segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Sítio Estrelinha recebe a Arte do Agricultor com o Mestre Artesão Daniel de Lima

  


No Sítio Estrelinha, em Casimiro de Abreu, o barro voltou a despertar sob mãos que conhecem seus segredos. No ateliê de Dona Antonieta, a Arte do Agricultor retomou hoje suas atividades, conduzida pelo talento e pela generosidade do Mestre Artesão Daniel de Lima, que regressou voluntariamente para compartilhar saberes, acender o forno e manter viva uma tradição construída com terra, fogo, paciência e afeto.

Foi um dia fecundo. Houve queima de peças, aula, troca de experiências e reunião para o planejamento das próximas atividades. Cada objeto levado ao forno parecia carregar não apenas a forma que lhe deram as mãos, mas também as histórias de quem aprendeu a transformar a matéria simples da terra em beleza, identidade e permanência.

Daniel de Lima estará no ateliê duas vezes por mês. Sua presença, porém, não se limita aos dias marcados no calendário. O verdadeiro mestre permanece nos gestos daqueles que ensina. Dona Antonieta, Cris, Vera, Dona Ivanilda e Rosângela são lideranças e multiplicadoras de suas lições. Em cada uma delas, o conhecimento recebido encontra novas mãos, outras vozes e caminhos para continuar.

A iniciativa busca também promover o ateliê de Dona Antonieta, esse espaço onde a criatividade rural ganha forma e dignidade. Ali, o artesanato não é apenas produção: é encontro, aprendizado, oportunidade e resistência cultural. Cada peça nasce da terra, mas leva consigo um pedaço da alma de quem a criou.

A ação de Daniel conta ainda com o apoio de Natcha Dias, incentivadora do artesanato como instrumento de desenvolvimento. Suas palavras traduzem com precisão o sentido desse trabalho: “O artesanato carrega história, talento, identidade e muito trabalho”.

E foi exatamente isso que se viu no Sítio Estrelinha: a história aquecida pelo fogo, o talento modelado pelas mãos, a identidade preservada em cada peça e o trabalho transformado em esperança. Quando um mestre como Daniel de Lima divide aquilo que sabe, ele não ensina apenas a modelar o barro. Ensina uma comunidade a reconhecer o próprio valor e a compreender que, algumas vezes, a eternidade também pode nascer de um punhado de terra.







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