quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Maria Beatriz e o hino que mantém viva a alma lajense

 


Em Laje do Muriaé, o Hino Lajense guarda a força da eternidade: é uma declaração de amor à terra, um canto que atravessa gerações e recorda aos filhos do município que o verdadeiro pertencimento não conhece distância. Ao proclamar “Salve Laje do Muriaé”, seus versos exaltam uma comunidade de história, trabalho, fraternidade e esperança.

Diante do painel que apresenta o hino e o brasão municipal, Maria Beatriz Silva parece dialogar silenciosamente com a própria história de Laje. Idealizadora e implementadora do Centro Cultural Maria Beatriz, ela compreendeu que preservar a memória não significa apenas contemplar o passado, mas oferecer-lhe uma morada no presente. Cada documento reunido, cada fotografia protegida, cada lembrança resgatada e cada manifestação artística acolhida representam sementes lançadas para que as novas gerações conheçam suas raízes e aprendam a amar a terra que receberam.

Os versos do hino falam de um povo “risonho, dadivoso”, que enfrenta obstáculos e espinhos com confiança no porvir. Essa mesma confiança pode ser reconhecida na trajetória de Maria Beatriz. Onde muitos talvez enxergassem apenas recordações dispersas, ela percebeu um patrimônio; onde o tempo ameaçava produzir silêncio, ela abriu espaço para que as vozes lajenses continuassem sendo ouvidas. O Centro Cultural nasceu, assim, não somente como instituição, mas como um grande gesto de amor à cidade.

Maria Beatriz tornou-se guardiã de uma herança que pertence a todos. Seu trabalho aproxima o passado, o presente e o futuro mencionados no próprio hino. Ao preservar a história, ela ajuda Laje do Muriaé a reconhecer sua identidade e a caminhar adiante sem esquecer os passos daqueles que primeiro abriram seus caminhos.

Nessa imagem, mulher, hino e brasão compõem uma única narrativa. O brasão representa oficialmente o município; o hino transforma sua história em canto; e Maria Beatriz lhe oferece dedicação, presença e continuidade. É como se as palavras impressas no painel deixassem por um instante o papel para encontrar, ao lado delas, alguém que soube transformá-las em ação.

Sempre que um filho da terra cantar o Hino Lajense e preservar a memória de sua gente, Laje do Muriaé permanecerá maior do que seus limites geográficos. Continuará vivendo na voz dos seus filhos, nas páginas de sua história e no coração de mulheres como Maria Beatriz Silva, que fez da cultura sua missão e do amor pela terra lajense a obra de toda uma vida.


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