O NORTE FLUMINENSE, Bom Jesus do Itabapoana (RJ)
Jornal fundado por Ésio Martins Bastos em 25 de dezembro de 1946 e dirigido por Luciano Augusto Bastos no período 2003-2011. E-mail: onortefluminense@hotmail.com
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Bienal Internacional do Livro em São Paulo
Andrezinho, liderança notável da vida pública de Bom Jesus: de esquerda ou de direita?
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| Em 2013, Andrezinho obrigou a AMPLA a responder às suas reclamações contra os péssimos serviços prestados a Bom Jesus |
Se hoje, em Bom Jesus do Itabapoana, fosse preciso destacar uma personalidade digna de reconhecimento público, o nome seria André Luiz de Oliveira, o Andrezinho, um homem simples cujos gestos o elevam à grandeza e à respeitabilidade.
E se perguntarem a Andrezinho, se é de esquerda ou de direita, ele provavelmente sorrirá antes de responder: - não escolho lados, escolho pessoas.
André é daquelas lideranças populares que conquistam reconhecimento em todos os setores da sociedade bonjesuense. Não pela voz alta, nem pela imposição, mas pela humildade extrema e pela intensidade do cuidado. Seu modo de agir é simples: estar presente.
Está onde falta assistência médica.
Está no reconhecimento dos valores negros que ajudaram a construir a cidade.
Está na luta pelo resgate da história e de seus heróis.
Sempre presente, quase sempre silencioso.
Ao longo dos anos, seu nome passou a ocupar lugar de destaque em diversas entidades do município. Age sem alarde, mas com eficácia constante. Sua marca é o trabalho persistente. Já em 2013 distribuía reclamações contra os maus serviços de energia prestados pela concessionária Ampla, numa época em que poucos acreditavam que a cobrança popular pudesse produzir mudança.
Andrezinho é dessas pessoas que fazem da vida a própria poesia, uma poesia sem rimas, mas cheia de gestos. Cada atitude é um verso silencioso, tecido com simplicidade e esperança.
Filho de família humilde de Bom Jesus do Itabapoana, nascido em 10 de outubro de 1972, aprendeu cedo que dignidade é valor inegociável. Aos seis anos já conhecia a roça e, com ela, o peso e a beleza do trabalho. Aos doze, ajudava em casa de família e compreendia o significado da responsabilidade.
Vieram então muitas jornadas: a fábrica de pijamas Doce Mel, a fábrica de água sanitária de Nelson da Eletrônica Fassbender, a clínica de repouso. Cada lugar, um aprendizado. Cada encontro, uma semente.
Com o tempo, percebeu um chamado maior: servir. Não apenas trabalhar para si, mas agir pelo outro.
Tornou-se presidente do Instituto de Menores Roberto Silveira, onde planta diariamente oportunidades e sonhos na vida de crianças e jovens. Mais tarde assumiu também a presidência do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, mantendo viva a memória de quem acreditou no poder transformador da educação e da solidariedade.
Seu nome passou a circular naturalmente onde o bem floresce: Lions Club, Rotary Club, Consciência Negra de Rosal, Vicentinos, Pastoral da Criança, Centro de Estudos Portugueses Manuel Ignácio da Silveira, CAES e Casa dos Açores do Espírito Santo, múltiplas frentes onde o coração o chama a servir.
Sua história também atravessa instituições: FEEM; conselhos fiscal e deliberativo do Hospital São Vicente de Paulo; tesouraria e vice-presidência do Centro Popular; participação na Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, idealizada por Betinho. Integra o G5 ECC da Paróquia São José, interpretou o personagem “Padre Negro” em documentário sobre Calheiros e ainda compôs uma canção dedicada à cidade natal.
Pai de Vitória, Eulália e Miguel, André caminha com passos firmes e alma leve. Trabalha sem esperar reconhecimento, e justamente por isso o recebe com gratidão.
Há quem diga que ele é poeta.
E talvez seja.
Mas de uma poesia rara: aquela que não se escreve no papel, escreve-se nas vidas que toca.
Andrezinho não escolhe lados, escolhe pessoas.
Falta de recursos levou à perda de patentes da polilaminina no exterior
Cortes orçamentários fizeram Brasil perder patentes internacionais da polilaminina, afirma pesquisadora
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| Pesquisadora Tatiana Coelho |
Extraído de CPG Click Petróleo e Gás
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O corte severo de verbas federais para as universidades públicas (incluindo a UFRJ) ocorrido entre 2015 e 2016 impediu que a instituição e a pesquisadora tivessem os recursos necessários para custear as taxas e os processos jurídicos de manutenção do registro internacional de patente da Polilaminina.
Pontos principais para entender o fato:
- O que é a Polilaminina: É uma estrutura polimérica inovadora criada a partir da proteína laminina (da placenta humana), que serve como "ponte" para regenerar neurônios em lesões medulares.
- A Perda do Registro: Para manter uma patente internacional (como nos EUA ou Europa), as universidades precisam pagar anuidades em moeda estrangeira. Com o contingenciamento de verbas em 2015/2016, a UFRJ não conseguiu arcar com esses custos, o que resultou na perda da proteção exclusiva da descoberta fora do Brasil na época.
- Consequência: Sem a patente internacional, o Brasil perde a soberania comercial sobre a descoberta e a possibilidade de atrair investimentos estrangeiros pesados sob a garantia de exclusividade, embora a pesquisa tenha continuado e, anos depois, conseguido parcerias nacionais (como com o laboratório Cristália).
Isso ilustra como a descontinuidade de investimentos em ciência pode causar prejuízos bilionários e estratégicos ao país, mesmo quando a tecnologia produzida é de ponta e reconhecida mundialmente.
1. A Ciência como Soberania
A polilaminina não caiu do céu; ela é fruto de mais de 25 anos de dedicação dentro da UFRJ. A pesquisadora fez toda a sua formação (graduação ao doutorado) na universidade pública, provando sua importância para o país, apesar da falta de apoio das autoridades.
2. Medicina Regenerativa e a "Ponte de Esperança"
O uso da proteína derivada da placenta humana para reconstruir conexões nervosas é algo digno de ficção científica, mas é ciência brasileira real. A possibilidade de devolver movimentos a paraplégicos e tetraplégicos coloca o Brasil na vanguarda da medicina mundial, justificando a menção ao Prêmio Nobel.
3. A Crítica à "Indústria da Atenção"
Temos também o contraste ácido entre o "barulho das redes" e o "silêncio dos laboratórios". Figuras efêmeras ocupam tanto espaço enquanto cientistas que mudam o destino da humanidade permanecem invisíveis. Temos de refletir sobre o que escolhemos consumir e valorizar como nação.
Para refletir
Há uma nota final de esperança real, mas também um aviso: sem investimento em educação e defesa da ciência, talentos como o de Tatiana Sampaio não teriam solo para florescer.
Segundo a matéria trazida a esta postagem,
"Brasil conseguiu desenvolver substância com potencial para “curar” paralisia por lesão medular, mas perde patentes internacionais da polilaminina após cortes na UFRJ e 18 anos de morosidade no INPI'
"Após 18 anos para registrar a polilaminina no Brasil, cortes orçamentários impediram manutenção internacional, levaram à perda das patentes e expuseram fragilidades no financiamento científico público."
"A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio afirmou que o Brasil perdeu as patentes internacionais relacionadas à polilaminina após cortes orçamentários que afetaram a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo ela, a falta de recursos impediu o pagamento das taxas necessárias para manter o registro da tecnologia fora do país, comprometendo a proteção internacional da inovação"..
"Cortes orçamentários e perda das patentes internacionais
De acordo com Tatiana, a situação se agravou especialmente em 2015 e 2016, quando contingenciamentos atingiram as universidades federais. “Por causa dos cortes orçamentários, especialmente em 2015 e 2016, a universidade não conseguiu continuar pagando as taxas" internacionais. Perdemos todas as patentes fora do Brasil”, relatou.
Onde Bom Jesus lê: a livraria que virou referência cultural
No centro da cidade, um centro de cultura
Instaladas na conhecida “Loja da Cida”, no Shopping Point 200, tornaram-se ponto de encontro de estudantes, professores e curiosos das letras. Entre prateleiras organizadas com cuidado e novidades sempre presentes, o livro deixa de ser apenas objeto para assumir seu papel de ponte: entre gerações, ideias e sonhos.
À frente do empreendimento está Maria Aparecida Oliveira Lacerda, bonjesuista por escolha e convicção, nascida em Volta Grande (MG). Idealista, ela acredita no poder transformador da leitura e vê, em cada página folheada, uma oportunidade de educação e crescimento. Sua dedicação transformou o comércio em mais que loja: em referência cultural.
Assim, enquanto a cidade segue seu curso, aquele pequeno espaço continua a cultivar leitores, sem alarde, mas com constância, como toda verdadeira obra que se escreve ao longo do tempo.


























