domingo, 28 de janeiro de 2024

ENTREVISTA HISTÓRICA COM MARIA LÚCIA PEREIRA PINTO



Maria Lúcia Pereira Pinto 


Hoje, dia 28 de janeiro, a TV Alcance, de Isac Nascimento, e o jornal O Norte Fluminense estiveram no casarão da família Pereira Pinto, em Campos dos Goytacazes, realizando mais uma entrevista histórica, desta vez com Maria Lúcia Pereira Pinto, filha do usineiro Jorge Pereira Pinto.

A grande entrevista estará disponível em breve nas mídias sociais da TV Alcance.
















Maria Lúcia Pereira Pinto 


Maria Luísa Pereira Pinto 


Duas gerações da família Pereira Pinto 




Maria Luísa, Isac Nascimento e Maria Lúcia Pereira Pinto 

Isac Nascimento e Paulino, o motorista da TV Alcance e do jornal O Norte Fluminense 







sábado, 27 de janeiro de 2024

Todos os dias devíamos...


 

FELICIDADE

 


Wilma Martins Teixeira Coutinho 


Os Beija-Flores escondidinhos

As flores estão amando

A chuva que está caindo

Sobre suas pétalas, refrescando!


Embelezei a manhã toda

Este jardim cheio de Hortência

Quero provar com amor

Toda a minha eficiência!

AÇORIANO FRANCISCO AMARO BORBA GONÇALVES É HOMENAGEADO PELA 2ª FLICbonjê

O açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves é membro da Academia Bonjesuense de Letras (ABD


O açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves, nascido na ilha Terceira, nos Açores (Portugal), e radicado no estado do Rio de Janeiro, é um dos mais ilustres bonjesuistas, vocábulo criado por Octacilio de Aquino a designar as pessoas que, não nascidas em Bom Jesus, vivem como se assim fossem.

Apaixonado por Bom Jesus, terra escolhida por outro grande açoriano, Padre Antonio Francisco de Melo, a partir de 1899, ele pertence à Academia Bonjesuense de Letras, tendo produzido importantes textos memorialistas, poesias e canções, seguindo os passos do notável pároco lusitano.

Francisco Gonçalves nasceu em 29/01/1953, na Freguesia da Ribeirinha, Concelho (Município) de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores (Portugal).

Filho de João Gonçalves Leonardo e Maria da Conceição Borba, teve 13 irmãos, sendo um já falecido e um emigrado nos Estados Unidos. É casado e tem 2 filhos, Juliana e Daniel.

Ainda em Angra, estudou na Escola Comercial e Industrial em Angra do Heroísmo.

Emigrou para o Brasil em janeiro de 1978, morou e trabalhou inicialmente no Rio de Janeiro e, ultimamente, reside em Casemiro de Abreu, onde se estabeleceu como Comerciante agro-pecuarista.

Faz parte do quadro social da Casa dos Açores-RJ desde os anos 80, tendo integrado por diversas vezes a sua Diretoria no Departamento Social e, como 2° Vice-presidente, nos biênios 2014/2015 e 2016/2017.

Integrou um Grupo Musical chamado "Tertúlia Açoriana", com apresentações em várias ocasiões e lugares, uma delas na Academia Luso Brasileira de Letras a convite de Dona Idalina Gonçalves, onde esteve presente Dom Orani Tempesta, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro.

Nesta ocasião especial, apresentou uma composição, uma Oração em forma de canção, de sua autoria, denominada "Cântico de Oração ao Bom Jesus", que, como um presente, um mimo, como se diz em Portugal, neste momento, em um gesto gracioso, passa a dedicá-lo ao nosso Bom Jesus do Itabapoana.

Faz parte, ainda, da Diretoria da Irmandade da Devoção Particular do Divino Espírito Santo de Vila Isabel.

Com seu carisma e simpatia, e espírito jovial e alegre, gosta de cantar e musicar poesias, atrai as pessoas ao seu redor com cativante prosa, assim é o bom amigo Francisco Gonçalves.

Em 2019, ingressou na Academia Bonjesuense de Letras, se incorporando definitivamente à cultura e à sociedade bonjesuense.



Francisco Gonçalves diante do túmulo de Padre Mello, no interior da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus 












 









sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

ANTONIO JOSÉ BORGES

 

                                          Maria Cristina Borges


Antonio José Borges 

Hoje, dia 27 de janeiro, faz 34 anos da morte do meu pai. Antonio José Borges nasceu na Barra do Pirapetinga, Bom Jesus do Itabapoana, e morreu aos 61 anos, em 27.01.1980, na Bahia, enquanto fazia um passeio com a esposa Terezinha. 

Apesar de ter falecido jovem, deixou uma linda história de amor. Antonio José Borges era filho de Messias Borges Ribeiro e Maria Francisca Teixeira 

Reis (vovó Malica). Estudou na escola rural da Barra, e sua professora foi d. Olga Ebendinger. Seu pai era proprietário rural, e possuía a fábrica de manteiga “Messias”, que administrava com a ajuda da esposa Maria Francisca (Malica), dos filhos.

Fábrica de manteiga “Messias” na Barra de Pirapetinga (seta amarela), idealizada por Messias Borges Ribeiro e a esposa Maria Francisca (Malica).


Encomenda de Latas de flandres para embalagem da manteiga “Messias”. 1937.

Aos 17 anos Antonio assumiu a fábrica de manteiga, com as irmãs solteiras Maria de Lourdes Borges e Therezinha Borges, após o falecimento do pai.

Dedicava-se com entusiasmo ao trabalho e introduziu uma desnatadeira, que tirava a nata do leite para fazer manteiga, o que veio modernizar a produção, até então caseira. Na fábrica trabalhava também seu sobrinho Ismael Borges de Alvarenga.


Antonio José Borges e Maria Terezinha Borges: casamento na Igreja de Santa Luzia, na Barra do Pirapetinga, em 1949.

Aos 21 anos, em 15.12.1949, casou na Igreja de Santa Luzia, na Barra, com sua prima Maria Terezinha Borges, nascida na Braúna, filha de João Pereira Borges e Maria Coelho Borges, com quem teve seis filhos: Vera Lúcia, Maria Cristina, Maria do Carmo, José Henrique, Maria Elizabeth e Fábio.

Antonio e Terezinha continuaram à frente da fábrica após o casamento das irmãs Antonio, e seguiram produzindo manteiga por alguns anos. Vários eram os produtores rurais que forneciam creme para a fábrica, dentre eles: Manoel Teixeira da Costa, Oliveiro Vieira Seródio, José Teixeira de Moraes, Valter Teixeira Borges, Maria Francisca Teixeira Reis e Dr. José Moraes Ribeiro.


Movimento da fábrica de manteiga.


Por volta de 1952, decide pelo encerramento da fábrica de manteiga. Aproveitando o conhecimento da esposa Terezinha, herdado dos antepassados, fundou uma fábrica para produção de doces de frutas, como a mariola (banana) e marmelada, doce de leite, etc, produzidos em tachos de cobre.


Antonio José Borges foi jogador do União Barrense F.C., clube centenário da Barra do Pirapetinga.

A energia elétrica era um grande desafio à época e Antonio, demonstrando seu espírito empreendedor, com muita criatividade, instalou em sua propriedade uma usina hidrelétrica “Santo Antonio”, gerando energia para levar luz para sua casa e também para outros moradores da Barra.


Relação de consumidores da Usina “Santo Antonio”, na Barra do Pirapetinga. 1957.  


O Jornal. 18.12.1960

Em 1960, foi eleito e empossado membro do conselho fiscal da Associação Rural de Bom Jesus, ao lado de Nelson Mota e Mário Nunes da Silva, e da diretoria: presidente, Alípio Garcia de Campos; vice, Jorge Assis de Oliveira; tesoureiros José Sebastião de Vasconcelos Guerra e Elias Nunes Neto; e secretários Carlos Alberto Pereira Pinto e José Rodrigues do Carmo.

Ao lado de outros proprietários rurais, acompanhou a chegada da ACAR – RJ (Associação de Crédito e Assistência Rural), em Bom Jesus, em 1963. Com os filhos crescendo, Antonio e Terezinha decidiram se mudar para Bom Jesus do Itabapoana.


Jornal O Fluminense. 24.03.1963

Em 1963, já residindo em Bom Jesus do Itabapoana, participou da administração da Cooperativa Agrária do Vale do Itabapoana Limitada – CAVIL, como gerente. Foram seus companheiros de diretoria: o presidente Francisco S. Figueiredo e secretário José de Oliveira Marques. Durante sua gestão foi inaugurada a nova sede da empresa, em Bom Jesus do Itabapoana, RJ.





Em 1964, entusiasmado com a expansão do setor avícola no país, criou um novo empreendimento em sua propriedade na Barra, uma granja para produção de aves, Granja “A Carijó”.


Granja “A Carijó”, na Barra de Pirapetinga: grande produção de frangos e ovos


Inauguração da Granja. 1964.





A Granja “A Carijó” participou da Exposição Agropecuária da Festa de Agosto, no Colégio Estadual Pereira Passos. Agosto de 1964.

Diversos fatores levaram ao fechamento da Granja.

Convidado para trabalhar na Fábrica de Leite Glória, em Itaperuna, lá passou a atuar como extensionista rural durante algum tempo, indo depois trabalhar na CCPL. Voltou mais tarde para a Leite Glória, onde se aposentou.

Após a aposentadoria, pôde prestar vários serviços à comunidade, dedicando-se ao Instituto de Menores Roberto Silveira, do qual foi diretor e ao Lions Clube, do qual foi presidente.

Na sede do Instituto de Menores Roberto Silveira. Da esquerda para a direita: Raul Lopes, Luiz Teixeira (Cedae), Antonio José Borges, Jorge Azevedo, Luciano Bastos, Sebastião Alfeu, Salim Tannus, Oliveiro Teixeira.



Fotos: Instituto de Menores Roberto Silveira

Antonio José Borges foi dirigente da Banda de Música Lira Operária, no período de 1979/1980. Em homenagem à filha Maria do Carmo, que aniversariava no dia 14 de agosto, em 1977 ofereceu um café da manhã em sua casa para os integrantes da Lira, que tocou “Parabéns” para a aniversariante, e também o dobrado “Teixeira Borges”, antiga composição da família Teixeira Magalhães, da Barra. A partir dessa data a família vem mantendo essa tradição do café com a Banda na alvorada da Festa de Agosto até os dias atuais.



Antonio José Borges e Terezinha Borges.


Maria Terezinha e os filhos Vera Lúcia, Cristina, Maria do Carmo, José Henrique, Maria Elizabeth e Fábio.