italiana, situada no coração do município.

Filho dos saudosos Francisco Moraes Borges e Odete Tavares Borges, Ernesto carrega consigo a história e os valores de uma linhagem respeitada. É irmão de Ercília Borges do Carmo e dos inesquecíveis Luiz Borges e Leny Borges Bastos, esta última casada com Luciano Augusto Bastos.

Unido a Izany Batista, também oriunda de uma tradicional família bonjesuense, construiu sua própria trajetória familiar, sendo pai de Sandro e Rafael, além de orgulhoso avô e bisavô.

A celebração, marcada por expressiva presença de familiares e amigos, transformou-se em um momento de afeto e confraternização, onde memórias e sorrisos se entrelaçaram em torno da vida e da amizade.

O Jornal O Norte Fluminense registra a data e parabeniza Ernesto, desejando-lhe saúde, longevidade e muitos outros capítulos felizes em sua história.








terça-feira, 17 de março de 2026

Entre a dor e a esperança, Varre-Sai escreve sua história

 


No dia 13 de fevereiro de 2020, a cidade viveu um de seus momentos mais marcantes: a queda da querida MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO. Tudo indica que houve um enfraquecimento gradual até que no tempo de muita chuva, uma parte cedeu, provocando o desabamento. Neste dia o povo acorreu ao largo da matriz, olhando para cima em silêncio, como se não acreditasse. Eu estava lá, e custamos deixar o local em direção às nossas casas. 

Apesar da gravidade, não houve vítimas fatais, o que foi considerado quase um milagre pela população local.  Mas não foi apenas um desabamento e sim a perda de um espaço sagrado onde gerações viveram seus batizados, casamentos, primeiras missas de novos sacerdotes, missões da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, encontros, despedidas e orações.

O tempo passou, porem a fé permaneceu de pé.

E hoje, 17 de março de 2026, um novo capítulo começa a ser escrito. No mesmo chão onde tantas histórias foram vividas, foi lançada a pedra fundamental da nova matriz.

A cerimônia foi conduzida pelo bispo diocesano D. Roberto Francisco, ao lado do pároco Pe. Raphael Ferreira, reunindo a comunidade em um momento de profunda emoção e significado.

A celebração contou ainda com a participação do Coral Vozes da Esperança, da Secretaria de Assistência Social, que emocionou a todos ao cantar uma música composta pelo munícipe Paulo da Silva,  em um gesto de fé e solidariedade, incentivando doações para a construção da nova matriz.

Esse momento não marca apenas o início de uma obra, mas o renascimento de um dos maiores símbolos históricos, culturais e religiosos de Varre-Sai.

Eu estava lá e se Deus quiser, daqui a bem pouco tempo, a nova matriz estará erguida,  tão imponente como a primeira e será novamente o nosso principal marco histórico e mais significativo cartão postal de Varre-Sai, cidade em que vive um povo de muita fé e coragem. 

Pois, a matriz pode ter caído, mas a fé nunca caiu.

E agora, ela começa a se levantar novamente, mais forte, mais viva e carregada de esperança.

( Isabel Menezes - professora, historiadora e escritora)



Workshop de Arte em Barro com o Mestre Artesão Daniel de Lima

 

Venha viver uma experiência única com o Mestre Artesão Daniel de Lima!

 


A convite da Jubarte – Associação de Artesãos de Rio das Ostras, em parceria com o Shopping Plaza Rio das Ostras e a Fundação de Cultura de Rio das Ostras, o consagrado mestre artesão Daniel de Lima promove um workshop de arte em barro que une técnica, sensibilidade e tradição.

Sob o ritmo sereno das mãos que moldam a terra, o barro deixa de ser matéria inerte e passa a pulsar em formas e narrativas. É nesse compasso que, nesta sexta e sábado, dias 20 e 21 de março, o shopping se transforma em um verdadeiro ateliê aberto, onde o público é convidado não apenas a observar, mas a sentir o processo criativo.

O Espaço do Artesão Plaza Ateliê acolhe a experiência como um refúgio sensorial. Ali, o fazer manual se revela em camadas: da modelagem ao acabamento, cada gesto carrega intenção, memória e identidade. Mais do que aprender técnicas, os participantes mergulham em um encontro íntimo com a criação, um diálogo silencioso entre mãos e matéria.

A iniciativa surge como um convite à pausa em meio ao ritmo acelerado do cotidiano. Um respiro. Um instante para desacelerar, explorar a criatividade e redescobrir o valor do tempo investido em cada detalhe — aquele tempo que não se mede, mas se sente.

Entre uma peça e outra, o workshop também abre espaço para a troca. Conversas espontâneas com o artista aproximam o público do universo do barro, revelando histórias, saberes e possibilidades que vão além da superfície moldada.

E, para aqueles que desejarem aprofundar essa conexão, estarão abertas durante o evento as inscrições para o Curso de Artesanato em Barro, que será realizado no mesmo espaço.

Serviço

Local: Espaço do Artesão Plaza Ateliê – Shopping Plaza Rio das Ostras

Datas: Sexta (20) e sábado (21) de março

A recomendação é simples: leve sua curiosidade. O resto, a arte se encarrega de revelar.




AGRADECIMENTO

 



Colégio Estadual Padre Mello e Livraria da Cida realizam Café Literário com apoio de O Norte Fluminense

 

Um café de ideias e futuros que semeia leitura


Livros, revistas, café e sonhos: uma manhã que floresceu em Bom Jesus


Na manhã desta terça-feira, o centro de Bom Jesus do Itabapoana ganhou um perfume diferente, mistura de café fresco, páginas abertas e imaginação em movimento.

Os alunos da turma 601 do Colégio Estadual Padre Mello, sob a orientação do professor Nicanor Monteiro Neto, viveram um momento que ultrapassou os limites da sala de aula. Participaram do 1º Café Literário realizado na Livraria/Revistaria da Cida, espaço acolhedor situado no Shopping Point 200, na Avenida Dr. Abreu Lima, um lugar onde histórias encontram leitores e sonhos ganham voz.

A iniciativa nasceu do encontro de vontades: o compromisso com a educação, o amor pelos livros e o olhar atento ao futuro. A articulação reuniu o Jornal O Norte Fluminense, as diretoras da instituição, Nathyara Teixeira dos Santos e Renata Pacheco, além de Cida, proprietária do espaço que abriu suas portas para a literatura florescer.

Mais do que um evento, o Café Literário revelou-se um gesto de cuidado com o desenvolvimento cultural de crianças e jovens, um convite à leitura como caminho de liberdade, pensamento e sensibilidade.

No meio de goles de café e páginas compartilhadas, nasceu algo maior que o encontro: nasceu a certeza de que investir em cultura é semear futuros.

Os jovens receberam publicações doadas pelo Jornal O Norte Fluminense, escolhidas por eles próprios, o que tornou o momento ainda mais significativo. Entre os títulos, estavam universos diversos e cativantes: a energia pop de Now United, as aventuras de One Piece, o imaginário de Pokémon, a delicadeza de Strobe Edge, a estética singular de A Menina do Outro Lado, a tensão envolvente de The Promised Neverland e as queridas histórias da Turma da Mônica Jovem.

Além dos livros nas mãos, as paredes também falavam. Em frases simples e profundas, o ambiente se transformava em extensão da experiência literária: 

- “Ler para se libertar do mundo comum.”
-“Nada é tão nosso quanto os nossos sonhos.”
- “Nunca pare de pelejar!

E assim, no meio de palavras lidas, ditas e sentidas, a manhã se despediu deixando marcas invisíveis, daquelas que permanecem.

Que o Café Literário da Livraria/Revistaria da Cida continue sendo abrigo de ideias, fonte de sabedoria e território fértil onde crescem esperanças e sonhos para as crianças e jovens bonjesuenses.