segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Carrego um monte de gente no coração que há muito tempo não vejo, por Rogério Loureiro Xavier


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Carrego um monte de gente no coração que há muito tempo não vejo."*


A vida muda caminhos, mas, não é capaz de nos fazer esquecer. As redes sociais nos salvam um pouco. Gente que passou pela minha vida e plantou flores lindas no meu jardim. Flores que rego com saudade. Gente que me marcou e sempre terá espaço no meu lar. Gente que chegou na asa de anjos e durou o tempo certo para me ensinar, ajudar, melhorar... e eu sempre serei grata. Gente que incluo nas orações e sei que torce por mim, mesmo do outro lado do mundo.


A vida é isso: pessoas vão e vem, não tem jeito. E a gente vai selecionando quem fica ou não no lado esquerdo do peito. 


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Um Encontro Histórico e Imperdível: Simpósio Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana – Mês de Padre Mello

 


Carnaval na Rua eu sou o seu Pierrô!

 

Wilma Martins Teixeira Coutinho


Ô ô ô ôô Carnaval na Rua eu sou o seu Pierrô! 

Cadê a Colombina que desapareceu 

Sem o 

seu amor ele quase morreu!


Sem a Colombina não tem Carnaval

Ela é o esteio desse povo universal



Vem Colombina  segura seu amor

Não deixa ele solto 

Não deixa por favor!


Ô ô ô ô ô me abraça nesse frevo

Vamos juntos pipocar

Vamos cantar bem alto

E vamos aqui nos amar!!!


Ô ô ô ô ô ….

Convite da Academia MARIA ANTONIETA TATAGIBA - Arte - História - Letras

 




"Pai amado", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Pai amado,"*


Agradeço por mais um dia, pelo ar que respiro, pela vida que pulsa em mim e pelas pequenas bênçãos que muitas vezes passam despercebidas. Obrigado pelas pessoas que colocaste ao meu redor, pelas chances de recomeçar e por cada aprendizado que me faz crescer. 


Que a alegria seja minha companhia ao longo do dia e que eu consiga espalhar sorrisos, palavras gentis e gestos  de carinho. Ensina-me a valorizar o simples, a celebrar as conquistas e a confiar que tudo coopera para o meu bem quando caminho com gratidão no coração. 


Amém 🙏 


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Dia Mundial da Rádio: homenagem à Rádio Nova Cultura e às emissoras bonjesuenses

 

O Dia Mundial da Rádio é celebrado todos os anos em 13 de fevereiro.

A data foi proclamada pela UNESCO para reconhecer a importância da rádio como meio de comunicação, informação e promoção da liberdade de expressão em todo o mundo. 

Isac Nascimento lançou em nosso município, no dia 9 de julho de 2024, a Rádio Nova Cultura, a Rádio que toca Músicas Bonjesuenses.


https://onortefluminense.blogspot.com/2024/07/e-lancada-radio-nova-cultura-radio-que.html

COISAS QUE APRENDEMOS TARDE DEMAIS NA VIDA, por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"COISAS QUE APRENDEMOS TARDE DEMAIS NA VIDA."*


. Que silêncio também é resposta. 

. Que não precisamos agradar todo mundo. 

. Que descanso não precisa ser merecido, precisa ser permitido. 

. Que paz vale mais do que estar em evidência. 

. Que recomeçar não é fracasso, é sabedoria. 

. Que comparação só rouba energia. 

. Que amor-próprio não é egoísmo. 

. Que menos é, de fato, mais. 

. Que não precisamos dar explicações para quem não nos entende. 

Que felicidade mora em coisas simples. 

. Que a vida não se mede pelo que temos, mas pelo que sentimos. 

. Que o comum pode ser extraordinário, se olhado com calma. 


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Memória: A Rivalidade Saudável entre o Colégio Zélia Gisner e o Colégio Rio Branco na Festa de Agosto

 Com informações de Ana Carolina Boechat 


Arquivo do Espaço Cultural Luciano Bastos 

Esta é uma bela recordação de um tempo em que o asfalto de Bom Jesus do Itabapoana se transformava em um palco de sonhos e rivalidade sadia. Com base no relato fascinante e na memória de Ana Carolina Boechat, foi possível capturar essa atmosfera de sol, orgulho e nostalgia. 

​Ouro sobre Branco: O Agosto Infinito de Bom Jesus

​Houve um tempo em que o sol de 14 de agosto não apenas queimava; ele iluminava o que Bom Jesus tinha de mais precioso. Naquela época, o civismo era apenas o pretexto, a moldura para algo muito maior: o espetáculo. Era o dia em que a poeira da rotina dava lugar ao brilho das alegorias, e a cidade inteira se debruçava sobre a calçada para ver a vida passar em forma de desfile.

​No Colégio Zélia Gisner, a mágica tinha nome e sobrenome: Dr. Hélio Bastos Borges. Com mãos de artista e olhar de mestre, ele transformava o ordinário em fantástico. Disciplina acadêmica e sensibilidade artistuca. Sob sua regência, Jeeps emprestados, humildes veículos do dia a dia, perdiam sua natureza bruta para se tornarem pedestais de luxo. Cada carro alegórico era um triunfo da criatividade sobre o recurso, montado pelo suor e pelo entusiasmo dos alunos que, sob o olhar zeloso e orgulhoso do Dr. Hélio, davam forma às ideias do mestre.

​Quem não se lembra do pelotão de elite? Não eram soldados, eram as mentes brilhantes da escola. Cruzar a rua com a faixa azul e dourado era carregar o peso do primeiro lugar; o rosa e o branco, igualmente entrelaçados no ouro, ostentavam o mérito de quem sabia que estudar era, também, um ato de gala.

​Mas a festa só era completa porque havia o outro lado da moeda. O Colégio Rio Branco surgia no horizonte da rua como o espelho necessário. A rivalidade entre o Zélia e o Rio Branco não era de guerra, era de beleza. Disputada ponto a ponto, nota a nota das bandas que faziam o chão tremer sob os pés das balizas e porta-bandeiras. O bonjesuense, expectador fiel, era o único e verdadeiro juiz que vencia sempre, banhado por aquela explosão de cores.

​E nos bastidores, antes do primeiro toque do tambor, havia a guerra silenciosa e amorosa das mães. O uniforme não podia ser apenas limpo; tinha que ser impecavelmente branco. Era um rito de passagem: os tênis, clareados com Alfaiate, reluziam sob o sol causticante, desafiando qualquer grão de poeira a pousar ali.

​Hoje, os desfiles mudaram de tom, mas na memória de quem viveu, o 14 de agosto permanece congelado naquela imagem: o som da banda se aproximando, o cheiro de tênis novo e o orgulho de ver Dr. Hélio sorrindo para suas criações. Bom Jesus era, por algumas horas, o centro do universo. E nós, vestidos de branco e dourado, éramos os donos do mundo.





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Quando o fascismo voltar, não dirá ‘sou o fascismo’. Dirá: ‘sou a liberdade.’

 



Um encontro para ficar na memória: Simpósio Intermunicipal Varre-Sai & Bom Jesus do Itabapoana

 

No dia 16 de abril, entre 8h e 15h, o histórico Seminário de Varre-Sai abrirá suas portas com um silêncio bonito, com cheiro de café passado em casa antiga. Não reunirá apenas pessoas: mas histórias. O Simpósio Intermunicipal Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana, celebrado no Mês de Padre Mello, será ponte entre gerações.

Gente chegando devagar, cumprimentos demorados, mãos que não se conheciam. Cada rosto carregará um pedaço de cidade, um pedaço de memória. Haverá professores, estudantes, artistas, curiosos e autoridades, todos com a mesma sensação: a de que aprender também é uma forma de abraçar.

As falas não serão apenas discursos. Serão  testemunhos. Palavras que atravessarão gerações como quem atravessa uma estrada de terra: com cuidado, respeito e afeto. E quando a Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras marcar presença, o tempo parecerá rejuvenescer. Juventude e tradição dividirão o mesmo banco, o mesmo ar, a mesma escuta.

No meio de uma reflexão e outra, surgirão risos espontâneos, quase infantis, lembrando que cultura não é peso: é encontro. E encontro será sempre casa provisória onde todos cabem.

Ao final da tarde, ninguém sairá igual ao que entrou. Levarão consigo algo invisível: uma lembrança recém-criada. Dessas que não cabem em fotografia, mas permanecerão no jeito de falar do dia, no brilho do olhar ao contar para alguém:

- Eu estive lá.

Porque certos acontecimentos não terminarão às 15h.

Eles continuarão dentro da gente.




"Carnaval em Pleno Vapor!", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*" Carnaval em Pleno Vapor! "*


Neste Carnaval:


Quem é de samba, samba.

Quem é de viajar, viaja. 

Quem é de descansar, descansa.

Importante é não interferir no desejo do outro. 


*" CARNAVAL "*


"Carnaval é um festival do cristianismo ocidental que ocorre antes da estação litúrgica da Quaresma.  Os principais eventos ocorrem tipicamente durante fevereiro ou início de março, durante o período historicamente conhecido como Tempo da Septuagésima (ou pré-quaresma). O Carnaval normalmente envolve uma festa pública e/ou desfile, combinando alguns elementos circenses, máscaras e uma festa pública de rua. As pessoas usam trajes durante muitas dessas celebrações, permitindo-lhes perder a sua individualidade cotidiana e experimentar um sentido elevado de unidade social."


*"No "Carnaval", a previsão do tempo é: chuva de confete, sol de alegria e 100% de chances de diversão."*


*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier "*

As Sentinelas de Rio Preto: Dinah, Maria da Penha e o Resgate de Ana Maria Silveira


​O Riso e o Verso: As Guardiãs da Silveirada

Dinah Silveira 

Maria da Penha Silveira 

Esta crônica celebra o olhar da memorialista da família Silveira, Ana Maria Silveira, que, ao resgatar a história de suas tias, permite que o Memorial do Sítio Rio Preto palpite com a vida daquelas que foram o alicerce afetivo da "Silveirada".

​No Sítio Rio Preto, onde o vento ainda sopra histórias entre os cafezais de Calheiros, a memória não é feita apenas de decretos e palanques. Graças ao fio condutor de Ana Maria Silveira, a história da família ganha contornos de seda e vozes femininas. Se os homens Silveira ocuparam o mapa político do Brasil, foram as mulheres, como Dinah e Maria da Penha,  que desenharam o mapa do coração dessa estirpe.

​Dinah: A Poesia em Movimento

​Nascida sob o olhar de Boanerges e da amada Biluca, Dinah carregava o Sítio Rio Preto na alma, mesmo quando a vida a levou para os balcões dos Correios em Niterói ou para o rigor da vida ao lado de um General. Mas em Dinah, o uniforme cedia lugar ao verso.

​Ela era a mestre de cerimônias da alma. Quando a família se reunia, aquele coletivo barulhento e vibrante que ela batizou de "Silveirada",  Dinah subia ao palco do afeto. Declamava a vida como quem reza, sabendo que a política passa, mas a rima permanece. Era dela a sentença que virou hino:

"Quando junta a Silveirada, há política e gargalhada."

​Maria da Penha: O Mensageiro da Estrela

​Também vinda do solo sagrado de Bom Jesus do Itabapoana, Maria da Penha trilhou caminhos semelhantes. Do colégio de freiras em Campos à labuta nos Correios, sua vida foi uma entrega ao outro. Casada com Geraldo Medina Rangel, ela multiplicou o sobrenome Silveira em novos ramos, Altamiro, Antônio e Geraldo Jr.,  garantindo que a árvore continuasse a dar frutos e netos.

​Maria da Penha era a antítese do conflito. Se os irmãos debatiam o destino do Rio de Janeiro ou do Paraná, ela geria o destino da harmonia. Era a portadora das boas novas, a ponte que ligava os parentes distantes, o abraço que esperava na porta. Uma presença agregadora que lembrava a todos que, no fim do dia, o que sustenta um sobrenome é a doçura com que ele é pronunciado.

​O Altar de Rio Preto

​No próximo dia 7 de agosto, quando o Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira completar dez anos, as paredes daquela casa não falarão apenas de grandes homens. Elas ecoarão o riso de Dinah e a suavidade de Maria da Penha.

​Pelas mãos de Ana Maria, a memorialista que se recusa a deixar o tempo apagar o brilho dos olhos de suas antepassadas, Dinah e Maria da Penha voltam para casa. Elas retornam ao Sítio Rio Preto para lembrar que a "Silveirada" é, antes de tudo, uma celebração da vida, onde a política e a gargalhada caminham, finalmente, de mãos dadas.

Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, Sítio Rio Preto, Calheiros, Bom Jesus do Itabapoana  


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A guardiã das cinzas e das brasas da família Silveira


Onde a Saudade Vira História


A essência de Ana Maria Silveira no exercício de sua missão

Há quem diga que o tempo é um rio que tudo apaga, mas para Ana Maria Silveira, o tempo é um solo de semeadura. Ao assumir o papel de memorialista da família, Ana não apenas organiza datas ou nomes em uma árvore genealógica; ela sopra o pó dos retratos e devolve o pulso a quem já partiu. É através de seu olhar que a história dos Silveira deixa de ser um registro frio de poder e política para se tornar um abraço de continuidade.

​A Menina que Observava o Vento

​Nas entrelinhas de suas memórias, Ana Maria nos conduz de volta a Resende e, depois, à efervescência da Rua Lopes Trovão. Ela escreve com a precisão de quem herdou a clareza da mãe, Renée, e a sensibilidade do pai, Badger. Ser a memorialista desse clã é ser a ponte. É lembrar que, antes do Governador, existia o homem que fazia trovas de amor; que, antes da Primeira-Dama, existia a jovem que, sozinha, enfrentou uma multidão para salvar desconhecidos.

​O Inventário do Afeto

​Ana Maria não guarda apenas os grandes feitos. Seu talento como memorialista reside nos detalhes que humanizam o mito:

1.​ A presença silenciosa e fundamental de Vó Preta, a ama-de-leite que era o alicerce da casa;

2. ​O burburinho das madrugadas onde se decidia o destino do Estado entre um café e outro;

3. ​A risada de Renée e Badger, que faziam da vida uma dança constante, mesmo sob as nuvens cinzentas dos tempos difíceis.

​Ao narrar a trajetória de seus sete irmãos José Roberto Ferraiolo Silveira, Maria Luíza Ferraiolo Silveira, José Luiz Ferraiolo Silveira, Maria Cristina Silveira da Rocha, Badger Teixeira da Silveira Filho, José Fernando Ferraiolo Silveira e Maria Teresa Ferraiolo Silveira e a chegada dos netos e bisnetos, Ana Maria transformou a genealogia em poesia. Ela entende que a verdadeira herança da família Silveira não são os cargos ocupados ou os títulos recebidos, mas o "coração onde couberam todos".

​A Sentinela da Memória

​Escrever sobre os seus é, para Ana, um ato de justiça e de amor. Ela sabe que, enquanto houver alguém para contar a história daquela lancha no Ministério da Marinha ou das festas juninas casamenteiras no sítio, a essência de Badger e Renée permanecerá viva.

​Como memorialista, Ana Maria Silveira faz mais do que relatar o passado: ela garante que as futuras gerações, de Giuliana, Vitinho e Laura, de Matheus a Arthur e Flora, saibam de onde vêm. Ela lhes entrega uma bússola feita de coragem e doçura. Pois, no fim das contas, a memória é o único lugar onde o "para sempre" realmente existe.

Renée Braile Ferraiolo

Renée e Badger Silveira




Badger Silveira, Renés Ferraiolo Silveira e os filhos José Roberto, Ana Maria, Maria Luiza e José Luis (gêmeos), Maria Cristina, Badger, José Fernando e Maria Tereza. Foto de 1962

Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira em Bom Jesus do Itabapoana: um espaço de memória e história, inaugurado em 07/08/2016





O Mestre Artesão Daniel de Lima e a Arte do Agricultor na Tocolândia

 



Nesta sexta-feira, dia 13, das 10h às 19h, o encontro acontece um grande encontro no Galpão das Artes, no bairro Costazul, em Rio das Ostras.

Mestre Artesão Daniel de Lima conduzirá suas oficinas como quem conduz memória. À frente do Ateliê Filhos do Barro, ele não apenas ensina: revela. Cada participante aprende que modelar é escutar a terra, e que o agricultor também é escultor quando molda o alimento que sustenta a cidade.

Sob o cheiro de terra úmida e café passado na hora, a feira desperta cedo em Tocolândia, transformando o cotidiano em celebração. Daniel de Lima traz também a Arte do Agricultor, e a agricultura familiar chega também: mãos calejadas organizam cestos, verduras ainda orvalhadas, raízes que contam histórias antes mesmo de serem vendidas.

A programação amplia o gesto criador: Meste Silva com atividades em areia, enquanto Apenas GB transforma a esferográfica em território urbano de pontos e tramas.

No meio de bancas de produtos frescos e a exposição de artesanato, percebe-se: plantar, cozinhar e criar pertencem ao mesmo gesto, cultivar a vida.





 



 


 

UM CAUSO DE ANA MARIA SILVEIRA

 

Ana Maria Teixeira 


O vô Boanerges contou que um dia foram chegando para abrir a venda e notaram um aguaceiro saindo por baixo das portas.  Quando se aproximaram perceberam cheiro de álcool. Ao abrirem a porta viram caídos no chão dois indivíduos em sono profundo. Ao lado de cada um, sacos de estopa carregados de mantimentos (arroz, batatas, milho, tudo misturado), fumo de rolo, panelas, laços e ferraduras e nem me lembro mais o quê.

Depois do saque resolveram tomar a deliciosa cachacinha do  "sô Bornéis". Exageraram na dose e ainda largaram a torneira do barril aberta!!!


Ana Maria Silveira é filha do ex-governador Badger Silveira 


Assim Surgiram as “Silveiradas”


Ana Maria Silveira

  Roberto era um jovem de 24 anos, terminando o curso de Direito. Já era muito conhecido no ambiente estudantil pela liderança nata em movimentos desde secundarista, pela simpatia que irradiava, pelo enorme espírito de solidariedade.
Pelo PTB de Getúlio Vargas, conseguiu uma vaga para se candidatar a Deputado Federal. Imediatamente os estudantes lhe dispensaram apoio, mas era pouco para Roberto conseguir se eleger dentro de um partido incipiente, tendo à frente os já solidificados PSD do Amaral Peixoto ou a UDN do Brigadeiro Eduardo Gomes. 
O candidato não se intimidou e abraçou o desafio com alegria e seriedade, características que nunca o abandonaram.

    Dalton Gonçalves na época começava sua carreira de professor. Contava-nos, que certo dia estava lecionando numa sala em frente ao Jardim São João, no centro de Niterói. Percebeu pela janela um jovem, magrinho como um graveto, aparentando ter uns 18 anos, colocando no meio da praça um caixote que pediu para um desocupado e subindo em cima.

    De repente, um vozeirão vindo da praça: - Meu nome é Roberto Silveira...sou candidato a deputado e vou precisar de todos vocês ao meu lado...
Um aluno deu um salto da cadeira e disse, afobado:- Professor, é o Roberto! Peço licença...

    Saiu e, atrás dele, mais da metade da turma. Dalton logo conclamou os demais para assistirem ao discurso desse fenômeno que o intrigou. Narrava o fato com a mesma emoção que nos narrou desde a primeira vez. Disse que enquanto o candidato discursava a praça foi acolhendo os transeuntes curiosos, mas que, uma vez ouvindo Roberto, permaneciam magnetizados pelas suas palavras e não arredavam mais o pé de perto do futuro deputado. No final, uma multidão empolgada o aplaudia e gritava seu nome, como se fossem velhos amigos!

  Roberto sabia que a luta seria árdua. Ligou para, Boanerges, que se encontrava em Bom Jesus, dizendo:
-Papai, precisamos alavancar minha candidatura!
Para tal, Boanerges reuniu familiares e amigos e Roberto foi à cidade natal se fazer conhecido como candidato. Apesar da aparência franzina, tinha 23 anos.

  Contando com parentes e amigos, Roberto foi alavancando sua candidatura pelo Estado do Rio afora. O evento foi tomando esse nome.
-Vamos alavancar a candidatura do Roberto em Duque de Caxias! Logo os familiares e amigos do primo Moacyr do Carmo, se fizeram cabos eleitorais.
De Paracambi, a turma do querido primo Tuneca, o Antônio Botelho.
O irmão Zequinha partiu de São José de Ubá e redondezas. Badger contou com muitos amigos em Resende, onde era delegado e já estava movimentando a criação do PTB, e nas vizinhas Barra Mansa e Volta Redonda.

    Essa alavancada terminou como uma bola de neve: Roberto eleito a despeito dos políticos tradicionais e largamente conhecidos.

  Como a carreira política do Roberto não terminou por aí, “outras alavancadas” aconteceram.
As campanhas políticas se faziam por comícios em praças públicas, com os candidatos discursando. Era comum uma banda de música para chamar a atenção e atrair curiosos. Aquilo incomodava o Roberto: músicas tristes, hinos pesados, um fomforonfom muito desagradável. Apenas homens se aglomeravam em volta dos palanques.

    Rapidamente Roberto decidiu que comício deveria ser uma coisa empolgante para atrair também mulheres e crianças. Principalmente as eleitoras. Um eleitor comprometido com o Amaral Peixoto era difícil demover, mas ao conseguir o voto feminino, concorria de igual para igual!

    Chamou o compositor Vicente Amar e juntos compuseram as primeiras músicas alegres para campanhas eleitorais, que logo cairiam no gosto das crianças e das eleitoras dos votos cobiçados.

    O tempo se passou. Sobreveio a tragédia da morte do Roberto, tão amado.
Na eleição seguinte para governador, Badger foi eleito por aclamação dentro do Partido, para dar continuidade ao reconhecido trabalho político que Roberto não pôde terminar.

    A alavancada, tocada por Boanerges, foi em Jurujuba, bairro de Niterói, na casa de Elizabete Silveira, perfilhada, já adolescente, por Biluca e Boanerges. Este fez um belíssimo e emocionado discurso, dizendo que só poderíamos homenagear o Roberto com alegria, que era a sua marca, embora os corações estivessem destroçados pela saudade. Garantiu que as políticas públicas do filho não poderiam cessar e que o esforço de Roberto para fazer um grande governo iria continuar com Badger , “com o apoio do povo e a proteção de Deus!”.

    Comandou a festa, deixou todos à vontade com as marchinhas da campanha compostas pelo Rutinaldo e Vicente.

    Anos mais tarde foi a vez de “alavancar” a primeira campanha do nosso Jorge Roberto Silveira, filho de Roberto e Ismélia, igualmente amado. 

  Saiu candidato a Deputado Estadual quando Badger logo bradou: - Junta a Silveirada! Vamos alavancar a candidatura do Jorge!

  Foi a volta da alegria de se fazer uma campanha!

A Silveirada abrangia os amigos, vizinhos, estudantes, correligionários, amigos dos amigos e todos os primos e tios e os Silveiras, claro, que não eram poucos.
O Jorge nos proporcionou muitas e alegres Silveiradas!
Até que, em uma delas, tia Dinah observando a animação da festa, comentou entusiasmada: -Quando juntamos a Silveirada, é só política e gargalhada!Assim Surgiram as “Silveiradas”.


Ana Maria Silveira é filha do ex-governador Badger Silveira
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Wilma Martins Teixeira Coutinho: uma trajetória nos governos de Roberto e Badger Silveira

Wilma Martins Teixeira Coutinho


Saudade do tempo em que, feliz, participava do Serviço Público sob a batuta, primeiro do grande governo de Roberto Silveira e segundo do não menos grande Badger Silveira. Não era um só Governo era uma grande família que com os mesmos ideais trabalhávamos  com amor pelo bem público.

Tudo era paz no começo, até o Golpe Militar que golpeou com os canhões da política extirpando os sonhos de um governo que só queria paz e melhoria para o RJ .

Os sonhos foram desfeitos, felizmente sem vítimas e provando a honradez dos Mandatários do Estado do Rio de Janeiro. Os Silveiras: dois Governadores, irmãos ilustres,  que deixaram nomes por onde passaram. 

Eu os acompanhei por dois governos, até o Golpe Militar, quando tive que me retirar para minha função de origem na Secretaria de Educação e Cultura.

A eles minha dedicação e amizade fiel que dura até hoje. 

🌺💕

Memorialista Açordescendente Maria da Conceição Vargas descobre registro de casamento celebrado por Padre Mello em Varre-Sai no ano de 1902

 



A memória, quando bem cuidada, é ponte. E foi justamente uma ponte documental que a memorialista varre-saiense, açordescendente, Maria da Conceição Vargas, lançou sobre o passado - graças à eficiente pesquisa do dr. José Luiz Teixeira, hemeroteca BN - precioso registro histórico localizado no jornal A Capital, de Niterói, edição de 11 de outubro de 1902,  envolvendo o açoriano  Padre Antônio Francisco de Mello.

A notícia descreve o casamento do “distincto moço José Moreira” com “a Exma. Sra. D. Amelia Valladão”, cerimônia celebrada em Varre-Sahe, grafia da época,  pelo Revdmo. Padre Mello, que, segundo o texto, discursou “com a eloquencia que lhe é propria, sobre os deveres da vida conjugal”. A solenidade foi seguida por jantar sumptuoso, mesa de doces “ornada de acordo com o stylo moderno” e animada soirée que atravessou a madrugada ao som da banda regida pelo maestro Ramos Baeta.

O registro vai além da crônica social. Ele confirma a atuação de Padre Mello não apenas em Bom Jesus do Itabapoana, onde sua presença é marcante, mas também em Varre-Sai, numa ação pastoral conjunta que se estendeu até 1924, conforme as pesquisas de Maria da Conceição.

O documento reforça um dado essencial: os laços culturais e religiosos entre Bom Jesus e Varre-Sai não são circunstanciais, são fundadores. Desde os primórdios da formação dos municípios, a fé, as celebrações e as famílias entrelaçaram destinos.

Há, ainda, um aspecto identitário de grande relevância: a confluência das culturas açoriana e italiana, que moldaram o tecido social das duas cidades. A tradicional Festa do Divino Espírito Santo, trazida por açordescendentes a Bom Jesus no século XIX, integra hoje o calendário religioso e cultural de Varre-Sai, sinal inequívoco dessa herança compartilhada.

O passado, portanto, respira no presente.

E esse sopro histórico ganhará novo fôlego no Encontro Intermunicipal entre Varre-Sai e Bom Jesus, marcado para o dia 16 de abril, dentro das comemorações do Mês de Padre Mello. O evento se projeta como palco simbólico de reafirmação das raízes comuns, religiosas, culturais e afetivas.

Mais que um casamento noticiado em 1902, o que se descortina é a celebração de uma identidade compartilhada. No meio de sinos, bandas e doces finamente ornados, o que permanece é o elo invisível que une dois municípios vizinhos pela fé, pela história e pela memória.

Segue a transcrição do conteúdo visível na imagem, que é um recorte do jornal "A CAPITAL", de Niterói,  de 11 de Outubro de 1902. O texto está em português antigo (ortografia da época).

A CAPITAL — Sabbado, 11 de Outubro de 1902

​Coluna 2

 - Em Varre-Sahe realisou-se o consorcio do distincto moço José Moreira, com a Exma. Sra. D. Amelia Valladão, dilette filha do meu amigo Norberto Valladão.

Após o acto religioso, falou com a eloquencia que lhe é propria, sobre os deveres da vida conjugal, o Revdmo. Padre Mello.

Sumptuoso jantar foi gentilmente servido aos convivas pelo Sr. Valladão, que se manifestou francamente jovial e atencioso para com todos.

A mesa de doces achava-se perfeitamente ornada de acordo com o stylo moderno. Doces de diversas qualidades e caprichosamente preparados achavam-se esparsos pela mesa.

Tocou durante as cerimonias civil e religiosa e por occasião do jantar, a banda de musica local, sob a regencia do applaudido maestro Ramos Baeta.

Após a refeição começou animadissima soirée, que prolongou-se imperturbavel até ás 9 horas da manhã do dia seguinte.




A Família Silveira Sob o Céu de Bom Jesus

Por Gino Martins Borges Bastos

Boanerges Borges da Silveira, Maria do Carmo Teixeira da Silveira e os filhos Badger, Roberto, José Teixeira, o Zequinha, e Dinah, em 1925

Há cidades que guardam histórias.

E há cidades que geram destinos.

Bom Jesus do Itabapoana, entre o verde das montanhas e o murmúrio do rio, viu nascer uma família que transformaria o espaço doméstico em semente de vida pública. No centro dessa constelação estavam Boanerges Borges da Silveira e Maria do Carmo Teixeira da Silveira, a doce e firme Biluca.

Boanerges tinha o porte dos homens que entendem o peso da palavra. Açordescendente, seu nome atravessou o tempo como quem atravessa pontes: com passo seguro e visão adiante. Era homem de convicções, de compromisso com a terra e com sua gente. Ao seu lado, Biluca era o coração da casa, presença de serenidade, fé e estrutura invisível. Se ele representava o rumo, ela era o alicerce.

Da união dos dois nasceu mais que uma família: nasceu um capítulo da história fluminense.

Roberto Silveira e Badger Silveira, governadores, levaram para além das divisas de Bom Jesus o eco das primeiras lições aprendidas no lar. Governar, para eles, não era apenas exercer poder, era honrar uma origem. Em seus gestos públicos, havia sempre algo da educação doméstica: o senso de dever, a escuta, o compromisso com o coletivo.

Zequinha Silveira, deputado federal pelo Paraná, seguiu a trilha da representação política, voz que atravessa plenários mas que tem raiz no quintal da infância. A política, ali, parecia extensão natural da mesa da família, onde se aprendia a dialogar, ponderar e decidir.

E as filhas, Dinah Silveira e Maria da Penha Silveira, completavam o círculo com a mesma dignidade herdada. Em tempos em que a presença feminina na vida pública era menos comum, carregaram consigo a elegância do nome e a força silenciosa de Biluca.

Tudo começou ali, na cidade pequena que ensinou grandeza.

Imagino a casa dos Silveira, no Sítio Rio Preto e na Fazenda São Tomé, como um lugar onde as conversas iam além das paredes, onde o futuro era discutido à luz de lamparinas e sonhos. O pai falando de responsabilidade; a mãe ensinando que firmeza pode caminhar com ternura. E as crianças, ainda sem saber, ensaiando seus próprios papéis na história.

Bom Jesus não lhes deu apenas o berço, deu-lhes horizonte. E eles devolveram à cidade reconhecimento, memória e identidade.

Hoje, quando se pronunciam os nomes Roberto, Badger, Zequinha, Dinah ou Maria da Penha, há sempre um eco que nos leva de volta a Boanerges e Biluca. Porque antes dos cargos vieram os valores. Antes da tribuna, a educação. Antes da história pública, a história íntima.

Algumas famílias constroem casas.

Outras constroem legado.

E sob o céu de Bom Jesus do Itabapoana, o nome Silveira permanece como árvore antiga: raízes profundas na terra natal, ramos que tocaram o Estado inteiro, e sombra que ainda hoje abriga a memória de um tempo em que política era, antes de tudo, vocação.


No dia 7 de agosto, celebraremos os 10 anos do Memorial Governadores Roberto e Badger Silveira, uma década preservando a memória, a história e o legado de homens públicos que marcaram o Rio de Janeiro.

Será também dia de homenagear a grande família Silveira, carinhosamente conhecida como a Silveirada: raízes firmes em Bom Jesus do Itabapoana, galhos que se estenderam pela vida pública e frutos que continuam a inspirar gerações.

Uma celebração de memória, gratidão e pertencimento. 


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Convite da CAES: os 213 anos da chegada dos imigrantes açorianos ao Espírito Santo




 

Exclusivo da TV Alcance,: a entrevista histórica com Antônio Carlos Pereira Pinto, em 26/08/2023

 



"Nessa Vida", por Rogério Loureiro Xavier

 


Olá 🖐 pessoa amiga e do bem. 


*"Nessa Vida"*

Não somos donos de nada. Nem da alma, nem do coração, nem da própria vida.

Tudo é passageiro, tudo é empréstimo do tempo. 

Somos donos apenas dos momentos que escolhemos viver, das escolhas que fazemos enquanto estamos aqui, dos sentimentos que cultivamos e do amor que deixamos pelo caminho. 

Porque no fim, não levamos posses... levamos histórias, memórias e tudo aquilo que sentimos de verdade. 

*"✍️ ... Rogerio Loureiro Xavier"*

Quem Controla Seus Pensamentos Controla Seu Destino

 


A felicidade de sua vida depende da qualidade de seus pensamentos”, Marco Aurélio

Vivemos em um tempo em que a mente raramente repousa. As notificações cintilam como pequenos relâmpagos incessantes, e o ano de 2026 parece sussurrar urgências a cada segundo. Há uma exaustão que não grita,  infiltra-se. Silenciosa, ela consome a vitalidade cotidiana e nos distancia de nós mesmos.

Entretanto, a saída não está em calar o mundo, mas em educar o diálogo interior. Não é o ruído externo que governa nossa paz, mas a narrativa que construímos a partir dele. Marco Aurélio, imperador e filósofo, compreendeu que o verdadeiro império a ser conquistado é o da própria mente. Dominar os pensamentos não é negar a realidade, é escolher a forma como a atravessamos.

Muitas vezes, não são os fatos que nos ferem, mas a interpretação apressada que fazemos deles. A mente indisciplinada fabrica tempestades antes mesmo que as nuvens se formem. E assim, reagindo a cada estímulo, criamos labirintos imaginários que elevam o estresse e obscurecem a serenidade. Como ensinava o imperador estoico, a vida assume a cor dos pensamentos que a pintam.

O filtro com que olhamos o mundo decide se veremos ameaça ou aprendizado, perda ou transformação. Exercitar a observação consciente do próprio fluxo mental é como abrir as janelas de um quarto fechado há muito tempo. Aos poucos, identificamos padrões, suavizamos julgamentos, substituímos impulsos por lucidez. Essa higiene da alma nos devolve o comando, e com ele, a liberdade.

E então emerge a virtude, não como rigidez, mas como eixo.

Virtude como bem maior: priorizar a integridade e a razão acima do prazer imediato ou da aprovação social é construir alicerces que o tempo não corrói. É escolher ser inteiro em vez de apenas aceito. É compreender que a verdadeira felicidade não é euforia passageira, mas coerência entre pensamento, palavra e ação.

No fim, talvez a grande revolução silenciosa seja esta: cultivar pensamentos que nos elevem. Porque, se a felicidade depende deles, então cada instante é também uma oportunidade de semear clareza, equilíbrio e grandeza interior.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Como ‘Noites brancas’, de Dostoiévski, viralizou entre jovens

 

Ludmilla Rios

09 de fevereiro de 2026(atualizado 10/02/2026 às 20h32)



Obra do escritor russo se tornou popular entre a geração Z graças às redes sociais. Fama alavancou procura pelo livro, que figurou entre os mais vendidos de 2025.

 "Noites brancas”, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, ganhou uma grande repercussão nas redes sociais entre 2024 e 2025. Publicado em 1848, o livro de cerca de 80 páginas coloca em cena uma narrativa de amor e decepção intensos, contada com uma linguagem lírica. 

O impacto da viralização fez com que as vendas do livro no Brasil crescessem de forma exponencial. A Editora 34, que é conhecida por publicar livros de escritores russos na sua Coleção Leste, viu as vendas irem de cerca de 1.000 exemplares por ano para 1.000 por semana.

A obra figurou na Lista Nielsen-PublishNews de Mais Vendidos de 2025 entre os vinte títulos de ficção mais populares, ao lado apenas de dois outros livros escritos nos séculos 19 e 20: “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, e “A metamorfose”, de Franz Kafka.

Neste texto, o Nexo mostra o fenômeno que se espalhou pela internet em torno da história e analisa por que o livro clássico chama tanto a atenção dos mais jovens. 


Link para matéria:

https://share.google/HvXW6Q8cZjtl5yaLE

 https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/02/09/noites-brancas-fiodor-dostoievski-livros-classicos-viralizam