terça-feira, 22 de setembro de 2026

Ouçam a música que exalta os enxadristas uzbeques na Olimpíada de Xadrez realizada no Uzbequistão

 




Música Instrumental


 

Jimmy Justice



Pão dos Açores ganha um toque bonjesuense na Padaria DN



Entre o aroma do azeite e o sabor marcante do queijo parmesão, nasceu uma iguaria que aproxima terras e afetos: o Pão dos Açores com toque bonjesuense.

Há dois meses, essa criação artesanal vem sendo oferecida aos clientes da Padaria DN, localizada no bairro Lia Márcia, em Bom Jesus do Itabapoana. De aparência rústica e dourada, o pão evoca a simplicidade acolhedora das cozinhas açorianas, nas quais cada receita parece guardar a memória das famílias, a força das ilhas e o perfume do mar.

O azeite estabelece uma ponte com a tradição portuguesa, enquanto o parmesão acrescenta uma nota especial, revelando a criatividade e o sabor bonjesuenses. Não se trata da reprodução literal de uma receita tradicional dos Açores, mas de uma releitura afetuosa: um encontro entre a herança açoriana e a inventividade de Bom Jesus.

Em cada fornada, o alimento se transforma também em viagem simbólica através do Atlântico. Na Padaria DN, as mãos que amassam e o forno que aquece ajudam a aproximar povos, histórias e culturas. Quando o pão é repartido, as distâncias diminuem, os laços se fortalecem e a memória permanece viva.




Sarau Literário revela o talento de Hagatha sob a gestão de Nathyara Teixeira no Padre Mello

 O voo literário de Hagatha no Colégio Estadual Padre Mello


A professora orientadora Ediane Alexandre, a aluna Hagatha Louise Teixeira dos Santos, do 7º ano do Ensino Fundamental, turma 701, e a diretora do Colégio Estadual Padre Mello, Nathyara Teixeira da Silva.


No dia 29 de setembro de 2026, às 8h40 e às 14h10, o educandário realizará o Sarau Literário “Potência da Mulher”, em homenagem a Clarice Lispector, uma das vozes mais profundas e luminosas da literatura brasileira. O encontro reunirá literatura, sensibilidade e protagonismo feminino, sob a responsabilidade das professoras Ediane Alexandre, Gislaine Boechat e Aline Pedrosa.

Em meio às homenagens a Clarice, outra escritora também começará a escrever o próprio nome na história: Hagatha Louise Teixeira dos Santos, aluna do 7º ano do Ensino Fundamental, turma 701. Durante o sarau, será lançado seu livro Borboleta Atíria e a Lagarta Lola, trabalho desenvolvido sob a orientação cuidadosa da professora Ediane Alexandre.

O livro de Hagatha traz dentro de si um bosque inteiro. Em suas páginas, a jovem autora abre as portas de dois reinos encantados, separados por um riacho, mas unidos por uma ponte, assim como estavam unidas, antes do conflito, as vidas da borboleta Atíria e da lagarta Lola.

Tudo começa com o desaparecimento das plantas encantadas de Atíria. A amizade, que parecia tão firme, é abalada pelo orgulho, pela mágoa e por uma mentira cuidadosamente semeada. Os dois reinos se preparam para a guerra. Casulos se fecham, soldados treinam, túneis são abertos e armas são empunhadas. Sobre o bosque, antes tranquilo, paira a sombra de um combate que jamais deveria ter começado.

Entretanto, Hagatha nos recorda que, mesmo no coração de uma batalha, a ternura pode sobreviver. Ao ouvir o choro de Lola, Atíria interrompe a fúria para fazer uma pergunta. Naquele instante, a palavra torna-se mais poderosa do que qualquer arma. A verdade finalmente aparece: movida pela inveja da amizade entre as duas, a cobra Górgona havia lançado sua poção e plantado a discórdia. A guerra nascera de uma mentira.

Por trás da fantasia, vive uma lição profundamente atual. Quantas amizades, famílias e comunidades são divididas por palavras falsas, intrigas e julgamentos precipitados? Antes de transformar o outro em inimigo, é necessário atravessar a ponte do diálogo. Atíria poderia continuar lutando, mas preferiu escutar. Lola poderia ocultar seu erro, mas encontrou coragem para pedir desculpas. Ambas descobriram que perdoar também é uma forma de vencer.

Há uma bela simbologia na escolha das personagens. A lagarta e a borboleta representam momentos distintos de uma mesma transformação. A estudante que hoje escreve suas primeiras histórias poderá, amanhã, abrir asas sobre o vasto céu da literatura. Cada frase é um pequeno casulo; cada página, uma asa que começa a se formar.

Esse voo não acontece sozinho. Ao lado da jovem autora está a professora Ediane Alexandre, cuja orientação demonstra a grandeza do verdadeiro educador: aquele que não entrega apenas respostas, mas ajuda o aluno a reconhecer as próprias perguntas, a organizar a imaginação e a acreditar no valor de sua voz. Quando uma professora acolhe o talento de uma estudante, a sala de aula deixa de ter paredes e se transforma em horizonte.

E, por trás desse belo movimento cultural, encontra-se o trabalho magnífico e muitas vezes silencioso da diretora Nathyara Teixeira da Silva. Com uma concepção libertadora e humanizada da educação, ela vem fazendo do Colégio Estadual Padre Mello um território de possibilidades. Sua gestão compreende que educar não é somente transmitir conhecimentos: é despertar sensibilidades, revelar talentos, fortalecer a autoestima e preparar seres humanos para participarem da construção de um mundo melhor.

O Sarau Literário “Potência da Mulher” é fruto dessa visão. Ao homenagear Clarice Lispector e, simultaneamente, abrir espaço para o lançamento da obra de uma jovem estudante, o colégio une gerações de mulheres por meio da palavra. De um lado, Clarice, que mergulhou nos mistérios da existência humana; do outro, Hagatha, que começa a descobrir a força de sua própria imaginação. Entre elas, professoras que orientam, incentivam e mantêm acesa a chama da literatura.

Quem acompanha a vida das escolas sabe que um novo mundo está sendo silenciosamente gestado nas salas de aula do interior. Ele nasce quando uma professora acredita no talento de uma aluna; quando uma diretora transforma a cultura em prioridade; quando um colégio promove um sarau e permite que uma jovem escritora apresente sua criação à comunidade.

Com sua imaginação, Hagatha fez muito mais do que narrar uma aventura. Mostrou que a inveja separa, que a mentira destrói, mas que a verdade, o diálogo e o perdão podem reconstruir pontes. No bosque criado por ela, as plantas encantadas representam a própria amizade: quando regadas com confiança e carinho, florescem novamente, mesmo depois da tempestade.

Ao concluir a leitura, percebemos que Atíria não foi a única borboleta a levantar voo. Hagatha também abriu suas primeiras asas. E, levando consigo o nome do Colégio Estadual Padre Mello, a dedicação da professora Ediane Alexandre e o incentivo da diretora Nathyara Teixeira da Silva, iniciou sua caminhada pelo céu luminoso da literatura.

Nesse dia, cada livro aberto será também uma janela. Cada palavra pronunciada será uma semente. E cada estudante compreenderá que, quando a escola acredita em seus sonhos, até os casulos mais tímidos podem se transformar em asas.