domingo, 21 de junho de 2026

"Robério e Gilma", por Norberto Seródio Boechat


Norberto Seródio Boechat

​Encontrei os dois há alguns anos em Niterói.

Ele, recuperando-se; ela, cuidando com imenso desvelo.

Os dois pareciam uníssonos em suas necessidades.

Conversamos e, então, fiquei questionando de onde surgiu o "estrangeiro" que veio nos roubar uma pirapetinguense querida?

Devo esclarecer que, nós da terra, achamos que somos proprietários de nossas garotas.

Mas estava ali Robério, parecendo ser mais pirapetinguense do que eu. Encarnava nossa terra como se lá tivesse nascido. A maneira como se tratavam indicava perfeita união.

Pois bem, Pirapetinga e Robério adotaram-se.

Veio para nossa terra e integrou-se, somou para nós uma figura ímpar, terna, educada e, apegado ao nosso solo, tornou-se pecuarista de sucesso. Os que trataram com ele afirmam a gentileza e o respeito. Brindou nossa vila com a construção de uma mansão digna de um grande centro balneário. Enfeitou-a com gramados e lagos, tornando-a uma marca registrada.

Robério e Gilma são representantes das antigas famílias, dos que aqui lutaram nos anos mais difíceis de formação de nossa vila e são a consagração das esperanças que os pais depositaram neles.


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