quarta-feira, 22 de abril de 2026

Varre-Sai envia saudação em vídeo ao Governo dos Açores e aos açorianos do mundo

 

Varre-Sai presta tributo em vídeo ao povo açoriano e suas diásporas

Em um momento marcado pela sensibilidade e pela força da memória coletiva, a escritora, historiadora e professora Isabel Menezes protagonizou uma saudação que uniu lirismo e reverência durante o 1º Simpósio Literário entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana - que ela organizou - realizado dentro da programação do Mês de Padre Mello.

Com palavras carregadas de emoção, no icônico Seminário de Varre-Sai, Isabel prestou homenagem aos açorianos e açordescendentes espalhados pelo mundo, destacando, de forma especial, o Governo dos Açores, na pessoa do Dr. José Andrade, e as Casas dos Açores, com ênfase nas representações do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Sua fala ressoou como um elo simbólico entre territórios separados pelo oceano, mas unidos pela cultura e pela história.

Acompanhando Isabel, em uma demonstração de reverência do município de Varre-Sai, estavam o
Prefeito de Varre-Sai, Lauro Fabri, sua esposa, a primeira-dama Priscila Fabri, Shoraya Ridolphi Alonso, Secretária de Turismo, Gioconda Fabri, Secretária de Educação, Juliete Vargas, Secretária de Assistência Social,  Adão Rampázio, Secretário do Meio-Ambiente, Margareth Vargas, Chefe do Departamento de Cultura, Ana Rita Miato, Coordenadora do CRAS e o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves.

Também participaram figuras tradicionais da Festa do Divino, como o Imperador Afonso Henrique Menezes Degli Esposti, a Rainha Laura Paulanti e os pajens Bento Rodolphi e Sophia Ferreira, reforçando o caráter simbólico e histórico do evento.

Mais do que um registro formal, a saudação de Isabel Menezes  transformou-se em um instante de profunda conexão entre passado e presente,  um relato que, ao mesmo tempo em que informa, emociona e preserva a essência de um povo e de suas origens.

Com efeito, Padre Mello, sacerdote açoriano dedicou 25 anos de sua vida pastoral simultaneamente às comunidades de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana. Seu legado permanece vivo, não apenas na fé, mas nas tradições que ajudou a fortalecer na região.

Entre essas tradições, destaca-se a Festa do Divino, introduzida em Bom Jesus do Itabapoana entre 1860 e 1863 pelos açordescendentes. Posteriormente, Varre-Sai, mesmo com forte influência da colonização italiana, incorporou a celebração, criando um rico entrelaçamento cultural que hoje define a identidade local.












VOU-ME EMBORA PRO PASSADO, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*VOU-ME EMBORA PRO PASSADO.*


"Pra não viver sufocado, pra não morrer poluído, pra não morar enjaulado. Lá não se vê violência, nem droga, nem tanto mal. Não se vê tanto barrulho, nem asfalto, nem entulho. No passado é outro astral, se eu tiver qualquer saudade, escreverei para o presente. E quando eu estiver cansado da jornada, do batente, terei uma cama potente, aquela de selo azul, num quarto calmo e seguro onde lá descansarei, lá sou amigo do Rei, lá tem muito mais futuro. Vou me embora pro passado."


Trecho do poema de Jessier Quirino. Uma adaptação de Manoel Bandeia.


*"No passado tem tudo de bom."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

terça-feira, 21 de abril de 2026

Varre-Sai e Bom Jesus celebram suas raízes em simpósio pioneiro





Um marco pioneiro na organização da vida literária no interior

O 1º Simpósio Literário Intermunicipal entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana ocorrido no dia 16 de abril, no icônico Seminário de Varre-Sai, dentro da programação do Mês de Padre Mello, se ergue como uma história construída, um marco pioneiro no país. Não apenas por acontecer, mas por conceituar, afirmar e inaugurar uma nova possibilidade de organização da vida literária brasileira. Um farol aceso no interior, cuja luz não busca ofuscar, mas orientar.

Territórios de identidade: o café, o vinho, o leite  e as raízes que moldam histórias

Varre-Sai, colonizada por italianos, famosa pela produção do vinho de jabuticaba, é a Capital Estadual do Café. Bom Jesus, com forte influência açoriana, é a Cidade de Dois Governadores, Roberto e Badger Silveira, açordescendentes. A CAVIL, sigla para a Cooperativa Agrária Vale do Itabapoana Ltda,
é focada no setor de laticínios, e se tornou um símbolo da identidade bonjesuense.

Raízes e memórias: a literatura une territórios e atravessa o tempo

Idealizado pela professora, historiadora e escritora varre-saiense Isabel Menezes, e realizado pela Editora Possideli, o simpósio nasceu com um propósito claro: celebrar os vínculos históricos e culturais que unem Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, reafirmando a literatura como ponte entre territórios e gerações.

Mais do que um evento, o simpósio afirmou-se como gesto coletivo, um movimento que nasce no interior, longe dos grandes centros, mas carregado de significado. Ao reunir literatura, memória, música e pertencimento, o encontro reafirmou que a cultura não apenas resiste: ela floresce.

No meio de palavras ditas e silêncios compartilhados, ficou a certeza: no coração do interior fluminense, a literatura segue viva, como raiz profunda e promessa de futuro.

A escolha do mês não foi um acaso, mas um gesto de memória. Entre os dias que tecem o calendário, abril se ergueu como tempo de evocação, trazendo à luz a figura do açoriano Padre Mello, nascido em 27 de abril de 1863, homem que se tornou símbolo da formação cultural da região, presença viva na herança da colônia portuguesa que ainda palpita na identidade local.

Por vinte e cinco anos, entre 1899 e 1924, sua voz ecoou simultaneamente em Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, como um fio contínuo ligando territórios, fé e cultura. Sua trajetória não apenas marcou um tempo, fundou um elo. E é nesse mesmo elo que ressoa a Festa do Divino, celebrada em Varre-Sai sob inspiração daquela que floresceu em Bom Jesus do Itabapoana, cujas raízes se fincam entre 1860 e 1863, trazidas pelos açordescendentes como quem carrega no peito a travessia do mar.


Prefeito  Lauro Fabri e Isabel Menezes: quando a cultura se torna compromisso coletivo


Na abertura do encontro, Isabel Menezes ergueu a palavra como quem acende uma chama, saudando os presentes e dando início a um momento que já nascia impregnado de significado. Ao passar a palavra ao prefeito Lauro Fabri, que estava acompanhado da primeira-dama Priscila Fabri, o gesto se ampliou em compromisso público. Em sua fala, o prefeito não apenas acolheu, afirmou. Reafirmou a cultura como raiz e horizonte, anunciando o desejo de fazer de Varre-Sai também uma referência nacional nas liras musicais, honrando a tradição da centenária Santa Cecília, guardiã sonora da identidade local.

Suas palavras encontraram eco. Tocaram não pelo discurso, mas pela consciência que carregavam, a de que a cultura, quando nasce do povo, não é ornamento: é fundamento. Depois, em sua rede social o prefeito assinalou:

"No dia 16 de abril, tivemos a honra de participar do Simpósio Literário Intermunicipal, um momento especial de valorização da cultura, das nossas raízes e da identidade que une Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana.

​Foi um encontro rico em conhecimento, troca de experiências e reconhecimento daquilo que temos de mais valioso, a nossa história e as características marcantes do nosso povo.

​Quero fazer um reconhecimento especial à professora Isabel Menezes, escritora e grande incentivadora da cultura, que idealizou esse evento com sensibilidade, dedicação e visão. Seu trabalho foi fundamental para que esse momento se tornasse realidade e alcançasse um nível tão elevado.

​O simpósio contou com a presença de diversas personalidades que representam a cultura da nossa região, fortalecendo ainda mais esse movimento de valorização do saber, da literatura e da memória.

​Seguimos apoiando iniciativas como essa, que elevam o nível cultural do nosso município, fortalecem nossa identidade e deixam um legado importante para as futuras gerações".

Tia Gigi: um chamado ao pertencimento e ao amor pela cultura

Em seguida, usou a palavra Gioconda Fabri (Tia Gigi), Secretária de Educação e Cultura de Varre-Sai, que fez questão proclamar: 

"Que este seja o primeiro de muitos! Estamos no mesmo caminho, juntos pela cultura ,resgatando  histórias e  memórias. Só amamos o que conhecemos, então todos devemos ter sentimentos de pertencimento, amor à nossa cidade, fazendo parte dela."

Reconhecimento que honra o passado e sela a fraternidade

Na sequência, o gesto simbólico se fez reconhecimento. Gino Martins Borges Bastos tomou a palavra e, em um ato de gratidão, entregou a Isabel Menezes um Certificado de Reconhecimento e Aplausos, acompanhado de obras dedicadas ao Padre Mello, como quem devolve à história aquilo que dela se recebeu. Em seguida, leu um Manifesto de Fraternidade entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, palavras que não apenas declaravam união, mas a consolidavam no plano do sensível.

Quando a homenagem se faz poesia e o reconhecimento ganha alma

E então, como se a poesia fosse o idioma natural daquele encontro, a secretária de Cultura, Shoraya Ridolphi Alonso, transformou homenagem em verso. Dedicou a Gino uma poesia de sua autoria e lhe entregou, juntamente com Isabel uma Moção de Congratulação da Câmara dos Vereadores de Varre-Sai, proposta pela vereadora Paula Abib Fabri e aprovada por todos, gesto que selou, em linguagem institucional e poética, o reconhecimento de um vínculo que ultrapassa o formal e habita o humano.

Raízes portuguesas que se reencontram: a memória viva entre gerações e oceanos

E houve um momento em que a palavra se fez convite, não apenas chamado, mas gesto de pertença: que se aproximasse a Colônia Portuguesa de Varre-Sai, que viesse ocupar seu lugar ao lado da mesa, como quem retorna às próprias raízes e se reconhece no mesmo chão de memória.

Então, em tom de reverência, ergueu-se a saudação:
ao açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, presença viva de uma travessia antiga,
como se nele ainda ecoasse a voz do Padre Mello.

E foi pela palavra jovem de Luís Miguel Menezes Degli Esposti que essa ponte entre tempos se fez som,
ligando gerações em um mesmo fio de sentido. Na sequência, a tradição encontrou sua voz na fala da professora Sirléa de Oliveira, Sirléa Portuguesa, como quem carrega no nome e no gesto a permanência de um povo.

E Isabel Menezes, historiadora de raízes e horizontes,
ergueu sua saudação ao Governo dos Açores, na pessoa do Dr. José Andrade, Diretor Geral das Comunidades, aos açorianos, aos açordescendente e às Casas dos Açores do país, em especial a do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, ambas integradas pelo açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Saudou não como quem recorda o passado, mas como quem reconhece um legado vivo, ainda palpitando nas veias culturais da terra.

A participação de Francisco Amaro não foi apenas simbólica, foi como se o oceano, por um instante, se encurtasse, permitindo que passado e presente se tocassem em gesto vivo. A primeira assinatura do livro de presença foi destinada a ele. Na oportunidade, Francisco  agradeceu emocionado  a homenagem e teceu palavras sobre os Açores e Padre Mello e presenteou Isabel com uma Bandeira dos Açores e um mapa do Arquipélago. Segundo o açoriano, eles " ficaram situados entre a imagem de Nossa Senhora e o crucifixo de Jesus Cristo e sabemos que no meio ou centro de tudo isso há o Divino Espírito Santo e a inspiração de Padre Mello" .

Margareth Ferreira Vargas, Diretora do Departamento de Cultura, se associou à homenagem a Francisco Amaro. Disse que é descendente de portugueses e, emocionada, prometeu ensaiar uma dança portuguesa, que guarda a coreografia na cabeça, desde quando dançou no Colégio Coração de Jesus, onde estudou na infância.


Quando a literatura se faz memória viva e se acende em páginas

Então, no meio de palavras e silêncios cheios de significado, a literatura se fez presença concreta:
veio o lançamento do 15º livro de Isabel: No tempo dos Lampiões, não apenas páginas, mas memória encarnada.

Uma nova voz que acende a chama das histórias

E ao lado desse instante, o varre-saiense Jaimar Medeiros somou sua voz ao tempo, como quem acende mais uma chama na longa manhã das histórias.

A voz da alma que preserva e canta a identidade de um povo

Em seguida, se apresentou o Grupo Musical Amantes da Arte, conhecido como "a Voz da Alma Bonjesuense." Segundo postagem de Isabel Menezes na mídia social,   

"O Coral GMAA se consagra como um verdadeiro patrimônio imaterial de Bom Jesus do Itabapoana. Presente em eventos oficiais e celebrações, o grupo, hoje com 39 integrantes, carrega em cada apresentação a alma da cidade. Fundado em 1990 pela musicista Ana Maria Baptista Teixeira, nasceu com a nobre missão de valorizar as músicas tradicionais e preservar a cultura local, missão que segue sendo cumprida com brilho e fidelidade".

Vozes que atravessam caminhos e fazem da palavra um destino compartilhado

De Itaperuna chegaram os que vivem da palavra, não como ofício apenas, mas como destino. Valber Meireles, em quem a música e a escrita se entrelaçam; Lúcia Spadarotto,cuja poesia atravessa fronteiras e encontra o mundo; Gogó Pacheco, voz do povo, guardião do cordel, onde a cultura se faz canto e resistência. Na mídia, Isabel mencionou:

" em meio a tantos compromissos, fizeram da generosidade um gesto concreto e escolheram estar conosco. Não trouxeram apenas sua presença, mas a delicadeza da palavra, a beleza da poesia e a nobreza da homenagem. Também gratidão as demais trovadoras da UBT  Itaperuna, Abia Dias e Jane Moreira Bauer, pela simpática presença".

Quando a poesia se herda e dança entre gerações

E então, num gesto de ternura, a poesia tomou forma familiar: Fátima Menezes e sua neta Gabriela, compondo passos de balé, entrelaçaram gerações em versos, como quem prova que a palavra também se herda.

O tempo seguiu seu curso, e veio o almoço, simples e coletivo, preparado no fogão a lenha, como são as coisas nas que realmente sustentam.

Vozes e versos, a esperança se faz canto 

No retorno, Ana Rita Miato, Coordenadora do CRAS de Varre-Sai apresentou o Coral Voz da Esperança. A emoção encontrou abrigo na música: o Coral elevou vozes como quem transforma o ar em sentimento.

E a poesia voltou a nascer, dessa vez pelas mãos do Clube de Poesias Esperanza, fundado por Isabel Menezes, fazendo do jovem verso uma promessa de continuidade.

A juventude que declama a memória e ilumina o legado

Veio ainda de Bom Jesus, a ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, que se apresentou com a premiada poetisa Beatriz Magalhães, que declamou a poesia "PADRE MELLO - LUZ DE BOM JESUS", de sua autoria:


PADRE MELLO - LUZ DE BOM JESUS

Beatriz Magalhães 

Nasceu em solo distante, em brumas do além-mar, 

na Ilha de São Miguel, onde o vento vem cantar.

Filho de fé e esperança, desde cedo a vocação 

tornou Padre Mello, servo puro em missão.


Deixou a terra amada, cruzou o vasto oceano 

com a cruz no peito e a alma no plano soberano. 

Pisou o chão do Brasil com firmeza e devoção, 

trouxe a chama dos céus no altar do coração.


Sapucaia o recebeu, mas o destino o guiaria

para Bom Jesus do Itabapoana, onde a alma florescia. 

Com Mariquinha ao lado e a fiel Dona Cândida, 

chegou num trem de sonhos, fé viva, alma límpida.


No lombo de uma montaria, por vales e solidão, 

seguiu até seu povo, num gesto de união.

Ali fincou raízes, semeou mais que oração, 

ergueu escolas, letras, cuidou da educação.


Fundou festas, tradições, que ecoam até hoje, 

fez do Divino Espírito um farol que nunca foge. 

Em cada verso seu, pulsa a história do lugar, 

poeta e sacerdote, a ensinar e amar.


Na Festa de Agosto, partiu em silêncio e luz, 

como quem já sabia: era hora da cruz.

Mas Bom Jesus o guarda, não como saudade vã, 

e sim como o alicerce da memória cristã.


Padre Mello vive ainda no povo, no altar, 

nos hinos, nos poemas, no céu, no cantar.

E a cada geração que passa, em prece e gratidão, 

seu nome se agiganta no templo do coração.


Tradição que se fortalece em acordes e une gerações em harmonia

Seguiram-se as apresentações da TUNA LUSO-BONJESUENSE e da Escola de Música JEMAJ, de Bom Jesus: Raphane Marques, Herbert Cock, Anizia Maria, Maria Clara Fonseca, Beatriz Magalhães, Ana Alice Satollo, Kelly Satollo, Pedro Padilha, cada qual trazendo consigo um pedaço do espírito coletivo. 

A TUNA LUSO-BONJESUENSE, inspirada nas tradições açorianas, floresceu em belos acordes, nas mãos e sonhos de crianças e jovens conduzidos com sensibilidade por Anizia Maria Pimentel, da Escola de Música JEMAJ, ao lado dos mestres Alice Lino Cyrillo, Hebert Coqui e Raphane Marques, com o apoio de  pedagoga Giselle Magalhães e o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalve.

Lembranças que se entrelaçam: a palavra que eterniza, a memória da matriz e o legado de Padre Mello

A mesa redonda, a conversa final, com memorialistas varre-saienses, foi outro momento mágico. Reuniu Edilma Fontes Vargas, Gonzaga Abib de Menezes, Maria da Conceição Vargas, Amália Dutra Sobreira, Sebastião Menezes e Margareth Ferreira Vargas, tecendo narrativas que preservam a memória como patrimônio vivo.  

Segundo Isabel Menezes, "um momento marcante foi a apresentação de Edilma Fontes, com sua pasta de memórias da matriz de São Sebastião, construída pelo Padre Mello, emocionando o público", o que faz abrir novos horizontes para a compreensão de seu legado em Varre-Sai.


Quando a cidade canta e o corpo traduz a alma da cultura

E quando o “Canto a Varre-Sai” ecoou, na voz do Coral Voz da Esperança, não era apenas um hino, era a própria cidade se dizendo, se reconhecendo, se celebrando.

O bailado italiano, por sua vez, fez o corpo falar aquilo que a palavra não alcança, lembrando que a cultura também dança, também respira no gesto.

A tradição que se renova na juventude e celebra a fé coletiva

No meio das homenagens, apresentações e encontros, houve também espaço pela a celebração simbólica da cultura e da juventude, com a participação do Imperador Afonso Henrique Menezes Degli Esposti, da Rainha Laura Paulanti e dos pajens Bento Rodolphi e Sophia Ferreira, compondo um quadro que uniu a tradição da Festa do Divino Espírito Santo, que une os dois municípios. 


Confluência de vozes: quando a cultura ultrapassa fronteiras e se faz rede

Mas o simpósio não se conteve nas palavras, ele as ultrapassou.

Como se obedecesse a uma geografia invisível, a programação reuniu vozes vindas de muitos caminhos. De Vitória a Nova Friburgo, que se fez presente através de dirigentes do Colégio Novo Rumo: Fernando Jorge da Silva, Valéria Pangaurtem e Roneida Aparecida da Silva; de Guaçuí, de Rita de Cassia Côgo e Carlos Ola, ao Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, do Dr Pedro Antônio de Souza; de Campos dos Goytacazes, do Major da Polícia Militar, Sr. Marquês e suas filhas, Teresinha e Patrícia, a São José do Calçado, de Valter Almeida e Maria Dolores Pimentel Rezende; de Itaperuna a Pirapetinga de Bom Jesus, com Lauro Amaral, de Porciúncula a Tombos, um coro plural se formou, feito de escritores, poetas, historiadores e agentes culturais.

Não eram apenas presenças: eram confluências.
Instituições e academias de letras vieram como quem traz consigo não apenas nomes, mas histórias inteiras. ABIJAL, Academia Bonjesuense de Artes e Letras, Academia Bonjesuense de Letras, Academia Maria Antonieta Tatagiba - Artes - História- Letras, ACLAPTCTC, Academia de Letras e Artes de Poetas Trovadores de Vitória, Academia Calçadense de Letras, Casa dos Açores do Espírito Santo, Academia Guaçuiense de Letras e Cultura, ACIL, Academia Itaperunense de Letras, UBT, União Brasileira de Trovadores, Seção de Itaperuna, cada uma delas ampliando o alcance do encontro, tecendo, ponto a ponto, uma rede onde a cultura se reconhece e se fortalece.

Presença que educa, vozes que constroem o amanhã

Na delicada arquitetura do saber, a educação de Varre-Sai também fez sua presença fortalecer como aurora serena. O Conselho Municipal de Educação chegou como voz firme e sensível, conduzido pelos professores Águeda Aparecida Pelegrini Meira, Caetano Teixeira Fiori Mota e Claudine Maria Baptista, que trouxeram consigo não apenas nomes, mas histórias entrelaçadas ao compromisso de ensinar. Eram como guardiões da chama do conhecimento, iluminando caminhos onde o aprender se transforma em esperança viva.

E, como um coro harmonioso, as escolas ecoaram sua essência: o Colégio Marlene Abib de Oliveira Fabri, nas mãos dedicadas das professoras Angélica Martins, Janaína e Mônica Pelegrini, tecendo o futuro no curso de Formação de Professores. O Colégio CRIARTE, guiado pela professora Helaine Mara, e o Colégio Coração de Jesus, sob o olhar atento da professora Elizângela, trouxeram seus jovens como sementes de um amanhã pulsante. Ali, entre vozes, sonhos e descobertas, a educação se fez poesia, viva, coletiva e profundamente transformadora.


Palavras expostas, saberes partilhados: a literatura como encontro e memória

Escritores e poetas expuseram suas obras: Catiane D'Aura, de Tombos (MG), Maria Bernadete Teixeira e Maria Clara Visotto, de Bom Jesus do Itabapoana, Rita de Cássia Côgo, de Guaçuí (ES), Cristiana Lima de Vitória (ES), Isabel Menezes, de Varre-Sai, e Altair José de Oliveira, de Porciúncula, acompanhado de seus conterrâneos Vitor José Araújo Cunha, o historiador Gabriel Souza e a professora e historiadora Cintia Chaves. Eles proporcionaram um momento rico de troca de conhecimentos, valorização da literatura e fortalecimento da memória regional. Participou como expositora a empresa Doterra, com Verônica Sobreira e Cláudia Paulanti.

O esforço de Cristiana Lima, ao vir de Vitória, com seu filho, participar do Simpósio, foi reconhecido por Isabel:

"Nossa sincera gratidão à querida Cristiana Ana Lima pela valiosa participação em nosso simpósio literário. Receba, Cristiana, nosso reconhecimento e carinho. Sua presença enriqueceu sobremaneira o nosso evento e deixou marcas de sensibilidade, força e compromisso com a literatura e a vida".


Varre-Sai envia saudação em vídeo ao Governo dos Açores e açorianos do mundo



Varre-Sai presta tributo em vídeo ao povo açoriano e suas diásporas

Em um momento marcado pela sensibilidade e pela força da memória coletiva, a escritora, historiadora e professora Isabel Menezes protagonizou uma saudação que uniu lirismo e reverência durante o 1º Simpósio Literário entre Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana - que ela organizou - realizado dentro da programação do Mês de Padre Mello.

Com palavras carregadas de emoção, no icônico Seminário de Varre-Sai, Isabel prestou homenagem aos açorianos e açordescendentes espalhados pelo mundo, destacando, de forma especial, o Governo dos Açores, na pessoa do Dr. José Andrade, e as Casas dos Açores, com ênfase nas representações do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Sua fala ressoou como um elo simbólico entre territórios separados pelo oceano, mas unidos pela cultura e pela história.

Acompanhando Isabel, em uma demonstração de reverência do município de Varre-Sai, estavam o
Prefeito de Varre-Sai, Lauro Fabri, sua esposa, a primeira-dama Priscila Fabri, Shoraya Ridolphi Alonso, Secretária de Turismo, Gioconda Fabri, Secretária de Educação, Juliete Vargas, Secretária de Assistência Social,  Adão Rampázio, Secretário do Meio-Ambiente, Margareth Vargas, Chefe do Departamento de Cultura, Ana Rita Miato, Coordenadora do CRAS e o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves.

Também participaram figuras tradicionais da Festa do Divino, como o Imperador Afonso Henrique Menezes Degli Esposti, a Rainha Laura Paulanti e os pajens Bento Rodolphi e Sophia Ferreira, reforçando o caráter simbólico e histórico do evento.

Mais do que um registro formal, a saudação de Isabel Menezes  transformou-se em um instante de profunda conexão entre passado e presente,  um relato que, ao mesmo tempo em que informa, emociona e preserva a essência de um povo e de suas origens.

Com efeito, Padre Mello, sacerdote açoriano dedicou 25 anos de sua vida pastoral simultaneamente às comunidades de Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana. Seu legado permanece vivo, não apenas na fé, mas nas tradições que ajudou a fortalecer na região.

Entre essas tradições, destaca-se a Festa do Divino, introduzida em Bom Jesus do Itabapoana entre 1860 e 1863 pelos açordescendentes. Posteriormente, Varre-Sai, mesmo com forte influência da colonização italiana, incorporou a celebração, criando um rico entrelaçamento cultural que hoje define a identidade local.


Sabores, aromas e gestos: a cultura que se vive e se partilha

A Praça de Alimentação oferecia aos sentidos, o toque das peças artesanais, o aroma do café recém-coado, o sabor da culinária típica, compondo um mosaico vivo onde tradição e identidade não se explicavam, apenas se reconheciam. Ali, a cultura não estava exposta: estava em movimento: Café Jacutinga, o Sítio Xodó, com produtos naturais e artesanais, a Casa do Artesão de Varre-Sai, Silvano e Dorinha Paulanti e a Cantina da Paróquia São Sebastião.

O almoço beneficente, simples e carregado de significado, revelou o que sustenta, de fato, a vida coletiva: o gesto de partilha. Destinado à Matriz de São Sebastião, ele trouxe à tona esse espírito comunitário que não se anuncia, mas se pratica, silencioso, constante, essencial.


No meio de acordes, presenças e apoios, a cultura se sustenta como obra coletiva

Dignos de memcão os músicos varre-saienses Rimão Couto e Gabriel Rampázio, que como fios invisíveis, harmonizaram o espírito do encontro.  

Esteve presente o ex-prefeito de Varre-Sai dr Silvestre Gorini, um ícone da história do município. Estiveram presentes ainda os seguintes secretários de Varre-Sai:
Shoraya Ridolphi Alonso (Turismo), Gioconda Fabri (Educação), Juliete Vargas (Assistência Social), Adão Rampázio (Meio-Ambiente), Margareth Vargas (Chefe do Departamento de Cultura), Ana Rita Miato (Coordenadora do CRAS) e lideranças locais, evidenciando o apoio institucional ao fortalecimento cultural.

O evento contou ainda com o engajamento de diversas secretarias do municipio, da Paróquia São Sebastião do COMTUR e do jornal O Norte Fluminense de Bom Jesus do Itabapoana. A locutora oficial do evento foi Carminha Nacif, Orientadora Educacional do CIEP Marlene Abib.  

Presenças que acolhem 

Tiveram especial brilho as agentes de leitura da Biblioteca Helena Magalhães, em Varre-Sai, Professoras Ana Paula Martins e Lara Campos, cuja presença delicada acolhia a todos com a serenidade de quem guarda histórias e agre caminhos para o saber

À meda da recepção, tornarsm-se mais que anfitriãs: eram passagens entre o silêncio dos livros e o palpitar das pessoas, construindo encontros com gestos gentis e olhares atentos, como quem convida cara visitante a adentrar o universo encantado da cultura.       
Dr. Pedro Antônio de Souza: palavras que celebram e eternizam o encontro

Dr. Pedro Antônio de Souza, presidente da Academia Maria Antonieta Tatagiba, do Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, ES, escreveu seu testenunho: 
 
"Isabel, embora com grande atraso, venho te parabenizar pelo Simpósio Literário INTERMUNICIPAL VARRE-SAI e BOM JESUS DO ITABAPOANA.
Excelente acolhida, local muito amplo e lindo, programação de qualidade e o carinho da população de Varre-Sai.
Parabéns à Equipe do almoço. Estivemos todos muito felizes. Parabéns por seu livro, filhos também.
Estou pronto para o II SIMPÓSIO, marcando a presença do Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, único na nossa Região do Itabapoana.
Veja como estaremos bem nessa foto!
Gostei de ver a presença do Governo Municipal e de ouvir as palavras do Prefeito.
Favor me avisar sobre a Festa do Divino para que eu possa voltar a esta amável terra.
A presença do inigualável Dr Gino Bastos, nos tocou com sua força afetiva .
Estenda meu abraço a todos que participaram, em especial, seus conterrâneos."

Varre-Sai e Bom Jesus: berço de cultura e sabedoria


Edinésio Pirozi
, varre-saiense que foi professor do antigo Colégio Rio Branco em Bom Jesus do Itabapoana, e ali se casou, também deu seu testemunho:

​'O norte fluminense, não tanto mais, se interioriza; não só, é terra de gente bacana, é também, um implante cultural dos varre-saienses e bonjesuenses. É de se dar conta que, nestas cidades algo de bom sempre ocorreu desde a época dos coronéis e grandes fazendeiros. Nos momentos atuais, a cultura é progressiva, ainda na simplicidade de um povo que estuda, e tudo faz com amor; são crescentes e liderados em vários âmbitos, sobretudo, na religiosidade, e o entender dos letrados. Ser varre-saiense, bonjesuense e regionais se torna muita honra no mundo dos verdadeiro sábios. Homenagear estas cidades é lembrar professora Isabel Meneses, Sebastião Meneses, e demais estudiosos varre-saienses; é também, lembrar da cultura bonjesuense liderada por Dr Gino e os antigos mestres, citando o professor e escritor HÉLITON DIAS PIMENTEL não esquecendo de outros letrados. Assim sendo, Varre-Sai e Bom Jesus se abraçam de verdade".


Varre-Sai: a Cidade da Poesia 



Lúcia Spadarotto
Trovadora premiada internacionalmente, Membro da UBT Itaperuna, enviou sua mensagem: 

Que privilégio e que honra vivenciar momentos tão sublimes onde a arte se fez presente e ecoou por todos os recantos do belíssimo Seminário de Varre-Sai no I Simpósio Literário Intermunicipal Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana! Guardarei para sempre no coração e na memória a mais bela lembrança da Capital do Café. Meu agradecimento especial à @profisabelmenezes e à @editorapossideli!

Isabel foi perfeita com sua impressionante habilidade e potencial para coordenar um evento dessa magnitude! Varre-Sai, a Capital do Café, respirou arte em todos os estilos e, entre rimas, versos, danças e canções, por um dia se tornou a Cidade da Poesia. E o que dizer do Seminário de Varre-Sai? Com seu belíssimo tom amarelo, cercado de um verde em vários tons, parecia um farol a iluminar a escuridão, oferecendo-nos aconchego e proteção, como se fosse a casa da gente. 

Parabéns à Isabel pela grandiosidade e sucesso do evento!

(Lucia Spadarotto - Trovadora premiada internacionalmente - Membro da UBT Itaperuna)

Um legado que permanece: a literatura como ponte, memória e futuro

Como toda travessia que encontra sentido, o Simpósio Literário Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana não se encerra em seu último ato,  ele permanece. Permanece naquilo que acendeu: vínculos reafirmados, memórias revisitadas, vozes entrelaçadas e futuros insinuados. O que ali se viveu não foi apenas um encontro, mas a fundação de um modo de estar junto pela cultura, onde a literatura deixa de ser apenas expressão para se tornar estrutura, elo e direção.
Ao se inscrever como experiência singular no cenário brasileiro, o Simpósio ultrapassa a condição de evento e se afirma como gesto contínuo,  um movimento que projeta o interior como centro de criação, pensamento e articulação cultural. Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, mais do que cidades vizinhas, revelam-se territórios que se reconhecem e se constroem mutuamente, unidos por uma herança viva e por uma escolha consciente de caminhar juntos.
Nesse horizonte, a intermunicipalidade deixa de ser circunstância e se torna linguagem; a literatura, por sua vez, assume seu papel mais amplo: o de criar pontes duradouras entre tempos, lugares e pessoas. E assim, como um farol aceso no interior, o Simpósio não apenas ilumina, ele orienta, inspira e inaugura.
Com olhar atento e mãos firmes,  Isabel Menezes mostrou que unir histórias e culturas de dois municípios é também acender uma chama maior: a de iluminar a riqueza cultural que palpita na região, ultrapassando fronteiras e tocando horizontes interestaduais.
O que começou como encontro agora se inscreve como legado. Porque ali, no meio de palavras e silêncios, ficou a certeza de que quando a cultura é vivida como pertencimento, ela não passa: ela permanece, cresce e continua a escrever, no tempo, novas páginas de um mesmo livro coletivo.





 



Saudação de Isabel Menezes ao Governo dos Açores, às Casas dos Açoriamos e aos açorianos e açordescendentes do mundo 




Eu, Isabel Menezes, em nome da Editora Possideli, da Colônia Portuguesa de Varre-Sai e de todos os agentes culturais aqui presentes, dirijo uma calorosa saudação aos açorianos e aos açor-descendentes espalhados por todo o mundo.

Saudamos, de modo especial, o Dr. José Andrade, Diretor-Geral das Comunidades do Governo dos Açores, bem como todas as Casas dos Açores do Brasil, com especial carinho às do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Dirigimos também uma efusiva saudação à Tuna Açoriana, grupo musical típico da tradição cultural dos Açores, de Portugal e da Espanha, recentemente fundada em dezembro passado na Casa dos Açores do Rio de Janeiro. Entre seus integrantes destaca-se o Sr. Francisco Amaro, a quem igualmente saudamos com grande estima.

Quem sabe, em um futuro próximo, possamos ter a alegria de receber esse belíssimo grupo em Varre-Sai, com uma honrosa escala também em Bom Jesus do Itabapoana, fortalecendo ainda mais os laços culturais que nos unem.

E para concluir, proclamamos com entusiasmo:

Viva o Padre Mello!

Viva o Sr. Francisco Amaro!

Viva a Colônia Portuguesa de Varre-Sai!

Vivam os Açores!

Viva o Divino Espírito Santo!


Quem é Isabel Menezes


Isabel Cristina Menezes Degli Esposti nasceu em 29 de dezembro de 1970, no município de Varre-Sai, no noroeste fluminense, região marcada pela tradição agrícola e pela forte presença da cultura local.

Filha de Manoel Vieira de Menezes e Luzia Soares Menezes, construiu sua trajetória intelectual a partir de uma sólida formação educacional. Cursou o Ensino Fundamental e a formação de professores no Colégio Estadual Dr. Miguel Couto Filho, aprofundando-se posteriormente em Língua Portuguesa pela Universidade Salgado de Oliveira. Graduou-se em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e concluiu pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade Gama Filho. 

Professora por vocação e ofício, historiadora e escritora, lecionou em diversas localidades do interior fluminense, como Boa Sorte dos Valentim, Providência, Jacutinga, Santa Luzia, Santa Rita do Prata e Raposo, mantendo sempre vínculo com sua cidade natal. Atuou como docente de Ensino Religioso no Colégio Estadual Dr. Miguel Couto Filho e de História no CIEP 381, contribuindo para a formação de gerações de estudantes. 

Paralelamente à docência, desenvolveu uma produção literária voltada à formação humana, à espiritualidade e ao público infantojuvenil. Fundou a Editora Possideli. É autora de quinze obras: Para um Jovem de Valor, Autoestima Urgente, O amiguinho do Coração de Jesus, Attività, A Cruz da Ana - Não é conto, é verdade, Aves da Serra da Sapucaia vol.1, Aves da Serra da Sapucaia, vol.2, Histórias do tio Chico -Parlendas, Histórias do tio Chico - o boi pintadinho, As Filhas de Maria na Colônia Italiana de Varre-Sai, Arábica - um conto da terra do café ,  São Sebastião - Curiosidades, Cordel do Divino,  A estrela de Belém, A galinha gorda e o lobo da mata, No tempo dos Lampiões - causos de tropeiros e andarilhos. Os livros dialogam com valores éticos, educação emocional e imaginário popular. 

Sua atuação também se insere no campo cultural local. Participa de iniciativas públicas de incentivo à cultura no município de Varre-Sai, com projetos voltados à literatura regional, sendo reconhecida em editais culturais recentes.

Além da escrita e do ensino, desenvolve atividades educacionais independentes, vinculadas à área de ensino e produção cultural, evidenciando um perfil de educadora-empreendedora. 

Casada com José Afonso Degli Esposti, é mãe de Luís Miguel e Afonso Henrique, mantendo forte enraizamento familiar e comunitário, elemento que atravessa tanto sua prática pedagógica quanto sua escrita.

No meio da sala de aula e da página escrita, Isabel Menezes Degli Esposti construiu uma obra profundamente enraizada, como os cafezais de sua terra. Sua escrita não busca o estrondo, mas a permanência: forma, orienta, acolhe.

É uma autora que escreve como quem ensina, e ensina como quem acredita que ainda vale a pena formar almas, não apenas currículos. Fundou o Clube de Leitura Esperanza.

Idealizadora e organizadora do Simpósio Literário Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana, no histórico Seminário de Varre-Sai, recebeu do Dr. Gino Martins Borges Bastos, de Bom Jesus do Itabapoana  um CERTIFICADO DE RECONHECIMENTO E PARABENIZAÇÃO por sua dedicação, visão cultural e compromisso com a memória e a identidade regional. 

Foi registrada, na oportunidade, a admiração e gratidão por tão relevante contribuição à cultura e à integração de nossos municípios, em um evento que se tornou um marco significativo no desenvolvimento cultural e na valorização histórica de nossa região.

Isabel Menezes ergueu, com mãos de palavra e sensibilidade, a arquitetura do Simpósio Literário Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana, fazendo do antigo Seminário de Varre-Sai não apenas um espaço, mas um altar de vozes e memórias. 

No meio de paredes que guardam ecos do tempo, ela semeou encontros, colheu versos e uniu cidades em um mesmo sopro poético, como quem costura destinos com fios de literatura e afeto, transformando o silêncio em canto e o encontro em permanência.