quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Volkswagen, Casa e 200 Mil Dólares: o Prêmio da Glória para os Campeões do Uzbequistão

 

Quando um país reconhece seus heróis



Eis o prêmio: 200 mil dólares, um automóvel Volkswagen e uma casa para cada campeão de xadrez do Uzbequistão.

Mas o verdadeiro prêmio talvez não caiba em cofres, garagens ou escrituras. Ele está no gesto de uma nação que sabe reconhecer aqueles que, diante de um tabuleiro, carregaram sua bandeira até o lugar mais alto do mundo.

O presidente Shavkat Mirziyoyev recebeu e condecorou os vencedores da Olimpíada de Xadrez de 2026, concedendo-lhes títulos honoríficos. Não eram apenas jovens enxadristas que caminhavam diante do chefe de Estado. Eram os filhos de uma terra que aprendeu a enxergar, nas 64 casas do tabuleiro, um caminho para o conhecimento, a disciplina e a grandeza.

Cada automóvel entregue parecia conduzir consigo uma mensagem: sigam adiante.

Cada casa oferecida simbolizava o abrigo reservado aos heróis.

E cada parcela do prêmio em dinheiro representava o reconhecimento pelas incontáveis horas de estudo, pelas noites de preparação, pelas derrotas silenciosamente suportadas e pelas vitórias construídas lance após lance.

No Uzbequistão, o xadrez deixou de ser apenas um jogo. Tornou-se patrimônio afetivo, instrumento de educação e motivo de orgulho nacional. Ali, os enxadristas não regressaram da Olimpíada escondidos no anonimato. Foram recebidos como campeões, condecorados publicamente e apresentados às novas gerações como exemplos.

Está aí a grande lição: uma nação cresce quando aprende a valorizar a inteligência de seus filhos.

Os campeões conquistaram 200 mil dólares, um Volkswagen e uma casa. O Uzbequistão, porém, conquistou algo ainda maior: o sonho de milhares de crianças que agora olham para um tabuleiro e compreendem que, por meio do estudo, do talento e da perseverança, também poderão escrever seus nomes na história.

Quando um país honra seus mestres do xadrez, não celebra somente uma medalha. Celebra a inteligência, prepara o futuro e proclama ao mundo que seus verdadeiros heróis também sabem vencer em silêncio.



Parabéns, Rodolfo, o guardião da palavra impressa!

 

No dia 30 de setembro, quando se celebra o Dia do Jornaleiro, existem nomes que merecem ser pronunciados com respeito, gratidão e ternura. Entre eles está o de Rodolfo Graziano Sinforoso, guardião de uma das mais emblemáticas bancas de jornais da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Há décadas, a Banca do Rodolfo permanece firme, como uma pequena fortaleza da cultura em meio ao movimento incessante da cidade. Ao redor, os automóveis passam, as pessoas se apressam, as paisagens se transformam e as notícias migram para as telas. Mas Rodolfo continua ali, fiel ao papel, à palavra e ao antigo ritual de abrir um jornal como quem abre uma janela para o mundo.

Sua banca não é apenas um ponto comercial. É um santuário da leitura, um lugar onde o tempo parece conversar com a memória. Em suas prateleiras repousam histórias, ideias, sonhos, denúncias, esperanças e fragmentos da vida cotidiana. Cada jornal entregue por suas mãos leva consigo muito mais do que notícias: leva conhecimento, consciência e a possibilidade de compreender um pouco melhor o mundo.

Rodolfo pertence a essa valorosa linhagem de homens que ajudaram as cidades a despertar. Antes que o sol iluminasse inteiramente as calçadas, os jornaleiros já estavam em seus postos, organizando os exemplares ainda perfumados pela tinta fresca. Eram eles os primeiros mensageiros da manhã, aqueles que colocavam nas mãos do povo os acontecimentos da véspera e as inquietações do novo dia.

Ao lado de sua esposa, Rosemery Fernandes da Costa Moreira, companheira de vida e de caminhada, Rodolfo mantém acesa essa chama. Juntos, fazem da banca um espaço de acolhimento, encontro e resistência cultural. Ali, os leitores não encontram apenas publicações: encontram atenção, cordialidade e o calor humano que nenhuma tecnologia consegue substituir.

Para nós, do jornal O Norte Fluminense, há ainda uma emoção especial: graças à feliz iniciativa de Francisco Amaro Borba Gonçalves, nosso jornal também encontrou abrigo na Banca do Rodolfo. Assim, a voz de Bom Jesus do Itabapoana atravessa caminhos, vence distâncias e ecoa em terras cariocas, chegando aos leitores da Tijuca pelas mãos cuidadosas de quem compreende o valor da imprensa e da memória.

Cada exemplar de O Norte Fluminense exposto em sua banca representa uma ponte entre o interior e a capital, entre nossas raízes e novos horizontes. É como se um pedaço de Bom Jesus repousasse, por alguns instantes, no coração do Rio de Janeiro, esperando o olhar atento de um leitor.

Neste 30 de setembro, nossa homenagem alcança Rodolfo Graziano Sinforoso com a força de um abraço agradecido. Celebrá-lo é celebrar todos aqueles que, mesmo diante das mudanças do tempo, continuam acreditando na palavra impressa. É reconhecer um homem que fez de sua banca não apenas um ofício, mas uma missão.

Parabéns, Rodolfo! Que a Banca do Rodolfo continue, por muitas décadas, sendo esse farol de cultura, informação e memória no coração da Tijuca. E que suas mãos, marcadas pelo trabalho e pela dedicação, jamais deixem de espalhar pelas ruas a mais luminosa de todas as notícias: a leitura continua viva!





TG de Bom Jesus do Itabapoana realiza, pelo segundo ano consecutivo, viagem de instrução a importantes Organizações Militares do Exército

 




Entre os dias 14 e 18 de setembro, o Tiro de Guerra (TG) de Bom Jesus do Itabapoana promoveu, pelo segundo ano consecutivo, uma grande viagem de instrução. A iniciativa levou os atiradores a conhecerem algumas das mais importantes e emblemáticas Organizações Militares do Exército Brasileiro.

O roteiro, cuidadosamente planejado pelo Subtenente Thiago Magalhães, Chefe do TG, incluiu a tradicional Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ); a 11ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada, em Pindamonhangaba (SP); e a Base de Aviação do Exército, em Taubaté (SP). Nessas visitas, os atiradores puderam observar de perto a rotina dos cadetes, a tecnologia da aviação militar e a operacionalidade das viaturas blindadas Guarani. Além disso, participaram de instruções que, por limitações de infraestrutura e equipamentos, não poderiam ser realizadas na sede do TG.

Para além do aprendizado militar, a jornada proporcionou momentos inesquecíveis de ampliação cultural, integração e fortalecimento espiritual. Os atiradores visitaram o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP), onde assistiram a uma missa, e desfrutaram de um passeio por Campos do Jordão (SP). Essa programação, ao ampliar a visão de mundo dos jovens, consolida-se como um importante fator motivacional dentro do Serviço Militar Obrigatório.

O sucesso da viagem foi viabilizado pelo prestígio institucional do ST Thiago Magalhães, pela parceria com empresas locais e pelo apoio da 1ª Região Militar e do Comando da 11ª Cia E Cmb Mec, que forneceu alojamento, alimentação e suporte logístico para as diversas instruções.


Relato de um atirador


[Ao saber da viagem, minha primeira reação foi de grande satisfação. Um atirador de uma cidade menor dificilmente tem, ao longo do ano, acesso a experiências militares e cívicas tão marcantes quanto as de um soldado de um grande centro. Imaginei, de imediato, a quantidade de aprendizados que a viagem traria ao meu repertório e como isso ampliaria ainda mais meu conhecimento sobre o Exército.

Destaco a competência e o profissionalismo do nosso Chefe de Instrução, o Subtenente Thiago Magalhães, que realizou pelo menos cinco reuniões preparatórias para cada etapa do Pedido de Cooperação de Instrução (PCI), cuja logística era complexa e delicada.

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) foi a visita que mais me marcou. Por ser o berço do oficialato do Exército Brasileiro, estar ali foi, para mim, um privilégio sem igual. O mesmo vale para a nossa estadia na 11ª Cia E Cmb Mec e para as instruções ministradas pelos diversos instrutores, com os quais aprendi muito sobre disciplina, espírito de corpo e armamento, áreas em que o rigor das regras se une à eficiência do treinamento. Também pude observar a diversidade cultural e social de um grande quartel em outra região do país, percebendo sotaques e expressões próprias que ampliaram nossa visão de mundo.

No conjunto, a viagem significou muito para mim. Aprendi que a busca pela excelência profissional não é uma opção nas Forças Armadas, mas uma regra clara e rigorosa. Aprendi, ainda, que é possível alcançar grandes objetivos e evoluir, independentemente de cultura, raça ou etnia, seja entre militares ou civis.]

-  Atirador/Monitor Brazil TG de Bom Jesus do Itabapoana

Esse êxito reflete a sólida conexão que o Tiro de Guerra mantém com a sociedade bonjesuense, vínculo fortalecido sob a chefia do Subtenente Thiago Magalhães. Bonjesuense nato, ele conhece profundamente a realidade local e exerce um papel transformador à frente da instituição. Sua liderança pelo exemplo e seu carisma são notórios, conquistando o respeito de seus comandados e inserindo os atiradores de forma ativa na comunidade.

Hoje, o TG é um parceiro vital do município. A instituição apoia a Defesa Civil, coopera com as escolas locais e fortalece o terceiro setor, auxiliando a APAE, igrejas e centros de assistência social. A presença solidária do ST Thiago Magalhães e dos atiradores também é constante em creches, asilos e hospitais, seja no suporte a eventos, seja no engajamento em ações sociais, como doações de sangue e campanhas de arrecadação.

O resultado são atiradores mais conscientes e disciplinados, que ostentam com orgulho os valores do civismo, do patriotismo e da solidariedade.










O Norte Fluminense homenageia Jorge e Nara, os jornaleiros de Bom Jesus


Na Praça Governador Portela, a notícia encontra o povo



Neste 30 de setembro, Dia do Jornaleiro, o jornal O Norte Fluminense, representado por André Luiz de Oliveira, entregou um certificado de reconhecimento aos jornaleiros bonjesuenses Jorge de Araújo Sampaio e Nara Pimentel do Carmo Sampaio, em homenagem à dedicação com que mantêm viva, em Bom Jesus do Itabapoana, uma das mais tradicionais e importantes profissões ligadas à comunicação.

Durante gerações, o jornaleiro ajudou o Brasil a despertar. Antes que a notícia coubesse na tela de um telefone e atravessasse o mundo em poucos segundos, ela precisava de mãos, passos e vozes. Precisava de alguém que a carregasse pelas ruas, enfrentando o frio das madrugadas, o calor das calçadas e a pressa das cidades.

O jornaleiro era o primeiro mensageiro do dia.

Muito cedo, quando as janelas ainda permaneciam fechadas e a cidade começava lentamente a respirar, ele já estava de pé. Recebia os jornais ainda perfumados pela tinta fresca, organizava os exemplares e saía para anunciar aquilo que o mundo havia vivido enquanto os outros dormiam.

Seu grito atravessava praças, esquinas e avenidas:

- Olha o jornal! As notícias do dia!

A profissão teria surgido no Brasil há cerca de 150 anos. Nos primeiros tempos, a distribuição era realizada por negros escravizados, que percorriam as ruas anunciando as principais manchetes para despertar a atenção dos transeuntes. Em 1858, A Atualidade tornou-se o primeiro jornal vendido avulsamente no país.
Era a notícia deixando os salões e as assinaturas particulares para encontrar o povo nas ruas.

No início do século XX, alguns jornaleiros passaram a utilizar cavalos, encurtando distâncias e acelerando a circulação das informações. Homem e animal atravessavam as ruas levando notícias políticas, fatos policiais, anúncios comerciais, acontecimentos esportivos e histórias da vida cotidiana.

Cada exemplar entregue de mão em mão parecia conter um pedaço do mundo.
Muitos jornaleiros eram imigrantes italianos. Inicialmente, acomodavam os periódicos sobre caixotes cobertos por tábuas. Foi o italiano Carmine Labanca, no Rio de Janeiro, quem construiu um dos primeiros pontos fixos destinados à venda de jornais. De seu sobrenome teria nascido a palavra “banca”, que atravessou o tempo e se incorporou definitivamente ao vocabulário das cidades brasileiras.

Os caixotes ganharam estruturas de madeira. Mais tarde, sobretudo a partir da década de 1950, surgiram as bancas de metal. Algumas cresceram, receberam iluminação, ventilação, pisos revestidos e novas mercadorias. Apesar das transformações, continuaram guardando sua essência: eram pequenas casas da palavra, vitrines abertas para o conhecimento e pontos de encontro entre leitores.

Na banca, comprava-se muito mais do que papel.

Comprava-se o jornal que ajudava a compreender a política; a revista que mostrava lugares distantes; a publicação esportiva que alimentava paixões; o gibi que despertava a imaginação das crianças; e a coleção que, semana após semana, construía pequenas bibliotecas dentro dos lares.

Houve um tempo, porém, em que muitos desses mensageiros eram meninos. Para vender mais exemplares, caminhavam pelas ruas até altas horas e, não raramente, dormiam nas calçadas. Foi para acolhê-los que surgiu, em 1940, a Casa do Pequeno Jornaleiro, principal projeto da Fundação Darcy Vargas.

A instituição oferecia abrigo noturno e permitia que aqueles jovens frequentassem aulas e cursos profissionalizantes sem abandonar imediatamente o trabalho que lhes assegurava a sobrevivência. Com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, sua missão foi transformada, passando a oferecer reforço escolar e atividades complementares às crianças e aos adolescentes.

Até as palavras guardam a memória dessa profissão.

“Jornal” deriva do latim diurnalis, ligado ao dia e ao registro cotidiano dos acontecimentos. O “gazeteiro”, como também era chamado o vendedor de jornais, acabou emprestando seu nome ao estudante que faltava às aulas para permanecer diante das bancas, encantado com jornais e revistas. E “gazeta” remonta à gazetta, antiga moeda veneziana relacionada ao preço das primeiras publicações.

Assim, a história do jornaleiro também permanece escrita na língua que falamos.

Uma homenagem aos jornaleiros de Bom Jesus

Em Bom Jesus do Itabapoana, essa tradição permanece viva pelas mãos de Jorge de Araújo Sampaio e Nara Pimentel do Carmo Sampaio, que há quatro anos exercem seu ofício na Praça Governador Portela, coração da cidade.

Ali, por onde diariamente passam trabalhadores, estudantes, aposentados, visitantes e famílias, Jorge e Nara mantêm aberta uma pequena janela para o mundo. A praça muda de luz, as árvores acompanham as estações e as pessoas atravessam seus caminhos apressadamente. Eles, contudo, permanecem em seu posto, acolhendo os leitores com atenção, cordialidade e dedicação.

Jorge e Nara não entregam apenas jornais e revistas. Entregam informação, cultura e conhecimento. Em cada publicação colocada nas mãos de um leitor, ajudam a preservar o antigo e precioso hábito da leitura impressa: esse encontro silencioso entre os olhos, o papel e o pensamento.

Sua presença na Praça Governador Portela já integra a paisagem humana e afetiva de Bom Jesus do Itabapoana. Eles testemunham o despertar da cidade, acompanham seu movimento cotidiano e ajudam a manter viva uma profissão que atravessou gerações e resistiu a profundas mudanças tecnológicas.
Hoje, as notícias chegam instantaneamente. As manchetes iluminam pequenas telas antes mesmo que o sol alcance as janelas. Muitas bancas desapareceram, e o silêncio ocupou esquinas onde antes havia vozes, conversas e páginas sendo folheadas.

Nenhuma tecnologia, entretanto, apagará a importância daqueles que fizeram, e ainda fazem, a informação circular.

O jornaleiro não vende apenas jornais. Ele distribui consciência, cultura, imaginação e cidadania. É testemunha das transformações de sua cidade, conhece seus leitores e sabe qual publicação cada um espera. Em sua banca, o cotidiano encontra a história; e a história, ainda guardada no papel, passa de suas mãos para as mãos do povo.

Neste 30 de setembro, a homenagem de O Norte Fluminense alcança todos os jornaleiros do Brasil, mas repousa especialmente sobre Jorge de Araújo Sampaio e Nara Pimentel do Carmo Sampaio, dignos representantes dessa valorosa profissão em Bom Jesus do Itabapoana.

Que a Praça Governador Portela continue sendo não apenas o coração geográfico da cidade, mas também o lugar onde a notícia, a leitura e a amizade se encontram.







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