quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Os 24 anos do Corre Coxia

  

Os irmãos Martha Salim (primeiro plano) e Pedro Salim fundaram a Companhia Corre Coxia há 24 anos. Na foto, com Maria de Lourdes Borges, na Praça Amaral Peixoto

Dirigida pelos irmãos Pedro Salim Júnior e Martha Salim, ícones de nossa cultura, a Companhia Corre Coxia, fundada em 22 de setembro de 1999,  estreou nos palcos no mesmo ano com a peça Além de Belém, a história do Natal contada ao som da MPB.

Focada em musicais, montou, mais tarde, outros três textos, que confirmaram a vocação: "Musical Canções e Momentos", que contou os 100 anos da Música Popular Brasileira; "Corações", que retratou os caminhos que percorrem uma relação de amor, e "Show Anos 70", a história de uma década através de inúmeras canções que resgatam costumes e ideologias dessa época. 

Outra preocupação da Companhia é a perpetuação do hábito de ir ao teatro, através da formação de plateias. Bem acolhido pelo público, o grupo - que surgiu de maneira despretensiosa, ao reunir assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas e policiais - sempre atraiu um grande público. E embora ainda não seja possível a seus membros viver de arte no interior, eles garantem que é possível conciliar a "vida normal" com a "vida no palco". Sem fins lucrativos, mas nem por isso sem ambição, o Corre Coxia elaborou uma receita certeira para levar o público aos espetáculos: a inovação da Companhia está na no mix de linguagens para contar boas, dançantes e envolventes histórias.

Com efeito, o Corre Coxia tem atraído multidões em suas apresentações de alta qualidade, colocando-se entre as melhores do país.

O jornal O Norte Fluminense parabeniza Pedrinho e Martinha, assim como todos os integrantes da Companhia Corre Coxia pela data histórica.


(Arquivo)

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Eliton Polverine: um exemplo de superação na vida através da música

 

Eliton de Souza Polverine, é músico bonjesuense com reconhecimento no exterior 


O bonjesuense Eliton de Souza Polverine, conhecido como "Muchacho", é um dos grandes músicos do país, com reconhecimento na Itália. Já esteve na Alemanha. Ele recebeu um Certificado de Mérito da Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES). Possui dois filhos com Edimara: Lucas 17 e Laura, 6. Segue entrevista exclusiva para o jornal O Norte Fluminense.

-  Onde e quando você nasceu? Quem são seus pais? Como foi sua vida de infância?
-  Nasci no dia 26 de abril de 1972, no hospital São Vicente de Paula em Bom Jesus do Itabapoana. Meus pais biológicos são Hélio Polverine e Erly de Souza Polverine. Depois que meus pais se separaram, infelizmente acabei ficando órfão aos 4 anos. Fiquei abandonado pelas ruas de Bom Jesus. Passavam pessoas e me pegavam. Me colocavam em um carro e me levavam para a casa. Várias dessas pessoas, contudo, me faziam muito mal. Me batiam muito, me faziam até de escravo. Muitas vezes eu fugia para não apanhar mais. Daí eu voltava a viver pelas ruas, passando muita fome e muito frio. Infelizmente, são lembranças que não se apagam de nossas mentes. Depois de tanto sofrer, contudo, Deus colocou um anjo em minha vida, o Senhor Nilo Rodrigues de Oliveira, que me acolheu junto com a Senhora Anézia Teixeira de Abreu. Depois de sofrer até os meus quase 8 anos, fui adotado por uma família onde recebi muito amor e carinho. Fui adotado pelo Senhor Nilo Rodrigues de Oliveira e pela Senhora Anézia Teixeira de Abreu. 


- Quais os educandários onde você estudou?
- Estudei no Colégio Antonio Honório, onde me formei em Contabilidade e Custos. Estudei do primeiro ano até me formar. 

 - Quais os músicos que exerceram influência sobre você?
- Comecei a aprender música logo assim que o Senhor Nilo (Maestro da Lira Operária Bonjesuense) me pegou para morar com ele, ou seja, aos 8 anos. Desde então, surgiu meu gosto pela música. Quem me influenciou a tocar foi meu pai adotivo Nilo Rodrigues de Oliveira, que me ensinou que a música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma através do som. 

- Qual foi o primeiro instrumento musical que você tocou?
- O primeiro instrumento musical que toquei foi a requinta. Toquei requinta por 5 anos. Depois, passei a me dedicar ao saxofone, que toco há 36 anos. 


Requinta foi o 1º instrumento musical aprendido por Muchacho 


- Desde quando você integra a Lira Operária Bonjesuense?
-Me dedico à Lira Operária Bonjesuense há 41 anos, com muito orgulho. 

- Qual sua avaliação sobre o Hino da Alva Pomba, tocada anualmente pela Lira Operária Bonjesuense, durante a Festa de Agosto?
- O Hino da Alva Pomba, conhecido como Hino do Espírito Santo, no Arquipélago dos Açores, é um dos  hinos mais bonitos religiosamente falando. Esse hino foi composto pelo Padre Delgado da ilha de São Miguel (Arquipélago dos Açores/ Portugal) e foi trazido pelo Padre Mello, que veio para cá em 1899, para ser tocado durante as Festas do Divino. 

- Você já tocou em outras Liras? Você se apresenta em festas?
- Eu já toquei em outras Liras e faço apresentações em alguns lugares, mas muito poucos. Me apresento muito mesmo é na Itália, para onde viajo com certa regularidades, onde toco em Restaurantes italianos.

- Como surgiu o apelido de Muchacho?
- Esse apelido surgiu há muitos anos, porque eu costumava chamar todos de muchacho, até na Europa. "Fala muchacho, fala muchacha!". Daí pegou esse apelido.

 - Você já teve a ideia de formar um grupo musical no estilo do saudoso Samuel Xavier?
- Sempre tive ideia de formar um grupo musical do tipo de "Samuel Xavier e seu Conjunto", mas infelizmente é muito difícil atualmente fazer uma articulação dessa natureza com os músicos. Por esse motivo, toco sozinho. Às vezes, toco em alguns aniversários de alguns amigos também.


Muitos bonjesuenses consideram possível formar um grupamento no estilo de "Samuel Xavier e seu Conjunto"


 - Você possui projetos na área musical?
- Tenho projetos na área musical sim, e espero um dia realizá-los. 

- Que mensagem você deixa para as novas gerações?
- Uma mensagem que eu deixaria para as novas gerações é que sempre procurem fazer o bem, não importa a quem. E que tragam para suas vidas um orgulho para seus pais e para elas mesmas!

Maestro Nilo Rodrigues de Oliveira e seu filho de criação Eliton de Souza Polverine, o Muchacho, um dos grandes músicos do país 


Eliton de Souza Boa tarde, Muchacho!

Seguem as perguntas iniciais para a entrevista. Podemos inserir outras de seu interesse.

Entrevista 

1. Qual é o seu nome completo?
2. Qual a sua data de nascimento e filiação? Pode informar, também, sobre outros ascendentes, assim como os locais de origem?
3. Quais os educandários onde estudou?
4. Como e quando surgiu seu gosto pela música?
5. Quais os músicos que te influenciaram?
6. Qual foi o primeiro instrumento musical que você tocou?
7. Desde quando você se dedica ao saxofone?
8. Desde quando você integra a Lira Operária Bonjesuense?
9. Qual sua avaliação sobre o Hino da Alva Pomba, tocada  anualmente pela Lira, durante a Festa do Divino?
10. Você já tocou em outras liras? Você se apresenta em festas?
11. Você tem ideia de formar um grupo musical no estilo de Samuel Xavier e sua banda?
12. Onde exerceu suas atividades profissionais?
13. Você possui projetos na área musical?
14. Que mensagem você deixa para as novas gerações? tarde, Muchacho!

Seguem as perguntas iniciais para a entrevista. Podemos inserir outras de seu interesse.

Entrevista 

1. Qual é o seu nome completo?
2. Qual a sua data de nascimento e filiação? Pode


















Eliton de Souza Polverini recebeu Certificado de Mérito da Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES)


SINTONIA

 


Wilma Martins Teixeira Coutinho 


Sintonia! É sentir

A presença constante

De alguém que está longe

Mas sentimos presente


É uma sensação singular

Pode o tempo passar

Pode a ausência perdurar

Mas não se deixa de amar


É a comunicação diária

É o cuidado cativo

É o zelo prestado

É o motivo porque vivo!


Sintonia é isso!

É a saudade constante

É não estar sempre juntos

Mas não afasta o amante!


Wilma

Ateliê Filhos do Barro e seu incrível artesanato em cerâmica

 




Este ateliê é mais do que apenas um lugar onde belas peças de cerâmica são criadas; é um refúgio de criatividade e um testemunho do talento humano transformando simples pedaços de argila em verdadeiras obras de arte.

As peças feitas no Ateliê Filhos do Barro do mestre Daniel de Lima e artesã Xica Sales são únicas e carregam a essência da cultura e tradição local. Cada detalhe é trabalhado com amor e dedicação, resultando em cerâmica de alta qualidade que reflete a história e a alma dos artesãos por trás delas.

Os Filhos do Barro não apenas criam beleza, mas também oportunidades para aqueles que fazem parte dessa jornada. Seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e o comércio justo é admirável.

Venha conhecer esse espaço único

Aberto de quarta a domingo

Entre em contato  22 99928 9304

Avenida Atlântica, próximo ao camping do Farol

ECLB e a 17ª Primavera dos MUSEUS


Começa hoje a 17ª Primavera dos Museus no ECLB! Participe!


Confira nossa programação:


19/09/2023 – 13h 

Oficina de Grafismos

Os participantes aprenderão o significado dos grafismos para os indígenas, com o objetivo de reforçar a importância do respeito às diferentes culturas.

Público-alvo: interessados em geral.


21/09 – 13h 

Contação de Histórias

A atividade trará histórias da cultura indígena, buscando promover o reconhecimento da cultura dos povos indígenas entre os participantes.

Público-alvo: estudantes do Ensino Fundamental.


19 a 29 de setembro de 2023

Exposição “Amazônia: do Presente e do Futuro


Atividades gratuitas, ministradas pelo artista plástico e fotógrafo da Exposição “Amazônia: Do Presente e do Futuro”, Roulien Boechat.

Empresa de Cultura e Turismo revoluciona Bom Jesus e região


Bob Flávio e delegação no Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana 


Em novembro de 2022, o bonjesuense Bob Flávio fundou a empresa USINA DE CULTURA, Produtora de Projetos Culturais e Artísticos.

O nome da empresa alude às origens de Bob Flávio, que nasceu na Usina Santa Isabel.

Bob Flávio exerceu, com maestria, a função de Secretário de Cultura, Turismo e Urbanismo em 2019, ocasião em que promoveu extraordinário impulso à cultura e ao turismo bonjesuense. Nessa ocasião, constatou a grande potencialidade de desenvolvimento desses setores em nosso município.

Sua ação visionária foi perfeita.

Hoje, a USINA DE CULTURA realiza atividades não apenas em Bom Jesus e região, mas por todo o país, em uma constatação evidente que nossa região demanda por cultura e turismo.

Saudamos Bob Flávio e sua empresa USINA DE CULTURA, por proporcionar à nossa comunidade momentos marcantes de confraternização e relevante enriquecimento espiritual.



 

Bob Flávio e delegação no Bistrô Histórico 














Expo Café vai reunir negócios e mostra tecnológica do setor cafeeiro em Varre-Sai




Varre-Sai, a “Capital Estadual do Café”, responsável por 30% da produção de café do Estado do Rio de Janeiro, será palco de um grande evento que vai reunir as novidades tecnológicas para o setor cafeeiro, além de levar conhecimento aos produtores rurais. A Expo Café vai acontecer de 28 a 30 de setembro, na Praça de Lazer Pedro de Assis. Durante o evento, será realizada a Final do Concurso de Cafés Especiais com R$ 25 mil em premiação, concedidos pela Prefeitura de Varre-Sai, para incentivar a melhoria da qualidade do café produzido no município.

A Expo Café é uma Feira de Negócios e Mostra Tecnológica da Cadeia Produtiva do Café no Estado do Rio de Janeiro, realizada pela Cooperativa de Café do Norte Fluminense Ltda (Coopercanol), com planejamento e gestão da Attività Consultoria e Eventos e RLZ Eventos, e que tem entre os parceiros, a Prefeitura Municipal de Varre-Sai (através das Secretarias Municipais de Agricultura e de Turismo).

 A programação inclui exposição de máquinas, implementos, equipamentos e insumos, palestras, clínicas tecnológicas, dinâmicas de máquinas, visitas guiadas, artesanato local, presença dos melhores cafés especiais da região, e o espaço Café com Música, com apresentações musicais todos os dias do evento.

Na ocasião, também acontecerá o Concurso Rainha e Princesas Expo Café com o objetivo de valorizar a beleza feminina varre-saiense e preservar as tradições e costumes rurais. As inscrições encontram-se abertas até o dia 15/09, na Secretaria Municipal de Turismo.

O presidente da Cooperativa de Café do Norte Fluminense Ltda (Coopercanol), José Ferreira Pinto, explicou que a ideia inicial era voltar a realizar a Festa do Café que acontecia no início dos anos 2000. 

“A Festa do Café dava grande visibilidade ao município. Em conversa com o Fábio Pimentel, da Attivittà Consultoria, ele sugeriu transformar em um evento voltado para o negócio. A Expo Café vai trazer para a região o que há de mais novo em tecnologia, com a vinda de grandes empresas para expor seus produtos, bem como conhecimento para os produtores, através de palestras, como grandes nomes da cafeicultura nacional. E vai abrigar ainda a Final do Concurso de Cafés Especiais, com premiação da Prefeitura de Varre-Sai, incentivando a melhoria da qualidade do café no município”, afirmou José Ferreira Pinto.

Varre-Sai e o café – Os primeiros registros de cultivo de café, nas terras do município, datam de 1894, na Fazenda Bela Vista que na época pertencia ao município de Itaperuna, hoje nas terras de Natividade e Varre-Sai. Com o Plano de Renovação e Revigoramento, do Governo Federal, de 1970, através do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), a cafeicultura se modernizou, com novas variedades e sistemas de plantio e insumos modernos, resultando no aumento da produtividade das lavouras.  

Varre-Sai tornou-se o maior produtor de café do Estado do Rio de Janeiro, com previsão de colheita de 108 mil sacas para 2023, o que deve movimentar R$ 90 milhões na economia local. O cultivo do café ocupa uma área de 5 mil hectares de Varre-Sai, o que representa 25% da área total do município ocupada por café arábica. A produção cafeeira é a ocupação de 3 mil moradores, quase 30% da população. 

O prefeito de Varre-Sai, Silvestre Gorini, falou da importância do evento para a cafeicultura do município.

“A Prefeitura de Varre-Sai é parceira na realização da Expo Café porque entende a importância da cafeicultura para nosso município. Tudo o que for para mostrar o nosso potencial, como maior produtor de café do Estado do Rio, incentivar e ajudar a alavancar o setor ainda mais, pode contar com a parceria da Prefeitura”, afirmou o prefeito Silvestre Gorini.

Também são parceiros do evento o Cidennf, Sebrae, Governo do Estado, através das Secretarias Estaduais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Ambiente e Sustentabilidade, bem como EMATER-RIO, Conexão Mata Atlântica, SENAR-RJ, FAERJ, ASCARJ e Sistema OCB/RJ e outras empresas apoiadoras.