segunda-feira, 22 de junho de 2026

Cabo Verde: o Cabrito de Roberto Silveira

 O Cabrito que Escapou da Panela e Entrou para a História

Do livro A Pedra e o Fogo, de José Sérgio Rocha 


Segundo o livro A Pedra e o Fogo, de José Sérgio Rocha, sobre a vida de Roberto Silveira, a Fazenda São Tomé, localizada em Calheiros, distrito de Bom Jesus do Itabapoana e pertencente a Boanerges Borges da Silveira, tinha uma mascote bastante peculiar. O animal era um cabrito chamado Cabo Verde, que, segundo a tradição familiar, escapou de virar alimento e passou a integrar as festividades realizadas na propriedade.

Pai dos ex-governadores Roberto Silveira e Badger Silveira, do deputado federal Zequinha Silveira e de Dinah e Maria da Penha Silveira, Boanerges viu o cabrito tornar-se uma atração graças aos cuidados de Roberto. Adestrado pelo futuro governador, Cabo Verde respondia a comandos, aprumava-se e marchava usando sela e freio, reproduzindo com surpreendente elegância os movimentos dos cavalos de quartel.

A obra também registra momentos da juventude de Roberto Silveira, que costumava percorrer as estradas da região acompanhado do amigo Manuel Araújo dos Santos, conhecido como Neneco, filho do compadre e vizinho Benedito.

Segue a passagem do livro:

"A mascote das festas era um cabrito que escapou da panela. Criado e adestrado por Roberto, o esperto Cabo Verde, a uma ordem do dono, se aprumava e marchava de sela e freio com o mesmo garbo dos cavalos de quartel. Roberto saía cedo pela estradinha sinuosa, acompanhado do amigo Manuel Araújo dos Santos, o mulato Neneco, filho do compadre e vizinho Benedito" (p. 80)

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