domingo, 23 de maio de 2021

Os 99 anos de Joel Roseira Vargas


Joel Roseira Vargas, nascido em Monte Azul, no dia 23/5/1922, e  Alice Ferreira Vargas, nascida em Rosal em 14/2/1927, estão casados há 73 anos.

Joel completa 99 anos de idade, enquanto o casal comemora 73 anos de um casamento onde o amor fez morada.

Ele foi carreiro, pedreiro, carpinteiro, cafeicultor, pecuarista, e até hoje se dedica a essas atividades. Ela, do lar, sempre se dedicou aos filhos, aos afazeres domésticos e ao tricô, arte a qual se empenha até hoje. 

O casal constitui exemplo singular de pessoas queridas na comunidade, trabalhadoras e de fé.

São 6 filhos: Esther, Marli, Carlos, Edinete, Clébia e Clésia, e possuem 11 netos e 6 bisnetos.

O Norte Fluminense parabeniza Joel, assim como a dona Alice! Deus continue a derramar bênçãos ao ilustre casal!



sábado, 22 de maio de 2021

Faleceu o Maestro Áureo Fiori


Áureo Fiori quando completou  84 anos de idade

Faleceu hoje, o Maestro Áureo Nunes Fiori. Ele nasceu no distrito de Rosal, em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), no dia 07 de dezembro de 1933, filho de Walter Fiori e Zenith Nunes Fiori.

De família de avós e tios músicos, desde cedo desenvolveu sua habilidade para esta arte, principalmente a partir da Lira 14 de Julho, onde iniciou o aprendizado de tambor e tarol.




Áureo Fiori se recordou de que quando tinha 7 anos de idade, trocou "pela primeira vez o suspensório por cinto. E quando participava da  alvorada no dia 14/07/1940, ao romper na rua Francisco Diniz, o tambor que tocava apoiado no cinto acabou arriando o calção", deixando a parte as partes baixas de Áureo à mostra de todos. "Foi um riso geral e a banda teve de suspender a apresentação" até o jovem instrumentista se recompor com suas vestes.

Áureo teve três professores de música, destacando o professor Sebastião Gomes Filho,conhecido como "Fio Bernardo". O segundo professor de música foi o "negro Sebastião Ferreira" e o terceiro, Ezequiel Tito de Almeida, seu tio "Tuca".

Recordou-se que tinha de estudar a cartilha musical "Alex Garudet", de Carlos Gomes, e se por ocasião da prova acontecesse de tocar alguma nota errada, seu professor o "convidava" a retornar a fazer a prova na semana seguinte.

Na escola regular,estudou na Escola Isolada de Rosal até a 4a.série,tendo como professoras Altiva Alti, Rosinha e Guiomar,esposa de Gauthier. Devido à sua estatura (conta com mais de 1,80 m), Áureo foi também requisitado a atuar como goleiro nos tempos de juventude.


 Áureo Fiori e Orlando Silva, no Big Hotel


Foi prestar o exame de admissão em Campos dos Goytacazes,no Colégio Batista,quando contava com 13 anos, mas não obteve êxito. Posteriormente, seu pai o matriculou na Escola Mercês Garcia Vieira, em São José do Calçado (ES). Em seguida, mudou-se para Cachoeiro de Itapemirim (ES),onde estudou no "Ateneu Cachoeirense", ligado à Igreja Presbiteriana. Tratava-se de um colégio industrial onde estudava em troca do trabalho realizado para a construção do prédio do educandário. Foi ali que aprendeu a respeito de 7 profissões.

Quando completou 18 anos de idade, tentou servir o Exército no Espírito Santo e no Rio de Janeiro,mas só conseguindo se alistar no Tiro de Guerra de Rosal, que estava sob o comando do "Sargento Raul".

Áureo possui quatro filhos:Sueli,professora aposentada,Walter e Walder, funcionários da Embratel no Rio de Janeiro e Suelena, professora em Bom Jesus do Norte(ES). Possui quatro netos.

Casou cedo, com cerca de 22 anos de idade, com Virgínia Capacia, que morava na na região de Água Limpa, em Rosal.

Seu pai era farmacêutico e proprietário da Farmácia Confiança,em Rosal.

Áureo disse que nunca gostou de ser maestro, porque "não tocava instrumentos". Seus instrumentos prediletos eram o trombone e a clarineta.


     Áureo Fiori e a Lira Operária


Foi maestro da Lira Operária,em Bom Jesus do Itabapoana (RJ),por cerca de 22 anos.

Depois da Lira Operária, Áureo Fiori foi maestro da Lira 26 de Julho, de Apiacá (ES),onde atuou por cerca de 8 anos, durante o último ano da gestão da prefeita Hilda Bastos e durante os mandatos do prefeito Aladir Chierici. Na ocasião, recebeu o título de cidadão apiacaense. Foi maestro também da Banda do Colégio Ari Parreira, de Laje do Muriaé (RJ).

Atuou ainda na Lira 19 de março, de São José do Calçado (ES), até 2010, quando, devido a uma queda, fraturou o fêmur, o que o impossibilitou de continuar seu trabalho.

Colaborou na fundação da Banda de Música do Colégio Padre Mello, de Bom Jesus do Itabapoana, da Banda Marcial Terezinha Juliana,em são José do Calçado, da Banda do Colégio Zélia Gisner e da Banda do Colégio Antonio Honório.

     Áureo Fiori no comando da Banda do Colégio Rio Branco



Na década de 1960 foi maestro da Banda de Música do Colégio Rio Branco. "O Dr.Luciano Bastos me convidou para organizar uma Banda nos moldes da Lira Operária. A Banda do Colégio Rio Branco se apresentou no Clube Caio Martins em Niterói e no tradicional educandário daquele município, o São Vicente de Paulo".

          Áureo Fiori e banda na réplica da Usina Hidrelétrica, na Praça Governador Portela


Com a paralisação da Banda do Colégio Rio Branco, "o dr.Luciano Bastos resolveu doar os instrumentos para a Lira 14 de Julho, de Rosal,permitindo que esta tradicional Lira se reerguesse novamente".

Em 1970, houve um encontro histórico com o consagrado cantor Orlando Silva, nas dependências do Big Hotel. No ano de 1979, encontrou-se em Niterói(RJ) com o famoso maestro bonjesuense Walter Rosa, que trabalhava para a TV Globo, ocasião em que recebeu de presente por parte do mesmo um saxofone e uma clarineta.




Com espírito juvenil, levou adiante o projeto da Lira Calheirense, desenvolvido em parceria com a Associação dos Amigos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira e a Escola Muinicipalizada Cel. Luiz Veira de Rezende. Ele lecionou música gratuitamente para jovens que integrariam a Lira Calheirense.

 MAESTRO ÁUREO FIORI VIVE!!


Áureo Fiori deu aulas gratuitamente para os jovens que integrariam a Lira Calheirense 



sexta-feira, 21 de maio de 2021

Bodas de Jaspe de DULCIMAR e CLARÍCIO


 Celebrou 47 anos de união conjugal, o casal DULCIMAR e CLARÍCIO, comemorando Bodas de Jaspe. Clarício, que é primo do nosso colaborador André Luiz de Oliveira, é assinante do jornal O Norte Fluminense. Parabenizamos o casal, desejando ao mesmo muitas felicidades!



segunda-feira, 17 de maio de 2021

Bom Jardim quer se tornar Distrito, em Bom Jesus do Itabapoana


 

Entrevista com o Dr Antonio Carlos de Figueiredo e o Desembargador José Carlos de Figueiredo, descendentes do Alferes Francisco da Silva Pinto, fundador de Bom Jesus do Itabapoana

domingo, 16 de maio de 2021

23 DE MAIO: DIA DE SALIM DARWICH TANNUS, O AUTOR DO HINO DE BOM JESUS

 




Salim Darwich Tannus

Dia 23 de maio, Salim Darwich Tannus, o autor da "Marcha a Bom Jesus", conhecida como o Hino de Bom Jesus, faria aniversário.

O Norte Fluminense publica, a seguir, texto originalmente publicado no livro BOM JESUS, LEMBRANÇAS E RECORDAÇÕES, de Helton de Oliveira Almeida e João Batista Ferreira Borges, editado pela Almeida Artes Gráficas em 2000.

Na sequência, publicamos entrevista exclusiva com Orlando Alves, conhecido como Orlando do Salim, falecido há 2 anos.  Ele relatou como Salim se inspirou para compor a canção clássica de nosso município.




ORLANDO DO SALIM: COMO SURGIU O HINO DE BOM JESUS


Orlando Alves, o Orlando do Salim



Orlando Alves nasceu no dia 8/6/1921, em Cordeiro (RJ). Completará, portanto, 95 anos de idade, no início do próximo mês.

É conhecido como Orlando do Salim, em decorrência da ligação que teve com Salim Tannus, filho do libanês Karin João, e autor da canção  "Marcha a Bom Jesus", conhecida como o Hino de Bom Jesus.

Orlando é filho de Sebastião Alves e Justina Alves, e teve  12 irmãos. Justino Alves, residente no Rio de Janeiro, é o único vivo.

Ele conta: "eu trabalhava na Fábrica de Tecidos Nossa Senhora da Piedade S.A. em Cordeiro, quando recebi a visita de minha cunhada Ana Pinto Alves, casada com seu irmão Holandês Alves. Estes moravam inicialmente em Porciúncula (RJ). Ocorre que Jorge Tannus, irmão de Salim Tannus, tinha contratado Holandês, que trabalhava em empresa estatal, para ser motorista de caminhão para transportar café em Bom Jesus do Itabapoana. Por este motivo, minha cunhada queria que eu fosse trabalhar com meu irmão.

Acabei acompanhando-o, após exercer um ano de trabalho na Fábrica de Tecidos.

Cheguei em Bom Jesus em 13/12/1950 e fui trabalhar nos armazéns de café de Karin João, conhecido como Quirino, pai de Salim Tannus. Ele possuía um armazém de em Bom Jesus do Norte (ES), próximo à rodoviária, e outro na avenida Padre Mello. Depois, passei a ser ajudante de caminhão e, finalmente, passei a ser motorista.

Casei-me com Maria Brandão e tive 5 filhos: Marcelena, Daysi, Orlando Filho, Laerte, Simone e uma adotiva, a Leila. Enviuvei em 2000.

Maria Brandão e Orlando na festa dos 80 anos
  
Maria Brandão e Orlando, na década de 1940

Segundo Orlando, "fui, por várias vezes, motorista do Monsenhor Francisco Apoliano, por determinação de Salim Tannus. Recordo-me que certa vez, Monsenhor Francisco recebera uma importante doação para o Abrigo dos Velhos, por parte de um empresário de Campos dos Goytacazes. Levei Monsenhor até lá, para concretizar a doação".

O neto Breno e Orlando



HISTÓRIAS DE KARIN JOÃO



Karin casou-se com Júlia e teve uma única filha: Dona Amélia. Esta casou-se, por sua vez, com Salim Tannus, e teve 7 filhos: Maura Júlia, Ângela, Regina,  dr. Gonzaga, falecido, Angélica, Elizabeth e Maria Amélia.

Recordo-me de duas passagens envolvendo o libanês Karin.

Uma dessas histórias contada a mim foi a seguinte:  quando Karin mascateava com Antônio Miguel, de Chave de Santa Maria (RJ), enfrentaram um tempo de chuva, quando anoitecia. Ambos estavam famintos e chegaram a um armazém que, contudo, não tinha comida, apenas carne-seca e outros itens. Observaram, contudo, que havia um saco cheio de pepinos. Resolveram, então, comprar alguns e, ali no armazém, rasparam a casca dos pepinos e passaram a comê-los com doses de cachaça. As pessoas ficaram admiradas e diziam que eles iriam morrer, porque pepino e cachaça seriam um veneno. Seja como for, continuaram a comer e acabaram dormindo com a roupa molhada no canto do armazém, com autorização do proprietário. No dia seguinte, quando acordaram, observaram que o armazém estava cheio de pessoas. Ele perguntou, então, ao dono do armazém: - Esse pessoal não trabalha não? - Eles trabalham sim, mas vieram aqui para ver se os turcos tinham morrido, finalizou o proprietário do armazém.

Outra passagem de Karin ocorreu no armazém de café em Bom Jesus do Norte. As sacas de café eram empilhadas, com cada pilha contendo cerca de 18 sacas. Certa vez, os meninos Gonzaga e Darwich (hoje, médico oftalmologista) foram ao armazém e começaram a brincar de super-homem pulando sobre as sacas de café. Karin, com aquele sotaque libanês, virou para mim e disse: - Orlando, tira esses meninos daqui e leve-os para casa, porque estão desarrumando as pilhas!

Em outra oportunidade, quando eu fazia um trabalho na casa de Karin, eu encerava o assoalho, que era de madeira e limpava toda a casa. Ao limpar por baixo da cama, observei que havia várias notas de dinheiro. Avisei dona Júlia, esposa de Karin, que disse: - Isso deve ser coisa das crianças ou do vento! 





COMO SURGIU O HINO DE BOM JESUS




Orlando conta como Salim Tannus compôs o Hino de Bom Jesus. "Certa vez, levei Salim para sua casa em Guarapari. Ele gostava de cantar durante as viagens. Após um período na praia capixaba, ao retornar de viagem, quando passava por Iconha, sua filha Maria Angélica, que tinha cerca de seis meses, passou a chorar. Salim disse, então, que a filha estava com saudade de Bom Jesus. A partir daí, teve uma inspiração e começou a cantar a letra inicial do que viria a ser o Hino de Bom Jesus"Oh, Bom Jesus, terra de hospitalidade, longe de ti, quase morro de saudade!..." Salim virou, então, para a esposa e disse- Anota aí, Amélia!Foi assim que Salim iniciou a composição da música".

A filha Simone e Orlando



OUTRAS HISTÓRIAS DE SALIM TANNUS


Certa vez, saímos por volta das 23 horas em direção a São José do Rio Preto (RJ). Salim foi dormindo no banco de trás. Após Sapucaia, nas imediações de Anta, o sono se abateu repentinamente sobre mim e vi uma estrada pequena como se fosse grande, e quase caí no precipício. Recuperei-me, contudo, a tempo. Enquanto isso, Salim continuava a dormir. Parei, então em um posto de gasolina próximo e dormi no carro. Pedi, então, ao funcionário do posto para me acordar em 30 minutos. Assim ocorreu. Foi o tempo necessário para eu me recompor. Quando recomecei a viagem, Salim acordou e me perguntou: - Você está com sono?  Eu disse que não. Ele replicou: - Vou cantar, então, para você não dormir no volante.

Salim costumava estar sempre se encontrar com o ex-prefeito Oliveiro Teixeira. Ambos apreciavam a música e estavam sempre entoando canções e compondo. Ambas as famílias são como se fossem uma só, até hoje.

Até hoje, quando vou comprar alguma coisa, fiado, peço para colocar em nome de Orlando do Salim, porque ninguém me conhece como Orlando Alves.

É com satisfação que tenho o reconhecimento dos filhos de Salim, que mantêm contato contínuo comigo, tratando-me com todo o carinho possível. 

Três gerações: Orlando, entre a filha Marcelena e a neta Clarisse



"MINHA MÃE ERA A CABEÇA DA FAMÍLIA"

Maria Angélica Quirino Tannus, em foto de 2002

Maria Angélica Quirino Tannus, filha de Salim Tannus, diz que " minha mãe Amélia era a cabeça da família. Ela possuía tino comercial e mandava na família, mas não se destacava  socialmente, porque mulher não podia aparecer. Mamãe estava no seio materno quando veio do Líbano para o Brasil. Ela nasceu no Rio de Janeiro no dia 12/03/1922. Meus avós maternos se chamavam Karin João e Júlia Habib. Meu avô, que era mascate, resolveu vir para Bom Jesus, porque na época aqui havia muito dinheiro por causa do café. Importante destacar a força de vontade de meu pai, pois resolveu cursar a Faculdade de Direito quando tinha 60 anos de idade. Concluiu o curso na FDCI, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), e exerceu a profissão".


Em relação a Orlando, ela diz que "ele é nosso Pai PretoOrlando é tudo para nós. Foi ele quem nos ensinou  a andar de velocípede, de bicicleta, de carro, e até a nadar. Amo-o. Hoje, apenas eu e ele moramos aqui em Bom Jesus. Orlando era muito ligado a Gonzaga, meu falecido irmão."

Em relação ao Hino de Bom Jesus, ela se recorda que "meus pais diziam que a inspiração surgiu após eu chorar, quando era criança, numa viagem de volta de Guarapari (ES)".








MARCHA A BOM JESUS
(Hino de Bom Jesus)
Autor: Salim Darwich Tannus

Oh! Bom Jesus!
Terra de hospitalidade,
Longe de ti,
Quase morro de saudade!

Oh! Bom Jesus!
Terra de hospitalidade!...
Longe de ti, oh! Bom Jesus,
Morro de saudade!

Tens os montes verdejantes,
Lá no alto do Calvário,
Todos nós juntos, em prece,
Veneramos o Santuário.
Tua garota é formosa e gentil
Oh! Bom Jesus!
Pedaço do meu Brasil!

Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira ganha sua sede


 O Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira, bisavô dos ex-governadores Roberto e Badger Silveira, oriundo da Ilha do Pico, nos Açores, acaba de ganhar sua sede, agora localizada no Memorial dos Açores, no mesmo espaço onde está situado o Museu do Imigrante, na rodovia Bom Jesus-Apiacá.


O presidente do Centro de Estudos é o dr. Antonio Soares Borges, conhecido como "Embaixador", por fazer a ponte entre Bom Jesus, Portugal e o Arquipélago dos Açores (Portugal insular).

O pesquisador Dr Antonio Soares Borges é presidente do Centro de Estudos Luso-Açoriano Manuel Ignácio da Silveira

Filho de Cid Bastos Borges e Margarida Maria Soares Borges, Antonio Soares Borges é descendente, pelo lado materno, dos
portugueses Antonio Corrêa Soares e Maria José do Carmo, originários  de São Pedro de Castelões, Vale de Cambra, Portugal, e, pelo lado paterno, do açoriano Francisco Lourenço Borges, oriundo da Ilha Terceira.


A Biblioteca do Memorial foi outra construção recentemente concluída.

O Memorial dos Açores constitui-se num Complexo de edificações, que está sendo implementado por outro descendente dos Açores, dr. Nino Seródio, cujos antepassados vieram da Ilha de São Miguel.




Dr Nino, além de apaixonado visionário do Complexo Museu do Imigrante e Memorial Açoriano do Vale do Itabapoana, é o Vice-presidente do Centro de Estudos. 

Ele implementou um importante trabalho de pesquisa sobre sua família. No Memorial, há documentos a partir de seu pentavô, Manoel Vieira, casado com Paula Correia, nascido no dia 14 de junho de 1764, na ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores.


A sala Joaquim Moreira, seu avô materno, é um setor dedicado à família Moreira.

Há um espaço dedicado ao seu irmão Jacinto, falecido há poucos anos, onde se vê sua coleção de DVDs. "Aqui vai ser um local propício para a degustação de vinhos e para assistir vídeos", assinala.

Há a Sala da Academia, com poesias do Dr. Ayrthon Borges Seródio, fundador da Academia Bonjesuense de Letras, onde os membros poderão se reunir para encontros literários.

Há, ainda, a sala médica, em homenagem ao festejado dr José Vieira Seródio, e aos "30 médicos da família, discípulos de Hipócrates".

Dr Nino estabeleceu também um setor dedicado à Lira Operária Bonjesuense, conhecida como "Furiosa".

A Sala dos Brasões acolhe os emblemas dos países e famílias que se estabeleceram na região. 

O espaço para os namorados, contendo o belo soneto "Aqueles Olhos", do grande escritor bonjesuense Octacílio de Aquino, um dos mais brilhantes discípulos de Padre Mello, é outra pérola do Memorial.

             Aqueles Olhos...


                Octacílio de Aquino


Aqueles olhos me disseram mais
Do que as palavras que ela me dissesse...
Dentro daquelas órbitas parece
Que há um turbilhão de coisas imortais...

Aqueles olhos me rezaram a prece
E me ensinaram as pompas rituais
Do amor que, antecipando madrigais,
Aos primeiros olhares aparece...

Aqueles olhos são, na dona deles,
Como as cruzes serenas de uma ermida:
Eu gosto dela porque creio neles...

Ah! Se eu pudesse conseguir, Senhor,
Aqueles olhos para a minha vida,
Aqueles olhos para o meu amor!

Uma capela, com arte de Raul Travassos,  outro gênio de nossa cultura, receberá o nome de Mãe de Deus, em memória da capela da ilha de São Miguel de mesmo nome, onde seus antepassados frequentaram.

No Memorial, pode ser encontrado, também, artesanato dos Açores, onde o dr Nino esteve por três vezes.

Um parque para crianças já foi estabelecido no interior da área, assim como uma área que lembra uma vila.

Pode-se encontrar no espaço livre do Memorial uma homenagem a Nossa Senhora de Fátima e uma réplica da roda d'água, em memória da célebre poesia de Iracema Seródio. 

Roda D'água ( Paisagem de Pirapetinga)

      Iracema Seródio Boechat

Barulho de comportas marulhantes,
Pingos d'água orvalhando a ramaria,
É tua faina, diária, ofegante,
Na jornada sem par de cada dia.

E a água cai sonora, deslumbrante,
Em meio às flores em policromia.
Como és feliz, assim, cantarolante!
Na jornada sem par de cada dia.

E se despede o dia. E a noite chega.
E do meu leito embalo a nostalgia.
Cessa a jornada igual de cada dia.

Cessa a jornada. O fim do dia é mudo.
E assim ficamos quietas de repente:
Só as lágrimas caem do olhar da gente...

Um setor do Memorial recordará o período em que o dr Nino Seródio foi vice-prefeito de Carlos Borges Garcia, em Bom Jesus do Itabapoana, entre 1997 a 2000.

No local, estão previstos a instalação de uma lanchonete e de banheiros para receber visitantes.

Um salão para encontros e festas está sendo construído. Uma piscina já foi concluída. Em breve, dr Nino pretende construir chalés, estabelecendo também uma pousada, que dinamizará economicamente a região.

Dr Nino Seródio exerceu a medicina no município de Apiacá por 10 anos. Há 20 anos, exerce a profissão em Cachoeiro de Itapemirim(ES).

Com sua monumental obra, segue a tradição açoriana, que  fixou, no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, o precioso Museu da Imagem, no dia 2 de dezembro de 1993, através de outro notável médico e um dos maiores escritores do país, dr. Norberto Seródio Boechat, que contou com o apoio de seus irmãos Maria Lúcia Seródio Boechat e dr Agostinho Seródio Boechat, outro admirável médico humanitário.

Padre Mello engrandeceu Bom Jesus do Itabapoana, quando aqui chegou em 1899. Da mesma forma, a família Seródio, e, em especial, os médicos, cujo lema pode ser traduzido assim: um grande médico do corpo tem de ser também um grande médico da alma.

















Dr. Nino Seródio: mais um gênio, cujos antepassados foram oriundos do Arquipélago dos Açores