domingo, 28 de dezembro de 2014



125 – O NORTE FLUMINENSE



Acróstico – homenagem nº 125

Por Maria Beatriz Silva – Laje do Muriaé (RJ) – Brasil

Em 26 de dezembro de 2014



O – O NORTE FLUMINENSE, pioneiro na pesquisa da história bonjesuense.


N – Nasceu em vinte e cinco de dezembro de 1946, por Ésio Martins Bastos, seu fundador

O – O período de 2003 a 2011, foi cuidadosamente dirigido por Luciano Augusto Bastos

R – Revelando, defendendo, guardando histórias, comprovando fatos.  

T – Traz hoje com bravura e competência, seu diretor Dr. Gino Bastos

E – Enriquecimento cultural a cada edição, revelando histórias de nomes consagrados


F – Falando de riqueza patrimonial, faz com que se leia O Norte Fluminense

L – Líder na conservação de patrimônio histórico, do seu berço natal              

U – Unânime na luta da preservação da memória e de documentação única.

M – Multicultural, promovendo ações diversificadas, difundindo a arte e a cultura

I – Irradia o prazer de colaborar com eventos e oficinas, o pai imortal da nova geração

N – Novas sementes lançando, para o desenvolvimento cultural dessa nação

E – Especialmente comprometido em levar fatos históricos e conhecimento aos leitores

N – Num passado, através das entrevistas, famílias tantas podem perceber a sua origem

S – São muitas emoções em cada história gravada nas páginas de ouro desse jornal

E – Encantada com tamanha riqueza, só me resta dizer: Parabéns Pérola Fluminense!



Laje do Muriaé (RJ) Brasil, em 26 de dezembro de 2014.

Maria Beatriz

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CANTATA DE NATAL DA PANIFICADORA FAMÍLIA BORGES


Ocorreu ontem, à noite, a tradicional Cantata de Natal organizada pela Panificadora Família Borges, com a apresentação impecável do Grupo Amantes da Arte.

O público respondeu positivamente ao evento.

A Panificadora Família Borges é mais um empreendimento de êxito das Organizações Borges, fixado em prédio histórico de 1922.














O primeiro prefeito e os primeiros vereadores de Bom Jesus do Itabapoana


Amanhã, dia 25 de dezembro, O Norte Fluminense lembrará os 124 anos da primeira emancipação de Bom Jesus do Itabapoana, ocorrida no dia 25 de dezembro de 1890. Para tanto, será afixado banner, com a diagramação abaixo, no Big Hotel, prédio que funcionou, na época, como sede da prefeitura.

Amanhã, O Norte Fluminense comemorará, também, 68 anos de existência.







Judith Sueth, proprietária do Big Hotel,  Gino Bastos, André Luiz de Oliveira e o livro sobre a história da primeira emancipação de Bom Jesus, na tarde de hoje: homenagem aos 124 anos da primeira emancipação de nosso município

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MAGISTRADO FAZ DO ECLB GUARDIÃO DE FOTO RARA DE SEPULTAMENTO DE PADRE MELLO




 Foto do magistrado dr. Luiz Alberto Nunes da Silva integrará livro sobre Padre Mello
(Foto de André Luiz de Oliveira)







Sepultamento de Padre Melo, no dia 14/08/2004. Frente da Igreja Matriz, vendo-se, entre outros: Sebastião Alfeu da Silva, Dr. Cesar Ferolla, Dr. Oliveiro Teixeira (prefeito municipal), Vitório Ferolla, Jorge Teixeira (Jorge "Sedinho") e Elias Chalhoub. (acervo do magistrado dr. Luiz Alberto Nunes da Silva entregue ao ECLB).



A foto entregue ao ECLB pelo magistrado dr. Luiz Alberto Nunes da Silva integrará o livro que será lançado pela Editora O Norte Fluminense, contendo algumas obras escritas por Padre Mello, e que constará da Coleção Literatura Bonjesuense. O livro será laçado no dia 7 de agosto de 2015, às 20 h, no auditório Dona Carmita do ECLB.

Padre Antonio Francisco de Mello, o português oriundo da Ilha de São Miguel, no Arquipélago de Açores, chegou a Bom Jesus do Itabapoana em 1899 e teve atuação decisiva no desenvolvimento cultural do nosso município.

Engenheiro, foi responsável pela construção das duas torres da Igreja Matriz, considerada uma das mais belas do interior do país. 


Torre direita da Igreja foi construída por Padre Mello


Padre Mello foi também o responsável pela regularização dos registros de imóveis no município, obtendo êxito após tentativas infrutíferas por parte de outros agentes.


Padre Mello regularizou os registros de imóveis no município. (Manuscrito de Padre Mello doado ao ECLB por Edino Apolinário)



Além disso, foi escritor, poeta e redator do jornal "Meu Campinho". Por quase 50 anos, forjou as bases de sólida cultura entre nós. Faleceu no dia 13 de agosto de 1947, início da festa do município que tanto amava, a Festa de Agosto.

Luciano Bastos, fundador da Editora O NORTE FLUMINENSE, possuía uma pasta com informações e documentos importantes sobre Padre Mello, assim como de outras personalidades, como Osório Carneiro e Octacilio de Aquino, que devem ser, também, objeto de futura publicação de livro. Com a doação de outros documentos, foi possível a deliberação pela publicação de uma obra contendo algumas obras do pároco bonjesuense.


OBRAS DE PADRE MELLO



 O poema "Victoria do Genio" de 1922, que constará da publicação, foi doado ao ECLB por dona Maria Aparecida Dutra, neta do primeiro prefeito de Bom Jesus do Itabapoana: Pedro Gonçalves da Silva.


"Victoria do Genio", de 1922, foi doada ao ECLB por Maria Aparecida Dutra

  A obra "Os Cavallos de Zebinho", por sua vez, foi doada pelo monarca dos poetas bonjesuenses, Elcio Xavier.


Os Cavallos de Zebinho, de 1926, foi doado ao ECLB pelo poeta Elcio Xavier
 
O poema "O Padre", de 1932, e "Somos todos operários", de 1945, pertenciam ao acervo de Luciano Bastos.


"O Padre", de 1932, pertencia ao acervo de Luciano Bastos



"Somos todos operários", de 1945,  outra obra do acervo de Luciano Bastos



Constarão do livro, ainda, outras poesias esparsas de Padre Mello. O Colégio Rio Branco, através de seu diretor, Luciano Bastos, editou, em 1997, livreto, por ocasião do 50o. aniversário do pároco.



O Colégio Rio Branco, por seu diretor Luciano Bastos, homenageou a memória de Padre Melo, com um livreto, em 1997, ocasião do cinquentenário do seu falecimento




Deve-se registrar, ainda, que graças à pesquisa de Antonio Soares Borges e Ney Deluiz, obtivemos dados sobre o nascimento de Padre Mello em Portugal.

Certidão de Nascimento de Padre Mello: crédito a Antonio Soares Borges e Ney Deluiz


Esta obra, a ser lançada pela Editora O NORTE FLUMINENSE, suprirá uma lacuna em nossa área literária, permitindo que os bonjesuenses tenham acesso, de modo mais sistêmico, à grandeza literária de um dos grandes escritores universais que fincou raízes em nosso solo. 




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O SILÊNCIO DA FURIOSA


Ao contrário dos dias do mês de agosto, em que, tradicionalmente, a Lira Operária Bonjesuense, conhecida como "Furiosa", faz ecoar pelas ruas de Bom Jesus do Itabapoana, toda sua incomparável sonoridade, silenciou-se, contudo, até o momento, em relação à eleição da nova diretoria que irá reger a entidade no próximo triênio. Silenciou, ainda, sobre a prestação de contas.

No ano de 1969, a Lira Operária costumava publicar balancete no jornal O NORTE FLUMINENSE (veja abaixo).

Verifica-se do balancete, que a Lira Operária mantinha um quadro de associados que contribuíam para a manutenção da entidade.


Que a Furiosa faça ecoar na sociedade a sonoridade da prestação de contas e da eleição da nova diretoria.












Família Borges de Bom Jesus e suas origens açorianas (Parte I)




                                          Por Claudia Martins Borges Bastos do Carmo 


       Há 240 anos, em 21.01.1774, Francisco Lourenço Borges nascia na ilha Terceira, Açores.

       Quando embarcou para o Brasil, no final do séc. XVIII, ele nunca poderia imaginar que as tradições e a religiosidade profunda, cheia de encanto e de beleza, trazidas de sua terra, seriam herdadas e preservadas por seus descendentes em locais tão distantes como Bom Jesus do Itabapoana, RJ, dentre elas a devoção particular pelo Espírito Santo. 


Apresentação


   Neste texto apresentamos as pesquisas realizadas por Maria Cristina Borges, Claudia Martins Borges Bastos do Carmo e Antonio Soares Borges sobre a origem da família Borges de Bom Jesus do Itabapoana, RJ.
       As informações que sempre tivemos eram as contidas no livro "Bom Jesus do Itabapoana" do historiador Zico Camargo, que traz a genealogia da família Teixeira. Sabíamos que Ana Rosa Teixeira, uma dentre os dez filhos do mineiro Francisco Teixeira de Siqueira que vieram para nossa cidade foi casada com Francisco José Borges e aqui deixou grande descendência. 
    Quem foi Francisco José Borges? De onde veio? Essas foram as perguntas que nos levaram a essa pesquisa, que não é um trabalho pronto, podendo ser alterado de acordo com o surgimento de novos dados. 
   Iniciamos procurando informações sobre a família Borges nos registros paroquiais da Igreja Matriz de Bom Jesus do Itabapoana, o que nos levou ao registro de batismo do bisavô de Cristina, MESSIAS, surgindo assim a primeira “pista”: o nome do nosso “avô” açoriano Francisco Lourenço Borges. 

Registro de Batismo de Messias José Borges. Fonte: Registro Paroquial de Bom Jesus do Itabapoana, RJ
    


             "Aos seis dias do mês de janeiro de mil oitocentos e setenta e dois, nesta Freguesia do Senhor Bom Jesus do Itabapoana, batizei e pus os santos óleos ao inocente Messias, branco, nascido em dezembro último, filho legítimo de Francisco José Borges e Maria Carolina Borges; neto paterno de Francisco Lourenço Borges e Anna Rosa de Jesus; e materno de Anacleto Elias de Oliveira e Francisca de tal; foram padrinhos Antonio Teixeira de Siqueira e sua mulher Maria Joaquina da Silva; do que mandei lavrar este assento que assinei. Vigrº José Guedes Machado.”




   Com a informação contida no registro de Messias, fomos em busca de dados sobre Francisco Lourenço Borges e chegamos à origem açoriana da família, através do site “Projeto Compartilhar”, trabalho de Bartyra Sette.




1. FRANCISCO LOURENÇO BORGES - AÇORES       

                                 

   
  Foi na Ilha Terceira, freguesia de São Miguel Arcanjo das Lajes, bispado de Angra do Heroísmo, arquipélago dos Açores, que nasceu e foi batizado Francisco Lourenço Borges aos 21/01/1774, sendo filho de Antonio Vieira de Andrada e Joana Antonia. Na fotografia abaixo, o registro de batismo de Francisco Lourenço Borges, localizado pelo primo Antonio Soares Borges na biblioteca digital disponibilizada pelo Centro de Conhecimento dos Açores.

Registro do nascimento de Francisco Lourenço Borges. Pesquisa: Antonio Soares Borges. 
Fonte: Centro de Conhecimento dos Açores – Biblioteca Digital – Lajes, Baptismos, 1751-1769 > 0141
                             

      "Francisco , filho de Antonio Vieira de Andrada, natural desta freguesia das Lages, e de sua mulher Joanna, natural da freg. das Quatro Ribeiras e fregueses desta Paroquia de Arcanjo de São Miguel nasceu aos vinte e um dias do mês de Janeiro do presente ano de mil setecentos e setenta e quatro, foi batizado nesta Paróquia d por mim, Manoel da Costa, Vigário desta, aos vinte e nove dias do mesmo mes e ano,foram padrinhos Francisco Vieira de Andrada e sua mulher D. Maria Nascimento, fregueses desta Paróquia, José e para constar fiz esse termo que assinei com testemunhas no mesmo dia, mês e ano.                 Manoel da Costa, Vigário"



       Antonio localizou também dois irmãos de Francisco nos Açores: Manoel, nascido em 28/01/1757 e Thomazia, nascida em 27/09/1770.


 2. VINDA PARA O BRASIL


Não sabemos a data em que emigrou, mas deve ter vindo bem jovem, seguindo rumo a Minas Gerais, onde se dedicou ao trabalho com tropas de carga. Transportava gêneros para abastecer o Rio de Janeiro e voltava com produtos necessários aos mineiros. Aos 16 anos, em 08/01/1790, atravessou cargas de sal no Registro de Mantiqueira, conforme consta no Arquivo Público Mineiro.

      Pintura "Tropa de cargas", de Rugendas

           Muitos outros produtos, dentre eles produtos de farmácia, eram trazidos do Rio de Janeiro por Francisco, que os revendia em seu comércio de secos e molhados, como vemos na dissertação “Entre lojas e boticas: o comércio de remédios entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais (1750-1808)”, apresentada por Danielle Sanches de Almeida: "Esse mercador comprava gêneros de botica, no Rio de Janeiro, de Antonio Roiz de Carvalho, João Viana Gomes, Gaspar Barbosa Lima entre outros, para vender em sua loja de secos e molhados."
Trecho de "Entre lojas e boticas: o comércio de remédios entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais (1750-1808)”, de Danielle Sanches de Almeida


 

            Francisco também comerciava escravos no Rio de Janeiro. Fábio W.A. Pinheiro, em sua dissertação de mestrado em História na UFRJ, citou Francisco Lourenço Borges como um dos comerciantes de escravos responsáveis por grandes remessas (acima de 20 escravos) do Rio de Janeiro para Minas Gerais, entre 1809 - 1830. 
             Em 25 de abril de 1798, aos 24 anos, Francisco Lourenço Borges casou-se na Capela da Ressaca, Prados, MG, com Ana Rosa de Jesus, mineira, natural de Prados, filha do Alferes Bento José Pereira e Tereza Umbelina de Jesus. Um dos irmãos de Ana, Manoel José Pereira, casou-se com Ermelinda Rodrigues da Conceição, considerada a fundadora da cidade de Miracema, RJ.                                                              

Certidão de casamento de Francisco Lourenço Borges e Anna Roza de Jesus



              “Ressaca – Francº Lourenço Borges – Ana Roza de Jesus 

             Aos vinte cinco dias do mês de Abril de mil sete centos noventa, e oito annos, na Capella da Ressaca, filial desta Matriz de Prados, feitas as denunciaçõens na forma do Sagrado Concilio Tridentino, constituição, e precedendo provisão de habilitação do muito Reverendo Doutor Pedro Joze Pereira de Castro, Vigario da vara desta comarca, que fica em meu poder, de Licença minha, na presença do Reverendo Severino Jose da Silva Moura, e das testemunhas assignadas na certidão por palavras de prezente et in facie Eclesia Francisco Lourenço Borges filho Legitimo de Antonio Vieira de Andrade e Joanna Antonia, natural, baptizado na freguesia de Sam Miguel Arcanjo, ilha Terceira, Bispado de Amgra; e Anna Roza de Jesus filha Legitima de Alferes Bento Jose Pereira, e Thereza Umbelina de Jesus, natural, e baptizada nesta sobredita freguesia de Prados, e logo lhes deo as bênçõens nupciais na forma do Ritual Romano e para constar mandei fazer este assento, que assignei era ut supra. O Vigrº Jose Glz Torrez”.


          Em 1805, sete anos após o casamento, Francisco Lourenço Borges comprou, de Agostinho Homem da Costa e sua mulher Rosa Dias de Jesus, a Fazenda do Ribeirão, junto ao rio Paraopeba, na Aplicação de São Caetano de Paraopeba, filial de N. Sra. da Conceição da Real Vila de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete), Comarca do Rio das Mortes. Essa fazenda anteriormente havia pertencido ao Alferes Cristóvão Dias Gonçalves, e tinha como limites as terras do capitão Benedito Dornelas da Costa e Manoel Francisco da Costa. 
Fonte: Síntese de Cartas de Sesmarias e Anotações pessoais de Joaquim Rodrigues de Almeida, em Biblioteca Antonio Perdigão, Museu e Arquivo da Cidade de Conselheiro Lafaiete.

Rio Paraopeba
 Fonte: Wikipedia







             Em seu testamento, Francisco Lourenço Borges declarou ser membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento (importante agremiação religiosa que reunia em seu quadro a elite local), da Irmandade do Senhor de Matosinhos (celebração da festa anual ao Bom Jesus em Agosto, entre os dias 1 e 15) e da Irmandade da Senhora da Boa Morte, em Barbacena, da qual era membro remido.
               Francisco Lourenço Borges também foi Vereador da Câmara de Queluz.  Em 26.02.1823 ele e seus colegas mandaram riscar a cláusula de juramento prévio da Constituição pelo Príncipe D. Pedro I, inserida a pedido do Senado da Côrte. Reconhecendo ter sido um erro declararam que  “de nenhuma sorte deve ter logar a cláusula de semelhante juramento, que de sua natureza he nulo, devendo ser riscada em todos os logares onde se tivesse escrito, havendo como nunca proferida” (Fonte: Jornal Império do Brasil, em 29/03/1823).
Trecho do Jornal Império do Brasil, de 29/03/1823


           Em 02 de Maio de 1824, Francisco Lourenço Borges fez testamento de seus bens, registrando que estava "bastantemente enfermo de cama e de pé". Faleceu logo depois, em 13 de Maio de 1824, com apenas 50 anos, na Fazenda do Ribeirão, de sua propriedade.
       O testamento está disponível na internet através do Projeto Compartilhar:



3. DESCENDÊNCIA  

        Francisco Lourenço Borges e Ana Rosa de Jesus, conforme descrito no testamento dele, foram pais de: 

1. Francisco Lourenço Borges *
2. Francisca de Paula de Jesus, casada com João Lourenço Borges;
3. Maria Teresa Umbelina, casada com Francisco Antonio dos Santos;
4. Ana Querubina de Jesus, casada com Antonio Luiz da Cunha;
5. Theresa Umbelina de Jesus, casada com José Ferreira de Sousa Jr.;
6. Antonia (Pulcheria) de Jesus, casada com João Ferreira de Sousa;
7. Vicência Teresa de Jesus, casada com Joaquim Ferreira de Sousa;
8. Mafalda Antonia de Jesus;
9. Messias Umbelina de Jesus, casada com André Ferreira de Sousa;
10. Cândida Umbelina de Jesus, casada com Gervásio Ferreira de Sousa.

      * É muito comum, em registros antigos, haver divergência nos sobrenomes. Francisco Lourenço Borges e Francisco José Borges são, pelos documentos que localizamos, a mesma pessoa.


4. FAMILIA BORGES E SUA LIGAÇÃO COM A FAMILIA DE TIRADENTES
              Essa relação deve-se ao casamento de FRANCISCO JOSÉ BORGES, filho de Francisco Lourenço Borges e Ana Rosa de Jesus, com GERTRUDES JOAQUINA DA SILVA, filha do Cap. José Ferreira de Souza e Vicência Joaquina da Silva. Neta paterna do Cel. Francisco José Ferreira de Sousa e ANTONIA RITA DE JESUS XAVIER, irmã mais nova do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Neta materna do Cap. André Rodrigues Chaves e Gertrudes Joaquina da Silva. 
         As famílias de Francisco Lourenço Borges e do Cap. José Ferreira de Sousa (relação acima) tinham forte ligação, pois 6 (seis) irmãos Borges se casaram com irmãos Ferreira de Sousa.

5. FRANCISCO JOSÉ BORGES


Batismo de Francisco José Borges

        Francisco José Borges foi batizado em 9 de Junho de 1806, na Capela de Santo Amaro, filial da Matriz de N. Sra. da Conceição da Real Vila de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete), MG, pelo Padre Gregório João da Cruz. Foram seus padrinhos Domingos da Cunha Lopes e sua mulher Ana Joaquina Diniz.

                                                                                              
                   

         O Registro de Batismo de Francisco José Borges está guardado no Arquivo da Cúria Arquidiocesana de Mariana - Livro de Batismo Período 1794 - 1829 - Livro I 14 - Pág. 236, Conselheiro Lafaiete, como segue:

        "Aos nove de Junho de anno de mil oito Centos, e Seis na Capella de Santo Amaro, filial desta Matris de Nossa Senhora da conceipçam da Real Villa de Quelus o Capellam da mesma Gregorio João da Cruz baptizou e poz os Santos Óleos a Francisco párvolo filho legítimo de Francisco Lourenço Borges e Anna Rosa de Jesus. Foram padrinhos Domingos da Cunha Lopes, e sua mulher Anna Joaquinna Dinis todos desta Freguezia.  Para constar fis este assento, que assigno. O Vigrº Fortunato Gomes Carnrº."
         Casou-se com 20 anos de idade na Ermida das Dores de Aplicação dos Olhos d’Água, Queluz (atual Conselheiro Lafaiete, MG), em 16 de outubro de 1826 com GERTRUDES JOAQUINA DA SILVA, filha do Cap. José Ferreira de Sousa e Vicência Joaquina da Silva. Assistiu-os o Padre Gonçalo Ferreira da Fonseca, em cuja Fazenda refugiou-se o Cônego Antonio Marinho, historiador da Revolução Liberal de 1842.
          Foram testemunhas do casamento: Silvério José Pereira e Domingos da Cunha Lopes.

Registro de casamento de Francisco José Borges e Gertrudes Joaquina da Silva.
Fonte: Registros paroquiais de Conselheiro Lafaiete, disponível em 
familysearch.com
                                            Pesquisa: Maria Cristina Borges

       
          O Registro de Casamento de Francisco José Borges e Gertrudes Joaquina da Silva está guardado no Arquivo da Cúria Arquidiocesana de Mariana - Livro de Casamento Período 1824 - 1883 - Livro I 20 - Pág. 150v, Conselheiro Lafaiete, como segue:
      “Aos dezesseis de outubro de mil oitocentos e vinte e seis na Ermida das Dores de Aplicação dos Olhos d’Água com Provisão do Juizo Eclesiástico de São João, feitas as denunciações canônicas com licença minha, o Padre Gonçalo Ferreira da Fonseca assistiu e administrou o Sacramento do Matrimônio e conferiu as bênçãos nupciais na forma do Ritual romano aos contraentes Francisco José Borges, filho legítimo de Francisco Lourenço Borges e Ana Rosa de Jesus, e Dona Gertrudes Joaquina da Silva, filha legítima de do Capitão José Ferreira Souza e Dona Vicência Joaquina da Silva, naturais batizados e moradores nesta freguesia de Queluz, os quais com palavras de presente, mútuo consentimento, et in face Eclesio manifestarão sua vontade em presença das testemunhas Domingos da Cunha Lopes e Silvério José Pereira, assinados no assento feito pelo sobredito Padre, donde extraí a presença que assino."
6. DESCENDÊNCIA
   
       
 De acordo com pesquisas feitas em Mariana, MG e Bom Jesus, RJ, Francisco José Borges e Gertrudes Joaquina da Silva foram pais de, pelo menos:
1. Antonio José Borges, casado com Bárbara Rosa Teixeira;
2.  Maria Joaquina da Silva, casada com Antonio Teixeira de Siqueira;
3. Pedro José Borges, casado com Maria Rosa de Nazareth;
4. Ana Joaquina da Silva, casada com Francisco Theodoro de Oliveira; 
5. Messias Joaquina da Silva, casada com Antonio Rodrigues de Sousa;
6.  Francisco José Borges;
7. Verônica Joaquina da Silva, casada com Gervásio Ferreira de Sousa.
            Quando Francisco José Borges, já viúvo, e novamente casado com Ana Rosa Teixeira, veio para Bom Jesus do Itabapoana, RJ, alguns dos filhos do primeiro casamento vieram acompanhando o pai e aqui se fixaram, formando famílias tradicionais em todo o Vale do Itabapoana, com grande descendência. Alguns deles, como Antonio José Borges e Maria Joaquina da Silva, têm sua genealogia descrita no livro de Zico Camargo.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Novos apontamentos sobre Boanerges Borges da Silveira e Roberto Silveira





Zeni Gomes Terra e o momento de oração antes do almoço no Bar do Edésio, em Barra do Pirapetinga

Os irmãos Zeni Gomes Terra e Gessy Pereira Gomes, que nasceram em Bom Jesus do Itabapoana, e residem atualmente em Porciúncula (RJ), participaram das atividades culturais do dia 1o. de novembro de 2014, ocasião em que aqui estiveram  Badger Silveira Filho e José Roberto Ferraiolo Silveira, filhos do ex-governador Badger Silveira, Herval José Teixeira, filho de José Teixeira Silveira, o Zequinha, que fez exitosa carreira política pelo Paraná, e Geraldo Silveira, filho de Maria da Penha Silveira.


Eles são tios da esposa de Badger Silveira Filho, Carmem Lúcia Alves Mattos. 

Badger Silveira, José Teixeira Silveira e Maria da Penha Silveira formam, juntamente com Roberto Silveira e Dinah Silveira, os cinco irmãos nascidos no Sítio Rio Preto, no distrito de Calheiros. 

Os irmãos residiram também na vizinha Fazenda São Tomé, após os pais, Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Silveira, a Biluca, terem adquirido esta propriedade.

Zeni Gomes Terra tem data de nascimento registrada em 11/02/1932, mas admite que houve "um erro do escrivão, uma vez que meu irmão, Gessy Pereira Gomes nasceu em 28/01/1932. Se fosse correta esta informação, seria o caso único de dois irmãos nascidos no mesmo ano, mas em meses diferentes", salienta com gracejo.

Zeni é filha de José Gomes Teixeira e Beatriz Pereira Gomes. " Foi Padre Mello quem realizou o casamento de meus pais", assinala. 

São seis os irmãos: Maria, Nair, Gessy, Irene, Manoel e Jaci."Recordo-me que, quando eu tinha cerca de 12 anos, reunimo-nos para fazer um guisado para a campanha de Roberto Silveira para deputado estadual. Um dos filhos de Zezé Borges participou da festa, que ocorreu em uma casa localizada na via entre a Rua dos Mineiros e a rua que dá para o Cemitério. Além deste fato, recordo-me que Roberto Silveira era tratado como filho por Tonico Kelly, casado com Ismegarda. O casal teve um filho paralítico e me lembro que Roberto Silveira conseguiu um cadeira de rodas com motor para ele, além de dar-lhe estudos. Sei também que Roberto Silveira vendia laranja na faculdade para pagar seus estudos", assinalou.



Pai de Zeni trabalhou na Fazenda do Bonito em Pirapetinga de Bom Jesus
 

Zeni Gomes Terra, na Fazenda São Tomé: "quando eu tinha seis anos, meu pai apeou do cavalo e subiu esta escada para conversar com Boanerges, que residia nesta casa"




Flávio de Aquino Ferreira, descendente do Barão de Aquino, atual proprietário do prédio centenário da época de infância dos governadores Roberto e Badger e seus irmãos Zequinha, Maria da Penha e Dinah Silveira



Por ocasião da visita à Fazenda São Tomé, de propriedade de Flávio de Aquino Ferreira, descendente do Barão de Aquino, Zeni pôde trazer importante dado histórico. Reconheceu o local onde Boanerges Borges da Silveira e Biluca residiram, assim como seus filhos Badger, José Teixeira, Maria da Penha e Dinah. "Meu pai trabalhava na Fazenda do Pavão, em Vargem Alegre (Pirapetinga de Bom Jesus) e quando andava de cavalo, costumava me levar na garupa. Quando eu tinha cerca de seis anos de idade, saímos da Fazenda do Pavão e viemos até a Fazenda São Tomé. Meu pai apeou do cavalo próximo a esta escada, subiu a mesma e foi conversar com Boanerges que morava neste prédio". 

O sempre brincalhão Gessy Pereira Gomes recordou-se da época em que vinha "pegar passarinho" no armazém que pertenceu ao pai de Boanerges Borges da Silveira

Gessy Pereira Gomes, irmão de Zeni, por sua vez, tem outras histórias para contar.


"Recordo-me, ainda, do meu tempo de aluno no Grupo Escolar Pereira Passos, que ficava onde está localizado atualmente o Big Hotel. A diretora se chamava Abigail. Havia uma professora de nome Maria Estela, que acabei colocando o apelido de Verruguinha, pois tinha uma verruga no rosto. Repeti a 3a. série duas vezes. Eu era muito levado. Recordo-me dos colegas Alcemar, conhecido como Graveto e Erê, conhecido como Catinga de Bode. Eu tinha apelido de Gavião

 As pessoas que moravam na roça só iam para a cidade para conseguir querosene, sal e tecido, pois tinham tudo na zona rural. Quem financiava café ficava rico. Emprestava, por exemplo, a quantia equivalente a 5 sacas de café, e acabava recebendo 10.

Vim muitas vezes, aqui, na Casa do Moinho, que pertenceu a Antônio Ignácio Silveira, o pai de Boanerges Borges da Silveira, quando eu era criança, pegar passarinho. Suponho que a grande quantidade de passarinhos que eu via, vinham por causa do arroz que ficava armazenado na parte inferior do armazém. É uma alegria para mim e minha irmã retornarem a Bom Jesus e recordar nosso tempo de infância", finaliza.

A Casa do Moinho