sábado, 30 de maio de 2026

Aniversário memorável: os 99 anos de Wilma Martins Teixeira Coutinho

 


Hoje, Wilma Martins Teixeira Coutinho celebra seus 99 anos cercada pelo carinho de familiares e amigos. A comemoração acontece no tradicional Restaurante Noi, na charmosa região da Praia de Icaraí, um dos cartões-postais mais conhecidos de Niterói.

Festejada poetisa, com versos publicados nas páginas do jornal O Norte Fluminense, Wilma construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso com a memória de sua terra. Atuou nos governos dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, tornando-se testemunha ocular de alguns dos capítulos mais significativos da história fluminense.

Guardiã de lembranças e admiradora de legados, esteve entre as mais entusiásticas apoiadoras da construção do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, em Bom Jesus do Itabapoana. A inauguração do espaço, em 7 de agosto de 2016, representou não apenas a preservação da história, mas também a concretização de um sonho compartilhado por aqueles que reconhecem o valor da memória como patrimônio das futuras gerações.

A seguir, sua trajetória de vida contada por ela mesma.

"Wilma Martins Teixeira Coutinho filha de João Martins Teixeira Junior e Rosa Martins Teixeira, nascida em São Sebastião do Alto (RJ) aos 31 de maio de 1927, irmã caçula de treze irmãos que hoje não estão mais entre nós. Um ano após meu nascimento, meu pai, então Promotor de Justiça naquela Comarca foi transferido para a Comarca de Araruama, vindo a falecer em mil novecentos e trinta e dois, deixando-me órfã aos cinco anos e meio. Aos oito anos deixei aquela bela cidade banhada pela linda lagoa onde meu saudoso pai, grande poeta, se inspirou em belas poesias. Fomos para a cidade de Niterói permanecendo até a presente data, levando uma vida de estudo e trabalho, numa infância e adolescência tranquila (sem violência). Meu primeiro emprego foi na Secretaria de Educação e Cultura, aos vinte e três anos de idade, quando era Secretário o eminente Dr. Rubens Falcão, grande amigo de meu pai, figura potencial na educação de nosso estado. Foi um grande orgulho ser sua secretária. Com ele aprendi disciplina e dedicação, ele era perfeccionista ao elaborar um relatório ou qualquer trabalho que assinasse e isso me ensinou bastante. Anos após toma posse como interino, naquela Pasta o saudoso Dr. Badger Teixeira da Silveira, no governo de seu irmão Roberto Teixeira da Silveira. Deixando o cargo levou-me para o Palácio do Ingá onde exerci minhas funções no Gabinete Civil do Governador, vivenciando todos os fatos que enlutaram nosso estado até a cassação do nosso saudoso ex-Governador Badger Teixeira da Silveira. Entre fatos e fatos tive momentos felizes ali no convívio com meus amigos e chefes, não esquecendo o Dr. Jorge Loretti, grande colaborador e amigo de nossos Governadores, sem esquecer-se do Dr. Michel Saad, amigo fiel no Governo, entre outros...

Após essa jornada casei-me com José Luiz Vianna Coutinho, uma união de quarenta e oito anos baseada na lealdade e compreensão, sou mãe de Rosa Rachel. Tudo que sou foi realizado em função de dar-lhe um futuro melhor. 

Apaixonada pelo Direito, resolvi cursar uma Faculdade vindo a me formar em mil novecentos e setenta e sete, exercendo a função até hoje aos oitenta e oito anos, lúcida e obstinada. Foi uma batalha sem igual: Mãe, Funcionária, Universitária e Estagiária. Meu sonho era seguir a carreira de meu pai. Embora tentasse, o destino mostrou-me adverso. Deus está sempre à escuta.

Aposentei-me pela Procuradoria Geral do Estado após quarenta e dois anos de serviços prestados ao estado, no cargo hoje, de Analista Processual.

Como conseguiu fazer tudo isso e trabalhando? Certamente irão perguntar: Fazia faculdade na parte da manhã de segunda a sábado na SUESC; à tarde trabalhava na Comissão de Inquérito da Secretaria de Educação e Cultura. Quando na fase do estágio, já no quarto ano, fui nomeada para Defensoria Pública na Comarca de São Gonçalo, às terças e quintas, requeri então minha transferência para funcionar na Secretaria do Colégio Joaquim Távora no horário de dezenove horas às onze, sem prejudicar minha vida funcional. E a minha filha? O pai na parte da manhã fazia o papel de mãe. À tarde a Escolinha.

Essa foi a minha via crucis para poder realizar o meu sonho.

Em dezembro de dois mil e doze meu saudoso esposo se despede desse mundo para um plano superior.

Apesar dos embates da vida me julgo uma pessoa feliz, amada por todos aqueles que de mim se aproximam numa sintonia de paz. Busco ajudar as pessoas naquilo que posso em dificuldade que a mim socorrem, seja na minha profissão ou no atendimento aos idosos e aí está minha felicidade.

Fiz as três coisas essenciais durante minha vida: Plantei uma árvore “Sol da Bolívia”, escrevi um livro “Alameda dos Sonhos e o caminho percorrido”, cuja segunda edição será lançada em breve, e tive uma filha.

Nos momentos de inspiração faço minhas poesias. Se meu pai era poeta o meu DNA registrou. Amo a poesia, recitar para espantar a tristeza, pois como qualquer mortal, ela às vezes nos espreita e nas estrofes da vida solfejando ela vai embora.

Esta é Wilma Martins Teixeira Coutinho!"

Parabéns à aniversariante pela chegada aos 99 anos, cercada de saúde, afeto e boas recordações












A Palmeira e o Prédio: Novas Estrofes na Paisagem de Bom Jesus

 

​O Gigante de Filigrana e Vento



Bom Jesus do Itabapoana sempre teve o ritmo das águas que batem de leve nas pedras do rio. Uma cidade de horizontes baixos, onde o olhar costumava viajar livre entre o verde das copas das árvores e o azul-manta do céu fluminense. Mas o tempo, esse mestre de obras incansável, resolveu erguer novas estrofes no poema da paisagem.

​Olho para cima e vejo o gigante que nasce. Ele não pede licença; simplesmente brota do chão, escalando o firmamento andar por andar. Feito de tijolo nulo e concreto bruto, ele se veste temporariamente com uma renda de mistério: essa tela de proteção que o envolve, uma filigrana gigante que flutua ao sabor do vento, como o véu de uma noiva que espera o futuro chegar.

​Lá embaixo, a vida miúda e terna da praça resiste e acolhe. A palmeira abre seus braços verdes em um eterno aceno de boas-vindas ou de despedida para o horizonte que já não é o mesmo. O ferro retorcido no chão desenha contornos de uma infância que corre, enquanto a grama insiste em pintar de esperança o rodapé dessa nova era urbana.

​Há uma melancolia mansa em ver o céu ser recortado em ângulos tão retos, tão definitivos. Cada novo andar é um pedaço de nuvem a menos que conseguimos avistar do banco da praça. Contudo, há também a poesia do movimento. O prédio em construção é o coração da cidade batendo em um ritmo acelerado, o progresso desenhando suas linhas verticais sobre a calmaria horizontal de nossa memória.

​Bom Jesus assiste, entre o farfalhar das folhas e o eco distante do martelo, à sua própria metamorfese. A paisagem muda, o progresso finca suas raízes de cimento, mas a alma da cidade, essa permanece suspensa, feito a tela ao vento, observando o amanhã subir bem diante dos nossos olhos.


Apiacá e a força da cultura açoriana brilham na Feira dos Municípios Capixabas

 

No vibrante cenário da Feira dos Municípios Capixabas, realizada no Pavilhão de Carapina, no município de Serra, Espírito Santo, a cultura, a tradição e a identidade de Apiacá conquistam destaque e admiração do público.

O secretário municipal de Artes, Cultura e Turismo, Sávio Máximo Ribeiro, celebra o sucesso da participação da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, representada pelo açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, cuja presença tem fortalecido os laços históricos e culturais entre os povos açorianos e capixabas.

Em meio às cores, sabores e manifestações culturais que reúnem municípios de todo o Estado, Apiacá reafirma sua vocação de valorizar suas raízes e promover sua riqueza cultural, destacando a culinária típica e o artesanato local. O estande tem recebido visitantes interessados em conhecer mais sobre a herança açoriana e as iniciativas que preservam essa importante tradição, fortalecendo os vínculos entre passado e presente e contribuindo para a valorização da identidade cultural capixaba.

O secretário destacou o empenho da Prefeitura de Apiacá na valorização da cultura local e parabenizou todos os envolvidos pela dedicação e pelo trabalho desenvolvido durante o evento. “A participação de Apiacá na Feira dos Municípios é motivo de orgulho para nossa população e demonstra a força de nossa identidade cultural”, ressaltou.

A programação da feira prossegue até amanhã, atraindo milhares de visitantes ao Pavilhão de Carapina. Enquanto o evento segue seu curso, os nomes de Apiacá e da CAES, Casa dos Açores do Espírito Santo, se agigantam no cenário capixaba, levando adiante uma história construída com tradição, memória e orgulho de suas origens.







sexta-feira, 29 de maio de 2026

Por que deixamos tudo pra *Depois*?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Por que deixamos  tudo pra *Depois*?*


*Depois* eu ligo. 

*Depois* eu faço. 

*Depois* eu falo.

*Depois* eu mudo. 


Deixamos tudo pra *depois*, como se *depois* fosse o melhor. 


O que não entendemos é que...

*Depois* o café esfria,

*Depois* a prioridade muda, 

*Depois* o encanto se perde, 

*Depois* o cedo fica tarde, 

*Depois* a saudade passa,

*Depois* tanta coisa muda,

*Depois* os filhos crescem,

*Depois* a gente envelhece,

*Depois* o dia anoitece,

*Depois* a vida acaba.


Não deixe nada pra *depois*, porque na espera do *depois*, você pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos, os maiores amores, e todas as bênçãos que Deus tem pra você. 


Lembre-se: O dia é hoje. 

Amanhã você nem sabe se estará vivo.


*Depois*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Hoje é dia de Festa e de Alegrias!, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 👋 pessoa amiga e do bem. 


*Belo Dia Feliz!!!*

Hoje é dia de Festa e de Alegrias!

Minha netinha esta comemorando o seu décimo segundo ano de vida!!!

Desejo que a maravilhosa Carolina cresça saudável e que nunca lhe falte o que for necessário para crescer muito forte e feliz. 

Ela é o belo presente que Deus poderia nos dar. 

Agradeço todos os dias por ela ter chegado à nossa família. 

*"Que Deus abençõe e proteja nosso lindo anjinho."*


*✍️ ...Rogerio Loureiro Xavier*






Açoriano Francisco Amaro Gonçalves representa a Casa dos Açores na Tenda de Apiacá na Feira dos Municípios

 


Francisco Amaro enviou o seguinte texto.

"Parece não ser pura nem mera coincidência, o facto de me encontrar aqui na Feira dos Municípios capixabas que acontece no Pavilhão do Distrito de Carapina que fica na região sul da cidade chamada Serra, no Estado do Espírito Santo. 

A convite do Secretário de Artes Cultura e turismo, Sávio Máximo , da cidade de Apiacá e indicado pela Casa dos Açores do Espírito Santo, cá estou fazendo parte do grupo que representa o Município de Apiacá,  juntamente com o Secretário Sávio; a dona Terzinha Ramalho Silveira (artesanato); a sra Marilda Carlos da Silva Pedrosa (culinária); a Quícila Barros (finanças); a Edilana Soaress (artesanato) .

Digo que não é coincidência porque sou da Terra que muito festeja o Divino Espírito Santo, conheci, na cidade do Rio de Janeiro  as festas do Divino Espírito Santo, conheci a cidade de Bom Jesus do Itabapoana que muito festeja o Divino Espírito Santo, conheci a região do Vale do rio Itabapoana , no qual fica a cidade de Apiacá e estou no Estado da União chamado Espírito Santo. Coincidência ?

Sendo cidadão português oriundo das Ilhas do Arquipélago dos Açores , vejo modestamente , como é que os imigrantes açorianos têm sido um povo povoador que se propagou em várias partes do mundo , inclusive , em pràticamente , todos os Estados do Brasil. 

Na parte Norte do Estado do Rio de Janeiro e na parte Sul do Estado do Espírito Santo, tenho tido conhecimento e convivência com muitos descendentes de imigrantes açorianos, cujos descendentes respeitam e fazem respeitar as suas raízes açorianas e neste caso,  contando também com o respeito da Prefeitura da cidade de Apiacá onde é notório o empenho do Secretário Sávio Maximo Ribeiro".





quinta-feira, 28 de maio de 2026

Mãos que Colhem Histórias: As Panhadeiras de Café de Varre-Sai, por Isabel Menezes

 



Hoje iniciei um novo projeto em parceria com Rosane Bendia, da Emater-Rio.

Um documentário escrito e fotográfico sobre as mulheres do café de Varre-Sai, com o título:
“Mãos que Colhem Histórias - As Panhadeiras de Café de Varre-Sai”

O projeto tem como objetivo a criação de um livro reunindo histórias, memórias e fotografias de mulheres das diversas comunidades rurais do município, entrevistadas e retratadas por mim.
Cada rosto guarda uma memória.

Cada mão carrega trabalho, coragem e tradição.

Cada história merece ser contada.

E você, mulher rural, panhadeira de café, filha ou neta da roça…

vamos participar dessa história?