Como historiadora, sempre procurei registrar momentos por meio da escrita e da fotografia. Desde muito cedo, gostei de ler, escrever, guardar registros históricos e fotografar momentos que, com o passar do tempo, tornam-se memória.
Tive a oportunidade de cursar História pela UFMG, uma conquista que agarrei com muito esforço, dedicação e amor pelo conhecimento. Ainda na década de 1980, comecei a escrever para jornais e, em 2005, dei início à produção dos meus livros. Desde então, venho encontrando na escrita uma maneira de preservar histórias, pessoas, lugares e acontecimentos que não podem se perder com o tempo, principalmente histórias da nossa cidade de Varre-Sai.
Talvez por isso, esta semana tenha começado de maneira tão triste e saudosa. A notícia da partida de duas grandes atrizes brasileiras, Laura Cardoso, aos 98 anos, e Glória Menezes, aos 91, nos faz refletir justamente sobre o valor da memória.
Duas mulheres que dedicaram décadas à arte, emocionaram gerações e deixaram seus nomes registrados na história da televisão, do teatro e da cultura brasileira. Ambas partiram no aconchego de seus lares, cercadas pelo carinho de seus familiares.
A vida terrena passa para todos. Até as estrelas, um dia, se apagam. Mas ficam os registros, as lembranças, as histórias e o legado que cada pessoa deixa pelo caminho.
E é também para isso que existe o historiador: para ajudar a impedir que o tempo apague aquilo que merece ser lembrado.
No final de nossa passagem terrena, que possamos ter a serenidade de olhar para trás e dizer: missão cumprida. E que, depois de cumprirmos nossa missão neste mundo, possamos alcançar a verdadeira vida, que esperamos na eternidade.
Neste Dia do Historiador, sigo fazendo aquilo que sempre amei: escrever, fotografar, preservar e contar histórias, porque quem registra a história ajuda a mantê-la viva para as próximas gerações.
Isabel Menezes - professora e historiadora

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