domingo, 27 de julho de 2014


A CASA ONDE RESIDIU BOANERGES BORGES DA SILVEIRA E MARIA DO CARMO SILVEIRA, A BILUCA



Casa, em Bom Jesus do Itabapoana, onde Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Oliveria, a Biluca, residiram (Acervo Áureo Fiori)



Na cidade de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Silveira, a Biluca, residiram em uma residência localizada na Praça Governador Portela.

Boanerges Borges da Silveira. Foto de A Voz do Povo, em 1933


Na sala da casa, Boanerges estabeleceu um escritório onde oferecia consultoria jurídica. Sua residência propriamente dita ficava localizada na parte dos fundos. Quem nos informa isso é João José Assad, que recebeu orientações jurídicas do pai dos governadores Roberto e Badger Silveira. Conta ele:

"Boanerges era grande conhecedor da área jurídica e eu costumava frequentar sua casa para tirar dúvidas, uma vez que eu era estudante de direito. Ele me atendia com total disponibilidade. Recordo-me que, certa vez, idealizei conseguir a naturalização de meu pai, Alexandre José Assad, que era libanês. Boanerges analisou o caso e concluiu que essa seria tarefa difícil, devido à  burocracia na capital federal. Por sorte, contudo, uma lei estabeleceu que, por ocasião da promulgação da Constituição Federal de 1936, quem fosse estrangeiro, tivesse propriedade e filho no Brasil, poderia obter a cidadania brasileira. Assim, através de medida judicial, consegui a naturalização de meu pai que, graças a isso, pôde votar, anos depois, em Roberto Silveira para governador". 

João José Assad recebeu orientações de direito de Boanerges Borges da Silveira em sua residência

Leonídia Abreu dos Santos Silva, afilhada de Boanerges,  por sua vez, visitou referida casa, quando era criança. Afirmou ela:  "Recordo-me que mamãe me trazia para vê-los (Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo da Silveira, a Biluca), na casa localizada na Praça Governador Portela. Eles tinham um funcionário chamado Zezinho. Ele era baixinho. Quando chegávamos, padrinho Boanerges mandava o Zezinho comprar balas para mim. Eu tinha cerca de 8 anos. As balas vinham em sacola de papel. Eles sempre tinham um presente para mim. Biluca sempre dava um tecido para que minha mãe fizesse uma roupa para mim. Minha mãe era costureira".


Leonídia Abreu dos Santos Silva visitou a casa de Boanerges e Biluca, quando era criança




Via onde estava localizada a residência de Boanerges Borges da Silveira (Acervo Áureo Fiori)


O Varejão Supermercados está estabelecido onde, outrora, foi a residência dos pais dos governadores Roberto e Badger Silveira

sábado, 26 de julho de 2014

CONCURSO DE FOTOGRAFIA DO CIRCUITO CULTURAL






1º CONCURSO FOTOGRÁFICO
DO CIRCUITO CULTURAL ARTE
ENTRE POVOS 

REGULAMENTO





1 - INSCRIÇÃO:
A)   As fotos deverão ser enviadas, anexadas em um e-mail, para: cimar@fcmpe.com.br, até o dia 31 de outubro de 2014;
B)   No campo assunto deverá ser escrito o seguinte: “Circuito Cultural Arte entre Povos – Concurso Fotográfico”;
C)   No corpo da mensagem, o participante deverá colocar o seu nome completo e um telefone para contato;
D)   Só poderão participar do concurso os fotógrafos inscritos nas Oficinas de Fotografia, oferecidas durante o 5º CIRCUITO CULTURAL ARTE ENTRE POVOS;
E)    Cada participante poderá concorrer com até 2 (duas) fotos diferentes e inéditas, de acordo com o tema proposto;
F)     Todos os e-mails recebidos serão respondidos, sinalizando a participação no concurso;
G)  A Comissão Organizadora do concurso não se responsabiliza por extravio ou não recebimento dos e-mails.

2- TEMAS E DIMENSÕES:
A)   O tema principal do concurso é: "MINHA CIDADE, MEU LUGAR".
B)   As fotos deverão ser enviadas em arquivo formato JPEG, com dimensões de 1024 x 768 dpi e resolução de no máximo 300 dpi;
C)   Não serão aceitas montagens, maquiagens ou fotos modificadas em software de tratamento de imagens;
D)   A Comissão Organizadora do concurso não se responsabiliza por problemas nos arquivos, que impossibilitem a sua abertura ou cópia.

3 - JULGAMENTO:
A)   A Comissão Julgadora será constituída por três (3) membros, de reconhecido saber no campo da fotografia que selecionarão as 20 (dez) melhores fotos, classificando-as;
B)   Os critérios de julgamento serão: qualidade técnica, beleza estética e originalidade;
C)    O julgamento será realizado em sessão reservada, em local a ser definido pela Comissão Organizadora;
D)   As fotos enviadas para os jurados constarão apenas de um número de inscrição, ficando em sigilo com a Comissão Organizadora o nome do autor.

4 - PREMIAÇÃO:
A) Os autores das fotos classificadas nos 2 (dois) primeiros lugares, serão contemplados com um livro sobre técnicas de fotografia, cada um;
B) Os autores das fotos classificadas do 3º lugar ao 5º lugar receberão certificados de menção honrosa;
c) Na hipótese de um mesmo autor ter 2 (duas) fotos classificadas, nos 2 (dois) primeiros lugares, só fará jus a uma premiação;
f) Os prêmios serão enviados aos contemplados, via sedex (com AR) e documento de recebimento da premiação.

5 - DISPOSIÇÕES GERAIS:
A)   Ao participar do concurso, o fotógrafo aceita plenamente os termos deste Regulamento, não cabendo nenhum tipo de recurso;
B)   Ao participar do concurso, o fotógrafo permite que suas fotografias sejam divulgadas pela Comissão Organizadora, na internet, com os devidos créditos ao autor;
C)   Em fotos que apareçam pessoas, as autorizações de uso de imagem serão de responsabilidades dos fotógrafos participantes, eximindo os Organizadores de quaisquer responsabilidades;
D)   As 20 (vinte) fotos selecionadas serão inseridas no site www.fcmpe.com.br e na rede social do fotógrafo Cimar Pinheiro, com os devidos créditos ao autor;
E)    Os membros das Comissões Organizadora e Julgadora não poderão enviar fotos para o concurso fotográfico;
F)    Os casos omissos nesse regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Dores do Rio Preto, 7 de agosto de 2014.

COMISSÃO ORGANIZADORA
Cimar Pinheiro e Cida Moreti


O CURTO-CIRCUITO DA PREFEITURA DE BOM JESUS DO ITABAPOANA E DO GOVERNO DO ESTADO

Placa afixada em período eleitoral: um inexistente Circuito Religioso




A palavra "circuito" costuma ser utilizada como referência a um itinerário organizado na seara de determinada atividade. Assim, temos, como exemplo, o Circuito Cultural Arte Entre Povos que, neste ano, entre os dias 7 de agosto e 19 de setembro, em sua 5a. edição, levará um certo número de artistas a percorrerem vários municípios de quatro estados, estimulando a integração cultural.



Em Bom Jesus do Itabapoana, as atividades ocorrerão entre os dias 7 de 10 de agosto.

 

 O próprio 2o. Passeio Cultural de Bom Jesus do Itabapoana, que ocorrerá no dia 10 de agosto, constitui um circuito, uma vez que, de modo organizado, pessoas serão levadas a visitarem diversos locais de interesse histórico e cultural de nosso município.



Um dos elementos que  caracteriza um circuito, portanto, é esta organização de itinerário, onde as pessoas são levadas a percorrerem vários locais.

Por outro lado, diz-se que quando há falta de inteligência, a esperteza se manifesta.

A prefeitura municipal de Bom Jesus do Itabapoana, desde o ano passado, passou a utilizar algumas manifestações católicas do município, como integrantes de um inexistente "circuito religioso".

É como se alguém quisesse, por exemplo, afirmar que em Bom Jesus do Itabapoana há o "circuito das águas", simplesmente devido ao fato de nosso município contar com rio, riachos e cachoeiras.

A prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana e o governo do Estado utilizam, portanto, a denominação  "circuito religioso" como mero  artifício de retórica.

Indague-se ao romeiro que participa da Romaria de Nossa Senhora Aparecida, entre Calheiros e Arraial Novo (local a que alude a placa) se ele se considera participante de um circuito religioso. Isso soará como ofensa à sua fé.


Com efeito, o romeiro  ao participar de uma Romaria, manifesta sua fé íntima, a vivencia. Ao contrário do turista, que se limita a observar o evento.

O fato é que não existe o divulgado Circuito Religioso em Bom Jesus do Itabapoana, seja qual for o prisma com que se analise a questão. Não há Circuito Religioso pela ótica do cristão que participa dos eventos religiosos, e não existe Circuito Religioso sob a concepção de arregimentação de turistas para acompanharem os eventos religiosos locais.


Diante do curto-circuito da inteligência, só resta usar a esperteza.









sexta-feira, 25 de julho de 2014

A CASA DE BOANERGES SILVEIRA NO SÍTIO RIO PRETO E A FAZENDA SÃO TOMÉ


           Neste local havia um casarão, onde residiram Boanerges e Biluca


Depoimento de Ciléa Abreu dos Santos, filha de Luiza Abreu dos Santos, esposa de Neneco, o amigo de infância de Roberto e Badger Silveira: " O casarão onde Boanerges e Biluca moraram, no Sítio Rio Preto, não existe mais. Ele estava estabelecido na parte alta, onde podia se ter ótima visão ao redor. Apetrechos deste casarão, contudo, foram aproveitados na construção da residência de meu pai, Neneco, como os esteios da casa, a parte superior de uma porta, e um cabide".

Várias telhas do casarão também podem ser encontradas ao redor.



Leonídia, Ciléa e Cintia, filhas de Neneco, e a porta do casarão onde viveram Boanerges e Biluca


Além disso, Ciléa diz: "Recordo-me que quando minha mãe, Luiza Abreu dos Santos, foi operar as amígdalas em Niterói, todos os gastos ocorreram por conta de Roberto Silveira, que era deputado estadual. Lembro-me, ainda, que ela ficou hospedada na casa de Boanerges, em Niterói", assinalou.

                                



Esteios do casarão de Boanerges e Biluca foram utilizados na construção da casa de Neneco



               FAZENDA SÃO TOMÉ

Por outro lado, na Fazenda São Tomé, vizinha ao Sítio Rio Preto, Boanerges estabeleceu, na época, uma importante área de produção de café, que trouxe prosperidade para a região.








Atual resiência da Fazenda São Tomé


WILMA MARTINS TEIXEIRA COUTINHO‏ 

 presente no lançamento da pedra fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira

 

Wilma Martins Teixeira Coutinho participou dos Governos de Roberto e Badger Silveira

 

Wilma Martins Teixeira Coutinho, viúva, 87 anos, advogada militante, nascida em São Sebastião do Alto (RJ), atualmente residente em Niterói, participou de dois momentos históricos: os Governos de Roberto Silveira, até sua trágica morte, e Badger Silveira até o triste episódio do Golpe Militar. 

Ela estará presente no lançamento da pedra fundamental do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira no Sítio Rio Preto, Calheiros, 2o. distrito de Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no dia 10 de agosto, às 14h.



A VISITA DE ROBERTO SILVEIRA A ROSAL


Roberto Silveira e Agostinho Pimenta de Souza (E) no distrito de Rosal, em 1959 (acervo de Edesio Machado de Souza)





Por ocasião da inauguração da 1a. barragem da Usina Franco Amaral, zona rural de Bom Jesus do Itabapoana, em 1959, o governador Roberto Silveira esteve no distrito de Rosal.

Na oportunidade, o governador esteve na residência de Nelcy Gonçalves Padilha e Francisco Ramalho Padilha, do qual foi padrinho de casamento, juntamente com sua esposa, Ismélia Saad. 

Foi ali que ocorreu a foto acima do governador com Agostinho Pimenta de Souza, pai de Edesio Machado de Souza, um dos dirigentes da AAGRBS (Associação dos Amigos dos Governadores Roberto e Badger Silveira).



Nelcy Gonçalves Padilha:"Roberto Silveira  engrandeceu o PTB"


A reportagem de O Norte Fluminense esteve à mesma casa visitada por Roberto Silveira, cinquenta e quatro anos depois. Lá, encontrou com Nelcy que afirmou:"Meu pai, Nelson Gonçalves, era muito amigo de Roberto Silveira. Ele, juntamente com Agostinho Pimenta e Jocylen Machado fundaram o PTB em Rosal. Era um partido muito pequeno em relação ao PSD, que contava com Abílio de Sá Viana, e em relação ao UDN, de Jair Fitaroni. Foi Roberto Silveira quem fez o PTB crescer".



Vagner Gonçalves Padilha e o "até a volta" de Roberto Silveira

O Norte Fluminense colheu, também o depoimento de Vagner Gonçalves Padilha, primogênito do casal rosalense: " Eu tinha 12 anos de idade e estava imobilizado na cama, por causa da hepatite. Na ocasião, Roberto estava acamado em decorrência dos ferimentos. Recordo-me que meu pai, quando acordou naquele dia, disse para minha mãe: -Nelcy, Roberto morreu. Minha mãe respondeu que não, pois ele estava no hospital. Meu pai disse então: - Sonhei que nesta madrugada, Roberto chegou à beira da minha cama e fazendo o gesto habitual de levar a mão à cabeça e afastá-la, em seguida, disse: - Até a volta! O fato é que, minutos depois, veio a notícia do falecimento de Roberto."

A casa de Nelcy e Francisco visitada por Roberto Silveira há 54 anos

5o. CIRCUITO CULTURAL É NACIONAL