domingo, 28 de junho de 2020

Capelinha de Melão, por Rogério Loureiro Xavier

Olá pessoa amiga e do bem. 

Para quem não conhece e nunca teve a oportunidade de ver uma *capelinha de melão*.

Explicação: nas cidades do Nordeste é costume homenagear São João (24 de Junho) com uma capelinha feita de melão, cravo, rosa e manjericão, exatamente como na música! Em várias quermesses encontra-se essa singela homenagem, uma preciosidade da nossa cultura.

Roger LX


Presépio bonjesuense é pré-selecionado para a final do Estado do Rio de Janeiro

O presépio da bonjesuense Cláudia Martins Borges Bastos do Carmo é um dos três pré-selecionados para a final do Estado do Rio de Janeiro, que escolherá um para representar o Estado na exposição nacional, que ocorrerá em São Paulo.

O artesanato bonjesuense se revela, portanto, como um dos melhores da nossa unidade federativa.







A menorzinha dos Céus
          ☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆



 Joel Boechat-Cantinho de
 devaneios 
 
De noite
Sentado no cantinho da varanda 
Céu azul, sem luar 
Ao acaso vi uma estrela cadente
Comecei então a cismar...

Que mais existe neste Céu 
De astros de luz  infinitos 
Serão outros mundos de
Seres como nós, aflitos 
De ilusões,  horrores e
Escarcéus ?

Serão  mundos de luz 
Terão  necessidades 
Nosso vícios e nossas maldades? 

Como em êxtase, quase
Dormindo 
Chegou um sussurro a meu ouvido
Meus olhos fechando e 
Abrindo, então ouvi...

Eu sou aquela pequena
Estrela que invade esse teu 
Sonho
Assim como tu, também tenho Todos os sentidos 
Também sonho...

 Não fique assim tristonho   
A diferença entre nós é tão
Sómente  a luz 
Que a carruagem da vida, 
Correndo a toda brida
A nossa  vida conduz...

Sou pequenina, 
A menorzinha dos Céus 
Mas, seremos grandes 
Para tal, o Pai nos criou 
Com magnanimidade
Um mundo novo para
O amor nos doou 

 Veja sou pequena 
 Tu também  o és, mas    
 As pequenas  sementes 
 Pelos pássaros largadas 
 Espalhadas no chão.

Pelo solo requisitadas   
Formam as  matas , os
Rios, fontes e cascatas 

Sem as florestas 
Não existiria e vida nem
Água , nem fermento e o
Pão...

Se o teu mundo é agora 
Só de tristezas e mágoa
Venha comigo caminhar
Um lindo lugar nos céus
Procurar 
Um Mundo Novo criar...

Em mim
Com paz e fraternidade
Se Deus quiser
Habitará u'a humanidade 
Em ti , o Amor e Bondade 

 Meu nome?  A m o r,
 Constelação Caridade

SE EU PUDESSE TRINCAR A TERRA TODA



 Se eu pudesse trincar a terra toda 
 E sentir-lhe um paladar, 
 Seria mais feliz um momento ... 
 Mas eu nem sempre quero ser feliz. 
 É preciso ser de vez em quando infeliz 
 Para se poder ser natural... 
 Nem tudo é dias de sol, 
 E a chuva, quando falta muito, pede-se. 
 Por isso tomo a infelicidade com a felicidade 
 Naturalmente, como quem não estranha 
 Que haja montanhas e planícies 
 E que haja rochedos e erva ... 
 O que é preciso é ser-se natural e calmo 
 Na felicidade ou na infelicidade, 
 Sentir como quem olha, 
 Pensar como quem anda, 
 E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, 
 E que o poente é belo e é bela a noite que fica... 
 Assim é e assim seja ... 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXI" 
 Heterónimo de Fernando Pessoa

Enviado por Antonio Soares Borges

A MENSAGEM DE ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem. 

O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.

Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se: 
- Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo.
- Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. 
- Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor.

Tenham quatro amores: 
Deus, A Vida, A Família e os Amigos.
Deus porque é o dono da vida;
A Vida porque é curta;
A Família porque é única;
E os Amigos porque são raros. 

Roger LX


A MENSAGEM DE ROGÉRIO LOUREIRO XAVIER

Olá pessoa amiga e do bem. 

Bom dia repleto de coisas boas...

É pra você sempre o meu melhor:

"Carinho e Respeito."

Tudo que faço, penso e desejo tem um objeto maior: 

"Felicidade, Saúde, Paz e Amor ". 

Roger LX


sábado, 27 de junho de 2020

PRIMEIRA EPÍSTOLA

Jayro Xavier



Os deuses pereceram, 

aqueles deuses, Fábio, 

de Ovídio, oh aqueles 

de sonho e carne deuses

 vingadores, de Jove 

apenas temerosos. 

É morto o próprio Zeus, 

ou come o pão do exílio 

numa ilha sem nome, 

erma, erma de vida, 

onde a pobreza chora 

de Nume, entre salgueiros. 

Agora somos nós 

que alçamos vôo em vão. 

Agora somos nós

 e naves, nós e nada. 

Nós, morituri, os próprios 

homens, para imitar 

o mito. Nós, ó Fábio, 

aves de bico adunco 

no vácuo imponderável. 

Mais feros do que Júpiter 

em toda a sua cólera, 

menos votados à 

Justiça. Nós, que o Orbe 

semeamos de ogivas 

e agora abrimos túneis 

na terra, temerosos 

de nossa aérea flora. 

Os deuses, suas armas 

trovões e raios eram, 

fúrias do mar, e fogo. 

Nenhum de sua Ordem 

a energia acordou, 

que dorme no silencioso

dínamo das coisas. 

Mais simples eram, 

e humanos, mais radiosos. 

Mortos os deuses, morto

Júpiter, outro ciclo

se abriu, sem brilho, aos homens 

confiado; outra Idade, 

desvendado o secreto 

segredo da matéria. 

Primavera e verão

se perderam, e a dos frutos 

doce estação, e aquela 

de duração mais longa 

e mais gelado clima, 

a todas sucedendo 

uma estação sem nome, 

não-estação, Idade 

Urânia, assi chamada. 

Pudesse lhe dizer 

dos campos áureos: altas 

alvas nuvens por sobre 

as árvores e os rios; 

ou dos aêneos campos 

ainda surcados pelo 

arado! Mas nem Ceres, 

nem os caprinos seres 

subsistem, que as florestas 

habitavam. Nem Tebas. 

Nem, em Quios, aquele 

adolescente, aquele 

donoso deus de alegre 

rosto, seus rastos sobre 

a areia. Uma Cidade 

construída no tempo 

nos invade. Não somos,

não podemos. Dos deuses 

aprendemos apenas, 

coa vingança, essas asas, 

esse fluir no espaço, 

aéreos e terrenos. 

Pois em verdade, Fábio, 

há entre ter e ser 

todo um caminho a per 

correr, aprendizagem 

do homem na direção 

do Homem, ser divino, 

feito de água e 

ar e fogo e terra e tempo.


(Eis a 1a EPÍSTOLA de IDADE DO URÂNIO: cinco epístolas em tom de elegia. Ed. Cátedra, 1974)