Na festa de celebração dos 74 anos da Casa dos Açores do Rio de Janeiro (CARJ), a história se encontrou com o afeto em uma noite marcada por reencontros e memórias. No meio de abraços, conversas e lembranças, Rodolfo Graziano Sinforoso, proprietário da icônica Banca do Rodolfo, na Tijuca, um dos tradicionais pontos de encontro dos leitores cariocas, esteve presente acompanhado de sua esposa Rosemery Fernandes da Costa Moreira. Graças à sensibilidade e à articulação do amigo Francisco Amaro Borba Gonçalves, o encontro reuniu novamente antigos companheiros de jornada, entre eles o próprio Francisco Amaro, Isac Nascimento, André Luiz de Oliveira, seu filho Miguel da Silva Oliveira e Gino Martins Borges Bastos. Um momento em que a amizade, a cultura e a paixão pela comunicação revelaram que os laços construídos ao longo do tempo permanecem vivos.
Rodolfo carrega em sua trajetória o simbolismo de uma cidade que ainda valoriza o jornal impresso e a convivência nas bancas de rua. Há décadas, sua banca mantém acesa a chama da leitura, sendo também responsável pela circulação do jornal O Norte Fluminense no Rio de Janeiro, graças à iniciativa de Francisco Amaro Borba Gonçalves. A celebração aconteceu no Salão Nobre Vitorino Nemésio, homenagem ao escritor, intelectual e professor açoriano que foi um dos grandes idealizadores da Casa dos Açores do Rio de Janeiro e seu Presidente de Honra na década de 1950. Nesse espaço de memória e cultura, a tradição açoriana encontrou a força dos encontros humanos, onde jornais, histórias e amizades continuam atravessando gerações.

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