O NORTE FLUMINENSE, Bom Jesus do Itabapoana (RJ)
Jornal fundado por Ésio Martins Bastos em 25 de dezembro de 1946 e dirigido por Luciano Augusto Bastos no período 2003-2011. E-mail: onortefluminense@hotmail.com
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Dr José Andrade e O Norte Fluminense: uma ponte viva entre os Açores e Bom Jesus
Patrícia Mello e o Ateliê Criactum: onde a arte floresce em jardim criativo
O Ponto de Cultura Criactum, em Brasília, é mais do que um espaço: é território de acolhimento. Um lugar onde a saúde mental e emocional encontra abrigo na arte, na escuta e na delicadeza dos processos humanos. Ali, cada pessoa é respeitada em seu tempo e ritmo próprios, como criatura viva em permanente construção.
No meio de tintas, tecidos, palavras e melodias, o Criactum valoriza as artes e as produções artesanais não apenas como expressão estética, mas como instrumentos terapêuticos, caminhos de equilíbrio e transformação. É um território onde a afetividade é linguagem e a criatividade, cura.
À frente dessa proposta está Patrícia Mello, artista, escritora, educadora, contadora de histórias, musicista e artesã. Defensora do poder da arte como ferramenta de escuta e reconexão interior, Patrícia construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a sensibilidade e a formação humana.
Sua jornada começou ainda jovem, em Brasília, onde foi aluna de Hugo Rodas no curso de artes cênicas, em 1980. Estudou ballet clássico com Lúcia Toller e piano com Neusa França, ampliando desde cedo seu repertório artístico.
Ao longo dos anos, desenvolveu atividades teatrais em unidades do CEU, em São Paulo, aprofundou-se no estudo da flauta transversal em Nova Friburgo e dedicou-se à arte da contação de histórias com bonecos, experiência que a conduziu naturalmente à literatura infantojuvenil.
Patrícia trabalhou com crianças e jovens em comunidades e escolas, sempre guiada pela convicção de que a arte é ponte para o autoconhecimento e para a construção de vínculos.
Em 2020, retornou à sua cidade natal, Brasília, assumindo a condução do ateliê Vivo Criactum. Desde então, escreve livros, cria jogos educativos, desenvolve oficinas criativas e promove experiências poéticas em escolas e eventos culturais. Atua também como professora de musicalização infantil em escola montessoriana, mantendo viva a integração entre educação e sensibilidade.
Autora de cinco livros infantis, Patrícia Mello segue semeando histórias, sons e afetos, fazendo do Criactum um espaço onde a arte respira, acolhe e transforma.
"Quando os pais envelhecem, deixa-os viver", por Rogério Loureiro Xavier
Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.
*"Quando os pais envelhecem, deixa-os viver."*
Deixa-os envelhecer com mesmo amor que eles te deixaram crescer ... deixa-os falar e contar repetidamente as histórias com a mesma paciência e interesse que eles escutaram as tuas quando eras criança ... deixa-os vencer, como tantas vezes eles te deixaram ganhar ... deixa-os conviver com os seus amigos, conversar com os seus netos ... deixa-os viver entre os objetos que os acompanharam ao longo do tempo para não sentirem que lhes arrancas pedaços das suas vidas ... deixa-os enganarem-se, como tantas vezes tu te enganaste ... DEIXA-OS VIVER e procura fazê-los felizes na última parte do caminho que lhes falta percorrer, do mesmo modo que eles te deram a mão quando iniciavas o teu.
*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*
Poetisa da ABIJAL é Destaque em Encontro no Espírito Santo e reconhece o CSCL e os Açores
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| A jovem poetisa Beatriz Magalhães da ABIJAL |
A poesia infantojuvenil bonjesuense, através de Beatriz Magalhães, jovem poetisa da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, será homenageada durante o III Encontro Literário e Cultural do Sul Capixaba, que ocorrerá entre os dias 13 e 15 de março, em Mimoso do Sul, em um momento que celebra não apenas um nome, mas toda uma geração que floresce nas letras.
Beatriz representará a nova safra de poetisas que desponta no país com voz própria, sensível e firme. Sua presença no evento simboliza a força criativa da juventude e o compromisso da Academia com a formação artística e humana de seus integrantes.
O reconhecimento à ABIJAL é compartilhado com todo o município de Bom Jesus do Itabapoana e com o Senador do Congresso da Sociedade de Cultura Latina, Carlos Augusto Souto de Alencar, idealizador da entidade, cuja visão plantou as primeiras sementes desse projeto que hoje frutifica. Soma-se a esse apoio o incentivo vindo dos Açores, na pessoa do Diretor das Comunidades do Governo dos Açores, Dr. José Andrade, que acompanha e fortalece a jovem instituição desde seus primeiros passos.
Mais que uma homenagem, o encontro marca um tempo de afirmação cultural. É a prova de que investir na sensibilidade e no talento dos jovens é semear futuro. Em cada verso reconhecido, reafirma-se a esperança: a nova geração não apenas escreve sua própria história, ela a declama ao mundo com brilho nos olhos e páginas abertas ao amanhã.
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| Bandeira dos Açores |
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Farol no Sul Capixaba: A Missão Cultural de Pedro Antônio de Souza e o IIII Encontro Literário e Cultural do Sul Capixaba
Monique Pinheiro Santos e Mestre Daniel de Lima: Quando Corpo e Barro se Tornam Caminho de Cura
Sob o céu amplo do Planalto Central, Brasília foi palco de uma experiência que uniu arte, natureza e autoconhecimento. O Workshop Filhos do Barro transformou o encontro entre mãos e argila em um rito de presença, onde corpo, terra e sensibilidade dialogaram em silêncio profundo.
A proposta foi simples e, ao mesmo tempo, ancestral: tocar o barro para tocar a si mesmo. Por meio da vivência com a argila, práticas somáticas e alimentação viva e biogênica, os quatro elementos, terra, água, ar e fogo, foram ativados como caminhos de escuta, expressão e transformação. Um convite ao enraizamento, à criatividade e ao cuidado integral em tempos em que a sociedade exige enquadramentos rígidos para a sobrevivência.
À frente da condução corporal esteve Monique Pinheiro Santos, terapeuta corporal e apaixonada pelo movimento como instrumento de saúde. Com formação em Ioga, Biodança e pós-graduação em Práticas Somáticas da Dança, Monique desenvolve um trabalho que integra o corpo físico ao corpo espiritual, emocional e social. “Somos a soma desses corpos, a totalidade deles. É o objetivo do meu trabalho. Amo o que faço”, afirmou.
Seu propósito é reconectar as pessoas ao próprio corpo, promovendo autoconhecimento e libertação. No workshop, após um profundo relaxamento guiado, os participantes foram convidados a acessar a argila de olhos fechados, um gesto simbólico de confiança e entrega. A proposta era permitir que a expressão interna conduzisse as mãos. O resultado revelou peças surpreendentemente belas, carregadas de identidade e emoção.
A experiência contou ainda com a parceria do Mestre Artesão Daniel de Lima, que integrou o artesanato em barro às práticas terapêuticas. Para ele, a arte é também um caminho de cura. Representando a Região dos Lagos do Rio de Janeiro no evento realizado em Brasília, Daniel levou sua tradição e sensibilidade ao encontro da proposta somática, transformando o barro em instrumento de arte-terapia.
A integração entre práticas corporais e argila mostrou que criar é mais do que produzir objetos, é moldar percepções, dissolver tensões e redescobrir a própria essência. O Workshop Filhos do Barro reafirmou que, ao tocar a terra, o ser humano recorda suas raízes e encontra novas possibilidades de florescer.
A expectativa de Monique é expandir o projeto, alcançando um público cada vez maior e fortalecendo caminhos para uma vida mais saudável, autêntica e consciente. Afinal, quando corpo e natureza se reconhecem como parte da mesma matéria, nasce uma transformação que vai além das mãos, e permanece na alma.
Envelhecer, por Rogério Loureiro Xavier
Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.
*"Envelhecer:"*
Não é para os fracos.
Um dia você acorda e percebe que a juventude ficou pra trás... Mas com ela também se vão as inseguranças, a pressa, a necessidade de agradar.
Você aprende andar mais devagar, mas com mas com mais certeza.
Despedir-se sem medo, dar valor a quem fica.
Envelhecer é soltar, é aceitar, é descobrir que a beleza nunca esteve na pele, mas na história que carregamos dentro de nós.
*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*


























