quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A piada do Christovam




Christovam Colombo Pires

Christovam Colombo Pires, conhecido como CCP, é uma das figuras populares das duas Bom Jesus. Com 86 anos de idade, é reverenciado pelo seu modo de viver, sempre encontrando motivos para uma brincadeira, e construindo um clima de alegria com suas piadas. 

Nascido em Apiacá (ES), veio para Bom Jesus com seus pais e começou a trabalhar com 14 anos, vendendo verduras no período matutino. À tarde, vendia doces no negócio de Juca Furtado, na rua dos Mineiros, onde morava. Aos sábados entregava  exemplares de O Norte Fluminense aos assinantes. Posteriormente, segundo ele, "passei a trabalhar em A Voz do Povo, conciliando minhas atividades com o BANERJ", onde se aposentou.
 

Casado há 60 anos com  Mariolanda Soares Pires, é pai de 2 filhos, a professora Elaine Soares Pires e Marcus Vinicius Soares Pires, decorador de festas na região. Possui 3 netos e uma "bisnetinha".



O seu jeito de ser, segundo ele, aprendeu com Fernando Maia, que trabalhava, há cerca de 50 anos atrás, no Cine São Geraldo, em Bom Jesus do Norte (ES). Muito brincalhão ("brincalhão demais", segundo Christovam), ele  gostava de contar piadas e fazer festa com os amigos, sempre que os encontrava na rua.

Segundo CCP, "quando Fernando Maia aparecia, o pessoal dizia: - Olha o Fernando Maia aí...e a alegria era geral". Hoje, as pessoas costumam dizer: "- Olha o Christovam aí... e eu procuro construir um ambiente alegre, contando piadas para todos".

Christovam conta até hoje uma piada que aprendeu com  Fernando Maia, o que significa dizer que a alegria do passado está sempre presente, na pessoa do CCP. O Norte Fluminense reproduz, a seguir, esta piada.



Ia a mãe sentada num burro, enquanto um garoto de 10 anos puxava o animal.
Passou um carro e o motorista disse para a mulher: - não tem vergonha, não? a criança puxando e a sra. nessa idade no lombo do animal?
A mulher desceu e colocou a 
criança no cavalo e passou a puxá-lo.
Nisso, outro carro passa e o motorista fala para o menino: - vc não tem vergonha não? você sentado  no burro, enquanto sua mãe, uma mulher idosa, fica levando o animal?
A criança desceu do burro e os dois passaram a puxar o animal.
Outro carro passa e o motorista diz: - que vergonha! Vocês a pé e o cavalo lindo sem ter ninguém em cima dele.
A mãe e o menino resolveram, então, montar no burro.
Aí apareceu outro carro e o motorista falou:
- vocês não têm vergonha não? o cavalo quase morrendo e vocês montados nele.
Os dois desceram, então, do animal e passaram a levar o burro nas costas.

Circuito Cultural visitará a Serra dos Tardin em Bom Jesus




O 7º Circuito Cultural visitará o Solar dos Tardin

A programação do 3º Passeio Cultural de Bom Jesus do Itabapoana, evento inserido no 7º Circuito Cultural Arte Entre Povos, prevê a visita à Serra dos Tardin no dia 7 de agosto de 2016, às 8h

A concentração ocorrerá nas imediações do Lago José Neves, conhecido como "laguinho".  A programação prevê homenagem a Delton de Mattos e moradores tradicionais da região, além de visita ao Solar dos Tardin e ao Cemitério dos Escravos.

Cemitério dos Escravos será visitado pela comitiva do 7º Circuito Cultural Arte Entre Povos

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OS 76 ANOS DE NOSSA 2ª EMANCIPAÇÃO: 1º/01/1939




Após homenagear, no dia 25 de dezembro passado, os 125 anos de nossa 1ª emancipação, ocorrida no   Big Hotel, O NORTE FLUMINENSE retornou ao referido hotel, que também foi paço municipal por ocasião de sua 2ª emancipação, para homenagear os 76 anos da 2ª. emancipação de Bom Jesus do Itabapoana, ocorrida no dia 1º de janeiro de 1939. 



Gino Martins Borges Bastos,  Judith Sueth, proprietária do Big Hotel, sua filha Joelma Márcia, o neto Renan Almenara Sueth e André Luiz de Oliveira: homenagem aos 76 anos da 2ª Emancipação de nosso município



Restou afixado no prédio do Big Hotel um banner com a arte abaixo, alusivo ao fato histórico, que se deu por ocasião da expedição do Decreto nº 633 assinado por Amaral Peixoto, que criou o município de Bom Jesus do Itabapoana.

José de Oliveira Borges, conhecido como Zezé Borges, foi o  prefeito nomeado por Amaral Peixoto. 
 









O NORTE FLUMINENSE transcreve, abaixo, texto do saudoso Pedro Gonçalves Dutra, irmão de Maria Apparecida Dutra Viestel. Ambos são filhos do historiador Antônio Dutra e netos de Pedro Gonçalves da Silva, conhecido como Coronel Pedroca, o 1º prefeito de Bom Jesus por ocasião de sua 1ª emancipação ocorrida no dia 25 de dezembro de 1890.

Segundo Maria Apparecida, "é com satisfação saber da publicação do texto de meu irmão sobre Zezé Borges, que era um líder por vocação. Paternalista, de coração bom, procurava ajudar a todos, desprovido de interesse político. Pedrinho, meu irmão, era amigo de Zezé Borges, independentemente da posição política e tinha mais liberdade com Zezé Borges do que com meu pai. Sua esposa, Maria Ferreira Borges, conhecida como dona Malica, possuía o mesmo espírito humanitário. Ela abria as portas de sua casa para receber todos que necessitavam, sem fazer distinção da opção partidária de cada pessoa. Sua casa parecia uma área comunitária. Esse amor pelas pessoas é uma das características de sua família, e foi transmitido naturalmente aos seus descendentes, que seguem os mesmos princípios de Zezé Borges e Malica".


FESTA DA 2ª EMANCIPAÇÃO E POSSE DO JOSÉ DE OLIVEIRA BORGES  



O Decreto-Lei nº 633, que criou o município de Bom Jesus do Itabapoana, assinado pelo Interventor Federal, Almirante Ernani do Amaral Peixoto, em 14 de dezembro de 1938, assinalou: 

Art.º 3º - O município de Bom Jesus do Itabapoana será constituído de quatro distritos na seguinte ordem:

1º- Bom Jesus do ltabapoana;2º - Calheiros (ex- Santo Antônio do Itabapoana); 3º - Rosal (ex- Santana do Itabapoana); 4º- Liberdade.
A festa da 2ª emancipação e posse de José de Oliveira Borges ocorreu no Paço Municipal onde, hoje, está localizado o Big Hotel. Abaixo, as fotos  extraídas da publicação De Libertas, de Porphirio Henriques Filho.



Zito do Couto falou em nome da população, após o discurso de José de Oliveira Borges

Edmundo Falcão, Paulo de Faria, Rezende Silva, Telles Barbosa e José Campos de Oliveira, após a cerimônia da instalação do município 



Foto tirada a partir de uma das janelas do Paço Municipal, hoje, Big Hotel





UMA VIDA A SERVIÇO DE BOM JESUS DO ITABAPOANA


                                                     Pedro Gonçalves Dutra


José de Oliveira Borges


                                                                                 


Dados Biográficos

Nasceu José de Oliveira Borges a 13 de Novembro de 1895, em Barra do Pirapetinga, 10º Distrito de Itaperuna, hoje 1º distrito de Bom Jesus do Itabapoana, sendo o 4º filho de Francisco Borges Sobrinho e Maria Severina Borges.
Transferindo-se com seus pais para Arrozal de Santana, hoje Rosal, 3º distrito de Bom Jesus do Itabapoana, ali fez seus estudos primários na escola de dona Consuelo Minucci.
Em 1911, seus pais transferem-se para Bom Jesus, onde, apenas ainda adolescente, seria eleito o 1º secretário do CENTRO OPERÁRIO, entidade fundada por Pedro Gonçalves da Silva (Cel. Pedroca), nos primeiros anos do nosso século.
A 25 de Janeiro de 1917, contraiu núpcias com a srta. Maria Moraes Ferreira, tendo comemorado 65 anos de união conjugal em janeiro de 1982, ano no qual viria a falecer a 16 de julho. Desta união nasceram os seguintes filhos: Adelaide e Geraldo (já falecidos); Maria Borges Pereira das Neves, esposa do Dr. Emannuel Pereira das Neves, ex-deputado estadual e advogado aposentado do Banco do Brasil; José Ferreira Borges, escrivão do Cartório do 1º Ofício desta cidade, Antônio Ferreira Borges, Fiscal de Rendas aposentado do RJ, Terezinha Borges, funcionária aposentada da R.F.F; Luiz Ferreira Borges, Comerciante; João Baptista Ferreira Borges, Comerciante; Francisco de Oliveira Borges, Comerciante e Paulo Ferreira Borges, Médico em Brasília-DF. Possuía 36 netos.

VIDA PÚBLICA DE JOSÉ DE OLIVEIRA BORGES

1922 - Eleito Vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Itaperuna. Representou com brilhantismo o então 10º distrito, sabendo elevar o nome de Bom Jesus ao ocupar tão elevado cargo.
Embora continuando na militância política, a Revolução de 1930 veio encontrá-lo ao lado do governo deposto, tendo permanecido até 1939 sem exercer nenhum cargo público.
1939 - É empossado como primeiro prefeito nomeado para o Município de Bom Jesus do Itabapoana, criado pelo decreto nº 633 de 14 de Dezembro de 1938, cargo no qual permaneceu até 1946.
1947 - Eleito Deputado Estadual pelo Partido Social Democrático. Foi um dos constituintes de 1947 tendo exercido também a vice-presidência da Assembleia Legislativa, por escolha de seus pares.
1951 - Ao concluir o mandato de Deputado Estadual, elege-se Vereador, liderando a oposição ao Prefeito de então.
1955 - Eleito Prefeito em 1954, sempre pelo PSD, ao enfrentar poderosa coligação de partidos, assume o governo a 31 de Janeiro de 1955, governando até 31 de Janeiro de 1959.
1963 - Eleito Vereador, exerce na Legislatura 63-67 a vice-presidência da Câmara Municipal.
Candidata-se a Prefeito em 1970 e a Vice-Prefeito em 1972, pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro, agremiação na qual ingressou com a extinção do Partido Social Democrático.
Fundador e Presidente do Ordem e Progresso F.C., do Rotary Clube, do Centro Popular e do Aero Clube de Bom Jesus do Itabapoana..
Delegado do Governo do Estado do Rio de Janeiro, junto ao instituto Brasileiro do Café, nomeado pelo Governador Amaral Peixoto.
Realizações - Implantação da máquina administrativa municipal e sua organização. Abertura de estradas em todo o município. Início do calçamento de ruas da cidade. Aquisição para o município de terrenos onde hoje se localiza o Bairro Novo. Início da construção do prédio onde hoje funciona a Prefeitura Municipal. Construção do muro do Cemitério Público da cidade - Aquisição para o Município da Usina de Energia Elétrica de Rosal.
Eis o resumo de 80 anos de vida pública inteiramente dedicada a seus semelhantes.
Que o exemplo de JOSÉ DE OLIVEIRA BORGES frutifique e que a herma inaugurada a 13/10/75 lembre que com homens de fibra e honradez de caráter de ZEZÉ BORGES é que se constroem a grandeza de um município e de seu povo.
1982 - 16 de Julho - Falece o grande homem público que foi JOSÉ DE OLIVEIRA BORGES, tendo o "O NORTE FLUMINENSE" assim noticiado o infausto acontecimento:

FALECE  O VELHO CACIQUE

Faleceu Zezé Borges!... Foi a notícia que, na tarde de sexta-feira última célere, percorreu todos os quadrantes do município espraiando por toda a região do Vale do Itabapoana. E todos sofreram o mesmo impacto, era como se cada um perdesse uma partícula de seu ser, tanto arraigada estava, em todos os setores da vida bonjesuense, a atuação desse cidadão que madrugou nas lides comunitárias, exercendo os mais variados cargos representativos, obediente e obstinado a um só ideal: o de servir os seus semelhantes e a sua Bom Jesus!
Comerciário, construtor, comerciante - dos de maior expressão - no ramo madeireiro de cereais e de café, foi, entretanto, o traço marcante de sua trajetória terrena, a sua ininterrupta atuação política, onde encontrou campo propício para expandir a sua personalidade ímpar de administrador probo e de homem público voltado para os superiores interesses de sua terra e de sua gente.
Nascido em Barra do Pirapetinga, a 13 de novembro de 1895, consorciou-se em 1917, com a Exma Sra. Da. Maria Ferreira Borges, que deixa viúva desse matrimônio advieram os seguintes filhos: Da. Maria Borges Pereira das Neves, esposa do Dr. Emannuel Pereira das Neves, José Ferreira Borges, Titular do Cartório 1º Ofício de nossa Comarca, Antônio Ferreira Borges funcionário Estadual, Terezinha Borges Cheibub, funcionária da R.F.F, Luiz Ferreira Borges comerciante em nossa cidade, Francisco de Oliveira Borges, comerciante em Niterói, João Baptista Ferreira Borges, empresário e comerciante, em nossa cidade, Dr. Paulo Ferreira Borges, médico em Brasília e mais os já falecidos Adelaide e Geraldo. Deixa ainda o pranteado extinto 37 netos e 41 bisnetos.

A VIDA POLÍTICA
Na década de 20 foi eleito vereador à Câmara de Itaperuna representando Bom Jesus, que à época fazia parte daquele município, exercendo a Vice Presidência daquela casa Legislativa. Com a emancipação do nosso município em 1939 foi designado pelo então interventor no Estado, Comandante Ernani do Amaral Peixoto, Prefeito Municipal, cargo que exerceu até 1945. Com a reconstitucionalização do país, foi eleito em 1947 deputado estadual constituinte; em 1955, voltou a ser Prefeito do município, eleito na legenda do PDS, do qual era um dos fundadores. Exerceu, posteriormente, o cargo de Vereador destacando-se em todos os mandatos como político hábil e administrador empreendedor e realizador.

ÚLTIMAS HOMENAGENS
A Prefeitura Municipal decretou luto oficial a todas as entidades de nossa comunidade e bem assim uma grande legião de amigos e admiradores compareceram ao sepultamento do ilustre desaparecido que se verificou no Campo Santo de nossa cidade. O nosso jornal associa-se a essas homenagens póstumas, levando à família enlutada as nossas condolências.




Jânio Quadros em Bom Jesus do Itabapoana



Jânio Quadros em comício em Bom Jesus, em 1960. Seu slogan era: "varre, varre, vassourinha, varre varre a bandalheira"


A foto acima foi doada ao ECLB por Adésio Dutra Pimentel e refere-se à vinda de Jânio Quadros em Bom Jesus do Itabapoana, por ocasião de sua campanha eleitoral em 1960.


Sua campanha para presidente da República se baseava no ideal de combate à corrupção, motivo pelo qual adotou o slogan "varre, varre, vassourinha, varre varre a bandalheira". Chamava atenção por seu jeito diferente de ser, uma vez que  costumava levar nos bolsos sanduíche de mortadela.

Jânio Quadros se elegeu presidente em 3 de outubro de 1960, sucedendo a Juscelino Kubitschek.

Foi ele quem governou pela primeira vez a partir de Brasília. O vice eleito foi João Goulart, que pertencia a outro partido.


Jânio Quadros tomou posse no dia 31 de janeiro de 1961, e renunciou ao cargo no dia 25 de agosto do mesmo ano.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

NOÉ VARGAS, O PREFEITO QUE PREPAROU O FUTURO



          fotos de André Luiz de Oliveira
Noé da Silva Vargas


Noé da Silva Vargas nasceu no dia 12/09/1932 em Batatal, distrito de Apiacá (ES).

É casado com Vilma Abdalla da Silva, capixaba de São José do Calçado (ES), nascida no dia 1º/11/1933. Possui três filhos: Jonas Miguel Abdallah Vargas e Wilza Carla Abdallah Vargas, e três netos: Mariana, Carolina, Sofia e João Vítor.


Seu pai, Miguel Jorge da Silva, era fazendeiro em Arraial Novo. Sua mãe, Maria Augusta de Assis Vargas, era também de Arraial Novo.

Noé estudou no Colégio Mercês Garcia Vieira, em São José do Calçado, mas não concluiu o antigo ginasial, que corresponde ao atual ensino médio. 

Ajudou o pai na Fábrica de Cachaça do Himalaia. Depois, após a venda da fazenda, se estabeleceu em Bom Jesus, no prédio onde ficou localizada a antiga loja conhecida como "Muzeu".



Noé foi vereador e conta que foi o responsável pela vinda de Jânio Quadros a Bom Jesus, em 20/12/1953. Segundo ele,"aprendi política com meu pai. Ele mudou-se, depois, para Niterói e vendeu o imóvel de Bom Jesus para formar os filhos. Ele faleceu lá".

Noé se elegeu prefeito em 1972, exercendo o mandato entre 1973 e 1977. "Na época, o governador Chagas Freitas prestigiava o nosso governo.

Tenho o orgulho de ter doado terreno para a construção do Tiro de Guerra, da Clínica de Repouso, dos Correios, do INSS e do Colégio Técnico Agrícola, assim como do Abrigo dos Velhos. Promovi o calçamento da rua Aristides Figueiredo e realizei o serviço de esgoto no bairro Lia Márcia. Fiz, ainda, a Noelândia para atender a classe operária.

Nas conhecidas Festa do Noé, incentivei o as folias de rei. Distribuí bolsas de estudo para o Colégio Rio Branco e promovia o Natal para as crianças. Minha esposa foi presidenta do MOBRAL e teve papel importante na área social", salienta.

Dr. Ayrthon Borges Seródio, presidente do Conselho Municipal de Cultura, por 35 anos, e da Academia Bonjesuense de Letras por 20 anos, além de autor de 24 livros, é categórico: "Noé Vargas foi o melhor prefeito de Bom Jesus".



Dr. Ayrthon Borges Seródio: "Noé Vargas foi o melhor prefeito de Bom Jesus"

Noé Vargas teve tempo, ainda, para comandar, pelas manhãs, um programa radiofônico conhecido como "Programa Noé Vargas, o programa que tem cheiro de terra", que foi ao ar durante cerca de 10 anos, na rádio Itaperuna e, depois, na rádio Bom Jesus. 

"Sempre quis ser prefeito e agradeço a coletividade pela confiança depositada em mim. Procurei fazer uma administração voltada principalmente para os mais necessitados. Gostaria de destacar duas personalidades que deram sustentação à minha administração: os irmãos Ésio Martins Bastos e Luciano Augusto Bastos", finaliza.


Noé, Miro Teixeira e Luciano Bastos, na campanha eleitoral de 1982





ISAAC DE SOUZA, UM DOS HERÓIS DA 2ª GUERRA MUNDIAL (III)




Após a tomada do Monte de Castelo, Isaac de Souza e seus colegas pracinhas se regozijaram com a vitória e, ainda mais, com o retorno ao Brasil.










Isaac de Souza no navio que trouxe os pracinhas de volta ao Brasil

Uma das relíquias que a família de Isaac de Souza possui é um mapa sobre a 2ª Guerra Mundial feito à mão, contendo as imagens dos seguintes generais: Gal. João Battista Mascarenhas, Gal. Euclides Zenobio da Costa, Gal. Olímpio Falcomiere da Cunha e Gal. Osvaldo Cordeiro de Faria.

Iná, os filhos Eulina e Osvaldo e o mapa sobre a 2ª Guerra Mundial feito à mão


Ao chegarem ao Brasil, foi grande a festa para recebê-los.

De acordo com Iná, "em Carabuçu, o povo se reuniu para aclamá-los. Houve uma festa com os familiares e amigos, com banda de música e fotos de artifício. Foi um momento especial na antiga Vila da Liberdade."


Francês impulsionou a Usina Santa Maria


Usina Santa Maria, em 1939



Foi o francês André Richer quem impulsionou a Usina Santa Maria no final do século XIX.

A área, de cerca de 625 alqueires, pertencia a Virgílio Basílio dos Santos e Leônidas de Abreu Lima e contava, em 1895, com um engenho de açúcar. Nessa época, André Richer assumiu a função de auxiliar da propriedade e, cinco anos depois, instituiu a firma Santos & Richer, ocasião em que Leônidas de Abreu Lima se retirou da parceria com o antigo sócio.

Posteriormente, capital francês foi investido na região e Richer fundou a Societé Sucrerie Santo Eduardo, fazendo com que a Usina Santa Maria se desenvolvesse com a importação de máquinas modernas.

Uma crise no setor fez com que a empresa Farah & Irmãos se estabelecessem na Usina, se tornando os principais fornecedores e credores da firma francesa.

Cinco anos mais tarde, uma disputa judicial  fez com que a Usina passasse às mãos de Farah & Irmãos.

Em 1915, a empresa foi adquirida por Coelho Fernandes & Cia.

José Carlos Pereira Pinto


Jorge Pereira Pinto

Nelson Rezende Chaves
 
Em 1917, José Carlos Pereira Pinto assume a empresa e dá-lhe extraordinário desenvolvimento, fazendo com que a mesma produzisse, além de açúcar, álcool,  café, arroz, milho e feijão.


Paralelo a isso, foi estabelecida uma escola, uma instituição hospitalar, um gabinete dentário, um cinema, uma banda de música e uma praça de esportes.

Escola da Usina Santa Maria


Instituição hospitalar na Usina Santa Maria



Quando Bom Jesus do Itabapoana emancipou-se no dia 1º de janeiro de 1939, José Carlos Pereira Pinto era o Diretor-presidente, Jorge Pereira Pinto era o Diretor-gerente, enquanto Nelson Rezende Chaves era o Diretor-secretário.

O lema da Usina era "labor omnia vincit", máxima do poeta romano Virgílio, segundo o qual, "o trabalho vence tudo". 


 (Fotos e informações extraídas da publicação Libertas, de Porphirio Henriques Filho, em março de 1939)