sábado, 20 de junho de 2020

.   Despedida do  outono
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       Joel Boechat-Cantinho 
       de devaneios e poesias
                                                    
Cãs prateadas, ocaso da
Vida.
É poético sim , mas não é
Verdade ...
Raiz, caule, folhas e flor  
E as sementes da estação
Do amor

                                                                                    
O Outono se despede hoje 
Velhas árvores centenárias
De espécies  multifárias
Deixam cair,  ao sabor dos Ventos
As folhas secas vermelhas
Douradas 
Vagens e sementes várias. 

Serviram de sustemto as
Formihas , as abelhas e as
Vespas antecedendo a flor
Para suas colônias ,  o bom Alimento , força e vigor 
E geraram os sazonados frutos de agradável sabor.

Simbolizando o outono que 
É , para mim , uma  estação
De romances de amor  

Numa simbiose divina , as
Seivas , a madeira, a resina
Folha/terra ,  Morte/vida... 
Pelo solo requerida.

Também as sementes nas
 Veias ds terra escondidas
Alguma semente perdida.

Semente querida, por que     
Precisas morrer, enterrada  
Para ganhar nova vida ?
Árvore serás também um 
Dia.
Oferece tuas sombras  ao
Lavrador suarento e tão  Cansado 
De te cuidar com cuidados
E te oferece  da poda o Carinho ...

Aos velhos , ofereces um Cajado.
E, ao canoros passarinhos, 
Os galhos para construírem seus  ninhos .
Nas forquilhas, do balançar 
O anteparo

Para fontes, rios e matas
Vergéis, densas matas e as Cascatas, a força de tuas
Raízes,  evitando  da erosão 
Os deslizes

E, o pobre homem,  coitado 
Que ostenta  cãs prateadas
Triste, as vezes angustiado 
Na incerteza que persiste...
Não sabe que a morte não Existe ,  que ainda está na Infância querida 
Que, na casa do Pai, Nova 
Guarda 
De paz, luz e esplendor 

Recordando seus   velhos Outonos 
Folhas secas de douradas
Cores , caída no chão.
Símbolos de nossos doces  amores
De toda  nossa Paixão!

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