Há mãos que moldam o barro.
E há mãos que moldam destinos.
Daniel, conhecido como Mestre Artesão de Lima, do ateliê Filhos do Barro, carrega nas palmas calejadas a memória da terra e a delicadeza do sonho. Ele parte para Brasília levando muito mais que peças de cerâmica: leva histórias, raízes e o coração palpitante da Região dos Lagos, representando Rio das Ostras e Casimiro de Abreu.
O reconhecimento chega como chega a chuva no sertão: merecido, transformador, inevitável.
Nascido em Tracunhaém, Pernambuco, berço de grandes mestres da cerâmica brasileira, Daniel veio de família humilde. Aprendeu cedo que o barro, quando respeitado, responde. E respondeu. Em suas mãos, a argila deixou de ser apenas terra para se tornar poesia moldada, joia preciosa, identidade viva.
Daniel é o barro que se fez arte.
É o barro que se fez esperança.
É o barro que encontrou forma de eternidade.
Cada obra sua carrega o sopro dos ancestrais e o silêncio concentrado de quem sabe ouvir a matéria. Não são objetos: são presenças. Não são peças: são narrativas.
Ao chegar a Brasília, Daniel não caminha sozinho. Caminham com ele os artesãos da região, os jovens e adultos que sonham, os mestres invisíveis, a cultura popular que insiste em florescer apesar das secas e dos descasos.
Que sua trajetória inspire.
Que seu barro continue falando.
Que sua arte siga abrindo caminhos.
A Região dos Lagos agradece.
A cultura brasileira celebra.

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