sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Bodas de Ouro de Quinca Bento e Antônia Leopoldina Glória

 


Em 1950, o Cel. Quinca Bento e sua esposa Antônia Leopoldina Glória comemoraram as Bodas de Ouro, em Arraial Novo, distrito de Calheiros.

Joaquim Rodrigues Souza Campos (Cel. Quinca Bento) nasceu em 12 de junho de 1882, em Santa Clara, município de Porciúncula RJ. Faleceu em 18 de agosto de 1970.


Veio morar na localidade de Arraial Novo, em Calheiros, 2ºdistrito de Bom Jesus do Itabapoana, aos 18 anos, onde constituiu sua família e teve 7 filhos, sendo um adotivo. Ali conquistou sua fazenda, onde produzia café e criava gado, fazenda esta onde vivem seus filhos, netos bisnetos e tataranetos até os dias de hoje.
Calheiros, 2ºdistrito de Bom Jesus do Itabapoana, aos 18 anos, onde constituiu sua família e teve 7 filhos, sendo um adotivo. Ali conquistou sua fazenda, onde produzia café e criava gado, fazenda esta onde vivem seus filhos, netos bisnetos e tataranetos até os dias de hoje.

Sendo este homem um dos primeiros desbravadores da região, construiu a primeira escola, a padaria, a igreja Católica, o cemitério, o campo de futebol e promoveu a abertura da primeira estrada de Calheiros a Arraial Novo.

Cel. Quinca Bento sempre prestou apoio de emergência à saúde dos moradores, realizando enfaixamento de fraturas em pernas e braços, com recursos artesanais, num tempo em que inexistia o imediato acesso à saúde.

Por ser muito respeitado, era sempre solicitado para ser o mediador na resolução de problemas na região. Intercedia, assim, em conflitos envolvendo divisão de terrenos, desavenças em divisão de bens, entre outros, numa época em que ninguém tinha acesso à justiça.

Sendo um líder político, durante toda a sua existência foi respeitado e ouvido pelas autoridades.

Por ocasião da emancipação do município de Bom Jesus do Itabapoana, em que foi elaborado o mapa da divisão territorial dos distritos, sua fazenda estava prevista para passar a pertencer ao distrito de Pirapetinga de Bom Jesus. Ocorre que, pelo seu amor ao distrito de Calheiros, foi até às autoridades responsáveis pela divisão e intercedeu pedindo para que sua propriedade continuasse a pertencer ao distrito de Calheiros. Seu pedido foi atendido e, assim, a divisão ainda permanece do mesmo jeito de outrora, com a propriedade pertencendo a Calheiros.

Enfim, este homem, que respeito e guardo em minha memória como exemplo de líder, que buscava sempre o bem de todos, foi muito respeitado, e lutou, em especial, por melhorias para o distrito de Calheiros e, em particular, para a comunidade de Arraial Novo, onde o Posto de Saúde que atende toda a comunidade leva o seu nome: "Coronel Quinca Bento", em homenagem àquele que sempre buscou melhores condições de vida para todos.


Fotos enviadas por Maria Cristina Borges

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Música ao vivo na Pousada Boa Vista: 24/10, as 12h


 

Comendadora Maria Dolores Pimentel de Rezende é homenageada pela Assembleia Legislativa


A escritora calçadense Maria Dolores Pimentel de Rezende, membro da Academia Calçadense de Letras e de diversas agremiações literárias, recebeu da Assembleia Legislativa capixaba a mais alta honraria outorgada a educadores do Estado, a comenda Educador Capixaba Renato Pacheco.

Professora Pós - graduada em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Inglesa e Planejamento Educacional, Maria Dolores é Comendadora, Doutora “Honoris Causa”, Poetisa, Cronista, Contista, Pesquisadora, Artista Plástica (autodidata), Senadora Cultural (ES) da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, Embaixadora da Paz pelo Circle Universel Des Ambassadeurs de La Paix Suisse- França, Ministra Extraordinária da Pregação da Palavra de Deus, Membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e Membro do Conselho Municipal do Idoso de São José do Calçado. Ativista cultural. 

Maria Dolores pertence a diversas Academias de Letras e Artes no Brasil e no exterior. É detentora de diversos títulos e medalhas como reconhecimento pela militância na Educação Calçadense e na Região do Caparaó. 

Atuou como regente de classe nas Escolas: 

*EMEF Mercês Garcia Vieira- São José do Calçado; 

*Polivalente da Glória- Vila Velha; 

*Colégio Estadual de Vitória; 

*Colégio São José- Vila Velha; 

*EMEF Aristeu Aguiar- Alegre; 

*EMEF Cândida Póvoa- Apiacá; 

*EMEF Monsenhor Miguel de Sanctis- Guaçuí; 

*EMEF Cel.Antônio Duarte Rabelo- Iconha; 

*Faculdade Redentor- Itaperuna RJ; 

*Universidade UNIG- Itaperuna RJ; 

*Faculdade Filosofia de Alegre- FAFIA ES 

Atuou como técnico educacional na Secretaria Municipal de Educação de São José do Calçado. 

Atualmente, ministra palestras, oficinas literárias e de produção de textos.

O Norte Fluminense parabeniza Maria Dolores por mais este merecido reconhecimento!

 


Parabéns Antônia Abreu da Fonseca!


 



Antônia Abreu da Fonseca, nascida em 20/10/33, na comunidade do Jaspe, em São José do Calçado/ES, é   a nona filha do casal Bento Guedes de Abreu e Maria das Dores Teixeira.

Casou-se com Sebastião Pedro Rezende da Fonseca (falecido),  e possui 4 filhas: Auxiliadora, Carla, Aparecida e Luciana.

São 8 netos e 6 bisnetos. Gosta e sempre se dispôs aos trabalhos sociais, em especial às  crianças da Pastoral da Criança, grupo de artesanato com bordados, ensinando o ofício às mães da Pastoral da Criança e à comunidade geral, incentivando a venda desse artesanato em feiras.

Apaixonada pela tradição centenária da culinária dos "Broinhas", ainda desenvolve a receita do quitute da mesma forma que lhe foi ensinada pela vó materna.

Dona Antônia é um exemplo de doação e de vida para todos!

O Norte Fluminense parabeniza dona Antônia, com desejo de muitos anos de vida!


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O Mestre Elcio Xavier


 Gino Martins Borges Bastos


Elcio Xavier autografando a 2a. edição de sua obra prima O Véu da Manhã, no Espaço Cultural Luciano Bastos, em 16 de novembro de 2013


Com o falecimento de meu pai, Luciano Bastos, em 08/02/2011, senti naturalmente o dever de prosseguir a tradição familiar e dar continuidade ao jornal O Norte Fluminense, fundado por meu tio Ésio Bastos, em 25/12/1946, falecido em 2003. Ao manter contato com o diretor João Batista Andorinha, passei a ouvir dele, com intensidade, nomes que já me eram familiares. Um desses era Elcio Xavier. Surgia, então, a necessidade de conhecer esses personagens que passaram a ter referência especial na minha nova função de manter o jornal. Elcio Xavier é uma dessas personagens. Meu primeiro contato com ele ocorreu por via telefônica. Nesta conversa, pude obter dados relevantes. Através de e-mail, foi possível realizar uma importante entrevista, publicada em nosso jornal. Aos poucos, fui descobrindo o tesouro que era o Mestre. Seu livro "O Véu da Manhã" havia sido aplaudido por Adonias Filho, membro da Academia Brasileira de Letras.  A obra tinha também sido festejada pelo crítico literário Lúcio Cardoso.



Elcio Xavier, com Cláudia e Gino Bastos, no lançamento da 2a. edição de O Véu da Manhã, no Espaço Cultural Luciano Bastos


Uma preciosidade dessa não poderia ficar desconhecida de sua terra natal. Foi assim que a Editora O Norte Fluminense lançou a sua segunda edição, o mesmo ocorrendo com sua fantástica obra "Rosaquarium". 


Ter um bonjesuense alcançado o reconhecimento nacional, por sua obra literária, constitui um dos fatos mais extraordinários de nossa história.

Elcio Xavier, no lançamento da 2a. edição de O Véu da Manhã, no ECLB


Elcio Xavier, contudo, brilha também no resgate da história de Bom Jesus. Seu antepassado, Carlos Xavier, foi um dos protagonistas de nossa primeira emancipação ocorrida em 25/12/1890. E liderou a rebelião bonjesuense contra o fim de nossa emancipação, ocorrida em 8/5/1892. O desenvolvimento econômico de Bom Jesus do Itabapoana e de Bom Jesus do Norte, muito se deve à atuação de seus antepassados, podendo ser mencionados Samuel e Baldina Xavier, seus avós.

Elcio Xavier e o túmulo de Padre Mello, de quem foi coroinha, na Igreja Matriz, em 2017


Elcio Xavier foi coroinha de Padre Mello, e realizou um belo depoimento sobre o pároco oriundo a ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores. 

No dia 04 de maio de 2019, com 99 anos completados no dia anterior, Elcio Xavier foi homenageado pela Flipir (Feira Literária de Pirapetinga). Na foto, acompanhado por outro ícone das letras de nosso município: Norberto Boechat.


Doou ao Espaço Cultural Luciano Bastos sua preciosa biblioteca, o primeiro mapa de Bom Jesus, confeccionado por Padre Mello em 1945 e as primeiras e raras edições do jornal A Voz do Povo, de 1930.

Foi Elcio Xavier quem me assinalou, certa vez, sobre os momentos de desenvolvimento e de crise de Bom Jesus. Isso me fez procurar pesquisar sobre os períodos de nosso município. E percebi que não são poucos os sinais dessa grandeza do passado. 

Na Tenda Elcio Xavier, da Festa de Agosto de 2019, o Príncipe dos Poetas foi homenageado, no dia 17, pelo Municipio, representado pelo Secretário de Cultura, Bob Flávio


Foi Elcio Xavier também quem registrou, em um artigo, que Padre Mello nos doara nossa história. E, realmente, tudo o que sabemos sobre nossos primórdios, devemos ao inesquecível pároco. Com este, ficamos sabendo que Antônio José da Silva Neném foi o primeiro a chegar em Bom Jesus, vindo da cidade mineira de Rio Novo, em 1842. Com ele, aprendemos também que o Alferes Francisco da Silva Pinto foi quem construiu a casa mater de nosso município. 

1o. Encontro da Família Xavier em Bom Jesus, em 2000
2o. Encontro da Família Xavier, em 03/05/2014


Elcio Xavier esteve em Bom Jesus por diversas vezes. As conversas com ele foram sempre momentos de enriquecimento e aprendizagem. Nestes tempos de pandemia, nossas conversas continuaram através do celular. Comungamos na lástima de belos prédios históricos terem sido demolidos em Bom Jesus, assim como a ausência de vestígios da ponte de madeira e da estrada de ferro, assim como da precária situação do rio Itabapoana. Comungamos, portanto, a preocupação com o fim de vestígios de nossa história. Apesar disso, Elcio Xavier é um contumaz apaixonado por Bom Jesus do Itabapoana. 

"Pai Élcio com a mangueira que a mãe Dala costumava abraçar" (Rogério Xavier)


Recentemente, Elcio solicitou-me uma bandeira do nosso município. Elcio continua a cultivar, de modo impressionante, muitos sonhos, entre os quais, apresentações semanais, no ECLB, de músicas clássicas, a partir de discos, assim como exibição de clássicos da filmoteca existente em nosso município. Em nossa última conversa telefônica, dia 17/10/2021, prometeu dois novos artigos para publicação no jornal.

Elcio Xavier e a saudosa Gedália, na Praça Governador Portela


Elcio Xavier e os filhos Rogério Loureiro Xavier, Rita de Cássia Loureiro Xavier Kisukuri,  Regina Loureiro Xavier e Rosete Loureiro Xavier Nascimento, em 06/05/2017, no lançamento da 2a. edição de Rosaquarium, no ECLB

Elcio prepara agora um livro de memórias. Constituiu uma das mais belas famílias, com sua inesquecível Gedália, e seus filhos Rogério, funcionário da Petrobrás, Rosete, arquiteta, Regina, psicóloga, Rita de Cássia, médica, e a saudosa Raquel, jornalista, além de 12 netos e 3 bisnetos. 

Waldemar Sigismundo Xavier, pai de Elcio Xavier, e seu cavalo Valente. Foto: 1919/1920


Elcio Xavier completou 100 anos no dia 03 de maio de 2020

Saber das mazelas do mundo e, mesmo assim, cultivar a inquebrantável esperança em dias melhores, baseada em sua luz interior, ser um jovem sonhador, apaixonado por sua terra natal, com os seus 101 anos de idade, faz com que Elcio Xavier seja um exemplo evidente, em sua eterna simplicidade, da encarnação de toda a grandeza da humanidade! 

Viva Elcio Xavier!

 

Quem foi Aristides Figueiredo?

Rua Aristides Figueiredo se identifica com o bairro mais populoso de Bom Jesus do Itabapoana


Aristides Garcia de Figueiredo nasceu no dia 27 de outubro de 1891, em Laje do Muriaé(RJ). Criado em Bom Jesus do Itabapoana, foi, depois, trabalhar no comércio de Apiacá (ES) no estabelecimento comercial Casa Ferreira Firmo, considerado o maior da época.

Apiacá pertencia a São Pedro do Itabapoana, em 1923.  Na época, foi nomeado tabelião do cartório de Antônio Caetano, antigo nome de Apiacá, atuando até o fim da década de 30, mais precisamente em 1938.

Apiacá se chamava, antigamente, Antônio Caetano



José de Oliveira Castro trabalhou com ele, como escrevente.  Trabalhou, também, com  Joaquim Timóteo Vieira, amigo de Apiacá.

Aristides  ali permaneceu durante vários anos. Quando saiu, adquiriu um bar no centro da cidade e começou a trabalhar em construção até fundar sua própria firma construtora.

Antes de deixar a Casa Ferreira Firmo, casou-se com d. Maria da Penha de Almeida Castro, filha de um dos mais antigos e prósperos fazendeiros da região, o sr. José Augusto de Figueiredo Castro.

Dona Nonoca, como era conhecida, lutou ao lado do marido. Construíram uma casa, onde instalaram, depois, um hotel, chamado Boa Vista.

Ela assumiu, então, a administração do hotel. Nesta época, apareceram casa, armazéns de café e prédios comerciais em Apiacá.

Aritisdes construiu não só a sede do Instituto Brasileiro do Café de Apiacá, mas a de São José do Calçado, São José das Tores, em Mimoso do Sul, e outras localidades.

Aritisdes foi construir um leprosário em Belém do Pará. Levou a família e 20 apiacaenses. Todos voltaram um ano depois. De navio, levou 12 dias para chegar ao Pará.

Foi também a São Luís do Maranhão, onde ficou por 11 meses, para construir outra obra. 

Voltando ao hotel de Apiacá, deve-se registrar que a cidade não possuía clube. Reuniões sociais aconteciam, assim, no Hotel Boa Vista. Todos os domingos, das 20 às 24h, dançarinos se exibiam ao som do piano de d. Nilda Menezes, Chiquito, Maria Olímpia, Airton Silveira e outros pianistas que eram convidados.

Os bailes eram animados. Companhias teatrais se apresentavam no Boa Vista, assim como vários músicos. Aristides construiu também dois enormes armazéns de café e o Edifício Garcia.

Em 1938, adquiriu uma fazenda em Bom Jesus do Itabapoana, no Estado do Rio de Janeiro, e foi ali residir, afastando-se de Apiacá. 

Quando Bom Jesus do Itabapoana se emancipou pela 2ª. vez, em 1º. de janeiro de 1939, Aristides Figueiredo era um nome respeitado na sociedade bonjesuenses. 

Em 1943, Aristides Figueiredo vendeu a sua propriedade para Jorge Assis de Oliveira e foi residir em Macaé(RJ), onde adquiriu outra fazenda. 

A rua Aristides Figueiredo homenageou, então, o grande empreendedor da região.

Em 1978, foi para Rio de Janeiro tratar de saúde e faleceu no dia 1º. de maio, em Duque de Caxias, na casa de seu filho mais novo.

(Com informações de Iza Terezinha Barreto Ribeiro)

domingo, 17 de outubro de 2021

Bom Jesus é o melhor país do mundo!

"Jacira Barroso disse que Bom Jesus era a melhor cidade do mundo!!! Badger Silveira dizia: "Bom Jesus é o melhor país do mundo!!!"

(Ana Maria Silveira, filha do ex-governador Badger Silveira)

Ana Maria Silveira