terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O Despertar dos Novos Reis


Os jovens uzbeques gênios do xadrez, Sindarov e Abdusattorov, recebidos como herois em seu país 

O tabuleiro de xadrez, esse universo de sessenta e quatro casas onde o destino de impérios é decidido em silêncio, testemunhou um movimento inesperado.

 Onde antes os ventos da Índia sopravam com força absoluta, agora surge uma brisa vinda das planícies da Ásia Central, carregando o nome de dois jovens prodígios: Abdusattorov e Sindarov. No prestigiado palco do Tata Steel, eles não apenas moveram peças; eles moveram a história.

​O Uzbequistão, outrora uma célula da vasta engrenagem da União Soviética, agora se levanta como um gigante geopolítico que utiliza a mente como sua principal ferramenta de ascensão. Pergunta-se o mundo, em sussurros de espanto: "Haveria um segredo, um treinamento místico nas areias de Samarcanda?" Talvez o segredo não resida em algoritmos, mas no resgate da própria alma.

​A vitória desses Grandes Mestres é uma ode à honra.

Enquanto o Ocidente muitas vezes esquece seus heróis no cinza da indiferença, o Uzbequistão os veste com a dignidade da seda e do algodão.

É um espetáculo de simbolismo ver os jovens campeões recebidos com o Chapan, esse manto longo e acolchoado, cujas listras parecem narrar as rotas da seda de tempos imemoriais, e o Yaktak, a camisa de corte reto que guarda, sob o peito, o coração de uma nação que aprendeu a vencer.

​Há uma poesia profunda no ato de vestir a tradição para celebrar o futuro. O manto que os cobre não é apenas tecido; é um escudo contra o esquecimento.

​A vitória uzbeque é o triunfo do novo

É o brilho de um farol que surge no horizonte para guiar aqueles que se perderam na áspera realidade de antigos dogmas. Enquanto as vozes das trevas ainda ecoam os rancores de eras passadas, Abdusattorov e Sindarov respondem com o silêncio de um "xeque-mate" magistral. Eles representam a superação do velho mundo pela clareza do pensamento jovem.

​Neste novo cenário, o xadrez volta a ser o espelho da geopolítica: o Uzbequistão não está apenas ganhando torneios; está redesenhando o mapa da inteligência mundial, provando que, para se alcançar a glória, é preciso ter os pés fincados na ancestralidade e a mente livre para voar sobre novos horizontes.

Selo da Sabedoria: O Doppa

​Sobre as mentes brilhantes de Abdusattorov e Sindarov, repousa o Doppa. Este pequeno chapéu quadrangular, bordado com fios que desenham a geometria da alma uzbeque, é mais que uma tradição; é uma coroa de humildade e intelecto.

​Diz a lenda que os quatro lados do Doppa protegem o homem contra o mal vindo das quatro direções do mundo. No tabuleiro, enquanto os Grandes Mestres inclinam a cabeça sobre o destino das peças, o Doppa parece guardar o silêncio necessário para a grande jogada. É o contraste perfeito: a rigidez do cálculo matemático do xadrez com a suavidade dos bordados de pimenta (kalampir) ou amêndoas, símbolos de vida e proteção.

​Ao vestir o Chapan e colocar o Doppa, os jovens mestres deixam de ser apenas competidores para se tornarem monumentos vivos. Eles mostram que o progresso geopolítico do Uzbequistão não nasce do abandono do passado, mas de usá-lo como alicerce para alcançar o futuro.

Curiosidade: O Doppa é tão importante que cada região do Uzbequistão tem seu próprio estilo de bordado. O modelo de Chust, com seus tons de preto e branco e desenhos de pimentas estilizadas, é o mais icônico e simboliza a pureza e a resistência.




A Celebração da Tuna Açoriana na Casa dos Açores do Rio, sob o olhar da TV Alcance e do Jornal O Norte Fluminense, de Bom Jesus

No palco da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, as cordas da Tuna Açoriana entoaram um hino de pertença que ecoou até às terras de Bom Jesus. Pelas lentes da TV Alcance e pelas letras do Jornal O Norte Fluminense, a nossa história cruzou fronteiras, unindo a tradição açoriana ao coração fluminense.








A estreia da Tuna Açoriana da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, ocorrida em 13 de dezembro de 2025, marcou uma noite histórica para a comunidade açor-descendente na capital fluminense.

Sob a batuta do ensaiador Carlos Alves, o novo agrupamento musical reviveu tradições quase esquecidas, ecoando o legado da antiga Tuna Terceirense dos anos 1970, e projetou-se como ponte viva entre as ilhas dos Açores, Portugal e o Brasil multicultural.

A apresentação, realizada na própria sede da Casa dos Açores, conjugou em harmonia o repertório tradicional açoriano com toques portugueses e brasileiros, tecendo um tapete sonoro de saudades e pertencimento.

Canções como Charamba, dança inaugural que pulsa ritmos de festa insular; Ave Maria, prece cantada à Senhora de Fátima com verso próprio; Olhos Negros, lamento de amor não correspondido; O Peregrino, homenagem brasileira à padroeira Aparecida; Sangue Latino, grito de resistência cultural; Vinho Verde, nostalgia da terra distante; Ilhas de Bruma, hino à identidade nevoenta do arquipélago; e a original Divino Virá, inspirada no terço do Espírito Santo, desfilaram pelo palco, embaladas por viola da terra, mandolim, guitarra portuguesa, violino e vozes entrelaçadas de gerações.

O evento, que reuniu jantar regional, discursos emocionados e testemunhos de ex-integrantes, vice-presidente Álvaro Mendonça (nascido nos Açores), presidente Leonardo Soares e até mensagem em vídeo da direção regional das comunidades açorianas, foi coberto pela TV Alcance e pelo Jornal O Norte Fluminense, veículos do grupo de mídia fundado e gerido por descendentes de açorianos no estado do Rio. A transmissão ao vivo permanece disponível no YouTube da Casa dos Açores, capturando os aplausos, as lágrimas contidas e o anúncio de um sonho maior: levar esses acordes até o solo açoriano, meta declarada como o horizonte supremo do grupo.

Carlos Alves, em tom de gratidão que ressoa como cantiga de embalar, agradeceu o apoio recebido, das divulgações às mensagens, vinhetas e vídeos, que fizeram da estreia não apenas um concerto, mas um recomeço coletivo. “Melhor do que ouvir de mim, é constatar vocês mesmos”, convidou, apontando os links da gravação integral e da reportagem jornalística.

Com banner tremulando orgulhoso e laços a se estreitarem, a Tuna Açoriana surge como chama renovada da açorianidade no Rio: raiz que não se apaga, mas floresce em terra brasileira, sonhando atravessar o Atlântico para cantar nas ilhas de onde tudo veio. O grupo permanece aberto a parcerias, convicto de que a música, como o mar, une distâncias e guarda memórias.

Assim, em meio ao burburinho carioca, ecoa uma melodia antiga e nova: a dos ilhéus que, mesmo longe, nunca deixam de ouvir o rumor das ondas e o chamado da bruma.

"Reflexão Pra Vida!!", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Reflexão Pra Vida !!"*


Hoje eu li uma frase que chamou muita atenção. E ela dizia assim: Quem tem coragem de fazer o bem, tem que ter a sabedoria para suportar a ingratidão. Aprender que nem todo mundo tem o mesmo coração que você, é um dos passos para aprender a evitar frustrações. Faça o bem sem esperar nada em troca, porque a sua recompensa não vem da pessoa, vem de Deus!!!


*"A vida é uma jornada de aprendizado e transformação, onde cada momento, bom ou ruim, é uma oportunidade para crescer, amar e descobrir quem realmente somos, escrevendo nossa própria história com coragem e autenticidade"*


*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

O Caráter e o Arquiteto das Próprias Ruínas

 

Engenharia do Próprio Abismo



Demócrito, filósofo grego: "O caráter de um homem faz o seu destino"


"O caráter de um homem faz o seu destino", proclamou certa vez o filósofo Demócrito.

No entanto, passamos séculos culpando os ventos, as marés ou a má sorte pelo naufrágio das nossas embarcações.

O caráter não é um evento isolado; é a teia invisível tecida por princípios, hábitos e pequenas concessões diárias. 

O problema é que há muitos que caminham pelo mundo com uma percepção inflada de si, vestindo uma autoridade moral que não possui base.

​Essa falsa superioridade é o grande veneno do destino.

Enquanto o homem de caráter firme pisa o chão com a serenidade de quem sabe que o "pódio" é uma consequência da integridade, o iludido corre em direção ao abismo achando que está subindo um degrau.

Ele abre portas que o levam a lugar nenhum e fecha caminhos com a arrogância de quem se julga invulnerável.

Há muitos que caminham pelo mundo com uma percepção inflada de si, vestindo uma autoridade moral que não possui alicerce. 

Acreditam estar construindo fortalezas, quando, na verdade, erguem castelos de areia na beira de um tempo que não perdoa a fragilidade.

É curioso notar como a vida é justa em sua ironia: enquanto um grupo caminha com pés firmes, saboreando a construção do próprio caminho, outro grupo, embriagado pela vaidade, cava a própria sepultura acreditando estar preparando o alicerce de um trono. 

O tempo, esse juiz incorruptível, é quem revela o que era pedra e o que era poeira.

​No fim, a máxima de Demócrito não é uma sentença, mas um lembrete de responsabilidade radical. 

O destino não é o que nos espera na linha de chegada, mas a qualidade do rastro que deixamos enquanto corremos.

Seja na glória do pódio ou no silêncio da queda, a colheita será sempre fiel à semente. 

Porque, de um jeito ou de outro, o homem acaba sempre encontrando-se com a própria essência no final da estrada.

O destino não é um mapa traçado pelas estrelas, mas uma trilha aberta a cada passo pela bússola interna que chamamos de caráter.







segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Martinha e Pedro Salim retornam ao Bistrô Malagueta


 


Como um encontro marcado entre música e saudade, os irmãos Martinha e Pedro Salim voltam ao Bistrô Malagueta. Ela faz o piano respirar, ele empresta à noite a sua voz. Nesta terça-feira, a partir das 19h, o tempo desacelera e a canção toma conta. Imperdível.


"Para Você!", por Rogério Loureiro Xavier

 


*"Olá 🖐 pessoa amiga e do bem."*

*"Acreditando, confiando e agradecendo... É assim que devemos começar o nosso dia, certos de que em todo tempo Deus se faz presente entre nós."*

*"Para Você!"*

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*"Existe um lugar onde  tudo é possível. Onde o amor é verdadeiro.Este lugar chama-se coração. E é nesse lugar que eu guardo pessoas especiais, que nem sempre vejo, mas nunca as esqueço!"*

*" ✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

O Cadáver Mais Popular da Cidade

 

O Mendigo de Aplausos

Lao Tzu questionou a dependência da opinião alheia 


"Preocupe-se com o que os outros pensam e você sempre será um deles”, nos alertava Lao Tzu há milênios.

Dizem que o homem é um animal social, mas raramente confessamos que somos, antes de tudo, animais famintos. 

Temos fome de um alimento invisível: o aceno de cabeça do outro, o sorriso de aprovação do vizinho, o aplauso que confirma que existimos. 

​Há uma melancolia silenciosa nessa frase. Ela descreve uma morte que ocorre sem velório, onde o "eu" é lentamente substituído por uma colagem de expectativas alheias. Quando vivemos sob a ditadura da opinião externa, tornamo-nos reféns de um tribunal que nunca dorme e que, pior ainda, não nos conhece.

Muitas vezes, cedemos às pressões sociais como quem bebe uma água salobra para aplacar a sede; sabemos que não sacia, mas não conseguimos parar. É a tensão eterna entre o desejo de ser autêntico e o medo pavoroso da exclusão. 

Freud nos ensinou que no luto sofremos pela perda de alguém; na melancolia da alma moderna, sofremos pela perda de nós mesmos. 

Ao buscarmos o aplauso a qualquer custo, o "objeto amado" passa a ser a aprovação externa, e quando ela nos falta, caímos no abismo da insuficiência.

​A verdadeira liberdade, contudo, tem um som muito específico: o som da nossa própria voz ecoando num quarto vazio. Não se trata de arrogância, mas de autonomia. 

Agir de acordo com padrões internos é como construir uma casa sobre a rocha; as tempestades do julgamento alheio podem até molhar as janelas, mas não abalam os alicerces.

​Saber o que é realmente importante exige um silêncio que o mundo moderno raramente permite. Exige a coragem de ser "estranho" para os outros para não ser um "estranho" para si mesmo. Afinal, a aprovação alheia é um deus caprichoso e volúvel. Quem vive para o aplauso morre no primeiro silêncio da plateia.

Talvez o segredo de uma vida autêntica não seja ignorar o mundo, mas entender que o mundo não possui a nossa bússola. 

Ao desenvolvermos nossa própria voz, descobrimos que a liberdade não depende de ser compreendido por todos, mas de não precisar de tradutor para conversar com o próprio espelho. No fim, como bem sugeriu o sábio chinês, a única forma de não ser "um deles" é ter a santa audácia de ser, plena e conscientemente, apenas um.