domingo, 5 de dezembro de 2021

Os 28 anos do Museu da Imagem em Pirapetinga de Bom Jesus

 

Os irmãos Agostinho, Norberto e Maria Lúcia Seródio, mantêm, com idealismo, há 28 anos, o Museu da Imagem em Pirapetinga de Bom Jesus


O Museu da Imagem, localizado no distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, foi fundado em 2 de dezembro de 1993, e completou, no dia 2 de dezembro, 28 anos de profícua existência. Idealizado por Norberto Seródio Boechat, um dos gênios de nossa literatura, ele é também seu presidente, tendo sua irmã, Maria Lúcia Seródio Boechat, como diretora de manutenção. Outro irmão, Agostinho Seródio Boechat, é apoiador deste grande empreendimento.


O Museu tem sido objeto de visitas por parte de inúmeros turistas, alunos, e pela comunidade, e conta, em seu acervo,  com peças raras, como objetos da época da escravatura, tudo isso em meio a um ambiente paradisíaco.


Parabéns à família Seródio Boechat por manter, com grande idealismo e sacrifício, este fantástico legado de nossa história para todas as gerações!








Os reflexos da crise econômica em Bom Jesus do Itabapoana

 

Aumento da população de rua é perceptível em Bom Jesus do Itabapoana

Os reflexos da crise econômica do país, em nosso município, são evidentes.

O aumento de moradores de rua e pedintes é perceptível.

Eles podem ser vistos, com preponderância, no entorno da Praça Amaral Peixoto e próximo à Praça Governador Portela.

Por outro lado, cerca de 27 empresas fecharam as portas neste ano, segundo fontes que acompanham esse segmento.

Esse número é considerado elevado e preocupante para um município com as nossas dimensões.

Não se vislumbra, no momento, qualquer medida que venha a tentar minimizar os efeitos dramáticos desta crise, que também tem dimensão mundial.

Os 45 anos da Academia Bonjesuense de Letras

A Academia Bonjesuense de Letras foi revitalizada no dia 15 de agosto de 2019

 

No dia 4 de dezembro de 1976, o dr. Ayrthon Borges Seródio, juntamente com outros letrados, fundou a Academia Bonjesuense de Letras, da qual foi presidente por cerca de 25 anos.

Dr Ayrthon Borges Seródio

Depois, a entidade acabou ficando inativa, tendo soda reativada em 2019.

O evento histórico foi inserido na programação da Festa de Agosto no dia 15 de agosto, dentro da Tenda Cultural Elcio Xavier, organizada com desvelo pelo então Secretário de Cultura Bob Flávio.

Beto Travassos é o presidente da ABDL

Tomaram posse: Beto Travassos (presidente), Laércio Andrade (vice-presidente), Márcia Salles (1a. Secretária), Jailton da Penha (Secretário Adjunto), Eraldo Salutto de Rezende (1o.Tesoureiro),  Antonio Soares Borges (Tesoureiro Adjunto),  Lauro Amaral, Paulo Xavier, Ademir Azevedo e Ir Ederaldo do Carmo. Foram admitidos como sócios correspondentes: Nino Moreira Seródio, Saulo Soares e Norberto Seródio Boechat. Edino Apolinário teve o nome acolhido para integrar a ABDL, e tomará posse em solenidade futura.

Referendaram a revitalização os acadêmicos titulares Marcus Werneck e Vera Viana, assim como os membros correspondentes Adilson Figueiredo e Maria Dolores Pimentel.

No dia 16 de agosto do mesmo ano, por ocasião da inauguração da Sala da Academia Bonjesuense de Letras "dr Ayrthon Borges Seródio", no Memorial do Imigrante, localizado na rodovia Bom Jesus-Apiacá, tomou posse Stephanie Moulin Rezende Alvarenga.

O Memorial do Imigrante foi idealizado  pelo gênio de Nino Seródio, e se trata de uma obra que, segundo o acadêmico fundador da ABDL, Elcio Xavier, presente ao evento,  é "fabuloso, de primeiro mundo. Saio daqui emocionado. O Memorial do Imigrante é o início da recuperação a partir do fundo do poço!". O acadêmico Bendia também esteve presente a esta solenidade.

A Orquestra Retocando abrilhantou a revitalização, que teve o Secretário de Cultura, Turismo e Urbanismo, Bob Flávio, como o grande incentivador. Importante, também, a atuação do acadêmico Marcus Werneck, que teve papel importante para o ressurgimento da Academia Bonjesuense de Letras.

Para comemorar os 3 anos de revitalização da Academia, no ano que vem será lançado um livro que ficará na história: ANTOLOGIA.

Parabenizamos a gloriosa Academia e todos os acadêmicos!

 

Elcio Xavier, o Príncipe dos Poetas, membro fundador da Academia Bonjesuense de Letras, com 101 anos de idade

Adilson Figueiredo

Maria Dolores Pimentel

Vera Viana

Marcus Werneck

Norberto Seródio Boechat

Paulo Xavier

Ademir Azevedo

Lauro Amaral

Francisco Borba Gonçalves

Ir Ederaldo do Carmo (+)

Saulo Monteiro

Nino Seródio

Antonio Soares Borges

Eraldo Salutto de Rezende

Márcia Salles

Laércio Andrade

Jailton da Penha

Por ocasião da comemoração do Jubileu de Prata da entidade, dr Ayrthon nos brindou com o belo soneto que segue.

SONETO

Academia Bonjesuense de Letras

No jubileu de prata a nossa Academia,
Que desde a fundação sempre foi atuante,
Revela com fervor, de forma relevante,
Nossa intensa criação na prosa ou na poesia.

No encontro semanal, presente a fidalguia,
Onde sempre a cultura é tema dominante,
Cada colega exibe a mostra edificante
De nova produção a toda a confraria.

Numa sessão solene empossando alguns membros,
A música e a poesia, em recital, relembro,
Bem como a saudação num discurso erudito.

E sendo um fundador, vinte anos presidente,
Orgulho que eu sinto é constante e crescente,
E exulto por nascer neste torrão bendito.


(do livro "O Cheiro da Terra")


LIVROS ESCRITOS POR DR. AYRTHON BORGES SERÓDIO

1. Os Problemas Médico-Sanitários da Infância - 1958;
2. Anemias Ferroprivas da Infância - 1967;
3. Contribuição ao Estudo da Etiopatogenia e do Tratamento da Distrofia da Infância - 1962;
4. Antologia dos Poetas Bonjesuenses - Sonetos, 1976;
5. A Seara do Vento - Sonetos, 1977;
6. O Sacrifício Inútil - Sonetos, 1994;
7. A Figueira Assombrada - Sonetos, 1997;
8. O Estouro da Boiada - Sonetos, 1997;
9. À Sombra dos Ipês - Sonetos, 1998;
10. A Volta ao Passado - Sonetos, 1998;
11. A Festa de São João - Sonetos, 1999;
12. Menino de Rua - Sonetos, 1999;
13. O Filho Pródigo - Sonetos, 2000;
14. O Flagelo da Seca - Sonetos, 2000;
15. O Último Zumbi - Sonetos, 2001;
16. O Cheiro da Terra - Sonetos, 2001;
17. O Parque de Diversões - Sonetos, 2002;
18. O Último Adeus - Sonetos, 2003;
19. A Imagem do Inverno - Sonetos, 2003;
20. A Curva do Caminho - Sonetos, 2004;
21. A Eterna Primavera - Sonetos, 2004;
22. A Saga do Verão - Sonetos, 2005;
23. Eu e Tu (poesias);
24. Eu Estava Perdido (poesias).



sábado, 4 de dezembro de 2021

Jóia arquitetônica em Bom Jesus, Café Bistrô é grande opção para encontros e reencontros


Um ambiente acolhedor, num prédio histórico, com excelência no atendimento e ótimos serviços prestados, pode ser encontrado no Café Bistrô, localizado no centro de nossa cidade.

No ano que vem, o prédio onde está instalado o empreendimento, comemorará 100 anos. Anteriormente, ali funcionou a Panificadora Família Borges e o Empório, que sempre mantiveram um ambiente agradável para reuniões.

História e encontros formam um conjunto ideal para celebrar o presente, o futuro e a vida!
















sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

JAZZ & ET.CETERA brilha no BISTRÔ MALAGUETA

O grande pianista Luis Otávio Barreto lidera o trio JAZZ ET.CETERA

 

O trio JAZZ ET.CETERA, liderado pelo grande pianista Luis Otávio Barreto, e contando com Arthur Pains, no vocal, e Allex Petrilo, no violão, fez uma apresentação de gala na noite deste dia 3 de dezembro, no BISTRÔ MALAGUETA.

Com um repertório de músicas apurado, o trio encantou o público presente e contou com a participação especial da festejada cantora Elaine Borges.

O grupo voltará a fazer apresentações em vários palcos, inclusive na Praça Governador Portela, por ocasião de uma bela programação que está sendo organizada para o Natal, pela Secretaria de Turismo, Cultura e Urbanismo.

É com grande satisfação que saudamos o JAZZ ET.CETERA, mais uma estrela a brilhar nas noites de Bom Jesus!


Allex Petrillo, no violão, e Arthur Pains, no vocal







quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

ANTÔNIO SILVA NENÉM, INVASOR OU POSSEIRO?

 


Desembargador Antônio Izaías da Costa Abreu


Grande era a vastidão da área apossada pelo alferes, que não dispunha de meios e condições de explorá-la por completo, ensejando, assim, que outros aventureiros viessem invadi-la, como aconteceu, por volta de 1842, com a chegada de Antônio da Silva Neném. Este fato teve desdobramentos até 1857 e muito influenciou nos entendimentos acerca da criação do povoado.

Na verdade, enquanto o alferes Silva Pinto tinha a qualidade de posseiro, Silva Neném, tinha de invasor. Como se sabe, o posseiro se fixa em terras devolutas do Estado Brasileiro com o propósito de cultivá-las, enquanto o invasor é aquele que invade as terras anteriormente apossadas, por meios violentos ou clandestinos.

No caso de Silva Neném, imperioso dizer, data vênia, não era ele posseiro, posto que além de clandestina a sua ocupação, esta foi posterior a do alferes Silva Pinto, existente desde 1825.

Silva Neném, vindo de Rio Novo, em Minas Gerais, tinha ciência que as terras localizadas desde Natividade do Carangola até o Vale do Rio Preto (onde se fixou) já estavam apossadas por alguém que havia chegado ali antes. Ainda assim, decidiu pela invasão, da mesma forma que fez seu filho, Germano, nas terras da Fazenda Monte Verde, em Natividade, estas também já apossadas por Antônio Dutra Nicácio, irmão do guarda-mor, Fernando Antônio Dutra. Entretanto, o filho terminou por ser assassinado, a tiros, em 1844, dois anos após haver chegado à região.

Após o trágico evento, Silva Neném foi indagado sobre a sua situação na área de Bom Jesus do Itabapoana, quando respondeu ser um caçador[1]. Na verdade, sua intenção ao se declarar dessa maneira era a de afastar a configuração de esbulhador, tentando deixar a entender nunca haver tido, naquela região, ânimo de permanência.

Não obstante haver o invasor dito não ser sua intenção fundar um arraial, ainda assim desmatou e plantou lavoura de subsistência[2], perturbando, desse modo, a posse do alferes. Certo é que o propósito de Silva Neném era   apossar-se da área, mas deve ter percebido que lhe faltavam condições de manter um confronto.

Em 1847, Silva Neném temendo que sua conduta, idêntica a do filho Germano, resultasse no mesmo fim, decidiu ir para outras terras por ele apossadas,  às margens do mesmo Rio Preto, duas léguas abaixo, na Fazenda Santa Luzia, onde, sete anos mais tarde, em 28 de junho de 1851, transferiu a posse ao senhor Antônio Gomes Guerra, conforme escritura lavrada pelo cartório do 2º Ofício – 3 Cartório de Campos. A propriedade, posteriormente, passou a pertencer ao Sr. Jader Pinto de Campos Figueiredo e à sua esposa, D. Bárbara de Almeida Castro, cujo acesso à localidade de Apiacá, no Espírito Santo, era feito por uma ponte de madeira denominada “Ponte do Jader”.

Por fim, Silva Neném mudou-se, no mesmo ano, para Piúma, na província do Espírito Santo onde veio a falecer, no mesmo ano que a sua mulher, 1854.

Posteriormente, em 1857, seu filho, Francisco José Silva, conhecido como Neném Filho, retornaria a Bom Jesus, para pleitear direitos que alegava ter sobre as terras ocupadas por seu pai.


[1] Caçador no sentido literal é aquele nômade que vive da caça para sustento próprio e de seus familiares numa determinada região, sem ânimo de permanência

[2] Lavoura de subsistência: aquela destinada ao consumo diário, tais como de milho, feijão, arroz, mandioca etc.