domingo, 26 de julho de 2015

Brilho do Desfile das Famílias Italianas é ofuscado por Funk

O encanto do Bailado Italiano de Varre-Sai (RJ)

Tinha tudo para a festa do desfile das famílias italianas, ocorrida hoje, no município de Varre-Sai (RJ), ser um grande sucesso, como sempre, sem ressalvas. 

A participação do Bailado Italiano, da Lira Santa Cecília, um carro com cantores entoando músicas italianas ao vivo, a cavalgada e a costumeira alegria contagiante dos descendentes das famílias italianas indicava que a marca de entusiasmo desses eventos se manteria até o final.

Ocorre que, tal qual um dia ensolarado que, de repente, é transformado por densas nuvens, eis que surge, ao final do desfile, um "bloco do funk", com músicas com letras do mais baixo nível, acompanhado de potente carro de som, além de distribuição farta de cerveja, inclusive para o motorista da van que levava o veículo com o aparelho sonoro.

Ninguém entendeu nada o que estava acontecendo no Desfile das Famílias Italianas.

Não se sabe o que se passou na cabeça dos organizadores para inserirem o funk neste desfile, mas, seja como for, longe de o final do desfile das famílias italianas de 2015 ser apoteótico, acabou sendo melancólico.

Vejam como foi a festa.





















Sheyla Rodolphi e Marina Rodolphi
Antônio Brás Grillo Zaganelli e Irene Meire Grillo
 



Kássio e Fátima Viotti
 



Gláucia Capita
Luz Marina Oliveira Tupini



  Rodrigo Giovanini Ferreira produz Arte Rústica com qualidade. Celular: 022-92594457



Móveis Rúsicos de Márcio Valentim são uma atração. Telefone: 022-3843-3199


Fogão à lenha Vó Nenzinha: boa opção no centro da cidade
A histórica Lira Santa Cecília


O tempo "fechou" com o funk no final do Desfile das Famílias Italianas






Cerveja à vontade para o bloco do funk











quinta-feira, 23 de julho de 2015

Escritor sem história






Gustavo Souza


                  O relógio marcava 4:50am, Alan permanecia ali, sentando, fumando seu último charuto cubano e olhando fixo para a tela do computador. Falava para si mesmo - Só preciso começar. Qualquer palavra. Qualquer coisa. Uma hora a ideia aparece. - Baforou uma enorme quantidade de fumaça e continuou ali, parado.
            Àquela altura do campeonato pedir calma não ajudaria. Alan é um famoso escritor de um tradicional jornal da sua cidade. Escreveu muitas histórias durante anos e anos. Mas com o tempo foi perdendo o brilho e o talento. A crise financeira estava varrendo todo mundo. Ele sabia que mais cedo ou mais tarde seria o próximo a dizer adeus. Não era hora de vacilar. A idade não permitia isso. Tinha que entregar a sua história às 6 da manhã para ser aprovada às 6:10, revisada às 6:20, aprovada de novo às 6:30,  enviada para os publicadores às 6:40, revisada na tela do site às 6:50 e publicada às 7 em ponto. E já era 5 horas.
             Depois de mais uma baforada escreveu sua primeira frase - Era uma vez -  logo em seguida apagou. - Começar uma história com era uma vez é desespero demais - pensou ele. A pressão estava batendo na porta. Olhou para o relógio na parede que marcava 5:10. Nem mesmo anos de experiência conseguia acalmá-lo. Seria a primeira vez em 25 anos de prestação de serviço que o seu texto não iria para o ar. E, no fundo, sabia que alguma história seria publicada às 7 horas. Sendo a sua ou não. O risco de perder o emprego para um jovem cheio de inspiração era naquele momento uma realidade. Às 5:20 já começou a pensar na história que ia contar para patroa ao chegar em casa. Mas desistiu ao cair na realidade e perceber que foi por falta de uma boa história que seria demitido e substituído.
             5:30. Começou a pensar na infância, nos amigos, na escola, faculdade, primeiro sexo, primeira bebida, primeira namorada, Natal, férias no acampamento em mil novecentos e bolinha. Nada. Tudo já tinha sido publicado antes. Não tinha mais caminho para percorrer. Àquela altura, o desespero demorou mas chegou. Entrou um nó de pensamento em que refletia porque não viveu mais. Porque não saiu com os amigos ao invés de ficar escrevendo em casa. Porque casou tão cedo. Porque não tirou 30 dias de férias ao invés de 15. Se tivesse feito isso tudo teria mais história para escrever. Queria responder os porquês da vida naquela momento. Era o último respiro pelo visto antes de começar a chorar.
             5:40. Chorou até 5:50.
             5:50. Finalmente se recompôs. Era tudo ou nada. Ficar ali chorando não adiantava. Resolveu encarar de frente o problema. Pegou o telefone, respirou fundo e it's time.
             - Alô?
             - Oi, quem fala?
             - Alan. Tô com problema. Preciso da sua ajuda.
             - De novo, Alan. Isso é hora de pedir ajuda? Quer mais uma?
             - Sim. Prometo que é última vez.
             - Ok.
             - Obrigado.
             6:00. Alan entra na sala do chefe com a sua história na mão e um sorriso de alívio no rosto.
             - Hum. Hum. Hum. Temos uma boa história. Talvez eu mudaria o título. Talvez. - disse o chefe.
             - Podemos mudar -  responde Alan com uma voz de alívio.
             - Aprovado. Entrega para o pessoal lá. Vou pensar no título aqui.
             Alan estava leve naquele momento. Tirou um prédio do ombro. Pegou o papel na mesa do chefe e foi. Estava pronto para tomar um bom café e relaxar um pouco. Ao sair da sala do chefe ouviu suas últimas palavras.
            - Escritor sem história. Escritor sem história. Deixa o título como está.
            Fechou a porta e foi.
           
            
Gustavo Souza, publicitário, 25 anos, é bonjesuense

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Da Série Entrevistas de O Norte Fluminense

PELO RESGATE DA GRANDEZA DE BOM JESUS DO ITABAPOANA


Terson Moulin e sua filha Mirian




Nascido no dia 15 de julho de 1934, no  distrito de Carabuçu, Terson Moulin é filho de Antonio Moulin, oriundo de Santo Antônio de Pádua (RJ), e de Maria Gomes Moulin, nascida em Carabuçu. São seis os irmãos: Paulo de Tarso, já falecido, Otoniel, Zoleti, Afrânio, Enedir e Ceni.
 Seu avô paterno, Antônio Lugão Moulin, era suíço e se instalou, no Brasil, primeiramente, em Nova Friburgo (RJ) para, depois, mudar-se para Santo Antônio de Pádua, onde casou-se com Afra Moulin. Os avós maternos de Terson foram João Pereira e Rosalina Pereira Gomes, ambos nascidos em Carabuçu.

 Em sua infância, estudou na Escola Típica Rural de Carabuçu.
Quando completou 17 anos de idade, Terson mudou-se para a Usina Santa Isabel, onde passou a morar e trabalhar na mesma e na Usina de Santa Maria, atuando como escritturário e gerente de compras. Exerceu, ainda, a função de gerende do Posto Santa Rita, de propriedade das Usinas no perído entre 1952 e 1970.
 Jorge Pereira Pinto

Do livro "Quem quebrou a casa de meu pai?", de Antonio Carlos Pereira Pinto, Editora Comunitá
 A respeito do proprietário das Usinas Santa Maria e Santa Isabel, Terson conta que “fui homem de confiança de Jorge Pereira Pinto. Eu trabalhava no caixa externo das Usinas.  Jorge Pereira Pinto foi um líder extraordinário. Nunca vi um empresário como ele. Ele era um homem que via 50 anos à frente e tinha grande preocupação com todos os funcionários. Ele construiu um hospital, manteve a assistência social, estabeleceu uma enorme granja, fundou uma fábrica de manteiga e montou uma farmácia, entre outras coisas. Ele procurava dar todos os confortos para os empregados.
 As Usinas chegaram a empregar 1.500 (mil e quinhentos) empregados. Recordo-me que, por ocasião dos festejos de Natal, Jorge determinava que se fizesse o levantamento do número de crianças e promovia uma festa para a entrega de brinquedos. Além disso, distribuía, nesta data, carne para todos os funcionários das Usinas ".

Do livro "Quem quebrou a casa de meu pai?", de Antonio Carlos Pereira Pinto, Editora Comunitá


Terson casou-se com Clelia Saraiva Moulin em 1965, passando a morar em Bom Jesus do Norte (ES). Em 1974, mudou-se para Bom Jesus do Itabapoana onde reside até hoje,  na rua José Carlos Campos, no. 90.


É formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e Técnico em Transações Imobiliárias, reconhecido e certificado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Rio de Janeiro.



O Posto Texaco foi seu primeiro negócio instalado em Bom Jesus, entre 1970 e 1978. Foi proprietário da Transportadora de Petróleo e Gás Moulin, entre 1978 e 1980, e proprietário da Padaria e Confeitaria do Terson a partir de 1980  Por causa de um acidente automobilístico, em 1990, quebrou a perna e resolveu vender a padaria.
  

A inauguração do Posto Texaco, de Terson Moulin, em 1970, contou com a presença do prefeito Jorge Assis (D)


Atividades comunitárias

Terson foi presidente do Santa Isabel F.C. em 1962. Foi admitido no Rotary Club em 1964, do qual  foi presidente em 1976. Foi tesoureiro do Instituto de Menores Roberto Silveira em 1969, 1989 e 1990. Foi presidente do Olympico F.C. em 1966. Foi presidente do Conselho Deliberativo da APAE e presidente do Bom Jesus Tênis Clube, de onde é sócio-benemérito, entre 1981 e 1986. Presidiu o Aero Clube em 1988. Foi admitido no Lions Clube em 1982, sendo seu presidente em 1990. Terson possui, ainda, o título de sócio-honorário do Liberdade Esporte Clube, de Carabuçu, e o título de honra ao mérito conferido pela Câmara Municipal de  Bom Jesus do Itabapoana, pelos serviços prestados.

Terson Moulin e Carlos Borges Garcia (D)

    
Apaixonado por futebol, em 1982, foi à Espanha, juntamente com Cleber Coimbra e a esposa deste, acompanhar a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo sob o comando de Telê Santana.       “ Sou, contudo,  Fluminense, o que é mais importante”, assinala.


 Com Clelia teve uma única filha, Mírian Saraiva Moulin. Possui dois “lindos” netos: Adenilson, com 16, e Maria Lúcia, com 7.

BOMCRED Empréstimos
 Terson Moulin administra, atualmente, com sua filha, Mírian, a empresa BOMCRED EMPRÉSTIMOS, cujos telefones são  22-38311527 e 38313874.
Comercializa, ainda,  licores e cachaças de qualidade, produzidas na região,  através da “ALAMBIQUE PRODUTOS ARTESANAIS”. “Vendemos as cachaças Matinha e Bousquet, além de cachaça fermentada de fubá e cachaça de banana. Todos esses produtos são bastante procurados”, registra.

 Um sonho

 Terson Moulin revela um sonho: “Bom Jesus do Itabapoana já foi uma potência econômica e cultural. Constatamos, contudo,  que houve um retrocesso no município. Acredito, contudo, que a união das pessoas realmente comprometidas com o futuro de nossa terra possa  promover uma transformação em nossa terra.

 Por este motivo, estou lançando uma ideia que intitulei ALERTA BOM JESUS! com o objetivo de conscientizar os bonjesuenses da situação pela qual passa o município, e tomar consciência, também,  de nossas grandes potencialidades, da nossa capacidade de mudar o quadro atual. Com esta conscientização e com a vontade transformar a realidade, não tenho dúvida de que poderemos dar o início ao resgate dos períodos de grandeza de Bom Jesus do Itabapoana. Esse é meu sonho!”, finalizou.





segunda-feira, 20 de julho de 2015





O 6º CIRCUITO CULTURAL ARTE ENTRE POVOS E SUA
TRAJETÓRIA NO MUNICÍPIO DE CONCEIÇÃO DE IPANEMA (MG)


http://culturaemconceicaodeipanema.blogspot.com.br/2015/07/historia.html

Pequeno Histórico

O Circuito Cultural Arte entre Povos passou a integrar a história do município a partir de 2011, quando acontecia a segunda edição intermunicipal do evento. A professora Lidineia Alves Nogueira Ferreira ficou conhecendo o trabalho em Sacramento (município de Manhuaçu – MG) e trouxe a proposta para a Escola Estadual Governador Juscelino Kubitschek, de Conceição de Ipanema – MG. Naquele ano, havia assumido a Secretaria Municipal de Educação, José Aristides da Silva Gamito, que juntamente com o então diretor da Escola Estadual, Cleiton Robson de Melo, apoiaram o evento.
Em 2012, José Aristides assumiu a realização do evento em nome da Secretaria Municipal de Educação. Na ocasião o prédio da Secretaria ganhou as pinturas murais de Francisco Rivero. No ano seguinte, com a saída de José Aristides para assumir um cargo de professor na cidade vizinha, não foi possível realizar o Circuito. A vez foi cedida para Ipanema e que por fim não concretizou o prometido.
Em 2014, José Aristides, trabalhando novamente em Conceição de Ipanema, assumiu a realização do evento com o apoio do padre João Batista de Oliveira. E este ano, a experiência se repetirá com o suporte da Secretaria de Educação nos dias 24, 25 e 26 de agosto. O retorno de José Aristides à Secretaria possibilitou esse suporte.

Oficina com Francisco Riveiro, em 2014


Programação de 2015

Na programação deste ano, haverá Oficina de Documentário com Rocío Salazar e Philip; de Artes Plásticas com Francisco Rivero; de fotografia com Cimar Pinheiro; de música com Aline Gonçalves; de material reciclado com Aline Caldas e show com Vasti Michel. As inscrições para as oficinas já estão abertas. O e-mail para se inscrever é sm.educacao@hotmai.com

SAMUEL XAVIER E SEU CONJUNTO