sábado, 2 de maio de 2026

Presença Internacional no Dia da Poesia Bonjesuense

 


O açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves confirmou presença no Dia da Poesia Bonjesuense

No calendário da sensibilidade e da memória, o dia 3 de maio se ergue como um altar de palavras, data em que a poesia respira mais fundo, iluminada pelo nascimento de Elcio Xavier, o Príncipe dos Poetas. É nesse sopro de celebração que o Espaço Cultural Luciano Bastos, às 14 horas, se transforma em templo vivo da arte, acolhendo vozes, histórias e destinos que se entrelaçam.

E entre essas vozes, vem do Atlântico um canto que atravessou ilhas e continentes: o do açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves. Nascido na Ribeirinha, sob o céu ancestral de Angra do Heroísmo, traz consigo o rumor das ondas da ilha Terceira e a herança de uma vida tecida em família numerosa, trabalho, fé e cultura.

Sua presença não é apenas geográfica, é simbólica, é ponte. Francisco é o elo entre o arquipélago e o Brasil, entre o passado e o agora, entre o canto devocional e a poesia que palpita nas ruas de Bom Jesus do Itabapoana. Migrante de coragem, construiu no solo brasileiro não apenas sustento, mas raízes afetivas e culturais profundas, tornando-se parte viva da identidade bonjesuense.

Poeta, cantor, memorialista,  sua voz carrega oração e música, como no “Cântico de Oração ao Bom Jesus”, onde fé e arte se confundem. Sua trajetória ecoa a de seu conterrâneo Padre Antônio Francisco de Mello, como se o tempo, em delicado gesto, tivesse confiado a ele a continuidade de uma chama.

No Dia da Poesia da Bonjesuense, sua presença internacional não é apenas honra, é consagração. É o encontro de oceanos dentro de um verso, é a certeza de que a poesia não conhece fronteiras, apenas caminhos.

E assim, quando as palavras forem ditas e os silêncios respeitados, haverá no ar algo maior que o instante: a celebração de uma vida dedicada à cultura, à memória e ao sentimento. Francisco Amaro Borba Gonçalves não apenas participa, ele encarna o espírito da poesia que atravessa mares para florescer em novos territórios.

Porque onde há poesia, há eternidade. E onde há Francisco, há canto que permanece.



 


2 comentários:

  1. E viva a CULTURA! Quem se enreda por esse vies preenche a vida de lembranças que amenizam as mazelas inevitáveis.

    ResponderExcluir
  2. Um povo que não conhece as origens, não sabe de onde veio, não saberá aonde quer chegar. Bonitas palavras ,Dr. Gino.

    ResponderExcluir