quinta-feira, 30 de julho de 2026

A verdadeira viagem de Benedetto: uma charada de mais de um século

 


Varre-Sai é uma colônia italiana. Não colônia no sentido de pertencimento político à Itália, mas de tradições, cultura e herança familiar. Afinal, cerca de cem famílias italianas subiram a Serra da Sapucaia, no lombo de burros, para fazer a América nas terras da Fazenda Bela Vista e no povoado que mais tarde se transformaria em nosso município.

De acordo com o Portal da Prefeitura de Varre-Sai, somos a maior colônia de descendentes de italianos do Estado do Rio de Janeiro. Mais de 70% dos habitantes do município descendem daqueles homens e mulheres corajosos que atravessaram o Oceano Atlântico no final do século XIX e início do século XX, levando consigo pouco mais do que a fé, a esperança e a vontade de trabalhar.

Cada família guarda seu sobrenome como um verdadeiro troféu, uma homenagem aos antepassados que enfrentaram uma longa viagem em vapores como Attività, Agordà, São Gottardo, Andes e Colombo, desembarcando no Rio de Janeiro. Dali, embarcavam na Maria-Fumaça da Estrada de Ferro Leopoldina rumo às fazendas do Alto Noroeste Fluminense, onde começariam uma nova vida.

A família de minha mãe descende do italiano Benedetto Possideli e de sua esposa Maddalena Palombi, pais de Luiz Possideli, que mais tarde se casaria com Ignês Soares. O curioso é que o sobrenome da família aparece de diversas maneiras nos documentos  de nosso parentes. Temos  Possideli, Possidel, Possodeli e até Possidério, entre tios e primos, variações que provavelmente surgiram conforme o entendimento do escrivão que registrava cada nascimento.

Como  forma de manter vivo o sobrenome de nossos ancestrais e prestar-lhes uma homenagem,  dei a minha editora o nome de Possideli, como minha mãe ensinou.

Mas havia um mistério que sempre me intrigou. Durante muitos anos, revirando arquivos e listas de passageiros, procurei os nomes de Benedetto e Maddalena no vapor Attività. Era nele que tia Mena dizia que seus avós haviam chegado ao Brasil. Procurei inúmeras vezes e nunca encontrei qualquer registro.

Um primo do Rio de Janeiro chegou até a gravar um vídeo afirmando que talvez eles tivessem vindo clandestinamente, razão pela qual seus nomes não apareciam nas listas de passageiros. Durante muito tempo acreditamos nessa hipótese.

Até que a história deu uma reviravolta.

Um primo de Volta Redonda encontrou uma lista de passageiros do vapor São Gottardo. Ali estavam nomes, idades e a data da viagem, coincidindo perfeitamente com nossos ancestrais.

Segundo o Arquivo Nacional, embarcaram no porto de Gênova e desembarcaram no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1897:

Pizzutelli Benedetto, 30 anos;

Maddalena, 32 anos;

Figliastra Claudina, 8 anos;

Fig. Luigi, 2 anos.

Foi meu filho, Afonso Henrique, quem desvendou outro detalhe importante da história. Pesquisando o significado da palavra italiana figliastra, descobriu que ela quer dizer enteada. Até então, nunca soubemos que nossa querida tia Clotildes, aquela mesma que salvou o vovô Luiz da morte durante a viagem de navio, era, na verdade, enteada de Benedetto.

Foi também através dessa documentação que descobrimos a cidade natal da família: Priverno, na região do Lázio, na Itália.

Mas a pesquisa trouxe uma surpresa inesperada. O sobrenome aparecia grafado como Pizzutelli.

E agora? Somos Possideli, Possodeli, Possidel, Possidério ou Pizzutelli?

Talvez somente a certidão de nascimento de Benedetto, registrada em Priverno, consiga responder definitivamente essa pergunta e revelar a grafia original de nosso sobrenome.

Uma coisa, porém, já sabemos com certeza: nossos antepassados não vieram clandestinamente. Vieram legalmente, registrados na lista de passageiros do vapor São Gottardo, e não no Attività, como a tradição oral da família repetiu durante tantas décadas.

Depois de mais de um século, finalmente matamos a charada. Agora começa uma nova etapa da pesquisa: localizar, na Itália, a certidão de nascimento de Benedetto.

Enquanto isso, para mim ele continuará sendo Benedetto Possideli. O italiano que fazia vinho de jabuticaba e de uva em seu sítio no Vai e Volta. O sobrenome que minha mãe deixou para trás ao se casar com meu pai, Manoel Menezes, mas que continua vivo na memória da família, na história de Varre-Sai e, agora, também no nome da minha editora.

Porque, às vezes, um sobrenome muda de grafia. Mas nunca deixa de contar a história de quem teve coragem de atravessar um oceano em busca de um novo começo.

Isabel Menezes – professora e historiadora de Varre-Sai








PARA QUEM JÁ PASSOU DOS 50 ANOS, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*PARA QUEM JÁ PASSOU DOS 50 ANOS.*


“Quem chega a meio século de idade, percebe que é bem mais fácil chegar a esse ponto que aos 30 ou 40. Você já encontrou o amor, família e a realização profissional. Vá à luta e faça coisas diferentes antes de procurar um sofá largo para acomodar o traseiro grande. Você ainda tem muito chão pela frente e lenha para queimar.”


*COISAS QUE VOCÊ DEVERIA FAZER:*


1. USE O SEU DINHEIRO para o seu bem pessoal.

2. PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos.

3. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família.

4. SEMPRE compre o melhor e mais bonito que sua grana puder.

5. NADA de angustiar-se com pouca coisa.

6. Independentemente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Namore.

7. Seja vaidoso.

8. NADA de SER MUITO "MODERNO".

9. SEMPRE se mantenha atualizado.

10. Respeite a opinião dos JOVENS.

11. Nunca use o termo “no meu tempo...¨

12. NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos.

13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade.

14. Mantenha um hobby.

15. ACEITE convites.

16. Fale pouco e ouça mais.

17. Dores e desconfortos, se apresentarão sempre. Não os torne mais problemáticos do que são. 

18. Permaneça apegada ao que você acredita. Busque a fé onde haja PAZ.

19. Ria muito, ria de tudo.

20. Não faça caso do que dizem a seu respeito, muito menos do que pensam de você.


*LEMBRE-SE:*


*“A vida é muito curta para beber vinho ruim.”*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

MPES realiza encontro do Selo de Segurança Pública Municipal em Guaçuí

 


O Selo de Segurança Pública Municipal, iniciativa do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR), chegou a Guaçuí, nesta terça-feira (28). O sexto encontro do programa contemplou, além da cidade que sediou a reunião, os municípios de Alegre, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado.

O projeto foi instituído em dezembro de 2025 e tem por objetivo ampliar as ações de prevenção à violência e promover a integração das políticas municipais de segurança pública.

A iniciativa incentiva a estruturação de diretrizes locais, a criação e o fortalecimento de instâncias de governança, a articulação entre instituições e o desenvolvimento de projetos integrados voltados à melhoria da segurança pública nos municípios capixabas.

O objetivo das reuniões regionais do selo é alinhar as ações previstas para a nova etapa do projeto, fortalecendo a integração entre os municípios e incentivando a cooperação na implementação e no aprimoramento das políticas públicas municipais de segurança.

Participaram do encontro o Promotor de Justiça e Dirigente do CACR, Ronald Lopes; o Promotor de Justiça de Guaçuí, Gino Martins Borges Bastos; e a Promotora de Justiça de Bom Jesus do Norte, Maria Aparecida Bazani; além do Subsecretário de Estado de Integração Institucional, Marcio Celante Weolffel; de delegados, policiais militares e representantes dos municípios. O evento foi realizado na Câmara Municipal de Guaçuí.

As atividades desta edição foram realizadas durante a manhã e tiveram como foco o compartilhamento de orientações técnicas, o esclarecimento de dúvidas e o alinhamento das ações previstas para esta nova fase do Selo de Segurança Pública Municipal.

A programação buscou fortalecer a parceria entre as instituições participantes e contribuir para o alcance dos objetivos estabelecidos pelo programa.

Durante o encontro, os representantes dos municípios também trabalharam na elaboração de planos de ação voltados às áreas contempladas pelo projeto. As propostas foram construídas considerando a realidade de cada município, com o objetivo de estruturar medidas concretas, integradas e compatíveis com as demandas locais, fortalecendo a atuação das estruturas municipais de governança em segurança pública.






quarta-feira, 29 de julho de 2026

Desejar o bem é sublime, por Rogério Loureiro Xavier

 



*Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.*


*Desejar o bem é sublime*


*Meu desejo é que tenhamos  dias abençoados e que sejam repleto de felicidades!!!*


*Dizem que quem gosta do passado é museu. Mas lá no passado é que estão guardados os mais lindos momentos das nossas vidas. O presente é muito cruel e o futuro, preocupante. Vamos nos deliciar com essas maravilhas do passado presente.*


*"Afinal nós somos as escolhas que fazemos... no fim, todos nós seremos apenas histórias."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*

terça-feira, 28 de julho de 2026

A Noite em que o Tempo Cantou: Memória, Açores e Lira

 


​A noite vestiu-se, no dia 28 de julho, de brisa açoriana e do calor fraterno do Espírito Santo para celebrar o encontro do tempo com a arte. Na sede da CAES, em José Carlos, Apiacá, o ar rarefeito da emoção guiava os passos de quem reconhece nas raízes a própria identidade. 

Sob a batuta acolhedora e inspirada do presidente da instituição, Dr. Nino Moreira Seródio, a celebração ganhou contornos de eternidade ao unir os 4 anos da Casa dos Açores do Espírito Santo aos 86 anos de gloriosa história da Lira Operária Bonjesuense.

​Era uma simbiose perfeita entre o mar que une continentes e as notas que atravessam gerações. O salão respirava tradição, e a música, essa linguagem que dispensa traduções, logo tratou de ocupar o espaço com sua alma.

​Nesse cenário de comunhão, as canções ganharam vida na voz e no talento do açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves e José Antônio Alvarenga Borges, cujas atuações brilharam intensamente, iluminando os corações presentes como faróis de pura poesia sonora. Cada acorde parecia resgatar ecos de além-mar e de vales verdejantes, compondo uma tapeçaria de pura sensibilidade lírica.

​E, no centro dessa harmonia, a figura ímpar do Maestro Nilo Rodrigues, da Lira Operária Bonjesuense, erguia-se como o guardião da harmonia e da persistência cultural. Com seu pulso firme e sensível, conduzia os instrumentos e as almas, transformando o aniversário daquela casa em um rito sagrado de pertencimento.

​A noite avançou embalada por um jantar, acordes, sorrisos e abraços. Ali, no meio de acordes de banda e o palpitar insular da memória, constatou-se que a cultura não se mede apenas nos anos que passam, mas na beleza indescritível dos instantes em que decidimos, juntos, cantar a nossa própria história.




















O Século dos Imbecis

 



Valter Hugo Mãe, um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, lançou em 2026 o romance O século dos imbecis, obra que rapidamente se tornou um dos livros mais comentados da Festa Literária Internacional de Paraty e figurou entre os mais vendidos do evento. O autor aproveita uma narrativa alegórica para refletir sobre a banalização da ignorância, o impacto das redes sociais e o enfraquecimento do pensamento crítico. 

No centro da história está Agilulfo, o Marquês da Malandrinha, um personagem insólito: quanto mais sobe a montanha, mais lúcido e sábio se torna; quanto mais desce em direção ao vale, mais estúpido fica. A vila decide diariamente se prefere conviver com sua inteligência ou com sua ignorância. A metáfora sugere que a própria sociedade escolhe, repetidas vezes, privilegiar a superficialidade em vez da reflexão. 

Em entrevistas concedidas durante o lançamento, Valter Hugo Mãe afirmou estar "perplexo e frustrado" ao perceber que, em vez de buscar maior sofisticação intelectual, a sociedade parece fascinada pelo retorno a uma "certa infantilidade". Para ele, vivemos um tempo em que a informação é abundante, mas o conhecimento é frequentemente substituído por opiniões instantâneas, simplificações e reações impulsivas estimuladas pelas redes sociais. Daí a frase que ganhou destaque: "Estamos piorando como espécie." 

O escritor também observa que a ignorância perdeu o constrangimento social. Segundo ele, há um ambiente em que a falta de conhecimento pode até conferir prestígio, enquanto especialistas e pessoas dedicadas ao estudo são tratados com desconfiança. Em sua visão, a tecnologia, criada para ampliar as capacidades humanas, muitas vezes acaba incentivando a distração, a desinformação e a substituição da reflexão pelo consumo veloz de conteúdos. 

Apesar do tom crítico, o romance não é um manifesto pessimista. Misturando humor, realismo fantástico e lirismo, marcas da escrita de Valter Hugo Mãe, a obra procura questionar se ainda é possível recuperar valores como a empatia, a solidariedade, o pensamento crítico e a capacidade de diálogo. O autor não oferece respostas prontas, mas convida o leitor a refletir sobre a responsabilidade coletiva na construção da sociedade contemporânea. 

Valter Hugo Mãe


Que hoje prevaleçam o Amor e a Fé em todas as circunstâncias, por Rogério Loureiro Xavier

 



Olá 🖐 pessoa amiga e do bem.


*Que hoje prevaleçam o Amor e a Fé em todas as circunstâncias.*


Aprendi que os amores podem chegar de surpresa ou terminar em uma noite. Que grandes amigos podem se converter em grandes desconhecidos, e o contrário, um desconhecido pode se tornar alguém inseparável. Que o “nunca mais” nunca se cumpre e que o “para sempre” sempre termina. Que aquele que quer, pode, corre atrás e consegue. Que aquele que se arrisca não perde nada, e aquele que não arrisca não ganha. Que se você quiser ver uma pessoa, tem que buscá-la, pois amanhã será tarde demais. Se não te interessa, não se esqueça das boas recordações. Que sentir dor é inevitável, mas sofrer é opcional. E principalmente aprendi que não serve de nada seguir negando o evidente.


*"Um dia a gente aprende que nada é meu, ou seu, ou nosso. Tudo é emprestado... Porque, a única certeza que se tem, é que um dia, mais cedo ou mais tarde, a vida vem e nos toma tudo de volta."*


*✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier*