terça-feira, 21 de abril de 2015

BRILHO DA LIRA DE LAJE EXPÕE TREVAS






A Lira de Laje do Muriaé (RJ), cujo nome oficial é Sociedade Musical Lira da Esperança, comemorou os 45 anos de vida no dia 19 de abril passado em grande estilo, na Praça Padre Martins, com motivos de regozijo. 

Comunidade lajense prestigia a Lira do município
 
Afinal, o maestro Araceli Resende, que comanda a entidade, com idealismo, há 33 anos, tem movimentado jovens e adultos da comunidade,  levando a Lira a obter prêmios importantes, como o 1º lugar na disputa pela Melhor Banda na Categoria de Pequeno e Médio Porte do Estado do Rio de Janeiro, ocorrida no dia 8 de março, no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro.



Sociedade Musical Lira da Esperança de Laje do Muriaé (RJ) alcançou o 1º lugar em recente competição no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro


No dia 18 de abril, a Lira de Laje brilhou novamente durante o 2º Encontro de Bandas de Música ocorrido em Varre-Sai (RJ).




Varre-Sai sedia seu 2ª Encontro de Bandas de Música – VEJA FOTOS Lira de Laje voltou a brilhar, agora em Varre-Sai (RJ) http://natividadefm.com.br/home/regiao/varre-sai-sedia-seu-2a-encontro-de-bandas-de-musica-veja-fotos/


AS CONTRADIÇÕES QUE A LIRA EXPÕE


Ao mesmo tempo que a Lira de Laje brilha, acaba inapelavelmente expondo contradições em algumas prefeituras da região, como são os casos de Varre-Sai (RJ) e Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Os respectivos poderes públicos praticamente ocultam o nome da mineira Niza Drumond, a verdadeira organizadora do projeto intitulado Circuito de Encontro de Bandas de Música de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sergipe.

É Niza Drumond que, com recursos federais, tem levado este evento a vários municípios dos estados mencionados.

Procuram, assim, dar a entender para a sociedade, que são eles, os gestores, os verdadeiros organizadores do evento. Procuram, outrossim, dar a entender que são imbuídos de preocupação com o desenvolvimento cultural de seus munícipes.

Ocorre que, após o evento, e os discursos costumeiros de exaltação de si próprios, e realizada a propaganda almejada, tudo retorna ao que era antes: abandono de suas Liras. 

Propaganda do 5º Encontro de Bandas em Bom Jesus do Itabapoana, em 2014, deu realce à prefeitura e não ao nome da coordenadora do Circuito. Após 5 edições, a  Lira Operário Bonjesuense e Lira 14 de Julho, de Rosal,  continuam sem o apoio necessário do poder público municipal. 



Níza Drumond, a coordenadora do projeto Circuito de Encontro de Bandas de Música de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sergipe




NOTA: A redação recebeu, hoje, dia 23 de abril, o e-mail abaixo de Niza Drumond, que preferimos inserir no corpo da matéria, tendo em vista que o texto não coube no item destinado aos comentários.


Boa tarde
Solicito a correção nas informações publicadas na matéria que envolve o meu nome e o nome do projeto do qual sou a representante legal perante o Ministério da Cultura, estas informações foram passadas ou interpretadas de maneira incorreta.
Mediante a minha responsabilidade com o “Circuito de Encontro de Bandas de Música Minas-Rio-Espírito Santo-Sergipe” é essencial que toda interpretação e divulgação a respeito deste projeto sejam feitas de maneira correta. Desde 1994 venho promovendo o fomento da cultura das bandas de música nas cidades interioranas dos três estados conquistando em 2011/2013 o nordeste brasileiro com a participação de Carmópolis e Ribeirópolis/SE na cidade de Bom Jesus do Itabapoana/RJ. Geralmente conto com o total apoio das prefeituras. A partir de 2008 tive a satisfação de contar com a aprovação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei 8.313/91, “Lei Rouanet” junto ao Ministério da Cultura. O fomento à Cultura é tão importante quanto a Lei Federal de Incentivo à Cultura que foi criada para dar apoio a Cultura e é uma forma de garantirmos o acesso aos bens culturais e de afirmarmos a identidade e a diversidade brasileira. Ela instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura PRONAC cuja finalidade é a captação e canalização de recursos para os diversos setores culturais. O Programa Nacional de Apoio à Cultura visa apoiar e direcionar recursos para investimentos em projetos culturais. Em razão de tudo isso a cidade de Varre-Sai em 2015, Bom Jesus do Itabapoana em 2011 e outras fizeram parte deste projeto sendo possível resgatar parte de sua identidade história e cultural.
Importante ressaltar que durante 5 anos obtivemos o total apoio da prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana através das secretarias de Turismo e Cultura, Fazenda, Educação, Obras, Ação Social, do Instituto Federal Fluminense e da Escola Estadual Governador Roberto Silveira para estes eventos. Trata-se de uma das melhores cidades parceiras deste projeto. Todo o material de divulgação como convites, cartazes, faixas, panfletos, troféus são da responsabilidade do projeto assim como toda a organização é feita em conjunto com a secretaria de Turismo e Cultura, não havendo necessidade de grande divulgação em torno do meu nome uma vez que eu sou a promotora dos eventos e responsável pelo projeto. Eu sempre priorizei a divulgação dos patrocinadores e dos apoios que venho recebendo.
Durante quase seis anos frequentando a cidade sou testemunha do apoio que a prefeitura vem dando à Lira Operária Bom Jesuense através de instrumentos musicais, uniformes e de valores significativos como forma de pagamento em dinheiro pelas suas apresentações. Pelo que conheço da história das bandas em Minas Gerais a banda tem um importante papel social quando os valores tradicionais de uma determinada região vão muito além para preocupar-se com a manutenção de uma tradição, pautada na construção pessoal e de seus membros, fazendo assim, um movimento transformador da realidade desses jovens. Através desta transformação da tradição, em um contexto sócio-cultural diferenciado, as bandas de música possuem como objetivo, a formação não só musical, mas pessoal de seus jovens músicos. Nas cidades históricas de Minas a tradição até hoje permanece tão forte que os regentes e os músicos prestam o seu trabalho gratuitamente e, em todo o estado de Minas, as bandas atendem a todas as solicitações da Comunidade, do Poder Público e das Instituições Religiosas de maneira gratuita.
Espero assim ter contribuído com este conceituado jornal.
Atenciosamente
Niza Delácio Drumond

NOTA DA REDAÇÃO: O leitor atento poderá verificar que o texto de Niza Delácio Drumond, embora aluda a "correção", na verdade não infirma a matéria. Ao contrário, a confirma. Em nenhum momento os poderes públicos municipais informam que os Circuitos de Bandas são realizados basicamente com verbas federais. Vejam, apenas para citar um exemplo, a matéria veiculada no seguinte link
http://natividadefm.com.br/home/regiao/varre-sai-sedia-seu-2a-encontro-de-bandas-de-musica-veja-fotos/


No que tange a Bom Jesus do Itabapoana, o texto de Niza aponta para um fato relevante. Afirma ela, em certo momento, que "... as bandas de música possuem como objetivo, a formação não só musical, mas pessoal de seus jovens músicos. Nas cidades históricas de Minas a tradição até hoje permanece tão forte que os regentes e os músicos prestam o seu trabalho gratuitamente e, em todo o estado de Minas, as bandas atendem a todas as solicitações da Comunidade, do Poder Público e das Instituições Religiosas de maneira gratuita".

Em Bom Jesus, contudo, a situação é diferente, porque ela salienta ter informações que a Prefeitura destina à Lira Operária Bonjesuense "valores significativos como forma de pagamento em dinheiro pelas suas apresentações", o que contrasta com o espírito que deveria nortear a Lira. Além disso, a Lira Operária não conta com nenhum jovem músico em seus quadros.

Após 5 anos de realizações de Encontros de Bandas em Bom Jesus do Itabapoana, seria de esperar um desenvolvimento substancial da Lira Operária Bonjesuense, assim como o ressurgimento da Lira 14 de Julho, do distrito de Rosal. Seria de esperar que a prefeitura bonjesuense tivesse estimulado os jovens a participar de ambas as Liras. Contudo, nada disso ocorre em Bom Jesus do Itabapoana, uma vez que, como foi dito aqui, a prefeitura almeja apenas utilizar eventos como o do Encontros de Bandas, para dar a impressão que tem preocupação com o desenvolvimento cultural do município.

Veja a realidade da Lira Operária e da Lira 14 de Julho, de Rosal, nas matérias abaixo, deste blog, e publicadas no jornal impresso, com o título "A sede da Lira Operária está abandonada" e " A Lira 14 de Julho, O Recomeço, The Begin Again".

A sede da Lira Operária está abandonada

http://onortefluminense.blogspot.com.br/2015/01/sede-da-lira-operaria-esta-abandonada.html







Quem passar pela rua Arlindo Sabóia, no centro da cidade, jamais diria que no prédio localizado no número 125 funcionaria a Lira Operária Bonjesuense.

Com efeito, além de nada indicar que ali estaria localizada a sede de nossa gloriosa Furiosa, vidros quebrados e uma placa anunciando aluguel apontariam, para o transeunte, que se trataria, efetivamente, de um prédio abandonado.


Vidros quebrados indicam o abandono do prédio

Entretanto, é na parte superior deste prédio que funciona a sede da Lira Operária. A oferta para aluguel se dá apenas em relação à parte inferior.

Segundo informações, há dois anos, desde quando a Lira Operária exigiu que Georgina Mello Teixeira, conhecida como dona Nina, retirasse os dois pianos e todo o acervo da desativada Escola de Música Levy de Aquino Xavier, a entidade nunca conseguiu alugar o imóvel, consistente de duas salas, um salão, banheiro e cozinha.






Por outro lado, de acordo com uma funcionária da imobiliária, o valor do aluguel é de R$700,00 (setecentos reais), mas a parte interessada deverá combinar compensação com a diretoria da Lira Operária, uma vez que a parte inferior do prédio necessita de reformas.



É inquestionável que os bonjesuenses reconhecem o maestro Nilo Rodrigues tem desenvolvido relevantes serviços à Lira Operária e ao município, nestes 18 anos consecutivos em que tem sido maestro e presidente da entidade.

Contudo, algumas perguntas necessitam de respostas.

Por que a entidade, que é um patrimônio da sociedade bonjesuense, não aplica parte dos R$15.000,00 (quinze mil reais) que recebe anualmente, da Prefeitura Municipal de Bom Jesus do Itabapoana, por ocasião da Festa de Agosto, na reforma do prédio?

Por que a direção da Lira Operária não realiza campanha para atrair associados ou parceiros para a manutenção do prédio e outras necessidades?

Por que a Lira Operária não divulgou, em 2014, a data das eleições para o triênio seguinte, uma vez que o mandato da diretoria se encerrou no ano passado?

Com a palavra, o maestro Nilo Rodrigues de Oliveira.



LIRA 14 DE JULHO


http://onortefluminense.blogspot.com.br/2015/03/lira-14-de-julho-o-recomeco-begin-again.html


LIRA 14 DE JULHO
O RECOMEÇO - "THE BEGIN AGAIN"



Anselmo Júnior Borges Nunes







Ontem, 23 de março de 2015, demos um basta numa pausa interminável que calava os nossos instrumentos e, sobretudo, os nossos corações.
A Lira 14 de Julho não morreu!!!


Depois de décadas de descaso e de comodismo, temos a esperança de que ela, brevemente, preencherá as ruas de nossa vila com sua música que nunca deveria ter ficado no esquecimento....


Sabemos das inúmeras dificuldades que iremos
encontrar nesse recomeço, todavia temos confiança em Deus, no povo altaneiro de Rosal e, sobretudo, nos amigos da 14 de Julho.


Necessitaremos mais do que meros aplausos! Mas sim, de uma comunhão de ações, por parte de todos que nela depositam sua esperança!




O nosso trabalho inicial será lançar as redes para
"pescar" novos alunos. Para tanto, vamos precisar
do apoio irrestrito das famílias rosalenses e também dos professores do ensino municipal e estadual, que deverão contribuir nessa estratégia inicial de reconquista.


Temos carências humanas - músicos - e materiais -
instrumentos -, porém isso não nos impedirá de pularmos o compasso daquela enorme pausa que tanto nos entristeceu nesses anos.


Para início das atividades, foi composta uma
diretoria interina, formada por Fabiana Morais - presidente - e por mim, na direção de patrimônio. O maestro Cely Tinoco continuará regendo a Lira 14 de Julho e também ministrando suas aulas práticas aos alunos.


Avante 14 de Julho, pois você faz parte da história
de Rosal!





 

Niza afirma ter tido informação que a Prefeitura, além de pagar a Lira Operária, cedeu à mesma "instrumentos musicais e uniformes". Para fins de esclarecimento amplo, que merece o leitor, poderia informar a data em que tais instrumentos musicais e uniformes foram entregues, e se os valores gastos com referidos bens saíram dos cofres municipais.

A matéria, em nenhum momento, negou, evidentemtne, o aporte de recursos públicos para a realização dos Encontros em Bom Jesus do Itabapoana e em Varre-Sai. O que dissemos no texto, reiteramos aqui:

"Procuram, assim, dar a entender para a sociedade, que são eles, os gestores, os verdadeiros organizadores do evento. Procuram, outrossim, dar a entender que são imbuídos de preocupação com o desenvolvimento cultural de seus munícipes.

Ocorre que, após o evento, e os discursos costumeiros de exaltação de si próprios, e realizada a propaganda almejada, tudo retorna ao que era antes: abandono de suas Liras".






segunda-feira, 20 de abril de 2015

Olympico FC e Liga Bonjesusense de Desportos fazem parceria estratégica






Jonildo Belisário: presidente do Olympico FC

O Olympico FC vai representar Bom Jesus do Itabapoana no Campeonato das Ligas Municipais que deve ocorrer a partir de maio.

Esta atuação do time bonjesuense é devida à articulação entre Jailton da Penha, presidente da LBD (Liga Bonjesuense de Desportos), e Jonildo Belisário da Silva, presidente do Olympico FC.

Não obstante a LBD não conte com recursos financeiros, Jailton da Penha nutre de credibilidade junto com a direção do esporte estadual. Segundo o dirigente bonjesuense, " a agremiação bonjesuense conquistou o título em 2008 e o vice-campeonato em 2010. Agora, com a reestruturação do clube, há expectativa de que o Olympico possa alcançar o título de 2015". 

General Fernando Lopes da Costa: o idealizador do Olympico FC


Jonildo Belisário, por sua vez, reeleito para a direção do Olympico FC, informou que o clube participará, também, da tradicional Copa A Gazetinha.

Caso o Ordem e Progresso FC confirme a participação nesta competição, os torcedores bonjesuenses poderão, finalmente, assistir ao  clássico Olympico FC x Ordem e Progresso FC (ou Ordem e Progresso FC x Olympico FC) que não tem sido realizado há vários anos.

Luciano Bastos foi jogador do Olympico FC


Jonildo Belisário salientou, ainda, que o clube conta com as categorias de 12, 13, 15 e 17 anos. "A direção do Olympico está envidando todos os esforços para dinamizar as atividades do clube", salientou.

Veja informações sobre a história do Olympico FC em http://espacoculturallucianobastos.blogspot.com.br/2014_03_01_archive.html



Jailton da Penha, ícone do futebol bonjesuense, é presidente da LBD


domingo, 19 de abril de 2015

Família Borges na Barra do Pirapetinga: História e Confraternização







Maria Cristina Borges idealizou, no ano passado, o "Café com Parente", com o objetivo de realizar reuniões periódicas de confraternização entre os membros da família Borges, sem os gastos que normalmente geram os grandes encontros de famílias. Nestas reuniões, cada membro passou a levar algum item a ser degustado por todos.

O primeiro Café com Parente deste ano, ocorreu na tarde de hoje, nas dependências da Escola Municipal
Francisco Borges Sobrinho, e revelou a adesão crescente a este evento, fortalecendo os vínculos entre os membros da família Borges e afins

Membros da família Borges do Rio de Janeiro e Retiro de Muriaé, distrito de Itaperuna (RJ), vieram especialmente para o evento. Na foto, Juliana, Maria Pereira, Laíca, Sebastião, Sebastião,  Anderson, Artur, Sandra, Cristina e Jarbas.


Maria Cristina aproveitou o momento de confraternização para expor sobre a história dos antepassados. Membros da família Borges, descendentes de Gervásio José Borges, residentes no Rio de Janeiro e em Retiro de Muriaé, distrito de Itaperuna (RJ), vieram especialmente para o encontro.

As irmãs Maria de Lourdes Borges de Abreu e Maria Terezinha Borges de Abreu e a prima  Margarida Reis



Estiveram no "Café com Parente" as irmãs Maria de Lourdes Borges de Abreu, que completará 90 anos em 23/06,  e Maria Terezinha Borges de Abreu, que completará 88 anos no dia 8/4, assim como  Margarida Reis, prima de ambas e filha de Quinca Reis. 

Quinca Reis é nome que marcou a região com sua visão desenvolvimentista. Casou-se, em primeiras núpcias, com Maria Francisca. Deste relacionamento nasceram José Reis e Maria Reis. Após a viuvez, desposou Maria Tereza, irmã de Maria Francisca, tendo os filhos Margarida, Terezinha, Columbino, Sebastião (Teté) e Juraci. Margarida e Columbino são os únicos filhos vivos.

Ana Paula Borges e a nova geração dos Borges: os filhos trigêmeos Clara Borges (9), Bernardo Borges e Amanda Borges
  
O próximo Café com Parente será realizado em setembro na Fazenda de Gilma Borges, no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus.


Vejam outras imagens do evento. 






 

 

 

 






















Maria Cristina Borges é a idealizadora do Café com Parente










Prefeitura de Bom Jesus realizará o Circuito de Agroturismo Religioso



Do link: http://www.bomjesus.rj.gov.br/site/noticia-475#cresce_img


A Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana vai organizar, no próximo dia 25 de abril, uma caravana que pretende incentivar o agroturismo religioso na parte alta do município. A região tem os distritos de Calheiros, Rosal e Pirapetinga, além das localidades de Barra do Pirapetinga, Arraial Novo e Cachoeirão.

A Prefeitura já identificou 15 proprietários que montaram pequenas agroindústrias e oferecem produtos como doces, café e fubá moído em pedra d’água. A caravana tem a organização das secretarias de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura e de Agricultura e Meio Ambiente. Veja a programação:
8h - Concentração na Praça Governador Portela
9h - Visita ao Santuário de Aparecida (Calheiros)
10h - Café da manhã com quitandas e frutas da região (sítio São José - Higor Magalhães - taxa R$ 7,00). Exposição e venda de polpa de frutas, sorvete e doces caseiros.
11h30 - Apresentação dos alunos da Escola Municipal São Geraldo, saudando os visitantes no Cachoeirão. Exposição e venda de mudas de rosas, doce de figo, pêssego, goiabada cascão, artesanato local, queijos e ovo caipira. Visitação a igreja São Geraldo Magela e casa de férias do seminário.
13h – Retorno com almoço no pesque-pague das Palmeiras em Barra do Pirapetinga.
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sábado, 18 de abril de 2015

UM ANO DA ENTREVISTA HISTÓRICA COM ISMÉLIA SILVEIRA, VIÚVA DE ROBERTO SILVEIRA



Ismélia Saad Silveira e a foto com Roberto Silveira




No dia 19 de abril de 2014, em pleno sábado de Páscoa, o NORTE FLUMINENSE realizou entrevista histórica com Ismélia Saad Silveira, a viúva do ex-governador Roberto Silveira. 

O local da entrevista foi a bela residência, localizada na Praça Governador Portela, onde viveram os seus pais, o libanês Merhige Hanna Saad e Alzira Sauma Saad, na década de 1950. Esse prédio foi sede do governo do Estado nos anos de 1959 e 1960, pelo período de uma semana, por ocasião da Festa de Agosto, quando o governador Roberto Silveira vinha a Bom Jesus do Itabapoana trazendo toda a sua comitiva.

Foram entrevistadas, ainda, as irmãs de Ismélia, Marian Saad Sauma e Maria Cristina Saad Gomes, assim como Olga Borges Saad, falecida recentemente. Esta era viúva de José Antônio Saad.

A entrevista histórica foi publicada em três edições de O NORTE FLUMINENSE e está disponível no blog, nos seguintes endereços:


dan.dawesabramo@gmail.com

http://onortefluminense.blogspot.com.br/2014/11/entrevista-historica-com-viuva-do-ex_4.html
http://onortefluminense.blogspot.com.br/2014/11/entrevista-historica-com-viuva-do-ex.html

AS ENTREVISTAS COM MARIAN SAAD SAUMA, MARIA CRISTINA SAAD GOMES E OLGA BORGES SAAD


Seguem, agora, as entrevistas feitas, à época, com Marian Saad Sauma, Maria Cristina Saad Gomes e Olga Borges Saad.



 MARIAN SAAD SAUMA



Segundo Marian, conhecida como Didinha, seu pai Merhige Hanna Saad nasceu no Líbano e casou-se com Alzira Sauma Saad, oriunda de Santa Clara (MG), filha de libaneses. 

"Os libaneses procuravam conviverem entre si, o que facilitava o matrimônio entre os descendentes. O casamento de meus pais ocorreu em Tombos (MG), onde os pais de minha mãe residiam. Meu avô paterno se chamava José Sauma.

Meu pai era mascate e vendia mercadorias nas fazendas. Quando, contudo, veio para Bom Jesus, estabeleceu um comércio, no local onde fica, hoje, a residência de Alda Seródio", salienta.

Merhige veio a Bom Jesus por volta de 1906, e se estabeleceu primeiramente em Matinada (MG). Quando veio a Bom Jesus, se associou aos irmãos Karin, e Salim Antônio. Quirino é a forma abrasileirada de Karin. Dissolveram a sociedade e Merhige  dedicou-se à produção e comércio de café, que possuía nas fazendas do Espírito Santo.

Marian casou-se com Edmundo Sauma, em 1956, em Bom Jesus do Itabapoana, e possui três filhos: Mônica, Simone e Renato. São 4 netos: Maria Antonia, Maria Clara, Maria Carolina e Luís Edmundo.

Marian foi a primeira rainha da Festa de Agosto de 1948. Com o dinheiro apurado, foi possível que o Hospital São Vicente de Paulo adquirisse um aparelho de Raio X.

"Meu pai amava Bom Jesus do Itabapoana. Sinto muita saudade dele. Era pai amoroso e marido exemplar. Possuía uma visão extraordinária do mundo. Veio do Líbano analfabeto e, aqui, esqueceu o idioma do Líbano. Ele só pensava no progresso de Bom Jesus do Itabapoana. As pessoas sempre recorriam a ele quando necessitavam de auxílio e ele nunca negava nada a ninguém". 

Certa vez, disseram a ele para fazer investimento no Rio de Janeiro. Meu pai respondeu: "Eu invisto em Bom Jesus do Itabapoana, porque foi aqui que ganhei".

Merhige faleceu com 73 anos de idade, em 1973.
"Meu pai, certa vez, estava passando mal de saúde e resolvemos trazer um médico de avião do Rio de Janeiro. Este médico recomendou a ida dele a Niterói. Recuperou-se na casa de Ismélia. Papai ficou cerca de 3 meses até receber alta.

Quando retornou a Bom Jesus, fez questão de ir ao Cine Monte Líbano e cumprimentar seus funcionários. Em seguida, foi até a sua casa e entregou um chinelo que trouxera de presente para a mamãe. Segurou-a, então, pela mão, e andou com ela em cada canto da casa. Ao final, ele disse à mamãe com emoção: '- É aqui que temos de ficar!". Em seguida, minha mãe foi preparar uma canja para ele. Papai foi tomar banho e, como de costume, não trancou a porta do banheiro. Passado algum tempo, mamãe chamou por ele, que não respondeu. Mamãe resolveu então entrar no banheiro e viu papai caído no chão, envolvido na toalha: ele teve um colapso cardíaco e faleceu. '




Didinha revelou preocupação com o futuro de nosso município. Diz que escreveu carta para o governador Pezão, solicitando a criação de um centro profissional para dar emprego aos jovens de Bom Jesus do Itabapoana. "Sonho, por exemplo, com cursos profissionalizantes de bombeiros,  eletricistas, de culinária, entre outros, para os jovens bonjesuenses. Acho, ainda, que a quadra do Aero Clube deveria ser destinada aos jovens, para que realizassem a  prática de esportes", finaliza. 


MARIA CRISTINA SAAD GOMES

Maria Cristina Saad Gomes e o antigo piano de calda alemão

Maria Cristina foi professora do Colégio Estadual da Polícia Militar entre 1973 e 1981. Posteriormente, trabalhou no Colégio Estadual Joaquim Távora até o ano de 2006, quando se aposentou.

Foi casada com o desembargador Luís Roldão de Freitas, do TJ/RJ, já falecido, que era requisitado para ministrar palestras sobre Direito em várias partes do mundo. Acompanhou o marido em várias dessas viagens, inclusive Roma, Lisboa e Belgrado. Possui três filhos: Luís Roldão de Freitas Gomes, Procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, casado com Beatriz Veiga de Freitas Gomes, Paulo Valério Saad de Freitas Gomes e Lívia Maria Saad de Freitas Gomes, casada com Claudio Daniel Domingues. Possui três netos: Daniel, Mariana e Maria Luiza.


OLGA BORGES SAAD 

Olga Borges Saad

Falecida recentemente, viúva de José Antônio Saad, trabalhou por 12 anos no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, ligado à FAN (Fundação Niteroiense de Artes). Foi ali que a nova geração da década de 1980, como Adriana Varejão, expôs suas obras e, posteriormente, foi consagrada internacionalmente. Aposentou-se trabalhando como coordenadora do Salão José Cândido de Carvalho, localizado no Ingá, em Niterói.

Foram 4 filhos: José Merhige, Ricardo José, Elizabeth Maria e Patrícia Maria, com oito netos e um bisneto.

Ela nasceu na Fazenda Vista Alegre, em Bom Jesus do Norte (ES). Francisco Pereira Borges, nascido na Barra do Pirapetinga, e Áurea da Silva Borges são seus pais. 


Seu avô paterno era Messias José Borges, irmão de Anacleto Borges e Ernesto Borges. Sua avó paterna se chamava Francisca Pereira Borges.

Os avós maternos eram Amélia Moreira de Faria e Teófilo Pereira da Silva. Seu tio-avô era Eurico Moreira, irmão de Amélia, importante fazendeiro da região.

Ela fez questão de destacar os genros: Carlos Alexandre Baldaque Guimarães, diretor da Sulamerica; Eraldo Márcio Gomes, engenheiro, casado com Elizabeth; Ellen Franco, de Bom Jesus do Itabapoana, casada com o empresário José Merhige e Cristiane França, casada com o empresário Ricardo José.


Seguem outras imagens relativas à entrevista histórica





Preciosidade arquitetônica da Praça Governador Portela foi preservada por Merhige Hanna Saad

Sala da residência de Merhige Hanna Saad e Alzira Sauma Saad

Ismélia, Maria Cristina, Marian e Olga



Merhige Hanna Saad e Alzira Sauma Saad



Quarto de Merhige e Alzira permanece intacto há cerca de 60 anos





Prédio inaugurado por Merhige Hanna Saad em 14 de agosto de 1950 possuía cinema com capacidade para cerca de mil pessoas


Marian Saad Sauma, Maria Cristina Saad Gomes, Olga Borges Saad, André Luiz Ribeiro, Gino Martins Borges Bastos e Ismélia Saad Silveira, viúva do governador Roberto Silveira: entrevista histórica para O NORTE FLUMINENSE, no dia 19 de abril de 2014