sexta-feira, 31 de julho de 2026

O Despertar da Juventude na IV FlicBonjê

 


​A manhã de 31 de julho despontou sobre Bom Jesus do Itabapoana vestida de uma claridade mansa, como se o próprio tempo quisesse abrir espaço para o encanto. 

Na praça Governador Portela, a IV FlicBonjê desdobrava suas páginas ao vento, transformando o cotidiano em um vasto e acolhedor livro aberto. Era sexta-feira, dia em que a literatura deixou de ser apenas objeto guardado nas estantes para palpitar viva, entre passos apressados, sorrisos infantis e o sussurrar reverente dos versos.

​Desde as primeiras horas, a programação desenhou um mosaico de sensações. O lançamento e exposição de livros abriram os portais da imaginação, embalados pela sensibilidade das contações de histórias conduzidas com maestria pela escritora Rita Côgo e pela presença inspiradora de Cris Lemos, contando também com o brilho da ilustre escritora premiada internacionalmente Cristiana Ana, da ACLAPTCTC,  data festiva duplamente celebrada com a alegria contagiante do aniversário de seu querido filho, Davi. A Ciranda Cirandina e as vibrantes apresentações do Colégio Maria da Conceição Baptista de Oliveira trouxeram o ritmo da tradição e a alegria genuína de uma juventude que canta e recita suas raízes com orgulho.

​Mais do que um evento festivo, a Feira Literária revelou-se um solo sagrado para o desenvolvimento cultural de nossas crianças e jovens. É nos corredores da FlicBonjê que o futuro do pensamento encontra aconchego; onde a leitura deixa de ser obrigação escolar para se vestir de aventura, afeto e emancipação. Quando uma criança segura um livro e se encanta com a narrativa, ela ganha asas invisíveis, capazes de transpor qualquer fronteira geográfica ou social. A cultura, ali exercida com tanta delicadeza e vigor, planta sementes perenes de empatia, criticidade e sonho.

"A literatura nas praças não é apenas um espetáculo passageiro; é o oxigênio que renova a alma de uma comunidade, ensinando os mais jovens a enxergar o mundo com lentes de poesia e coragem."

​A tarde seguiu seu curso poético costurando reflexões e afetos, embalada pela inspiradora apresentação musical do açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves que, ao violão, entoou canções açorianas capazes de contagiar profundamente o público jovem. O evento foi magistralmente registrado pelas lentes atentas e pela cobertura de excelência da prestigiada TV Alcance, sob o comando de Isac Nascimento. Na roda de conversa, as vozes afinadas de Maria Clara Fonseca, Beatriz Alvarenga e Cristiele Lemos teceram diálogos profundos sobre a arte e a palavra. O encontro seguiu abraçado, culminando na contagiante apresentação da Escola de Música JEMJ e no encanto do Bingo. Todo esse cenário vibrante é sustentado pelo surgimento luminoso de novas e eficientes ativistas culturais, mulheres de garra e sensibilidade que transformam o ideal em realidade palpitante.

​Guardiãs da Palavra, Família e Resistência

​Neste solo fértil de Bom Jesus, destaca-se a atuação inspiradora de pilares fundamentais da nossa resistência cultural, onde o afeto familiar se une à paixão pelas letras:

Alessandra Abreu, cujo olhar atento e dedicação incansável irrigam os canteiros da literatura e da arte com sensibilidade ímpar, contando com o orgulhoso apoio de seu pai, José Carlos Abreu, e de sua tia, a querida Irmã Lúcia Borges Abreu, exemplos vivos de dedicação e retidão;

Maria Clara Visotto, jovem força motriz que oxigena o diálogo cultural com entusiasmo contagiante e profunda entrega aos projetos literários;

Anízia Maria Pimentel, baluarte de eficiência e paixão pela cultura, cujo trabalho harmoniza tradição e futuro em cada ação realizada.

​Quando o sol se pôs sobre a sexta-feira da FlicBonjê, deixando no ar o aroma de livros novos e a harmonia da música, a certeza permaneceu intacta: a poesia continuará a ser o mais belo e seguro destino enquanto houver mãos generosas para semear a cultura e corações abertos para acolhê-la.

(Crônica dedicada à FlicBonjê e aos fazedores da cultura bonjesuense.)



































Um comentário:

  1. E um afago para a esperança, presenciar mesmo que de longe, livros, recitais poéticos, e acordes musicais, encantando a criançada, e semeando em suas mentes o interesse pela música a arte e a cultura.
    Saudações Bom-Jesuenses.

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