quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Dilma Yara e as Andarilhas de Madalena: Um Encontro que Floresceu no Carnaval

 



Na manhã clara de 6 de setembro de 2025, Dilma Yara chegou a Santa Maria Madalena como quem traz na bagagem algo invisível, não malas, mas possibilidades.

Era apenas uma aula experimental de dança cigana artística. Apenas,  palavra pequena demais para o que viria. Reuniram-se mulheres curiosas, depois interessadas, e logo encantadas. Quando se percebeu, já eram 35 corações batendo no mesmo compasso. Não era só técnica, nem coreografia: era reencontro. Entre giros, saias e sorrisos, alguma memória antiga do feminino parecia despertar, como se cada passo dissesse “você ainda é inteira”.

Nas manhãs de outubro, o Clube dos Leões de Santa Maria Madalena passou a respirar diferente. O salão virou círculo, o espelho virou portal e o tempo, cúmplice. Ali nasceu mais que um grupo: nasceu pertencimento. Chamaram-se Andarilhas de Madalena, nome que já continha destino.

E o destino gosta de festa.

No carnaval recém-encerrado, veio o convite da Mocidade Independente de Itaporanga. Coreografadas em 24 horas, urgência típica das alegrias verdadeiras, elas atravessaram a avenida não como alunas, mas como história em movimento. As saias contavam o que as palavras não alcançam: liberdade aprendida juntas.

Dilma, feliz como quem vê uma semente reconhecer a própria árvore, escreveu ao jornal O Norte Fluminense de Bom Jesus do Itabapoana que partilhava sua alegria ao ver “minhas meninas” fazendo bonito. E fizeram. Não apenas desfilaram; encantaram.

Naquela noite, percebeu-se que há cidades que não produzem só lembranças, produzem brilho. E assim Santa Maria Madalena reafirmou sua vocação: não apenas terra de montanhas e histórias, mas também de astros do carnaval, daqueles que nascem quando a arte encontra a alma coletiva.

Porque às vezes um projeto começa com passos de dança.

E termina virando constelação.







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