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| Anízia Maria Aguiar Pimentel |
Na noite de sábado, a Praça Governador Portela deixou de ser apenas o coração urbano de Bom Jesus do Itabapoana para tornar-se território de afeto, arte e pertencimento. O Sarau da Emoção não foi somente um evento cultural: foi uma travessia coletiva entre a palavra e o acolhimento, entre a música e a esperança, entre a praça e a alma da cidade.
Sob a liderança sensível e firme de Anízia Maria Aguiar Pimentel, o projeto revelou aquilo que os grandes acontecimentos culturais possuem de mais raro: propósito. Cada detalhe da programação parecia cuidadosamente alinhado não apenas para entreter, mas para tocar pessoas, abrir espaços de escuta e devolver à cultura seu papel mais humano, o de aproximar vidas.
A praça respirou poesia. Crianças descobriram o encanto das brincadeiras e da oralidade; jovens encontraram no microfone aberto um lugar legítimo para suas vozes; adultos compartilharam memórias, reflexões e emoções; famílias inteiras caminharam entre música, arte, cidadania e acolhimento. Em cada canto, havia a percepção de que cultura também é cuidado.
O palco transformou-se em altar da palavra viva. As rodas de poesia e declamação fizeram ecoar sentimentos muitas vezes silenciados. As apresentações musicais costuraram delicadamente alegria e consciência social. As instituições presentes, CAPS, CRAS, APAE, FAMESC e tantos parceiros, mostraram que quando arte, educação, saúde e assistência social caminham juntas, nasce uma cidade mais consciente de si mesma.
O Sarau da Emoção, realizado através da Política Nacional Aldir Blanc e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Bom Jesus do Itabapoana, revelou algo precioso: Bom Jesus possui potência cultural, sensibilidade coletiva e capacidade de ocupar seus espaços públicos com beleza, inclusão e inteligência social.
Mais do que um evento, o sarau foi um portal. Um portal que mostrou à própria cidade as possibilidades que ela carrega dentro de si. Mostrou que a cultura local não precisa esperar reconhecimento de fora para florescer; ela já palpita nas praças, nos artistas, nas crianças, nos educadores, nos músicos, nos poetas e nas pessoas comuns que ainda acreditam na força do encontro.
Naquela noite, a praça principal não pertenceu ao trânsito nem à rotina. Pertenceu à emoção.
E talvez seja justamente isso que torna o Sarau da Emoção memorável: ele não apenas ocupou um espaço público, ele devolveu sentido humano ao espaço público.
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Parabéns Anízia! Pelas fotos foi tudo maravilhoso! Que matéria perfeita!
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