sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A última palavra de um filho: obrigado, mãe!

 

As palavras de Paulo Cesar Dutra Domingues ao recordar sua mãe, Dona Maria Aparecida Dutra Domingues, parecem pequenas porque cabem em poucas linhas, mas carregam dentro delas uma vida inteira:

“Minha mãe deixou um legado de esperança e força. Lutou até o fim.”

Não se trata apenas de uma lembrança. É o testemunho emocionado de um filho que contempla o caminho percorrido por aquela que foi presença, abrigo e coragem. Uma mulher guerreira que criou dez filhos e que, diante das dificuldades, jamais abandonou o seu posto. Quando os ventos sopravam contrários, ela permanecia ali: serena, firme, oferecendo à família a segurança de quem sabia transformar sofrimento em resistência e lágrimas em esperança.

Criar dez filhos é multiplicar-se todos os dias. É repartir o pão, o colo, os conselhos e as preocupações. É permanecer acordada quando todos dormem; é sofrer em silêncio para que os filhos não percam a confiança no amanhã. Dona Maria Aparecida viveu essa missão com a bravura das grandes mulheres e a simplicidade das mães que não reivindicam monumentos, embora os mereçam.

Seu monumento está erguido na memória dos filhos.

Está nos gestos que aprenderam com ela, nas histórias contadas em família, nos valores transmitidos e na força que continuará atravessando gerações. A ausência dói porque o amor foi imenso. A saudade, nesse caso, não é apenas tristeza: é a permanência invisível de quem partiu, mas deixou raízes profundas em cada coração.

Ao escrever “saudades eternas”, Paulo Cesar revela que o tempo poderá passar, mas jamais apagará a presença materna. Uma mãe como Dona Maria Aparecida não desaparece. Ela continua vivendo na coragem dos filhos, na união da família, nas orações silenciosas e em cada lembrança que, de repente, faz os olhos se encherem de lágrimas.

E, ao final, restam as palavras mais simples e talvez as mais profundas que um filho possa oferecer:

“Obrigado, mãe, por tudo!”

Nesse agradecimento cabem a infância, as lutas, os sacrifícios, os ensinamentos e todo o amor recebido. Cabe uma existência inteira.

Dona Maria Aparecida partiu, mas permanece. Permanece como esperança, força e serenidade. Permanece na saudade eterna de seus dez filhos. Permanece na gratidão de Paulo Cesar, esse filho que, diante do silêncio da ausência, ainda encontra forças para dizer aquilo que o coração jamais se cansará de repetir:

Obrigado, mãe. Por tudo. Para sempre.






Música Para Dormir


 

Música Instrumental


 

My First Love - THE BACHELORS


 

Casa Bonita

 



SUNRISE, SUNSET - THE BACHELORS



"Sunrise, Sunset” é uma das canções mais emocionantes do musical Fiddler on the Roof, em português, Um Violinista no Telhado. A gravação mencionada é uma interpretação do grupo irlandês The Bachelors, conhecido por suas harmonias vocais suaves e românticas.

A música é cantada durante o casamento de Tzeitel, filha de Tevye e Golde. Enquanto observam a cerimônia, os pais ficam comovidos e quase espantados com a rapidez com que a filha cresceu. Parece que foi ontem que ela era uma menina; agora, diante deles, está uma mulher começando sua própria família.

O título,  “Nascer do sol, pôr do sol”, representa a passagem inevitável do tempo. Um dia nasce, outro termina; as estações sucedem-se e, silenciosamente, as crianças crescem. Os pais envelhecem, os filhos seguem seus caminhos e a vida continua seu curso.

É, portanto, uma canção sobre:
o crescimento dos filhos;
a saudade da infância;
o casamento e a formação de uma nova família;
o envelhecimento dos pais;
a beleza e a melancolia do tempo que não pode ser detido.

Na interpretação dos The Bachelors, as vozes harmoniosas tornam a música ainda mais terna e nostálgica. Ela nos recorda que a vida passa quase sem percebermos: entre um nascer e um pôr do sol, a criança que segurávamos pela mão transforma-se em adulto e parte para construir a própria história.

No fundo, “Sunrise, Sunset” é uma oração lírica sobre o tempo: bela porque celebra a continuidade da vida, mas dolorosa porque tudo aquilo que amamos está sempre mudando.

Música Instrumental