terça-feira, 4 de abril de 2017

CONCURSO DE POESIA PROMOVE A CULTURA


Elcio Xavier, um dos grandes poetas do país, é orgulho do povo bonjesuense

O concurso de poesia "Elcio Xavier e o Véu da Manhã", organizado pelo jornal O Norte Fluminense de modo pioneiro, tem o objetivo de criar hábitos de leitura e de escrita, promover e valorizar as expressões literárias, fomentar a produção autoral de poesias, além de divulgar e homenagear Elcio Xavier, o maior poeta bonjesuense de todos os tempos e um dos grandes do país, que comemora 97 anos de idade no próximo dia 3 de maio.

As inscrições terminam no dia 10 de abril e os vencedores serão divulgados no dia 25. A equipe julgadora é formada por poetas acadêmicos consagrados no mundo literário e será divulgada por ocasião da divulgação do resultado.





Em relação a  Elcio Xavier e ao livro "O Véu da Manhã", o membro da Academia Brasileira de Letras, Adonias Filho, já disse:

Resultado de imagem para Adonias FIlhoO poeta Elcio Xavier "que, insisto, precisa ser lido no livro marcante que é 'O Véu da Manhã', (ressaltado) não se projeta apenas no lirismo simples, na espontaneidade que denuncia em seus poemas como atos inevitáveis. É também um poeta que penetra na análise, sempre simples e humano, mas investiga aquele subsolo que caracteriza a poesia como uma descoberta. Extraordinário, sem a menor dúvida, como se revela e se advinha, e se perdoa. No fundo da sua própria natureza, irmanado ao mundo, em seus poemas que do modernismo só utiliza o instrumento formal, Elcio Xavier é um poeta à margem das escolas e dos grupos. Isolado, porém, sua personalidade flagrantemente poderosa nesse livro de estreia, é um poeta que exige atenção".


Lucio Cardoso


Já o crítico literário mineiro, Lúcio Cardoso, escreveu:

"... julgo que, possivelmente, não ignora ele [Elcio Xavier] que o verdadeiro quinhão do poeta neste mundo, qualquer que seja sua maneira de pensar, é o sofrimento. Renegá-lo seria trair o que de mais íntimo e belo existe dentro de si. Renegá-lo seria mutilar uma personalidade que nunca poderia vicejar amplamente noutros terrenos da vida. Gostaria, no momento de fechar este artigo, saudar no poeta que acaba de estrear, um autêntico valor da moderna Poesia Brasileira. É que "O Véu da Manhã" parece-me conter realmente algo destinado a marcar o seu aparecimento como um dos acontecimentos literários dos últimos anos". 


Veja, abaixo, o regulamento do concurso "Elcio Xavier e o Véu da Manhã."






REGULAMENTO


O Jornal O Norte Fluminense vem instituir um concurso de poesias, tendo sua primeira edição lançada neste mês de fevereiro de 2017, com base neste regulamento.

1. O objetivo do primeiro concurso de poesias do Jornal O Norte Fluminense é criar e consolidar hábitos de leitura e de escrita, promover e valorizar as expressões literárias, fomentar a produção autoral de poesias, divulgar e homenagear Elcio Xavier, o maior poeta bonjesuense de todos os tempos e um dos grandes do país, que comemora 97 anos no dia 03 de maio de 2017.

2. A participação é gratuita e aberta a todos os (as) autores(as) que enviarem seus textos, com o tema proposto e na forma descrita no regulamento, até o dia 10 de abril de 2017.

3. O tema é ELCIO XAVIER e O VÉU DA MANHÃ, devendo o texto ser no gênero poesia, inédito, escrito em português, obedecendo a seguinte formatação: Digitado em Word, fonte Arial, tamanho 14, espaço simples, margens de 3cm, impresso na cor preta em folha A4 branca.
Considerar-se-ão no julgamento: criatividade literária, linguagem estética e originalidade na construção poética, correção de linguagem conhecimento do tema proposto.

4. A forma de envio dos trabalhos deverá ser escolhida entre carta postal ou por e-mail.

Por e-mail:
Enviar correspondência para onortefluminense@hotmail.com, até as 18:00 h do dia 10 de abril de 2017, na aba ‘assunto’ deverá estar escrito: 1º CONCURSO DE POESIA ELCIO XAVIER E O VÉU DA MANHÃ, contendo um (01) arquivo com o poema em formato PDF, identificando o autor(a), abaixo do texto, somente por pseudônimo e um (01) arquivo em formato PDF com os dados do autor (a): nome completo; CPF; Endereço residencial/correspondência; data de nascimento, e-mail;
nº telefone; título da poesia e pseudônimo.

Por carta postal:
Enviar correspondência postal com AR contendo três (03) vias impressas do poema, identificando o autor (a), abaixo do texto, somente por pseudônimo e uma (01) folha com os dados do autor (a):
nome completo; CPF; endereço residencial/correspondência; data de nascimento; e-mail; nº telefone; título da poesia e pseudônimo.
Será considerada para a efetiva inscrição a data da postagem para:
O 1º CONCURSO DE POESIA DO JORNAL O NORTE FLUMINENSE
JORNAL O NORTE FLUMINENSE
Caixa Postal 636.
Bom Jesus do Itabapoana (RJ)
CEP. 28.360.000.

5. A premiação consistirá de medalhas e certificados para os três (03) primeiros classificados e menção honrosa para outros destaques. Os prêmios poderão ser enviados por correio para o endereço informado pelos (as) participantes até seis semanas após a publicação da lista de vencedores ou, a critério do organizador, em ato solene, com data, horário e local a serem informados por e-mail ou telefone, para os premiados que estiverem disponíveis na data marcada.

6. A comissão julgadora será composta por renomados poetas acadêmicos com amplo conhecimento literário, cujos nomes serão divulgados após a apresentação dos resultados.

7. A divulgação da lista dos vencedores está prevista para o dia 25 de abril de 2017 no blog http://onortefluminense.blogspot.com.br/, podendo a data ser alterada, caso em que será informado no mesmo endereço (blog).

8. Os (as) participantes autorizam, desde já, a publicação de seus textos no Jornal O NORTE FLUMINENSE, no referido blog e em qualquer meio de comunicação, livros e periódicos, para fins de promoção dos próprios autores(as) e do concurso cultural, não havendo cessão de direitos de autor(a) em prol do concurso, ficando os(as) autores(as) livres para utilizar suas criações posteriormente.

9. O(a) participante é plenamente responsável pela veracidade das informações prestadas e pela eventual prática de plágio total ou parcial, sendo que tal prática acarretará a eliminação imediata do(a) concorrente.

10. A participação neste concurso significará a aceitação irrestrita do regulamento. Os casos omissos serão supridos pela comissão julgadora, sendo irrecorrível e soberana a sua decisão.

O NORTE FLUMINENSE
14 DE FEVEREIRO DE 2017



Elcio Xavier, familiares e amigos por ocasião do lançamento da 2ª edição de "O Véu da Manhã", no ECLB, em novembro de 2003


Coral na Praça



Jovens do Coral São José, da Paróquia do mesmo nome, realizaram, na tarde do domingo passado, um ensaio na Praça Governador Portela, diante da majestosa Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, edificada pelo gênio do pároco português Padre Mello, oriundo da Ilha de São Miguel - localizada no Arquipélago de Açores - que chegou em nosso município no final do século XIX.




Saudamos, portanto, as novas gerações de cantores e músicos, que prosseguem a nossa tradição de cultura, que tem como pai exatamente o pároco português. 





Barraca na Praça




Na semana passada, parte da Praça Amaral Peixoto transformou-se em área de acampamento para uma barraca.



A proximidade da Rodoviária e dos taxistas dá sensação de segurança ao local.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

GIRA EL MUNDO GIRA


CHIARA CIVELLO E CHICO BUARQUE


Isso Acontece




Desembargador Antonio Izaias da Costa Abreu


              No dia 9 de janeiro do corrente ano, ao abrir o jornal "O Globo" como costumeiramente faço, na página que noticia os obituários, missas, descoberta da matzeivá e outros atos concernentes à morte e homenagens purificadoras da alma, fui surpreendido com a infausta nota do passamento de um amigo, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, José Murilo de Carvalho.
                    O fato entristeceu-me sobremodo e logo pensei em apurar sua veracidade. Não dispunha, no momento do telefone do amigo e, ainda que o tivesse, naquela circunstância de pouco adiantaria. Acreditando estar o IHGB em recesso, os seguranças e outros servidores da instituição não teriam, certamente, condições de esclarecer o desditoso e inevitável acontecimento, cuja força nos domina deixando na sua voragem um rastro de saudade do ente querido que se partiu.
                     Decidi, então, sem mais indagar, ir ao cemitério São Francisco Xavier, no Caju, para prestar ao amigo e companheiro do IHGB a minha sentida homenagem.
                         Assim, dentro de um terno escuro e gravata própria para ocasiões lutuosas, às 13 horas, com o sol a pino e temperatura a 402 e sensação térmica de 502, desloquei-me para o referido "Campo Santo" e, em lá chegando, fui informado de que o corpo estava sendo velado na capela G, no andar superior.
                         Após galgar cansativa escada, com corrimão bem baixo, que nem os jovens fazem num só fôlego, depois de um longo suspiro devido ao cansaço, procurei refazer-me.
Sucede que, ao dar entrada no recinto, surpreendeu-me ali a ausência de sócios do IHGB bem assim como de membros da Academia Brasileira de Letras ABL, instituições a que José Murilo de Carvalho faz parte. Dirigi-me diretamente a uma senhora e um rapaz, que vim a saber ser esposa e filho do falecido, os quais se mostravam sentidos juntos à essa e os cumprimentei apresentando-lhes as condolências. Nesse momento, de soslaio, espichei o olhar para o morto, e constatei ser uma pessoa totalmente calva, rosto fino, nariz ligeiramente aduncado e a boca emoldurada por um vasto e branco bigode à moda mexicana.
                        Duvidoso, pensei comigo mesmo: Este não parece ser o meu amigo. Será que ele adoeceu e, em um curto período, teve sua fisionomia transformada? Tudo era possível. Contudo, o que continuava a me deixar aturdido era, confesso, o vasto bigode branco do morto. Com andar cauteloso, assentei-me, a seguir, em uma das cadeiras posicionadas à frente do catafalco.
                   Ao notar uma jovem que havia também cumprimentado os familiares do defunto, fiz sinalização para que ela se assentasse ao meu lado. Atendido, perguntei-lhe se o falecido era realmente José Murilo de Carvalho e, mais uma vez, tive a confirmação. Mas o grande e branco bigode continuava sendo, na verdade, o gerador da incerteza, porquanto José Murilo de Carvalho, o grande amigo, não se ornava à fisionomia como se achava o morto. Ademais, o colega do instituto, embora também calvo, tem a face arredondada com linhas leves e delicadas, mas próprias da masculinidade, ressalte-se.
                    Enfim, fiquei a meditar como sair daquela situação emblemática. Nesse instante, dá entrada no recinto, para realizar as exéquias, uma senhora paramentada com um jaleco branco tendo em uma das mãos o hissope e, na outra, diversos folhetos sinalizadores do procedimento, conforme me foi dado a observar ao receber um deles. Era a ministra da eucaristia que ali se fazia presente a fim de dar curso à sua missão. Ao ver-me com traje escuro de mim se aproximou indagando: "O senhor é o padre?" respondi-lhe que sentir-me-ia honrado se o fosse. Não sendo eu o sacerdote, pode a interpelante dar, portanto, início ao seu mister.
                         Orou em voz alta e todos repetiam as santas orações e, de vez em quando, ela espargia água benta sobre o defunto. A cerimônia teve seu término cerca de vinte minutos após com a oração de São Francisco de Assis e fazendo os presentes, em seguida, a perseguinação.
                   Havendo-me comportado como conhecido do morto, os presentes, creio, devem haver indagado entre eles quem seria o senhor de terno escuro que prestou ao falecido a última homenagem? Possivelmente um representante do governo ou membro do Itamaraty.
                       Ao deixar o recinto, a minha dúvida foi dissipada quando um senhor de idade provecta levantou-se da cadeira e deu-me um forte abraço dizendo-me: Doutor, eu e o José Murillo de Carvalho fomos, no final da década de 1960, os designados para instalar a embaixada do Brasil em Moscou, na União Soviética, e lá trabalhamos juntos vários anos. Foi, realmente, quando certifiquei-me que o meu amigo era outro José Murilo de Carvalho.
No dia seguinte, liguei para o IHGB e relatei o acontecido à diligente e estimada funcionária Tupiara e ela, cheia de risos, disse-me: Desembargador, eu também levei um susto ao me deparar com a notícia mas, ao analisá-la, pude logo constatar não ser o anunciado o nosso considerado sócio, apesar da homonímia. Porquanto, o nosso Murilo não é grafado com dois "II", e a sua idade é bem inferior a noventa anos como daquele a quem o senhor prestou a última e sentida homenagem. Disse-me, finalmente, Tupiara: Desembargador, não fique constrangido, pois na manhã de ontem o telefone tocou ininterruptamente, pois inúmeros sócios desejavam ser informados quando e onde ocorreria o sepultamento. Realmente, sim, prestei a um digno honrado embaixador justa e merecida homenagem mas, outrossim, fiquei feliz em saber que o nosso José Murilo de Carvalho encontra-se sadio e em plena atividade.
                        De fato, não raramente, isso acontece.


Date: Mon, 30 Jan 2017 11:32:58 -0200
Subject: jose murillo de carvalho

Caro desembargador,

Só hoje consegui com o Arno seu endereço para responder a carta que me enviou. Lamento o transtorno que meu xará lhe deu, mas, sobretudo, agradeço sua disposição de enfrentar o calor do Rio para comparecer ao velório que achava ser deste seu confrade. Desde já dispenso-o de ir ao S. João Batista quando chegar a vez do José Murilo com um I só... Um cordial abraço, jm.

Empório das Artes é indicado na categoria "Antiquário"