quinta-feira, 21 de maio de 2026

Biografia Artística de Nathan Patkowski e o Mestre Artesão Daniel de Lima

 



Meu nome é Nathan Oliveira Lopes, mas utilizo o nome artístico Nathan Patkowski. Patkowski é um sobrenome polonês por parte de mãe que não me foi dado ao nascer, mas que ainda pretendo incorporar oficialmente. Escolhi usar esse nome porque ele carrega uma memória afetiva de gerações ligadas à criação artística: minha mãe costura e pinta no Atelier Patkowski, ofício que também fazia parte da vida do meu avô e da minha bisavó.

Tenho 18 anos. Nasci em Nova Friburgo, mas me mudei para Armação dos Búzios ainda muito novo, por volta dos 4 anos. Já vivi em outros lugares, mas foi em Búzios que passei a maior parte da minha vida. Lá ainda vive meu pai, que desenvolve um belo trabalho com compostagem através da Redcomposta junto da minha madrasta. Graças a ele, que sempre trouxe a educação ambiental para minha criação, desenvolvi uma relação muito próxima com a natureza, baseada em respeito e cuidado.

Por outro lado, minha mãe sempre me mostrou a importância do lado artístico. Além da costura, ela produz pinturas no Atelier Patkowski, seguindo uma tradição familiar que já vinha de seu pai e de sua avó. E foi esse lado artístico que também chegou até mim.
Atualmente moro no Sana, no sítio do meu tio, o Vale das Candeias, onde há um ecoturismo voltado para o Peito do Pombo. Ainda assim, estou frequentemente em Búzios, tanto para visitar meu pai e os amigos que permanecem lá quanto com o objetivo de expandir meu trabalho artístico na região.

Meu tio cedeu um espaço no Vale das Candeias que, em um futuro próximo, será transformado em um ateliê de cerâmica. O espaço ainda está em construção e falta a instalação de um forno, mas já possuo o conhecimento necessário para construir um forno ancestral a lenha. Ao lado do meu mestre, Daniel de Lima, construímos um forno desse tipo utilizando barro e areia macerados com os pés, assentando tijolo por tijolo.

Sou muito grato pelo aperfeiçoamento técnico que venho desenvolvendo com meu mestre, um ceramista da região nascido em Tracunhaém, cidade reconhecida como um dos grandes berços da cerâmica brasileira. Ele me mostra, cada vez mais, a beleza presente na simplicidade do barro. Desde que nos conhecemos em um curso de agrofloresta, nunca mais deixei de caminhar ao lado dele. Foi também através dele que consegui minha primeira exposição: uma coletiva de alunos de Daniel de Lima, atualmente em exibição no Museu de Casimiro de Abreu, graças ao convite do meu mestre.

A modelagem sempre foi algo muito presente na minha vida. Desde criança faço esculturas com papel machê, biscuit e massinha, mas, com o tempo, senti vontade de trabalhar com algo mais natural, que tivesse uma conexão mais profunda com a natureza. O barro cumpre esse papel de forma muito especial.

A cerâmica teve importância fundamental no desenvolvimento de diversas civilizações, como aprendemos através da arqueologia, e isso é algo que muito me atrai. Tenho, inclusive, o desejo de futuramente me formar em História para aprofundar ainda mais essa relação. O conhecimento da cerâmica é ancestral. Ele pode ser utilizado de inúmeras formas de expressão artística e carregar diferentes significados. Da mesma forma que podemos conversar com o barro e depositar nele aquilo que sentimos ou pensamos, o barro também conversa conosco e nos faz refletir. Pelo menos essa é a sensação que tenho toda vez que entro em contato com a argila: ela se torna uma maneira de expressar como enxergo o mundo e de permitir que outras pessoas possam ver o mundo através da minha perspectiva.

Produzo tanto peças utilitárias quanto escultóricas. Gosto, por exemplo, de criar esculturas nas quais seja possível plantar, tornando tanto a planta quanto o vaso ainda mais vivos. Não trabalho com esmaltação; prefiro uma estética mais rústica e utilizo tintas naturais.

Atualmente já participo de uma exposição no Museu de Casimiro de Abreu e sigo em constante aprimoramento, porque o aprendizado nunca se encerra. Quero aprofundar minhas técnicas, expandir o ateliê e conquistar novas exposições.









TV Alcance Exclusivo: Dia da Poesia Bonjesuense

 




quarta-feira, 20 de maio de 2026

Ser Feliz, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Ser Feliz*


Ser feliz não é esperar que tudo esteja perfeito, mas aprender a valorizar cada detalhe da vida. 


É sorrir mesmo diante dos desafios, é agradecer pelas pequenas conquistas e é escolher ver beleza no simples. 


A felicidade não está no futuro distante, mas nos instantes que você vive agora. 


Permita-se sentir, amar, sonhar e celebrar, porque ser feliz é um estado de presença e gratidão. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

terça-feira, 19 de maio de 2026

Tino Marcos: A Voz do Futebol e o Embaixador do Xadrez Bonjesuense

 


Há homens que narram acontecimentos; outros ajudam a transformar momentos em memória. Assim é Tino Marcos, o mais admirado repórter esportivo da televisão brasileira, escolhido pela CBF para, ao lado de Erika Januza, conduzir a cerimônia de convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, no cenário futurista e simbólico do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Entre homenagens, discursos e a apresentação da música oficial do Brasil para o Mundial, ali estava Tino, com a elegância serena de quem aprendeu a contar o país através do esporte e da emoção.

Para nós, porém, há um motivo ainda mais especial de orgulho: Tino Marcos também é apoiador do Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte, instituição que celebrou 30 anos formando inteligência, disciplina e sonhos. Graças a Tino, o CXBN passou a ser conhecido nacionalmente. 

Sob o comando dedicado e eficaz do professor Fabio Sousa Vargas, o clube tornou-se celeiro de gerações de enxadristas e símbolo da identidade cultural de nossa terra.

Ao levar o nome do Clube de Xadrez Bom Jesus do Norte para além de nossas fronteiras, Tino ajudou a transformar o xadrez em patrimônio afetivo e orgulho regional. Em Bom Jesus do Norte, o xadrez não é apenas um jogo,  é linguagem da inteligência, da perseverança e da memória coletiva.

IMPERDÍVEL: O DESBRAVADOR JOSÉ CARLOS DE CAMPOS

 



Não seja arrogante..., por Rogério Loureiro Xavier


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Arrogante*


Não seja arrogante...


A vida tem um jeito sutil de nos mostrar que ninguém é melhor do que ninguém. A humildade abre portas que o orgulho fecha. 


Lembre-se: o verdadeiro valor de uma pessoa não está em quanto ela sabe ou possui, mas em como trata os outros, mesmo quando não precisa de nada em troca. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Quando as raízes de uma árvore são profundas, ela não precisa temer o vento, porque sabe de onde veio antes de enfrentar a tempestade.

As raizes não aparecem em fotografias bonitas. Não recebem aplausos. Não florescem para serem admiradas. Ainda assim, sustentam tudo.



O vento chegou cedo naquela manhã.

Não como brisa, mas como aviso.

As folhas tremiam antes mesmo da chuva cair, e os galhos mais jovens se agitavam numa ansiedade silenciosa, como quem ainda não aprendeu que o céu também ameaça sem intenção de destruir.

No alto da colina, havia uma árvore antiga.

O tronco carregava marcas do tempo: rachaduras, cicatrizes, pequenos vazios deixados por estações severas. Ainda assim, permanecia de pé com uma serenidade quase incompreensível.

As árvores menores perguntavam em silêncio como ela suportava tanto.

O vento aumentou.

Vieram rajadas fortes, depois tempestade. Algumas folhas se soltaram, galhos cederam, ninhos abandonaram seus lugares. O mundo parecia inclinado pela força invisível que atravessava tudo.

Mas a velha árvore não caiu.

Não porque fosse mais rígida.

Nem porque fosse invencível.

Ela resistia porque conhecia profundamente aquilo que ninguém via.

As raízes.

Enquanto o céu fazia barulho, elas permaneciam no escuro, agarradas à terra como memória viva. Raízes não aparecem em fotografias bonitas. Não recebem aplausos. Não florescem para serem admiradas. Ainda assim, sustentam tudo.

E talvez seja assim com as pessoas.

Há quem enfrente o primeiro vento e se perca de si. Basta uma decepção, uma ausência, uma palavra dura, e tudo desmorona. Não porque sejam fracos, mas porque viveram apenas na superfície, onde qualquer tempestade alcança.

Outros, porém, carregam raízes profundas.

Raízes feitas de lembranças, valores, silêncios, afetos antigos, dores atravessadas, fé, identidade. Gente que sabe de onde veio não se desmonta facilmente diante do que encontra pelo caminho. Pode até balançar. Pode até perder folhas. Mas permanece.

O segredo de não se perder talvez nunca tenha estado na força dos galhos, e sim na profundidade das raízes que ninguém vê.

No fim, a tempestade sempre passa.

O vento muda de direção.

O céu reaprende a clarear.

E é então que se entende: quem criou raízes verdadeiras não vence a vida por nunca cair, vence porque sempre encontra chão para permanecer inteiro.