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| Yelmo Papa: treinando xadrez no Morro do Teleférico em Nova Friburgo. |
O menor estado do país tem a menor capital, a única que não tem a sede da Universidade Federal (que fica exatamente em S. Cristóvão). Morei e trabalhei lá por um ano e meio (na TV Sergipe, afiliada Globo).
Um povo maravilhoso, hospitaleiro e sui generis. Lá toda linguiça é chamada de "calabresa", a traseira de carros e caminhões é chamada de "fundo" (o táxi bateu no fundo do caminhão). Lá tabém não existe meio dia e meia nem 12h30. Eles falam "doze e meia" e outras curiosidades. É uma pena, assim como tantas outras cidades, que só a parte antiga é um tabuleiro perfeito.
O crescimento desordenado acabou desfazendo esse plano inteligente. Eu morava no centro e caminhava todos os dias na orla do Rio Sergipe. Da janela do 14º andar onde morava eu avistava a Barra dos Coqueiros (município do outro lado do rio) e o litoral. Saí de lá porque não resisti às altas temperaturas mínimas (nunca vi uma noite com menos de 23º), a falta de dias chuvosos (também não vi um sequer) e outros motivos que iam fazer me estender demais.
Pra finalizar esse comentário, que nada tem a ver com o xadrez, peço desculpas a todos, no meu tempo - entre 2001 e 2003 - não havia a bela ponte ao fundo da foto aérea. A travessia do Sergipe era feita por lanchas de ferro, como as barcas Rio - Niterói (que o Gino deve ter usado muito) ou os folclóricos barquinhos tó-tó-tó (nome que vem da onomatopeia dos pequenos motores a Diesel que os impulsionam). Obrigado.

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