Jornal fundado por Ésio Martins Bastos em 25 de dezembro de 1946 e dirigido por Luciano Augusto Bastos no período 2003-2011. E-mail: onortefluminense@hotmail.com
A expressão "Capela ao Luar" não é apenas a tradução de um título; é um convite para entrar em um lugar onde o tempo parece caminhar mais devagar. Há algo de eterno em uma pequena capela banhada pela luz da lua, como se as pedras antigas, as portas de madeira e o sino silencioso guardassem as orações de gerações inteiras.
Foi essa imagem que inspirou a inesquecível canção Chapel in the Moonlight, composta por Billy Hill: um cenário onde o amor encontra abrigo na simplicidade, e a esperança floresce sob o manto prateado da noite. O luar, longe de ser apenas claridade, transforma-se em um delicado sacerdote da natureza, abençoando encontros, promessas e lembranças.
Talvez todos carreguemos uma "capela ao luar" dentro da alma. Um lugar invisível onde repousam as saudades, os sonhos ainda não realizados e os afetos que resistem ao desgaste dos anos. É nesse templo íntimo que reencontramos aqueles que amamos, mesmo quando a distância ou o tempo parecem insuperáveis.
A verdadeira Capela ao Luar não se ergue apenas entre montanhas ou bosques. Ela nasce toda vez que um coração escolhe o caminho da ternura, da fé e da poesia. E, sempre que houver uma lua iluminando a noite e alguém disposto a sonhar, suas portas permanecerão abertas, acolhendo silenciosamente todos os que acreditam que o amor é a mais bela forma de eternidade.
Existe um silêncio quase sagrado que antecede o nascimento de um livro. É o mesmo silêncio que, outrora, habitava o bater rítmico e metálico das velhas máquinas de escrever, onde cada tipo de ferro imprimia no papel não apenas tinta, mas também um pedaço da alma de quem ousava traduzir o mundo. Quem escreve sabe: as palavras são criaturas inquietas. Guardam memórias, acolhem saudades e, por vezes, curam feridas que o tempo insistiu em manter abertas.
No dia 9 de julho, às 19 horas, esse silêncio amadurecido ganhará voz. Juiz de Fora se vestirá de poesia para receber um novo capítulo de uma história que já ecoa no tempo. No coração do Centro Cultural, as luzes se acenderão para o lançamento de uma antologia organizada pelo escritor e jornalista Messias da Rocha intitulada Múltiplas Palavras - Volume V, que reúne textos de 33 autores de várias partes do país.
Que mistérios, emoções e afetos repousam nessas novas páginas? Que encontros nascerão entre o autor e seus leitores, unidos pela força transformadora da palavra?
A noite será muito mais que uma sessão de autógrafos: será uma celebração da literatura, da amizade e da sensibilidade humana, um verdadeiro banquete para a alma promovido pela UBT Juiz de Fora. E, como toda boa literatura mineira convida ao aconchego da conversa e ao sabor da tradição, o encontro prosseguirá no primeiro piso, no Restaurante Cardápio Mineiro, com entrada pela Rua Paulo Frontin.
Entre as atrações especiais estarão o aclamado cantor e compositor Valber Meirelles, o consagrado declamador, poeta e trovador Gogó Pacheco, a premiada trovadora Lúcia Spadarotto, de Itaperuna, além de outras expressivas personalidades do universo cultural.
Será um evento por adesão, daqueles em que cada abraço compartilhado e cada dedicatória assinada se transformam em novas narrativas. Afinal, os livros passam de mão em mão, mas os sentimentos que despertam atravessam o tempo e permanecem para sempre na memória e no coração de seus leitores.
Obrigado por todas as vezes que gritamos gol, que abraçamos os amigos... os filhos... os netos... os sobrinhos... namorada, namorado, marido, esposa...
Ficamos alegres, e esquecemos das tristezas do dia a dia...
Foi especial e saímos de cabeça erguida!
Perdemos sim, porque não se ganha sempre, nem no futebol e nem na vida...
Mas o mais importante é seguir e não desistir!
Eu ainda tenho 5 estrelas no peito e me orgulho por cada uma delas⭐!
Valber Meireles integra a rara estirpe de artistas que perseguem a verdade; não persegue o aplauso fácil. Poeta, escritor, compositor, produtor cultural e trovador nascido em Itaperuna, com mais de cento e trinta composições, faz de sua arte um compromisso com a dignidade humana e com a esperança.
Enquanto a indústria cultural frequentemente transforma a música em mercadoria descartável, anestesiando consciências com o vazio e a superficialidade, Valber escolheu o caminho mais difícil e mais nobre: o da palavra que desperta, da melodia que une, do canto que ilumina. Sua obra não se curva aos modismos nem se rende aos interesses do mercado. Ela nasce da terra, da memória, da luta e da fé no homem.
Em suas canções, a natureza não é cenário, mas personagem viva; a terra não é propriedade, mas ventre fecundo; o povo não é massa, mas comunidade de irmãos. Sua poesia canta a paz, a fraternidade, o amor, o trabalho e o respeito à criação. É uma arte que convida o ser humano a reencontrar sua humanidade.
O Canto como Resistência
A letra de "Bendito é o canto de meu povo" sintetiza esse ideal com admirável beleza. Nela, o canto torna-se libertação; a terra, oração; a semente, esperança; a palavra, instrumento de união e resistência; o sangue do povo, símbolo da fraternidade universal. Cada verso afirma que o verdadeiro poder não nasce da violência, mas da solidariedade; não da opressão, mas do amor.
Uma mídia rendida ao efêmero silenciará vozes como a de Valber Meireles. A lógica do espetáculo raramente acolhe quem convida à reflexão. Mas o verdadeiro destino da grande arte nunca depende dos holofotes. Seu lugar é mais profundo: habita a consciência daqueles que recusam a mediocridade, que ainda acreditam na cultura como força transformadora e que compreendem que a beleza pode ser um ato de resistência.
Lembra-nos Tolstói que "se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia". Valber Meireles faz ainda mais: ele canta sua aldeia.
Ao cantar sua terra, sua gente e seus sonhos, ele alcança o universal. Sua voz ultrapassa fronteiras porque fala daquilo que permanece eterno: a busca pelo pão, pela justiça, pela paz e pela comunhão entre os homens.
Um Legado para o Futuro
Sua obra é semente. Cada poema é um sulco aberto na terra da sensibilidade; cada canção, uma colheita de esperança; cada apresentação, um convite para que a cultura volte a ser instrumento de emancipação humana.
Sempre que houver corações livres e consciências insubmissas, haverá espaço para a música de Valber Meireles. Sua arte não pertence ao tempo fugaz da publicidade, mas ao tempo longo da memória e da civilização. É o canto de um homem que escolheu permanecer fiel à verdade de sua terra e de seu povo, e, justamente por isso, tornou-se a voz de todos aqueles que acreditam que um mundo mais culto, mais justo e mais humano ainda pode ser construído.
Dr. Pedro Antônio de Souza: Uma Conversa Poética com a Vida
O olhar do Dr. Pedro Antônio de Souza revela muito sobre sua trajetória e os valores que o guiam. Um homem que, apesar dos anos de experiência, mantém a mente aberta para novas ideias e perspectivas. Com um toque de sofisticação e leveza ao seu estilo, revela uma personalidade multifacetada. Dr Pedro Antônio de Souza nos transporta para um universo de conversas poéticas sobre a vida, onde a literatura e a filosofia se entrelaçam.
Ele é um homem de letras, um amante da leitura e da escrita, e sua paixão pela palavra impressa se manifesta em sua presença na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O Dr. Pedro Antônio de Souza é um defensor da cultura e da arte como ferramentas de transformação social, e sua participação no "Espaço Leia Mais" é um testemunho de seu compromisso com a promoção da leitura e do conhecimento.
Ele levará consigo um silêncio antigo que viaja nas malas de quem traz a poesia guardada no peito. Um silêncio que nasceu nas curvas de Mimoso do Sul, que ecoou pelas pedras históricas de São Pedro do Itabapoana e que, agora, se prepara para desembarcar no burburinho apressado da capital paulista. Maria Antonieta Tatagiba, com seu olhar firme e terno que atravessou décadas, parece observar o horizonte de um novo século. Ela, a pioneira, a voz que transformou a sensibilidade em força, faz-se presente.
No Distrito Anhembi, o concreto cederá espaço ao afeto. Entre milhares de páginas que se abrirão como asas, o Espaço Leia Mais desenha um porto seguro para a memória. Não se trata apenas de uma data marcada no calendário, o início de setembro, mas de um resgate. Quando os ponteiros indicarem o meio da tarde, as artes, a história e as letras vão se entrelaçar em um abraço invisível.
Quem passar pela Rua E, no Stand 10, talvez não veja apenas livros dispostos sobre as prateleiras. Se aguçar os sentidos, poderá ouvir o sussurro dos ventos capixabas misturando-se ao clamor dos leitores urbanos. É a imortalidade da palavra escrita mostrando sua face mais bonita: a capacidade de fazer com que a Academia Maria Antonieta Tatagiba Artes - História - Letras, de São Pedro do Itabapoana, da qual o Dr Pedro é fundador e presidente, inteira caiba no coração de quem lê, provando que o tempo é um mero detalhe quando a literatura decide eternizar a vida.
Sua voz é suave e ponderada, e suas palavras trazem consigo a bagagem de uma vida dedicada ao estudo e à reflexão. Ele fala sobre a importância de cultivar a sensibilidade e a empatia, sobre a necessidade de olhar para além das aparências e de buscar a essência das coisas. Ele nos convida a mergulhar nas profundezas da existência humana e a encontrar a beleza nas pequenas coisas do dia a dia.
Ele é um homem que se emociona com a beleza de um poema de Maria Antonieta, com a força de uma história bem contada, com a simplicidade de um gesto de carinho. Ele é um homem que se preocupa com o mundo ao seu redor, e que busca, através de sua escrita, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Sua presença na Bienal é um convite para uma conversa poética com a vida, onde a literatura se torna um espelho de nossas próprias experiências e onde a troca de ideias e de sentimentos se transforma em um ato de amor e de solidariedade. Ele nos lembra que a vida é uma obra de arte em constante construção, e que cada um de nós é um artista em potencial, capaz de criar beleza e sentido a partir de nossas próprias experiências.
O Dr. Pedro Antônio de Souza é um homem que nos inspira a olhar para a vida com mais amor e poesia, e a encontrar na literatura um refúgio e uma fonte de inspiração. Ele é um homem que nos convida a celebrar a vida em todas as suas formas e a encontrar a beleza que existe em cada momento, em cada encontro, em cada história. Sua presença na Bienal é um presente para todos nós, uma oportunidade de nos conectarmos com a essência da humanidade e de nos deixarmos levar pela magia da palavra impressa.
A trajetória de de Edneide Dantas de Souza, carinhosamente conhecida como Neide, édas pessoas que escrevem sua história com gestos delicados, capazes de transformar autoestima em sorriso.
Ela é uma das mais tradicionais manicures, pedicures e designers de sobrancelhas de Bom Jesus do Itabapoana. Há 47 anos, suas mãos fazem muito mais do que cuidar da beleza: acolhem histórias, fortalecem amizades e revelam o valor de uma profissão exercida com técnica, respeito e amor.
Natural de Recife, Neide nasceu filha de Carmelita Dantas de Souza e Severino Augusto de Souza. Aos 15 anos de idade, deixou Pernambuco para construir uma nova vida em Bom Jesus do Itabapoana. A mudança aconteceu quando a família de Valter Moreira e Dirce Figueiredo de Faria, que havia chegado à cidade, precisava de alguém para cuidar dos filhos. O que seria apenas um recomeço transformou-se em uma história definitiva de pertencimento. Integrante de uma família com oito irmãos, Neide fincou raízes na cidade que a acolheu e fez dela o seu lar.
Sua vida profissional tornou-se referência na região. Durante 33 anos, trabalhou no tradicional salão de Markim, em Bom Jesus do Norte, onde conquistou uma clientela fiel graças ao cuidado, à dedicação e ao aperfeiçoamento constante. Para Neide, cada procedimento exige conhecimento e precisão. Na arte de desenhar sobrancelhas, por exemplo, prefere a pinça à cera, por acreditar que o instrumento oferece maior controle e preserva a naturalidade dos traços. Autodidata, sua carreira também se estendeu à formação de pessoas, atuando como professora em cursos promovidos pelo CRAS, compartilhando técnicas e incentivando novos profissionais.
Neide estudou no Colégio Rio Branco e construiu sua vida com dignidade, perseverança e trabalho. Mais do que exercer uma profissão, ela criou seu filho por meio dela. Lucas Dantas Nunes Rosa, hoje Policial Militar e professor de Geografia, é um dos maiores motivos de seu orgulho. Ex-aluno do Colégio Estadual Feliciano Tardin, onde teve aulas com o professor Thiago Moreno, Lucas representa, para a mãe, a certeza de que todo esforço valeu a pena. "Tenho orgulho porque meu filho valorizou tudo o que fiz", resume Neide, emocionada. É um sentimento de realização que transcende o sucesso profissional e encontra eco no amor de mãe.
Sempre aberta aos novos desafios e ao cuidado consigo mesma, Neide passou a frequentar o Studio TM Fitness, do professor Thiago Moreno, na Rua Aristides Figueiredo, inaugurada recentemente. A escolha não foi por acaso: ela já conhecia a seriedade e a qualidade do trabalho desenvolvido por ele. Para quem dedicou quase cinco décadas a cuidar das pessoas, investir na própria saúde tornou-se mais um capítulo de uma vida marcada pela disciplina, pelo carinho e pela busca constante do bem-estar.
A história de Edneide Dantas de Souza é, acima de tudo, a história de uma mulher que transformou talento em profissão, profissão em missão e missão em legado. Em cada cliente atendida, em cada sobrancelha desenhada com delicadeza e em cada unha cuidadosamente trabalhada, permanecem as marcas invisíveis de uma vida inteira dedicada ao cuidado. São mãos que embelezam, mas que, sobretudo, testemunham uma existência construída com coragem, simplicidade e amor.