domingo, 12 de maio de 2013

JOEL ROSEIRA VARGAS COMEMORARÁ 91 ANOS

Joel e Alice Vargas: vida feliz em Rosal


 Joel Roseira Vargas comemorará 91 anos de idade no próximo dia 23 de maio, rodeado do carinho de familiares e amigos.

Filhas Clésia, Clébia, Edinete, Carlos, Marli e Ester e o casal, na comemoração de 65 anos de casados em 22 de janeiro passado


Casado com Alice Ferreira Vargas desde o dia 22 de janeiro de 1948, o casal vive com alegria próximo dos filhos e parentes, no aprazível distrito de Rosal.

O casal com os bisnetos Alice (5), Matheus (10) e Gabriel (4)
 


Homem do campo, uma das paixões de Joel era seu carro-de-boi, que utilizava na tarefa de transportar mercadorias. Até hoje se dedica com afinco ao trabalho em sua residência.


Joel Vargas: vida ativa é o segredo de vitalidade


 
A Joel e à família O Norte Fluminense envia os votos de Felicidades e Muitos Anos de Vida!


  


Dra. SUMARA VARGAS HUBNER




"Ex-aluna do Anacleto, onde iniciou sua linda história de sucesso, seguindo para o Padre Mello, onde cursou o primeiro segmento do ensino fundamental, Colégio Batista, onde terminou a oitava série, seguindo para o Colégio Técnico Agrícola, onde cursou o 2o.grau.

Como pleiteava uma vaga na Marinha do Brasil, concomitantemente cursou o técnico em contabilidade no Colégio Rio Branco, concluindo assim o técnico em contabilidade, técnico agrículoa e o ensino médio. Além do curso de inglês, piano e informática que cursava.

É muito estudo para uma menina que ainda dispunha de tempo para se dedicar aos compromissos religiosos onde atuava na 2a. Igreja Presbiteriana.

Pois bem, a ideia de ser militar passou. Sem saber bem o que queria, aceitou vários convites para desfilar em grandes agências de modelo de São Paulo e Rio de Janeiro, deixando essa carreira por convicções religiosas e porque tinha outros sonhos.

Aos 16 anos, antes mesmo de terminar o 2o. grau, passou no vestibular de Direito/1o. semestre. Assim, no final do ano foi aprovada em Direito e Enfermagem. Optou pela enfermagem que cursou por quase 3 anos. Neste período fez o curso de Primeiros Socorros do Corpo de Bom beiros e atutou como estagiária numa clínica de deficientes visuais.

Sempre prestava vestibular para Medicina e para a glória do Senhor foi aprovada em Belo Horizonte, deixando a enfermagem no segundo semestre do terceiro ano. Após dois anos já na medicina, se casou. Estudante, dona de casa, muita luta, mas também muitas vitórias, ganhou vários prêmios de melhor trabalho.

Hoje, em 2013, concluiu sua residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, atuando como concursada na Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ). Tem hoje o filho Gabriel, que fará 5 anos em julho.

A Deus toda glória.

Parabéns, você é nosso orgulho"

Rosal, Bom Jesus do Itabapoana


Ester e Gilson



A SANTA DE CRUZ DA ANA


Cruz da Ana: neste local, Ana foi assassinada em 1881 e teve os seios cortados, por rejeitar um jagunço


No dia 18 de agosto de 1881, uma jovem morena, solteira, de cabelos longos, de nome Ana de Jesus, filha única de um casal que se fixara na região, hoje conhecida como Cruz da Ana, comunidade rural de Varre-Sai (RJ), foi assassinada, com dois tiros, pelo jagunço José Pernambuco, por tê-lo rejeitado.

O assassino cortou seus seios e lançou-os dentro de um buraco de tatu.

Local onde os seios de Ana de Jesus foram jogados teria se transformado em mina, cuja água é considerada milagrosa


Neste local, brotou uma mina, onde surgiram três peixinhos verdes, cujas águas são consideradas milagrosas até o dia de hoje.

O corpo da jovem só foi localizado cerca de oito dias depois, devido ao intenso perfume de flor que exalava.

Esta história é contada por dona Virgínia Moraes do Amaral, nascida na Fazenda Paraíso, em Varre-Sai (RJ), com 93 anos de idade.

Virgínia Moraes do Amaral contou a história de Ana de Jesus para a TV Globo em 1999


Segundo dona Virgínia, "o jagunço foi preso e levado para Belo Horizonte, onde acabou sendo morto. Esta foi a história que eu ouvia minha avó Gininha contar", relata dona Virgínia, que se dedica boa parte do tempo a "fazer tricô e conversar".

Prossegue ela: "Quando eu tinha cerca de 13 anos de idade, meu pai, Sebastião Machado de Moraes, fez uma promessa para Ana: caso os seus colonos não fossem atingidos pela doença conhecida como bexiga verde, ele iria construir uma capela em sua honra. Aconteceu que as pessoas que moravam fora da propriedade foram atingidas pela doença, menos os colonos do meu pai. Foi assim que meu pai construiu a Capela.

 
Alcione Maria, Daniela, Ângela Dutra e Carlésia Moraes, com dona Virgínia: mulheres de fé e de vida, em Cruz da Ana


"Até hoje há ladainhas que ocorrem entre os dias 24 de abril até o dia 3 de maio, em honra a Ana", conta Virgínia.

Ao lado da Capela, foi edificada uma pequena construção onde ficam depositados objetos de devotos que dizem ter recebido uma graça por intercessão de Ana.

No interior da Capela, há a imagem de Sant'Ana, mãe de Maria.

O culto a Ana de Jesus, contudo, permanece forte na população, como a reportagem de O Norte Fluminense pôde constatar na noite do dia 03 de maio.

 

Silvana  Nascimento Freitas de Oliveira : "Alcancei uma graça, ano passado, livrando-me de duas pedras nos rins"


Inúmeras pessoas se dirigiam até à mina, bebendo da água, enchendo garrafas de água, passando a mesma sobre a cabeça e mãos ou lavando a chupeta de criança. Indagadas sobre a crença no poder milagroso da água, proclamavam com solenidade tal crença.

Silvana  Nascimento Freitas de Oliveira relata que alcançou uma graça no ano passado, por intercessão de Ana: "Alcancei uma graça, ano passado, livrando-me de duas pedras nos rins".


Francisco Teixeira, residente em Vitória (ES), vem à festa há 18 anos

 Rafael Regazzi, do distrito de Santa Clara, localizado em Porciúncula (RJ), foi enfático: "Tenho certeza que a água é milagrosa".



Francisco Teixeira, residente em Vitória (ES):"Há 18 anos venho aqui. Há vários relatos de milagres acontecidos. Estou levando a água para minha mãe, que mora em São José do Calçado. O milagre ocorre para quem tem fé".

Florinda Maria e a neta Lorena, de 5 anos: chupeta lavada na mina 

Florinda Maria trouxe a neta Lorena, de 5 anos, à festa, e lavou a chupeta da mesma na mina: "a água é milagrosa", afirmou.

Flávio, Elizângela e a filha Gleici Kelly, de 4 anos, também foram enfáticos: "acreditamos que a água é milagrosa".



Flávio, Elizângela e a filha Gleici Kelly, de 4 anos: "acreditamos que a água é milagrosa"

 Rafael Regazzi e seu irmão Sandro, vieram de Santa Clara, distrito de Porciúncula (RJ)




Capela, Cruzeiro e o Cômodo dos milagres

Capela ressalta Sant'Ana, mãe de Maria


CÔMODO DOS MILAGRES

No pequeno cômodo construído ao lado da Capela, fiéis depositam objetos que comprovariam as graças alcançadas.












Ana foi assassinada no dia 18 de agosto. Como no dia 3 de maio era comemorado o Dia da Santa Cruz, a data em homenagem a Ana de Jesus foi transferida para esta data, tornando-se tradição. 

Segundo Filomena Lopes do Amaral Grillo, colaboradora da Festa da Igreja, "há um movimento para que a Igreja Católica reconheça Ana de Jesus como a Santa de Cruz da Ana". 

Filomena Lopes do Amaral Grillo: " há um movimento para que a Igreja Católica reconheça Ana de Jesus como a Santa de Cruz da Ana"















 Da Série Entrevistas de O Norte Fluminense






O ACERVO DE UMA TRINETA DO CORONEL LUIZ VIEIRA DE REZENDE




Coronel Luiz Vieira de Rezende, na posse da 1a. Câmara de maioria republicana, no regime de Monarquia,  em Itaperuna (RJ), em 04 de julho de 1889 (acervo da Câmara Municipal de Itaperuna)
                                           

O Coronel Luiz Veira de Rezende foi o segundo prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, quando de sua primeira emancipação, que durou entre os anos de 1890 e 1892. Antes disso, integrou a primeira Câmara de Vereadores de maioria republicana, em regime de Monarquia, no país. Foi eleito em 10 de maio de 1889, e tomou posse no dia 04 de julho do mesmo ano.

Nasceu em Queluz (MG), no dia 19 de agosto de 1854. Casou-se com Amélia Augusta Dias de Rezende, no dia 8 de agosto de 1872, e teve 22 (vinte e dois) filhos.

Sua esposa faleceu no dia 07 de setembro de 1940. Ele faleceu no dia 21 de fevereiro de 1943 na Fazenda Boa Fortuna, em Calheiros, onde sempre residiu.


Francisco Antonio Tinoco e Minervina Vieira de Rezende Tinoco, irmã do Cel Luis Vieira de Rezende, de Carangola (MG)




Aldina Tinoco de Rezende Borges, neta do Coronel Luiz Vieira de Rezende, fará 99 anos no próximo dia 23 de setembro

Vários de seus descendentes se destacaram na vida pública, como  os governadores  capixabas Cristiano Dias Lopes Filho e Eurico Vieira de Rezende, e os prefeitos Dr. Aristides Teixeira de Rezende, Dr. Pedro Vieira Filho, José Vieira de Rezende e Hilda Bastos de Rezende Figueiredo.


Afonso Rezende Borges, filho de Aldina, e bisneto do Cel. Luiz Vieira de Rezende


O Coronel Luiz Vieira de Rezende presenciou também a segunda emancipação de Bom Jesus do Itabapoana ocorrida no dia 1o. de janeiro de 1939.

Aldina Tinoco de Rezende Borges nasceu no dia 22/1/1914 e é sua neta. Foi casada com Otacílio de Moraes Borges e completará 99 anos de idade no próximo dia 23 de setembro.



Cristina de Fátima Moraes Borges, filha de Afonso Rezende Borges, e trineta do Cel Luiz Vieira de Rezende: Móveis da residência foram construídos pelos espanhóis que trabalharam para a Igreja Matriz, na década de 1950

Lustre com mais de 100 anos guarnece a casa construída por Colombino Teixeira de Siqueira


Afonso Rezende Borges, bisneto do Coronel Luís Vieira de Rezende, é filho de Aldina e pai de Cristina de Fátima Moraes Borges, que guarda importante acervo relativo à família Res(z)ende.

Afonso nasceu em Quebrados e adquiriu a casa construída por Colombino Teixeira de Siqueira há cerca de quarenta anos atrás. Hoje, junto com sua filha Cristina, preserva os traços originais da residência, assim como vários objetos de valor histórico.




José Tinoco, irmão de Aldina



Ademar Ferreira Coutinho e Eneida, irmã de Aldina



Maria Alice e o pai José Tinoco Rezende, irmão de Aldina




Aldir Rezende Coimbra, a Dilá, irmã de Aldina


Odete, irmã de Aldina, e Lúcio Fraga




O bisneto Luis Lopes de Rezende entre os trinetos do Coronel Luis Vieira de Rezende, Luis Antonio e Cristina Borges

Luis Lopes de Rezende nasceu no dia 1o. de outubro de 1933, e também é neto do Cel. Luiz Vieira de Rezende. Seus pais são Álvaro Lopes de Rezende e Olívia Teixeira de Rezende.

Casado com Sonia Maria Pimentel Teixeira de Rezende tem dois filhos: Luis Antonio Teixeira de Rezende e Luis Cláudio. Luis Lopes possui várias histórias para contar. Uma delas é sobre a conhecida Ponte dos Vieira.


PONTE DOS VIEIRA


Ponte dos Vieira sobre o rio Itabapoana


Conta Luis Lopes que "o Cel. Luiz Vieira de Rezende residia no distrito de Calheiros, em Bom Jesus do Itabapoana. Do outro lado do rio Itabapoana, que o separa do município capixaba de São José do Calçado (ES), era prefeito seu irmão, Pedro Vieira de Rezende. Oscar Vieira, outro irmão, era deputado estadual no Estado do Espírito Santo".

Prossegue ele: "A ponte de madeira que separava as localidades tinha sido destruída por uma enchente. Oscar Vieira era um político influente e conversou com o governador para que o Estado construísse uma nova ponte. O governador prontamente respondeu: ' Façam a ponte que depois o Estado paga vocês, quando vocês apresentarem os comprovantes dos gastos'. José Mansur financiou a centenária ponte. Ocorre que o governador acabou morrendo e o Estado não pagou os gastos com a ponte, que acabou sendo paga pelos irmãos. Este é o motivo pelo qual a ponte passou a ser conhecida como Ponte dos Vieira", ressalta.

A reportagem de O Norte Fluminense esteve na Ponte dos Vieira e lá ouviu a seguinte história contada por um morador da região: " há cerca de 50 anos atrás, um homem estava atravessando a ponte a cavalo, à noite, quando desequilibrou-se e caiu no rio. Neste momento, ele gritou: 'Valha-me Nossa Senhora Aparecida!'. O  homem acabou caindo e ficando preso entre as pedras, sendo salvo, posteriormente, por moradores que o acudiram".


Cristina, trineta do Cel. Luiz  Vieira de Rezende  faz questão de manter o  importante acervo de documentos relativos à família Rez(s)ende, que chegou ao Brasil oriunda do Arquipélago dos Açores, em 1719, através de João de Rezende Costa e Helena Maria de Jesus. "Considero muito importante preservar a memória dos antepassados", finalizou.











segunda-feira, 6 de maio de 2013



RELÍQUIA DOADA AO ECLB



O consagrado poeta bonjesuense Elcio Xavier doou ao ECLB uma relíquia escrita por Padre Mello em 1926, de nome "Os Cavallos do Zébinho". Trata-se de uma peça teatral desconhecida do público,  impressa pela Tipografia Werther e Irmãos, localizada em Bom Jesus do Norte.

Diante desta significativa doação, a  Editora O Norte Fluminense resolveu preparar uma publicação que fará parte da Coleção Literatura de Bom Jesus do Itabapoana, com o título "TEXTOS DE PADRE MELLO".




Elcio Xavier doou "Os Cavallos do Zébinho" ao ECLB

CIRCUITO CULTURAL NO ECLB PROMETE EMPOLGAR

Organização é fundamental. É por este motivo que a consagrada contadora de histórias, Maria Elvira Tavares Costa, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), esteve visitando o ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos), em Bom Jesus do Itabapoana, onde realizará, entre os dias 09 e 10 de agosto, a Exposição sobre Rubem Braga, por ocasião da comemoração do seu centenário de nascimento. Este evento integrará o 4o. Circuito Cultural que percorrerá um total de 13 municípios dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.


A contadora de histórias Maria Elvira Tavares Costa autografou o livro "No Tempo da Onça" que lançará no dia 09 de agosto

Além da exposição sobre Rubem Braga, Maria Elvira lançará seu livro "No tempo da onça", contendo recontos de uma comunidade quilombola de Cachoeiro de Itapemirim, onde atua, e realizará  oficina sobre o mestre da crônica. Inscrições e informações podem ser obtidas através do email onortefluminense@hotmail.com.


Maria Elvira com os apoiadores do 4o. Circuito Cultural: a advogada cahoeirense Lucília Stanzani e o líder comunitário André Luiz

quarta-feira, 1 de maio de 2013

SÁBADO É DIA DE FESTA NA LIVRARIA DO PÉRICLES

Pode-se dizer que o sábado é o dia especial para se visitar a Livraria do Péricles. Rita de Cássia Côgo que o diga. Nascida em Muniz Freire (ES) e radicada em Guaçuí (ES), diz que sempre que vem a Bom Jesus, aos sábados, comparece à Livraria do Péricles.

Seu irmão, João Bosco Figueiredo Côgo, por sua vez, salienta: "sou fã de Bom Jesus, das residências antigas, dos formas arquitetônicas, da Igreja Matriz majestosa e do comércio diversificado". Já Luiza Vilela de Andrade, que acompanhou Rita e João, prefere os cds.

Péricles, acompanhado de sua esposa Arialda, diz que se entusiasma com a satisfação dos clientes quando compram um livro: "meu objetivo, contudo, não é só vender, mas também colaborar com o desenvolvimento cultural de nossa sociedade", finaliza.




Rita de Cássia, João Bosco, Péricles, Arialda e Luiza




Sábado é dia de festa na Livraria do Péricles