terça-feira, 9 de novembro de 2021

Sarau inédito marca a história de Bom Jesus

 


Nesta 5a. feira, às 19h, ocorrerá um sarau histórico em Bom Jesus do Itabapoana, no Espaço Cultural Cafézin/ Escola de Arte Adilson Figueiredo.

Na oportunidade, ocorrerá a exibição do documentário "O vento lá fora", com Maria Bethânia, sobre as poesias de Fernando Pessoa e seus heterônimos, remetendo às origens portuguesas de nosso município.

No dia 18, novo sarau acontecerá com a exibição do filme "Mensagem", com poemas musicados de Fernando Pessoa.

Adilson Figueiredo e sua gerente cultural Martha Salim, incorporam, portanto, ao sarau, um importante resgate de nossa história.

A entrada custará R$ 15,00 com direito a buffet, e colaborará com a manutenção da entidade.

A participação neste sarau deve ser confirmada até esta quarta-feira, pelo celular 022-998860170.






A mensagem de Rogério Xavier: vamos preservar Bom Jesus do Itabapoana


 Olá 👋 pessoa amiga e do bem. 


"Eterno Legado = Preservar"


Feliz não é aquele que tem muito, e sim aquele que valoriza tudo que tem!


Nunca perca a sua simplicidade... Talvez seja ela que te diferencia de tantos outros. 


"Triste é o homem que não preserva suas riquezas"


Meu apelo:

Bonjesuenses, vamos dar as mãos doando nosso hoje à preservação total de Bom Jesus do Itabapoana - RJ.


✍ Roger LX

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Oficina de Educação Patrimonial: conhecendo e cuidando de Bom Jesus


 

Evento inédito de ciclismo em Bom Jesus, une Federações do RJ e ES


O Instituto Rio Life, localizado na Fazenda Itaguaçu, distrito de Calheiros, estará organizando, entre os dias 10 e 12 de dezembro, o inédito Encontro Interestadual de Ciclismo "Circuito da Fé".

Pela primeira vez, as Federações do Rio de Janeiro e Espírito Santo estarão participando desse evento único.

O Instituto está, assim, mostrando, na prática, o resultado de investimentos realizados durante anos: obter o desenvolvimento econômico da região, aliado à preservação da natureza.

O nome "Circuito da Fé" se deve a um fato ocorrido no século XIX, envolvendo a Cachoeira da Fumaça, localizada na Fazenda Itaguaçu. O Padre João Mendes Ribeiro, de Calheiros, era negro e os senhores eram revoltados em relação a isso. Certa vez, o Padre foi levado e colocado em um bote, e jogado nas águas do rio Itabapoana, para que caísse na cachoeira e morresse. O pároco teria, então, com tranquilidade, sentado, e passado a ler o livro de orações que trazia consigo. Milagrosamente, então, o bote acabou retornando ao ponto de partida, o que fez com que a comunidade o visse como santo.




domingo, 7 de novembro de 2021

Equipe Cinematográfica entrevista o Desembargador Antônio Izaías da Costa Abreu

 

Equipe Cinematográfica entrevistou, no dia 05/11/2021, o Desembargador Antônio Izaías da Costa Abreu, sobre a morte de Koeler, fundador da colônia de Petrópolis que morreu em 21 de novembro de 1847, assassinado acidentalmente. 

Segundo o Desembargador Antônio Izaías, "o autor do evento danoso só foi desvendado quase século e meio após por mim desvendado. Este feito é de investigação penal retrospectiva a qual ensejou a edição da obra editada pelo Centro Cultura de Petrópolis, cujo título se transcreve: “A MORTE DE KOELER A TRAGÉDIA QUE ABALOU PETRÓPOLIS”, edição 1996".

Parabenizamos o ilustre conterrâneo por mais este  reconhecimento de sua grande obra.







A mensagem de Rogério Loureiro Xavier: Elcio Xavier, o Poeta, e Samuel Xavier, o Músico!


 Olá 👋 pessoa amiga e do bem. 


Homenagem Especial 


Os "XAVIER" Pai Élcio Poeta e Tio Samuel Músico, eternos irmãos e amigos que em seus pequenos grandes mundos sempre honraram Bom Jesus do Itabapoana RJ. 


"Pequenos gestos, grandes atitudes."


✍ Roger LX

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

5 de novembro: Dr José Vieira Seródio completaria 115 anos

Dr José Vieira Seródio




No dia 05 de novembro de 1906, nasceu o médico humanista Dr. José Vieira Seródio, no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus.

A seguir, transcrevemos matéria realizada com Dona Maria Aparecida Dutra, filha do historiador Antônio Dutra e neta de Pedro Gonçalves da Silva, conhecido como Cel. Pedroca, o primeiro prefeito de Bom Jesus por ocasião de nossa primeira emancipação, ocorrida em 25/12/1890.


Maria Apparecida Dutra, filha do historiador Antônio Dutra


Entre os médicos que frequentavam a famosa Farmácia Normal, estabelecida por seu avô, local de encontro dos intelectuais bonjesuenses, dona Maria Apparecida se recorda em especial de José Vieira Seródio: "era um sacerdote da medicina, possuía vocação e atendia as pessoas indistintamente, com competência e dedicação".

Padre Mello escreveu, em 1940, um poemeto intitulado "O Charlatão", dedicado aos médicos, e é possível que ele tenha se inspirado no referido esculápio para idealizar a personagem João. Disse o autor, em sua apresentação: "O protagonista do poema é o Doutor João que apresento como exemplar já no desempenho de sua missão de médico, já em suas relações sociais" (in Obras Selecionadas de Padre Mello, Editora O Norte Fluminense).

A seguir, transcrevemos, também, precioso artigo de Antônio Dutra, sobre a História da Medicina em Bom Jesus do Itabapoana.




A MEDICINA BONJESUENSE


Antônio Dutra


Talvez por gozar sua população de muita saúde, Bom Jesus, que hoje ostenta magnífica plêiade de esculápios, nos fins do século passado e princípios do atual esteve muitos anos sem nenhum médico residente, enquanto todos os lugares vizinhos como Calçado, Itaperuna, São Pedro, Mimoso e outros, contavam sempre com um e às vezes mais. Por pequenez ou pobreza da população não seria, pois nossos vizinhos deviam sofrer do mesmo mal e Bom Jesus em 1878 tinha uma população de 4 mil almas, com cento e muitos fazendeiros, 64 casas, 6 sobrados e várias casas comerciais e exportava grande quantidade de produtos para o porto de Limeira.
Quando iniciei meu aprendizado de farmácia em 1911, a clínica era aqui exercida pelos farmacêuticos Pedro Gonçalves da Silva, formado pela Faculdade Imperial de Medicina, e Joaquim Lopes Moreira, prático licenciado. Só raríssimas vezes chamava-se médico dos lugares vizinhos para ver algum doente, mesmo assim isto não passava de um ou dois por ano. Os que e lembro ter vindo aqui algumas vezes foram o Dr. Veloso, de São Pedro, Dr. Coelho dos Santos, de Mimoso, Dr. José Dias Moreira, de Calçado, Dr. Senra, de Itaperuna e Dr. Sobral, de Campos. O primeiro médico de que tenho noticia ter residido em Bom Jesus foi o Dr. Antônio Terra Pereira, que vem mencionado o tal e como um dos 9 eleitores com que contava a freguesia do Senhor Bom Jesus do itabapoana, município de Campos, no "Almanaque Laemert", de 1878. 

O segundo cuja lembrança ainda era bem viva, foi o Dr. Leônidas Peixoto de Abreu Lima, que provavelmente veio para cá em 1880, quando convidou ao Coronel Pedroca, seu amigo, então recém-formado, para aqui se estabelecer com farmácia. Viu bom médico e grande político, foi eleito deputado em 1892 e deve ter se transferido para Niterói onde faleceu em 1903, Conservo dele uma receita datada de Bom Jesus, 7 de outubro de 1888, que reproduzo aqui por ser curiosa:

"Sra. Maria Justina do Amor Sagrado, para sua filha Ismênia.
Infusão de tília - 150 gramas..."

Em 1906 instalou consultório neste arraial o Dr. Jovial Rezende, um dos colaboradores do jornal "Itabapoana", de Sylvio Fontoura e em 1907 transferiu-se para o Estado de Minas, eu o conheci bem mais tarde no Rio como sócio de uma drogaria. Em 1914, veio o Dr. Francisco Portela Santos que foi, se não falha a memória, o primeiro presidente do "Ordem e Progresso F.C." e que também não permaneceu por muito tempo.

Somente a partir de 1915, tivemos sempre médicos residentes. Nesse ano instalou aqui seu consultório o Dr. Jeronymo Tavares, ótimo médico, culto, inteligente e também político militante, foi deputado estadual no Governo Sodré e chefiou a política do município de Itaperuna até sua morte em de 1924, prestando assinalados serviços. 

Em 1917 veio o Dr. Carlos de Abreu Lima, pernambucano, bom médico, bom cirurgião, fez boa clinica, foi médico assistente de Chico Teixeira e quando este faleceu, transferiu-se para o Rio de Janeiro. O ano de 1918 marcou também a vinda do Dr. Columbino Teixeira, que podemos assim dizer, popularizou o médico entre nós. Antes de ele chegar, a figura desse profissional era uma espécie de tabu, do qual o nosso roceiro tinha medo.
Com sua simplicidade e seu espírito folgazão, conquistou grande clientela e aqui permaneceu até sua morte, prestando importantes serviços à nossa população em todos os setores em que militou. Em 1924, chegaram os Dr. Agenor de Barros e Francisco Tosta Melo, ambos muito populares e humanitários, que aqui permaneceram bastante tempo. Em 1925, veio o Dr. Abelardo Vasconcelos, ainda muito moço, mas bom médico e portador de considerável cultura, estudioso, prosador fluente, bom conhecedor da língua portuguesa, mas cuidadoso em demasia no seu uso, o que tornava sua prosa quase impecável. Foi também Inspetor Federal do Colégio Rio Branco, a que prestou relevantes serviços, tendo sido mais tarde transferido para Campos, onde passou a residir e clinicar. Foi, no ano seguinte, eleito membro efetivo da Academia Campista de Letras, com o voto de Sylvio Fontoura, que muito o admirava, Em 1925, vieram também o Dr. José de Oliveira Cunha que aqui ficou até 1928, militando também no jornalismo ao lado do Padre Mello, como redator do jornal "O Norte"; o Mário Vilhena, da Fundação Rokfeller e Dr. Arthur José de Bastos que pouco permaneceu entre nós. Em 1926, estiveram aqui, com pouca permanência, os Drs. Gastão Pereira da Silva, notável escritor da atualidade e Aloísio Pinto da Luz, transferido logo depois para Calçado. 

Este Dr. Aloísio era filho do então Ministro da Marinha, mas miolo tempo até os filhos de ministros que se formavam médicos eram obrigados a vir para o interior cavar a vida.


Foi ainda em 1926, que concluiu seu curso de medicina e instalou seu consultório em Bom Jesus o Dr. César Ferolla. Este pregou bons serviços à nossa população como médico, muito popular e caridoso, e também como político. Foi deputado estadual à Assembléia Constituinte de 1934 e muito se bateu em prol da restauração de nosso município. Como médico, o Dr. César Ferolla dava preferência especial ao tratamento de crianças e embora não se dedicasse exclusivamente à pediatria, publicou um livro com o título de "Pela felicidade dos filhos". 

Em 1928, tivemos aqui o Dr. Domingos Azevedo, profissional já idoso, que ficou pouco tempo em Bom Jesus e, em 1932, aqui chegou um médico ainda moço que se tornou muito popular, pois além de bom clínico, era grande amigo dos agricultores.

 
Até adquiriu uma propriedade agrícola que visitava com frequência. Estou me referindo ao Dr. Dirceu Cabral Henriques que permaneceu entre nós por mais de 5 lustros, prestando ótimos serviços, sobretudo na direção de nosso Hospital e do Centro Pró-Melhoramentos de Bom Jesus. 

O ano de 1933 marcou um dos mais auspicioso acontecimento na crônica médica de Bom Jesus: instalou aqui o seu consultório o Dr. José Vieira Seródio, médico humanitaríssimo, fazendeiro, Subprefeito, vereador, deputado estadual, chefe do nosso Posto de Saúde e do Hospital São Vicente de Paulo. E qualquer setor que tenha militado, dispenso-me de descreve seus méritos, tão evidentes e conhecidos são eles e transcendo o período que me propus a tratar. 

Nos últimos anos de nosso arraial ainda vieram nos tratar seu concurso os Drs. Ademar Hooper Pinto, Evandro Pintos Domingues, Onofre Pereira de Mendonça, Dirceu Bauer, todos com pouca permanência, e Dr. Sebastião Diniz Freitas, este ilustre e humanitário clínico que por felicidade aqui permaneceu prestando à nossa população inestimáveis serviços. Fica aqui um resumo da medicina em Bom Jesus até a restauração do Município. A partir de então nosso corpo médico vem crescendo sempre, em quantidade e qualidade, até chegarmos a esta magnífica equipe composta dos ilustres Drs. José Vieira Seródio, Sebastião Diniz Freitas, Waldir Nunes da Silva, Edu Baptista, César da Costa Abelha, Ruy Pimentel Marques, Ayrton Borges Seródio, Ary Lima de Moraes, Lourival Costa, José Áreas e Francisco Oliveira, digna e invejada mesmo pelos centros maiores. A partir da restauração do Município de Bom Jesus, quem quiser conhecer a sua história tem à disposição as coleções dos jornais "A Voz do Povo" e o "Norte Fluminense", enquanto o período anterior, como já tive a oportunidade de dizer, precisa merecer mais atenção de nossa parte, pois do contrário, dentro de pouco tempo ninguém mais existirá que possa ter conhecimento.