Para o Grande Mestre Internacional de Xadrez do Uzbequistão, Nodirbek Abdusattorov, o dia 4 de outubro de 2026 foi esse lugar especial na memória: o momento de celebrar seu noivado com Sevinch Mavlonova e olhar para o futuro sabendo que há uma mão querida junto à sua.
Exatamente uma semana antes, em 27 de setembro, o Uzbequistão conquistava a medalha de ouro na categoria Aberta da Olimpíada de Xadrez, em Samarcanda. Entre partidas, expectativas e aplausos, Nodirbek participava de uma conquista que fazia seu país celebrar. Agora, o grande mestre, quinto colocado no ranking mundial, vive uma alegria que encontra sua expressão mais bonita na intimidade de um sorriso.
A fotografia do casal, cercado de flores, convida a demorar o olhar. As mãos se encontram, os rostos guardam a serenidade daquele instante, e o futuro parece ganhar um contorno próximo, possível. Depois de tantos caminhos percorridos entre torneios e viagens, há também o desejo de construir um lugar para onde voltar.
Sevinch traz para esse encontro uma trajetória própria, feita de estudo, iniciativa e realizações. Estudante da Universidade Nova do Uzbequistão, recebeu o prêmio Yulduz Tech de “Melhor Especialista Feminina em Segurança Cibernética” e o Prêmio Estadual Zulfiya em 2026. Foi também ela quem fundou o TEDxNewUU na universidade, abrindo espaço para que ideias encontrassem vozes e ouvintes.
É bonito pensar nesses dois jovens, cada qual dedicado ao seu campo, escolhendo compartilhar os dias. Ele conhece a concentração diante de um tabuleiro; ela, os desafios de proteger um mundo conectado. Ambos sabem quanto trabalho pode existir por trás de uma conquista. Na vida a dois, terão também as pequenas descobertas que nenhum prêmio anuncia: aprender os hábitos do outro, acolher um cansaço, rir de um imprevisto, encontrar tempo para estar perto.
O casamento está nos planos para março de 2027. Até lá, haverá preparativos, conversas e a doce ansiedade de quem começa a imaginar uma casa, uma rotina, uma história comum. Março virá acompanhado dessas esperanças, como uma porta que se abre devagar.
Samarcanda guardará a lembrança dos aplausos e do ouro. O dia 4 de outubro guardará a delicadeza das flores e das mãos unidas. E, quando os anos passarem, talvez seja esse gesto simples que devolva aos dois toda a emoção do começo: entre tantos futuros possíveis, escolheram aquele que poderiam construir juntos.

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