terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Maiato: o essencial

 

Maiato: um Homem Feito de Luz e Livros

Dr. Altever de Sá Vianna, prefeito Toninho Gualhano, Alcyr dos Reis Carvalho, José Ari Borges e Luiz Carlos Maiato, na recepção ao governador Casagrande, na Fazenda Belo Jardim, dia 13 de janeiro 


Luiz Carlos Maiato não lê livros, ele os devora. Não por voracidade apressada, mas por fome antiga, dessas que nascem na alma e não se saciam nunca. É, sem exagero, um dos maiores leitores da região, desses raros seres que carregam bibliotecas invisíveis no olhar.

Extremamente culto, Maiato não ostenta o saber. Antes, o oferece em silêncio. É presença constante no Café Bistrô, onde integra a já lendária Confraria Bistrôriana, um grupo de habituais que se reúne nos assentos do fundo, como quem escolhe o último banco da igreja não por humildade, mas por contemplação. Ali, entre cafés e ideias, ele escuta mais do que fala, e quando fala, ilumina.

Porque Maiato ilumina. Por onde passa, o ambiente muda de temperatura, fica mais claro, mais digno, mais humano. É homem de poucas palavras, mas de luz intensa. Daquelas que não ofuscam, orientam.

Não surpreende que seja sempre lembrado nos grandes encontros da Fazenda Belo Jardim, território de amizade e pensamento cultivado por Alcyr dos Reis Carvalho. Ali, entre árvores antigas e conversas longas, Maiato é presença natural, como se sempre tivesse pertencido à paisagem. E foi justamente ali que recebeu uma homenagem justa, dessas que não se explicam, apenas se sentem. Seu nome, agora imortalizado, repousa no chão da memória coletiva.

Em um mundo turvo de ideias confusas, opiniões rasas e ruídos incessantes, Luiz Carlos Maiato permanece. Firme. Discreto. Luminoso. Um eterno farol de sabedoria e dignidade, apontando caminhos sem jamais impor direções.

Há pessoas que são importantes. Outras, necessárias.

Maiato é essencial.

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