domingo, 8 de setembro de 2013


4o CIRCUITO CULTURAL EM VARRE-SAI (RJ)

No dia 25 de agosto, a comitiva do 4o. Circuito Cultural esteve em Varre-Sai (RJ), visitando o Bar dos Sapatos, de Maria Elmira de Oliveira Rosa e seu marido Alcemar Correa,
a Adega Rodolphi, administrada por Geraldina Ridolphi Rodolphi, com seus vinhos de jabuticaba e licores (
(22) 3843-3285), além de um casarão centenário, de propriedade de Ilva e Osvaldo Trigo.

Vejam algumas fotos.

BAR DOS SAPATOS 

 
















ADEGA RODOLPHI








CASARÃO CENTENÁRIO

















sexta-feira, 6 de setembro de 2013

MAIS COERÊNCIA




Por Luciano Rezende* 
 
 

            No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia em que trabalho está faltando cartucho de tinta para carregar os pincéis (utilizados para se escrever nos quadros, em substituição ao antigo giz). Portanto, se eu (enquanto professor) saísse por aí gritando que falta até tinta nos pincéis para se dar aula, não estaria mentindo. Para conseguir mais aplausos, atrair mais holofotes e ser mais sensacionalista, poderia dizer que falta até giz nas salas de aula (o que também não é mentira, devido a suspensão de seu uso).



            Mas como toda grande mentira se baseia numa meia verdade, estaria ocultando um importante, digamos, detalhe. Ou seja, os responsáveis pela falta destes cartuchos de tinta somos nós mesmos, professores - que não apresentamos devidamente a demanda de compra -, ou dos gestores - que não fizeram a solicitação -, ou até mesmo do almoxarifado - que não controlou a distribuição entre os professores. O certo mesmo é que o Governo Federal nos últimos anos jamais deixou de prover este ou aquele campus com qualquer tipo de insumo, básico ou não, desde que fosse devidamente solicitado.



Utilizo o exemplo acima para comparar (e repudiar) declarações estapafúrdias de alguns profissionais da saúde afirmando que falta até kits para o exame papanicolau nas unidades básicas de saúde das capitais do país. Insisto em dizer: vai faltar algum insumo se não houver gestão minimamente qualificada, independente se o hospital estiver na capital de São Paulo ou no interior do vasto território amazonense. E para se ter gestão, precisamos antes de tudo do que? Respondo: profissionais qualificados.



É justamente essa a linha de raciocínio trilhada pelo professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Francisco Campos, que em entrevista ao Valor Econômico do dia 04/09 refuta a ideia de que o governo precisaria garantir a infraestrutura para o atendimento médico antes de contratar profissionais.  Segundo o professor, “essa tese de que primeiro tem que colocar a unidade, o estetoscópio, e só depois colocar o médico é uma tese niilista de quem não quer resolver o problema”.



“Se o médico estivesse em uma unidade médica sem estetoscópio, não ia poder trabalhar. Ele tem que pedir ao prefeito, ao gestor municipal, que compre estetoscópio, que tenha ambulância para levar as pessoas, mas ele vai organizar esse processo. O contrário não acontece. Não adianta estetoscópio sem médico. Se eu tiver que fazer um ‘ovo ou galinha’, o que vem primeiro, infraestrutura ou médico? Acho que o médico puxa a infraestrutura”. E arremata: “se você colocar estetoscópio lá e fizer uma unidade boa, o estetoscópio não pede médicos. Se você colocar um médico, o médico pede estetoscópio. Em uma unidade de saúde, muito mais importante que pedra, tijolo, estetoscópio, é o trabalho médico”. Concordo integralmente com essa visão do professor Francisco Campos.



Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado no Valor Econômico do dia 21/08, mostra que no ano passado, apenas 27% da verba destinada pelo governo federal à área de saúde foram utilizados. Em saneamento, o percentual é ainda menor, de 9%. Na educação, foram aplicados 45% do previsto. Os dados foram apresentados pelo presidente do órgão, Augusto Nardes, durante seminário em Brasília. Em outras palavras, há uma clara e absurda ineficiência em gestão hospitalar (sem falar nas fraudes) que não é devidamente debatida pelos Conselhos de medicina e outras organizações afins.



Muito mais fácil transferir toda a responsabilidade para o Governo Federal - que obviamente também tem sua parcela de responsabilidade. Entretanto, é necessário reconhecer o crescente investimento que vem sendo direcionado ao Ministério da Saúde que, mais uma vez receberá o maior orçamento entre todas as pastas e terá também o maior aumento (mais R$ 3,97 bilhões) por parte do Governo Federal.



Dessa forma, é bom que se diga que as críticas ao programa Mais Médico são salutares e devem ser respeitada em qualquer Estado democrático. O que é inconcebível e intolerável são as declarações desqualificadas de certos profissionais da saúde, muitos dos quais ocupam cargos de notoriedade, tentando criar uma falsa contradição entre estrutura e mão de obra. Isso sem falar das manifestações racistas e xenófobas que são, antes de tudo, caso de polícia.



O principal entrave da saúde no Brasil é notório a todos, apesar de poucos governos terem a determinação para denunciar e enfrentar: a mercantilização levada a cabo por máfias dos planos de saúde privada, multinacionais da indústria farmacêutica e afins. A iniciativa privada que, deveria ter papel complementar ao sistema público de saúde, disputa a hegemonia e boicota com todas as forças o SUS.



Esse enfrentamento está apenas começando. Vamos precisar de muita força (e saúde) para superar essa enfermidade mercantilista que contamina vários incautos com um discurso elitista e reacionário. O Mais Médico é o primeiro tratamento de choque nesse sentido.

*Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e Doutor em Fitotecnia. Professor do Instituto Federal Fluminense


domingo, 1 de setembro de 2013




“Algo muito grave vai acontecer...”

 

Por Luciano Rezende*

 

            Há um conto do escritor colombiano Gabriel García Márquez que ilustra bem o atual momento de pessimismo alardeado pelas vozes oposicionistas ao atual governo. A obra de ficção se chama “Algo muy grave va a suceder en este pueblo” (Algo muito grave vai acontecer nesse povoado).

 

            A narrativa começa com um pressentimento de uma velha senhora que, ao acordar numa manhã qualquer, tem a súbita impressão de que algo muito grave vai ocorrer em seu povoado. Seus filhos riem dela, chamam-na de louca, mas depois, meio cabreiros, começam a levar a sério o prognóstico da mãe. Ao comentarem com outras pessoas, mais gente vai acreditando no prenúncio da desgraça que inevitavelmente se abaterá sobre aquela gente que, até o momento, vivia em harmonia. No final, toda a vila é abandonada por temor dessa premonição vir a se concretizar e os mais desesperados chegam a atear fogo em suas próprias casas. Vendo a vila em chamas, a velha fala aos filhos: “Viram? Eu disse que algo muito grave ia acontecer, e me chamaram de louca”.

 

            Por mais inverossímil que essa estória possa parecer, recentemente assistimos algo similar, na vida real. A boataria de que o programa Bolsa Família iria terminar, organizada por criminosos, fez milhares de brasileiros correrem aos bancos, desesperados, para sacarem seus proventos. Pelas redes sociais – onde a informação é disseminada em escala alucinante -, a onda de pessimismo vem ganhando ainda mais evidência, com tempestades sendo noticiadas a todo o momento, mesmo em céu de brigadeiro.

           

            O Brasil tem sua inflação controlada, mantém o índice de pleno emprego (ao contrário das taxas altíssimas de desemprego dos países europeus que optaram pela austeridade em suas contas) e ainda promove uma distribuição de renda elogiada por todo o mundo. Mas contrário aos fatos, vivemos um clima de incessante tensão e pessimismo propagandeado pela mídia monopolista.

 

            Até economistas do campo conservador se pronunciaram contra a histeria promovida pelos apologistas do caos, dentre eles Delfim Netto e Francisco Lopes. Segundo Lopes, em recente artigo publicado no Valor Econômico, “a única coisa que fica clara é que a mídia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo”. E arremata: “De fato a leitura que foi feita dos números do Banco Central configura um caso clássico do que a psicologia cognitiva denomina de viés de confirmação (confirmation bias) que ocorre quando as pessoas só são sensibilizadas por informações que pareçam confirmar suas crenças ou hipóteses, ignorando qualquer evidência em sentido contrário”. Bem o que aconteceu com os personagens de “Gabo” em seu conto resumido acima.

 

            Mesmo com todas as evidências em contrário, a pauta negativa é exibida nos noticiários incessantemente. Incutem no imaginário das pessoas que algo de ruim está prestes a nos acometer. Se o dólar está barato, todo mundo reclama que a indústria vai mal e agora, quando começa a subir, continuam reclamando.

 

            Mas diferentemente do povoado citado por García Márquez, o Brasil é um grande país (não é mais quintal dos EUA, como era até pouco tempo atrás quando esse país espirrava, ficávamos gripados), tem a sexta maior economia do planeta e vem adotando uma política desenvolvimentista para superar as duas décadas perdidas (1980 e 1990) sob direção de governos liberais.

 

            A continuar esse caminho, intensificando as mudanças progressistas que clamam o povo brasileiro, algo de muito positivo vai acontecer (ou continuar acontecendo) em nosso país. Ao contrário da pregação dos cavaleiros do apocalipse.

 

Referências:

 

MARQUEZ. G. G. Algo muy grave va a suceder en este pueblo. In: http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/esp/ggm/algomuygravevaasuceder.htm.

 


 

*Engenheiro Agrônomo, mestre em Entomologia e doutor em Fitotecnia. Professor do Instituto Federal Fluminense (IFF)

TRADIÇÃO DE ORIGEM INDÍGENA EM VARRE-SAI (RJ)





Artesanato com brejaúba: beleza e qualidade



Aparecida Maria Rampazzi é descendente de italiano, português, índio e negro. Seu pai se chamava Aelércio Mariano Rampazzo, e sua mãe Maria Alvim Rampazzo.

Ela nasceu na Fazenda da Onça, em Varre-Sai (RJ). Possui duas filhas: Caroline, com 12 anos, e Conceição, com 22 anos.

Ela é a última descendente de gerações de uma família que utiliza os brotos da palmeira brejaúba para confeccionar artesanatos de alta qualidade.

O fruto da brejaúba costuma ser utilizado como medicamento, enquanto sua madeira chegou a ser utilizada pelos índios na confecção de arcos e flechas.Os índios tupis utilizavam as folhas da brejaúba para realizar a cobertura de suas construções.


Palmeira brejaúba, em Varre-Sai


"Meu avô, Felicio Rampazzi, que era italiano, casou-se com Isaura, que era descendente de índio. A mãe dela foi caçada a laço. Meus avô materno, Sebastião de Paula Alvim, era português, e minha avó materna, Maria Ferreira Alvim, era descendente de negros", conta ela.


Os pais de Aparecida: Maria Ferreira Alvim e Sebastião Alvim, em Porciúncula, em 09/09/1975


Foi um tio-avô da família Alvim quem ensinou a técnica à família, na década de 1920. "Inicialmente, ele utilizou o sapê. Posteriormente, a família passou a utilizar os brotos da brejaúba. Infelizmente, não me recordo do nome desse tio-avô. Aprendi a trabalhar com a brejaúba, graças a minha mãe, quando eu tinha 12 anos de idade.  Hoje, eu sou a única pessoa da família que mantém a tradição. Meus tios, que produziam o artesanato, ultrapassaram os 80 anos, e já não se dedicam à atividade", explica.

Tio José Geraldo manteve a tradição


Prossegue ela: " A importância da brejaúba é porque pode-se retirar alguns brotos sem prejudicar a palmeira. Tempos depois, os brotos surgem de novo, tornando a atividade autossustentável. Não é fácil, contudo, retirar os brotos da árvore, porque possuem espinhos. Além disso, com a chegada do eucalipto e os desmatamentos, a brejaúba está desaparecendo na região", reclama.


Aparecida, com a retirada dos brotos da brejaúba...

... confecciona o artesanato


Aparecida fabrica bolsas, lembranças, cestas de todos os modelos e até vassouras. Já participou de exposição na Merconoroeste, realizada em Itaperuna (RJ), e também no Rio de Janeiro. Além disso, ministrou oficina de artesanato.


A filha Caroline, que possui a idade da mãe, quando esta aprendeu a lidar com a brejaúba, mostrou-se interessada em aprender a técnica, e é a esperança de que a tradição familiar não venha a morrer.

Contatos: 22-92682014  e 22-92579309



Aparecida e sua filha Carolina: esperança na continuidade da tradição familiar



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ARTIGOS SOBRE O 4o. CIRCUITO CULTURAL ARTE ENTRE POVOS













quarta-feira, 21 de agosto de 2013


Da Série Entrevistas de O Norte Fluminense

O EMPREENDEDOR DE BOM JESUS DO ITABAPOANA




Joãozinho Bousquet



João Bousquet Júnior nasceu em Cambuci no dia 06/09/1915. Seu pai, João Bousquet, veio de Conceição de Macacu (RJ). Seus avós paternos são Luís Bousquet e Francisca. Sua mãe, Helena Gomes Bousquet, nasceu em Cambuci. Seu avô materno é Francisco Azevedo.

Casado com Yeda Silveira Bousquet, nascida no dia 19/02/1924, possui dois filhos: Paulo Sérgio e José Carlos, além de dois netos: Felipe e Lívia. 

Joãozinho Bousquet, como é conhecido, diz que "a familia Bousquet veio ao Brasil de uma leva de europeus que foram para Nova Friburgo. Em 1926, vieram para Bom Jesus do Itabapoana, atraídos pelo café da região. Meu pai vendeu um sítio em Cambuci, já que a produção de café tivera um declínio por lá, e veio para Bom Jesus".

Prossegue ele: "em 1934, substituí  Joaquim Ferreira Ramos na empresa de João Soares, que era sobrinho de Carlos Firmo, avô de Yeda, proprietário da Força e Luz, da Usina Santa Isabel e da Estrada de Ferro. Recordo-me que João Soares costumava dizer: 'quando quero ver um homem honesto, vou ao espelho'".


CARLOS FIRMO 


Em relação a Carlos Firmo, Yeda lembra que foi seu avô quem doou  terrenos para a construção do Ordem e Progresso, da Igreja e do cinema. O pai de Yeda, Plínio Figueiredo Silveira, é oriundo de São Pedro do Itabapoana (ES), enquanto sua mãe, Maria Firmo Silveira, é nascida em Bom Jesus do Itabapoana.

Yeda ressalta que ela e Joãozinho Bousquet casaram-se no dia 23/06/1945, em celebração presidida por Padre Mello. Daqui a dois anos, completarão 70 anos de casamento


Joãozinho Bousquet e Yeda, nas Bodas de Ouro


Carlos Firmo e Rosa são os avós maternos de Yeda, enquanto Carlos e Amélia Figueiredo Silveira são os avós paternos. Yeda relembra que Carlos Firmo construiu e doou três casas históricas que até hoje são preservadas, na Praça Governador Portela: " Uma das casas foi doada ao genro César Ferolla, outra, doada ao genro Plínio Silveira, enquanto a terceira foi cedida ao dr. Columbino Teixeira, também genro", salienta.

Yeda tem inúmeros serviços prestados à sociedade, especialmente na Casa das Meninas, hoje desativada: " Fiquei muito aborrecida quando eu soube do fechamento da Casa das Meninas. Trabalhei como voluntária na entidade, quando a presidente desta era a Libinha. Na ocasião, o presidente do Centro Popular Pró-Melhoramentos era Luciano Bastos. Esta instituição auxiliava muitas crianças", lastima.


Joãozinho Bousquet, por sua vez, se recorda de Nhonhô Soares, proprietário do antigo Cine Bom Jesus, localizado em Bom Jesus do Norte (ES). "Nhonhô Soares era irmão de João Soares e costumava ficar na sacada do prédio, com um farol iluminando as poças d'água da rua, que não eram calçadas. O cinema funcionava no térreo, enquanto o salão de danças ficava na parte de cima do prédio", salienta.




Yeda e Joãozinho Bousquet



Em 1937, Joãozinho Bousquet estabeleceu a empresa  Gomes e Borges, com Chiquinho Borges, que permaneceu até 1940, quando criou a Bousquet e Cia, juntamente com Luizinho Teixeira e Joaquim Ramos. Instalou, ainda, a empresa Silva, Júnior S.A., em Itaperuna, com José Maria de Azevedo, José de Oliveira Borges e Luizinho Teixeira.

Segundo Joãozinho Bousquet, "a empresa Distribuidora União Ltda foi estabelecida na cabeça da ponte, vendendo eletrodomésticos. Em 1963 criei o Hotel Itavale S.A., com 77 sócios. Como estes não quiseram prosseguir na sociedade, levei 12 anos para terminar o hotel, que foi inaugurado em 1975. O hotel foi construído onde era a casa de Alípio Garcia", assinala.


Hotel Itavale: referência na região


 Joãozinho Bousquet foi, ainda, concessionário da Chevrolet por 30 anos. Posteriormente, criou a Mercantil Guaçuí, juntamente com Luizinho Teixeira, com filial em Carangola (MG), em Muriaé (MG) e Itaperuna (RJ).

 "Era José Magalhães quem tomava conta do negócio. Criamos ainda a Mercantil Itaperuna, e compramos um prédio em Itaperuna. Recordo-me que, com a crise nesta empresa, todo o dinheiro  que Luizinho Teixeira ganhava como gerente do Banestes, ele entregava para recuperar a firma. Luizinho Teixeira era um grande parceiro e amigo, preocupado com as questões sociais, como o Hospital e o Rotary", registra Joãozinho.

 Joãozinho Bousquet se recorda  que "adquirimos, de José Antonio Fragoso Borges o Departamento de Café. Ocorreu, então, uma crise econômica, pois o café praticamente acabou". Em breve, os prédios que pertenceram à Distribuidora, e que estão abandonados, serão demolidos para o surgimento de um loteamento.  

 

Prédios onde funcionaram o Departamento de Café serão demolidos para darem lugar a um loteamento



Hospital São Vicente de Paulo, Centro Popular, Conferência dos Vicentinos, Rotary Club, Sociedade de Ampara ao Menor Luizinho  Teixeira são algumas das entidades, cuja criação tiveram a participação de Joãozinho Bousquet, conta sua esposa Yeda e seu amigo Joãozinho Borges, que acompanharam a entrevista. 

Joãozinho Bousquet não gosta de mencionar seus feitos em favor da sociedade e diz: "considero-me um homem com sorte nos negócios e na família. Devido à crise que se instalou em Bom Jesus, as pessoas ofereciam terrenos para mim, e acabei adquirindo propriedades". 

Joãozinho Bousquet diz, no alto dos seus 98 anos que completará nos próximos dias, que  "a idade vai colocando a gente cada vez mais cansado", mas faz questão de registrar que "não me arrependo de nada".

Sua visionária capacidade empreendedora, sempre apoiado por sua esposa Yeda, fez de Joãozinho Bousquet um exemplo de homem que soube conciliar a luta pelo desenvolvimento econômico com a dedicação ao bem comum.






Joãozinho Borges, Yeda e Joãozinho Bousquet
















segunda-feira, 19 de agosto de 2013


























CIRCUITO CULTURAL FAZ HISTÓRIA EM BOM JESUS DO ITABAPOANA

 






Sem contar com qualquer investimento de recursos públicos, e superando todas as expectativas, o 4º. Circuito Cultural Arte Entre Povos contagiou não só os bonjesuenses que marcaram presença no ECLB e no 1º. Passeio Cultural de Bom Jesus do Itabapoana, mas também a todos os artistas, intelectuais e visitantes.


Memórias do CTAIBB/IFF


Fotografias dos prédios históricos e da zona rural de Bom Jesus do Itabapoana...


...de Gilmar Gonçalves, na Exposição Memória de um Recenseador, impressionaram os visitantes




Na abertura, do dia 8 de agosto, ocorreu a concorrida inauguração do evento, com as Exposições de Obras de Arte, da Memória do CTAIBB (Colégio Técnico Agricola Ildefonso Bastos Borges)/ IFF(Instituto Federal Fluminense), dos 100 anos de Rubem Braga, da Memória da Madeira, das Fotografias dos prédios históricos e da zona rural de Bom Jesus do Itabapoana e "Fotografando com Poesia".


A 8a. Exposição  Internacional de Obras de Arte, muito elogiada, contou com telas de alto nível das bonjesuenses Valdemira Modesto, Neia Peçanha, Luzia Maria de Azevedo Silveira e Mariana Moraes de Abreu. Os artistas de Guaçuí, Henrique e Aline, a jovem varre-saiense Anna Julia Rodolphi, a boliviana Iris Dalavos e a cubana Adela Hilda Figueroa também marcaram presença.




Exposição "Fotografando com Poesia", de Cimar Pinheiro


Maria Elvira e artista Rudson Costa: Exposição 100 anos de Rubem Braga, na Biblioteca do ECLB 


A 4a. Feira de Livros trouxa ao ECLB obras do bonjesuense Paulo Xavier,  Maria Beatriz Silva, de Laje do Muriaé (RJ), Luciana Máximo, de Piúma (ES), João José Barbosa Sana, de Vitória (ES), Leônidas M. Lobato, de Divino de São Lourenço (ES), e Maria Elvira Tavares Costa, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), além de obras da Academia Calçadense de Letras, da Livraria do Péricles, da Editora O Norte Fluminense, que lançou obra do bonjesuense dr. Ayrthon Borges Seródio e da Editora Inverta, do Rio de Janeiro.




Lira Santa Cecília, de Guaçuí, homenageou os 100 anos de Esio Bastos...


...que contou com a presença de Maria Ruth filha do homenageado



 A Lira Santa Cecília, de Guaçuí, realizou bela apresentação, e homenageou os 100 anos de Esio Bastos, encerrando com encanto a noite festiva.


Exposição Memória da Madeira de João Bosco, de Guaçuí: história e estilo



A jovem bonjesuense Mariana Moraes de Abreu foi um dos destaques da 8a. Exposição Internacional


A obra da bonjesuense Neia Panha 
Obras da bonjesuense Luzia Azevedo Silveira, da boliviana Iris Daslos e da varre-saiense Anna Julia Rodolphi, de 12 anos

Artista plástica bonjesuense Valdemira Modesto (D) ao lado de uma de suas obras




4a. Feira de Livros...

...atraiu o interesse de crianças e jovens



A capixaba Luciana Maximo lançou no ECLB "Rabo de Olho", sua obra consagrada

A Secretária de Cultura de Cachoeiro de Itapemirim (ES), Joanna D'Arck Caetano (D), lançou seu livro "Crônica Fraterna dos Trópicos", escrito com a cubana Adela Figueroa





Academia Calçadense de Letras marcou presença no ECLB


Livros de Maria Beatriz Silva, de Laje do Muriaé (RJ), se destacaram na Feira de Livros


No dia 9, a maratona cultural prosseguiu com o lançamento dos livros "A Seara de vento" e "O Sacrifício inútil", do bonjesuense Dr. Ayrthon Borges Seródio, que foi representado pela dra. Nísia Campos, presidenta do ILA (Instituo de Letras e Artes dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo) e de "No tempo da onça", de Maria Elvira Tavares Costa. Prosseguiu-se com a mesa-redonda com o tema "Ser culto é o único modo de ser livre", com a participação do argentino Carlos Pronzato, do chileno Pablo Trova, do cubano Francisco Rivero e do brasileiro Artur Gomes, com mediação de Maria Elvira Tavares Costa. Pablo Trova encerrou as atividades com uma bela apresentação musical.

A Editora O Norte Fluminense publicou nova edição de "A seara de vento e o sacrifício inútil", de dr. Ayrthon Borges Seródio

Maria Elvira (E) lançou o livro "No tempo da onça" e Dra Nísia Campos representou o dr. Ayrthon Borges Seródio, no lançamento de seu livro




Mesa-redonda com o cubano Francisco Rivero, o argentino Carlos Pronzato, o chileno Pablo Trova e o brasileiro Artur Gomes, mediados por Maria Elvira Tavares Costa




O chileno Pablo Trova conquistou o público


À tarde, as oficinas de Vídeo-Poesia, com Artur Gomes, de Curta-Metragem, com Tom Lourenço, de Fotografia, com Cimar Pinheiro e de Contação de Histórias, com Maria Elvira, tiveram grande participação. Às 17h, ocorreu a apresentação da Ópera Reggae, “Descobrimento das Américas”, com a Cia de Arte Inverta, do Rio de Janeiro.




Oficina de fotografia com Cimar Pinheiro
Oficina de contação de histórias com Maria Elvira
Oficina de Tom Lourenço resultou em curta-metragem


Oficina de vídeo-poesia com Artur Gomes



Ópera Reggae Descobrimento das Américas...



...da Cia de Arte Inverta, do Rio de Janeiro, foi bastante aplaudida


A partir das 18h, o auditório do ECLB lotou para presenciar a homenagem prestada pela Escolas de Música JEMAJ, dirigida por Anízia Maria Santos, e Cristo Rei, dirigida por Marisa Xavier, aos 18 anos do ILA (Instituto de Letras e Artes Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo), presidido pela Dra. Nísia Campos. 


ILA foi homenageado pelos 18 anos...
 
... e lotou o auditório do ECLB...


... na homenagem das Escolas de Música JEMAJ....


...e Cristo Rei


A emoção prosseguiu com a apresentação do  "3piano", com atuação impecável dos jovens pianistas Luiz Otávio, Bendia e Ana Luíza,  acompanhados de Mateus Leonardo Sinis, na flauta. Na oportunidade, foi inaugurado o piano "Schuman", único na região.

 
Luis  Otávio, do "3piano", estreou o piano Schuman, do ECLB, único na região



A emoção alcançou o ápice, no auditório, com  o grupo bonjesuense "Amantes da Arte", que contagiou o público presente.


Grupo "Amantes da Arte"  emocionou o público


A programação noturna, contudo, culminou com a belísssima peça teatral “A donzela, o forasteiro e os fazedores de som”, apresentada, no pátio do ECLB, pelo grupo itaperunense Ludô Cia de Teatro, que bastante aplaudido.


Ludô Cia de Teatro...


... encantou a todos



No dia 10 de agosto, emoção, deslumbramento e alegria foram algumas palavras utilizadas para retratar a apresentação do grupo GOTTA, de Campos dos Goytacazes (RJ), numa atuação marcante de crianças e jovens contadores de história.




O Grupo Gotta, de Campos dos Goytacazes (RJ): emoção, deslumbramento e alegria

Professora Ana Lúcia Souza idealizou o Grupo Gotta




Em seguida, ocorreu o lançamento dos livros “Crônica Fraterna dos Trópicos”, da Secretária Municipal de Cultura de Cachoeiro de Itapemirim (ES), “Vitória”, do ex-Secretário Municipal de Direitos Humanos de Vitória (ES), João José Barbosa Sana, “Crise do Capital em Marx”, de Aloísio Bevilaqua, do Rio de Janeiro, “Rabo de Olho”, de Luciana Máximo, de Piúma (ES),  “Contos e causos para todo mundo, de gatinhando a tropicando”, de Leônidas M. Lobato, de Divino de São Lourenço (ES).



Leônidas Lobato, Luciana Máximo, João José Barbosa, Gino Bastos, Joana D'Arck Caetano e Pedro: emoção no lançamento de livros


As concorridas oficinas de Cinema, com Carlos Pronzato, e de Artes Plásticas, com Artur Rivero, ocorreram a partir das 14h, horário em que teve início o concorrido Torneio Aberto de Xadrez José Ronaldo Mascarenhas, na Praça Amaral Peixoto, localizada ao lado do ECLB, dirigido pelo professor Fábio Souza Vargas.



Oficina de Cinema com Carlos Pronzato

Oficina de Artes Plásticas com Francisco Rivero


Torneio de Xadrez, na Praça Amaral Peixoto, organizado...


... pelo Professor Fábio Vargas


O Balé Guaçuí, que conta com dançarinos premiados no país, e a emocionante visita ao Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, distrito de Mimoso do Sul, com direito à moda de sanfona e viola na Pousada da Geralda, completaram os grandes eventos do dia.


Balé Guaçuí levou...


Foto
...encanto...


Foto
...e brilho


No sítio histórico de São Pedro do Itabapoana...


... houve visita ao Museu...


... São Pedro de Alcântara do Itabapoana...


...seguida de confraternização com moda de sanfona e viola, na Pousada da Geralda



Os desenhistas Gerson Carlota, de Bom Jesus do Itabapoana, e Rudson, de Cachoeiro de Itapemirim (ES) impressionaram a todos pela qualidade dos trabalhos apresesentados

Gerson Carlota...

 
... e Rudson Costa foram atrações no ECLB




No dia 11 de agosto, ocorreu  o 1o. Passeio Cultural de Bom Jesus do Itabapoana, que teve o apoio do MR Supermercados, percorrendo patrimônios históricos dos distritos do município. Na Usina Santa Maria, ocorreu um evento histórico: foi criada a Associação dos Amigos do Teatro Cinema Conchita de Moraes. Através dela, será restaurado o prédio construído na década de 1930 e que se encontra totalmente abandonado.



Posteriormente, a comitiva participou de um encontro cultural com o ILA (Instituto de Letras e Artes de Carabuçu), capitaneado pelo Dr. Rubens Soares Oliveira e pela vice-presidente Dra Nísia Campos. Nesta ocasião, ocorreu outro fato marcante: foi apresentado ao público presente o Hino e a Bandeira de Carabuçu. 

Bandeira de Carabuçu foi apresentada no encontro com o ILAC

  
Em seguida, a delegação se dirigiu até o distrito de Pirapetinga de Bom Jesus, onde conheceu o belo Museu da Imagem. A comitiva visitou, ainda,  o casarão construído em 1870, localizado no centro do distrito. 


Casarão de 1870 ...




...foi visitado pela comitiva


A emoção prosseguiu na visita ao distrito de Calheiros, com as visitas ao Museu da Associação de Desenvolvimento Rural e Urbano de Calheiros, presidido por Vagner Monteiro do Canto,  e ao Museu da Alcedina, da família Decimoni, onde a comitiva foi recepcionada pela família Decimoni.

 O 4o. Circuito Cultural Arte Entre Povos encerrou suas atividades no distrito de Rosal, onde a delegação foi recepcionada por Sandra Nunes, Daniella Gonçalves Moraes e Luiz Tito. Ocorreu uma visita a um dos principais casarões do distrito,  de propriedade de Lalado, e à Igreja histórica. A praça testemunhou, então, entre flores,  declamação de poesia e canções chilenas interpretadas por Pablo Trova, e músicas de amor a Rosal, cantadas por Sandra Nunes.  Ao final, todos foram beber nas águas da Mina, localizada no centro do distrito, em relação a qual, há a lenda, segundo a qual "quem bebe com as mãos a água desta mina, sempre retorna a Rosal".






1o. PASSEIO CULTURAL DE BOM JESUS DO ITABAPOANA

USINA SANTA MARIA

Delegação do 1o. Passeio Cultural, com a empresária Rosane Brandão (E), e o Teatro Cinema Conchita de Moraes, fundado na década de 1930, que será reformado





 A vontade de Eduardo Rosa (centro), o guardião do prédio do Cinema Teatro, foi atendida, com a criação de uma Associação para gerir a entidade...



Eduardo Rosa foi homenageado e optou por  ser Diretor de Cultura

DIRETORIA DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO TEATRO CINEMA CONCHITA DE MORAES

Diretoria Executiva
Olgani da Silva Possidônio, Presidenta
Maria Lúcia Oliveira Souza, Vice-presidenta
Vilma Margarete Batista Pereira, 1ª. Tesoureiro
Perlides Custódio Braz, 2º. Tesoureiro
Maria Lúcia Martins, 1ª Secretária
Adriani Ferreira da Silva, 2ª. Secretária
Eduardo Rosa, Diretor de Cultura
Joana Márcia Monteiro, Diretora de Cultura (suplente)
Conselho Fiscal
Joerves  Francisco
Lúcia Helena da Silva
Nelson Bráz
Suplentes
Eduarda Peres
Géssica  Maria
Stevan Francisco dos  Santos

 
CARABUÇU

ILAC (INSTITUTO DE LETRAS E ARTES DE CARABUÇU)


Comitiva do 1o. Passeio Cultural de Bom Jesus do Itabapoana e o ILAC


Dr. Rubens Soares, presidente do ILAC


Dra. Nísia Campos, vice-presidenta do ILAC


Grupo Evokes




HINO DE CARABUÇU

Autores: Dirceu Amil, Márcio Motta, Eraldo Madeira e Alexandre Mamaki, que realizou, também, a arte da bandeira 

Arranjo (músicos acompanhantes): Jhean Torres, Joaquim Jr e Emerson Izael, integrantes do grupo musical EVOKES



Desde 1860,
Nessa terra de povo hospitaleiro,
Carabuçu se destaca em liberdade,
No estado do Rio de Janeiro.

De "Arraiá do Sabiá" a Liberdade,
Carabuçu, povo etereno acolhedor,
Oh minha terra querida,
De gente garrida, de brio e valor.

Carabuçu, eterno caminho da paz,
Carabuçu, quem te conhece
Não te esquece nunca mais,
Carabuçu, não te deixarei jamais.

O teu povo construiu a tua glória
E hoje vive em sublime harmonia,
Teu céu azul espelha tua bandeira,
Tuas crianças o futuro dos teus dias

Em minhas veias corre sangue azul e branco,
És o meu porto seguro.
Carabuçu, berço de liberdade.

Se o acaso um dia me levar
Para outra terra desconhecida,
Saiba que sempre virei te visitar.
Carabuçu tu és parte em minha vida.

Os outros filhos que foram e não voltaram,
Aonde forem estarás em tuas mentes.
Oh minha terra querida,
Tenho orgulho de ser carabucense.


BARRA DO PIRAPETINGA - MUSEU DA IMAGEM



Museu da Imagem...


... e a roda d'água













CALHEIROS


MUSEU DA ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO RURAL E URBANO 

Vagner Monteiro do Canto, presidente da Associação



















 






MUSEU DA ALCEDINA DECIMONI


















               Dejair Decimoni e parentes homenageiam a memória de Alcendina Decimoni, organizadora do museu                  


Comitiva do 1o. Passeio Cultural e a família Decimoni




ROSAL


Fim do Passeio cultural ocorreu com visita a casarão...

...à Igreja de Sant'Ana...



... declamação de poesia ...




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...música chilena, com Pablo Trova...


...e música rosalense na praça, com Sandra Nunes


Sandra Nunes e Daniella Gonçalves Moraes







OUTROS OLHARES de ARTUR GOMES, CARLOS PRONZATO, TOM LOURENÇO, ESPAÇO CULTURAL LUCIANO BASTOS  e O NORTE FLUMINENSE























 























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