Um fio de linho, um retalho de jeans guardado com carinho, o cheiro morno do tecido tingido pela história e a memória viva de uma avó que, com as mãos pacientes, desenhou no tempo o destino de uma neta.
Desde os treze anos, entre agulhas, feltros e carimbos artesanais, Aline Duarte tece muito mais do que peças; ela borda a alma de Casimiro de Abreu, de Rocha Leão e de Rio das Ostras. Nasceu ali uma vocação que é puro afeto: o dom de transformar o simples em poesia materializada. Pelas mãos de quem é mãe, esposa, dona de casa e zelosa cultivadora de plantas colecionáveis, o ateliê se converteu em um santuário de criação.
Não há pressa no fazer artesanal. Cada bolsa com o selo de Rocha Leão desde 1888, cada boneca “Cafézinho” que evoca o passado ferroviário e as raízes da terra, cada flâmula natalina e cada carimbo impresso carregam o fôlego de quem compreende a arte como missão. Aline transborda para além das quatro paredes de seu espaço: ela ocupa as praças, o Galpão das Artes, a Tocolândia, o Espaço do Artesão no Shopping Plaza e os grandes palcos culturais com a generosidade de quem ensina. Ministrando oficinas de biscuit, costura criativa, feltragem e EVA, ela entrega aos outros a chave do próprio encanto, multiplicando saberes e semeando a sensibilidade por onde passa.
No meio de feiras, festivais de jazz, palestras e a busca constante pelo aprimoramento, seja navegando pelas inovações do Sebrae ou poetizando a identidade cultural capixaba e fluminense, Aline permanece fiel à essência de sua infância. Suas mãos calejadas pelo trabalho delicado são as mesmas que abraçam o mundo com leveza, provando que a verdadeira arte é aquela que acolhe, perpetua a memória e faz valer a pena cada instante do caminhar.






Aline Duarte e sua avó amam o que fazem e transbordando talento e dedicação, já ensinou muitas pessoas a fazer e admirar a arte delas.
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