Cresci ouvindo o nome do Padre “Manel”, pároco de Varre-Sai na década de 60. Diziam que era um homem dinâmico, de temperamento firme, por vezes bravo, mas também profundamente afável. Um sacerdote sempre cercado de coroinhas, que incentivou com fervor as associações infantis e juvenis, como a Cruzada Eucarística e as Filhas de Maria.
Quando editei meu livro As Filhas de Maria na Colônia Italiana de Varre-Sai, tive a oportunidade de conhecer melhor sua atuação por meio das Atas da Associação e de fotografias guardadas na casa de minha mãe. Ali, descobri mais sobre os ensinamentos desse padre que permaneceu por tão pouco tempo em Varre-Sai, mas deixou uma marca tão querida na memória de todos. Refiro-me ao Revmo. Pe. Manoel Henrique Ferreira Lima, filho da vizinha cidade de Natividade.
Hoje, vivi um momento muito especial. Estive com algumas senhoras que, à época do Padre “Manel”, ainda eram jovenzinhas, na casa de seu irmão Tancredo e de sua cunhada, Filomena Soares, que, por sinal, é minha prima. Estavam comigo minha irmã, Fátima Menezes, e as amigas portuguesas Sirléa, Cecília e Ana Célia, todas carregando no coração uma grande saudade do querido Padre “Manel”.
Foi um encontro repleto de conversas, sorrisos e até algumas lágrimas.
Momentos assim nos renovam e nos fazem acreditar que apesar de todas as mazelas da sociedade e de tantas pessoas desumanas, orgulhosas e intratáveis, vale a pena viver, pois ainda existe o amor, na simplicidade de um sorriso e na bênção sensível de um velho sacerdote aposentado.
![]() |
| Isabel Menezes, o Pe. Manoel Henrique Ferreira Lima e o livro "As Filhas de Maria na Colônia italiana de Varre-Sai" |







Nenhum comentário:
Postar um comentário