sábado, 8 de agosto de 2026

O Legado Libanês e a Graça de Ismélia nas Telas: Tempo Revelado


A Lente e a Memória




As lentes se fecharam, mas a história continua a palpitar. Foram concluídas hoje as filmagens de dois novos documentários que chegam para enriquecer a tapeçaria cultural de Bom Jesus do Itabapoana. Mais do que registros audiovisuais, as obras erguem-se como monumentos à memória, pontes de afeto lançadas entre o passado que nos construiu e o futuro que ainda está por vir.

​Sob a batuta do cineasta carioca Philip Arvoid, cujo olhar há muito se enamorou pelas dores e belezas deste município, o primeiro documentário mergulha fundo na colonização libanesa. É um tributo à coragem daqueles que cruzaram oceanos trazendo na bagagem a esperança e o perfume de suas origens, enraizando sua cultura no solo noroeste-fluminense e moldando, com trabalho e hospitalidade, a identidade bonjesuense.

​O Tempo, o Cuidado e o Afeto

​Se a obra de Philip Arvoid captura o vasto panorama de um povo, o segundo documentário traduz a força do tempo e da devoção pessoal. Fruto de um trabalho minucioso que exigiu sete anos de dedicação, a direção de Adriano Couto resgata a trajetória inesquecível de Ismélia Saad Silveira.

​Figura terna e indelével na memória coletiva, Ismélia, que foi casada com o ex-governador Roberto Silveira, ganha em tela a justiça de sua biografia. Não se trata apenas de revisitar fatos políticos ou sociais, mas de acariciar com imagens a lembrança de uma mulher cuja vida se confundiu com a própria graça e altivez da terra que amou.

​Um Legado para a Eternidade

​Ambas as produções passam a integrar oficialmente o acervo de documentários do jornal O Norte Fluminense. Com esse gesto, reafirma-se um compromisso inegociável com a história local: o de garantir que nenhuma voz do passado seja sutilmente apagada pelo esquecimento.

​Para as novas gerações, esses filmes não são apenas arquivos poeirentos, mas espelhos vivos. Neles, os jovens bonjesuenses poderão se enxergar, compreender de onde vêm e encontrar o solo firme necessário para inventar, com orgulho, os próximos capítulos de sua própria história.


Novo Faroeste e Filhos do Barro: uma parceria que pode movimentar o turismo em Cantagalo

 



Não é um filme de faroeste. Também não é uma nostalgia inventada para turistas. É Cantagalo, com sua estrada, suas histórias e seus pequenos lugares onde a vida parece diminuir o passo para que a gente possa enxergá-la melhor.

Ali, a Lanchonete Novo Faroeste, de André, ergue-se como uma dessas surpresas que o viajante encontra pelo caminho. A madeira envelhecida, as placas, o cacto, a velha Kombi, a sela, a atmosfera de estrada e o café servido com simplicidade compõem um cenário que não precisa de cenário: ele já é, por si mesmo, uma história.

O Novo Faroeste tem aquilo que muitos lugares procuram construir artificialmente: identidade.
E talvez seja justamente por isso que uma possível parceria com os Filhos do Barro, do mestre artesão Daniel de Lima, possa transformar aquele pedaço de Cantagalo em algo ainda maior.

De um lado, a estrada, o café, o pastel, a conversa, a memória dos viajantes. Do outro, o barro moldado pelas mãos do artesão, carregando em suas formas a terra, a cultura e a imaginação de um povo.

Seria bonito ver esses dois universos se encontrarem.
O barro poderia ganhar espaço no Novo Faroeste. Peças de Daniel de Lima poderiam contar, ao lado das placas, da velha Kombi e dos objetos que compõem aquele universo, uma outra história: a história de quem transforma a terra em arte.

E o viajante, ao parar para tomar um café, poderia descobrir que não encontrou apenas uma lanchonete. Encontrou um pequeno território de cultura.
É assim que nasce o turismo de experiência: não apenas de grandes monumentos ou atrações grandiosas, mas de lugares verdadeiros, capazes de oferecer ao visitante aquilo que não se encontra em qualquer estrada.

O Novo Faroeste pode ser uma parada

Os Filhos do Barro podem ser uma descoberta. E Cantagalo pode ser o ponto de encontro entre essas duas experiências.

Quem passa pela estrada talvez procure apenas um café. Mas poderá levar consigo uma fotografia, uma lembrança, uma peça de barro, uma história contada por André ou por Daniel — e, sobretudo, a vontade de voltar.

Porque o turismo começa muitas vezes assim: quando um lugar deixa de ser apenas um lugar de passagem e passa a ser um lugar que merece ser conhecido.
No fundo, o Novo Faroeste já possui aquilo que nenhum projeto turístico consegue fabricar sozinho: alma.

E talvez os Filhos do Barro possam acrescentar a essa alma a matéria da própria terra. Madeira, ferro, barro, café, estrada e conversa. Elementos simples. Mas, quando se encontram, podem contar uma história extraordinária.

Uma história que Cantagalo ainda pode contar ao viajante que passa, basta convidá-lo a parar.









 

Falando de amigos & amizades, por Rogério Loureiro Xavier

 


*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*"Falando de amigos & amizades."*


*Uma verdade é clara. Existem pessoas que estão suas amigas por um motivo ou outro. Agora aquelas que realmente são anjo essas realmente são raras, pois ser amigo não é estar todos os dias mais sim se importar com o outro, se preocupar com ela mesmo que isto não lhe traga benefício algum. Amigos de sorrisos, este é fácil. Agora amigos de lágrimas, esses...*


*"As vezes nossa vida é abençoada por pessoas tão especiais, que nos tornamos mais felizes só porque um dia tivemos a chance de conhecê-las... algumas pessoas a gente conhece, outras, Deus nos apresenta."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Rita Côgo e o Legado que o Tempo não Apaga: a Poética da Preservação no Memorial dos Governadores

 


​Não é preciso ter feito parte de uma história para ajudar a preservá-la. Esta verdade, esculpida com a sensibilidade de Rita de Cássia Côgo, ecoa como um manifesto poético e necessário para todos que compreendem o peso e a delicadeza do passado.

​Na imagem que registra este gesto de afeto intelectual, Rita segura o livro dedicado a Roberto Silveira, publicado pelo Centro de Memória Trabalhista. É o encontro entre o papel impresso e a perenidade dos ideais. Estar presente no Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, espaço que conta com o apoio e de seu irmão João Bosco Figueiredo Côgo, desde a sua gênese, carrega um simbolismo profundo: o de que as instituições sobrevivem quando abraçadas pela comunidade que as acolhe.

​Ao cuidar de suas memórias, reverenciamos vidas, valorizamos trajetórias e contribuímos para manter vivo o legado de um processo de construção que o tempo não deve apagar. Cuidar da memória não é um ato passivo de contemplação empoeirada; é uma trincheira ativa contra o esquecimento. É reconhecer que os passos dados por Roberto e Badger Silveira no tecido político e social do nosso estado continuam a pavimentar o chão sobre o qual caminhamos hoje.

​Celebrar uma década deste Memorial, unindo-se ao lançamento de uma obra fundamental, é reafirmar que a história coletiva pertence a quem decide amá-la e protegê-la. Que possamos, inspirados por essa comunhão entre escrita, imagem e pertença, continuar a ser os guardiões vigilantes de um tempo que se recusa a morrer.













sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Meu pequeno grande mundo, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Meu pequeno grande mundo.*


É assim que curto o meu pequeno grande mundo. "Tudo posso naquele que me fortalece." Não sou para todos... Gosto muito do meu pequeno mundinho... Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias...


*"Geralmente só o tempo revela a verdade."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

PAT BOONE


 

Ventos de Agosto: A Poesia na Tenda da Praça em Bom Jesus

 

​Há nas praças do interior uma vocação secreta para o encontro. Quando a tarde cede espaço à noite e as luzes começam a desenhar os contornos do tempo, o coração de Bom Jesus do Itabapoana parece desacelerar para ouvir o próprio palpitar. É nesse cenário de brisa mansa e memórias afetivas que a cidade se prepara para vestir sua melhor veste lírica.

​Na Praça Governador Portela, onde as árvores guardam segredos de tantas conversas e o imponente casario abriga a alma boêmia e familiar da terra, uma lona se ergue como promessa de refúgio e encantamento. Sob a batuta do prefeito Serginho Cyrillo e do vice-prefeito Savio Almeida, o convite está lançado: a Abertura Oficial da Tenda SESC Cultural chega para transformar o cotidiano em arte.

A Noite que se Anuncia

​Mais do que um evento oficial, a chegada da tenda cultural é o resgate daquela velha magia em que a praça vira palco, a calçada vira plateia e o vento traz notas musicais que abraçam a gente. É o instante em que a comunidade se reconhece nos olhos do vizinho, compartilhando o mesmo fôlego e a mesma alegria de ver a cultura palpitar ao ar livre. Que os refletores acendam, que a música comece e que a poesia faça morada, mais uma vez, sob a lona acolhedora do SESC.