sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014



                                           
Cidadão Bom-jesuense completa 88 anos no dia 11 de Fevereiro



                        Nasceu em Pirapetinga de Bom Jesus (Vargem Alegre), distrito do município de Bom Jesus do Itabapoana, no dia 11 de Fevereiro de 1926. Ele é filho de Augusto de Aquino Pinheiro e Francelina Roza de Jesus, bisneto do Barão de Aquino, e tataraneto do Visconde e Viscondessa de Pinheiro.

                       

                        Através do exemplo, sua família lhe ensinou princípios de honradez e valores importantes de convivência em sociedade, amor e respeito ao próximo. Descendente de italianos e portugueses, sempre teve  admiração pelo seu bisavô o Barão de Aquino, grande produtor de café nas Fazendas Santa Mônica e das Areias, Fidalgo e Cavalheiro da Casa Imperial, homem influente no Estado do Rio de Janeiro, Francisco herdou dele a paixão pela cultura e, assim como o Barão, tornou-se ótimo administrador e contador.



                        Francisco de Aquino iniciou seus estudos na Escola Isolada de Pirapetinga com o Professor José Leão Teixeira de Farias e Professora Noemia Seródio. Aluno dedicado e caprichoso, possuidor de uma bela caligrafia que o levou a ser contratado como recenseador e a realizar trabalhos de escrita manual e de atas na Prefeitura de Bom Jesus.



                        Em 1944, enquanto servia no Tiro de Guerra do Exército Brasileiro, destacou-se como excelente motorista. Mudou-se para o Paraná em 1950, o gosto por carros e a grande habilidade na direção o levou a fundar, junto com seu irmão Antônio de Aquino, a empresa Transportes Planeta, com sede em Rolândia no norte do Paraná e filiais no Rio de Janeiro e São Paulo.



                        Casado há 62 anos com Olandina, tem dois filhos: Lucia Helena e Carlos Alberto, cinco netos e quatro bisnetos.

 Atualmente mora em Curitiba, Paraná, mas nunca se desligou da terra natal. Sempre que possível volta para visitá-la e espera ansioso a chegada do jornal O Norte Fluminense para saber as notícias da “terrinha”.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014


BIG HOTEL: UM HOTEL DE GRANDES HISTÓRIAS


Judith Dias Sueth: 65 anos à frente do hotel

Mercado de escravos, sede de repartição da prefeitura e escola estadual. Estas foram as serventias do prédio onde está hoje situado o Big Hotel, há cerca de 90 anos. É o que conta Judith Dias Sueth, que reside no local desde 1949.


Três gerações: Judith, a filha  Joelma Márcia e o neto Renam


Judith nasceu no dia 17/05/1938 em Carabuçu, distrito de Bom Jesus do Itabapoana. São 9 irmãos, todos nascidos também em Carabuçu: José, Vicente, Sebastião, Joaquina, Maria Brandão, Pedro Dias, Edith, João Dias e Zeni. José, Vicente, Joaquina e Maria Brandão são falecidos.

José Dias Brandão, seu pai, nasceu em Ubá (MG), enquanto sua mãe, Joaquina, nasceu em Carabuçu. "Meu pai era conhecido como José Noé, e possuía lavoura de fumo, em um sítio no Valão do Laje, em Bom Jesus do Itabapoana. Morei em Carabuçu até os 4 anos de idade. Quando meus pais se mudaram para Bom Jesus, fui estudar no Colégio Osório Siqueira, localizado na Volta D'Areia. Minha professora se chamava Zuleica, filha de Osório Siqueira. Depois, concluí o 2º. Grau no Colégio Estadual Pereira Passos. Casei-me com 19 anos de idade, com Mário Almenara Sueth, descendente de espanhóis e suíços. Ele era mecânico e trabalhava na Bousquet, na rua Aristides Figueiredo. Tivemos dois filhos: Joelma Márcia, proprietária do CABB (Colégio Adélia Barroso Bifano), em Alegre(ES), nome dado em homenagem à avó do seu esposo, Acácio Filho, e Edson Dias, proprietário de dois postos de gasolina, um em Bom Jesus e outro em Itaperuna. Mário era viúvo e possuía 6 filhos. Criei, portanto, 8 filhos, com muito sacrifício, mas muito amor", ressalta, com emoção.



Judith e o interior do Big Hotel


Judith lembra também, com orgulho, dos filhos  "adotados": "Adroaldo, Adilson, Adilton, Mário Lúcio, Rosa Maria e Ilvandro  estudaram, também, no Colégio Rio Branco. O dr. Luciano Bastos foi uma benção na vida de minha família, porque permitiu que meus filhos tivessem educação. Anualmente, eu era homenageada como a mãe do ano, porque era eu quem possuía o maior número de filhos estudando no Colégio", assinala.

Segundo Judith, os proprietários do Big Hotel foram "Pedro Teixeira, Isaac Rosa e Olga Tardin. Olga era, contudo, arrendatária, já que o imóvel era de propriedade de Luiz Melo. Para sustentar meus filhos, passei, inicialmente, a vender salgados e pensão em marmitas. Depois, adquiri a pensão do Capitão, em Bom Jesus do Norte. A pensão oferecia refeição e pernoite. Morei 15 anos ali. Certo dia, Mário leu  no jornal O Norte Fluminense, que uma hóspede do Big Hotel estaria vendendo um imóvel na rua do antigo Samdu. Mário foi ao Big Hotel, que já tinha sido a sede do Colégio Estadual Pereira Passos, e acabou fechando o negócio. O Big Hotel era administrado por Olga Tardin, que acabou propondo a Mário o arrendamento do mesmo, já que ela dizia que não queria mais prosseguir no negócio.  Arrendamos, então, o hotel, onde morei por cerca de 10 anos. Depois, o Banco do Brasil e a Prefeitura tiveram interesse em adquirir o imóvel para construir suas sedes. Recordo-me, aliás, que a Prefeitura já tinha, outrora, ocupado provisoriamente o prédio. Ocorre que a Lei do Inquilinato  me dava direitos. Ao final, Luiz Melo, o proprietário, resolveu vender-me o imóvel. Acabei adquirindo o Hotel e levei 2 anos pagando. Recordo-me que quando adquiri o Big Hotel, este tinha o piso de tábuas. Havia até tronco de escravos que eu emprestei na época, e que acabou se perdendo ".

De acordo com Judith, "hoje o Big Hotel conta atualmente com 30 quartos, que podem acomodar 75 pessoas. Ano passado, oito norte-americanos fizeram reserva, no hotel, por e-mail, para passar a festa da cidade, a Festa de Agosto. Passaram 10 dias em Bom Jesus e visitaram as Usinas Franco Amaral e de Rosal. Ao retornarem, contentes, levaram muitos produtos da região e ficaram de retornar este ano", registrou.

Judith diz que " sinto-me realizada. Criei os meus filhos, que são meu orgulho,  com muito trabalho, sofri muito, mas venci na vida, com muita dignidade. Às novas gerações eu deixo uma mensagem: nunca desanimem, pois quem trabalha sempre vence na vida", finaliza.


O endereço eletrônico do Big Hotel é bighotelbomjesus@gmail.com. O telefone é 22-38317589.

Mário Almenara Sueth e Judith Dias Sueth em foto da década de 1980




FLAGRANTE NO ECLB




Miguel da Silva Oliveira, 6 anos, aluno do Colégio Sagrado Coração de Jesus,  filho de André Luiz de Oliveira e Fabrícia Odelina da Silva, e Claudia Bastos, diretora do ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos), na biblioteca da entidade.
MOEDA DA ÉPOCA IMPERIAL É ENCONTRADA EM ESCAVAÇÃO


Uma moeda da época imperial foi encontrada por Francisco de Assis Borges, conhecido como Chico,  ao realizar escavação no sítio que adquiriu em Mirindiba, localizada na Braúna, região onde seus pais nasceram.

Chico e a moeda da época imperial

Consta, na moeda, a inscrição IN HIC HOC SIGNO VINCES, que significa "Por este sinal conquistarás", lema adotado pelo imperador Constantino. Segundo o historiador Eusebio de Cesareia, em 28 de outubro de 312, antes de uma batalha, Constantino olhou para o céu e viu uma cruz luminosa acima do sol, com as letras do nome de Cristo.

Este lema foi utlizado pela monarquia portuguesa, e constou em inscrição em moedas da época imperial.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


LIVRO DE ELCIO XAVIER ENCANTA LEITORES


Livro integra o 2o. volume da Coleção Literatura Bonjesuense, da Editora O Norte Fluminense




“É com emoção e satisfação que falo da leitura de um escritor da nossa região, Elcio Xavier", escreveu a professora Maria Antonia Guedes de SouzaConfira o texto enviado à redação de O NORTE FLUMINENSE.
                                     

"Ao falar da leitura, que é de fato a maior riqueza que temos, é com emoção e satisfação que falo da leitura de um escritor da nossa região, Elcio Xavier.


Ganhei um exemplar de seu livro de poesia, “O Véu da Manhã” e simplesmente me encantei. 

É preciso valorizar os artistas e escritores que aqui temos, pois não são poucos, porém não são conhecidos.


Uma das poesias que gostei é 'A BUSCA'."

Maria Antonia Guedes de Souza é professora do Colégio Sagrado Coração de Jesus

A BUSCA

               Elcio Xavier

Extraordinariamente passam,
sem deixar o calor de suas vozes.
Tranças loucas flutuam
num movimento de festa lunar.
O rio dorme nesta hora indiferente,
folhas sonham com a seiva
e o menino pensa nos continentes,
enquanto as nuvens se recolhem
e eu me perco:
passam todos.
Nenhum é meu sol permanente.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


UMA NETA DO INTENDENTE MANOEL ANTONIO DE AZEVEDO MATTOS (IV)


Ruth Fragoso de Azevedo Silveira



O esposo de Ruth, Acyr Rodrigues Silveira, foi professor de Inglês, no Colégio Rio Branco, por 3 anos e 8 meses.  Ele nasceu em Iuru, atualmente José Carlos, distrito de Apiacá (ES).

Segundo Ruth, "em 1950, comecei a trabalhar no Colégio Rio Branco, como secretária. Eu nunca tinha trabalhado antes. Foi ali que eu percebi que tinha a capacidade de fazer outras coisas. Neste mesmo ano, Acyr foi também trabalhar no Colégio, como professor de Inglês. Foi aí que passamos a nos conhecer. O Rio Branco, portanto, tem tudo a ver com a história de nossas vidas. Devo registrar, ainda, que tanto eu como Acyr estudamos o Ginásio nesse tradicional educandário", salientou.


Ruth e Acyr, namorados, em 1953

 Segundo Ruth, " Acyr fora aprovado em concurso para o Banco do Brasil, e, por isso,  foi trabalhar no município de Jacarezinho, no Paraná ".


Acyr e colegas de trabalho do Banco do Brasil, em Jacarezinho, Paraná, em 1955


O casamento de Ruth com Acyr ocorreu no dia 12 de junho de 1955: " casamo-nos no cartório de Bom Jesus do Norte (ES), na casa de Mário Silveira, pai de Acyr. No dia 13, casamo-nos na Igreja Matriz de Bom Jesus do Itabapoana, em celebração do Padre Ovídio", registrou.


Três fotos do casamento
 José de Azevedo, Hermínia, Ruth, Acyr, Maria Antonieta e Mário Silveira. 
Em pé: Acyr, Ruth, Otávio Faeti, Elziera, Alzira e Laura. Sentados: Maria de Lourdes, Mário, Antonieta, Eloísa Helena e Mria de Lourdes.


Em pé, a partir da esquerda: Mário C. Silveira, Otávio Faeti, Acyr, José de Azevedo Mattos, Ademar Nunes da Silva e um filho do Professro Deusdedith. No meio: Alzira Silveira, Maria de Lourdes, Orlando Nunes, Maria Antonieta, Laura, Elzira, a criança Ângela Maria, Hermínia, Ruth, Maria José, Maria Cristina F. Borges. Branca F. Borges, Yolanda de Azevedo Correia, a criança Antonio Carlos com Maria de Lourdes Lopes,  Dagmar F. Rangel, Maria Amélia e Maria Mercês com a criança Paulo Roberto. À frente: Paulo Sérgio, Maria Lucília, Luiz Alberto Nunes da Silva, Rogerio Nunes, Ademar, Nacif Bomeline, Marcia, Heloisa, Ana Maria, Sônia Correia e Maria de Lourdes.

 Após o casamento, "fomos residir em Jacarezinho. Moramos cerca de um ano na terra paranaense, porque Acyr conseguiu transferência para Bom Jesus, onde se aposentou, tempos depois", assinala.

Ruth e Acyr tiveram 6 filhos: Luzia Maria, casada com Paulo Xavier, Lídia, casada com Carlos Augusto Tavares, Amintas, casado com Verônica, Silênia, casada com Rubens Rangel, Nereida, e Adriano.


Ruth e Acyr com o cetro e a coroa recebidos em sua casa, por ocasião da Festa do Divino Espírito Santo em 1994



Acyr aposentou-se em Mimoso do Sul (ES) e passou a cuidar da Fazenda Santa Fé, que comprara de seu pai. Quando adoeceu, contudo, acabou vendendo-a. Acyr faleceu em 04/10/2004 e a fisionomia de Ruth se entristece ao lembrar desta data.

"Meu Ló, querido, muitas saudades. Um ano sem ele", escreveu Ruth no verso da foto, em 14/10/2005

 (continua)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


86 ANOS DE LUCIANO BASTOS

              Claudia Martins Borges Bastos do Carmo
 

Exiba LUCIANO BASTOS 13 JUNHO 1997 JUBILEU DE OURO ROTARY CLUB.jpg na apresentação de slides
Luciano Bastos, que sempre se dedicou a causas comunitárias, no Jubileu de Ouro do Rotary Club, em 13 de Junho de 1997, ocasião em que foi o orador oficial






Se estivesse vivo, o advogado e político Luciano Augusto Bastos completaria 86 anos no dia 21 de janeiro.  Ele, que também foi jornalista e professor, morreu no dia 08 de fevereiro de 2011.


    Durante toda a sua vida dedicou-se à Educação, tendo sido, por mais de 50 anos, Diretor do Colégio Rio Branco.


    Luciano Bastos foi casado com Leny Borges Bastos, com quem teve quatro filhos: Claudia Martins Borges Bastos do Carmo, Gino Martins Borges Bastos, Francia Martins Bastos da Silveira e Paula Martins Borges Bastos.


     Seus filhos, como homenagem, deram seu nome ao Espaço Cultural que preserva a memória do Colégio Rio Branco e ali se propõem a investir em tudo o que ele sempre valorizou.


     Parece que foi ontem, mas já se vão três anos sem ele!


     Desejamos, por isso, relembrá-lo com carinho, dedicando-lhe o poema “Faz escuro, mas eu canto”, do poeta amazonense Thiago de Mello. 




Faz escuro, mas eu canto 
"Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia"