terça-feira, 23 de junho de 2026

Um "capivara" na capital planejada como tabuleiro de xadrez, por Yelmo Papa

 

Yelmo Papa: treinando xadrez  no Morro do Teleférico em Nova Friburgo.



O menor estado do país tem a menor capital, a única que não tem a sede da Universidade Federal (que fica exatamente em São Cristóvão, primeira capital). Morei e trabalhei lá por um ano e meio (na TV Sergipe, afiliada Globo). 

Um povo maravilhoso, hospitaleiro e sui generis. Lá toda linguiça é chamada de "calabresa", a traseira de carros e caminhões é chamada de "fundo" (o táxi bateu no fundo do caminhão). Lá também não existe meio dia e meia nem 12h30. Eles falam "doze e meia" e outras curiosidades.

É uma pena, assim como tantas outras cidades, que só a parte antiga é um tabuleiro perfeito. O crescimento desordenado acabou desfazendo esse plano inteligente. Eu morava no centro e caminhava todos os dias na orla do Rio Sergipe. Da janela do 14º andar de meu apartamento avistava a Barra dos Coqueiros (município do outro lado do rio Sergipe) e o litoral.
Saí de lá porque não resisti às altas temperaturas mínimas (nunca vi uma noite com menos de 23ºC), a falta de dias chuvosos (também não vi nem sequer em 18 meses) e outros motivos que iam fazer me estender demais. 

Pra finalizar esse comentário, no meu tempo lá - entre 2001 e 2003 - não havia a bela ponte estaiada sobre o rio. A travessia do Sergipe era feita por lanchas de ferro, como as barcas RioXNiterói (que o amigo Gino Bastos deve ter usado muito nos seus tempo de estudante) ou os folclóricos barquinhos tó-tó-tó (nome que vem da onomatopeia dos pequenos motores a Diesel que os impulsionam). Foram bons tempos.

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