domingo, 21 de junho de 2026

PF, CGU e TCE/ES atuam contra esquema de corrupção na saúde pública

 

Operação Jogo de Peças apreendeu, no endereço de um dos investigados, o valor de R$ 113.900 em espécie


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"Robério e Gilma", por Norberto Seródio Boechat


Norberto Seródio Boechat

​Encontrei os dois há alguns anos em Niterói.

Ele, recuperando-se; ela, cuidando com imenso desvelo.

Os dois pareciam uníssonos em suas necessidades.

Conversamos e, então, fiquei questionando de onde surgiu o "estrangeiro" que veio nos roubar uma pirapetinguense querida?

Devo esclarecer que, nós da terra, achamos que somos proprietários de nossas garotas.

Mas estava ali Robério, parecendo ser mais pirapetinguense do que eu. Encarnava nossa terra como se lá tivesse nascido. A maneira como se tratavam indicava perfeita união.

Pois bem, Pirapetinga e Robério adotaram-se.

Veio para nossa terra e integrou-se, somou para nós uma figura ímpar, terna, educada e, apegado ao nosso solo, tornou-se pecuarista de sucesso. Os que trataram com ele afirmam a gentileza e o respeito. Brindou nossa vila com a construção de uma mansão digna de um grande centro balneário. Enfeitou-a com gramados e lagos, tornando-a uma marca registrada.

Robério e Gilma são representantes das antigas famílias, dos que aqui lutaram nos anos mais difíceis de formação de nossa vila e são a consagração das esperanças que os pais depositaram neles.


Quer ser Feliz?, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Quer ser Feliz?*


Esqueça o mal que te fizeram.

Enterre as mágoas que te causaram.

Elimine as feridas que te deixaram.

Ignore as marcas que te mancharam.

E foque nAquele, que além de te curar do mal, das mágoas e das feridas, tem a capacidade de te fazer recomeçar, Deus.


*"Ah, se a gente soubesse o quanto o carinho salva, a atenção alimenta e a união fortalece, não estaríamos perdendo uns aos outros todos os dias."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carl Doy

 


Piano & Cello

 


Old Havana Cafe

 


Música Del Ayer

 


Bolero

 


Tuna Açoriana participa da posse da Dra. Idalina Gonçalves no Cenáculo Fluminense de História e Letras



Niterói viveu mais uma noite dedicada à cultura, à memória e às letras com a posse da Dra. Idalina Gonçalves no Cenáculo Fluminense de História e Letras, tradicional instituição fluminense que há mais de um século reúne intelectuais comprometidos com a preservação da história, da literatura e dos valores culturais.

A cerimônia reuniu acadêmicos, escritores, historiadores, autoridades e convidados em um ambiente marcado pela celebração do conhecimento e pelo fortalecimento dos vínculos que unem diferentes gerações em torno da cultura. A posse da Dra. Idalina representa não apenas uma conquista pessoal, mas o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação às letras, à educação e à valorização da herança lusófona.

O momento revestiu-se de especial significado para a Tuna Açoriana, ligada à Casa dos Açores do Rio de Janeiro, instituição que há décadas se dedica à preservação e à divulgação da cultura açoriana em terras brasileiras. Madrinha da Tuna Açoriana, a Dra. Idalina Gonçalves tem sido presença constante e inspiradora em iniciativas voltadas ao fortalecimento dos laços históricos, culturais e afetivos entre o Brasil e o arquipélago dos Açores.

Em sua trajetória, sempre compreendeu a cultura como uma ponte capaz de unir povos, gerações e tradições. Por isso, sua chegada ao Cenáculo Fluminense de História e Letras simboliza mais um elo nessa corrente de homens e mulheres que fazem da memória um instrumento de construção do futuro.

A presença da Tuna Açoriana na solenidade carregou também um forte simbolismo. Nascida sob a inspiração das tradições culturais açorianas e vinculada à Casa dos Açores do Rio de Janeiro, a agremiação mantém viva a herança dos milhares de açorianos que atravessaram o Atlântico e ajudaram a moldar a identidade cultural brasileira. A música, a literatura, os costumes, a religiosidade e os valores comunitários trazidos das nove ilhas açorianas continuam ecoando no Brasil por meio de iniciativas que preservam esse valioso patrimônio histórico.

Os Açores, situados no coração do Atlântico, representam muito mais do que uma referência geográfica. Constituem um território de memória, de resistência cultural e de profunda ligação com a formação de diversas comunidades brasileiras. Celebrar uma personalidade como a Dra. Idalina Gonçalves é também homenagear esse legado secular que continua aproximando as duas margens da língua portuguesa.

A solenidade reafirmou a missão do Cenáculo Fluminense de História e Letras de congregar intelectuais comprometidos com a produção e a difusão do conhecimento, preservando a memória histórica e incentivando a reflexão sobre os valores culturais que moldam nossa identidade.

Ao final do evento, os presentes destacaram a relevância da posse da nova acadêmica, cuja trajetória passa agora a integrar oficialmente o patrimônio intelectual da instituição, enriquecendo ainda mais seu quadro de membros e fortalecendo o diálogo permanente entre história, literatura, cultura e lusofonia.

Para a Tuna Açoriana e para a Casa dos Açores do Rio de Janeiro, a noite ficará registrada como mais um capítulo de celebração da cultura, da amizade e da permanência dos valores que unem Brasil e Açores através dos séculos.







O Sonho de Alcyr e Dora: a Confraria do Bistrô e o Panteão da Amizade


Na Fazenda Belo Jardim, homenagens transformam memória, afeto e convivência em patrimônio humano


(Fotos de André Luiz de Oliveira)
 

Tudo começou em torno de uma mesa de café.

No coração de Bom Jesus do Itabapoana, em um dos pontos mais tradicionais da cidade, o hoje conhecido Café Bistrô tornou-se, ao longo dos anos, muito mais que um estabelecimento comercial. O aroma do café recém-passado, misturado às memórias impregnadas em suas paredes, transformou o local em território de encontros, confidências e afetos.

Ali, diariamente, almas se encontram.

Os assuntos transitam com naturalidade entre o trivial e o profundo. Das singelas notícias da vida cotidiana às grandes questões existenciais; das inquietações pessoais aos acontecimentos que movimentam a sociedade. Há algo de sessão psicanalítica coletiva nesses encontros, conduzidos pela experiência acumulada dos anos, pelo olhar sensível sobre a condição humana, pela ironia elegante e pelo humor refinado que somente a convivência e a maturidade conseguem produzir.

Foi desse ambiente que nasceu, espontaneamente, a Confraria do Bistrô.

Seu núcleo possui uma centralidade natural, mas sua essência reside justamente na capacidade de acolher novos participantes e visitantes que enriquecem, diariamente, as conversas e os vínculos. O lema não está escrito em lugar algum, mas se manifesta em cada encontro: cultivar princípios sem perder a leveza; praticar o humor que aproxima e liberta.

Como numa grande família, seus valores transbordaram para aquilo que seus integrantes, em tom afetuoso, passaram a chamar de "Bistroriana".

Foi nesse espírito que, mais uma vez, a amizade ganhou forma concreta.

Um dos mais destacados confrades, Alcyr dos Reis Carvalho, decidiu homenagear amigos atribuindo seus nomes a locais da histórica e paradisíaca Fazenda Belo Jardim. Assim surgiram homenagens a Celso Loureiro, Reginaldo Chalhoub, Maiato, Dr. Altever, Adilson Figueiredo, Natinho e José Ari.

Nesta ocasião, chegou a vez de Gino Martins Borges Bastos receber a distinção. Uma nova placa foi inaugurada com a denominação de "Mirante da Filosofia Gino Martins Borges Bastos".

A cerimônia teve início com palavras do anfitrião, Alcyr dos Reis Carvalho.

Em seguida, o patrono Adilson Figueiredo, após recordar o convívio de infância com o homenageado, destacou o significado da homenagem:

"Ao conferir seu nome a este espaço, nosso amigo Alcyr não apenas presta uma justa homenagem, mas perpetua a memória de uma vida dedicada ao bem comum. Que esta denominação permaneça como expressão de gratidão e respeito por um homem cuja integridade, generosidade e compromisso com os mais elevados valores humanos constituem um legado digno de ser lembrado pelas presentes e futuras gerações."

Ao receber as generosas palavras que lhe foram dirigidas, Gino voltou o olhar para a figura luminosa de Adilson Figueiredo, cuja presença engrandece a vida cultural de nossa terra. Desde os tempos da infância, quando compartilhavam os mesmos horizontes e os sonhos simples das ruas de Bom Jesus, já se revelavam em seu espírito a sensibilidade, a curiosidade e a vocação que mais tarde o transformariam em artista, historiador, poeta e guardião da memória regional.

Adilson pertence à rara estirpe daqueles que alcançam reconhecimento sem perder a humildade de servir. Ao retornar à terra natal e nela semear cultura, beleza e conhecimento por meio do Espaço Cultural Cafézin, deu testemunho de uma grandeza que transcende a obra artística e alcança a dimensão humana. Sua decisão de retribuir à comunidade tudo o que dela recebeu revela um coração generoso e um compromisso exemplar com as futuras gerações. Por isso, ao agradecer os elogios recebidos, Gino fez questão de compartilhar a honra com amigos como Adilson Figueiredo, cuja vida é uma celebração permanente da arte, da memória e do amor por Bom Jesus.

Na sequência, Vera Chalhoub, viúva de Reginaldo Chalhoub, emocionou os presentes ao recordar a amizade entre o marido e o homenageado.

As lágrimas afloraram aos olhos de Gino quando relembrou a última visita feita ao amigo no hospital, ocasião em que foi recebido com a mesma alegria que sempre caracterizou a relação entre ambos.

"Eu me tornei cronista por causa do Reginaldo", afirmou, visivelmente emocionado.

Prosseguindo, Gino agradeceu a homenagem prestada pelos anfitriões, reconhecendo, com humildade, não se considerar merecedor de tamanha distinção. Estendeu ainda sua gratidão aos amigos presentes.

Destacou o caráter singular da iniciativa de Alcyr e Dora Carvalho. Mais do que simples placas identificadoras, aquelas denominações compõem algo inédito: um verdadeiro Panteão da Amizade.

Se há mais de dois mil anos Marco Vipsânio Agripa ergueu o majestoso Panteão de Roma em honra aos deuses da Antiguidade, Alcyr dos Reis Carvalho idealizou, em tempos modernos, o admirável Panteão da Fazenda Belo Jardim, em Bom Jesus do Norte, destinado a celebrar aqueles que considera dignos de permanecer na memória coletiva.

Ao lado da esposa, Dora Almeida Baptista Carvalho, Alcyr concede essas honrarias a amigos que, por suas trajetórias, contribuíram para engrandecer a sociedade.

Em sua fala, Gino apresentou uma reflexão filosófica inspirada no conceito da profecia autorrealizável.

"Alcyr, imagino seus pais quando escolheram seu nome. Alcyr significa 'aquele de linhagem nobre'. Carvalho, por sua vez, remete à árvore simbólica das Escrituras. Em Juízes 6,11, lê-se: 'O anjo do Senhor veio e assentou-se debaixo do carvalho em Ofra'. O carvalho representa raízes profundas, fé firme e resistência às tempestades da vida. Em Isaías 61,3, os justos são chamados de 'carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória'."

A partir dessa imagem, desenvolveu o conceito da profecia autorrealizável, entendida como uma filosofia de construção da realidade.

"As palavras moldam decisões; as expectativas influenciam ações; as ações constroem o futuro. Aquilo que é profetizado pode influenciar o comportamento humano e, consequentemente, contribuir para tornar-se realidade."

Dirigindo-se ao anfitrião, concluiu:

"Seus pais profetizaram sobre você ao lhe atribuírem esse nome. A profecia realizou-se. Você a estendeu à sua amada esposa, aos filhos e aos netos, novos carvalhos do mundo. Crenças compartilhadas moldam o futuro social."

Segundo Gino, Alcyr e Dora continuam proclamando profecias autorrealizáveis sob a perspectiva da construção social.

A iniciativa de estabelecer o Panteão da Fazenda Belo Jardim foi concebida como um legado permanente: um espaço de reflexão, reconhecimento e celebração da vida. Um lugar onde o passado dialoga com o futuro e onde exemplos de coragem, determinação, amizade e sabedoria continuam inspirando gerações.

Mais do que um conjunto de placas, trata-se de um compromisso com a memória, com a preservação da identidade cultural e com a valorização da herança humana compartilhada.

Ao homenagear os amigos, Alcyr reafirma a importância da gratidão. Faz da Fazenda Belo Jardim um território simbólico onde a história pessoal se converte em patrimônio afetivo.

Em tempos marcados pela pressa, pela superficialidade e pela fragmentação dos vínculos, iniciativas assim assumem valor ainda mais significativo.

São gestos que recordam que a verdadeira grandeza humana não se mede pelo poder ou pela riqueza acumulada, mas pela capacidade de cultivar amizades, inspirar pessoas e deixar exemplos que resistam ao tempo.

Ao final da solenidade, Alcyr e Dora receberam um Certificado de Honra e Glória.

Após a cerimônia, os convidados percorreram os caminhos da fazenda, conhecendo as placas já instaladas em homenagem aos demais celebrados: Celso Loureiro, Reginaldo Chalhoub, Maiato, Dr. Altever, Adilson Figueiredo, Natinho e José Ari.

Em seguida, reuniram-se para um farto café, regado a conversas animadas, risos, recordações e companheirismo. Houve ainda espaço para os parabéns dirigidos a Maria Eduarda, esposa de Nahim, tornando a tarde ainda mais festiva.

Ao deixarem a Fazenda Belo Jardim, todos levavam consigo algo mais do que lembranças. Partiam fortalecidos pelo calor humano dos encontros que Alcyr e Dora sabem proporcionar, encontros que renovam a esperança, fortalecem os laços de amizade e reafirmam a importância de celebrar a vida.

E a história continua.

Alcyr já anunciou a instalação de duas novas placas, o que certamente dará origem a novos encontros, novas homenagens e novas páginas dessa confraria construída sobre afeto, memória e fraternidade.

Porque, no fundo, é disso que se trata: preservar nomes, celebrar trajetórias e manter acesa a chama da amizade, para que ela ilumine não apenas o presente, mas também o amanhã.










































sábado, 20 de junho de 2026

Tem dias..., por Rogério Loureiro Xavier


 Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*Tem dias...*


Tem dias que eu só preciso ir devagar. Parar um pouco, respirar fundo e me reconectar com quem eu sou, sem tanta cobrança. Nem tudo precisa se resolver de uma vez. Tem coisa que leva tempo, e tá tudo bem. Às vezes, só continuar aqui, já é mais do que suficiente. 


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O que a idade significa para você?, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"O que a idade significa para Você?*


Você tem medo de envelhecer? Ou Você é daqueles que encara tudo positivamente e entende que a fonte da juventude é a sua consciência? Mantendo sua mente jovem, fresca e alerta, Você não envelhecerá. Se Você tem muitos interesses e aproveita plenamente a vida, como poderá envelhecer? Os seres humanos se limitam a pensar que os 70 anos sejam o auge da vida. Pode ser apenas o começo para muitas almas que acordam para as maravilhas da vida, e, acordando, começam a aproveitá-la. Elimine todos os pensamentos de velhice. A velhice é somente uma forma de pensamento universal que se solidificou como uma casca de uma noz, e é dura de quebrar. Comece já a reformular seus pensamentos a respeito de idade."


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Carl Doy

 


Biblioteca em Casa: Livraria da Cida e O Norte Fluminense Unem Forças para Florir os Lares de Bom Jesus

 

O Despertar das Páginas: Projeto "Biblioteca em Casa" Une Tradição, Afeto e Literatura no Coração de Bom Jesus


Há um silêncio que só os livros sabem preencher. Um silêncio que não isola, mas que acolhe; que não cala, mas que sussurra histórias de tempos idos, de mundos distantes e de esquinas bem nossas, moldadas pelas águas calmas do Rio Itabapoana. É com o propósito de transformar esse sussurro em voz viva dentro de cada lar que nasce o projeto Biblioteca em Casa, uma união de afeto, memória e cultura costurada entre a sensibilidade da Livraria e Revistaria da Cida e as páginas históricas do jornal O Norte Fluminense.

​Ancorado na certeza de que a identidade de um povo se resguarda naquilo que ele lê e preserva, o projeto surge como um convite poético: o de transformar pequenos nichos, estantes esquecidas ou aquela mesa de cabeceira ao lado da poltrona em um santuário particular de conhecimento. Uma pequena grande biblioteca para chamar de sua.

​Nas linhas deste semanário e nas prateleiras acolhedoras da Cida, a literatura ganhará asas comunitárias. A dinâmica reflete a simplicidade das coisas que importam. Através da coluna mensal "Dica da Cida", o leitor encontrará não apenas o aroma dos novos lançamentos ou o peso dourado dos clássicos universais, mas também o resgate lírico de nossa própria história, o rastro de nossos autores locais, a arquitetura de nossas memórias e a crônica dos dias que nos formaram. Quem trouxer o recorte do jornal até a livraria encontrará as portas abertas com descontos feitos para espalhar o hábito da leitura.

​Mais do que uma campanha de incentivo ou uma troca de vantagens comerciais, o Biblioteca em Casa busca reacender o calor das leituras compartilhadas na mesa da cozinha, o ninar das crianças com fábulas antigas e o debate generoso entre gerações. Haverá também espaço para que a própria comunidade mostre o seu amor pelos livros, abrindo as portas de seus "Cantinhos de Leitura" em concursos culturais que celebrarão o livro e a assinatura do jornal como prêmios de cidadania e beleza.

​Casas são feitas de tijolos; lares são feitos de histórias. Que cada morador de Bom Jesus e região possa, a partir de agora, abrir as janelas da alma para as páginas que começam a se voltar. A Livraria da Cida e O Norte Fluminense estendem o convite. Entre, a casa é sua. E os livros também.

"Que as prateleiras de cada lar guardem mais do que volumes: que guardem o tempo, a poesia e o orgulho de nossa própria história."

As vantagens de uma biblioteca em casa 

1. Estímulo Natural ao Hábito da Leitura

​O contato visual constante com os livros funciona como um convite silencioso.

Para as crianças: Crescer em um ambiente cercado de livros estimula a curiosidade, acelera o desenvolvimento da linguagem e o gosto pela leitura desde a infância.

Para os adultos: Facilita a escolha de um livro em vez das telas (celular e TV) nos momentos de lazer, ajudando a diminuir o tempo digital.

​2. Redução do Estresse e Bem-Estar Mental

​A leitura é uma das formas mais eficazes de relaxamento. Cientistas já comprovaram que ler por apenas 6 minutos pode reduzir os níveis de estresse em até 68%. Ter um "cantinho da leitura" cria um santuário de desaceleração e mindfulness dentro da própria rotina.

​3. Desenvolvimento Cognitivo e Ampliação do Vocabulário

​Uma biblioteca particular é um motor de conhecimento contínuo. Ela proporciona:

​Expansão constante do vocabulário e da capacidade de articulação verbal.

​Melhora expressiva na escrita e na interpretação de texto.

​Estímulo à memória e à empatia, ao nos colocar na pele de diferentes personagens e contextos históricos.

​4. Resgate da Memória Afetiva e Identidade Regional

​Os livros que escolhemos contam a nossa história. Uma biblioteca em casa que guarda clássicos da literatura, mas também jornais locais (como o histórico O Norte Fluminense) e obras de autores da nossa terra, ajuda a preservar a identidade cultural e a memória das nossas raízes familiares e regionais.

​5. Um Ponto de Encontro e Conexão Familiar

​A biblioteca pode se tornar o coração cultural da casa. Ela abre espaço para:

​Troca de indicações entre pais, filhos e avós.

Leituras compartilhadas antes de dormir.

Debates enriquecedores sobre os temas lidos, fortalecendo os vínculos e o diálogo familiar.

    "Uma casa sem livros é como um corpo sem alma." - Cícero

     

    ​Quer o seu espaço seja uma grande estante na sala ou apenas uma prateleira bem cuidada no quarto, o valor real está no movimento e no afeto que aquelas páginas trazem para o seu dia a dia.


O Encontro com Josias

 


Há encontros que acontecem nas ruas, mas que, na verdade, nos conduzem para dentro de nós mesmos. Foi assim quando encontrei Josias Grigória de Souza exercendo seu trabalho de gari, em uma rua da cidade. O tempo parecia seguir seu curso normal, mas a memória, essa viajante silenciosa, decidiu caminhar em direção contrária.

Ao vê-lo, não enxerguei apenas o homem dedicado ao seu ofício. Vi também o menino de outrora, filho de Antônia Grigória de Souza, a estimada lavadeira de minha família. Durante muitos anos, suas mãos laboriosas cuidaram de nossas roupas, e era Josias, ainda jovem, quem frequentemente as recolhia e as devolvia em minha casa.

Foi dessa convivência simples e espontânea que nasceu um coleguismo sincero. Éramos jovens compartilhando a mesma vizinhança, os mesmos caminhos e os mesmos sonhos que costumam habitar a juventude. Josias morava na Rua Aristides Figueiredo, onde construía, junto aos irmãos e amigos, as páginas singelas de uma história comum.

Seu pai, Silva José de Souza, era figura querida. Sua irmã, Lurdes, trabalhava na cantina do antigo Colégio Rio Branco. Nos intervalos das aulas, Josias estava sempre por perto, ajudando-a com dedicação e carinho, numa demonstração natural dos laços familiares que os uniam.

Enquanto conversávamos, percebi que o tempo havia mudado nossas aparências, mas não conseguira apagar as marcas das boas lembranças. Encontrar Josias foi como abrir um antigo álbum de fotografias guardado no coração. Cada recordação surgia envolta pela ternura de um período repleto de sonhos, de amizade e de bons sentimentos.

Naquele instante, a rua deixou de ser apenas uma rua. Transformou-se numa ponte entre o passado e o presente. E Josias, com sua simplicidade e dignidade, tornou-se novamente um personagem querido das memórias que ajudam a dar sentido à nossa própria caminhada.

Há pessoas que, mesmo quando o tempo as distancia, permanecem guardadas nos melhores compartimentos da alma. Josias é uma delas.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Desejar o bem a uma pessoa..., por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


Desejar o bem a uma pessoa...

Não é simplesmente estar por perto...

Mas sim, mesmo distante, torcer a cada segundo para que ela seja muito FELIZ! 


"Seja luz, por mais que a vida lhe traga desgostos. Seja caridoso, por mais que a vida lhe traga pessoas ingratas. Seja humilde, por mais que a vida lhe traga provocações ingratas. Seja amor, por mais ódio que tentem colocar em seu coração. Pois nada, nem ninguém merece que você mude sua essência. Não devolva na mesma moeda a energia que recebe, transmute-a dentro de si."


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

Lira 14 de Julho, de Rosal: Onde o Passado Encontra o Futuro



​Há uma melodia silenciosa que atravessa as gerações em Rosal. Ela não precisa de partitura; manifesta-se nos calos das mãos que seguram o metal reluzente de um bombardino ou de um trombone, e na herança transmitida sem pressa, como quem oferece um copo de leite a uma criança sob a sombra das árvores.

​O menino da foto, com a curiosidade típica da infância, olha para cima. Ele não vê apenas dois músicos; vê gigantes que guardam os segredos dos sons da vila. Ao inaugurar o Espaço Cultural Dadá e Dionísio, Rosal não está apenas abrindo portas de um prédio físico. Está erguendo um teto para proteger suas memórias, garantindo que o sopro do passado continue a ecoar no futuro dos seus filhos. É o resgate da história, a celebração da identidade e a certeza de que a música da nossa vila jamais deixará de tocar.

Roberto Silveira: o homem que iluminou o futuro e acolheu a esperança

 

Roberto Silveira: Glória de Bom Jesus do Itabapoana 


Desfile do Instituto de Menores Roberto Silveira 

Bom Jesus do Itabapoana guarda em sua memória alguns dos capítulos mais nobres de sua história. Entre eles, destaca-se a trajetória de Roberto Teixeira da Silveira, filho ilustre da cidade, açordescendente, cuja passagem pela vida pública foi breve, mas suficiente para deixar marcas profundas no desenvolvimento do antigo Estado do Rio de Janeiro e, sobretudo, em sua terra natal.

Eleito governador em outubro de 1958, Roberto Silveira assumiu o governo em 31 de janeiro de 1959. Sua administração foi marcada por uma visão moderna de desenvolvimento, baseada na expansão da infraestrutura, na integração regional e na valorização do trabalho humano. Em uma época de grandes transformações nacionais, especialmente com a transferência da capital federal para Brasília em 1960, o governador buscou fortalecer a economia fluminense por meio de investimentos em energia, estradas e projetos sociais.

Em Bom Jesus do Itabapoana, seu legado ganhou contornos concretos e duradouros. Entre as obras mais emblemáticas esteve a construção da Usina Franca Amaral, concebida como uma usina piloto destinada a fornecer energia para viabilizar a construção da futura Usina de Rosal. Mais do que uma obra de engenharia, a iniciativa representava uma aposta no progresso regional. As turbinas que começavam a girar às margens dos rios simbolizavam a chegada de um novo tempo, em que a força das águas se transformaria em desenvolvimento, emprego e oportunidades para toda a região Noroeste Fluminense.

Mas Roberto Silveira compreendia que o verdadeiro desenvolvimento não se media apenas pela energia produzida ou pelas estradas construídas. Era preciso investir nas pessoas. Foi com esse espírito que, em 15 de agosto de 1960, participou da fundação do Instituto de Menores Roberto Silveira, instituição criada para acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

O Instituto tornou-se um refúgio de dignidade e esperança. Em seus espaços, jovens encontravam abrigo, assistência e, principalmente, perspectivas para o futuro. A entidade desenvolvia atividades educacionais e profissionalizantes, preparando seus alunos para a vida produtiva e para o exercício da cidadania. A preocupação de Roberto Silveira com a formação do trabalhador refletia sua convicção de que o progresso econômico só alcançaria seu sentido pleno quando estivesse acompanhado da promoção humana.

O destino, porém, interrompeu precocemente a trajetória do governador. Em 28 de fevereiro de 1961, Roberto Silveira faleceu em um acidente de helicóptero quando se deslocava para acompanhar regiões atingidas por enchentes no interior do estado. Tinha apenas iniciado uma obra política que prometia alcançar horizontes ainda mais amplos.

Décadas depois, sua memória permanece viva nas águas que ajudou a transformar em energia e nos corredores do Instituto que acolheu gerações de jovens. A Usina Franca Amaral e o Instituto de Menores Roberto Silveira continuam simbolizando duas dimensões inseparáveis de seu legado: o desenvolvimento material e o desenvolvimento humano.

Em Bom Jesus do Itabapoana, seu nome não pertence apenas à história. Pertence à paisagem, às lembranças e à gratidão de uma cidade que viu um de seus filhos sonhar com um futuro melhor e dedicar sua vida para torná-lo possível.

USINA FRANCA AMARAL 







A antiga maquete da Usina Franca Amaral na praça Governador Portela, inaugurada por Roberto Silveira  

Inauguração da maquete da Usina Franca Amaral por Roberto Silveira 

Fotos da época da inauguração da Usina Franca Amaral 





INSTITUTO DE MENORES ROBERTO SILVEIRA 


15 de agosto de 1960: Dr. Luciano Augusto Bastos, Secretário do Instituto de Menores lendo a Ata de Inauguração da Entidade, tendo a seu lado o Governador Roberto Silveira, vendo-se o Deputado Tito Nunes da Silva e o Sr. Luiz da Silva Teixeira, Presidente do Centro Popular Pró-Melhoramentos












Busto de Roberto Silveira na praça Governador Portela: Glória de Bom Jesus do Itabapoana