sábado, 5 de setembro de 2026

Música para dormir


 

Carl Doy


 

Vivendo e Aprendendo, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Vivendo e Aprendendo.*


Todos os dias tenho algo por aprender, algo por esquecer e muitas, muitas coisas para agradecer. 


Que jamais nos falte Fé e que na esperança de uma realização, o melhor aconteça nos dando sempre mais entusiasmo. 


"Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objetivo é observar, crescer e amar. E depois voltamos para casa."


✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Música para dormir


 

Música Instrumental


 

José Antônio Borges Alvarenga: entre a canção, a memória e a natureza

 





Existe uma imagem que parece resumir José Antônio Borges Alvarenga: em uma das mãos, o microfone; na outra, uma taça de vinho português. Entre ambas, cabe um mundo inteiro,  a música que atravessa gerações, a alegria dos encontros, a memória dos antepassados e a saudade que paloita no coração açoriano.

Vice-presidente da Casa dos Açores do Espírito Santo, José Antônio exerce sua missão com entusiasmo e grandeza. Seu trabalho vai além do resgate das raízes familiares: alcança a história, preserva a cultura e fortalece os laços que unem o Espírito Santo ao arquipélago dos Açores. Onde há uma tradição esquecida, ele procura reavivá-la; onde existe uma memória ameaçada, oferece sua voz; onde os descendentes se encontram, ele ergue pontes sobre o Atlântico.

Foi assim ao participar da inauguração da 17ª Casa dos Açores do mundo, em José Carlos, Apiacá, representando o Vale do Itabapoana e os descendentes dos imigrantes açorianos de Vitória. Foi assim também nos encontros promovidos pela Casa dos Açores do Espírito Santo, nas apresentações do Grupo Folclórico Padre Thomaz Borba e nas comemorações dos 160 anos de luz de Padre Mello. Em cada ocasião, José Antônio reafirma que a açorianidade não é apenas uma lembrança do passado: é uma herança viva, feita de música, fé, convivência e saudade.

E que voz possui esse guardião de memórias!

Cantor aplaudido em diferentes palcos do país, José Antônio conduz o espetáculo “Viagem Musical” como quem abre um álbum de recordações diante do público. Com quase três mil músicas memorizadas, ele percorre épocas, estilos e emoções. Cada canção parece despertar um amor, uma ausência, uma juventude ou uma história adormecida. Quando canta, não oferece apenas sua voz: devolve às pessoas um pedaço de suas próprias vidas.

Na comemoração dos três anos do Magazzino Fioravante, mais uma vez sua “Viagem Musical” transformou o encontro em celebração. O microfone em sua mão não é apenas um instrumento de trabalho; é uma espécie de bússola afetiva, capaz de conduzir o público pelos caminhos da memória.

Mas a mesma mão que segura o microfone também sabe arregaçar as mangas para servir à natureza.
Defensor intransigente do meio ambiente, José Antônio representa a Comissão de Direito Ambiental da OAB/ES e dedica-se à Ecovila Bom Destino e à RPPN Macaco Barbado. Seu compromisso ambiental não vive apenas nos discursos: nasce na terra, cresce nas mudas e floresce nas áreas recuperadas.

Ao lado de ambientalistas, engenheiros, pesquisadores e técnicos do Instituto Nacional da Mata Atlântica, participa de ações de recuperação ambiental, preservação da fauna e da flora, combate à caça, prevenção de incêndios e educação ecológica. Na produção de milhares de mudas de ipês-amarelos e roxos, encontra-se uma das mais belas expressões de sua esperança: plantar hoje a sombra, a beleza e a vida que talvez sejam plenamente desfrutadas pelas gerações futuras.

José Antônio também sabe reconhecer a arte como extensão da natureza e da alma. Ao visitar exposições como “Amazônia, do presente e do futuro”, de Rolien Boechat, no ECLB Cultura, em Bom Jesus do Itabapoana, demonstrou que preservar o planeta e valorizar a criação artística são partes de uma mesma consciência: a de quem compreende que o ser humano não vive apenas de progresso material, mas também de beleza, memória e pertencimento.

Assim é José Antônio Borges Alvarenga: cantor, ativista cultural, ambientalista e semeador de encontros.

Em uma das mãos, o microfone que dá voz à saudade. Na outra, a taça de vinho português que brinda a amizade, a alegria e as raízes ancestrais. E, dentro do peito, uma terceira força invisível: o amor pela cultura, pela natureza e pelas pessoas.

Enquanto sua voz percorre os palcos do país, os ipês que ajudou a plantar crescem silenciosamente em direção ao céu. Um dia, quando florescerem, talvez suas copas amarelas e roxas pareçam acompanhar alguma velha canção portuguesa trazida pelo vento. E então compreenderemos que certos homens não passam simplesmente pela vida: eles cantam, plantam, preservam e deixam florescendo, na memória coletiva, a marca luminosa de sua existência.





Arábica, de Isabel Menezes, no desfile de Varre-Sai

 



Hoje, uma aluna da Educação Infantil levou, com muito carinho, durante o desfile cívico, o livro “Arábica – Um conto da terra do café”, representando a autora Isabel Menezes.

Um gesto simples, mas carregado de significado: levar para as ruas a literatura que valoriza as histórias, as raízes e a identidade cultural de Varre-Sai.

Nossa gratidão à SMEC, através da secretária Gioconda Fabre e da professora Graziela Fabre, pela divulgação e valorização do livro e da obra dessa escritora, que dedica seus livros a preservar e eternizar as histórias e a cultura da nossa terra.

Porque um povo que registra suas histórias não deixa sua memória morrer.

Viva o Brasil!

Viva Varre-Sai!

Viva o café!

Viva o livro, que imortaliza histórias!