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| Placa da Biblioteca do Espaço Cultural Luciano Bastos, antigo Colégio Rio Branco, homenageia perenemente o historiador Antônio de Souza Dutra |
A nova camada de informações consolida a biografia de Antônio de Souza Dutra, transformando o relato de Maria Apparecida Dutra Viestel em um registro completo que une a vida pública, a sucessão familiar e a preservação do patrimônio documental de Bom Jesus do Itabapoana.
Abaixo, o texto integra o destino da Farmácia Normal, a sucessão familiar e o papel crucial do historiador na preservação da imprensa local:
O Destino de um Legado: Entre a Ciência, a Família e a História
A narrativa de Maria Apparecida Dutra Viestel avança para além da formação intelectual de seu pai, alcançando o âmago da construção familiar e os sacrifícios feitos em nome do dever. O relato revela que a ligação de Antônio Dutra com a Farmácia Normal foi selada não apenas pelo trabalho, mas por laços de sangue e matrimônio ao casar-se com Alice, filha do Cel. Pedroca.
O Sacrifício e a Missão
A trajetória acadêmica de Antônio foi marcada pela responsabilidade familiar. Embora tenha iniciado o curso de Farmácia na Faculdade de Leopoldina (MG), o destino o chamou de volta a Bom Jesus. A doença e o posterior falecimento de seu sogro e mentor fizeram com que ele interrompesse os estudos para assumir as rédeas da farmácia, perpetuando o legado do Cel. Pedroca.
Maria Apparecida descreve a essência do pai com a clareza de quem conhecia sua alma:
"Meu pai era uma pessoa introvertida e nada social. Ele era devotado ao trabalho, aos livros e à família. Era apaixonado por leitura e por pesquisas."
O Tempo e as Mudanças Geográficas
A história da Farmácia Normal confunde-se com a própria urbanização da cidade. Em 1948, o progresso exigiu a demolição do prédio original para a abertura da atual Rua República do Líbano. A botica mudou-se para outro endereço contíguo na própria Praça Governador Portela, sob a residência histórica do Cel. Pedroca, onde funcionou até 1980, quatro anos após a partida de Antônio, ocorrida em 14 de fevereiro de 1976. Com a vocação do filho Pedro voltada ao magistério e à política, encerrava-se ali um ciclo de um século de serviços farmacêuticos e debates intelectuais.
A Árvore Genealógica da Cultura
O legado de Antônio e Alice floresceu em uma vasta descendência. Do casamento nasceram três filhos: Maria Apparecida, Pedro e Lúcia.
1. Maria Apparecida (casada com Ruimar Viestel): Deu continuidade à história através dos filhos Maria Alice, Miguel, Maria Adelaide, Marco Antônio e Maria Angélica.
2. Pedro (casado com Auta de Oliveira): Pai de Vinícius, Plauto e Pedro Jr.
3. Lúcia (casada com Luís Teixeira de Oliveira): Mãe de Laura, Luísa e Luís Antônio.
Essa linhagem alcançalou uma nova geração, composta por bisnetos como Alice, Raquel, Henrique, Bernardo, Luíza, Rafael, Gabriel, Mateus e Caio, que carregam o DNA de uma família fundamental para a identidade bonjesuense.
O Guardião das Letras
Para além da farmácia, Antônio Dutra foi o sentinela da memória impressa. Foi ele quem salvou do esquecimento as primeiras edições do primeiro jornal da cidade, o "Itabapoana", fundado em 1906 por Sylvio Fontoura e patrocinado pelo Cel. Pedroca. Esse zelo documental é o que permite que, hoje, a história possa ser contada com exatidão.
Conclusão: O Enriquecimento pela Vida
Maria Apparecida sintetiza a existência do pai como uma lição de ética:
"Considero que o legado de meu pai foi o de dignidade e o de servir ao próximo. Para ele, o importante era o enriquecimento com a cultura e com a vida."
Através das palavras de sua filha, Antônio de Souza Dutra deixa de ser apenas um nome em capas de livros para se tornar o exemplo vivo de que a verdadeira riqueza não se acumula em moedas, mas na preservação do saber e no amor à sua terra e ao seu povo.
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| Biblioteca do Espaço Cultural Luciano Bastos |



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