segunda-feira, 14 de julho de 2014


 ROBERTO ELIAS FIGUEIREDO SALIM FILHO   É O NOVO PREFEITO DE BOM JESUS DO ITABAPOANA


Paulo Sérgio do Carmo Cyrillo, vice, e Roberto Elias Figueiredo Salim Filho, prefeito


Tomaram posse, no dia 10 de julho, na Câmara Municipal, Roberto Elias Figueiredo Salim Filho, como prefeito, e Paulo Sérgio do Canto Cyrillo, como vice.

 Roberto Elias Figueiredo Salim Filho, conhecido como Tatu, é bisneto do prefeito Gauthier Figueiredo, morto em acidente aéreo em 1960. 


Roberto Elias Figueiredo Salim Filho e sua mãe Simone Borges (E) e  Paulo Sérgio da Carmo Cyrillo e sua mãe Alba Lívia


Luciano de Souza Nunes, presidente da Câmara Municipal, que assumiu o cargo de prefeito interinamente no dia 08, deu posse ao novo prefeito.

A diplomação ocorreu, momentos antes, no Fórum da Comarca. 


Promotora de Justiça Olívia Motta Venâncio e a magistrada Fabíola Costalonga comandaram a solenidade de diplomação dos empossados


Branca Motta foi cassada por ter usado ilicitamente a máquina pública, promovendo o calçamento de ruas e realizando terraplanagem em estrada na véspera das eleições de 2012. O TRE condenou-a, ainda, à inelegibilidade por 8 (oito) anos.



Fotos de André Luiz de Oliveira


O NOVO SECRETARIADO


O órgão oficial do município, "O Bonjesuense", publicou, com data de 10 de julho, a relação dos novos cargos comissionados, com exceção dos Secretários de Ação Social e de Esportes. São eles:

Chefe de Gabinete: Nacif de Souza Reis

Secretário de Administração: Ricardo Teixeira da Fonseca

Secretário Municipal da Fazenda: Samuel Caldeira Xavier

Secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura: Raul Travassos do Carmo

Secretário de Saúde: Alcemar Antônio Lopes de Matos

Secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos: Paulo Sérgio do Canto Cyrillo

Secretário de Agricultura e Meio Ambiente:
José Fontes de Oliveira

Secretária de Educação:
Jaqueline Borges Coutinho de Rezende Jacomini

Presidente do SAAE: José Antônio de Almeida Rangel

Administração Distrital:

De Calheiros: Magno Campos de Oliveira
De Rosal: Helder de Souza Coelho
De Carabuçu: José Renato de Rezende
De Pirapetinga de Bom Jesus: Adilson Freitas Furtado
De Serrinha: Manoel José dos Santos
 

domingo, 13 de julho de 2014

PROGRAMAÇÃO DO 5o. CIRCUITO CULTURAL ARTE ENTRE POVOS





Entre os dias 7 de 10 de agosto, Bom Jesus do Itabapoana será. mais uma vez, a capital fluminense da cultura latino-americana. O evento contará com a participação de representantes de Cuba, Peru, Chile e Colômbia. Confira a programação abaixo.







7 de agosto (quinta-feira)

20h. Abertura do 5º. Circuito Cultural Arte Entre Povos, no ECLB, com:

                  
*         Exposição “Registos dos Santos”, com oratórios populares e contemporâneos e Exposição “Artesanato Popular”, de Adilson Figueiredo,  artista plástico, historiador e restaurador-conservador do Laboratório de Conservação e Restauro vinculado à Superintendência Estadual de Museus da Secretaria Estadual de Cultura

*         5ª. Feira de Livros
*         Exposição de Cerâmica da Usina Santa Maria
*         Exposição de Brinquedos Antigos, organizada por João Bôsco Figueiredo Côgo
     
        *  Lançamento do CD “CANÇÕES PARA LEMBRAR     ROSAL”, vol. 1, da Coleção Músicas Bonjesuenses






* Abertura da 9a. Exposição de Obras de Arte, no salão do Big Hotel

8 de agosto (sexta-feira)

9h. Oficina Literária para os Novos Poetas, no ECLB, com Adriano Moura
   
13h. Oficinas no IFF (Instituto Federal Fluminense):



   * Artes Plásticas, com o artista plástico cubano Francisco Rivero

Francisco Rivero (Cuba)

    
   *  Cinema/Documentário, com Phillip Johnston

    * Fotografia, com Cimar Pinheiro
      
14h. Mesa-Redonda, no ECLB: "Não há hoje sem ontem: a cultura e os 50 anos do golpe militar". Mediador: Pedro Salim

20h. Lançamento do livro “Flores do Perdão”, de Onofre Nunes da Silva, 3º. volume da Coleção Literatura Bonjesuense








20h30min. Homenagem aos 90 anos da pianista Dona Nina Mello e do violonista Amílcar Gonçalves. Apresentação do Grupo Amantes da Arte, pianistas e outros artistas






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9 de agosto (sábado)


9h. Visita de parentes de Roberto, Badger e José Teixeira Silveira ao ECLB, onde estará exposta a Galeria Histórica do Colégio Rio Branco, da qual os irmãos fazem parte como ex-alunos que se destacaram e são exemplo às novas gerações.
 
9h30min. Apresentação, no ECLB, da pianista bonjesuense Ana Luísa Xavier, seguida de “Piano Livre” 

10h30min. Oferenda floral no busto do Governador Roberto Silveira, na Praça Governador Portela





11h. Visita ao casarão centenário que pertenceu aos pais do poeta bonjesuense Elcio Xavier, e onde está instalada a loja de artesanato “Ô de Casa!”, na av. Tenente José Teixeira, no. 816

13h. Inauguração do Museu da Cerâmica, nas dependências da Cerâmica Bom Jesus, localizada na av. Tenente José Teixeira, no. 791, seguida de Oficina de Cerâmica





14h. Oficina, no ECLB:

* Segunda edição da oficina sobre Cinema/Documentário, com a diretora peruana Rocío Salazar e Phillip Johnston.

Rocio Salazar (Peru)


      -  Oficinas no Sítio Rio Preto, em Calheiros:

*Contação de Histórias, com Maria Elvira Tavares Costa

*Desenho, com Rudson Costa

 

16h. Lançamento do livro infantil “A Boneca Sapequinha”, de Rita de Cássia Côgo




17h. Apresentação da peça “Chapeuzinho Vermelho”, com a Cia. de Teatro América Latina


19h. Palestra: “A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL  EM BOM JESUS DO ITABAPOANA”, com Adilson Figueiredo que, após, apresentará "CONVENTO SÃO BOA VENTURA DE MACACU E RESGATE DE SEU ESPLENDOR, sua dissertação de especialização em História das Artes Sacras na Pós-Graduação na Faculdade Mosteiro de São Bento/RJ.

21h. Apresentação do Trio Latino-Americano




Aline Gonçalves (Brasil)



Jose Robinson Enciso Valencia (Colômbia)



Luís Barrueto Astudillo (Chile)



Dia 10 de agosto (domingo)

 2o. PASSEIO CULTURAL DE BOM JESUS DO ITABAPOANA



8h. Inauguração do Museu do Show, em Mutum




9h. Visita à casa onde residiram Antônio Ignácio da Silveira e Maria Borges da Silveira, avós paternos de Roberto e Badger Silveira, em Quebrados. Antonio Ignácio teve atuação relevante na 1a. emancipação de Bom Jesus do Itabapoana, ocorrida no dia 25 de dezembro de 1890. Foi nomeado o 1o. fiscal do 1o. distrito, em 1891, e eleito Juiz de Paz em 1906. O avô materno dos governadores, Joaquim Teixeira de Siqueira, por sua vez, participou do 1o. Conselho de Intendência, equivalente à Câmara dos Vereadores, após a 1a. emancipação






10h. Visita ao Museu da Imagem e a casarões do século XIX, no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus 






11h30min. Visita à Usina Franco Amaral, sonho do governador Roberto Silveira



12h30min. Almoço no Bar do Edésio, situado após a Usina Franco Amaral

14h. Lançamento da Pedra Fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira. 1a. Cavalgada Governadores Roberto e Badger Silveira









15h 30min. Visita aos dois museus de Calheiros: da ASDRUC (Associação de Desenvolvimento Rural e Urbano de Calheiros) e da Família Decimoni








16h. Visita à Usina de Rosal, realização parcial de outro sonho de Roberto Silveira
18h. Confraternização na Praça de Rosal
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OBS: Inscrições para as oficinas pelo e-mail circuito.cultural@yahoo.com.br e tel.: 022-3831-1056

sábado, 12 de julho de 2014



CD  CANÇÕES PARA LEMBRAR ROSAL SERÁ LANÇADO EM AGOSTO





Será lançado no dia 7 de agosto, às 20h, no ELCB (Espaço Cultural Luciano Bastos), por ocasião da abertura do 5o. Circuito Cultural Arte Entre Povos, o primeiro volume da Coleção Músicas Bonjesuenses, intitulado CANÇÕES PARA LEMBRAR ROSAL, produzido pela Editora O NORTE FLUMINENSE.


Sandra Nunes



De Paula


Guth Mello

Compõem o CD canções tradicionais de Rosal  que são interpretadas pelos rosalenses Sandra Nunes, De Paula e Guth Mello.

Acompanha o disco compacto um álbum com as letras das músicas e fotografias de Rosal tiradas por Daniella Gonçalves de Moraes.  De acordo com Sandra Nunes, "esta é a realização de um sonho de oito anos".



Guth Mello, Sandra Nunes, De Paula, e a equipe de apoio integrada por Daniella Gonçalves, André Luiz de Oliveira e Gino Martins Borges Bastos


Por outro lado, será lançado no dia 8 de agosto, às 20h, também no ECLB, o 3o. volume da Coleção Literatura Bonjesuense, igualmente editado pela Editora O NORTE FLUMINENSE. 

Trata-se do segundo livro de poesias de Onofre Nunes da Silva, com prefácio de Maria Margarete Salvate Brasil que, em relação à obra, assinalou:  "As palavras bem escolhidas dão vida aos belos versos que compõem as perfeitas estrofes de cada soneto. Tudo preparado para encantar as mentes que se permitem contemplar belos textos, cujas vozes nos transportam para mundos nunca visitados, talvez porque nunca nos foi apresentado com tamanha sapiência".











sexta-feira, 11 de julho de 2014

A AFILHADA DE BOANERGES BORGES SILVEIRA E BILUCA



A AFILHADA DE BOANERGES BORGES DA SILVEIRA E MARIA DO CARMO SILVEIRA, A BILUCA

Biluca e Luiza Abreu dos Santos, esposa de Manoel Araújo dos Santos, o Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira


                           
Leonídia Abreu dos Santos Silva, 61 anos, filha de Manoel Araújo dos Santos, o Neneco e Luíza Abreu dos Santos, é afilhada de Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Silveira, a Biluca. Segue seu depoimento:


 "Lembro-me sempre do Padrinho Boanerges e da Madrinha Biluca.


Boanerges Borges da Silveira. Foto de 1933, de A Voz do Povo
 
Recordo-me que mamãe me trazia para vê-los, na casa localizada na Praça Governador Portela. Eles tinham um funcionário chamado Zezinho. Ele era baixinho. Quando chegávamos, padrinho Boanerges mandava o Zezinho comprar balas para mim. Eu tinha cerca de 8 anos. As balas vinham em sacola de papel. Eles sempre tinham um presente para mim. Biluca sempre dava um tecido para que minha mãe fizesse uma roupa para mim,. Minha mãe era costureira.

A primeira boneca que recebi foi dada por Biluca. O corpo dela era de pano. A cabeça, as pernas e os braços eram de louça. Foi uma imensa alegria quando, em uma dessas visitas, eu ganhei a boneca.



Leonídia e a boneca de pano que ganhou da madrinha Biluca

            

No Sítio Rio Preto havia uma bica de água, com um poço, nos fundos. Ao redor, havia plantação de inhame rosa. Recordo-me que Roberto Silveira chegava, pegava uma folha do inhame, dobrava e fazia um copo. Em seguida, bebia a água neste copo de folha de inhame. Eu sempre achava isso interessante.

Minha madrinha gostava muito de minha mãe. Minha mãe fazia café, comida e atendia todas as pessoas. Tinha muito paciência. Foi o braço direito de Neneco. Se minha mãe soubesse que havia uma pessoa doente, ela atuava insistentemente junto com Neneco para resolver o problema da pessoa. Ela faleceu de leucemia com 46 anos de idade.

Lá em casa fazia-se título de eleitor. Havia uma máquina grande para fazer as fotos das pessoas e, em seguida, confeccionavam os títulos. A máquina ficava no terreiro, na frente da casa. As pessoas faziam fila. Vinha gente do Cachoeirão e de Calheiros. Meu pai organizava tudo.
Eu achava muito curioso isso. A música da campanha eleitoral de Roberto Silveira tinha o seguinte refrão: 


 Tá tá tá tá na cabeceira
Neneco, Tito
E Roberto da Silveira


Todo ano, na época do Dia das Crianças, Roberto Silveira mandava, para meu pai, brinquedos que cabiam em um caminhão. Os brinquedos eram depositados num quarto de nossa casa e, depois, distribuídos para as crianças da região.

Tudo era só coisa boa. Corte de tecido para dar às mulheres e muito brinquedo, bonecas, carrinhos e brinquedos de soprar para fazer bolha.  Na época, na roça, só havia carrinho de sabugo e boneca de espiga de milho, cujas roupas eram feitas por nós. Quando os brinquedos de Roberto Silveira chegavam, todos ficavam malucos.


Nenhum brinquedo era dado aos filhos antes de serem distribuídos às crianças da região.

Recordo que, certa vez, sobrou para mim um palhacinho lindo, vermelhinho com bolinhas brancas. Depois, meu pai descobriu uma criança que não tinha recebido nenhum brinquedo. Meu pai pegou o palhacinho e deu para a menina. Chorei muito".





Leonídia Abreu dos Santos Silva















AS HISTÓRIAS DE JOÃOZINHO BORGES

Joãozinho Borges foi entrevistado por Gino Martins Borges Bastos, na Panificadora Família Borges

João Baptista Ferreira Borges, conhecido como Joãozinho Borges, é filho de José de Oliveira Borges, o Zezé Borges, o primeiro prefeito de Bom Jesus do Itabapoana por ocasião de sua segunda emancipação, ocorrida no dia 1o. de janeiro de 1939. No interior da Panificadora Borges, durante um café da manhã, ele relatou histórias ao O Norte Fluminense. 


O PRÉDIO ONDE FUNCIONOU O PAÇO MUNICIPAL


"O prédio onde está localizado atualmente o Big Hotel,  funcionou como Paço Municipal por ocasião da 2a. emancipação de Bom Jesus do Itabapoana. Ele pertencia a João José de Figueiredo, conhecido como Sinhozinho Teixeira. Por herança, o imóvel passou a ser propriedade de Luiz Teixeira Mello que, ao final, vendeu por cinquenta mil para Almenara Sueth.

O Big Hotel, por sua vez, pertenceu a Nazir Tardin, minha cunhada. Depois, ela passou-o a sua mãe, Eurídice Tardin. Em seguida, Eurídice vendeu o o hotel para Pedro Teixeira de Siqueira, filho do Sinhozinho Teixeira, que, por fim, vendeu-o a Almenara Sueth".



A OPOSIÇÃO DE OSÓRIO CARNEIRO A ZEZÉ BORGES
 

"Meu pai, Zezé Borges, foi prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, de 1939 a 1946. 

 Desde que tomou posse, contudo, teve a oposição sistemática de Osório Carneiro, através do jornal A VOZ DO POVO. 

Como o meu pai sempre respondia a todas as acusações, o jornal passou a ser bastante vendido, o que estimulou a continuidade da oposição. 

No ano de 1944, se não me engano, quando meu pai foi a Niterói, leu uma matéria do jornal falando mal dele. Assim que retornou da viagem e desceu da Estação de Trem em Bom Jesus do Norte, fez um discurso na porta da própria Estação contestando o artigo e atacando Osório Carneiro.

Eles fizeram as pazes por volta de 1945".



DONA CARMITA


"Dona Carmita, a professora de  História e severa diretora do Colégio Rio Branco, recebeu um aviso, certa vez, de que alguns alunos que ficavam no fundo da  sala de aula, além de não prestarem atenção, ficavam jogando "purrinha". Dona Carmita passou a vigiar os alunos. Quando observou que dois deles ficaram com as mãos fechadas sobre as carteiras, ela  dirigiu-se aos alunos e determinou que ambos abrissem as mãos. Ela estava convicta de que iria provar que eles estavam jogando e, assim, iria puni-los. Quando os alunos abriram as mãos, contudo, as mesmas estavam vazias, pois estavam de lona. Assim, não ficou caracterizado que eles estavam jogando 'purrinha' ".


TIÉRIS PEDROSA

"Tiéris Pedrosa possuía uma venda de secos e molhados combinada com bar. Quando aparecia um cliente pedindo uma pinga, ele sempre dizia: 'Uma dose para o freguês e uma dose para o Tiéris!'

 
Certa vez, na maçonaria, resolveram fazer uma brincadeira com Tiéris Pedrosa, que era maçom. Colocaram líquidos diferentes em quatro copos para que Tiéris identificasse a marca da cachaça. Tiéris provou a primeira e disse: - Matinha! Provou a segunda e assegurou: - Socrina! Ao provar a terceira, contudo, admitiu: - Não conheço! Depois foram constatar que se tratava de água.


Outro fato ocorrido com Tiéris, sucedeu quando papai foi nomeado prefeito de Bom Jesus do Itabapoana. Muita gente foi à nossa casa cumprimentá-lo. Uma dessas pessoas foi a dona Maricas, que disse à mamãe: - A sra., agora, é a 1a. Dama de Bom Jesus. Nisso, Tiéris Pedrosa interveio e falou: - Não, ela não é a 1a. Dama. Ela sempre foi a 1a. Dama!"



LÉ E O POSTE


"Lé era descendente de libaneses e costumava estacionar o táxi perto de um poste de luz, na Praça Governador Portela. Quando meu pai era prefeito, Lé pediu a ele que, quando morresse, pusesse o poste ao lado de sua sepultura. Quando Lé morreu, meu pai atendeu seu pedido. Aproveitou  a reforma da iluminação que estava sendo feita na Praça e colocou o poste ao lado de sua sepultura".


 



quarta-feira, 9 de julho de 2014


NENECO, O AMIGO DE INFÂNCIA DE ROBERTO E BADGER SILVEIRA


Neneco (Acervo de José Alves Moreira)


Manoel Araújo dos Santos, o Neneco, foi amigo Roberto e Badger Silveira, desde a infância. Do casamento com Luisa Abreu dos Santos, teve os seguintes filhos: Sônia, Ciléa, Benedito, Leonídia, Juarez, Marilene e José Abreu. Após a viuvez, Neneco casou-se com Georgina de Oliveira Santos, com quem teve uma filha: Cíntia Oliveira Nunes.


Neneco estudou, quando criança, com a professora Olga Ebendinger, na escola de Barra do Pirapetinga, onde atualmente funciona a escola estadual Francisco Borges Sobrinho, juntamente com Roberto, Badger e o médico/poeta dr. Ayrthon Borges Seródio. Foi eleito vereador por Calheiros com apoio de Roberto Silveira.






O livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha, menciona Neneco em duas passagens:




1a. passagem:
 


"A mascote das festas era um cabrito que escapou da panela. Criado e adestrado por Roberto, o esperto Cabo Verde, a uma ordem do dono, se aprumava e marchava de sela e freio com o mesmo garbo dos cavalos de quartel. Roberto saía cedo pela estradinha sinuosa, acompanhado do amigo Manuel Araújo dos Santos, o mulato Neneco, filho do compadre e vizinho Benedito" (ressaltado/p. 80)



2a. Passagem:

"Por trás da sede do sítio, o caminho alto leva à Serônia da disputa sangrenta entre os clãs dos Severos e dos Jacós. No sentido inverso, indo pela estradinha tortuosa, a casa de Neneco, que ia para a escolinha de dona Olga a pé, seguindo o amigo Roberto.

A pedra, da qual Roberto um dia acreditara ter sido gerado, continua ali, uns cinquenta metros adiante, perto do marco que separa os dois sítios" (ressaltado, último parágrafo do livro, p.451)




Neneco (E) e um amigo, na Usina Franco Amaral. Foto de 1988 (acervo de Georgina de Oliveira Santos)




Carteira de Trabalho de Neneco (Acervo de Georgina de Oliveira Santos)


Neneco e os filhos Juarez, Leonídia, Benedito, José Abreu, Cileia, Cíntia, Marilene e Sônia. Foto de 2001

Eis o depoimento de Georgina de Oliveira Santos: "A amizade entre Neneco e Roberto e Badger Silveira permaneceu desde a infância até o fim de suas vidas. Neneco sempre que ia ao Palácio do Ingá, era acolhido por Roberto Silveira. Ele entrava e saía pela porta da frente. Além disso, sempre que Roberto Silveira vinha ao Sítio Rio Preto, ele costumava almoçar com Neneco. Era uma amizade muito bonitaEu devo tudo a Roberto Silveira. Foi ele quem conseguiu um emprego no DER para Neneco. Hoje, eu sobrevivo graças à pensão deixada por meu marido".


Mesa onde o governador Roberto Silveira costumava almoçar, quando visitava seu amigo Neneco 



 O ÚLTIMO ENCONTRO ENTRE BADGER SILVEIRA E O AMIGO NENECO


Em relação ao último encontro entre Badger e Neneco, Georgina conta: "recordo-me do dia em que  Badger Silveira apareceu no sítio, acompanhado de vários jornalistas. Neneco, embora com problemas de saúde, reconheceu imediatamente a voz de Badger que colocou-o de pé, na sala, para tirarem fotos. Em seguida, sentados na poltrona, com o diploma de vereador de Neneco  na parede, obtido na época de Roberto Silveira, se abraçaram e Neneco chorou por muito tempo".



Georgina de Oliveira Santos e, na parede, o diploma de vereador de Manoel de Araújo Santos, o Neneco. Nesta poltrona Neneco e Badger se abraçaram: " Neneco chorou muito ..."






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