domingo, 23 de agosto de 2026

Música Instrumental

 


Escola Municipal Olívio Bastos: A Luz Escondida da Asa Branca

 A obra de arte no portão de uma escola pública diz silenciosamente a quem passa:

- Aqui também mora a beleza


Aquele portão é muito mais que um portão. Transformou-se numa espécie de janela




Há certas belezas que não são encontradas em praças de Bom Jesus.

Elas precisam ser procuradas.

No bairro Asa Branca, ao final do prédio da Escola Municipal Olívio Bastos, existe uma pequena rua: Rua Assú Teixeira Borges. É um daqueles caminhos discretos, quase secretos, desconhecido até mesmo de muitas pessoas que vivem no próprio bairro, simplesmente porque seus passos nunca tiveram motivo para chegar até ali.

Mas quem chega encontra uma surpresa.

No portão da escola, a arte engrandece.

E há algo profundamente simbólico nisso.

Os grandes tesouros da existência nem sempre estão nas avenidas movimentadas ou nos lugares iluminados pelos holofotes. Muitas vezes, estão recolhidos em algum canto silencioso do mundo, esperando apenas o olhar capaz de descobri-los.

A beleza gosta de morar assim: um pouco escondida.

E essa obra de arte no portão de uma escola pública diz silenciosamente a quem passa:
- Aqui também mora a beleza.

Mas não apenas ela.

Ali moram crianças, professores, sonhos, aprendizado, esperança. Ali se constrói diariamente aquilo que nenhuma fotografia consegue registrar por inteiro: o futuro.

A Escola Municipal Olívio Bastos já havia revelado essa sensibilidade de maneira emocionante no desfile cívico-militar de 14 de agosto.

Nesse dia, levou para a avenida uma homenagem às enfermeiras, personificadas em Maria Dolores, recebida com muitos aplausos pelo público.

O tema escolhido era uma pequena poesia caminhando pelas ruas:
“A enfermeira é um anjo atento que cuida e protege a vida.”

Não é por acaso que uma escola capaz de compreender a grandeza daqueles que cuidam também tenha escolhido a arte para adornar seu próprio espaço.

Há uma delicada ligação entre educar, cuidar e criar beleza.

O professor cuida ensinando.

A enfermeira cuida protegendo.

O artista cuida humanizando.

E a escola reúne um pouco de todos eles, porque educar verdadeiramente não significa apenas transmitir conteúdos. Significa ensinar uma criança a perceber o outro, reconhecer aqueles que servem à comunidade, descobrir a beleza e compreender que uma cidade também é construída pela memória e pela gratidão.

Por isso, aquele portão é muito mais que um portão.
Transformou-se numa espécie de janela.

De um lado, uma pequena rua quase desconhecida. Do outro, um universo inteiro sendo construído.

A Escola Municipal Olívio Bastos, ao investir na arte, na educação de qualidade e na valorização das personalidades que dedicam suas vidas ao município, demonstra que uma escola pode ultrapassar seus muros e tornar-se referência de humanidade para toda uma comunidade.

No bairro Asa Branca, ela permanece assim: uma luz de esperança acesa.

E essa é a mais bonita lição daquela obra escondida no final de uma rua.

Nem toda luz precisa estar no centro da cidade para iluminar.

Algumas permanecem discretamente nos bairros, atrás dos portões das escolas, entre professores e crianças, esperando que alguém passe por ali e perceba que o futuro, silenciosamente, já começou.













Felicidade, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*Felicidade*


*Hoje, vou escolher a felicidade, aceitarei o que é, em vez de se ressentir o que não é. Apenas estar vivo é uma coisa maravilhosa. Eu sou feliz, saudável, criativo. Eu sou grato por tudo o que tenho, vou respirar fundo, ir devagar e fazer o meu melhor!*


*"Ofereça sempre o melhor, a quem quer que seja! Ofereça o que você tem de mais bonito, de íntegro, sincero, elegante, delicado, gentil e simples. E não espere retribuição de ninguém, pois uma semente plantada demora dias, meses ou até anos para dar frutos, mas o dia da colheita chega, e feliz será quem souber plantar."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Cantar É Um Santo Remédio, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*Cantar É Um Santo Remédio - Não Precisa Ser Proficional... Quem Canta Seus Males Espanta 🎼🎶🎵🎤*


*Esse Cara Até Que É Bonitinho.*


*"O eterno cantor das multidões, remanescente do Bar da Neguinha lá da Praia de Ramos/Rj - ano: 1.970."*


*✍️ ... Kid Roger LX*


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sábado, 22 de agosto de 2026

A Semente e o Ouro: O Legado de Monsenhor Apoliano e Madre Virgínia

 

Cinquenta anos de fé, serviço e amor



A celebração do Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo, pertence a duas dimensões: tem dia, altar, flores, cânticos e orações, mas possui também uma geografia secreta. Acontece naquele lugar invisível da alma onde depositamos nossas dores, nossas esperanças e tudo aquilo que, muitas vezes, não conseguimos dizer.

E neste ano a celebração possui um significado ainda mais profundo.

Há cinquenta anos, no dia 22 de agosto de 1976, nascia em Bom Jesus do Itabapoana o Instituto Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo, no seio do Abrigo dos Idosos José Lima. Ali começava uma história que atravessaria meio século, conduzida pela fé e pelo desejo de servir.

Na origem dessa caminhada estão Monsenhor Francisco Apoliano e Madre Virgínia Alves, fundadores do Instituto. Dois nomes que pertencem não apenas à memória de uma instituição, mas à história de uma obra construída sobre os alicerces da espiritualidade, da caridade e do cuidado com o próximo.

Eles não poderiam contemplar, naquele distante 1976, todos os caminhos que nasceriam daquele primeiro gesto. Quem planta uma árvore raramente conhece todas as pessoas que um dia descansarão sob sua sombra.

Monsenhor Francisco Apoliano e Madre Virgínia plantaram.

O tempo cuidou de fazer crescer.

E agora, cinquenta anos depois, chega o aniversário de ouro.

O ouro, porém, não está apenas na data. Está nas vidas tocadas ao longo do caminho. Está nas religiosas que chegaram jovens e envelheceram servindo; nas orações pronunciadas quando ninguém mais estava ouvindo; nos corredores percorridos silenciosamente; nas lágrimas enxugadas; nos idosos acolhidos; nas mãos seguradas; nas vocações descobertas e nas incontáveis manhãs em que alguém simplesmente decidiu continuar.

Cinquenta anos não cabem numa fotografia.

Diante da imagem de Maria, cercada pelas religiosas, parece haver um instante em que o tempo diminui seus passos. As flores deixam de ser apenas flores. As mãos postas deixam de ser apenas um gesto. Os olhos voltados para a Mãe tornam-se pequenas janelas abertas para o infinito.

É isso que o coração de uma mãe representa: um lugar onde sempre podemos voltar.

Maria conheceu a alegria, mas conheceu também a aflição. Guardou no coração palavras que não compreendia inteiramente, acompanhou o Filho pelos caminhos da esperança e permaneceu perto dele quando quase todos haviam partido. Seu coração não foi preservado da dor. Tornou-se sagrado porque soube transformar a dor em amor, a incerteza em confiança e o sofrimento em continuidade.

Por isso, contemplar o Imaculado Coração de Maria é contemplar também a misteriosa força daqueles que amam sem abandonar.

É assim que uma instituição atravessa meio século.

Não apenas pelas paredes que construiu ou pelas datas que registrou, mas pelo bem invisível que deixou no caminho.

Ninguém consegue contabilizar quantas pessoas foram consoladas nesses cinquenta anos. Nem quantas encontraram esperança numa palavra, numa oração, num sorriso ou simplesmente na presença silenciosa de uma religiosa.

Existem obras humanas que podem ser medidas em números.

As obras do amor, não.

Elas continuam acontecendo muito depois do gesto que lhes deu origem.

Por isso, diante das religiosas reunidas ao redor da imagem de Maria, compreendemos que aquela fotografia registra mais do que uma solenidade. Registra uma linhagem de fidelidade iniciada há meio século. Mulheres diferentes, histórias diferentes, idades diferentes, reunidas pelo mesmo chamado e sob o mesmo olhar materno.

Algumas daquelas mãos seguraram muitas outras mãos ao longo da vida.

Alguns daqueles olhos já choraram despedidas que jamais conheceremos.

E, no entanto, permanecem ali.

Rezando.

Servindo.

Esperando.

Amando.

No mundo apressado em que vivemos, permanecer fiel durante décadas tornou-se quase uma forma de resistência.

Por esse motivo, o Jubileu de Ouro do Instituto Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo tem uma beleza ainda maior. Ele nos recorda que, em 1976, no seio do Abrigo dos Idosos José Lima, uma pequena semente foi lançada à terra de Bom Jesus do Itabapoana.

Passaram-se cinquenta anos.

A semente tornou-se história.

Ao centro permanece Maria.

Não como quem deseja ser o centro, mas justamente como aquela que aponta para além de si mesma.

Para Cristo.

Quando a festa terminar, as flores um dia murcharão. Os cânticos cessarão. As luzes do altar serão apagadas e cada religiosa retornará aos pequenos deveres cotidianos.

Mas alguma coisa permanecerá.

Permanecerá a memória de Monsenhor Francisco Apoliano e Madre Virgínia Alves.

Permanecerão as religiosas que escreveram e continuam escrevendo essa história.

Permanecerão as vidas que receberam cuidado e esperança.

E permanecerá aquela pequena chama acesa em Bom Jesus do Itabapoana no distante ano de 1976.

Que o Imaculado Coração de Maria continue sendo morada para aqueles que procuram consolo, escola para aqueles que desejam aprender a amar e refúgio para aqueles que atravessam as noites difíceis da existência.

E que São Miguel Arcanjo continue guardando os caminhos dessa obra nascida para servir.

Hoje, portanto, não celebramos apenas cinquenta anos.

Celebramos cinquenta anos de mãos estendidas.

Cinquenta anos de oração.

Cinquenta anos de fidelidade.

Cinquenta anos de amor.

1976–2026.

Um aniversário de ouro.

Algumas histórias são escritas com tinta.

Outras são escritas com o coração e fé, e essas o tempo jamais consegue apagar.




Existem muitas maneiras de matar uma pessoa

 

Uma sociedade verdadeiramente humana não deveria apenas impedir que alguém morra. Deveria criar condições para que ninguém precise viver como se já estivesse morto.



Existem muitas maneiras de matar uma pessoa.

Algumas fazem barulho. Outras acontecem em silêncio.

Há a violência que rasga a carne, o tiro que interrompe uma vida, a guerra que transforma homens em números e cidades em ruínas. Mas existem mortes que não deixam sangue nas paredes, apenas um vazio crescendo lentamente dentro de alguém.

Mata-se também quando se tira de uma pessoa a possibilidade de sonhar. Quando se nega o pão. Quando a doença é ignorada. Quando a miséria deixa de ser vista como uma injustiça e passa a ser tratada como destino.

Mata-se quando se humilha alguém todos os dias, quando se destrói sua dignidade, quando o trabalho deixa de ser caminho de realização e se transforma em instrumento de exaustão. Há vidas que vão desaparecendo aos poucos, esmagadas pela indiferença.

E uma das formas mais cruéis de violência é aquela que ninguém percebe.

Um corpo pode continuar caminhando enquanto a alma, em silêncio, já pede socorro.

Vivemos numa sociedade que aprendeu a condenar o golpe visível, mas ainda tem dificuldade de reconhecer os golpes invisíveis. Condenamos a mão que fere, mas muitas vezes somos indiferentes à palavra que humilha, à porta que se fecha, ao abandono que se prolonga.

A vida humana não é destruída apenas quando o coração para.

Ela vai sendo apagada quando desaparecem a esperança, o afeto, a dignidade e a sensação de pertencimento.

É necessário aprender uma nova forma de resistência: cuidar.

Cuidar é perguntar.

É ouvir.

É perceber o silêncio de quem sempre foi alegre.

É oferecer um pedaço de pão antes que a fome se transforme em desespero.

É tratar a doença antes que ela se torne sentença.

É estender a mão antes que alguém conclua que está sozinho no mundo.

Uma sociedade verdadeiramente humana não deveria apenas impedir que alguém morra. Deveria criar condições para que ninguém precise viver como se já estivesse morto.

Há muitas maneiras de matar uma pessoa.

Mas também há muitas maneiras de salvá-la.

Às vezes, basta uma palavra.

Um abraço.

Uma presença.

Um gesto de humanidade.

E, sobretudo, a coragem de não passar indiferente diante da dor do outro.

2ª Festa da Praça da Rodinha