Engenharia do Próprio Abismo
O problema é que há muitos que caminham pelo mundo com uma percepção inflada de si, vestindo uma autoridade moral que não possui base.
Essa falsa superioridade é o grande veneno do destino.
Enquanto o homem de caráter firme pisa o chão com a serenidade de quem sabe que o "pódio" é uma consequência da integridade, o iludido corre em direção ao abismo achando que está subindo um degrau.
Ele abre portas que o levam a lugar nenhum e fecha caminhos com a arrogância de quem se julga invulnerável.
Há muitos que caminham pelo mundo com uma percepção inflada de si, vestindo uma autoridade moral que não possui alicerce.
Acreditam estar construindo fortalezas, quando, na verdade, erguem castelos de areia na beira de um tempo que não perdoa a fragilidade.
É curioso notar como a vida é justa em sua ironia: enquanto um grupo caminha com pés firmes, saboreando a construção do próprio caminho, outro grupo, embriagado pela vaidade, cava a própria sepultura acreditando estar preparando o alicerce de um trono.
O tempo, esse juiz incorruptível, é quem revela o que era pedra e o que era poeira.
No fim, a máxima de Demócrito não é uma sentença, mas um lembrete de responsabilidade radical.
O destino não é o que nos espera na linha de chegada, mas a qualidade do rastro que deixamos enquanto corremos.
Seja na glória do pódio ou no silêncio da queda, a colheita será sempre fiel à semente.
Porque, de um jeito ou de outro, o homem acaba sempre encontrando-se com a própria essência no final da estrada.

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