domingo, 20 de março de 2022

23 de março: os 32 anos de saudade de Levy Xavier



Levy de Aquino Xavier foi o primeiro maestro de Bom Jesus do Itabapoana e faleceu no dia 23 de março de 1970. Consta, em parte de memorável texto escrito por Elcio Xavier, seu sobrinho, sobre o ilustre músico, o seguinte:

 "Em 1920, aos 15 anos de idade, iniciou seus estudos musicais em Bom Jesus com o maestro Muylaert. Como esse professor não era muito assíduo às aulas, pouco aproveitou na aprendizagem. Em 1921, conheceu um músico campista, Nilo Constantino da Silva, que reconhecendo sua aptidão nata para a música, ofereceu ensinar-lhe, sob a seguinte condição: “todo aquele que perder uma aula terá de pagar uma multa de mil réis, tanto o aluno como o professor.” Levy passou rápido pela Artinha e o solfejo, cumprindo cinquenta lições em noventa dias, incorporando-se à banda de música local como primeiro trompete.

         No ano de 1923 viajou para Juiz de Fora, quando se inscreveu na Academia de Comércio daquela cidade, e passou a integrante da banda escolar como pistonista. Infelizmente adoeceu e regressou à Bom Jesus. Após seu regresso passou a fazer parte da 1ª Orquestra Bonjesuense, sob a direção do maestro Leopoldo, e participou nos anos de 1923 e 1924, das bandas de música organizadas para abrilhantar as festas locais.

         Em 1925, o maestro Leopoldo não quis organizar a banda para os festejos do mês de maio, alegando que o povo não valorizava música e não se criava uma corporação musical permanente. Diante da recusa do maestro, a comissão dos festeiros saiu batendo à porta dos músicos mais velhos, implorando que não deixassem o mês de maio sem música, mas não conseguiu comovê-los. Foram, então, ao jovem Levy Xavier que ficou surpreso com tal proposta recusando-a também. A pressão continuou, e ele acabou concordando em liderar um grupo o qual, por ter sido criado em maio, recebeu o nome de “FLOR DE MAIO”, indicação do Padre Melo. Este grupo durou apenas um ano porque os instrumentos eram emprestados e uma nova banda estava em organização na vila. Era a LIRA FUTURISTA, fundada em 1926, tendo como regente o maestro Leopoldo Muyart, que obteve grande sucesso até agosto de 1926. Após a Festa de Agosto, tendo o maestro adoecido e necessitando procurar recursos médicos na cidade de Campos, chamou Levy e lhe fez a seguinte proposta: - “Toma conta da minha orquestra no Cinema Bom Jesus e mantém a banda em atividade. Se eu voltar, hei de ensinar-te tudo o que sei e, se eu morrer, lá da eternidade eu te ajudarei.” Leopoldo morreu e seu sucessor veio de Campos: maestro Baetinha, competentíssimo, porém irrequieto, sendo logo substituído pelo maestro Clóvis Brandão. Durante todo esse tempo Levy foi o 1º trompete, e nas folgas ia tocar em Rosal, Calçado, São Pedro e Santo Eduardo, onde sua presença era exigida por ser reconhecido como grande músico.

         Há um fato de grande realce na vida do nosso homenageado: Em 1925 deu seus primeiros passos como regente de banda, na cidade de São Pedro. Em 1928 ajudou a organizar as bandas de música de Boa Vista (Apiacá): Lira Santo Antônio e Lira Boa Vistense. Em 1929, organizou uma festa em Santa Angélica, a qual dizia ter-lhe dado muito trabalho e despesa, por ser uma festa cívica, 7 de Setembro, cabendo-lhe ensinar às crianças a marchar para o grande desfile militar, além de tê-las vestido de branco com um laço de fita verde e amarela no braço. Em setembro do mesmo ano foi chamado a Santo Eduardo para dirigir a banda local a qual atravessava uma fase difícil. Reorganizou essa banda e em um ano e meio ela se tornou referência em qualidade, na região..."

NOTA: homenagem prestada a Levy Xavier, por seu sobrinho Elcio Xavier, durante o 1º Encontro da Família Xavier realizado em setembro de 2000, na cidade de Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Banda de Levy Xavier

Levy Xavier no Bloco de Carnaval


Levy Xavier e família



Levy Xavier de Aquino vive!



23 de março: os 108 anos de fundação do Olympico FC

  

Do www.espacoculturallucianobastos.blogspot.com



                 
Olympico F. C., primeiro clube de futebol de Bom Jesus e região.
          
          Hoje o Olympico F. C. completa 107 anos. A histórica reunião no bar de Manoel Belido, na Praça Governador Portela, foi realizada em 23 de março de 1914, dando origem à primeira agremiação a ser fundada nesta região.

             
Foto: Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos



          Em 1972, Luciano Bastos publica, em O Norte Fluminense, relatos da gravação de uma entrevista com o sr. Abílio Pires de Castro sobre a fundação do Olympico F. C., que reproduzimos abaixo:

COMO FOI FUNDADO

          Diz o sr. Abílio Castro: “Numa noite do dia 23 de março de 1914 eu e o então 2º Ten. Do Exército, Fernando Lopes da Costa, acabávamos de jogar uma partida de bilhar francês, no bar do nosso amigo Manoel da Silva Belido (era mais ou menos cerca das 10 horas da noite) quando após a partida, ficamos conversando e trocando idéias.
          O Tte. Fernando perguntou porque não criávamos um clube recreativo em Bom Jesus. Isso foi numa segunda-feira, me lembro bem. Lembrei então de fundarmos um clube recreativo de danças, porém o Tte. Fernando achou que deveríamos fundar um clube de futebol que era mais interessante, pois no Rio tem vários clubes, disse ele, como o Flamengo, Fluminense, Andaraí, S. C. Brasil, América e outros. 
          Decidimos, então, organizar um clube. Nesse momento chegou o Dr. Walter Franklin, dentista e amigo, aparentado da família Carlos Firmo, que apoiou a ideia. Vamos fundar o futebol mesmo, disse. Passamos a escolher o nome para o clube. O Tte. Fernando lembrou que o futebol tinha sido criado pelos olímpicos, dando a ideia de colocar o nome de Olympico. Eu apoiei a ideia, pois não entendia muito disso. Apoiava porque era um engrandecimento para o lugar."

A PRIMEIRA DIRETORIA

          “No dia seguinte reunimos para tratar de aclamar uma Diretoria, eu, ele e o Walter. Ficou, então, assim constituída a primeira diretoria: Presidente, Coronel Pedro Gonçalves da Silva Jr.; Vice-Presidente, Horácio de Carvalho; Secretários, Abílio Pires de Castro e João de Azevedo Mattos; 1º Tesoureiro, Francisco Teixeira de Oliveira; 2º Tesoureiro, Carlos Rodrigues Figueiredo Firmo; Procurador, Dr. Walter Franklin; Captain, José de Souza Firmo; Vice Captain, Otis Menezes. Os Captains e vices eram cargos eletivos naquela época.”
...
O PRIMEIRO UNIFORME

          "Feito na casa de. Da. Ernestina e Da. Sinhá.

      As cores do Olympico foram escolhidas após prolongada meditação para não ficarem iguais às do futebol carioca. Escolhemos as cores vermelho-amarelo, por ideia do Tte. Fernando Lopes da Costa. A camisa primeira era da seguinte forma: a metade da frente era vermelha e a outra metade amarela. Nas costas o inverso. O uniforme foi feito aqui mesmo em Bom Jesus. Quem se incumbiu de faze-lo foram amigos torcedores do clube. Foi feito na casa de Da. Ernestina, que era a mãe do nosso amigo Gil Xavier e na casa de da. Sinhá de Moraes, irmã de nosso beque Horácio de Moraes, de saudosa memória, pois foi um grande jogador, mas que infelizmente morreu muito cedo."

...

OS PRIMEIROS JOGADORES

          "Se não me falha a memória, os primeiros "teams" organizados para treinar, não para jogar, pois não haviam adversários ainda aqui, eram: Chico Fragoso no gol; beques Horácio Moraes e Juquinha Firmo; linha de "halfs" Duente, um alfaiate que existia aqui, João Fraga, sapateiro do Zé Padrenosso e o Tte. Fernando, que estava em férias. Na ponta direita Otis Menezes; na meia direita Candico Peralva; de centro avante Walter Franklin; na meia esquerda Nilo Cunha e na extrema esquerda Purcino. Este foi o primeiro onze, mais ou menos, se não me falha a memória".

          Participando da 12ª Semana Nacional de Museus, o Espaço Cultural Luciano Bastos irá realizar no dia 15 de Maio de 2014, em parceria com o Centro de Memórias do Instituto Federal Fluminense, a exposição “Memórias do Nosso Futebol: 100 anos de Olímpico F.C. e Ordem e Progresso F. C.!”, fundamentada na coleção temática de Luciano Bastos.
          
          Nossa homenagem pelos 100 anos do "Glorioso"!
                 Parabéns, Olympico F. C.!
        
         

   



27 de março: Pedro Gonçalves da Silva Jr estaria completando 142 anos

 





Pedro Gonçalves da Silva Jr., o primeiro prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 27/03/1860 e faleceu em nossa cidade no dia 08/09/1932.

Conhecido como Coronel Pedroca, foi o primeiro prefeito de nosso município por ocasião de nossa primeira emancipação, ocorrida no dia 25/12/1890.

Segundo o livro ROBERTO SILVEIRA, A PEDRA E O FOGO, de José Sérgio Rocha, Boanerges Borges da Silveira, o pai dos governadores Roberto e Badger Silveira, aprendeu com ele as artimanhas da política interior. 


Badger Silveira, pai dos governadores Roberto e Badger, aprendeu as manhas da política interiorana com Pedro Gonçalves da Silva Jr.


Essa aprendizagem foi transmitida por Boanerges  aos filhos, os ex-governadores Roberto e Badger Silveira, incluindo Zequinha Silveira, um político destacado no Paraná, exercendo os cargos de deputado federal, estadual e primeiro prefeito de Nova Esperança. 

Segundo o livro, Boanerges, quando vivia em Calheiros, possuía uma casa a dois passos da Farmácia Normal, de propriedade do Coronel Pedroca, com quem sempre mantinha contato.

Boanerges Borges da Silveira tinha residência em Bom Jesus, ao lado da Farmácia Normal, de propriedade de Pedro Gonçalves da Silva Jr., o Cel. Pedroca


De acordo com Maria Apparecida Viestel, neta de Pedro Gonçalves da Silva Jr., "foi o médico Leônidas Peixoto de Abreu Lima, que morava em Bom Jesus, quem convidou meu avô, que residia em Campos dos Goytacazes (RJ), para fixar-se em nosso município, uma vez que havia amizade entre ambas as famílias. Meu avô era muito jovem, na época, contando com apenas 20 anos de idade, mas se formara na Faculdade de Farmácia em Campos. Por aqui, Manoel Camargo possuía uma farmácia chamada Normal, que desejava vender. Meu bisavô, Pedro Gonçalves da Silva, que era vereador naquela cidade fluminense, emprestou dinheiro para que seu filho adquirisse o empreendimento. Pouco depois, ocorreu seu falecimento. Dessa forma, meu avô mudou-se para  Bom Jesus, em 1880, juntamente com a mãe, Maria da Costa e Silva e a irmã, viúva, Maria Cecília Lopes da Costa, que foi genitora do General Fernando Lopes da Costa, que dá nome ao Estádio do Olympico FC".



Maria Apparecida Dutra Viestel: ícone da história de Bom Jesus

Prossegue Maria Apparecida: "Na mudança, meu avô trouxe muitos livros para nosso município.
Ocorre que, posteriormente, o dr. Abreu Lima se elegeu deputado estadual e teve de mudar-se de Bom Jesus. Graças à amizade do dr. Abreu Lima com Francisco Portela, que tornou-se governador do estado do Rio de Janeiro após a implantação da República, Bom Jesus emancipou-se em 25/12/1890, sendo meu avô nomeado prefeito (presidente da Intendência) também por influência do dr. Abreu Lima.

Após o fim de nossa emancipação, em 08/05/1892, Cel. Pedroca, que não tinha contato com o novo governador, Tomás Porciúncula, preferiu limitar-se a manter sua liderança local. Trouxe para Bom Jesus, em 1906, Sylvio Fontoura, de Campos, para fundar o 1º jornal de nosso município intitulado ITABAPOANA, que era o nome de nossa circunscrição na época da 1ª autonomia.  O nome do jornal apontava também para a luta de meu avô pela nova emancipação, que não pôde assistir, uma vez que faleceu cerca de seis anos antes. 


Cel. Pedroca apoiou ainda a instalação do Centro Operário, dirigido por Sylvio Fontoura, onde foram estabelecidos uma biblioteca e um grupo de teatro. Ele sempre pensava em suprir a necessidade da população em ter cultura e divertimento. 


Recordo-me, aliás, de Sylvio Fontoura em uma palestra memorável no Colégio Rio Branco, por ocasião de uma reunião do Grêmio Literário, a convite de Dona Carmita, a famosa diretora do estabelecimento. As reuniões promovidas pelo Grêmio costumavam ser bastante culturais, incluindo declamação de poesias. Lembro-me que Sylvio Fontoura elogiou os alunos pela apresentação.

Meu avô trouxe para nosso município, também, o primeiro cinema de Bom Jesus, o CINE BOM JESUS, localizado, na época, entre as ruas 15 de Novembro de Expedicionário Paulo Moreira. Juntamente com o cinema, trouxe uma pianola, que tocava músicas automaticamente quando se passavam os filmes mudos. Meu avô trouxe, ainda, uma professora de piano, que deu lições para suas filhas e para outras pessoas interessadas.

Foi graças à atuação de meu avô que o Grupo Escolar Pereira Passos se instalou onde atualmente está localizado o Big Hotel. Por outro lado, sua filha, Maria Gonçalves da Silva, estabeleceu uma escola localizada na atual rua Gonçalves da Silva.


Meu avô atuava, também, como um médico, na ausência de um. Por este motivo, fez muitas amizades e havia a gratidão por muitas famílias. Ele assinava revistas de medicina e estava sempre atualizado nos assuntos da área.

A Farmácia Normal era um local de encontro de intelectuais, frequentado por, entre outros, Padre Mello e Octacílio de Aquino. Ele era amigo de Padre Mello, embora divergissem sobre alguns temas.

A residência de meu avô foi estabelecida no local onde tinha sido edificada uma das três primeiras residências de Bom Jesus, nos idos da década de 1840, e que fora construída pelo alferes Silva Pinto. Na década de 1920, meu avô reformou-a, transformando-a em um sobrado onde consta o ano de sua conclusão: 1921
".

A atuação de Pedro Gonçalves da Silva Jr. em Bom Jesus do Itabapoana permite constatar, portanto, sua relevância - e também do médico dr. Leônidas Peixoto de Abreu Lima - para nosso município, não apenas por ter sido o primeiro prefeito por ocasião de sua primeira emancipação, mas por ter sido um 
formador da alma bonjesuense.

Pedro Gonçalves da Silva Jr Vive!

23 de março: Ésio Bastos completaria 109 anos

 

ECLB (Espaço Cultural Luciano Bastos) homenageia o jornalista Esio Bastos 



 Paula Martins Borges Bastos

O jornalista Esio Martins Bastos estaria completando 109 anos em 23 de março 2022. Em sua homenagem, o Espaço Cultural Luciano Bastos celebrou o centenário de seu nascimento com a inauguração de banner na Sala destinada à Imprensa de Bom Jesus do Itabapoana, que se tornou acervo permanente da entidade.



Esio Bastos nasceu em Campos dos Goitacazes, RJ, aos 23 de março de 1913. Primeiro dos cinco filhos do casal Vivaldina e Olívio Bastos, desde cedo começou a trabalhar com o pai na Estrada de Ferro Leopoldina Railway, tendo vindo com a família em 1933, como funcionário da Cia. Ferroviária Itabapoana, em Bom Jesus do Norte.

Casamento de Celia e Esio Bastos, 1935.
Ao lado do casal, os irmãos do noivo,
Luciano e Maria Ruth.


Casou-se com Celia Lopes Bastos em 1935, e teve três filhas: Maria Alexandrina, Maria Célia e Maria Ruth, além de nove netos e 13 bisnetos.

.

Secretariando a 1ª Diretoria do Centro Popular Pró-Melhoramentos
de Bom Jesus. 1936.

Participou intensamente do desenvolvimento de Bom Jesus, tendo sido um dos fundadores de diversas instituições marcantes de nossa cidade, tais como: Centro Popular Pró-Melhoramentos; Armazéns Gerais do Vale do Itabapoana; Lira Operária Bonjesuense; Caixa de Esmolas. Além disso, foi grande incentivador da criação dos Escoteiros em Bom Jesus.

Com o Senador José Carlos Pereira Pinto, em 1960.

Na política, foi Vereador por três mandatos sucessivos, 1947-51, 1951-55 e 1955-59, no antigo e extinto PSD, Partido Social Democrático – de Amaral Peixoto e Senador José Carlos Pereira Pinto, de Zezé Borges e Cel. Alfredo Portugal. 

Osório Carneiro, Tito Nunes da Silva, Prefeito Gauthier Figueiredo, 
Demerval Bastos Tavares, Governador Roberto Silveira,
Esio Bastos e Pedro Teixeira, em Bom Jesus do Itabapoana, 1960.


Também foi duas vezes candidato a Deputado Estadual, recebendo ampla votação. A Câmara Municipal de Bom Jesus recebeu o seu nome, numa importante homenagem.

Pertenceu e ajudou a criar a Academia Bonjesuense de Letras. Foi proprietário e fundador da Fábrica de Balas e Doces São Jorge. Foi um dos pioneiros e também dirigente da Associação Comercial de nossa cidade e durante vários anos foi sócio-proprietário da Gráfica Gutemberg, juntamente com seu irmão Luciano Bastos.


Esio na Gráfica Gutemberg, 1995.

Jornalista, fundou o jornal O Norte Fluminense em 25 de dezembro de 1946, utilizando esse importante órgão da imprensa em sua participação ativa de todas as grandes lutas e reivindicações bonjesuenses até o final de sua longa vida.

Faleceu em 2003, aos 90 anos.

Ésio Bastos vive!



 

sábado, 19 de março de 2022

19 de março - Dia do Artesão, por Rogério Loureiro Xavier

 Olá 👋 pessoa amiga e do bem .



*"19 de Março - Dia do Artesão"*


Parabéns a todos os Artesãos que tornam o mundo mais colorido e criativo.


"O artesão é o profissional que domina todos os recursos existentes para a produção manual de objetos que lhe proporcionam a sobrevivência econômica. Normalmente ele não detém uma educação técnica, mas tem o dom de, com a ajuda de instrumentos e matéria-prima apropriados, criar o que se conhece como artesanato.

Hoje, o artesanato tem o conceito mundial de arte popular e é considerado o patrimônio cultural de uma nação. Assim sendo, é essa arte simplista que registra a trajetória de uma época, de um lugar, de um povo. Por meio dela é que se reconstrói a história das civilizações."


✍ ... amigo Roger LX

*"As pessoas estão preocupadas e, ao mesmo tempo, buscando soluções."*

O Milagre da Escada de São José, por Rogério Loureiro Xavier

 




Olá 👋pessoa amiga e do bem. 


*"O Milagre da Escada de São José."* 


Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel. Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada. A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir. As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução. No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios. As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer notícias ou informações sobre o ignoto carpinteiro. Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.  


Há vários elementos que reforçam a aura de piedoso mistério que envolve a construção da escada: A madeira utilizada não é da região, e ninguém sabe como foi parar lá. Também não foi utilizado prego na escada, apenas pinos de madeira.

Além do mais, hoje soa misterioso que ela se mantenha em pé pois é do tipo caracol e não tem apoio central. Na verdade apenas um apoio colateral metálico foi acrescentado a posteriori que não resolve a essência do incógnita. Diz-se que engenheiros e arquitetos não conseguiram desvendar a física por trás da obra.

Por fim, a escada tem 33 degraus, a idade de Jesus Cristo, o que reforça ainda mais a suposição de um fenômeno de origem sobrenatural.

A Capela recebe em média 200 casamentos e mais de 250 mil visitantes por ano. Ela ficou conhecida como a Escada Milagrosa. Grande número de artigos e programas de TV foram dedicados a ela e seus “mistérios”.


"Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançarei." (MT. 21,22)


Autor desc.


✍ ... amigo Roger LX