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| O açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves confirmou presença no Dia da Poesia Bonjesuense |
No calendário da sensibilidade e da memória, o dia 3 de maio se ergue como um altar de palavras, data em que a poesia respira mais fundo, iluminada pelo nascimento de Elcio Xavier, o Príncipe dos Poetas. É nesse sopro de celebração que o Espaço Cultural Luciano Bastos, às 14 horas, se transforma em templo vivo da arte, acolhendo vozes, histórias e destinos que se entrelaçam.
E entre essas vozes, vem do Atlântico um canto que atravessou ilhas e continentes: o do açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Nascido na Ribeirinha, sob o céu ancestral de Angra do Heroísmo, traz consigo o rumor das ondas da ilha Terceira e a herança de uma vida tecida em família numerosa, trabalho, fé e cultura.
Sua presença não é apenas geográfica, é simbólica, é ponte. Francisco é o elo entre o arquipélago e o Brasil, entre o passado e o agora, entre o canto devocional e a poesia que palpita nas ruas de Bom Jesus do Itabapoana. Migrante de coragem, construiu no solo brasileiro não apenas sustento, mas raízes afetivas e culturais profundas, tornando-se parte viva da identidade bonjesuense.
Poeta, cantor, memorialista, sua voz carrega oração e música, como no “Cântico de Oração ao Bom Jesus”, onde fé e arte se confundem. Sua trajetória ecoa a de seu conterrâneo Padre Antônio Francisco de Mello, como se o tempo, em delicado gesto, tivesse confiado a ele a continuidade de uma chama.
No Dia da Poesia da Bonjesuense, sua presença internacional não é apenas honra, é consagração. É o encontro de oceanos dentro de um verso, é a certeza de que a poesia não conhece fronteiras, apenas caminhos.
E assim, quando as palavras forem ditas e os silêncios respeitados, haverá no ar algo maior que o instante: a celebração de uma vida dedicada à cultura, à memória e ao sentimento. Francisco Amaro Borba Gonçalves não apenas participa, ele encarna o espírito da poesia que atravessa mares para florescer em novos territórios.
Porque onde há poesia, há eternidade. E onde há Francisco, há canto que permanece.


E viva a CULTURA! Quem se enreda por esse vies preenche a vida de lembranças que amenizam as mazelas inevitáveis.
ResponderExcluirUm povo que não conhece as origens, não sabe de onde veio, não saberá aonde quer chegar. Bonitas palavras ,Dr. Gino.
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