sábado, 25 de julho de 2026

Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor, data também dedicada ao maior nome da literatura brasileira, Machado de Assis

 


.Ontem tive a alegria de participar da homenagem promovida pela Academia de Letras de Guaçuí, representando Varre-Sai como escritora e membro da ACLAPTCTC (ACADEMIA CAPIXABA DE LETRAS E ARTES DE POETAS TROVADORES) O evento, conduzido pelo presidente Carlos Ola, foi uma importante confraternização, reafirmando que ainda existem pessoas que cultivam, com amor, a leitura, a escrita e a boa literatura.

Uma das falas mais marcantes da noite foi da acadêmica imortal Vera Moraes, nossa querida Tia Verinha:"Esses poemas feitos com IA não são você. Não adianta pedir à IA para fazer. Você está enganando a si mesmo. É tão gostoso procurar as palavras, colocá-las no papel, ajeitar daqui, ajeitar dali e ver nascer um poema! Isso é seu. É um dom que Deus lhe deu. A IA é outra coisa, fora de você.Não se engane!"

Foi uma noite de muita escuta, aprendizado e partilha. Tivemos a belíssima participação do Coral do Celso Mantovani, e cada acadêmico recitou um poema.

Em minha fala, lembrei que, neste momento, acontece a FLIP, em Paraty, reunindo escritores do Brasil e do mundo. Como católica, destaquei também a presença do poeta português, Cardeal José Tolentino de Mendonça, atual Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que celebrou a Santa Missa de abertura da FLIP e participa de importantes debates literários.

Também tive a honra de declamar uma poesia em homenagem à amiga Rita Côgo, secretária da AGLC, que, mesmo dedicando-se com amor aos cuidados de sua mãe com Alzheimer, continua firme nas trilhas da literatura.

Que nunca percamos o encanto pelas palavras, pela leitura e pela criação literária.

Feliz Dia Nacional do Escritor!

Isabel Menezes - professora e historiadora




sexta-feira, 24 de julho de 2026

Verônica: a escultora que conversa com o cimento e com a memória

 


Verônica Souza da Silva é uma artista que molda a matéria e o tempo. Em suas mãos, o cimento deixa de ser apenas argila e calcário e passa a carregar lembranças, afetos e esperanças. Cada escultura parece nascer de uma conversa silenciosa entre o barro e a alma, como se as montanhas de Cachoeiras de Macacu ainda soprassem aos seus ouvidos os segredos da criação.

Tudo começou quando era apenas uma menina de doze anos. Enquanto muitas crianças descobriam os brinquedos da infância, Verônica descobria a linguagem das mãos. Seu mestre era o próprio pai, o inesquecível artista popular Chico Voador. Sem grandes discursos, ele ensinava pelo exemplo. Esculpia trabalhadores rurais de pés descalços, mãos largas e ferramentas firmes, homenageando aqueles que transformam a terra em alimento. Ao vender as primeiras esculturas da filha, devolvia-lhe integralmente o dinheiro. Era muito mais que um gesto de incentivo: era a proclamação silenciosa de que o talento precisava ser tratado com dignidade e liberdade.

A menina cresceu, mas nunca abandonou o barro que lhe ensinou a sonhar. Ao lado do pai e dos irmãos, fez da cerâmica um ofício e uma missão. Vasos, esculturas, jardins, encomendas e artesanatos passaram a levar a beleza para tantos lares. Mais tarde, também ensinou crianças a descobrir que a arte não se aprende apenas com pincéis, mas com o encantamento de quem acredita que criar é uma forma de iluminar o mundo.

Então chegou o grande desafio de sua vida. Durante uma década, entre 2009 e 2019, ao lado dos irmãos Geani e Marciel Silva, ajudou a erguer um verdadeiro evangelho esculpido em pedra, cimento e sensibilidade no Parque Temático Ambiental Montes Santos, a Terra Santa de Japuíba. Mais de setecentas esculturas em tamanho natural transformaram episódios bíblicos em caminhos visíveis, permitindo que milhares de visitantes percorressem a vida de Cristo não apenas com os olhos, mas também com o coração. Poucos artistas têm o privilégio de dedicar dez anos da própria existência para construir uma obra que atravessa gerações.

Mas talvez uma de suas esculturas mais comoventes não tenha sido inspirada nas Escrituras, e sim na própria gratidão. Em 2011, ao lado do irmão Marciel, eternizou Chico Voador em uma escultura de dois metros de altura na Praça Maria Zulmira Torres, em Japuíba. Não era apenas um monumento. Era uma filha devolvendo ao pai aquilo que dele recebera desde a infância: a permanência. Porque a verdadeira arte desafia o tempo, e o amor filial transforma a saudade em patrimônio.

Quando a vida a levou para Rio das Ostras, em 2019, Verônica não chegou como quem procura um lugar; chegou como quem leva consigo um universo inteiro. A cidade passou a conhecer sua delicadeza criativa, reconhecida no Concurso de Presépios da Fundação de Cultura, onde o Menino Jesus nasceu dentro de uma concha que também era ostra, transformando a pérola em símbolo do Cristo e da própria cidade. Uma metáfora de rara beleza, onde fé, natureza e identidade local se abraçaram numa única obra.

Hoje, suas biojoias da marca Alma Botânica, suas esculturas de trabalhadores rurais e suas criações feitas com materiais recicláveis continuam revelando a mesma essência da menina que um dia observava o pai modelando a argila. Verônica compreendeu que nenhuma matéria é pobre quando encontra mãos capazes de revelar sua beleza. O cimento pode tornar-se memória. O descarte pode tornar-se poesia. A simplicidade pode tornar-se eternidade.

Assim, sua trajetória ensina que a arte não nasce apenas do talento, mas da fidelidade às próprias raízes. E enquanto houver um pedaço de argila esperando por suas mãos, um fragmento de natureza pedindo uma nova forma ou uma lembrança necessitando de permanência, Verônica Souza da Silva continuará esculpindo muito mais do que imagens: continuará esculpindo a própria esperança humana.






Na vida, todos somos semeadores, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Na vida, todos somos semeadores."*


Uns semeiam flores e descobrem belezas, perfumes e frutos. Outros semeiam espinhos e se ferem nas suas pontas agudas. Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal...

Felizes são aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade, de afeto.


*Aproveite bem as pequenas coisas, um dia você vai ver que elas eram grandes."*


 *✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Pessoas são como músicas, por Rogério Loureiro Xavier


 *Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.* 


*Pessoas são como músicas.*


*Algumas nós gostamos desde o início, outras gostamos depois de um tempo. São feitas para que a gente ouça e compreenda. Algumas tocam a nossa vida, mas tem uma, aquela especial, que é a nossa trilha sonora.*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Calma Mental


 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

EU ACREDITO

 




A música "I Believe", gravada com grande sucesso pelo grupo irlandês The Bachelors em 1964, foi composta em 1952 por quatro compositores:

Ervin Drake, Irvin Graham (pseudônimo de Irvin Abraham), Jimmy Shirl (pseudônimo de Jack Mendelsohn) e Al Stillman


I Believe (Eu acredito)

​Eu acredito que para cada pingo de chuva que cai, uma flor cresce;

Eu acredito que em algum lugar na noite mais escura, uma vela brilha.

Eu acredito que para cada um que se extravia, alguém virá mostrar o caminho;

Eu acredito, eu acredito.


​Eu acredito que acima da tempestade a menor prece ainda será ouvida;

Eu acredito que alguém no grande algum lugar ouve cada palavra.

​Toda vez que ouço um recém-nascido chorar, ou toco em uma folha, ou vejo o céu;

Então eu sei por que eu acredito.


A 5ª FEIRA LITERÁRIA DE PIRAPETINGA DE BOM JESUS

 

Sábado do FLIPIR: Palavras ao Vento e à Praça




​A manhã de Pirapetinga, aquele primeiro de agosto, não amanhecerá cinzenta; ela acordará palpitante, colorida como as artes vibrantes que adornam o convite do FLIPIR. O ar de Bom Jesus do Itabapoana, habitualmente sereno, carregará uma eletricidade doce, a promessa de versos e prosas a serem tecidos.

​Haverá uma sinfonia de eventos, um "Musical EmocionalMente" programado para o fim do dia, mas a verdadeira música já começará cedo. Às nove, a Praça João Catarina se transforma. Não será mais apenas um espaço de pedra e canteiros; será um palco para o espírito. A "Abertura Oficial FLIPIR" será um suspiro coletivo, o início de uma respiração literária que durará todo o dia.

​Logo depois, às nove e quinze, a energia das crianças e jovens tomará conta. A "Gincana Literária" não será apenas uma competição; será o som da criatividade, risadas misturadas com estalos de ideias. Cada escola do município levará sua voz, sua perspectiva, enchendo a praça de um frescor que só a juventude possui.

​Às dez, a prosa se aprofundará. "Oficina Literária com a premiada Trovadora e Profª Lúcia Spadarotto". O participantes, canetas em punho, debruçados sobre cadernos, capturarão a essência da palavra falada e escrita. Será um mergulho, uma comunhão silenciosa, um espaço sagrado para o nascimento de novas narrativas.

​O sol se inclinará, o meio-dia passará, e o ímpeto da tarde trará a "Roda de conversa com os escritores convidados" às quatorze horas. Este será o momento de encontro, onde os leitores, como os pássaros que se reúnem ao redor de um bebedouro, se reunirão ao redor da fonte da sabedoria. O diálogo fluirá, as histórias se entrelaçarão, pontes serão construídas entre mentes e corações.

​Às quinze e meia, as escolas municipais, Iracema Seródio Boechat e João Catarina, ocuparão o palco. Será um momento de orgulho, de ver os frutos do trabalho florescer. A comunidade inteira aplaudirá, reconhecendo o valor da educação e da cultura que se traduzirão em performance e arte.

​O dia se aproximará do seu ápice, e às dezessete e meia, a "Premiação do Concurso Literário". Será um momento de reconhecimento, de celebração do esforço e do talento. Um troféu para alguns, uma lembrança para todos, o triunfo da palavra escrita.

​E, finalmente, às dezoito, o "Musical EmocionalMente". Será o encerramento perfeito, uma fusão de música e emoção, a alma do FLIPIR. A luz da tarde se transformará em crepúsculo, e os acordes se misturarão com as estrelas que começam a surgir.

​A FLIPIR será mais do que uma feira; será uma celebração da identidade, um tributo à comunidade de Bom Jesus do Itabapoana e ao Distrito de Pirapetinga. É a prova de que, mesmo em tempos desafiadores, a cultura é a luz que nos guia, a tinta que colore nossa existência e a música que nos une. O dia promete ser inesquecível, uma página virada no grande livro da vida da vila.